Lingerie de Renda, ou Não
Sim!
Mais um turno sufocante no depósito gigante da loja de atacado finalmente terminou, e depois de levantar milhares de caixas sujas a noite toda, eu estava imundo e faminto. Eu costumava bater o ponto e sair de lá um bagaço exausto depois de todo o exercício pesado, mas ultimamente eu vinha me sentindo mais estimulado depois do trabalho, física e mentalmente.
Eu estava nesse emprego havia uns dois anos para me ajudar a pagar a faculdade, já que o horário de madrugada combinava bem com as minhas aulas. Estando no meio das férias de verão, no entanto, minha rotina estava mais tranquila e meus dias estavam realmente livres, então fui direto para casa.
Quando destranquei a porta do meu apartamento por volta das 8h30 da manhã, fui recebido por um animado e ensolarado "Bom dia!" vindo do corredor. Era minha colega de quarto Lacy, que muitas vezes estava acabando de acordar quando eu chegava arrastado do trabalho.
Lacy era uma ex-namorada do colégio (sem contar os casinhos que tivemos desde então), mas depois de brigas demais e centenas de pequenas diferenças, eu estava feliz da vida em chamá-la de 'apenas uma amiga' e, de algum jeito... minha colega de quarto.
Quando o contrato do meu lugar anterior estava para vencer, eu estava desesperado por alguém para dividir as despesas rápido. Lacy por acaso também estava procurando e sugeriu que a gente alugasse um lugar juntos, já que ambos tínhamos parceiros fixos. Parecia ridículo na época, mas o fato de estarmos comprometidos com outras pessoas era a única razão pela qual eu tinha sequer considerado. De jeito nenhum eu teria concordado em morarmos juntos como outra coisa senão amigos.
Lacy era definitivamente uma ótima amiga, e a gente se dava superbem quando não estava emocionalmente envolvido; eu tinha que acreditar que havia uma chance de dar certo. Cada um garantiu ao seu respectivo parceiro que a situação seria totalmente platônica, apesar da nossa história íntima, e que só precisávamos de uma boa solução de moradia por um tempo.
Minha namorada Samantha, que morava fora da cidade, não ficou nem um pouco feliz. As garotas se conheciam da escola e não se bicavam muito. Sam na verdade me avisou que se eu ficasse com a Lacy enquanto estivéssemos morando juntos, ela mandaria me caçar, esquartejar e arrastar pela cidade. Ela não estava brincando.
Então, com essa imagem deliciosa me mantendo nos trilhos, nós nos mudamos.
Acabou funcionando bem quando nos instalamos. Lacy trabalhava à tarde e saía com o namorado ou amigos depois do trabalho. Eu ia para a cama cedo de noite e acordava por volta das 3h da manhã. A única hora que a gente se via era nos fins de semana ou nas manhãs de verão bem cedo.
"O que está cheirando tão bem?", gritei pelo corredor.
"Estou fazendo café da manhã", Lacy gritou de volta, "então fico feliz que você chegou em casa."
Muitas vezes eu parava num bar local com uns colegas de trabalho para ovos e café no verão e acabava não chegando antes das 10h.
"Bom, estou morrendo de fome", respondi, "obrigado por cozinhar!"
Larguei minhas coisas no corredor e pensei em tomar um banho rápido. Eu estava excessivamente encardido, e normalmente ia direto para o chuveiro assim que entrava pela porta.
"De nada, e está quase pronto então não toma banho", ela disse, lendo minha mente.
Entrei na sala e sentei no sofá, ligando a TVzinha e zappeando pelos canais.
Lacy veio descalça e de camiseta longa e larga, se jogando ao meu lado no sofá. "Então, como foi o trabalho?", ela perguntou, parecendo limpa e fresca, especialmente comparada a mim. Seu cabelo loiro curto estava úmido e cheirava a flores. Ela puxou as pernas nuas para baixo do corpo e me olhou esperando resposta.
"O de sempre", suspirei. "O Carl do recebimento perguntou se eu queria tocar com ele e os amigos dele neste fim de semana, então acho que vou passar lá hoje à noite."
"Parece legal", ela disse. "O que ele toca?"
"Ouvi dizer que ele tem uma bateria bem impressionante", eu disse, ficando animado pensando em tocar com músicos novos de novo, "e ele na verdade fez parte do esquadrão de elite de marcha do Drum Corps por um tempo, se você puder acreditar."
"Você está brincando, isso é incrível!", ela disse, colocando a mão na minha perna com os olhos arregalados, "eles são demais!" Eu sabia que ela falava por experiência própria porque Lacy não só tinha estado na banda marcial durante quase todo o colégio, como o irmão mais velho dela também dava aula no Drum Corps local.
Senti uma tensão estranha surgir quando a mão dela ficou na minha perna por mais tempo que o normal. Não pensei muito nisso, na verdade; ela só era uma pessoa que gostava de toque. Era assim que ela conversava, e eu sabia bem disso.
Olhei para a mão dela, que ela mexeu um pouco para mostrar que percebeu que estava lá. Meus olhos também registraram o fato de que ela não estava usando muita coisa por baixo da camiseta, porque a perna nua dela continuava enquanto cruzava por baixo do corpo. Será que ela estava sentada ali só de camiseta e calcinha?
Fazia sentido. Lacy dificilmente tinha vergonha e podia ser bem à vontade em casa, acredite. Ela muitas vezes se aproveitava de ter um colega de quarto que sabia que já a tinha visto em toda sua glória e dispensava certas cerimônias que normalmente teria com qualquer outro. De manhã, ela sabia que era só nós dois, um par de bons amigos que podiam ficar à vontade com o que estivessem confortáveis.
Tive que redirecionar meu foco para a conversa.
"Vou precisar comprar cordas novas e consertar meus captadores se for tocar com eles neste fim de semana", eu disse, tentando manter os olhos quietos.
Trabalhar no depósito da loja era como um exercício intenso todo dia, então meu sangue estava quente e minha pele sensível a cada estímulo. A combinação estranha da mão macia dela na minha coxa e a visão das pernas lisas e nuas dela começou a mexer comigo.
"Aonde você vai então", Lacy perguntou, completamente alheia à minha mente acelerada, "para tocar, quero dizer."
"O Carl mora no campus", eu engoli meio seco, "perto da rua das fraternidades. Eles isolaram as paredes do porão, então vamos poder tocar bem alto."
Ela revirou os olhos com essa. Lacy não era fã de rock e zombava constantemente do meu gosto musical. Não que eu não retribuísse, provocando-a sobre sua paixão sempre mutante por quem quer que fosse o sabor da semana. Nossas conversinhas sempre nos davam lembretes gentis do porquê de sermos só amigos e de nunca darmos certo como casal.
Ela finalmente retirou a mão e cruzou os braços ao meu lado, olhando para a TV.
"A caçarola de café da manhã já deve estar quase pronta", ela disse com uma ponta de orgulho na voz, "espero mesmo que você esteja com fome aí dentro..."
Eu me olhei e estremeci com o quanto eu ficava mais sujo nos meses de verão, com todo o suor e levantamento de peso no trabalho. Fiquei novamente espantado com o contraste gritante da camiseta limpa e das pernas lisas da Lacy bem ao lado da minha sujeira. Olhando para baixo, notei outra coisa.
Quando Lacy cruzou os braços, a borda de baixo da camiseta subiu e eu pude ver mais do quadril dela, tipo, tudo, e estava completamente nu! Agora eu tinha que me perguntar se ela estava sentada ao meu lado sem nada por baixo. O pensamento realmente mexeu comigo, porque mesmo para ela isso era um pouco demais.
Ela continuou falando, mas eu parei de ouvir. Meu jeans estava ficando apertado e senti minha garganta secar. Eu sabia que já tinha visto tudo dela milhares de vezes, mas havia algo no sol da manhã e nos meus músculos doloridos que tornava aquilo muito mais sensual para mim.
Tinha certeza de que ela não pensava nada daquilo. Quer dizer, eu sei com certeza que ela estava bem ciente de que estava sentada ao meu lado só de camiseta, mas para ela não significava nada. Ela só estava andando pela nossa casa como se fosse um lar.
Me senti mal por notar e achar sexy ela ficar sentada sem calcinha. Minha namorada Samantha era linda, mas definitivamente não tão aberta com seus atributos quanto Lacy sempre foi. Comecei a sorrir por dentro, pensando que eu tinha muita sorte de ter um espírito tão livre como colega de quarto, e uma que ainda cozinhava café da manhã!
O timer tocou no forno, e ela colocou a mão na minha coxa de novo para se impulsionar e levantar. Eu a segui com os olhos, e a camiseta caiu rapidamente no lugar, cobrindo tudo o que eu achava que tinha visto.
Será que eu estava torcendo para dar uma espiada na bunda nua dela ou algo assim?
Tentei desesperadamente tirar a seminudez dela da cabeça olhando fixo para a televisão, mas não consegui. Eu estava me sentindo estranho e inapropriado, querendo tomar um banho para tirar ela da mente, mas era tarde demais.
"Ah, você vai gostar disso, Michael", ela cantou da cozinha. "Venha dar uma olhada!"
Eu me levantei com facilidade, como se faz depois de um treino pesado, e caminhei para a cozinha com minhas botas de bico de aço. Me senti com três metros de altura ao lado da forma pequena dela. Ela passou a mão sobre a travessa rasa de comida borbulhante, espalhando aromas encantadores na minha direção.
Definitivamente tinha bacon, ovos, talvez um pouco de xarope de bordo, batatas hash brown e algo mais que eu não conseguia identificar enterrado naquele prato de pura suculência. Era um buffet de café da manhã numa só travessa! Eu estava com tanta fome que poderia beijá-la de alegria.
Lacy colocou duas grelhas de resfriamento na mesa da cozinha e se inclinou para pousar a travessa fumegante. Enquanto fazia isso, o decote da camiseta dela se afastou silenciosamente e meus olhos vagaram para dentro sem pensar. Claro, ela não estava usando nem um pingo de roupa lá embaixo! Os seios dela pendiam nus do peito, e um tufinho de pelo encaracolado aparecia logo além deles, mal visível lá do fundo daquela camiseta provocante.
Foi-se num piscar de olhos quando ela se endireitou e se virou para o forno, mas cara, meu coração estava acelerado!
Meus dedos tremiam quando peguei uma espátula e comecei a cortar pedaços do prato enquanto Lacy trazia pratos limpos e garfos.
"Uau, Lace, isso está com um cheiro insano", eu genuinamente gemi em admiração pela habilidade culinária dela, enquanto simultaneamente tentava manter minha mente longe de outras qualidades admiráveis dela.
"Obrigada, Michael", ela sorriu radiante enquanto se sentava do outro lado da mesa, observando enquanto eu servia um prato para cada um, "você sabe como fazer uma garota se sentir apreciada."
Ela encarou minhas mãos enquanto eu puxava a mistura suculenta da travessa. O ingrediente misterioso era definitivamente queijo, e ele esticava da travessa para o prato como uma teia elástica.
Empurrei um prato fumegante para ela do outro lado da mesa e comecei uma porção considerável para mim. Quando meu prato estava transbordando de comida, Lacy sorriu um sorriso satisfeito e deu a primeira mordida. Eu sabia que ela gostava quando eu enchia o prato; significava que eu estava realmente ansioso pela comida caseira dela.
Sentei e comecei a atacar imediatamente, quente ou não.
"Mmmmm, isso está increvewl!", murmurei com a boca cheia de comida deliciosa antes de engolir. "Onde você aprendeu a fazer isso?", perguntei, enfiando outra garfada farta na minha goela faminta.
"A mamãe costumava alimentar todo mundo antes do ensaio do coral de jazz", ela disse enquanto engolia um pedaço de tamanho mais humano. "A gente se encontrava lá pelas seis em casa e comia esse mesmo prato de café da manhã antes de sair de manhã."
"Parece uma boa lembrança", eu disse honestamente, limpando um pouco de queijo do queixo com um guardanapo.
"Uma ótima lembrança, na verdade", ela sorriu, meio em recordação e meio orgulhosa de recriar outro dos pratos finos da mãe. A mãe de Lacy, Meredith, havia falecido dois anos antes devido a um problema de saúde surpreendente. Eu sabia que esse era um ponto sensível para Lacy, então fiz questão de pisar com cuidado.
"Ela realmente sabia cozinhar, não é?", perguntei, pronto para engolir outra garfada de delícia.
"Ela era a melhor", Lacy respondeu com um tom positivo na voz, "Fico tão feliz de poder cozinhar para nós de vez em quando. O Kevin não valoriza muito isso."
O namorado de Lacy era um cara legal. Ele era DJ na rádio Top 40 local e era um dos poucos que eu conheci que não tinha 'uma cara feita para o rádio'. Em outras palavras, ele era realmente um cara de boa aparência. A única coisa que me enlouquecia nele era que ele estava sempre 'ligado'. Ele nunca relaxava de verdade e baixava a guarda, pelo menos não que eu tivesse visto.
Ele vinha ao nosso apartamento só em raras ocasiões. Como Lacy trabalhava perto da rádio, eles muitas vezes ficavam fora, e como resultado eu raramente os via juntos. Talvez ele não se sentisse à vontade vindo aqui comigo por perto, ou talvez eles só gostassem de sair o tempo todo e socializar na 'cena'.
"Você sabe que ele pode vir aqui a qualquer hora, Lace", eu disse, engolindo outro bocado de alimento, "fico feliz em arranjar outros lugares para me entreter se você precisar de um tempo juntos aqui."
"Eu sei, e você sempre foi ótimo com isso", ela disse, "ele só nunca está a fim de vir. Ele nunca diz por quê... ou pelo menos sempre tem uma boa razão quando o assunto surge."
"Desculpa, não era minha intenção tocar no assunto", tentei mudar de assunto, "Eu, por exemplo, me considero sortudo por ser o principal beneficiário da sua chefia fantabulosa!" Ela riu com isso e ficamos de conversa fiada enquanto comíamos, bebendo o café suculento da prensa francesa dela enquanto isso.
Depois que terminamos, levantei com meu prato vazio e pensei em enchê-lo de novo; sentia que poderia comer para sempre. Mas deixei quieto e peguei a travessa, levando-a para o balcão para esfriar antes de guardar.
"Obrigada por limpar, Michael", ela disse por cima da xícara de café. Eu me virei para olhar, e de lado a camiseta dela tinha subido casualmente pela cintura de novo, como uma camiseta normalmente faz. O jeito como estava sobre as pernas dela deixava muito aparente que ela estava mesmo sem calcinha, sentada ali com a bunda nua na cadeira. Ela não estava olhando para mim, só tomando o café e encarando o vazio.
Eu queria capturar aquele momento, já que era bem sujo na minha cabeça. Eu sabia que ela apreciava meu tato com seu jeito à vontade, então fingi que tinha sido a refeição mais normal que já compartilhamos.
Nós definitivamente compartilhamos muita coisa ao longo dos anos, e conforme ficamos mais velhos, nossos gostos divergiram e nossos objetivos e sonhos se tornaram abismos separados. Mesmo que eu sempre tivesse um carinho especial pela Lacy no coração, eu sabia que nunca daria certo para nós a longo prazo.
Ela amava ação e mudança, movendo-se no ritmo do mundo. Nada ficava na mente dela por muito tempo antes que ela partisse para a próxima coisa brilhante. Ela sempre foi assim, e isso me deixava louco.
Eu, por outro lado, raramente encontrava algo que sequer despertasse meu interesse, mas uma vez que encontrava, mergulhava de cabeça. Eu adorava ler e pesquisar, explorando ideias e assuntos a fundo quando achava algo fascinante. Lacy foi um desses assuntos fascinantes um dia, e eu sabia tudo sobre ela. Qual era seu número musical favorito, quem eram seus autores favoritos, onde ela gostava que eu concentrasse minha língua habilidosa à noite...
Nós dois percebemos que nunca funcionaríamos juntos, mas eu também tinha sido o contato dela para sexo entre relacionamentos. Raramente eu tinha namorada fixa nessas épocas, mas sempre a recebia na minha cama quando uma visita amigável se tornava íntima.
Sexo com Lacy sempre parecia começar como um jogo sutil durante nosso relacionamento e depois. Por exemplo, ela passava para discutir algo 'importante'; então eventualmente ela tinha que me mostrar o sutiã novo que comprou, ou algo igualmente sugestivo. Ela casualmente levantava a camiseta para exibir os bojos salientes, e eu tocava suavemente na superfície, apreciando a fina 'qualidade do tecido'.
"Parece que seria bem confortável aí dentro", eu dizia, "o material é tão liso."
"Este é definitivamente o melhor que eu tenho", ela dizia, tentando manter o assunto, "quer dizer, você nem consegue ver meus mamilos através deste." Ela apertava o dedo bem ali e empurrava algumas vezes, esfregando em pequenos círculos onde o mamilo estaria. Então ela baixava a mão e esperava, ansiosa, para eu ver o que ela queria dizer.
"Não, realmente não dá para ver", eu dizia, pressionando com o dedo, "Eles estão duros?"
"Um pouco, acho", ela respondia, "suponho que ainda não os testei a esse ponto."
Então eu provocava o mamilo dela através do tecido macio e o beliscava algumas vezes para ver se conseguia colocá-lo à prova. Eu não tinha pressa, garantindo que estava realmente dando o melhor de mim, enquanto ela só sentava e assistia meus dedos pressionarem, beliscarem, apertarem e esfregarem contra seu seio encapsulado.
— Ainda não consigo ver nenhum mamilo aí — eu dizia depois de um tempo. — Ou esse sutiã é muito resistente, ou eles nem estão duros.
— Ah, estão duros sim, Michael — ela respondia. — Viu? — e com isso puxava o bojo para baixo e me mostrava o narizinho vermelho e enrugado no rosto do seu seio nu e adorável. Eu, claro, estendia a mão e testava a dureza, beliscando de leve e olhando atentamente enquanto fazia isso.
— Uau, estou vendo o que você quer dizer — eu falava, e começava a brincar com ele mais suavemente entre os dedos. Enquanto eu me concentrava no botão exposto, ela puxava o outro bojo para baixo para me mostrar como os dois mamilos estavam, de fato, duros. Eu dava atenção igual aos dois, beliscando e apertando os botões rígidos em sinal de apreciação.
Quando ela parava de falar completamente e ficava só respirando sob minhas mãos que a acariciavam, eu me inclinava devagar e levava um mamilo doce à boca. Eu não o lambia, não o chupava; apenas deixava a pontinha sensível dentro da minha boca enquanto acariciava a pele macia e sexy ao redor com as mãos.
A essa altura, Lacy levava as mãos às costas e desabotoava completamente o sutiã, dando alguma desculpa como: “Ele até solta bem, sem dar aquele estalo para trás.” Nem ela mesma se importava com aquilo.
— Mmmm — era tudo que eu dizia ao redor do mamilo molhado, sugando o máximo que conseguia do seio nu para dentro da boca.
A essa altura, definitivamente íamos transar, e muito rapidamente ela me puxava para um beijo longo e sensual enquanto nos empenhávamos em tirar as roupas.
Sexo com a Lacy era sempre fantástico, e acho que ela gostava de transar tanto quanto qualquer homem. Os gostos dela eram um pouco ousados, mas não excessivamente pervertidos. Ela gostava de joguinhos no quarto, e eu sempre achava aquilo no mínimo altamente estimulante. Ela trocava prazeres orais de bom grado, e sempre tinha um orgasmo durante nossas escapadelas, às vezes vários.
Eu vivia contando com as lembranças dos nossos encontros para ficar ereto se precisasse de algo quente para pensar numa sessão solitária. Ter a Lacy morando na minha casa era um lembrete constante desses momentos, com certeza, mas também tínhamos passado tantos períodos sendo estritamente amigos, sem benefício nenhum, que era fácil vê-la apenas como uma grande amiga também.
Eu não conseguia deixar de me perguntar nesta manhã se ela estava apenas muito à vontade perto de mim, ou se estava testando o que eu faria se ela deixasse a coisa à mostra um pouco na minha frente. Provavelmente a primeira opção; era bem mais provável que eu só estivesse excitado por causa do exercício.
— Tá bom, agora eu realmente preciso tomar um banho — eu disse.
— Sim, precisa mesmo — ela respondeu. — Eu não via você parecendo tão sujo há muito tempo. — Ela tomou um gole do café enquanto me olhava nos olhos e piscou.
Agora eu sabia que ela estava brincando comigo. Eu tinha que sair dali antes de fazer alguma besteira, como dizer o que saiu da minha boca em seguida.
— É, eu sempre esqueço o quão sujo você já me viu ficar — eu disse enquanto saía da cozinha e seguia pelo corredor.
Eu sabia muito bem que receberia uma resposta afiada, e a natureza previsível dela brilhou como um farol enquanto eu a ouvia gritar atrás de mim:
— Eu me lembro de você ter uma tara por ficar bem sujo por um tempo, lá atrás.
— Você me conhece bem, Lace — eu respondi de volta, fechando a porta do quarto com firmeza atrás de mim. Eu ri sozinho. Eu realmente gostava das provocações brincalhonas que sempre trocávamos. Uma pena que sempre tinha que terminar em alguma loucura dramática de merda quando a gente ficava junto.