Hétero... Hétero?
As garotas tentam transformar o cara gay em hétero.
Esta é uma entrada do CONCURSO DE HISTÓRIAS DE DIA DOS NAMORADOS 2015. Apenas uma historinha divertida sobre conceitos equivocados e seguir o fluxo. Também vou ter que implorar que sejam um pouco indulgentes. Não tenho tido muito tempo para escrever ultimamente, e esta história não recebeu a edição que merecia, mas falta menos de uma hora para o prazo, então estou enviando assim mesmo.
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Eu estava enrascado, numa baita encrenca. Estava morando fora do campus quando nosso prédio inteiro recebeu um aviso de que tínhamos que desocupar durante as férias. O prédio estava sendo transformado em condomínios ou algo assim, e tínhamos um mês para sair. Nosso contrato era mensal, e, como se viu, o de todo mundo também.
De repente, dezesseis estudantes estavam procurando um lugar para morar. Não teria sido tão ruim se eu não estivesse fora na época, trabalhando no meu projeto de mestrado, na costa do Brasil. Cheguei, exausto de um mês no mar e um pouco deprimido com os resultados da nossa jornada, para descobrir que meu prédio inteiro estava em obras e meu apartamento tinha sumido.
Algumas ligações apressadas, e meus ex-colegas de quarto me informaram que minhas coisas estavam num depósito e que eu devia 94 dólares a eles. Mais um monte de ligações, e descobri que ninguém tinha espaço sobrando.
Depois de dezenas de tentativas fracassadas de encontrar um novo lar, encontrei o anúncio no mural do campus e estava batendo na porta de uma velha casa grande, a cerca de uma milha do campus. Eu não era o candidato ideal para a nova colega de quarto delas, mas imaginei que daria uma chance de qualquer jeito.
Uma morena lindíssima abriu a porta e me encarou com raiva. "Deixa eu adivinhar. Outro tarado querendo alugar o quarto. Leia o anúncio, idiota. Só mulheres."
Eu tinha lido o anúncio, mas esperava convencê-las de que estava em apuros e apelar para a bondade delas. Ficou instantaneamente óbvio que aquela vadia esnobe não tinha um pingo de alma.
"Quem é?" ouvi de dentro.
A morena virou a cabeça. "Outro babaca com fantasia", ela gritou de volta.
"Escuta, eu não vou ser problema, juro", eu disse à garota, esperando que, se conseguisse ao menos fazer meu apelo, teria uma chance.
Eu estava realmente desesperado. Tinha passado dois dias tentando achar um lugar, e os caras em cujo chão eu estava dormindo me disseram que os colegas de quarto deles queriam que eu fosse embora. Eu tinha me arrumado o melhor que pude, na esperança de que minha aparência ajudasse. Dizem que não sou um cara feio, embora um pouco magricelo. Um mês sob o sol equatorial na costa brasileira, vivendo num barco, enjoado metade do tempo, me fez perder mais 4,5 quilos, e eu estava moreno como uma fruta por causa do sol intenso. Nada típico para o final de janeiro na Nova Inglaterra.
Outra garota apareceu ao lado da primeira. Igualmente bonita, com traços diametralmente opostos. Loira, baixinha, peituda, cheia de curvas nos lugares certos, comparada à morena alta e esguia.
A nova garota olhou para mim. "Eu não te conheço?"
Dei de ombros. "Mesmo campus, acho."
"Não, eu definitivamente te conheço. Biologia?" ela perguntou, apertando os olhos para mim.
Eu me lembrei dela agora. "Semestre passado, Bio 143, turma da manhã."
Os olhos dela se iluminaram. "Ah, é! Você era o monitor!" Eu me lembrava muito bem dela, assim que ela falou. A descaradinha tinha dado em cima de mim, tentando melhorar as notas. Deu em cima com força. De jeito nenhum eu ia deixar uma bocetinha arruinar minha formação e carreira. Mesmo que fosse de primeira linha.
Ela escancarou a porta: "Entra. Você está mesmo procurando um lugar?"
A morena se virou para ela. "De jeito nenhum, Ashley. Você conhece as regras. A última coisa que precisamos é de algum idiota cheio de testosterona morando aqui."
"Calma, Heather. Tá tranquilo. Ele é gay."
Gay? Que porra é essa. De onde ela tirou a ideia de dizer a alguém que eu era gay? Só porque eu não quis...
Heather, a morena, me olhou de cima a baixo como um pedaço de carne. "Tem certeza?"
Ashley agarrou minha mão e me arrastou para dentro do prédio. "Claro. Quer dizer, olha só pra ele. Bronzeado, depilado, vestido assim. Quão óbvio ele tem que ser? Poxa, duas garotas da turma me contaram sobre ele, quando eu disse que ia conseguir que ele aumentasse minhas notas, sabe, com uma troca. Eu nem consegui deixar ele duro."
Claro que não, caramba! Eu estava me cagando de medo de que alguém pudesse entrar e nos flagrar. Ela tinha tirado a blusa momentos depois de entrar na minha sala, me perguntando o que seria preciso. Eu quase corri da sala quando ela agarrou minha virilha.
"Então ele não topou. Por que você pensaria em dar um lugar aqui pra ele?" Heather insistiu.
"Ele foi legal com isso. Não ficou nervoso e não me causou problema nenhum. Ele só riu e disse que eu estava latindo para a árvore errada. Ele me deu uma chance de fazer uma prova substituta e uns créditos extras. Aumentei minhas notas o suficiente para manter minha bolsa. Ele é um dos caras legais. Além disso, ele é inteligente. Não seria ruim ter nosso próprio tutor na casa."
Por volta desse momento, outra gostosa apareceu. Acho que ela estava escutando do corredor. "Por que você está procurando um lugar?" ela logo começou. "Namorado te expulsou?"
"Olha, não é assim. Eu estava no Brasil e, quando voltei, minhas coisas estavam num guarda-móveis e eu não tinha onde ficar. Estou dormindo no chão de um amigo. Eu realmente precisava de um lugar. Juro, sou um cara quieto e não vou incomodar vocês. Só preciso terminar este semestre."
A última visitante me deu o mesmo olhar avaliador. Retribuí o favor. O cabelo dela era ruivo escuro, daquele tipo de ruivo que só se consegue com tintura, mas a pele dela tinha aquele aspecto que se espera de uma ruiva. Essas garotas cobriam toda a gama da perfeição física. Heather, a morena, parecia uma modelo; a pequena Ashley era mais como uma líder de torcida cheia de curvas. Esta garota estava entre as duas, talvez 1,62m, 1,65m, com todas as curvas certas nos lugares certos, sem exagerar como Ashley.
"O que você está olhando, tarado?" ela zombou.
"Não muito", respondi rapidamente. "Vocês sempre julgam tão rápido? Não vão nem ouvir o que tenho a dizer?"
"Acredite, já ouvimos de tudo. Não precisamos da dor de cabeça. Além disso, você não quer esse trampo. É o menor quarto, você tem que dividir banheiro e fica com a tarefa da lavanderia. Você realmente quer ficar esfregando calcinhas e separando as coisas de quatro garotas? Além disso, como vamos saber se você sabe cozinhar?"
Ashley interveio. Era bom pensar que eu tinha pelo menos uma defensora, mesmo que ela estivesse completamente enganada sobre mim. "Vamos lá, Megan. Podemos pelo menos conversar sobre isso, né? Admite, seria bom ter um homem em casa, mesmo que ele não seja exatamente um homem." Ela se virou para mim. "Como você é com ferramentas? Consertar coisas."
Dei de ombros. "Melhor que a média. Cuidei das coisas em casa por anos, já que éramos só eu, mamãe e minhas três irmãs."
A morena pareceu se aquecer um pouco depois que expliquei isso. "Você conseguiria consertar um vazamento no encanamento?"
"Depende. Teria que ver. Coisas simples, claro."
Megan permaneceu fria como gelo, braços cruzados sobre o peito generoso. "Não estou gostando disso."
"Que tal vocês me darem uma semana? Período de experiência. Eu realmente preciso de um lugar para dormir, e vocês podem continuar procurando enquanto isso. Se realmente não me quiserem aqui daqui a uma semana, eu vou embora."
"Também não gostei do jeito que você estava me secando", Megan insistiu.
"Jesus, garota! Cai na real. Você tem peitos. Grande coisa. Os da Ashley são melhores. Se fosse isso que me interessasse, eu não te daria uma segunda olhada." Para ser sincero, sou um cara que gosta de bunda. Pelo que dava para ver, Megan tinha uma tremenda, mas eu não ia deixar que ela soubesse disso. Eu não tinha paciência para vadias metidas.
Ashley riu, e Megan ficou vermelha, quase combinando com o cabelo. "Eu disse. Bicha que nem ele. Quer dizer, ele nem pensou duas vezes quando eu mostrei os meus pra ele."
Eu ia discutir com ela, mas achei melhor não. Se elas quisessem pensar que eu não estava interessado, para mim funcionava. Eu não era nenhum garoto aos 26 anos, fazendo doutorado. Tinha mudado de faculdade para o doutorado em ciência e tecnologia marinha e não conhecia muita gente no campus, fora da minha especialidade. Eu sabia que não se deve cagar onde se come, de qualquer jeito. Claro, eu podia entrar no jogo, desde que me desse um lugar para descansar a cabeça.
"São quinhentos e cinquenta por mês", Heather disse, "mas isso inclui as contas."
"Quinhentos e cinquenta dólares? O panfleto de vocês dizia quatrocentos e cinquenta", apontei.
Heather deu de ombros. "Para uma garota. Você paga um adicional."
Megan ainda não aceitava aquilo. "De jeito nenhum, Heather. Todas nós concordamos. Nenhum homem. Nenhum. Não agora. Não depois..."
Ashley entrou na conversa. "Por que não deixamos a Bruna decidir? Eu e Heather somos a favor. Não é como se tivéssemos muitas opções até agora. Se Bruna disser não, é não."
Parecia que Megan estava ponderando. "Tudo bem. Ela sai da última aula dela lá pelas quatro. Provavelmente vai estar aqui por volta das cinco. Você pode passar depois das cinco?" ela me perguntou.
"Estarei aqui."
* * *
Às cinco e meia eu estava estacionado na frente da casa, com todos os meus pertences na traseira do meu xodó. Se isso não desse certo, eu estaria morando na rua até algo aparecer. Eu não queria parecer desesperado, mas o fato é que eu estava.
Verifiquei minha aparência no vidro ao lado da porta antes de bater. Ouvi uma agitação dentro da casa e o barulho de passos. Então a porta se abriu, e Ashley estava gritando "Ele chegou!" Ela escancarou a porta e deu um passo para o lado para que eu pudesse entrar. Vi Megan me observando da entrada da sala de estar, e ela não parecia nem um pouco mais contente em me ver do que antes. Que droga. Ela não era a pessoa que eu precisava convencer.
Ashley me agarrou pela mão e me arrastou para os fundos da casa, em direção à cozinha. "Bruna é ótima. Você vai adorar ela."
A misteriosa quarta colega de quarto não era nada parecida com as outras. Ah, ela era atraente o bastante, mas parecia quieta. Era baixinha, de pele morena e cabelo mais escuro ainda. O sorriso dela era gentil o bastante, mas não parecia chegar até os olhos.
Estendi a mão, tentando parecer o menos intimidador possível. "Eu sou Alex. Espero que seja seu novo colega de quarto."
Ela assentiu e demorou um momento para olhar para as outras três. Depois me olhou de cima a baixo. "Ashley diz que você é inteligente. Você poderia nos ajudar?" A garota falava com sotaque, mas o inglês dela era excelente.
"Provavelmente em algumas matérias. Atualmente estou fazendo doutorado em ciências marinhas. Tenho bacharelado em biologia marinha, com especialização em sustentabilidade. Sou bom em ciências exatas, bio, química, física. Não sei o que vocês estudam, mas se eu puder ajudar, estou disposto."
Ela assentiu. "Heather disse que você é bom em consertar coisas. Você poderia fazer isso?"
"Não sou o maior faz-tudo, mas sei fazer o básico. Eu não me importaria de ajudar com a casa, mas o senhorio não cuida dessas coisas?"
"Ele deveria, mas parece que nunca acontece", ela disse. Tinha um sotaque forte, hispânico, talvez brasileiro, pela cor da pele. Podia ser caribenha. "Você não pode deixar namorados dormirem aqui", ela acrescentou.
"Não é problema. Não estou em nenhum relacionamento e não estou procurando um. No momento, estou totalmente focado em terminar minha dissertação e cuidar das minhas aulas."
Ela assentiu. "Tudo bem. Quinhentos dólares, seu quarto é no alto da escada à esquerda. Você fica encarregado de fazer o jantar nas quintas-feiras. Sua parte das compras do supermercado é vinte dólares por semana. Por favor, conserte o vazamento no chuveiro, e a porta dos fundos está emperrada. Além disso, a janela do quarto da Heather não abre."
Antes que eu pudesse sequer absorver a reviravolta repentina dos acontecimentos, Ashley se intrometeu: "O carro aí na frente é seu?"
"Meu e do banco", admiti.
Isso pareceu abrir alguns olhos. Carros no campus não eram necessariamente uma raridade. Carros clássicos imaculados eram. Eu tinha uma vaga de estacionamento reservada, o que era ainda mais raro.
"Você se importa de dividir, de vez em quando?" Ashley perguntou. "Nenhuma de nós tem carro."
Demorei para responder. "Eu preciso dele durante o dia, tenho que ir até a baía com muita frequência. À noite, eu não me importaria de fazer umas compras ou dar caronas. Eu não gosto de deixar outras pessoas dirigirem ele." Isso era um eufemismo. Parecia que ninguém mais sabia dirigir câmbio manual hoje em dia. Além disso, quando a maioria das pessoas sentia a potência dos 410 cavalos, pareciam ficar meio loucas.
Ashley fez beicinho e agarrou meu braço. "Nem para a sua colega favorita?"
Quase ri. "É câmbio manual. É muito temperamental."
"É um conversível e é lindo", Ashley disse.
Verdade, muito verdade. "A gente vê, tá? Vou deixar você fazer um test drive. Se você souber o que está fazendo, aí talvez."
Fiquei surpreso quando Megan falou. "Eu sei dirigir câmbio manual. Meu pai tem uma caminhonete Chevrolet 1953, modelo 3100, com câmbio de quatro marchas no assoalho."
"A de cabine estendida com cinco janelas?" perguntei, impressionado.
Ela assentiu. "É um motor V8 327. Também já dirigi o Road Runner 1969 dele, com o motor 440 Six Pack e câmbio de quatro marchas. Como eu disse, eu sei dirigir câmbio manual."
Hehe. Ela disse 69. Tá, às vezes sou um pouco juvenil. Eu estava de bom humor, tinha um lugar para morar. "Talvez você saiba, vou ter que verificar pessoalmente."
"Hoje à noite?" ela perguntou.
"Provavelmente não. Ainda tenho que descarregar o carro e me instalar, e não gostaria que a primeira volta fosse no escuro."
"Então vamos começar", Ashley disse, me agarrando pelo braço de novo e me rebocando para a frente da casa.
Eu não esperava que quatro mulheres me ajudassem a esvaziar o veículo e ainda me ajudassem a desfazer as malas. Foi um pouco estranho vê-las futucando minhas coisas. Heather me deu um jogo de lençóis extra para a cama de solteiro que quase enchia o quartinho minúsculo. Levou pouco mais de uma hora para eu me mudar completamente.
As garotas tagarelavam o tempo todo, me informando sobre seus cursos, origens, pontos fracos e as regras da casa. Guardei tudo no meu cérebro. Eu sabia que ainda estava em terreno instável. Elas podiam me expulsar a qualquer momento, então eu precisava me comportar da melhor maneira possível. Enquanto eu pendurava a última peça de roupa, as garotas observavam da porta.
"Podemos dar uma volta agora?" Ashley perguntou.
"E o jantar?"
Bruna respondeu. "O molho vai aguentar. Deixei no fogo mais baixo. Podemos cozinhar o macarrão quando voltarmos."
Elas estavam determinadas, e eu não ia lutar uma batalha perdida. "Tudo bem. Alguém além de Megan sabe dirigir câmbio manual?"
A resposta foi não. Isso me fez sentir um pouco melhor.
Nos reunimos em volta do meu orgulho e alegria. Um Ford Galaxie 500XL 1963, com motor 427, carburador duplo de quatro corpos, tudo elétrico. Vermelho Rangoon, com capota conversível branca e interior vermelho e branco. Eu tinha passado a maior parte de dois anos restaurando-o, e era uma beleza.
"Podemos abaixar a capota?" Ashley perguntou.
"Está menos de dez graus lá fora", lembrei a ela.
"Por favor? Por favorzinho?" ela insistiu manhosa.
Suspiro. "Peguem seus casacos enquanto eu abaixo a capota."
Isso me deixou a sós com Megan, que foi para o outro lado do veículo. "Carro maneiro", ela disse enquanto me ajudava a soltar a frente da capota.
"Valeu."
"Você vai me deixar dirigir ele?"
"Provavelmente."
"Mesmo depois de eu ter sido uma idiota com você?"
Dei uma risadinha. "Eu entendo, Megan. Só posso imaginar quantos caras adorariam morar aqui. Você é cautelosa. Tudo bem. Tenho certeza de que, com o tempo, você vai ver que sou um bom colega de quarto."
Ela sorriu, e foi um sorriso lindo. Ela era linda, sem dúvida, ainda mais com aquele sorriso largo e cheio de dentes. "O carro ajuda muito. É um saco se virar sem rodas, especialmente para fazer as compras da semana. Se você realmente conseguir consertar algumas coisas na casa e cozinhar mais ou menos, acho que você fica."
O sotaque de Megan deixava claro que ela não era da região. Tinha o arrastado do meio-oeste, não exatamente como em 'Fargo', mas mais como Iowa. Eu suspeitava que ela diria 'refri' em vez de refrigerante. Ashley, por outro lado, soava como da Costa Leste, enquanto Heather era puro sotaque de Boston. Era uma mistura interessante.
Quando estávamos todos presentes e contabilizados, eu tinha guardado a capota sob a capa protetora e a prendido. Megan insistiu que precisava sentar na frente, para ver como o câmbio funcionava. Quando isso começou uma discussão, prometi que todo mundo teria a chance de sentar no banco do passageiro.
Imaginei que éramos um belo espetáculo. Quatro mulheres lindas sentadas naquele carro glorioso, enquanto a gente cruzava o campus. Ashley parecia conhecer todo mundo, e sempre que passávamos por um grupo, ela gritava nomes e acenava. Megan me bombardeava com perguntas sobre o carro, enquanto Bruna e Heather pareciam estar tendo uma conversa intensa lá atrás.
Depois de uns dez minutos dirigindo, Bruna se inclinou para a frente. "Vamos no depósito de bebidas?" ela pediu.
Aquilo me fez parar e pensar por um instante. Me perguntei quantas das minhas passageiras, se é que alguma, tinham idade para beber. Eu sabia que Ashley era no máximo do segundo ano. Não precisava de mais problemas. Mas, por outro lado, quatro mulheres bonitas e bêbadas tinham seu apelo. "Claro, acho que podemos dar um jeito nisso."
Enchemos um carrinho com cerveja e vinho, e Bruna me passou oitenta pratas. Pelo visto, eu era o pagador oficial, e ela, a tesoureira da casa. Não tinha problema, e todas ficaram devidamente impressionadas com o porta-malas gigantesco enquanto a gente carregava tudo.
Ashley soltou uma risadinha. "Aposto que você podia enfiar todas nós aí atrás. É enorme!"
"Por sorte, não sou do tipo que enche o porta-malas com garotas," eu disse.
Assim que fechei o porta-malas, Megan estava parada junto à porta do motorista, fazendo o possível para parecer doce e simpática. Que mudança. Coloquei as chaves na mão dela, e ela gritou, praticamente pulando no lugar. Quando me ajeitei, dei a ela as últimas instruções, e ela ligou o motor possante.
"Nossa, como eu amo esse ronco," ela disse, sorrindo para mim. Não teve problema com o câmbio na coluna, e fiquei satisfeito ao ver que ela conseguiu sair suavemente, sem grandes problemas. Depois de apenas alguns quarteirões, ela pareceu pegar o jeito, e tive que admitir que ela provavelmente dirigia tão bem quanto eu.
Ela se virou para mim, sorrindo de orelha a orelha, os cabelos voando atrás. "O que você acha?"
"Você sabe dirigir carro manual."
Me surpreendi quando ela estendeu a mão e deu um tapinha na minha coxa num sinal de pare. "Agradeço mesmo," ela disse, antes de atravessar o cruzamento com cuidado. "Eu morreria de medo de deixar alguém dirigir o meu bebê. Valeu."
No semáforo seguinte, incentivei ela a encostar e deixar outra pessoa sentar na frente. Eu estava tranquilo com ela dirigindo. Ashley estava ansiosa para a sua vez, e eu não ia reclamar de ir no banco de trás entre Heather e Bruna. Não, não ia reclamar nem um pouco. A gente não conversou muito, o banco de trás era barulhento com a capota abaixada, mas eu recostei e aproveitei o passeio.
O jantar foi bom, e depois dividimos algumas garrafas de vinho. Era bom, e fiquei surpreso com como era confortável estar perto das quatro gostosas, sem pensamentos de querer pegar nenhuma delas atrapalhando a dinâmica.
Não sei bem por que Ashley era tão simpática comigo, mas eu não estava reclamando. Ela fazia questão de sentar ao meu lado sempre que podia, e era muito de pegar, de tocar. Quando ela deu uma pausa para ir ao banheiro, Heather tomou o lugar dela, chegando perto demais para o meu conforto.
"Se Ashley encher muito o saco, é só falar com ela. Ela é sempre assim."
"Assim como?"
"Você sabe. Grudenta e sem noção de espaço pessoal. Ela ama todo mundo. Aposto que ela te vê como um desafio."
Quase cuspi o vinho, e ela soltou uma risadinha. "Tranquilo, Alex." Ela já estava meio alegrinha, e eu quase pulei da cadeira quando ela passou as unhas pela parte interna da minha coxa. "Isso realmente não te dá nada?" ela sussurrou.
Claro que eu menti. "Quem me dera desse."
"Que pena. Triste demais. Que desperdício," ela sussurrou, e então beijou meu rosto, abandonando o lugar quando Ashley entrou na sala, fazendo biquinho porque o lugar dela tinha sido tomado.
Assim que Heather saiu, Ashley voltou com tudo, se aninhando bem colada em mim. "A gente vai ser melhores amigos, Alex. Tá bom?"
A gentileza aberta dela, o olhar sem malícia e o carinho fácil eram difíceis de resistir. "Nada que eu queira mais," eu disse.
"Bom. A gente nunca pode ter melhores amigos demais, né?"
Na verdade, eu achava que a definição de 'melhor' amigo meio que limitava a quantidade, mas não falei nada. Passei o braço em volta dela e dei um apertão. "MAPs, querida. MAPs."
* * *
Na manhã depois que me mudei, fui apresentado ao calendário. Bruna mantinha um calendário enorme na parede do corredor, com todas as nossas tarefas detalhadas. Café da manhã e almoço cada um se virava, mas o jantar era uma tarefa em grupo, cada um com sua vez. Cada uma tinha um dia durante a semana, e os fins de semana eram alternados. O calendário também listava tarefas de limpeza, lavanderia, louça, e qualquer tarefa ocasional que surgisse. Elas eram um grupo organizado.
Elas me mantiveram ocupado. Depois que consegui consertar o vazamento do chuveiro, lubrificar a porta dos fundos com WD-40, e tirar a tinta que tinha emperrado a janela da Heather, mais e mais tarefas eram adicionadas ao calendário para eu resolver. No começo fiquei meio irritado, mas tenho que admitir que as garotas eram muito gratas, e quando a Megan começou a me ajudar, passando ferramentas e ajudando no que fosse possível, eu nem me importava mais.
No final da primeira semana, a procura pelas minhas aulas particulares aumentou tanto que eu tive que comentar que precisava de tempo para meus próprios estudos. Depois disso, o calendário foi atualizado com minhas sessões de tutoria, no máximo uma hora por noite, e duas horas no fim de semana.
Era maravilhoso, e era torturante. No começo da segunda semana, já estava parecendo que eu ia virar uma das 'meninas'. Elas não tinham problema em andar de lingerie na minha frente, e eu vi os peitos da Ashley e da Heather nas primeiras quarenta e oito horas. Definitivamente valiam a pena ser vistos.
Tinha decidido não balançar o barco, e bancar o papel do melhor amigo gay, se era isso que eu precisava para manter um teto sobre a cabeça. O único problema era que eu não sabia como um melhor amigo gay deveria agir. Não ia começar a ser afetado, então eu jogava na tranquilidade, mas sendo amigável demais. Era rápido para dar um abraço, ou fazer um elogio. Comentava sobre as roupas e a maquiagem delas, prestando mais atenção do que nunca. Me mantive impecável, e me vestia tão bem quanto meu guarda-roupa permitia. Parecia estar funcionando.
As garotas eram todas tão diferentes, e ainda assim cada uma era adorável do seu jeito. Ashley e eu éramos MAPs e ela confiava em mim sempre que podia. Ela namorava bastante, mas não tinha tido um namorado de verdade desde que começara aqui. Era apenas caloura, a mais nova da casa. Era só abraços, beijos e felicidade, o que era legal.
Heather, a linda Heather, era insegura. Parecia uma modelo, quase da minha altura, pernas ridiculamente longas, esguia, com aquele cabelo escuro comprido. Tinha seios pequenos, um sutiã B, como eu tinha descoberto ao cumprir minha tarefa de lavanderia. Numa palavra, era deslumbrante, mas só falava de todos os seus supostos defeitos. Alguns relacionamentos ruins a tinham deixado para baixo, o que era ridículo. Eu me esforçava para dizer a ela como era bonita, o que ficava melhor nela, e o que não ficava. Em uma semana, ela já estava aparecendo na porta do meu quarto, nua exceto pela calcinha, perguntando qual roupa deveria usar. Tive vontade de dizer para ela ficar com a que estava usando. Em vez disso, eu dava meus conselhos, chegando até a ajudar a escolher os sapatos. A mulher era um cabide de roupas, e tinha um closet maior que todo o meu quarto.
Megan era legal. Era uma moleca reabilitada que falava o que pensava. Filha única, era a menininha do papai, e parecia precisar da aprovação masculina. Mesmo que o homem fosse aparentemente gay. Ela conseguia falar sobre carros, caça, pesca, e aventuras ao ar livre. Como Heather, ela estava no segundo ano, e ainda não tinha decidido o curso, já tendo mudado duas vezes. Também adorava dirigir o Galaxy, e se oferecia para fazer tarefas para nós sempre que podia. Megan vinha de família rica, e toda vez que saía com o carro, enchia o tanque, gasolina de 94 octanas. Até me perguntou sobre aditivo de chumbo, e comprou alguns frascos para cada dois tanques. Perguntei a ela sobre o cabelo ruivo, e ela pareceu envergonhada ao admitir que era ruiva natural, mas sofria menos implicância quando pintava de um vermelho mais escuro. Megan era a mais reservada quanto a andar pela casa sem roupa, o que era uma pena. Ela tinha um corpo matador.
E aí tinha Bruna. Quando ela soube que eu tinha passado um mês na foz do Amazonas, ficou super a fim de falar sobre São Paulo, sua cidade natal. Eu praticava com ela o pouco de português que tinha aprendido. Ela estava no último ano, e já morava na casa há três anos. Tinha se tornado a líder da casa por padrão, gerenciando as finanças e a interação com o senhorio. Sempre que eu consertava algo, ela me fazia preencher uma nota fiscal que enviava ao proprietário. Não sei se ela chegava a receber por elas, mas ainda assim fazia questão. Bruna tinha um corpo bonito, e uma bunda incrível. Mantinha o cabelo curto, e usava óculos que a faziam parecer uma bibliotecária. Sua pele era morena escura, mais escura do que só um bronzeado, e seu cabelo era cacheado e rebelde. Ela me disse que não namorava, não queria envolvimento ou distração até se formar. Era séria com os estudos, e eu já tinha dado aula particular para ela em quatro ocasiões diferentes nos primeiros dez dias.
Depois de três semanas, percebi como eu estava ridiculamente feliz. Tinha quatro novas melhores amigas, todas lindas, e estava aprendendo mais sobre a psique feminina do que jamais imaginei. Elas contavam comigo, e eu estava ansioso para agradar. Tinha todo o contato físico que um homem podia desejar. E estava excitado como um bode no cio.
Estava ficando cada vez mais difícil manter meus desejos enterrados, pois me via fantasiando com todas elas em um momento ou outro. Batia punheta duas ou três vezes por dia, tentando evitar que meu pau estragasse todo o esquema, com uma reação inaceitável à presença e às provocações delas.
Estava deitado na cama, depois de sujar uns três papéis-toalha, tentando dormir, quando Ashley entrou no meu quarto, tirou tudo menos a calcinha, e se enfiou na cama comigo. Eu ia dizer algo quando vi que ela tinha chorado. Puxei-a para perto e a abracei. "O que foi, melhor?"
"Como é que todos os homens são tão babacas?" ela soluçou.
"Uh, com exceção do presente, eu espero."
Ela bufou de um jeito bem improvável. "Tá bom. Como é que todos os homens heteros são babacas. Por que eles não podem ser mais como você?"
"O que aconteceu?"
"Aquele idiota do Jerry. Eu tinha recusado sair com ele três vezes, mas ele ficou insistindo. Acabei aceitando só para ele me deixar em paz. Aí a gente sai para jantar, nem foi um jantar bom, só no Denny's. Aí ele encosta o carro e pede para eu chupar ele no caminho de volta. Quando eu ri dele, ele tentou me forçar."
Senti minha pressão subir, e provavelmente a apertei um pouco demais, pelo jeito que ela gemeu. "Você impediu ele, espero."
"Com certeza. Não sou nenhuma vagabunda. Agarrei as bolas dele e apertei até ele implorar para parar. Aí eu tive que andar quase três quilômetros para casa. Meus pés estão doendo, estou congelando, e estou cheia desses babacas que acham que se eu aceitar um encontro, eles têm direito de me comer."
"Qual é o sobrenome desse tal de Jerry?" perguntei.
Ela balançou a cabeça, se aninhando em mim. As mãos e os pés dela estavam gelados como cubos de gelo. "Não se preocupa com isso, eu já cuidei. Além do mais, ele é um cara bem grandão."
Fiquei puto que ela pensasse tão pouco de mim. "Ninguém é grande o bastante para mexer com a minha melhor garota. Ninguém. Qual é o sobrenome do babaca?" exigi.
"Carmichael. Jerry Carmichael."
Puxei-a para bem perto, esfregando os pés dela com os meus, beijando o topo da sua cabeça. "Vou cuidar do escroto do Jerry. Da próxima vez, me liga. Eu vou te buscar."
Ela subiu na cama, e antes que eu percebesse, estava me beijando. Foi preciso um esforço enorme para não reagir. Ela acabou se afastando, suspirando. "Nada?"
"Não seja boba. Beijar você nunca é nada. Eu te amo, Ash."
Ela suspirou de novo, se aninhando em mim. "Você sabe o que eu quero dizer. Você nunca pensa em mudar de lado? Nós garotas podíamos ter um cara como você de verdade." A mão dela desceu até minha cueca, e deslizou para dentro. Felizmente, os dedos dela ainda estavam gelados, e eu tinha acabado de bater punheta duas vezes, então sem reação.
"Ashley, não," sussurrei, mas não a afastei. Odiava rejeitá-la, mas era só a segunda semana de fevereiro, e eu não podia me dar ao luxo de queimar meu disfarce. Ainda tinha três meses até o fim do semestre.
A mão dela continuou esfregando por mais alguns segundos, puxando levemente, mas quando não houve reação, ela a retirou. "Por que você não podia pelo menos ser bi?"
Abracei-a forte, afastando o cabelo dela para trás, para não fazer cócegas no meu nariz. "Se eu fosse ser bi por alguém, seria por você, docinho," sussurrei. "Agora dorme, e amanhã tudo vai estar melhor."
Ela me deu um selinho no rosto, e então rolou para o lado. Eu me aconcheguei atrás dela, de conchinha, e me perguntei como fui me meter nessa situação bizarra.
Acordei com uma sensação que não tinha há muito tempo. Tempo demais. Levantei as cobertas, e encontrei Ashley acariciando minha ereção. Ela sorriu para mim, a mão ainda se movendo. "Acho que ele gosta de mim," ela disse.
"É tesão de manhã, garotinha. Só isso."
"Ah-ah. Não acho. Pelo menos ele não acha." Ela se inclinou e lambeu meu pau.
"Ashley..."
"Só deita e fecha os olhos, Alex. Finge que é um dos garotos de barco lá no Brasil. Quer dizer, é só um boquete, podia ser qualquer um. Né, não?"
"Mas não é, Ash. É minha melhor amiga. A gente não devia fazer isso."
"Por favor?" ela implorou docemente, antes de me colocar na boca. Não pude evitar um gemido, e ela pareceu tomar aquilo como incentivo. A cabeça dela começou a subir e descer, sua língua talentosa me provocando no final de cada movimento. A garota definitivamente sabia fazer um boquete.
Dei uma risada, e ela olhou para cima, as sobrancelhas levantadas em pergunta, enquanto a boca continuava a me dar prazer.
"Você é boa. Muito boa."
Ela levantou sorrindo, a mão me acariciando. "Sério? Porque sempre ouvi dizer que os homens fazem os melhores boquetes, já que eles sabem do que gostam."
"Não, docinho. Confia em mim, você é muito boa nisso. Mas a gente não devia."
"Por que não? Você gosta, né? Não te dá nojo, dá? Receber boquete de uma mulher." A mão dela continuava me acariciando, enquanto falava.
"Não, você não me dá nojo, de jeito nenhum. É só que... é errado. O que as outras iam pensar? Por que você quer fazer isso? Não é como se a gente fosse transar."
Ela me deu uma chupada longa e profunda, antes de se afastar com um estalo alto. "As outras iam ficar com uma inveja do caralho. Quanto ao porquê, eu gosto de fazer. Não espero que você retribua o favor, e não vou te cavalgar até o pôr do sol. É só um boquetinho entre amigos. Melhores amigos, lembra?" Ela sorriu, e então voltou a chupar, me olhando ansiosamente, como se eu fosse impedi-la.
Tentei lutar contra a sensação, pensando nas imagens mais nojentas possíveis, mas não estava funcionando. Não conseguia manter nenhuma imagem na cabeça por muito tempo, e a garota estava fazendo um trabalho fantástico. Tinha que pará-la de algum jeito.
"Preciso mijar," eu disse a ela.
Ela se afastou fazendo biquinho. "Não precisa não. Você está tentando se livrar de mim."
"Não, preciso mesmo. É sério. É por isso que tenho tesão de manhã."
A mão dela tinha apertado meu pau, me acariciando vigorosamente. "Sê honesto comigo, Alex. Não precisa mentir. Se eu te chupar te incomoda tanto assim, é só dizer. Sou uma garota crescida. Estou acostumada com rejeição."
Droga, ela sabia como me atingir. Agarrei o pulso dela, parando sua ação. "Eu preciso muito mijar. Me deixa usar o banheiro, e eu volto para a cama."
"Promete?"
"Juro. É gostoso mesmo."
Ela sorriu, e se sentou, os peitos grandes balançando docemente. Notei que ela estava nua exceto pela calcinha. "Tá bom, mas volta logo."
Saí correndo para o corredor, vestindo só a cueca, o pau duro para fora. Torci para que ninguém percebesse. No banheiro, consegui mijar rapidinho, depois lavei a virilha e escovei os dentes. Fiquei fora só uns dois minutos.
Ashley fez biquinho quando voltei para o quarto, meu tesão já tinha passado. "Tira a cueca," ela disse. Enquanto eu tirava, ela removeu a sua, e segundos depois estávamos nus na cama.
Eu esperava que, ao terminar no banheiro o que ela havia começado, eu conseguisse resistir a ela. Acontece que essa era uma esperança tola.
"Feche os olhos e recoste-se. Finja que eu sou quem você quiser", ela disse, e então colocou meu pau mole na boca, chupando, enquanto sua mão diabólica brincava com minhas bolas.
Já fazia tempo demais, e meu pau me traiu quase instantaneamente, inchando para ela e depois ficando mais duro. Em apenas alguns minutos, ela estava me fazendo um dos melhores boquetes da minha vida. Estendi a mão e acariciei seus cabelos, enquanto desistia de toda resistência.
"Deus, você é boa", confessei.
Ela se afastou e então estava me beijando, enquanto sua mão continuava me masturbando. "Você quer tentar transar comigo? Talvez você goste."
"Por favor, Ashley. Não posso." Eu queria. Eu REALMENTE queria, mas isso arruinaria tudo.
"Você... você poderia colocar na minha bunda. Finja que sou um cara."
Levantei seu queixo e a beijei suavemente. "Eu nunca poderia fingir que era outra pessoa além de você."
Ela sorriu. "Mesmo quando estou te chupando? Você não imagina que sou algum cara jovem de corpo durão?"
"Não, Ash, não imagino. Eu gosto e penso em como você é maravilhosa e como merece algo muito melhor do que isso. Alguém que possa te amar de volta, totalmente."
"Acho que você gostaria. Sou boa. Muito, muito boa."
"Aposto que sim. Mas não vamos transar."
Ela fez beicinho por um segundo, depois sorriu. "Ainda vou terminar de te chupar, não vou?"
"Se você quiser, eu gostaria disso."
"E você não vai estar fingindo que é outra pessoa?"
"Nem nesta vida."
Ela me deu um beijo rápido e depois voltou a chupar. Imaginei como seria foder ela. Ela tinha um corpo incrivelmente sexy e certamente estava disposta o suficiente. Aposto que seria muito divertido. Eu adorava especialmente o quanto ela parecia gostar de sexo oral.
Poucos minutos depois, eu a estava avisando: "Estou perto, estou perto."
Ela não parou, não se afastou. Continuou chupando até eu gemer meu orgasmo em sua boca. Ela me chupou até o fim e foi gentil depois. Então subiu na cama e me beijou profundamente. Sua boca ainda estava coberta com minha porra. Quase me afastei, mas percebi que isso estragaria tudo. Eu não poderia ficar tão perturbado com o gosto de porra e ser gay, certo?
O beijo interminável finalmente diminuiu, e ela desceu um pouco e me abraçou. "Não foi tão ruim, foi?"
Eu ri, segurando-a. "Não. Nada ruim."
Ela cantarolou de prazer, aninhando-se mais perto. "Bom. Tem mais de onde isso veio." Ela riu. "Deus, isso pareceu tão safado. Fui sua primeira garota?"
Eu poderia ter mentido, mas decidi não mentir. "Não, mas você foi a primeira de quem eu gostei tanto. Isso é certeza."
"Vamos fazer isso de novo?" ela perguntou, seus dedos traçando pequenos círculos no meu peito. Eu estava um pouco distraído com o som de alguém se movendo do lado de fora do quarto. Demorei a responder. "Por favor?" ela disse.
"Só se eu puder fazer algo por você. Estou me sentindo culpado."
Ela ficou tensa. "Você não precisa. Quero dizer, se isso te incomoda..."
Estendi a mão e apertei sua bunda. "Não vou lamber sua rachinha nojenta", eu disse, brincando. "Isso é simplesmente nojento. Mas se você quiser, vou te dar a melhor massagem nas costas que você já recebeu."
Ela riu quando me afastei, deixando-a de bruços. "Acho que posso viver com isso", ela disse.
Eu não estava mentindo sobre a melhor massagem nas costas. Em meus oito anos de estudo, tive a oportunidade de fazer muitas disciplinas eletivas. Três anos antes, eu havia feito dois cursos de massagem. Tirei A em ambos e levei as lições a sério, praticando com frequência. Minhas parceiras sempre ficavam felizes. Muitas vezes, extasiadas.
Ashley não foi exceção. Depois de dez minutos, ela estava como massinha em minhas mãos. Depois de vinte, ela jurou que havia morrido e ido para o céu. Trinta minutos depois, ela estava de costas e a massagem havia se tornado sexual. Não consegui me conter. Eu tinha uma garota linda e disposta, nua na minha cama.
Eu estava massageando entre suas pernas, e ela estava gemendo tanto que precisei ficar a silenciando. Quando finalmente a fiz gozar para mim, precisei cobrir sua boca com a outra mão para que ela não alertasse a casa inteira.
Eu a trouxe de volta com calma, acariciando-a suavemente, até que ela relaxasse novamente. Ela abriu os olhos e estendeu a mão entre minhas pernas. Felizmente, ter gozado duas vezes naquela manhã me deixara mole.
Ela fez beicinho de forma fofa. "Droga, Alex. Como você pode fazer isso comigo e não ficar excitado?"
Eu ri, provocando seus mamilos. "Treinamento."
Ela se espreguiçou languidamente e depois se sentou. "Sim. Definitivamente vamos fazer isso com muito mais frequência. Acho que uma dessas massagens vale pelo menos uns dois boquetes."
"Você gostou?"
"Você está brincando? Essa pode ter sido a melhor transa que já tive, e eu nem sequer fui fodida."
Ganhei um grande beijo, então ela pegou suas roupas e saiu do meu quarto completamente nua. Esperei que não houvesse ninguém no corredor para testemunhar.
Durante o café da manhã, Bruna interrogou Ashley sobre onde ela estivera.
"Você não estava no seu quarto. Fiquei preocupada que você não tivesse voltado para casa. Você sabe que deve ligar se passar a noite fora."
Ashley nem sequer levantou os olhos de seu cereal. "Eu estava aqui. Tive um encontro difícil ontem à noite. Foi realmente uma merda, então dormi no quarto do Alex e ele cuidou de mim."
Quase cuspi meu suco de laranja quando ela disse isso.
Heather estendeu a mão e segurou a mão de Ashley. "Sinto muito por isso, querida. Pelo menos você tem a gente para recorrer. Como você está se sentindo esta manhã?"
"Deus, muito melhor. Alex faz a melhor massagem do estado. Você precisa pedir para ele te fazer uma."
Heather corou, mas não disse nada.
Megan, por outro lado, sorriu. "Eu não me importaria de receber uma. Qual é o preço dele?"
Antes que Ashley pudesse me meter em mais encrenca, eu falei. "Lave minha louça e consideramos quitado."
Megan se levantou e verificou o calendário. "Amanhã?"
"Claro", eu disse.
Ela pegou o marcador e atualizou o calendário. Ótimo. Agora eu era mais uma tarefa.
* * *
O encontro ruim de Ashley ainda estava em minha mente naquele dia. Com meu acesso aos computadores da escola, não foi difícil localizar o idiota do Jerry Carmichael. Com uma lista de suas aulas em mãos e sua foto de perfil, encontrei-o saindo da segunda palestra.
Caminhei até ele quando dobrou a calçada. "Jerry, tem um minuto?"
Ele pareceu confuso por um instante, tentando me reconhecer. "Claro, acho que sim."
Ajustei meu passo ao dele, andando ao seu lado. "Você teve um encontro ontem à noite. Ashley. Você deve um pedido de desculpas a ela, e se eu souber que você tratou outra garota assim, garanto que você não vai se formar."
No meio da minha frase, ele diminuiu a velocidade, parou e se virou para mim. Vi que ele estava com raiva. Isso era bom, esperei que ele começasse algo. "Quem diabos é você para me dizer o que fazer?"
"Sou amigo da Ashley e professor aqui. Posso arruinar sua vida permanentemente. Mais alguma pergunta idiota, babaca?"
Ele demorou a responder, então percebi que estava reconsiderando sua atitude. "Escute, não sei o que ela te contou, mas não foi assim. Ela escolheu sair do carro e andar. Eu até tentei convencê-la a reconsiderar."
"Você não tentou obrigá-la a te fazer um boquete? Depois de um jantar de merda no Denny's?"
Os ombros do velho Jerry caíram. "Eu... eu não a obriguei. Acho que a incentivei, mas ela não precisava ser tão cuzona ao me rejeitar."
"Chame ela de cuzona de novo e sua média cai um ponto inteiro, entendeu?"
"Merda, não vou mexer com ela. Não preciso correr atrás de quem diz não. Achei que tinha acabado. Sem mais problemas, juro."
"Ótimo. Se você a vir, vai pedir desculpas e deixá-la em paz. Isso pode acabar aqui, mas se eu souber de qualquer coisa ruim, farei da minha missão de vida foder você tão feio que você vai desejar nunca ter nascido. Estamos entendidos?"
"Sim. Juro que não foi assim. Foi só um erro, tá? Não vou incomodá-la de novo, exceto para pedir desculpas se a vir."
"Bom. Tenha um bom dia."
Eu precisava fazer isso? Não, provavelmente não, mas me senti muito melhor depois. Ashley era uma garota doce e merecia algo melhor.
Depois, de volta ao escritório para mim. Eu tinha uma porção de trabalhos para corrigir e era difícil fazer qualquer coisa em casa, do jeito que aquelas mulheres me mantinham ocupado.
* * *
Ashley estava falando sério sobre tornar isso uma coisa regular. Naquela noite, ela veio para minha cama por volta da meia-noite, nua, me acordando. Ela tinha bebido e estava um pouco alegre. Antes que eu pudesse dizer algo, ela já estava debaixo das cobertas me chupando.
Eu não tinha batido punheta e ela me deixou duro em um instante, e não demorou muito para eu gozar na boca dela. Ela saiu de baixo das cobertas, sorrindo, e então arrotou sem cerimônia. Ela riu e me beijou, as evidências de suas ações ainda em sua boca.
Quando terminou de fazer cócegas em minhas amígdalas, ela rolou de lado, puxando meu braço para que eu me aconchegasse nela. "Te amo, Alex", ela murmurou sonolenta. "Vou receber minha massagem de manhã."
Sim, a vida estava ficando cada vez mais estranha.
De manhã, recebi outro boquete e ela teve uma massagem de meia hora com final feliz. Ela me perguntou se eu não queria foder ela, mas ainda tive que dizer não. Já estávamos muito além do limite como estava. Eu temia o que aconteceria se a casa descobrisse o que estávamos fazendo.
"Por favor, não conte a ninguém sobre isso", eu disse, enquanto nos vestíamos.
"Sobre o quê?" ela perguntou.
"Você sabe, os boquetes."
Ela deu de ombros. "Tá. Não é grande coisa, mas se você quiser, vou manter como nosso segredo."
"Obrigado."
"Você vai fazer a Megan gozar quando massageá-la? Ela realmente precisa. Não me lembro da última vez que ela transou."
"Não sei. Acho que vou ter que ver como vai ser. Ela pode não se sentir confortável comigo tocando nela."
Ashley riu. "Ah, ela vai ficar confortável, sim. Ela tem uma queda pelo nosso cara. Acho que ela quer uma chance de te tornar hétero."
"Você está brincando, né?"
"De jeito nenhum. A gente conversa. Acho que todas elas dariam para você num piscar de olhos. Até a Bruna, e a gente achava que ela era assexuada."
Ótimo. Era tudo o que eu precisava.
Outro dia na trincheira, uma hora dando aula particular para Heather e algumas tarefas para cuidar em casa. Meus dias estavam mais ocupados do que em muito tempo. O engraçado é que eu não me importava. Eu estava me sentindo muito bem com tudo.
Depois do jantar, Megan e eu fomos para o meu quarto. "Como fazemos isso?" ela perguntou nervosa.
"Você tira a roupa até onde se sentir confortável e deita na cama de bruços. Não tenho óleos de massagem decentes, então vai ser a seco. Se massagista se tornar uma de minhas funções regulares, acho que vou ter que investir em algum óleo de massagem decente."
Enquanto eu falava, ela tirou a roupa até ficar de calcinha. Eu a vi hesitar, segurando as laterais. "Devo deixá-la?" ela perguntou, corando. Droga, ela era adorável.
"Pode. Posso ser mais minucioso se você não deixar."
Ela as tirou, e pude ver seu corpo nu pela primeira vez. Ela era incrível, não tão cheia de curvas quanto Ashley, mas requintada do seu jeito. Ela se deitou na cama, e eu tirei a roupa até ficar de bermuda, antes de montar sobre suas pernas. "Agora relaxe. Vou começar devagar. Me diga se alguma coisa estiver muito desconfortável."
Ela nunca reclamou, enquanto eu fazia o meu melhor nas circunstâncias. Depois de uns quinze minutos, eu sabia que ela estava gostando muito. Não perdi nada, incluindo passar alguns minutos em sua bunda perfeita.
Quando parei, ela suspirou. "Isso foi maravilhoso. Acabou?"
"Não precisa acabar, posso fazer sua frente."
Ela se virou de lado, e eu a vi olhando para minha cintura. Felizmente, eu não estava totalmente ereto, mas se ela pudesse ver dentro da minha cueca, saberia que ela estava me afetando. "Não vai te incomodar?" ela finalmente disse.
"De jeito nenhum."
Ela rolou de costas, e comecei por seus braços, subindo até os ombros e depois descendo pela frente. Dei um pouco de atenção aos seios, mas não muito, antes de descer pelas laterais. Ela começou me observando, mas logo fechou os olhos e relaxou. Fui até os pés e voltei. Na volta, abri suas pernas e massageei a parte interna, até roçar as bordas de sua boceta. Ela tinha uma leve mancha de pelos ruivos acima, confirmando que ela era ruiva.
"Diga-me para parar se não estiver confortável", eu disse suavemente, enquanto cobria seu monte de Vênus e a massageava.
Seu gemido foi tudo, menos um pedido para parar.
Me estiquei ao lado dela e continuei massageando, provocando-a suavemente, abrindo-a, roçando seu clitóris, até começar a trabalhá-lo mais sério.
"Alex..." ela sussurrou.
"Devo parar?"
Ela hesitou por um segundo, depois balançou levemente a cabeça.
Me inclinei e beijei seus lábios suavemente. "Deixe-me fazer você se sentir bem", eu disse.
Ela gemeu novamente e abriu mais as pernas.
Levei menos de cinco minutos para fazê-la gozar. Não foi enorme, mas ela respondeu lindamente. Continuei brincando com ela. "Outro?"
"Por favor."
Alternei entre dedilhá-la e esfregar seu clitóris. Entre seu ponto G e o clitóris, não demorou muito para ela estar se contorcendo, ofegante, pronta para gozar de novo.
"Ainda não", eu disse.
"Por favor, Alex", ela gemeu.
"Não, ainda não. Logo, mas ainda não."
Ela estava tão sexy, mordendo o lábio, tentando resistir a gozar para mim. Quando percebi que ela estava se esforçando, finalmente cedi. "Goze para mim, linda."
Em segundos, ela estava se sacudindo sob minha mão, gritando ao gozar explosivamente. Eu a acalmei, tocando-a de leve, acariciando sua pele macia. Quando seu peito parou de arfar, me inclinei e lhe dei outro beijo suave. Ela segurou minha cabeça com as duas mãos e sua língua encheu minha boca. Não me afastei, deixando-a dar vazão aos seus sentimentos, enquanto eu estendia a mão entre suas pernas e a provocava um pouco mais. Fiquei surpreso quando ela gozou quase instantaneamente, gemendo na minha boca.
Quando me soltou, ela estava corando. "Desculpe", ela disse.
"Por quê?"
"Por beijar você assim."
Eu ri e a beijei novamente. "Não estou morto. Gosto dos seus beijos, Megan."
"Mas você é gay!" ela disse.
"Não vou te foder, querida, mas isso não significa que eu não possa gostar de um beijo da minha amiga."
"Mas o que você fez comigo, como me fez gozar..."
"Você gostou?"
"Claro! Mas..."
"Mas o quê?"
"Quero dizer, como você pôde fazer isso? Como pôde me fazer gozar tão facilmente, tão forte? Não é, sei lá, estranho? Tocar uma garota, lá, desse jeito?"
"Docinho, foi só uma massagem. Eu queria te dar um pouco de prazer. Foi só isso, tá? Não leia nada mais nisso."
Ela assentiu lentamente. "Isso significa que poderíamos fazer isso de novo, algum dia?"
"Não vejo por que não. Somos amigos agora, certo?"
"Acho que sim. Espero que sim. Quero dizer, sim, somos amigos, bons amigos." Ela gaguejou sua resposta, tão nervosa estava.
Eu acariciei seu corpo lentamente, passando a mão por sua lateral. "Relaxe, Megan. Não fique encanada com isso. Somos amigos, só isso. Eu queria fazer você se sentir bem, e fiz. Está tudo bem."
Sua mão subiu lentamente para esfregar meu lado. "Posso, quero dizer, como posso fazer você se sentir bem, Alex?"
Eu ri, beijando seu ombro. Passei a mão entre suas pernas e a esfreguei suavemente. "Você já fez. Render-se assim, gozar para mim. Isso foi lindo. Foi ótimo fazer você gozar para mim."
"Mas você não quer me foder."
"Não, linda. Isso não é sobre sexo. É só eu te fazendo feliz, ok?"
"Eu deixaria", ela disse baixinho.
Me inclinei e olhei em seus olhos. "Deus, você não acha que eu faria, se pudesse?"
"Você poderia tentar."
"Não, bebê. Isso não é a gente. Não sou eu. Isso é tudo, certo?"
Ela assentiu. "Me abrace, Alex?"
Puxei-a para meus braços e a abracei, esfregando suas costas, beijando sua testa.
Ela riu. "Isso é uma merda, sabe?"
"O que é uma merda?"
"Isso. Você é o primeiro cara em muito tempo com quem eu realmente queria transar, e você é gay pra caralho. É uma merda!"
Eu ri, apertando-a e depois plantando um beijo nela. Ela me agarrou novamente, me beijando forte, olhando em meus olhos. Então ela se afastou, fazendo beicinho. "Nada?"
"Eu não chamaria de nada. Foi um beijo legal. E eu gosto de te abraçar."
Ela se aconchegou em mim, suspirando. Rezei para que ela não levasse a mão lá para baixo. Eu estava duro por ela, mas felizmente as cobertas escondiam isso de olhares curiosos. Puxei-as um pouco mais para cima, por precaução.
"Devo ir?" ela perguntou depois de um silêncio confortável.
"Daqui a pouco. Ainda tenho coisas para fazer, e é cedo demais para dormir. Você sempre é bem-vinda para voltar."
"Posso passar a noite, como a Ashley?"
"Desde que entenda que somos só amigos, acho que gostaria disso."
"Eu também." Ela deslizou da cama, me dando outra visão do seu corpo excepcional. "Volto mais tarde, se estiver tudo bem."
"Está sempre tudo bem, Megan. Amigos, certo?"
Ela sorriu. "Sim. Quer dizer, depois disso? Espero que sejamos."
Assim que ela saiu, cuidei do rapaz excitado abaixo do meu cinto e trabalhei no meu projeto mais recente. O registro da lareira antiga estava emperrado, segundo Bruna não funcionava há dois anos. O cinzeiro que podia ser limpo por fora estava cheio de uma gosma cinza solidificada. Algumas horas de esforço, e o registro estava se movendo livremente, mas eu ainda não tinha limpado toda a cinza petrificada. Seria uma tarefa de dois dias. Pelo menos eu estava em dia com quase tudo.
Era uma tarefa que eu realmente queria terminar. A casa era velha e cheia de correntes de ar. Era difícil manter a temperatura acima de 21°C no inverno. Achei que uma sala de estar aquecida seria agradável, embora um pouco apertada com todos nós lá. O espaço não era tão grande.
Eu estava exausto quando terminei e tomei um banho demorado para limpar todo o suor e a sujeira. Também foi um bom momento para aliviar a tensão, pensando nas minhas adoráveis colegas de casa. Voltando ao meu quarto, descobri que tinha uma visita. Megan estava de volta.
"Você se importa?" ela perguntou, enquanto eu entrava no quarto.
"Nunca," assegurei, enquanto deixava a toalha cair e subia na cama nu. Puxei as cobertas bem para cima, o lençol, o cobertor de lã e o edredom de plumas que juntos me mantinham quentinho. Era bom ter a cama pré-aquecida para mim.
Ela rolou meio por cima de mim, seu braço fino alcançando meu peito. Esfreguei suas costas de forma reconfortante e percebi que ela estava apenas de calcinha e mais nada. Isso era perfeitamente aceitável para mim.
"A Ashley realmente fez um boquete em você?"
Droga. Eu ia ter que matar aquela garota.
"Eu estava dormindo. Estava com ereção matinal. Ela me atacou," confessei.
"Ela disse que foi a primeira vez. Depois, ela não precisou atacar muito."
"Você sabe que vou ter que estrangular a pequena encrenqueira."
"Então é verdade?"
"Sim."
"Então você não é gay. Quer dizer, não totalmente."
"Foi só um boquete, Megan. Sou um homem. Enfiaria meu pau num buraco na parede, e não me importo com quem chupa, desde que eu goze. Foi só isso, um boquete. Não fiz, nem pude fazer nada com ela."
"Exceto aquela massagem."
"Por favor, estou desconfortável falando sobre isso. Podemos mudar de assunto?"
Ela suspirou e ficou quieta por um momento. Então senti a mão dela deslizar pela minha barriga, parando no meu pau mole. "Você ficou duro para ela. Por que não fica para mim?"
Eu não podia dizer a ela que foi porque bati uma duas vezes nas últimas horas, pensando principalmente nela. "Ela me chupou. Eu só relaxei e deixei minha mente vagar, concentrando na sensação. Ela faz um ótimo boquete. Então fiquei duro e ela me fez gozar. Foi só isso."
"Só fiz duas vezes. Não vou ser muito boa," ela disse, a mão ainda se comportando mal.
Puxei a mão dela e a beijei suavemente. "Não vamos fazer isso. Eu te disse, minha cama é sua, como amigo. Só isso."
"Você não me acha bonita?"
"Você é linda. Para uma garota."
"Posso te fazer uma punheta?"
Não pude deixar de rir. "Você não vai desistir disso, não é?"
"Quero fazer alguma coisa para você. Depois daquela massagem, sinto que te devo. Foi incrível."
"Quer saber o que eu realmente gostaria?" eu disse.
"Sim."
"Gostaria de adormecer abraçando você. É isso que eu quero."
"Só isso?"
"É muito, se me perguntar."
Ela finalmente aceitou, e foi o que fizemos. Embora Deus saiba que eu queria fazer muito mais.
* * *
"Megan, não," murmurei, acordando lentamente, sentindo a mão dela acariciando minha ereção.
"Relaxa, Alex. Não estamos fazendo nada. Só vou fazer você se sentir bem, como você fez comigo."
"Não devíamos. Não está certo," eu disse, preguiçoso demais e me sentindo bem demais para pará-la.
Ela estava aconchegada a mim, a mão se movendo lenta e suavemente para cima e para baixo no meu pau. Era ótimo, reconfortante, na verdade. Suspirei e a deixei continuar.
"Feliz Dia dos Namorados, Alex," ela sussurrou, beijando meu peito.
"Feliz Dia dos Namorados, Megan."
Ela começou a se mover por cima de mim, e todos os meus alarmes dispararam. "O que você está fazendo?"
"Vou te foder agora. Aposto que você gosta."
"Não, você não vai. De jeito nenhum."
Ela conseguiu montar em mim, mirando meu pau entre suas pernas, enquanto eu tentava afastá-la. "Vamos, Alex. Tenta uma vez. Por favor? Aposto que você só não encontrou a garota certa ainda. Não precisa significar nada."
"Pare com isso, Megan," eu disse rispidamente, embora fosse o oposto do que eu queria. "Não faça isso."
Ela parou de se mover e se acomodou. "Você realmente não quer?"
Eu a puxei para o meu peito, envolvendo-a nos meus braços. "Você é uma mulher incrível, Megan. Incrível. Mas não podemos fazer isso. Eu não vou."
"Como sabe que não vai gostar se não tentar?"
Não respondi, segurando-a, passando as mãos para cima e para baixo nas costas dela.
Senti-a ficar tensa. "Você já fez, não é? Você já esteve com uma garota."
"Já." Muitas. Não muitas tão bonitas quanto a beldade nua que eu estava segurando.
"Sinto muito," ela sussurrou, me abraçando.
"Não sinta. Eu sou o que sou. Agradeço a oferta, acredite. Quem sabe? Talvez com você fosse diferente. Adoro estar com você. Mas agora, assim, não é o momento para experimentar."
"Mas talvez? Algum dia?"
Droga, quando eu estivesse nas últimas semanas de aula e não estivesse tão desesperado por um teto, valeria mais que a pena arriscar. "Se eu fosse tentar, você certamente valeria o esforço."
"Posso te fazer gozar?" ela perguntou.
"Nada de foder," eu disse.
"Está bem."
Ela desceu na cama e me fez uma punheta razoável, com um pouco de brincadeira oral envolvida. Só um pouco, provocando, lambendo, beijando e algumas boas chupadas. Demorou um pouco, mas ela conseguiu me fazer gozar, fazendo uma bagunça na minha barriga enquanto ria.
"Não foi tão ruim, foi?" ela perguntou, ao se sentar, procurando algo para limpar a bagunça.
"Toalhas de papel, debaixo da cama," eu disse.
Ela as pegou e me limpou, colocando alguns últimos beijos carinhosos no meu pau. "Viu, garotas não são tão ruins."
"Nunca disse que eram. Isso foi legal."
Ela sorriu e plantou um beijo nos meus lábios. "Está bem. Nada de foder, mas acho que vou lavar sua louça com mais frequência. Ainda podemos fazer a massagem, e você me deixa te fazer gozar?"
"Parece um acordo."
Ela me deu outro grande beijo, então saiu da minha cama, no ar frio da manhã. Observei seus mamilos endurecerem e puxei as cobertas sobre minha cintura, antes que ela pudesse me ver ficar excitado por ela.
"O que você vai fazer para o jantar hoje à noite?" ela perguntou.
Honestamente, eu tinha esquecido que era minha vez de cozinhar, e nunca teria lembrado que era Dia dos Namorados, se ela não tivesse me dito. "É surpresa. Quantas pessoas estarão aqui hoje?"
"Só você, eu e Bruna. Ashley e Heather têm encontros."
"E você não? Isso não parece provável."
"Você sabe que não saio muito. Qualquer um com quem eu saísse hoje teria expectativas que não estou disposta a cumprir. Não transo por aí aleatoriamente," ela disse, enquanto se vestia. "Só estive com três caras. Todos relacionamentos de longo prazo." Ela se virou e me deu um beijinho rápido. "Você poderia ter sido o número quatro. Ainda pode ser."
"Por quê? Não entendo."
"É porque você não é muito esperto sobre garotas." Ela sorriu e me deu um aceno de princesa, antes de sair do meu quarto.
Mulheres.
* * *
Eu só tinha duas aulas na quinta, a primeira às onze. Isso me deu tempo para terminar de limpar a maldita lareira. Achei que seria uma surpresa legal. Consegui terminar com tempo de sobra e pensei no que queria fazer para o jantar.
Decidi fazer algo especial para a ocasião. Minha última aula às quintas terminava às três. Fiz algumas compras e, às quatro e meia, a cozinha estava uma bagunça, mas eu estava progredindo. Eu não era limitado pelos gostos delas, nenhuma era vegetariana e, na maior parte, elas comiam o que era feito.
Se não comessem, imaginei que teria almoço e jantar para o dia seguinte. Estava fazendo o que eu gostava, e torcendo pelo melhor.
Recebi visitas de todas as minhas colegas de casa, e foi engraçado ver como a Ashley reagiu.
"Droga! Vou ser levada para o Olive Garden e vou perder isso?"
Eu ri, dando-lhe um grande abraço. "Vou fazer um prato para você, e pode comer amanhã, se não se importar com sobras."
A partir das seis, coloquei um aviso na porta de que a cozinha e a sala de jantar estavam proibidas até as sete. Então entrei em modo acelerado.
Sem um minuto de sobra, completei meus preparativos e abri a porta para Megan e Bruna. A mesa ainda estava posta para cinco, para que Heather e Ashley pudessem compartilhar um pouco do evento, caso decidissem voltar para casa.
Ouvi os gritos de admiração enquanto Megan e Bruna entravam na sala de jantar, vendo a surpresa. Cada lugar tinha um cartão de Dia dos Namorados e uma única rosa vermelha. Um buquê de rosas amarelas estava no centro da mesa. O vinho estava aberto e respirando, e pequenos corações vermelhos recortados estavam espalhados sobre a mesa.
Acompanhei Bruna até seu lugar, puxando a cadeira para ela e beijando-a na bochecha. "Feliz Dia dos Namorados," eu disse. Puxei a caixa do bolso e a coloquei na frente dela. Depois sentei Megan na mesa do lado oposto da minha cadeira, longe de Bruna, e fiz o mesmo.
Os anéis eram simples anéis de infinito de prata. Não muito, mas era a intenção que contava, certo? As garotas abriram as caixas e leram seus cartões. Não esperava as lágrimas de ambas.
"Eu não comprei nada para você," Bruna disse, colocando o anel no dedo.
"Não seja boba. Você me deu uma casa para morar e amizade para valorizar. Isso é tudo que um cara poderia pedir."
A resposta de Megan foi muito mais simples. Ela me agarrou e puxou minha cabeça para um grande beijo. "Sim, nada me faria mais feliz do que ser sua namoradinha."
Eu lhe dei um abraço. "Espero que vocês estejam com fome, porque temos muito para comer," eu disse.
Peguei três tigelas pequenas de sopa de mariscos caseira. Talvez não o prato mais romântico do mundo, mas o que posso dizer? Adoro essa coisa. Estava cheia de mariscos grandes, cubos de batata Idaho, creme de leite e manteiga, e apenas o suficiente de aipo e cebola para dar sabor. Croutons tostados na frigideira feitos de uma baguete fresca completavam o prato. Só servi uma tigela pequena para cada uma e recusei repetir.
"Há bastante para amanhã, mas não vou deixar vocês se encherem com a entrada."
Os filés mignon de cinco centímetros de espessura, selados na frigideira com crosta de pimenta, estavam descansando no forno morno, cobertos com papel alumínio. Eu os montei no prato, com o purê de batatas decadente - mais batatas Idaho, creme de leite e muita manteiga. Uma pequena porção de aspargos assados completava o prato principal.
Estávamos na metade da refeição quando ouvi a porta da frente bater. Ashley entrou ruidosamente na sala. "Bem, isso foi uma merda!" ela disse, depois parou, olhando para a mesa.
Eu me levantei e a acompanhei até seu lugar, que tinha seu cartão, rosa e caixa de anel no prato. "Feliz Dia dos Namorados, Ash," eu disse, dando-lhe um beijo na bochecha. "Você já comeu?"
"Não," ela disse suavemente, abrindo a caixa do anel.
"Me dê um minuto, e preparo um prato para você."
Cortei uma fatia grossa do filé inteiro cozido restante e selei em fogo alto por apenas um minuto. Adicionei o purê e os aspargos, e o jantar dela estava na sua frente depois de apenas alguns minutos.
"Como você sabia?" ela perguntou.
"Eu não sabia. Fiz o suficiente para todos, por precaução. Desculpe, mas sem sopa para você, a menos que queira mais tarde."
Ela se levantou da cadeira e me deu um grande abraço. "Você é o melhor."
"Dificilmente, mas espero que isso compense o que parece ter sido um encontro horrível."
"Sem brincadeira. Ganhei um cravo mixuruca, depois ele quis voltar para a casa dele antes do jantar. Disse que queria pegar uma coisa, mas tudo o que ele realmente queria era tirar minha roupa. Que idiota. Depois de lutar contra ele por uns quinze minutos, eu disse para ele me trazer para casa."
Ela deu uma mordida no seu bife, fechou os olhos e pareceu ter um orgasmo. "Ai, meu Deus!" ela disse, boca ainda meio cheia. "Este é o melhor bife DE TODOS!"
Eu só pude rir. "Vocês merecem nada menos que isso."
Enquanto terminávamos de comer, conversamos sobre nossos piores dias dos namorados. Todas as três tinham histórias engraçadas sobre encontros que deram errado. Quando foi minha vez, expliquei que qualquer Dia dos Namorados passado sozinho era o pior, e que eu estava mais que feliz por tê-las para compartilhar este.
Mantive os copos de vinho cheios, o que pareceu ajudar a deixá-las todas de bom humor. Quando os pratos estavam limpos, tirei a mesa trazendo a sobremesa. Fondant au Chocolat da Julia, sua mousse de chocolate decadente sem creme. Meu esforço recebeu nota máxima das minhas adoráveis companheiras de mesa.
Elas tinham mais uma surpresa, e eu as deixei bebericando seu vinho enquanto saía. Na sala de estar, do outro lado do corredor, acendi uma fogueira na lareira recém-limpa, antes de voltar para elas.
"Todos satisfeitos?" perguntei.
Megan gemeu. "Se eu comer mais um bocado, vou explodir."
"Então é hora de todas vocês subirem e colocarem seus pijamas. Vamos ter uma festa do pijama à moda antiga na sala de estar."
Tirei os últimos pratos e guardei a comida restante, antes de subir correndo e colocar um short de dormir. Ainda não fui o último a chegar na sala, Megan ficou com essa honra.
Bruna e Ashley tinham colocado as almofadas do sofá no chão ao redor da lareira e pegaram um monte de cobertores. Bruna estava usando uma camisola simples, Ashley estava de camiseta e, pelo visto, não muito mais. Eu estava com uma magnum de vinho em uma mão e uma tigela enorme de uvas na outra.
Foi demais. Bebemos e contamos histórias. Eu principalmente ouvi, enquanto elas tagarelavam. Mantive o fogo aceso e fiquei feliz em me aconchegar com as garotas, enquanto todos nós disputávamos o espaço bem em frente à lareira. Depois de algumas horas e uma segunda magnum de vinho, estávamos todos bêbados. Estávamos nos alimentando mutuamente com uvas e lamentando o fato de que, mesmo sendo um ótimo Dia dos Namorados, nenhum de nós tinha alguém especial para passar.
Não sei quando os beijos começaram, ou como começaram. Mas me vi reclinado com a cabeça no colo de Bruna, enquanto era alimentado com uvas e beijos. Eu não estava resistindo. Talvez fosse o vinho. OK, provavelmente era o vinho. Isso, o fogo romântico, as mulheres pouco vestidas e a barriga cheia. Os beijos ficaram cada vez mais profundos, mais longos e mais apaixonados. Até Bruna estava me beijando, e acho que nunca tínhamos trocado mais do que uma dúzia de palavras que não fossem sobre a casa.
Depois de um beijo particularmente apaixonado de Megan, que a deixou deitada em cima de mim, ela se sentou e agarrou meu pau. Eu estava duro como uma pedra, nenhuma surpresa.
"Acho que ele não é gay," ela disse.
"Megan . . ." eu disse, afastando a mão dela.
Ela não seria detida, enfiando a mão no meu short. "Estou falando sério. Talvez ele ache que é, mas isso não mente."
Qualquer resposta que eu pudesse ter foi abafada pelos lábios de Ashley. Gemi dentro da boca dela, enquanto meu short era removido. Então ela se afastou, olhando nos meus olhos. "Você gosta de garotas," ela disse.
Tudo que pude fazer foi concordar. "Amo garotas. Pelo menos as desta casa. Isso não significa—"
"Você gostou quando eu te chupei, certo?"
Eu concordei novamente.
"Megan disse que também fez você gozar. E você contou a ela que já ficou com uma mulher antes."
Eu contive um gemido, enquanto sentia Megan acariciando meu pau.
Bruna se inclinou sobre meu rosto, sorrindo. "Tudo bem, Alex, gostar de garotos e garotas. Você não precisa escolher só um." Ela parecia tão sincera, afastando meu cabelo do rosto. "Tudo bem", ela repetiu.
Eu gemi quando Ashley me colocou na boca. Então Megan estava me beijando de novo. "Esta noite, Alex, você é nosso. Você é nosso Valentine. Você mesmo disse."
"Mas Megan..."
"Sem mas, Alex. Esta noite não. Esta noite, a gente pode te amar."
Qualquer argumento que eu pudesse ter foi eliminado quando Ashley montou em mim e desceu sobre meu pau dolorido. Eu não pude evitar de empurrar para cima, dentro dela.
Megan sorriu. "Viu, não é tão ruim, é? Tão bom quanto a bunda de qualquer garoto, aposto."
Eu olhei para baixo, onde Ashley subia e descia no meu pau. Ela sorriu para mim.
"Admita, Alex. Você nos ama. Eu sei que ama. É por isso que é bom", Megan disse.
"As melhores garotas que já conheci", eu disse, estendendo a mão e puxando-a para outro beijo profundo.
Assim que terminou, o rosto de Bruna substituiu o dela. "Eu também?" ela perguntou com cautela.
Eu a atraí para um beijo que pareceu durar para sempre. "Você também, mamãe da casa. Também te amo."
Então Ashley saiu de cima de mim, e Megan tomou seu lugar. Ela foi mais lenta para me aceitar, descendo suavemente, até que seu peso total estivesse sobre mim.
Houve movimento sob minha cabeça e Bruna se afastou, enquanto Ashley tomava seu lugar, segurando minha cabeça em seu colo, acariciando meu cabelo. "Não é tão ruim, é?" ela perguntou baixinho.
"Não."
Ela sorriu. "Se você não gostasse de mulheres, pelo menos um pouco, não conseguiria ficar duro para a gente, né?"
"Acho que não."
Ela ainda estava com sua camiseta, mas então a tirou. Seus peitos grandes envolveram meu rosto quando ela se inclinou. "Isso te dá nojo?" ela perguntou.
Eu gemi quando Megan começou a me foder mais completamente. "Não", respondi.
"Chupa meu peito, Alex. Tudo bem." Ashley guiou seu mamilo até minha boca, e eu desisti de qualquer resistência, sugando feliz.
O movimento de Megan parou, e então seu peso desapareceu, e ar frio envolveu meu pau molhado. Então senti movimento de novo.
"Seja gentil com ela", Ashley sussurrou. "Faz muito tempo."
Eu olhei para baixo e Bruna estava enfiando meu pau em sua buceta, olhos fechados, cabeça inclinada para frente. Ela era apertada e levou uma eternidade para se assentar no meu pau com um gemido.
Ashley recuou, e Megan estava inclinada sobre meu rosto, seus peitos sobre minha boca. Quando seu mamilo roçou meus lábios, eu suguei avidamente, enquanto Bruna balançava para frente e para trás na minha dureza.
Então Megan estava me beijando. "Não é horrível, é?" ela perguntou.
"Não", admiti. "O contrário."
Ela sorriu de orelha a orelha. "Sério? Você gosta?"
"Amo vocês todas. É maravilhoso."
Ganhei outro beijo rápido. "Quer tentar outro negócio?"
"Como o quê?"
"Me lamber?"
"Lá embaixo?"
Ela assentiu. "Tenta. Por favor?"
"Só um segundo, tá?"
Ela assentiu ansiosamente, então eu vi sua coxa alabastro passar sobre minha cabeça, e sua linda bucetinha desceu sobre meu rosto. Eu a lambi tentativamente, ainda fazendo o jogo. Depois de apenas alguns segundos ela se ergueu, olhando para baixo, para mim, com preocupação. "Horrível?"
"Não."
"Podemos ir um pouco mais?"
Em resposta, eu a puxei para baixo na minha boca e mandei ver, ouvindo seu guincho feliz.
Senti outra troca de guarda, e pelo jeito ansioso que ela estava me fodendo, eu sabia que tinha que ser Ashley.
Agarrei as nádegas de Megan com as duas mãos e a levantei. "Vou gozar logo", arfei.
"Bom", ouvi Ashley responder, e então voltei a lamber Megan.
Não passou nem mais um minuto antes que eu estivesse gemendo na buceta de Megan, enquanto explodia dentro de Ashley, empurrando para cima, quase a desmontando.
Minha cabeça quase explodiu, e vi preto por alguns segundos. Quando meus sentidos voltaram, eu estava olhando para três rostos preocupados. "Você está bem?" Megan perguntou.
Tudo que pude fazer foi sorrir. "Eu gosto de garotas."
Todas riram, me abraçando e beijando. Alguns minutos depois, elas me deixaram duro de novo, e Megan estava me cavalgando, enquanto Bruna se acomodava sobre meu rosto. Eu estava no céu.
Elas se revezaram em mim, me mantendo imobilizado, me usando para o prazer delas, mas sempre sensíveis às minhas necessidades. Bruna estava me montando quando meu segundo orgasmo se aproximou. Eu puxei meu rosto de entre as pernas de Ashley. "Logo", gemi.
Houve uma discussão apressada, e então Ashley estava me cavalgando de novo. Acontece que estávamos brincando com fogo. Nem Bruna nem Megan tomavam pílula. Essas duas se aconchegaram em mim, enquanto todas nós assistíamos Ashley me cavalgar até o fim.
Megan beijou meu pescoço. "Você não está bravo com a gente, por se aproveitar de você, está?"
Eu balancei a cabeça, tentando durar um pouco mais. Nunca queria que aquilo acabasse. "Não. Amo. Vocês", gemi.
"Goza para mim, Alex", Ashley insistiu. "Goza, goza."
Sua respiração estava irregular, e eu podia dizer que ela estava perto. Estendi a mão e agarrei seus quadris, enfiando fundo e forte dentro dela. "G-g-g-goza", ela arfou.
Era demais, e eu meti meu pau até o fundo, gozando tão forte quanto jamais gozei na vida. Aquilo a detonou, e ela gritou, gozando forte no meu pau.
Eu recostei, exausto, enquanto ela desmontava lentamente. A putinha me colocou na boca e me chupou até me limpar, antes de subir e me beijar profundamente.
"Feliz Dia dos Namorados, Alex", ela sussurrou, sorrindo.
"Melhor Dia dos Namorados de todos", respondi.
Elas não tinham terminado comigo. Relaxamos, nos aconchegamos, bebemos mais vinho e conversamos. A grande pergunta parecia ser se aquilo seria uma coisa de uma vez só. Admiti que ficaria feliz se não fosse. Havia muito toque e provocação acontecendo. Mão esfregando meu pau, meus dedos se enfiando em três bucetas diferentes. Muita brincadeira com peitos. Tudo estava bom. Não, melhor, ótimo.
Eu estava sentado, com Megan no meu colo, cavalgando meu pau duro, me beijando, quando a porta se abriu. Heather olhou para dentro e eu vi o choque em seu rosto. Era compreensível, com suas quatro colegas de casa nuas brincando em frente à lareira.
"O que está acontecendo?" ela perguntou.
Ashley pulou e a agarrou pela mão, puxando-a para dentro do quarto. "Alex não é totalmente gay. Ele também gosta de garotas. Ele acabou de descobrir isso esta noite."
Tudo bem, eu não ia discutir o ponto. Não com Megan cavalgando meu pau, e Bruna sentada atrás de mim, me abraçando por trás.
Heather parecia estar em choque, enquanto Ashley a despia. "Vamos, Heather. Você tem que ter a sua vez. Você tem que ter."
Juro que ela parecia uma zumbi, enquanto Ashley a puxava, e Megan se movia para dar espaço para ela. Ela era linda, alta, esguia, cintura fina, seios pequenos, só uma sugestão de quadris. Como uma maldita modelo, com aquele rosto incrivelmente bonito. Heather desceu para o meu colo, e Ashley a guiou para o lugar, enquanto eu a segurava. Ela não se moveu, sentada, meu pau totalmente dentro dela. Ela só olhou para o meu rosto. "Você... você não é gay?"
Dei de ombros. "Acho que não."
Ela se virou para olhar para Bruna e Megan. "Ele ainda pode ficar, né? Não vamos expulsar ele."
Megan riu. "Não, acho que não vamos expulsar ele. Agora você vai foder ou não? Você está desperdiçando um espaço incrivelmente bom."
Heather se virou de volta para mim. "Você quer me foder? Você não se importa?"
Eu ri, e com um enorme esforço, me levantei e a coloquei de costas. Então comecei a meter nela, antes de beijá-la levemente. "Quem não iria querer estar com alguém tão bonita quanto você?"
"Eu não sou", ela sussurrou, abrindo mais as pernas.
"Você é. Pare de negar. Você é linda."
"Você acha?"
"Eu sei. Agora quieta. Ainda estou tentando descobrir como tudo isso funciona."
Uma mentira, eu sei, mas parte era verdade. Como você resolve uma situação como a nossa?
Não sei quando adormeci, com mulheres lindas drapejadas sobre mim. Sei que estava frio no quarto quando acordei, e me contorci para sair de baixo de toda aquela carne deliciosa, para reacender o fogo. Continuei olhando para as mulheres nuas espalhadas pelo quarto, e apesar das minhas palhaçadas, eu estava endurecendo.
Eu tinha que escolher, e não foi tão difícil. Eu sabia que Megan e Ashley seriam presenças regulares na minha cama a partir daquela noite. Heather, eu suspeitava, também entraria no ritmo. Bruna era o mistério. Tão quieta, tão reservada, tão exótica. Eu rastejei até onde ela estava deitada e acariciei sua pele escura. Uma garota tão bonita, vivendo uma vida autoimposta de negação.
Meus toques se transformaram em beijos suaves, enquanto eu provava sua pele, acariciava sua carne macia. Alcancei entre suas pernas e a acariciei cuidadosamente, abrindo-a, preparando-a. Ouvi um pequeno gemido, e seus olhos tremeram.
Beijei seus lábios suavemente. "Preciso de você", sussurrei.
Ela sorriu e abriu os braços e as pernas. Eu subi entre suas pernas e me acomodei sobre ela, enfiando lentamente meu pau dentro de sua apertura, sem pressa, movendo-me devagar até que ela estivesse úmida o suficiente para me aceitar prontamente.
"Eu?" ela sussurrou sonolenta.
"Você." Pressionei meus lábios nos dela e senti sua língua roçar meus lábios. Eu não tinha pressa, cansado, dolorido, mas tão feliz. Eu a fodi lentamente, entrando e saindo, sem esforço para nada além de sondar suas profundezas. Depois de um tempo, senti sua mudança, respondendo, movendo-se comigo, até que ela estava tremendo. Seus dedos cravaram na minha pele, enquanto seus quadris se moviam em contraponto aos meus, mais exigentes.
"Goza para mim?" sussurrei.
Ela gemeu, assentindo.
Eu a fodi com firmeza, triturando nela no final, até que ela arfou e gozou em silêncio. Eu diminui o ritmo e a beijei suavemente. "Obrigado."
Ela sorriu e fechou os olhos.
Eu ainda estava duro, e senti que era improvável que gozasse tão cedo. Olhei em volta e vi que Ashley estava acordada e me observando. Ela sorriu e deu tapinhas no espaço ao seu lado. Deitei ao lado dela e depois de um pouco de acrobacia, eu a estava segurando enquanto a fodia por trás, de lado. Ela riu.
"O quê?"
"Você é como uma criança com um brinquedo novo."
"O melhor brinquedo de todos."
"Ainda somos melhores amigas?" ela perguntou, pressionando a bunda para trás para me aceitar.
"Isso e mais."
"Buceta não é uma coisa tão ruim, né?" ela provocou.
"Essa aqui não é."
Ela ficou quieta, permitindo que eu a fodesse facilmente. "Aposto que é isso", ela disse.
"Isso o quê?"
"Por que você consegue fazer isso com a gente. Éramos amigas primeiro. Aposto que é isso. Eu sei que é. Você sabe o que isso significa, não sabe?"
"Não, o quê?"
"Outras garotas provavelmente não vão funcionar para você. Você está preso a nós. Somos suas amigas, não qualquer uma dessas outras putas."
Eu ri, virando-a ligeiramente, levantando sua perna para poder penetrar mais fundo.
"Outras garotas são nojentas", eu disse.
Ela estendeu a mão e tocou onde eu estava entrando nela. "Isso mesmo. E não se esqueça disso."
Depois disso, nós apenas nos divertimos. Quando eu ficava cansado, parava, e quando sentia vontade, metia nela mais algumas vezes. Eu a segurei, provando sua pele, beijando-a suavemente. Ela ronronou em meus braços até adormecer. Não sei quanto tempo depois eu também adormeci.
* * *
O barulho de movimento me acordou. Abri um olho, vendo minhas colegas de casa arrumando a sala. Eu estava segurando Megan, sem ideia de como ou quando isso aconteceu. Apertei seu peito, aproveitando o momento. Ela rolou, ficando de frente para mim. Ganhei um beijinho rápido, e então ela estava se afastando.
"Fica", implorei.
Ela riu de mim. "Ashley está certa. Você é como uma criança com um brinquedo novo. Levanta, preguiçoso."
Foi difícil, mas consegui me sentar. Então fui puxado para ficar de pé e direcionado para as escadas. "Levanta, banho, barba", me disseram.
Fiz como ordenado, e as garotas me checaram algumas vezes. Era óbvio que qualquer resquício de privacidade que eu pudesse ter tinha ido embora para sempre. Eventualmente fui expulso do chuveiro, antes que eu usasse toda a água quente. Ashley fez a expulsão, entrando no chuveiro comigo e me forçando a sair.
Eventualmente eu estava respeitável de novo, e vestido. Tinha uma leve dor de cabeça de todo o vinho, e imaginei que não estava sozinho. Mais tarde eu descobriria que enquanto eu pensava que as estava embebedando, elas estavam fazendo o mesmo comigo, mantendo meu copo cheio, enquanto se controlavam. Espertinhas, trapaceiras.
No café da manhã havia muitos rostos sorridentes. A cozinha tinha sido limpa, e me senti um pouco culpado lembrando como eu a tinha deixado. Tivemos bife e ovos no café da manhã. O resto do filé mignon fatiado fino e compartilhado, junto com uma tigela enorme de ovos mexidos com queijo. Heather me deu um grande abraço e beijo por seu cartão e anel.
Ashley foi a primeira a declarar o óbvio. "Acho que isso muda tudo."
Olhei em volta e vi muitos acenos. "O quê?"
"Não tem como a gente deixar você regredir de novo", Megan disse.
"Regredir?"
"Você sabe. Jogando no time errado."
"Não é como se eu tivesse tido um relacionamento nos últimos nove meses. Não estive jogando em time nenhum."
Bruna falou, e todo mundo ficou quieto. "Você quer escolher?"
"Escolher?" perguntei, minha voz subindo duas oitavas.
"Nós. Você quer escolher uma de nós?"
Olhei em volta. Minha melhor amiga Ashley, a deslumbrante Heather, a selvagem Megan, a quieta e constante Bruna. "Não posso. Não vou."
Bruna sorriu e se levantou, indo até o calendário. Olhei em volta e vi que as outras estavam todas sorrindo. Tive medo de ter estragado tudo. Bruna começou a escrever. "É melhor assim de qualquer jeito. Segunda, Ashley. Terça, Heather." Ela olhou de volta para nós. "Você quer quarta ou quinta, Megan?"
"Quinta. Tenho aquele seminário das sete em quartas alternadas."
Sentei, atordoado, enquanto elas dividiam minha semana. Sexta e sábado eram noites de encontro, para serem compartilhadas com quem estivesse disponível. Domingo era meu dia de descanso. Eu estava no calendário, e tive a sensação de que minha vida nunca mais seria a mesma.
Mas de novo, eu não estava reclamando. Nem de longe.
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Espero que tenham gostado dessa brincadeira divertida. É uma entrada de concurso, então seu voto seria apreciado. - TTT