Olhos de Ladra
A polícia acabou com a festa na casa do meu amigo — e com o jogo de strip pôquer que a gente tava jogando na sala de jantar dos pais dele — no exato instante em que larguei minha calça jeans de lado e me sentei de volta. Meus tênis, meias, moletom e camiseta já estavam espalhados no chão. Só eu e minha cueca boxer quando uma voz masculina do corredor da entrada gritou: "Merda! Polícia!" e uma voz feminina soltou um grito agudo.
Foi o grito que mexeu comigo. Algo no terror daquilo me impulsionou. Passei batido pelos outros cinco caras e garotas seminus em direção à porta dos fundos da casa do meu amigo. Disparei pelo deque, desci os degraus, contornei a piscina coberta e pulei a cerca. Levei uns doze segundos, no máximo.
Minha bolsa de futebol americano tava em jogo. Eu tinha só dezoito anos; a polícia me enquadraria como menor de idade portando bebida, e de jeito nenhum o treinador engoliria uma condenação por contravenção só pra me manter no time.
Ouvi outros festeiros bem atrás de mim, sussurrando e chamando uns aos outros.
"Ah, merda!"
"Eles tão vindo!"
"Rápido!"
"Vai! Por aqui!"
Aí vi as lanternas balançando e sacudindo à minha direita e à minha esquerda. Os policiais tavam cercando meus colegas. As vozes e ordens deles me fizeram correr mais rápido. Eu tava numa disparada total, e não demorou pra eu perceber que um dos oficiais tinha se separado pra me perseguir. Ouvi as passadas pesadas. Vi minha sombra enquanto a lanterna do policial pulsava bem atrás de mim.
Ele tava tão colado nos meus calcanhares que a escolha se resumia a me entregar ou fazer algo extremamente estúpido numa noite tão fria. Atravessei a rua como um foguete e corri pelo caminho de cimento na direção do píer comunitário. Um segundo depois que meus pés começaram a bater nas tábuas de madeira do cais, ouvi os baques das botas dele.
"Pare!" berrou a voz grave.
Nem fodendo. O fim do píer se aproximava, e encurtei meus dois últimos passos pra preparar o corpo pra um mergulho em salto pra frente. Me lancei. O ar tava cortante enquanto eu voava como um dardo. A forma como cortei a água gelada, eu sabia no fundo do coração que tinha sido um mergulho espetacular. Igualzinho ao Michael Phelps saindo do bloco de partida de uma piscina olímpica.
Mas, merda! A água tava chocantemente fria, mesmo com meu instinto de fuga a mil. Ainda deslizando sob a superfície, dei três chutes de golfinho, braçadas de peito e me mantive longe da superfície.
Mais.
Mais, e meus pulmões começaram a lutar comigo.
Mais, e combati o impulso de ofegar por ar. Os músculos do meu diafragma deram um tranco, e engoli de volta um grito gutural. Mais duas braçadas.
Mais duas.
Mais duas.
Desesperado, rompi a superfície o mais silenciosamente que pude. Sufocando o instinto de arfar e gemer, dei algumas respiradas longas e dolorosamente silenciosas antes de girar o corpo pra localizar o policial.
A lanterna tava lá, uns setenta metros adiante, no fim do píer, me procurando. Enquanto eu lutava por ar, a luz passou por cima de mim uma vez, mas não voltou. Continuou, varrendo a superfície da água escura.
"Puta merda," sussurrei. O gelo do lago já tinha derretido todo, claro, mas fim de março não era brincadeira. "Continue se mexendo," arfei. Virando pra longe do policial, vi a luz de um píer particular do outro lado da água. Talvez uns quatrocentos metros. Era minha melhor opção. Hora de ir. Me preparei pro frio e mergulhei sob a superfície. Aí, continuei nadando.
No meio do caminho atravessando o lago, decidi que era seguro fazer algum barulho, e nadei pela superfície, parando a cada meio minuto mais ou menos pra verificar se tinha algum policial rondando meu destino.
Não.
Eu não sabia muito sobre hipotermia, mas tava aprendendo rápido. Meus braços e pernas começaram a cansar e doer. A ideia de que eu poderia de fato me afogar passou pela minha cabeça.
A essa altura, só uns vinte metros me separavam do píer particular e da escada no fim dele. No instante em que minha mão encontrou apoio nos degraus, percebi duas coisas. Primeiro, eu soube o quanto o nado gelado tinha me enfraquecido; meus dedos mal conseguiam agarrar o metal. Os músculos do meu corpo estavam todos lentos como câmera lenta e fracos feito velho. Eu precisava sair da água.
A segunda coisa que descobri foi que meu mergulho perfeito tinha roubado minha cueca boxer. Arrancado ela completamente de mim. Eu tava totalmente pelado.
Saí da água e descobri que não conseguia ficar de pé. A força pra isso me deixou como ar de um balão desamarrado. Desabei de lado. Tremendo, encolhi braços e pernas em posição fetal pra me aquecer.
Não tava congelando lá fora. Lembrei vagamente do meu pai falando algo sobre uns 4 graus e pra levar uma jaqueta se eu fosse sair. A minha tava num cabide abarrotado na casa do meu amigo. O resto das minhas roupas tava numa pilha bagunçada na sala de jantar dele. A situação toda me pareceu insana, e comecei a rir.
Mas não por muito tempo. O tremor incontrolável do meu corpo interrompeu minha alegria feito um acesso de soluços. Isso não tava funcionando, percebi. Ficar parado não tava me deixando mais quente. Eu precisava me mexer, aquecer meus músculos de novo.
Levou um minuto, mas finalmente fiquei de pé e saí do píer. O quintal dos fundos da espaçosa casa à beira do lago com o píer particular não tinha cerca, então corri pro quintal lateral e parei. Virando na direção de um zumbido baixo e arejado, vi as pequenas persianas de um respiradouro — talvez um respiradouro de secadora — embutido no revestimento da casa. As ripas abertas sopravam ar.
Corri até lá e encontrei um presente do céu: ar quente. "Ah, isso é tão bom," suspirei.
Onde eu tava, o respiradouro ficava mais ou menos na altura do pescoço. Me banhei sob o fluxo de ar, virando de frente e de costas como se fosse um banho quente.
Depois de um tempo, ouvi um carro na rua que passava na frente da casa. Ficando na ponta dos pés, olhei. Era uma viatura de polícia.
"Merda!" sibilei, me abaixando.
Ela passou reto. Me levantando com cuidado, retomei meu banho de ar e avaliei a situação.
Era mais ou menos duas da manhã de um domingo. Pelado, eu tava sem celular, e havia pouca chance de encontrar alguém por aí que me deixasse usar o deles. "Claro, Cara Pelado, pode usar meu celular."
Eu tinha uma possível resposta pros meus problemas, mas não gostei dela. Empurrando o pensamento de lado, procurei outra saída.
Casa, pensei, ficava a uns dezenove quilômetros. Metade do trajeto seria por zona rural, mas a outra metade seria em ruas suburbanas e de bairro. Não.
A casa do meu amigo ainda taria cheia de policiais. Provavelmente também teria pais furiosos chegando pra buscar seus filhos recém-multados por menor portando bebida. Se eu pudesse esperar algumas horas até as coisas clarearem, aí eu poderia voltar. Teria minhas roupas e um lugar pra cair.
Como se respondesse a essa ideia, o ar do respiradouro parou de repente. O ar de quatro graus voltou a envolver meu corpo mais uma vez.
"Merda," sussurrei. "Merda-merda."
Não havia outra escolha, de verdade. Ficava a menos de um quilômetro daqui.
Tremi e esfreguei meus braços.
Subindo correndo pelo quintal lateral, cheguei na esquina da casa. Olhei pra esquerda e pra direita. Tudo limpo, então disparei atravessando a rua e entrei na mata.
Eu ia pra casa da minha mãe — minha mãe de verdade.
***
Continuava me confundindo o fato de minha mãe ter ficado tão perto. A gente não se falava. Ela não ia a nenhum dos meus jogos nem me visitava. Qual era o sentido de ficar na cidade? Quando ela saiu da prisão, imaginei que voltaria pra Califórnia e pros seus velhos amigos de lá. Não. Ficou na área e arranjou um lugarzinho de merda a menos de quinze quilômetros da casa do papai. Eu não sabia o que ela tava fazendo pra se sustentar. Provavelmente algo ilegal.
Minha mãe biológica nos deixou quando eu tinha nove anos. Papai cuidou de mim, e uns anos depois — mais ou menos na época em que papai tava se casando de novo — descobrimos que minha mãe tinha sido presa por roubo. Ela e uma amiga tinham arrombado um ferro-velho e roubado sucata de cobre — parece que esse tipo de coisa era valiosa. Como ela já tinha uma DUI e duas posses de drogas na ficha, o juiz deu oito anos. Ela cumpriu quatro.
Papai me levou pra visitá-la na prisão uma vez, mas ela não quis ver nenhum de nós dois. Nunca mais fomos. Eu não fazia ideia de quem aquela mulher realmente era. Papai não oferecia muita coisa sobre ela. Quando eu perguntava, ele dizia coisas como: "Ela fez as próprias escolhas na vida," e era o fim da conversa.
Havia fotos dela, enterradas dentro de caixas e guardadas no nosso porão. Ela tinha uma vibe étnica judaica ou do Oriente Médio. Era estranho o nome de solteira dela ser Jones, e não Schaffzin ou Issawi ou algo assim. O formato exótico do rosto dela e a coloração a faziam parecer estrangeira. Cabelos pretos longos, grossos e ondulados. Olhos escuros. Dava pra chamar a pele dela de bronzeada, mas essa coloração não era de sol. A mulher que me deu à luz era hipnotizante, exóticamente linda.
Eu não parecia nada com ela.
Mais ou menos a cada poucos anos depois que ela foi embora, eu me esgueirava até o porão e olhava aquelas fotos dela, tentando entendê-la. Às vezes as fotos me deixavam com raiva, e eu a odiava. Outras vezes, depois de olhar, eu as largava e encarava os blocos de concreto que me cercavam lá embaixo, enxugando lágrimas debaixo dos olhos no silêncio frio.
Eu passava de carro pela casa mixuruca dela de vez em quando, meio na esperança de avistá-la, meio rezando pra nunca conseguir. O lugar era um chiqueiro quando ela se mudou. Era uma caixa de sapato de um andar só, talvez 70 metros quadrados — um degrau minúsculo acima de um trailer.
Nos três anos em que ela tava lá, comecei a notar pequenas melhorias. O jardinzinho da frente parecia quase cuidado. Vasos de flores apareceram, ladeando a escadinha da frente. Uma pequena horta surgiu no quintal dos fundos. O revestimento tinha sido consertado, e ela passou uma demão de tinta branca. Ela trocou ou limpou as janelas e adicionou umas cortinas também.
Isso me fez pensar se ela não era mais uma ladra viciada em drogas.
***
Felizmente, a maior parte da minha ida até a casa da mamãe passou pela mata. Só atravessei três ruas e contornei apenas algumas casas. Nem me importei em esconder minhas partes.
A corrida ajudou, mas não impediu que o frio nos ossos voltasse. O único aspecto em que o frio de fato me ajudou foi nos meus pés descalços. O ar gelado amenizou a dor de correr sobre gravetos e pedras. As solas dos meus pés pareciam algo feito de borracha fria quando entrei no jardim da frente da minha mãe.
Não havia luzes acesas, e eu corri até a varanda da frente e bati forte. Não tinha campainha. Corria sem sair do lugar, tremendo e esperando.
Nada.
Bati de novo, mais longo e mais forte. "Merda," sussurrei, sentindo cada maldita molécula daquele ar frio.
Ela não apareceu.
Desci correndo da escadinha e fui até a primeira janela, espiando lá dentro. Uma sala de estar. A cozinha ficava atrás. Disparei pro outro lado da escadinha. Vidro fosco — provavelmente um banheiro. Corri em volta pros fundos. Cortinas fechadas. Era isso — o quarto dela. Tinha que ser. Soquei o vidro e recuei, me cobrindo com as mãos.
As cortinas estremeceram por um instante. Ela tava lá, mas não dava pra saber se ela tava espiando pela lateral ou pelo meio.
Foda-se, disse a mim mesmo. Acenei, deixando uma mão pra esconder minhas partes. Isso não durou muito. Eu tava frio demais. Me cobrindo, pulava de um pé pro outro e esperava.
As cortinas se abriram no meio, e minha mãe tava lá, de regata, shortinho curto e pantufas felpudas. Seu cabelo longo e ondulado era uma cascata negra. Os olhos escuros estavam arregalados de espanto.
Articulei as palavras "Me ajuda."
A mão dela foi ao coração, e vi seus lábios formarem meu nome como se fosse uma pergunta.
Assentindo, eu disse: "Por favor!"
Ela hesitou por um momento, e então apontou atrás de si pra porta da frente. Disparei ao redor da casa e esperei lá.
Ela levou uma eternidade. Pelo menos, pareceu assim, estando a meros uma abertura de porta da distância do calor. Quando ouvi um trinco de segurança girar, me virei e vi o rosto dela aparecer.
"Posso entrar? Tô congelando. Por favor."
"O que você tá fazendo aqui, Tommy?" ela perguntou com aquela voz rouca que eu quase tinha esquecido.
"Eu tava numa festa e a polícia estourou. Tive que correr. Por favor!"
"Pelado?"
Assenti. "Strip pôquer."
Ela não disse nada.
"Mãe, por favor! Tô congelando. Tive que nadar através do Lago Duckwood pra fugir. Não tô com meu celular. A polícia tá por toda parte. Eu não tinha outro lugar pra ir. Por favor!"
Ela olhou pra trás de si antes de se virar de volta pra mim.
Eu disse: "Ou só me dá um cobertor. Posso ter um cobertor ou roupão de banho ou algo assim?"
A porta se escancarou. "Entra," ela disse.
Senti o ar quente quando cruzei a soleira, e gemi: "Ah, merda. Obrigado-obrigado."
Apontando pra um sofá velho na sala de estar, ela disse: "Senta, que vou te trazer alguma coisa."
"Sim." Corri até lá, mas não me sentei. Teria sido estranho colocar minha bunda pelada no sofá dela.
Um momento depois, ela apareceu e, enquanto eu me mantinha coberto, ela colocou um cobertor preto sobre meus ombros. Era grande, felpudo, e parecia um abraço de urso. "Obrigado," arfei, e me sentei no sofá, enrolando os pés debaixo de mim e cobrindo cada centímetro de pele exposta, exceto o rosto.
Mamãe se sentou na poltrona à minha frente. Ela não disse uma palavra. Senti ela me examinar, ouvi ela rir baixinho. Me virei, batendo os dentes. "O--o quê?"
"Você parece ter nove anos de novo nesse cobertor."
"Frio."
Ela assentiu. "Então você tava numa festa?"
Assenti.
"Bebendo álcool?"
Olhei pra ela, ansioso pra atacar qualquer recriminação.
Ela não ofereceu nenhuma. Continuou. "Jogando strip pôquer — e aparentemente perdendo?"
Assenti.
"Aí a polícia aparece. Todo mundo corre, e você escapa nadando através do Lago Duckwood?"
Assenti, tremendo.
Ela suspirou. "É bom te ver de novo, Tommy."
Batendo os dentes, eu a observei.
Ela tava mais velha, claro, mas ainda cativantemente linda. Aquele cabelo longo e cor de corvo tinha alguns fios grisalhos. Sentada na minha frente, ela tinha trazido os joelhos até o peito, abraçando-os nos braços. Seus membros pareciam mais macios do que eu lembrava. Nos meses antes de ela nos deixar, o corpo dela ficou esquelético e frágil. Ainda magra em qualquer definição, ela agora parecia robusta, talvez até rechonchuda comparada à forma debilitada que eu lembrava.
Ela também tava me examinando. "Minha nossa, como você cresceu," ela comentou. "Você tá indo bem? Tá feliz por estar se formando logo?"
Eu não queria essa conversa. Além disso, tava descobrindo que o cobertor não fazia nada contra o frio que permanecia fundo nos meus ossos. "Posso tomar um banho quente ou algo assim? Você se importa? Tô congelando."
"Tommy, não tem água quente — pelo menos, não vai ter até de manhã."
"Por--por que não?"
"Eu tomo banho quando chego do trabalho," ela respondeu, "pouco depois da meia-noite. O tanque é minúsculo, e é um aquecedor elétrico velho. Não sobrou água quente."
"Merda," resmunguei. "Talvez um cobertor elétrico ou uma almofada térmica?"
Ela balançou a cabeça com alguma simpatia. Parando, disse: "Posso fazer um chá quente pra você."
Assenti. "Por favor, sim."
Ela se levantou e foi pra trás de mim, na cozinha minúscula. Armários abriram e fecharam. Uma caneca pousou na bancada. Água correu. Ela chamou: "Você tá ansioso pela formatura?"
"Acho que sim."
"Você vai pra faculdade?"
"Sim."
O micro-ondas começou a funcionar. "Onde?"
"Estadual."
"Você joga futebol americano?"
"Sim."
"O que você vai estudar?" ela perguntou.
Não gostei daquilo. Eu disse: "Olha, você tem alguma roupa masculina? Umas que possam servir em mim? Posso simplesmente ir embora."
O micro-ondas apitou, e ela não disse uma palavra. Ouvi ela rasgar algo aberto, e ouvi água sendo despejada numa caneca. "Dois minutos," ela disse. "E não tenho roupa nenhuma pra você."
"Então você pode me levar de carro até a minha casa?"
"É isso que você quer? Aparecer em casa, cheirando a uísque, só com um cobertor? Seu pai—," ela não completou.
Ela não precisava. Papai acordaria com qualquer barulho, e ele sempre verificava quando eu chegava em casa. Claro, ele não me esperaria essa noite porque eu tinha dito que ia dormir na casa do meu amigo. Então quando eu chegasse em casa — é, ia ficar feio.
Mesmo assim, não senti vontade de admitir o ponto dela. "Vou ter que ir pra casa assim de qualquer jeito uma hora ou outra."
Ouvi uma colher mexendo, e então os passos dela se aproximaram de mim por trás. A caneca fumegante apareceu. Ela disse: "Pus um pouco de mel."
Peguei com avidez, abrindo o cobertor o suficiente pra passar uma mão. "Obrigado."
"De nada," ela disse, retomando seu assento na minha frente.
Tomei um gole, sugando bastante ar enquanto puxava o líquido. Queimou, mas não muito. Engolindo, senti o chá escorrer pela minha garganta e revestir minha barriga com calor. Gemi com a sensação.
Mamãe sorriu. "Ajuda um pouco?"
Assenti.
"O que você vai estudar na faculdade?"
"Por que você se importa?"
"Eu não posso mostrar interesse por uma pessoa que não vejo há nove anos?"
"Uma pessoa que você se recusou a ver. Abandonou. Não, acho que não pode." Tomei outro gole, me preparando para outro contra-ataque.
"As pessoas cometem erros", ela disse.
"Você poderia ter corrigido seu erro todos os dias desde que saiu da cadeia... o quê?... três anos atrás."
"Eu deixei você entrar na minha casa, não foi?"
Eu estava tremendo de novo. Engraçado como algo quente faz o resto do seu corpo parecer frio. Mesmo assim, abri o cobertor e tomei outro gole. "Para me salvar de morrer de exposição. Muito generosa, mãe."
Ela não disse nada. Seus olhos se abaixaram e demoraram um instante. Ela assentiu e disse: "Você deveria se cobrir."
"Hein...?" comecei. Então, vendo meu pau e minhas bolas expostos, disparei: "Ah, merda!" Na altura da minha cintura, o cobertor devia ter se aberto quando eu tomei um gole; eu o fechei com um puxão. "Desculpe", murmurei, sentindo meu rosto ficar rosa.
Ela balançou a cabeça.
Ansioso para superar a exposição infeliz, perguntei: "Então, por quê? Por que você não me procurou?"
"Não quero entrar nisso agora. Quero ter certeza de que você vai ficar bem, e depois quero dormir um pouco."
"Por que você não procurou?"
Ela pareceu desistir. Suspirou e se virou para longe de mim, olhando para a tela vazia de sua televisão. Sua voz ficou distante quando falou. "A montanha que eu tinha que escalar parecia alta demais, Tommy. E eu dizia a mim mesma que escalá-la não mudaria nada."
"Por que você decidiu morar aqui quando saiu? Por que não voltou para Oakland? Você só queria... sei lá... ter certeza de que a gente nunca poderia esquecer de você? É isso?"
Ela se levantou da cadeira e enfiou a mão embaixo da mesa de centro na minha frente. Havia um livro grosso com páginas densas. Ela o puxou e sentou ao meu lado. Enfiando o polegar no meio, ela o abriu com um movimento.
Eram recortes de jornais e da internet — dos jornais locais e da cidade, de sites, das páginas do Facebook e do Twitter do clube de apoio. Eram sobre mim e meus times. Fotos, artigos, tuítes e comentários.
Eu estremeci, murmurando: "Isso não muda porra nenhuma."
"Eu sei que não muda. Você perguntou por quê. Este é o porquê. Fiquei aqui porque queria continuar conectada a você."
Meu corpo tremeu involuntariamente. "E você não podia nem ligar?"
"Eu podia, mas estava apavorada demais para saber o que você sentia por mim." Ela folheou as páginas distraidamente. Vi artigos e imagens de futebol, basquete, atletismo e beisebol de anos passados. Havia também recortes acadêmicos — quadro de honra e competições de oratória, meu nome destacado.
"Você dev... dev... devia ter ligado", murmurei, incapaz de impedir meu corpo de tremer.
Ela fechou o livro e, de repente, sua mão deslizou para dentro do cobertor e pousou no meu peito. "Oh, Tommy, você ainda está congelando!"
"Não...", comecei.
"Venha comigo", ela ordenou, pegando minha mão e me puxando do sofá.
"Estou me aquecendo. Estou..."
Ela me levou para fora da sala e por um corredor curto. "Vamos", insistiu.
"Onde estamos...?"
Antes que eu pudesse terminar, mamãe me guiou para sua cama e me cobriu com seus lençóis e cobertores. "Você precisa se aquecer — imediatamente. Eu sei sobre essas coisas, confie em mim." Ela subiu na cama ao meu lado, dizendo: "Hipotermia e congelamento são sérios."
"Eu estava bem..."
"Você não estava bem", ela insistiu.
De repente, me senti como uma criança de novo.
"Agora, não me importa se você me odeia", ela explicou mais calmamente. "Fique quieto e deixe-me aquecer seu corpo."
Eu obedeci, e ela se enfiou debaixo das cobertas atrás de mim. Ela levantou o cobertor grande de cima de mim e se aconchegou contra mim, deixando as cobertas nos envolverem a ambos. Então, ela envolveu meus braços e pernas com os seus, esfregando com força.
"Você não p... pode ter congelamento quando não está congelando", argumentei, mas sem muita força, porque eu precisava daquilo. O calor do corpo dela era como um bálsamo calmante.
"Eu não disse que você tinha congelamento; eu disse que tanto ele quanto a hipotermia são condições sérias."
"O que você sabe so... sobre isso?"
"Perdi três dedos do pé por congelamento quando... esqueça quando."
"Quando você estava ro... roubando pessoas?"
Ela não respondeu.
"Quando você estava roubando cobre e fic... ficando chapada? Diga. Admita", exigi.
"Quando eu era prostituta, Tommy."
Isso me calou rapidamente.
É estranho como essa palavra — "prostituta" — enviou sinais por todo meu corpo trêmulo. De repente, notei as pernas lisas deslizando sobre as minhas peludas. Senti as colinas macias dos seios dela sob aquela regata contra minhas costas. Eu podia cheirá-la, fresca e limpa.
"Você é quente", sussurrei.
Ela me silenciou. "Não fale. Escute." Me sufocando com seus braços e pernas que se mexiam, ela disse: "Quando deixei você e seu pai, eu tinha caído nas drogas. Elas me dominaram, Tommy. Eu não conseguia encarar vocês dois. Não tinha coragem. Tudo o que me importava era minha próxima dose. Logo, fiquei sem dinheiro e tive que encontrar um jeito de pagar por heroína. Uma noite de inverno, um cliente me fez andar de volta para a cidade com meus sapatos de salto aberto. Estava um frio congelante e nevando. Fui direto para o hospital porque três dos meus dedos do pé estavam ficando azul-escuros."
Eu não disse nada.
"Aqui", ela disse, "vou mostrar."
Antes que ela se sentasse, eu disse: "Não."
Ela hesitou.
"Não pare. Você está ajudando."
"Tudo bem, Tommy." A fricção recomeçou, e eu suspirei. "De qualquer forma", ela continuou, "o congelamento não teria me matado. A hipotermia teria. O médico me disse que se minha temperatura corporal tivesse caído mais um grau, eu poderia ter morrido."
A voz dela tinha se tornado tão calmante quanto suas mãos e pernas. Eu estava desvanecendo. Lembro-me de murmurar algo sobre como ela não deveria ter nos deixado. Como papai e eu teríamos cuidado bem dela.
"Algumas pessoas", ela murmurou, "precisam tocar o fogo antes de acreditar que queima, querido."
Não sei se eu estava sonhando ou falando alto para ela, mas lembro de perguntar se era tudo por minha causa — se ela nunca me amou.
A voz dela zumbiu docemente no quarto ou em minha mente.
***
A primeira vez que me mexi, senti-me quente de novo — por dentro e por fora. A respiração ritmada da mamãe varria de um lado para o outro na lateral do meu pescoço na escuridão. Senti seus lábios ali, ligeiramente entreabertos como em um beijo de boca aberta. Eu estava em uma posição fetal solta, e mamãe estava de conchinha contra minhas costas. Seus joelhos se encaixavam perfeitamente atrás dos meus. Seu braço esquerdo caía sobre meu lado, e eu sentia as pontas de seus dedos ao redor do meu umbigo, mal roçando meus pelos.
Nada tinha sido perdoado, eu disse a mim mesmo. Eu precisava tirá-la de cima de mim. No entanto, não falei nem me mexi. Eu sabia por quê, mas não podia admitir a razão para mim mesmo. Não naquele momento. O sono logo me encontrou de novo.
Não sei quanto tempo passou antes que eu acordasse novamente. Ereções noturnas muitas vezes me tiravam do sono profundo, e esta estava pulsante e quente.
Então eu senti. Senti-a.
Sua mão estava no meu pau com um aperto casual, quase indolente, mas seus dedos moles envolviam o eixo rígido. O resto do corpo dela estava na mesma posição de antes. Seus lábios permaneciam no meu pescoço.
Eu escutei.
Respiração lenta e ritmada. Ela estava dormindo.
Mas a mão dela não estava. Ela me acariciava — não com firmeza. Era mais um deslizar dos dedos para cima e para baixo, um afago. Mesmo assim, eu estremeci.
Senti os dedos da mamãe ganharem vida. Meu pau esteve em um aperto animado por um instante, e então ela ofegou e sua mão se afastou bruscamente. Quando me virei em direção a ela, ela se empurrou para trás de mim em direção à cabeceira da cama.
Sua boca estava aberta de choque. Ela balançou a cabeça em silêncio, procurando palavras.
E eu vi seu seio exposto. O mamilo estava a centímetros do meu rosto. O decote da regata da mamãe estava sendo puxado para baixo. Talvez quando eu rolei em direção a ela, meu corpo o tenha prendido na cama, ou talvez quando ela se afastou, tenha inadvertidamente empurrado a bainha de baixo para baixo.
Aquele seio prendeu meus olhos. Mamãe, aparentemente espantada demais sobre onde ela estava me tocando para notar, não se apressou para se esconder. Ela não se moveu.
A teta parecia pesada — caída, como um bulbo de bomba, e três quartos cheia de um fluido espesso. Era uma fruta madura demais em uma videira tênue. Vulnerável. Carente. Bonita.
O mamilo, um broto azulado saliente na escuridão, estava enrugado como se esperasse um beijo. Eu não entendo o que me tomou naquele momento, mas depois de olhar para ele por alguns segundos, abaixei minha boca em direção ao seio dela, fechei os lábios ao redor do mamilo e comecei a sugar.
"Tom...", ela começou, mas meu nome ficou preso em sua garganta. Eu a ouvi engolir. "Tommy", ela terminou, e sua voz soou incerta.
Eu rolei o resto do caminho, e meu pau deslizou pela coxa nua dela, pousando ali como um cano de chumbo sobre uma almofada de penas. Ela ofegou. Eu suguei suavemente.
"Tommy", ela murmurou, e seus dedos pousaram hesitantemente na parte de trás da minha cabeça. Eu suguei seu seio, estimulando e lambendo o broto, e então ela suspirou. Seu corpo relaxou na cama; eu a segui. Seus dedos se aprofundaram em meu cabelo. Logo ambas as mãos estavam ali na minha cabeça, uma encorajando, a outra acariciando. "Sim", ela arrulhou. "Dê de mamar."
A frase soou estranha aos meus ouvidos, como algo saído de um manual de amamentação de dois séculos atrás. Não sabia se era dito para mim ou para ela mesma. Eu estava dando de mamar ou ela estava?
Eu não me importava. Eu precisava daquilo. Estendendo a mão, puxei a alça da regata sobre o ombro dela e para baixo. Ela soltou minha cabeça tempo suficiente para deslizar o resto do braço para fora, e o seio era meu. Eu o encurralei com minha mão e coloquei mais dele em minha boca.
Ela não tinha gosto de nada, ou talvez pele limpa seja um gosto. O que eu lembrava era seu cheiro. Não havia perfume predominando sobre tudo. Sua fragrância era uma memória reconfortante. O aroma simples do corpo de uma mulher encheu minhas narinas. Era natural e real, mas era ela também; era minha mãe.
Embora seu seio não oferecesse nenhum alimento real para mim, eu o sugava como se estivesse tirando leite dela. Sugava firmemente e engolia. De novo. De novo. Eu gostava das pequenas cristas e fissuras em seu mamilo. Eram algo para minha língua explorar; eram lugares para brincar. Eram reais também.
Meu pau latejava em sua coxa quente e nua.
Eu estava em parte confuso, em parte extasiado. Era sexual, mas não era. Eu sugava sua teta com luxúria e mamava nela como seu filho. Ela embalava minha cabeça contra si como uma mãe, e acariciava meu cabelo como uma amante. Ela fazia sons reconfortantes e encorajadores, e suspirava com uma satisfação crescente. Eu não tinha ideia para onde essa súbita junção de nossos corpos estava indo. Talvez se resolvesse em um aconchego afetuoso; talvez não.
Meu pau latejou de novo, e ela gemeu quando o sentiu. Eu também. A perna dela era tão lisa e feminina que eu senti que poderia fazer amor com ela e voar. Eu não fiz. Não empurrei contra ela, mas meu corpo ansiava por tal fricção.
Suas pernas começaram a se abrir. Lentamente, com hesitação cautelosa, seus joelhos se separaram. Quando se acomodaram, ela parecia uma mulher se preparando para dar à luz ou para receber um amante. Nessa posição, seus quadris de repente giraram, e pareceu que um pedido tinha sido feito. De novo ela moveu os quadris, e seguiu o movimento com um gemido que soou como um pedido de ajuda.
Alimentando seu seio em minha boca com uma mão, estendi a outra entre as pernas dela e agarrei sua virilha. Ela ofegou. Meus dedos esfregaram firmemente através daqueles shorts soltos e finos. Não havia nada por baixo; sua textura e forma ficaram instantaneamente claras para meus dedos. Sua prontidão também. Quando meus dedos começaram a fazer círculos firmes, ela exalou com tal satisfação que me fez sentir que eu tinha poderes mágicos em meus dedos. Ouvindo isso, soltei-a, deslizei minha mão por dentro dos shorts, através de um ninho pequeno e suave de pelos pubianos, e segurei sua boceta de verdade. Escorregadia. Sensual. Acolhedora. Eu a acariciei firmemente.
Pelos próximos dois minutos, não mudei nada em minhas ações porque ela não precisava de mais nada. Eu sugava seu mamilo. Esfregava sua boceta. Meu pau latejava em sua coxa. Tudo aquilo parecia levá-la para o alto de alguma montanha imponente de prazer. Mais alto. Seus gemidos cresciam em profundidade. Mais alto. Sua respiração se tornou superficial em algo mais parecido com ofego. Então, seu corpo convulsionou. Ela tremeu, prendendo a respiração. Ela não emitiu nenhum som, e seu rosto ficou escuro de sangue. Seus olhos se apertaram fechados, e sua boca se abriu.
Eu esfreguei, suguei e latejei.
De repente, seus olhos se abriram, e ela soltou gritos elevados. Três-quatro-cinco vezes sua voz sacudiu a casinha antes que seu corpo relaxasse sob mim, e eu a soltei. Ela passou o próximo minuto recuperando o ar. Eu tomei seu seio novamente, sugando suavemente.
Eventualmente, ela se moveu, e meus lábios saíram de seu mamilo. Ela não disse nada. Levantando as cobertas alto o suficiente para cobrir nós dois, dos ombros para baixo, ela as deixou cair. Uma vez abaixadas, ela se aproximou e beijou minha bochecha. Seus dedos acariciaram amorosamente a barba por fazer no meu queixo, e ela afagou meu cabelo.
Então, colocando o dedo nos lábios, seus olhos encontraram os meus. Eles eram como pequenas tigelas de fogo negro. Olhos de ladra, eram.
Eu me lembrei, então, de sua foto de prisão na internet. Seu corpo enfraquecido pelas drogas, vestido de preto, dividia as linhas de altura na placa atrás dela, e ela olhava para a câmera com aqueles mesmos olhos. A fome neles não podia ser confundida. Eles pareciam que poderiam dar ao fotógrafo o que ele ou ela quisesse — mas apenas se ela pudesse ter o que precisava — apenas se ela pudesse tomar.
Mamãe murmurou: "Shh." Ela se inclinou para o meu ouvido, e eu senti seus lábios ali enquanto sussurrava aquelas palavras estranhas novamente: "Dê de mamar." Quando se afastou, ela olhou nos meus olhos como se tivesse feito uma pergunta. Eu abri a boca, e então a fechei. Eu não podia resistir àqueles olhos; eu assenti, inseguro do que ela poderia roubar de mim, mas sem vontade de perdê-la novamente.
Mamãe sorriu, e ela desapareceu sob os lençóis. Eu estava sozinho. A cama ondulou enquanto ela se movia para baixo. Pisquei, esperando e sem acreditar. Ela parou. Eu nunca senti suas mãos me tocarem.
Eu engoli, e antes que minha garganta pudesse terminar o trabalho, sufoquei um ofego. Seus lábios tinham se fechado ao redor da cabeça do meu pau. Isso me congelou. Ela não se moveu, não muito. Seus lábios deslizavam para frente e para trás sobre aquela ponta gorda, mas nunca foram além. Dentro daqueles lábios, sua língua lambia e estimulava a glande. A sensação me fez sentir como se a cabeça do meu pau fosse algum tesouro que ela pretendia possuir.
Não havia sons ruidosos de líquido ou engolidas. Os lençóis mal se moviam. Eu quebrei a quietude absoluta do quarto com um gemido baixo. Ela se afastou e respondeu com seu próprio gemido arejado. Eu estremeci quando ela recomeçou, e pude senti-la sorrindo gananciosamente lá embaixo por um momento antes de apertar a cabeça firmemente em seus lábios e sugar.
Eu tinha que dizer algo. Minha voz pareceu rouca quando gemi: "Tão bom."
Ela se afastou novamente. Sob os lençóis, ela arrulhou: "Meu bebê."
"É tão bom, mãe", suspirei.
Então, com sua voz um gemido rouco, ela suplicou: "Oh, dê de mamar, bebê. Me dê de mamar." Uma de suas mãos deslizou sobre meu quadril; a outra deslizou entre a cama e meu outro quadril. Então, senti seus braços também. Suas mãos percorreram minha bunda, e me abraçando dessa forma, ela começou a se puxar confortavelmente contra mim. Assim que esse abraço caloroso começou, ela tomou meu pau em sua boca.
Eu prendi uma respiração afiada, segurando-a e fazendo uma careta. Seus lábios reuniram mais do meu comprimento.
"Oh. Oh, merda", sibilei.
Mais.
Eu não podia me mexer. Eu estava voando e congelado.
Tudo. Seus lábios se contorceram em meus pelos pubianos. Seus braços mantinham seu corpo apertado contra o meu lá embaixo. Como uma serpente, suas pernas se enrolaram em torno das minhas, me amarrando completamente a ela.
Antes que eu pudesse emitir um som, ela se afastou — apenas sua cabeça — e me engoliu novamente. Ela fez isso com facilidade, mas lentamente, como se cada centímetro importasse para ela e exigisse seu cuidado especial. De volta à ponta. Então até a raiz. Para frente e para trás. Sem dificuldade, seus lábios percorreram todo o comprimento, e eu não tinha vergonha do que eu tinha lá embaixo.
Os músculos do meu core estavam flexionados desde que ela engolfou a coisa toda pela primeira vez, e eu não conseguia respirar, apenas pegar ondas pesadas de ar, segurá-las, e deixá-las escapar de mim em longos e baixos grunhidos.
Ela estava silenciosa como uma bandida. Sem sons de sucção ou estalos. Sem ofegos.
Ondulações vertiginosas de prazer percorreram meu corpo. Minha mãe, pensei com admiração, é incrível em chupar pau. A realização foi estranhamente emocionante; eu puxei os lençóis para baixo.
Eu a peguei no caminho de volta para a ponta, e ela olhou para mim com aqueles olhos escuros de ladra. Seus lábios se esticavam para envolver o eixo cheio de veias, recém-coberto por sua saliva, e ela piscou para mim com algo como cobiça em sua expressão.
Com aquela visão, eu me perdi. "Mãe", ofeguei.
Ela desceu fundo, e minha mente rugiu. As pulsações pareciam intensas e fortes. Eu sabia que estava jorrando jatos grossos porque a ouvi gemer quando meu pau contraiu. Os músculos das minhas pernas, braços e costas participaram do evento, disparando como se estivessem ligados a um fio de alta voltagem. Até o fim, ela permaneceu ali. Até o último espasmo enfraquecido. Tudo o que ela pôde surrupiar foi direto para a barriga dela. Eu ofeguei e praguejei.
Os lábios dela deslizaram de volta, e ela se soltou de mim. Seus braços e pernas libertaram meu corpo do abraço apertado. Ela lambeu os lábios e limpou a boca no pulso. Olhando para mim na cama, ela bufou quase em silêncio. Então, observei maravilhado enquanto ela passou o minuto seguinte ou mais beijando meu pau como se fosse seu tesouro precioso, lambendo-o como se implorasse por seu carinho afetuoso.
A força do clímax sugou minhas energias. Já esgotado pelo quase encontro com a hipotermia, adormeci sob seu banho de língua cobiçosa.
***
Outra ereção matinal me despertou. Quando abri os olhos, o quarto estava mal iluminado. A luz de um amanhecer nublado espreitava pelas bordas das cortinas do quarto. Na mesinha de cabeceira, o relógio marcava 6h36. Senti o corpo da mamãe atrás de mim e rolei em direção a ela.
A visão me confundiu. O rosto dela não estava ao meu lado. Os lençóis subiam como se coroassem seu ombro, mas não havia cabeça. Puxei as cobertas e me vi a centímetros de sua bunda nua.
Talvez ela fosse uma daquelas pessoas que se mexem muito durante o sono. Talvez estivesse tão acostumada a ficar sozinha em uma cama grande que se acostumou a se posicionar da maneira que bem entendesse. Seja como for, ela acabou dormindo em uma espécie de formato de L, com a bunda nua ao lado da minha cabeça. Aqueles shorts tinham sumido. Me perguntei se ela os tirou enquanto chupava meu pau.
Não importava. Eu estava fascinado pela visão. A pele era excitantemente real. Algumas manchas. Uma pinta. A menor sugestão de covinhas da idade, mas, fora isso, cheia e excitante. Ela tinha um belo contorno nos quadris a partir de uma cintura relativamente fina. As duas nádegas tinham curvatura e massa, com uma sugestão de idade na forma de uma leve queda. Perfeitamente imperfeita. Era real, e me excitou.
Meus olhos não puderam evitar encontrar aquele lugar onde suas pernas se transformavam em sua bunda, e entre elas, na base da fenda escura, vi pelos pretos e ralos e lábios protuberantes. Inclinando-me, inspirei seu cheiro. Meu pau pulsou. Meu coração começou a bater forte. Ela cheirava a sexo e... e algo mais. Inspirei sua fragrância novamente.
Isso despertou outra lembrança, seu cheiro. Na minha imaginação, me vi ainda menino, entrando no quarto dela e do papai pouco depois da hora de dormir. Ela estava lá na cama, me esperando, e escondendo tudo, menos os olhos, com as cobertas. Ela parecia brava. Hesitei. Então, de repente, ela puxou os lençóis, revelando um sorriso radiante. Corri para ela e, quando subi na cama, ouvi sua risada. Senti seus braços me acolhendo em seu abraço alegre, e o cheiro da minha mãe me envolveu.
A lembrança me fez sorrir. Acariciei sua bunda suavemente. Inclinei-me e senti a carne lisa e macia contra meu rosto. Seu aroma saturou minha mente, e eu precisava dele. Algo nele me fez sentir como se algo perdido tivesse sido reencontrado.
A vontade de provar a fragrância na fonte cresceu dentro de mim. Agarrando as metades de sua bunda, eu as afastei e mergulhei meu rosto ali até que meus lábios pudessem se prender à sua boceta.
Ela acordou com esse toque com um estremecimento e um suspiro.
Minha língua penetrou entre os lábios carnudos e a provei. Engoli e busquei mais, explorando o espaço interno com a ponta da língua.
Mamãe começou a se mover, e me perguntei se era um prelúdio para ela invocar alguma limitação à nossa intimidade. Eu estava errado. Ela arqueou as costas, oferecendo sua boceta para mim. Isso era mais que permissão; era encorajamento.
Penetrei mais fundo. As duas nádegas abraçaram meu rosto enquanto se esticavam para permitir maior entrada. Um observador próximo teria visto meu rosto quase completamente imerso em sua bunda, mas eu alcancei meu alvo. Fechei os lábios sobre toda sua vulva e chupei.
Um novo sabor, ácido e escorregadio, encontrou minha língua. Soltando-a da sucção, enfiei o nariz entre os lábios externos e me prendi ao capuz rígido e saliente.
Sua respiração ficou presa na garganta com isso.
Mais acidez. Mais lubricidade encontrou minha língua.
Sob os lençóis, minha ereção matinal — dolorosamente rígida — coçava e pulsava por atenção. Ela precisa de um pouco disso também, pensei enquanto desenhava círculos ao redor do clitóris dela com a ponta da língua. Ignorando objeções fortes a colocar meu pau no lugar onde nasci, a ideia do que poderia ser veio a mim em fragmentos e imagens.
Conexão.
Reencontro.
Conforto.
Amor.
Um fim para essa desunião entre nós.
Instantaneamente, saí de sua bunda e me livrei das cobertas, reposicionando meu corpo. Pau em uma mão, afastei sua bunda com a outra e guiei a cabeça latejante para a escuridão quente. Ela não disse uma palavra, e seu único movimento foi o arqueamento adicional, felino, de suas costas. A ponta se contorceu na umidade e convenceu seu corpo a se abrir.
"Oh, Tommy", ela murmurou.
Ela estava apertada, e eu empurrei meus quadris contra ela com energia crescente até que seu corpo começou a admitir mais comprimento, permitindo maior circunferência. Com a ponta sepultada e segura lá dentro, agarrei seus quadris com as duas mãos e forcei meu corpo contra o dela.
Meus olhos captaram movimento, e olhei por cima do corpo dela para seu rosto. Ela se apoiara em um cotovelo e estava olhando para mim, boca aberta. Era como se eu fosse o ladrão agora, e ela, apesar de ter me pegado no ato, estivesse disposta a me deixar roubá-la mesmo assim.
Mas, porra, era lento. Eu progredia em frações, não em polegadas. O corpo dela não estava lutando contra mim, eu sabia; simplesmente não estava acostumado a alojar tal habitante. Embora ela não estivesse seca, também não era uma jovem. Meu pau podia estar sobrecarregando seu sistema.
Desesperado para completar nossa união, mas frustrado pelo ritmo do meu avanço, puxei os quadris para trás. Agarrando o corpo do pau, deslizei a cabeça gorda ao redor de sua entrada macia para coletar mais de seus fluidos.
Quando plantei a cabeça dentro dela e puxei sua bunda contra mim, a ponta se enterrou fundo. Ela fechou os olhos e cantou uma nota de desconforto. Ouvindo isso, esperei, sabendo que não faltava muito para ir. Um último impulso.
Ofegante e fazendo força para baixo, ela me disse o que fazer em seguida. Empurrei meus quadris contra sua bunda, nos esmagando juntos. Houve um momento de resistência antes de sua boceta ceder. O resto do corpo do pau afundou até o fundo com um solavanco. Ela gritou, e eu gemi.
Era tão, tão bom, mas não estava exatamente certo. Ainda não. Sua lubrificação precisava de uma dispersão mais completa. No entanto, eu não queria abrir mão do que já sentia — nem por um momento.
Mamãe empurrou contra mim, e isso decidiu a questão. Puxei para trás e dei várias estocadas, rapidamente. Na última, quando nos juntei, a sensação floresceu à perfeição.
"Puta merda", bufei enquanto minha mente rodopiava e saltitava. O corpo dela alimentava o meu; parecia perigoso e excitante.
O chamado para foder era irresistível, mas eu não queria mais ficar de lado. Queria mais liberdade e alavanca. Puxando-nos juntos, coloquei-a de joelhos.
Ela ofegou e olhou para mim, boca ainda aberta. Lá estavam aqueles olhos escuros.
Agarrando seus quadris naquela posição, senti controle total, e com ele, raiva. De repente, percebi que tinha a mulher — a puta viciada ladra que roubou metade da minha infância — à mercê do meu pau. Eu a amava, mas odiava o que ela tinha feito.
Examinando seu corpo naquela posição selvagem sob mim, a versão mais jovem de si mesma ainda estava lá. Elegante e macia. Bem torneada — cintura fina sobre quadris alargados. Seios pesados e pendentes. Pele como chá com creme. Murmurei um palavrão sombrio enquanto olhava para sua bunda. Ela ainda era totalmente a bela traidora.
E meu pau a desafiava. Eu podia perceber que sim. O corpo dela ainda não tinha se ajustado ao meu. Bom.
Eu nos juntei com força. O corpo dela alimentou o meu com uma nova e ardente onda de prazer, e seu suspiro atiçou o fogo da minha amargura. Não a chamei de puta do caralho, mas pensei. Falei na minha mente enquanto a fodia.
As estocadas estalavam, e eu via sua carne reverberar em ondas. Logo, eu a estava exaurindo. Ela deixou o peito desabar na cama, os braços esticados para os lados como uma suplicante. O rosto virado para o lado. Ela mordeu o lábio e gemeu sob meu avanço robusto. Agarrou o ar com avidez e cantou longas notas de prazer doloroso. O som me incitou a fodê-la ainda mais forte.
Olhei fixamente para sua bunda. Porra, como ela a deixava no ar daquele jeito — com o resto do corpo achatado contra a cama. A visão era espetacular. Era como se ela estivesse me dando sua bunda como um brinquedo. Era rendição total.
Eu ainda a maltratava em minha mente — puta viciada em heroína, puta ladra! — mas não eram mais maldições, eram elogios. De repente, aquelas ondas reverberantes em sua bunda eram uma corrente, me arrastando para um clímax.
Eu não queria gozar primeiro; precisava fazê-la gritar. Praguejando em voz alta, agarrei seus quadris e tirei. A ausência repentina de sua boceta era como o vazio da inanição. Dobei-me, plantando as mãos na cama, sugando ar e fervendo de autoaversão porque o corpo dela me levara quase ao clímax antes que eu pudesse fazê-la gozar.
Enquanto meu corpo se recuperava, ela deslizou para fora de baixo de mim. Não resisti quando ela pegou meus ombros e me guiou para minhas costas. Beijando meus lábios, ela subiu em cima de mim. Então, ela alcançou para trás, agarrou meu pau e o colocou de volta em sua boceta enquanto se sentava nele. Deixando-o empalá-la, ela apertou os olhos e cantarolou com a pontada que sentiu.
Suspirei com o abraço perfeito que o corpo dela dava ao meu.
Ela sorriu. Então, inclinou-se para mim, segurando um seio e o levando à minha boca. Eu me prendi ao mamilo e chupei; ela balançava suavemente sobre mim. A cada giro, cantarolava como se estivesse saboreando uma iguaria rica. Nossa foda se tornou uma caça lenta.
Era nutritivo. O corpo dela fortalecia o meu, me fazia sentir como se meu pau crescesse em rigidez e comprimento dentro dela. Mas também parecia uma lição — há um tempo para a guerra no fazer amor; este era um tempo para a paz.
Soltei seu mamilo e busquei seu rosto. Ela o inclinou para o meu com uma nota de prazer agonizante, e nos beijamos. Pouco depois, ela se ergueu e deixou o seio voltar aos meus lábios.
Eu não consegui abafar os grunhidos que o corpo dela arrancava do meu. A doçura era tão aguda que agarrei sua bunda e ajudei a amassar nossos corpos juntos. Ela continuou balançando naquele ritmo preguiçoso, juntando-se a mim no roçar de nossos quadris.
"Porra", bufei.
Talvez fosse meu aperto predatório em sua bunda ou o jeito como eu mamava em sua teta. Podia ser como meu pau alcançava novas profundidades quando nossos corpos se apertavam ou o prazer que ela sabia estar me dando. Seja como fosse, o clímax dela me pegou completamente de surpresa.
Rapidamente, ela mudou seu peso sobre mim. Antes que eu pudesse ver o que ela fez, meus ouvidos zuniram quando ela soltou gritos melodiosos e roucos. Seu corpo pareceu convulsionar. Senti mais do peso dela sobre meu pau e, quando olhei, vi que era verdade. Ela estava sentada nele, joelhos para cima. Sua cabeça estava inclinada para trás e os braços caídos ao lado do corpo. Ela era uma mulher se empalando no pau, e uivava como uma deusa moribunda.
As visões e sons me arrebataram. A força do meu clímax fez meu core flexionar. Minha cabeça e ombros se ergueram da cama. Agarrei sua cintura e, lutando contra a vontade de rugir, senti meu pau começar a pulsar e derramar. Pulsar e derramar.
"Amor!", ela gritou.
"Porra!", grunhi.
As pulsações pareciam fortes e pesadas. Me deixaram tonto. Segurei-a contra mim como que por instinto; toda minha semente precisava estar dentro dela. Foi para lá. Foi fundo. Então, tão rápido quanto tudo começou, o latejar de nossos corpos desvaneceu.
Caí para trás, e ela tombou sobre mim com um suspiro baixo.
Nenhum de nós conseguia falar.
Depois de minutos desconhecidos ouvindo um ao outro respirar, afastei seu cabelo e beijei sua bochecha. Ela respondeu com um beijo próprio antes de deslizar para fora do meu corpo. De lado, jogou um braço e uma perna sobre mim e se aconchegou.
Eu era seu bebê, e ela pretendia me segurar perto. Beijando meu ombro, senti sua cabeça se mover, e soube que ela estava me olhando. Encarei-a.
"Eu... eu sei que nada pode consertar o que aconteceu", ela disse, "mas... sinto muito, Tommy. Por favor, me perdoe."
Seus olhos estavam vermelhos e marejados.
"Eu te perdoo, mamãe."
"Não me odeie mais."
"Eu nunca te odiei. Eu estava bravo, e senti sua falta."
"Fiz coisas horríveis, escolhas terríveis, mas a pior coisa que posso imaginar não é voltar para a cadeia ou até mesmo estar de volta às ruas. É ter te machucado — ter piorado sua vida."
"Estou bem, mamãe."
"Eu sei que está." Ela beijou meu ombro e se aconchegou novamente. Senti suas lágrimas na minha pele.
"Mamãe?"
"Hmm?"
"Por que você não me deixou te ver? Ou me ligar ou vir me visitar?"
Ela inspirou um ar trêmulo e o segurou. Então, exalando, disse: "Todo dia, eu pensava: 'É hoje. Vou fazer contato hoje.' Mas eu estava apavorada. Era mais fácil para mim sonhar que você me perdoava do que encarar a possível realidade de que você não poderia."
Eu acenei.
"E... e acho que era como a heroína", ela acrescentou, seus olhos marejados fixos em algum ponto no teto. "Evitar você era um tipo de vício em drogas. A ideia de ir te ver era como eu dizendo a mim mesma que tinha largado a porcaria. Então, minha mente ficava persuasiva, me dizendo só para te ligar. Depois, para te escrever uma carta. E então para fazer isso mais tarde. E então amanhã... amanhã, eu faria contato com você com certeza. Mas a droga não era toda a racionalização e evitação; a droga era o sonho."
"Sonho?"
"Que você me perdoaria amanhã."
"Ah."
Depois de um minuto em silêncio, ela disse: "Sabe o que me assusta agora?"
Virei-me para ela, balançando a cabeça.
Ela disse: "A ideia de que eu talvez nunca tivesse largado esse sonho se você não tivesse vindo aqui ontem à noite."
Decidi não contar a ela sobre as muitas vezes que eu tinha passado de carro pelo lugar, esperando e não esperando vê-la. Em vez disso, eu disse: "Você está perdoada. O sonho é real."
"É", ela disse, voltando seu olhar escuro para mim. "É mesmo."
Ajeitei meu corpo, me aninhando tanto nela quanto na cama.
***
Ela estava lá ao meu lado, sorrindo, quando abri os olhos.
"Mamãe", murmurei.
Ela acenou como uma mulher incandescentemente feliz. Eu não pude deixar de sorrir também. Ela beijou meus lábios.
"Que horas são?", perguntei.
"Oito e meia. Quando seu pai está te esperando?"
Balançei a cabeça. "Antes do meio-dia, talvez. Você precisa estar em algum lugar?"
"Meus domingos e segundas são livres."
"Onde você trabalha?"
Ela se espreguiçou languidamente, deixando uma perna nua sair de debaixo das cobertas e apontar para o teto. Então, bocejando, respondeu: "Turno da tarde de terça a sábado na Genesis Seed."
"O que você faz lá?"
"Testo sementes de feijão e milho."
"Testa?"
"Cultivo, faço medições. Registro descobertas e assim por diante."
Balançando a cabeça, eu disse: "Onde você aprendeu isso?"
"Fiz um diploma em Botânica enquanto estava na prisão."
"Ah", respondi. Então: "Por que Botânica?"
Ela deu de ombros. "Gostava da ideia de nutrir coisas, ajudá-las a crescer." Então, rolando em minha direção, ela disse: "Então, como você quer fazer isso hoje?"
"Você diz ir para casa?"
Ela acenou.
Suspirei, pensando. "Preciso ligar para meu amigo. Supondo que ele esteja em casa, você poderia me levar lá para pegar minhas roupas e coisas. Posso usar seu telefone?"
"Claro que pode, mas depois. Primeiro, o que você quer para o café da manhã?", ela perguntou, esfregando sua perna na minha.
Uma ideia saltou em minha mente. Depois, outra. O rosto da mamãe ficou sério quando viu o meu mudar. Perguntei: "Você está nem um pouco preocupada com... com as coisas que fizemos ontem à noite?"
"Oh", ela disse baixinho. Considerando o assunto por um momento, ela finalmente disse: "Amor, não acho que nada do que aconteceu entre nós seja normal, mas não me arrependo. Nunca vou me arrepender. Acho que ambos precisávamos disso. Precisávamos um do outro inteiramente depois de tanto tempo separados."
"Eu precisava de você."
Ela acenou, acariciando minha testa. "Perdemos nove anos de abraços e beijos e toques, e tentamos compensar em uma noite."
"Então está tudo bem? Nós estamos bem?"
Ela acenou.
— E é algo que podemos fazer de novo? — recuperar o tempo perdido, quero dizer.
Ela sorriu. Os olhos de ladra estavam lá outra vez. — Gosto quando recuperamos o tempo perdido — disse ela.
— Então, sei o que quero no café da manhã.
Mamei em seus seios e, quando o prazer dela começou a amadurecer, esfreguei sua boceta até que ela gritasse meu nome.
Então, ela deslizou pela cama e, na luz da manhã, a observei chupar meu pau daquele jeito glorioso dela. Tão sensual e amoroso. Tão habilidoso. Adorei ver meu pau inteiro desaparecer em sua boca com uma lentidão arrastada. Quase melhor do que isso era a visão dela surgindo dos meus pelos pubianos e deixando o eixo reluzente reaparecer enquanto aqueles olhos escuros sorriam gananciosamente para os meus. Ela não tinha pressa de me fazer gozar, e depois de muitos minutos, senti como se tivesse sido mimado e adorado da maneira mais íntima e afetuosa por minha mãe.
— Mãe? — arfei.
Sem expelir meu pau, ela olhou para mim e respondeu: — Hum?
— Você o abraça com seus seios?
Ela se soltou com um sorriso adorador.
De lado, o abraço daqueles seios macios e pesados era como abrir a porta da frente depois de uma caminhada gelada da escola para casa e encontrar a mamãe lá, radiante em me ver, e me envolvendo em calor e amor.
Às vezes, ela chupava a ponta enquanto nos balançávamos; outras vezes, simplesmente me olhava. Foi assim que gozei — com seus olhos escuros nos meus. E percebi algo sobre os olhos dela enquanto meu pau preenchia o espaço entre seus seios com o leite que meu corpo fazia.
Eu estava errado. Seus olhos de ladra não pareciam nem um pouco que ela queria tirar algo de mim; eles estavam lá para me recuperar.
*****
Nota Final: Outra rapidinha. Espero que tenha sido legal, e obrigado por dedicar seu tempo. É "ladras" ou "ladra"? Não me dei ao trabalho de pesquisar, apenas gostei mais do som de "ladras". Feedback atencioso é sempre bem-vindo e apreciado. FS