Imperfeições
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— Então, o que traz você até Golden? — perguntou ele, olhando para a placa de Massachusetts na frente do meu Tempest com uma expressão de leve suspeita. Ele girou a chave na porta da frente e me fez sinal para entrar.
— Bem, na verdade, sou nativo do Colorado — respondi. — Acabei de terminar minha graduação em engenharia no MIT, mas vou começar meu mestrado na School of Mines neste outono. — Notei que isso pareceu satisfazê-lo, mas não dei muita importância. Estava ocupado demais observando a “casa mobiliada de dois quartos” que o velho curvado estava me mostrando.
A palavra “casa” talvez fosse um pouco grandiosa para aquela moradia. Ficava na parte antiga da cidade e era mais uma cabana na realidade, mas parecia bem conservada por fora e a varanda tinha uma vista decente do enorme “M” monogramado no Monte Zion.
O interior era uma mistura. A maioria dos possíveis inquilinos teria preferido o carpete de parede a parede mais moderno, mas eu adorei os velhos pisos de carvalho desgastados. A sala de estar tinha uma lareira e estantes embutidas resistentes que cobriam uma parede inteira, um ótimo recurso para um devorador de livros como eu. O banheiro havia sido reformado recentemente com cores neutras e a unidade de banheira/chuveiro tinha portas de vidro deslizantes. Havia até um chuveiro com massagem, provavelmente deixado por um inquilino anterior.
Por outro lado, era óbvio que a cozinha não era reformada havia um quarto de século. Nessa época, no verão de 1985, até o Verde Abacate e o Ouro Colheita já haviam sido substituídos principalmente por Amêndoa e Branco, mas esses eletrodomésticos em particular ainda resistiam em um tom turquesa dos anos 50.
Um dos quartos era ridiculamente pequeno, útil no máximo como escritório, mas a sala de estar e o outro quarto eram razoavelmente grandes. Os móveis eram mais ou menos o que se esperaria em um aluguel, mas não pareciam tão ruins. Considerando tudo, a cabana atendia perfeitamente às minhas especificações.
Exceto por uma coisa.
Ele provavelmente percebeu minha expressão de desagrado. — Acho que você notou que não há camas — disse ele, talvez um pouco na defensiva.
— Bem, sim. O anúncio dizia “mobiliada”.
— Bem, ao longo dos anos, descobri que as camas são estragadas com mais frequência do que o resto dos móveis. Estava me custando muito dinheiro. Não forneço mais camas, mas reduzi o aluguel um pouco para compensar.
Decidi que era melhor assim. Tive problemas com percevejos no leste e poderia ser bom poder escolher minha própria superfície para dormir desta vez.
— Acho que posso comprar a minha — admiti.
Ele assentiu lentamente. — Geralmente tento alugar para pessoas maduras. Você parecia mais velho ao telefone. Não é do tipo de jovem que dá festas selvagens, é?
Pude perceber pelo olhar dele que seria difícil enganá-lo. Mas era uma pergunta razoável. Durante minha graduação, perdi parte do depósito, e mais um pouco, quando dois dos meus colegas de apartamento deram uma festa que saiu um pouco do controle. Eu estava trabalhando no turno da noite quando aconteceu, mas acabei arcando com as consequências mesmo assim.
— Não, senhor — respondi, encarando-o nos olhos. — Também vou começar um emprego de tempo integral em uma empresa de engenharia local. Com as aulas e o trabalho, terei sorte se encontrar tempo para dormir.
Ele apenas assentiu, mas percebi que havia decidido que eu poderia ser um inquilino aceitável. — Bem, o que você acha?
— O anúncio dizia US$ 450 por mês? — Isso era muito dinheiro, mas uma fração do que um lugar como este custaria na região de Boston.
— Sim, com gás e eletricidade incluídos, e mobiliado como está. Você pode adicionar até duas outras pessoas ao contrato por mais US$ 50 cada.
Eu assenti.
— Por mês — acrescentou, de forma bastante desnecessária.
— Acho que vai ser só eu, mas vou manter isso em mente — disse.
Eu havia me mantido firme durante todos os anos de graduação prometendo a mim mesmo que, assim que me formasse, moraria em uma casa de verdade pela primeira vez na vida. Alugar esta só para mim era um luxo culposo que agora eu podia pagar, ainda que por pouco. Meu emprego era de nível inicial e minha bolsa de estudos modesta, mas se eu fosse razoavelmente inteligente com minhas despesas, poderia dar conta. Mesmo que fosse só para mim, promessa é promessa.
— Ok, gostaria de ficar com ela, Sr. Cabrini. Tenho uma lista de referências, se precisar. — Ele me olhou com aprovação. O fato de eu tê-las oferecido sem que ele pedisse evidentemente o impressionou.
— Ah, você parece confiável o suficiente. É sua.
— Ótimo. Acho melhor começar a procurar uma cama, então.
Ele assentiu. — Provavelmente vai querer fazer isso antes de devolver o U-Haul. Seria muito mais fácil do que amarrá-la no teto do carro.
— É um bom conselho, senhor. Quando posso me mudar?
— No minuto em que assinar este contrato — disse ele, tirando um documento de várias páginas de sua pasta de couro surrada — e pagar o primeiro mês de aluguel. E o depósito de US$ 300.
— Aceita dinheiro? — perguntei, pegando minha carteira. Era a maior parte do dinheiro que me restava, mas eu havia feito o orçamento para isso.
— Acho que vou deixar as chaves aqui com você — disse ele com um sorriso amarelado.
Levei cerca de meia hora para descarregar o trailer que estava preso na traseira do meu velho Pontiac desde que saí para Golden. O conselho do Sr. Cabrini sobre usá-lo para trazer uma cama para casa fazia sentido, mas eu estava exausto de três dias dirigindo, dormindo mal no banco de trás todas as noites para economizar dinheiro, e depois a maior parte do dia procurando apartamento. Culposamente, decidi apenas me deitar no sofá por alguns minutos, sabendo que poderia acabar sendo muito mais tempo.
Não precisei me preocupar. As molas do sofá estavam tão quebradas que o suporte central cavava fundo na minha lateral. Levantei-me e olhei ao redor. Os pisos de madeira eram complementados por linóleo no banheiro e na cozinha. As almofadas do sofá eram permanentemente fixas, então não podia colocá-las no chão. Não havia uma superfície horizontal razoavelmente macia na casa. Eu não queria gastar mais do meu dinheiro limitado em uma noite de motel, então, a menos que quisesse dormir em um piso duro ou no carro pela quarta noite consecutiva, precisava comprar uma cama hoje à noite.
Eu deveria começar a trabalhar em alguns dias, mas meu primeiro salário não chegaria até o final do mês. Depois de desembolsar pela cabana, meus fundos estavam severamente limitados e eu não tinha linha de crédito. Teria que fazer isso com um orçamento apertado, então usado era a palavra do dia.
Os anúncios classificados no Golden Transcript eram escassos. Três das camas já haviam sido vendidas e as duas que olhei tinham padrões de higiene altamente questionáveis. Restava apenas um anúncio. “Cama d’água usada US$ 150”. Ocorreu-me que, pelo menos com uma dessas, nunca se teria que se preocupar com parasitas sugadores de sangue vivendo no colchão. Eu nunca tive uma cama d’água, e esta parecia meio cara comparada a outras que eu tinha visto no passado, mas já passava da hora do jantar e eu estava ficando sem opções. Liguei para o número de um telefone público.
— Alô? — A voz feminina que atendeu soou jovem e suavemente melódica, o que me lembrou uma estatística sombria. A proporção de homens para mulheres na Colorado School of Mines era de cerca de cinco para um, muito pior do que no MIT.
— Uh, sim — disse, começando desajeitadamente como sempre. — Estou ligando por causa da cama d’água à venda?
— Claro. É tamanho king, com cabeceira de estante e pedestal de doze gavetas. E está em muito bom estado, também.
Só então me ocorreu que havia outra consideração. O objetivo de comprar uma cama à tarde era ter algo para dormir à noite, mas era improvável que eu pudesse drenar, desmontar, transportar, remontar, encher e aquecer uma cama d’água no tempo que me restava.
— Está montada?
— Sim, e está cheia no momento para você poder conferir, mas vou ter que drená-la de manhã porque estou me mudando amanhã. Realmente preciso vendê-la porque não posso levá-la comigo.
— Bem, o problema é o seguinte — disse. — Eu esperava montar uma cama no meu novo lugar hoje à noite e ouvi dizer que drenar uma cama d’água pode levar horas.
— Não é problema. Moro no terceiro andar, então se passarmos a mangueira pela janela até o bueiro, ela sifonaria em uns vinte minutos, especialmente porque tenho uma mangueira de três quartos de polegada. O resto da desmontagem levaria menos de meia hora e eu até ajudaria a carregar.
Pergunte por aí e provavelmente nem uma em cada cinquenta pessoas poderia dizer quais diâmetros de mangueiras de jardim existem, muito menos que três quartos de polegada é relativamente grande. Essa garota também sabia que um sifão funciona progressivamente melhor quanto maior for a queda. Como um geek de engenharia certificado, fiquei intrigado.
— Suponho que possa funcionar — admiti, mas ainda havia a montagem e o enchimento, sem mencionar que essa coisa seria enorme. Embora meu quarto maior tivesse espaço de sobra para ela, eu realmente não via necessidade.
E depois tinha o preço. Esse dinheiro me daria uma cama de casal nova padrão, ainda que de qualidade muito básica, e eu já possuía roupas de cama para cama de casal.
Tudo nesse negócio estava errado e eu sabia que devia simplesmente esquecê-lo, mas a lógica agora havia sido relegada ao banco de trás. Eu só queria muito conhecer essa garota. Tentei não pensar na probabilidade de ela ter cento e trinta quilos e/ou ser casada. Em vez disso, raciocinei que, como ela estava contra um prazo final, eu provavelmente conseguiria negociar um desconto no preço pedido e fazê-la incluir qualquer roupa de cama que tivesse. Afinal, a cama caberia no meu quarto e, se eu não conseguisse montá-la rápido o suficiente, ainda poderia jogar roupas suficientes no chão para sobreviver mais uma noite.
— Onde e quando posso vê-la? — Ela me deu o endereço, dizendo que poderia mostrá-la em cerca de uma hora, se eu quisesse passar. Concordei imediatamente, esperando não parecer ansioso demais.
— Que tipo de veículo você tem? — perguntou ela. — Com todas as unidades de gavetas, a cama é bem volumosa.
— Ainda estou com o U-Haul. Isso não deve ser problema.
— Ótimo. De onde você se mudou, se não se importa que eu pergunte?
— Da região de Boston. Vou começar um novo emprego na RJS Composites na segunda-feira.
— Sério? Ouvi dizer que é um lugar bem de ponta. O que você faz?
— Sou engenheiro aeroespacial — disse, sem mencionar que era de nível inicial e ainda muito inexperiente.
— Legal — disse ela, como se falasse sério. — Vou aguardar para conhecê-lo.
— Igualmente. — Desliguei o telefone sorrindo.
Com uma hora para matar, voltei para meu novo lugar para me arrumar um pouco. Eu havia tomado um banho de esponja no banheiro de uma área de descanso e lavado o cabelo na pia pela manhã, mas não tomava um banho de verdade e fazia a barba decentemente havia dias. Agora era a hora, porque como dizem, você só tem uma chance de causar uma primeira impressão.
Quando cheguei ao endereço que ela me dera, encontrei um complexo de apartamentos de alto padrão com talvez meia dúzia de prédios. Estacionei no estacionamento central e fui procurar o apartamento dela. Naturalmente, ficava no mais distante. Ao subir as escadas externas, notei que eram estreitas e os patamares eram incomumente apertados. Trabalho ruim do arquiteto, imaginei, e tornaria a descida da cama até o trailer um verdadeiro tormento. Não era de admirar que ela estivesse tendo dificuldade para vendê-la.
O estrondo de um trovão distante chamou minha atenção para as nuvens escuras que se acumulavam sobre as montanhas, anunciando a chegada iminente de uma tempestade noturna. Estas ocorriam quase diariamente ao longo da cordilheira frontal das Montanhas Rochosas no final do verão, mas a edição de hoje parecia particularmente ameaçadora. O negócio todo estava parecendo pior a cada minuto.
Bati, agora certo de que encontraria uma dona de casa gorda, mas quando ela abriu a porta, me vi cara a cara com uma morena alta e jovem, usando um vestido de verão tomara que caia. Ela tinha olhos escuros, pele morena impecável, cabelo brilhante preso em um penteado elegante e um nariz romano distinto, mas de alguma forma muito atraente.
— Oi, sou Alan — disse, surpreso comigo mesmo por não tropeçar nas palavras pela primeira vez. — Liguei por causa da cama d’água.
— Sou Rachel — disse ela. — Prazer em conhecê-lo, Alan. Entre. — Ela fechou a porta atrás de mim e foi na frente. Notei que, além de várias pilhas altas de caixas de mudança no piso da cozinha, o apartamento estava vazio até as paredes nuas. Parecia pronto para o próximo inquilino se mudar.
— Deixei todas as janelas abertas porque limpei os carpetes hoje e preciso que terminem de secar — disse ela, evidentemente se desculpando pelo fluxo constante de ar entrando pelas janelas dos fundos e saindo pela frente. — Eles me deram uma folga na data de saída em troca, mas ainda tenho que sair até o fim do dia de amanhã. — A brisa estava agradável no momento, mas eu podia sentir o cheiro da tempestade se formando nela.
Enquanto a seguia pelo corredor, observei que Rachel era esguia e atlética, com curvas corporais suficientes para lhe dar uma aparência agradavelmente feminina. Gostei da maneira como o vestido de costas abertas exibia a suavidade brilhante de sua pele e os movimentos ágeis de seus quadris enquanto caminhava.
Lembrei a mim mesmo que estava ali por uma cama d’água, não por um encontro, e que Rachel estava muito, muito acima do meu nível, mas ainda acalentava a leve esperança de que minha vida amorosa melhorasse após os anos de graduação.
Estudei na faculdade com um orçamento extremamente apertado, trabalhando em tempo integral para complementar minha pequena bolsa. Não é fácil sair para festejar ou namorar muito quando você divide um apartamento de dois quartos com outros três caras e entrega pizza seis noites por semana. Essa era minha desculpa e eu me apegava a ela.
A cama d’água estava sozinha no quarto, que estava vazio. — Fique à vontade para examiná-la — disse ela. Depois, em tom de conversa: — Sou veterana na Mines e vou dividir um quarto para economizar dinheiro no meu novo lugar. Não vou ter espaço para esta coisa.
Então o tom de sua voz entristeceu e olhei de relance para vê-la franzindo a testa. — Na verdade, vou ficar presa em um beliche superior em um apartamento de porão realmente horrível com outras cinco garotas.
Isso devia ser péssimo. Parecia a minha experiência na graduação. Embora eu pessoalmente gostasse da maioria dos meus muitos colegas de quarto, eu era uma pessoa basicamente reservada e esperava nunca mais ter que viver em tão estreita proximidade com um monte de outros caras.
Examinei a cama. Quando eu via camas d’água nas lojas, elas estavam consistentemente no fundo da escala de qualidade artesanal, muitas vezes mais próximas de carpintaria bruta do que de mobília, mas esta cama era impressionante. As laterais eram feitas de uma madeira de lei de altíssima qualidade e se encaixavam perfeitamente em postes de canto torneados. As gavetas eram revestidas da mesma madeira, tinham juntas de cauda de andorinha limpas e corriam sobre corrediças de rolamento de esferas. As portas na alta cabeceira de estante tinham as modernas dobradiças europeias ocultas, e a cama brilhava positivamente com um acabamento em cerejeira clara feito com um padrão muito superior aos acabamentos spray típicos do gênero. As laterais eram grossamente acolchoadas e cobertas com couro legítimo em vez de vinil, e a cama estava arrumada com um jogo de lençóis e fronhas azul royal que pareciam ter uma contagem de fios muito alta. A coisa toda era coberta com um edredom colorido com tema de pôr do sol. Era um pacote excepcional.
— A roupa de cama está inclusa e troquei o aquecedor no ano passado — disse ela. — A mangueira com o kit de encher e drenar está em uma das gavetas, junto com um jogo extra de lençóis. A coisa toda se desmonta apenas com uma chave Torx e tem uma dessas lá também.
— Este acabamento é realmente fantástico — disse, impressionado por ela saber o que era uma chave Torx. Já havia decidido que não ousaria insultá-la tentando negociar abaixo do preço pedido. Esta coisa valia facilmente o triplo. — Não consigo imaginar uma empresa colocando tanta atenção aos detalhes numa cama d’água e ainda ganhando dinheiro.
O rosto dela assumiu uma expressão melancólica. — Meu pai teve uma marcenaria personalizada por um tempo e fez esta cama para o meu décimo segundo aniversário, mas chega uma hora em que você simplesmente tem que deixar ir.
Uau, valor sentimental. Agora eu me senti muito culpado por comprar por um preço tão baixo, mas depois raciocinei que, se eu não comprasse, outra pessoa compraria. "Obviamente, ele colocou muito amor nisso", eu disse.
"Isso ele fez."
Dei um empurrão experimental no colchão. Não parecia como eu esperava.
"O colchão original furou há dois anos", Rachel explicou, provavelmente vendo a surpresa no meu rosto, "então tive uma desculpa para comprar um dos novos de movimento zero. Vá em frente. Deite-se e experimente."
Me senti um pouco constrangido de me deitar na cama de uma garota que eu tinha acabado de conhecer, mas tirei minhas sandálias e me acomodei com cuidado sobre o trilho. Ainda esperava ondas, apesar do que ela tinha acabado de me dizer, mas pareceu mais como se eu estivesse deitando em uma camada de lama viscosa, se adaptando perfeitamente, mas sem se mover muito depois que eu estava na posição.
"Uau, realmente é movimento zero."
Rachel assentiu. "Dizem que é ótimo quando há mais de uma pessoa, porque você não sacode seu parceiro ao entrar e sair da cama."
Me pareceu possível que Rachel estivesse sondando um pouco para ver se eu era comprometido. "Eles dizem?", provoquei, talvez sondando um pouco eu mesmo.
"Você me diga", ela disse com um sorriso recatado, andando para o outro lado da cama e deitando ao meu lado. Bem, não exatamente ao lado. Era tamanho king-size, afinal, então ainda havia muito espaço entre nós.
"Aposto que você mal sentiu isso", ela disse.
Olhei para ela. "Muito bom."
Assim que as palavras saíram da minha boca, percebi que podiam ser interpretadas de várias maneiras diferentes. Se ela decidisse tratá-las como um elogio à sua excelente forma supina, no entanto, tudo bem para mim.
Rachel apenas assentiu. Eu teria imaginado que ela se levantaria imediatamente, mas eu podia entender facilmente por que não o fez. As nuvens tinham se aproximado nos últimos minutos, e com a brisa de repente mais fria entrando pela janela, o calor do colchão aquecido era realmente gostoso.
Rachel suspirou com evidente relaxamento e fechou os olhos. Talvez estivesse apenas exagerando para ajudar a vender a cama, mas usei a oportunidade para observá-la um pouco mais.
Ela era realmente adorável. Gostei da forma como seus seios se achataram apenas ligeiramente quando ela estava deitada de costas. Não eram excessivamente grandes, mas ficavam bem altivos e orgulhosos em seu peito. Podia ser apenas por causa da brisa, mas eu podia ver seus mamilos duros sob o tecido floral leve de seu vestido. Era óbvio que ela não estava usando sutiã e, embora eu nunca tivesse sido fã do visual sem sutiã, com seios como os dela eu não tinha nenhuma objeção.
Seu rosto não era o que se chamaria de "bonitinho" no sentido moderno, mas tinha aquela inegável beleza clássica que eu tinha gostado imediatamente. Eu já tinha testemunhado que realmente se iluminava quando ela sorria, e ela parecia sorrir muito.
Foi então que a inevitável chuva começou. Como o apartamento dela era no último andar, podíamos ouvir o tamborilar no telhado. Aparentemente em segundos, passou de garoa para chuvisco, e depois para forte e constante.
Rachel abriu os olhos, olhando além do pé da cama e para fora da janela. "Como o estacionamento fica a milhas daqui, não tem como você sair sem ficar encharcado."
"Bem, então, odeio incomodar, mas você se importaria se eu ficasse aqui, só até parar?" Isso foi um pouco ousado para mim, mas, de alguma forma, com Rachel, pareceu natural.
"Não é problema. Esta é uma noite rara de folga para mim e eu ia passar a noite aqui mesmo, lendo um livro. Eu lhe ofereceria uma cadeira e bebidas enquanto espera, mas..."
"Isso aqui é muito mais confortável de qualquer forma."
"Com certeza é." Ela ficou exatamente onde estava. Felizmente, não parecia ter pressa nenhuma para vender a cama.
"Então, Rachel", eu disse, "vou fazer pós-graduação na Mines, mas estou nesta cidade há menos de doze horas. O que você pode me contar sobre ela?"
Então ela falou sobre Golden, sua atmosfera de cidade pequena, sua história de mineração, onde fazer boas compras (ela também conhecia os melhores lugares para roupas masculinas) e onde encontrar as melhores trilhas de caminhada. Ela se entusiasmou com os tours que tinha feito no Laboratório Nacional de Energia Renovável, na Cervejaria Coors (amostras grátis!) e no Centro Nacional de Informações sobre Terremotos, que ficava bem no campus. Rachel estava positivamente radiante sobre a tecnologia legal que tinha visto. Eu gostava disso em uma garota bonita.
Enquanto a chuva continuava, conversamos por uma hora mais ou menos sobre nossas respectivas experiências universitárias. Ela estava fazendo dupla graduação em física e matemática, e ainda não tinha decidido se ia lecionar ou trabalhar na indústria. Ela tinha crescido em Oklahoma, mas se apaixonou pelas montanhas e realmente queria ficar no Colorado após a formatura.
Rachel tinha morado nos dormitórios como caloura, depois dividiu este apartamento de dois quartos com uma amiga nos últimos dois anos. Um revés recente em sua carteira de ações, no entanto, a deixou com uma grave escassez de recursos financeiros.
"Minha mãe financiou nossas contas da faculdade com uma herança do meu avô", Rachel explicou. "Realmente não era tanto assim, mas consegui uma bolsa muito grande e minha conta ia ser suficiente para pagar o resto. Como despencou, porém, tive que trabalhar muito mais como garçonete e cortar meus gastos ao máximo.
"Minha família não tem dinheiro sobrando e eu realmente não quero fazer empréstimos. Vou usar o resto do meu principal até me formar nesta primavera, mas, se for cuidadosa, consigo chegar lá."
Ela tinha um orçamento apertado na faculdade? Eu podia simpatizar, e também odiava a ideia de empréstimos estudantis.
Rachel admitiu ser um pouco caseira e que odiava festas e a cena de bares. "Tenho amigos, mas também gosto do meu tempo sozinha", ela disse. "Por que eu iria querer ficar bêbada e tentar gritar por cima da música alta se posso ficar em casa numa poltrona confortável com um bom livro?"
Esse tipo de atitude era totalmente fora do comum no meio universitário, mas ela disse isso como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. E para mim, era. A maior parte do peso no meu caminhão de mudança tinha sido caixas de livros, agora no chão da minha sala, esperando pacientemente para serem colocadas nas estantes embutidas.
Contei a ela sobre meus quatro anos no MIT; os instrutores incríveis, a intensa vida acadêmica e a competição com a vasta gama de estudantes de ponta do mundo todo. Fizemos um projeto incrível de robótica em equipe durante meu último ano com o patrocínio de uma grande fabricante. Tenho certeza de que fiquei bem animado falando sobre isso, sendo engenharia minha paixão, mas Rachel estava bem ali comigo, trocando histórias sobre seus instrutores, colegas e o ambiente incrivelmente competitivo na School of Mines. Percebi rapidamente que ela era, no mínimo, páreo para mim academicamente, e provavelmente muito mais inteligente também.
"Acho que sou meio que uma nerd de coração", ela admitiu.
Nunca tinha conhecido uma nerd tão linda. Se eu fosse um pouco mais corajoso e seguro de mim, teria dito isso a ela. "Não tem 'meio que' no meu caso", eu disse em vez disso. "Sou hardcore."
Encorajado pelas confissões dela, contei como tinha sido tão incrivelmente ocupado que tive muito pouco tempo para socializar. Então, não sendo muito brilhante, admiti que tinha me sentido mais confortável assim, tendo uma desculpa plausível para não ser mais sociável, e que não tinha tido um encontro sequer em três anos.
Quando essa última parte saiu da minha boca, me xinguei mentalmente, achando que tinha estragado tudo. Que tipo de idiota conta a uma mulher bonita que é tão grande perdedor?
"Você não parece nem um pouco tímido perto de mim", ela observou, sem parecer me julgar por isso. Soltei um suspiro interior de alívio.
"Bem, de alguma forma você parece diferente, Rachel. Talvez eu tenha percebido que você também é uma pessoa tímida."
Ela assentiu pensativamente. "Sim, talvez seja por isso que me sinto tão relaxada perto de você."
Ficamos em silêncio por um tempo, apenas ouvindo a chuva no telhado e saboreando aquela sensação confortável.
A chuva finalmente amainou. "Então, onde em Oklahoma ficava a oficina de marcenaria do seu pai?", perguntei, evitando falar sobre a cama. Uma vez que o dinheiro trocasse de mãos, eu me sentiria na obrigação de começar a desmontá-la e transportá-la. Estava gostando tanto da companhia de Rachel que não queria que terminasse tão cedo. Ela também não parecia ter pressa nenhuma.
"Oklahoma City", ela disse. "Ele adorava fazer trabalhos finos em madeira, mas mal ganhava dinheiro suficiente para sustentar a família."
"Foi por isso que ele desistiu?"
Ela fez uma pausa longa e eu tive um pressentimento repentino de que tinha metido os pés pelas mãos. "Não. Ele morreu de ataque cardíaco pouco antes de eu fazer treze anos." O tom de voz dela não era repreensivo, mas ainda me senti um idiota insensível.
"Sinto muito, Rachel", eu disse, virando de lado para poder encará-la. "Deve ter sido difícil."
Ela se virou para mim também. Estávamos perto um do outro agora e adorei a aparência do rosto dela no travesseiro ao lado do meu.
"Sério, Alan, está tudo bem. Odeio fazer um grande alarde porque foi há tanto tempo. Minha mãe achava que ele era louco de construir esta cama grande para uma garota de doze anos, mas eu sempre fui a favorita dele. Acho que ele sabia que não duraria muito e queria me dar algo que eu pudesse guardar comigo. Aposto que ele me imaginava nesta cama com meu marido e um monte de crianças entre nós, como era na nossa família quando eu era criança. Tenho certeza de que ele teria gostado disso."
Uau, era uma imagem poderosa, mas agradável. "Rachel, você tem certeza de que quer vendê-la? Não sei se sou insensível o suficiente para tirar algo que significa tanto para você."
"Não, Alan, não me entenda mal. Entendo por que ele a fez para mim, mas é a lembrança da consideração e do amor que ele colocou nela que significa mais para mim, não o objeto físico em si. Se ele ainda estivesse vivo, tenho certeza de que me diria para vendê-la se isso me ajudasse a me formar."
"Bem, suponho que sim..."
"Olha, Alan, é apenas uma cama. Madeira, vinil, algodão, um pouco de metal. Eu jogaria a coisa pela janela se isso me devolvesse um único minuto com meu pai."
Eu assenti. Entendia isso completamente, mas ouvi-la expressar seus sentimentos pelo pai de alguma forma me deixou disposto a compartilhar algo sobre o qual eu não falava há muito tempo.
"Também perdi meu pai. Ele foi para a prisão quando eu era bebê e morreu lá cerca de seis meses depois. Depois disso, fiquei só eu e minha mãe."
"Uau. Deve ter sido difícil, nem sequer ter uma lembrança do seu pai."
"Na verdade, foi bom que ele não estivesse mais em nossas vidas depois disso."
Rachel fez uma pausa longa, obviamente considerando as implicações daquela afirmação. Ela evidentemente decidiu não me perguntar o porquê, e para mim estava tudo bem.
"Então, se eram só vocês dois", ela disse em vez disso, "aposto que você e sua mãe são muito próximos. Éramos cinco meninas e eu era a moleca, então não recebia muita atenção da minha mãe."
Eu assenti. "Minha mãe era tudo para mim, mas quando eu tinha quinze anos e tinha acabado de tirar minha licença de aprendizagem, saímos para dirigir e eu causei um acidente. Ela morreu." Mal consegui dizer isso sem que minha voz falhasse.
"Oh, meu Deus!" Rachel exclamou. "Deve ter sido horrível!" O olhar profundamente pesaroso dela me fez sentir um verdadeiro idiota por ter despejado isso sobre ela.
"Olha, Rachel, sinto muito. Não é algo que eu saia contando por aí normalmente."
"Não, sério, está tudo bem. Me sinto honrada por você ter compartilhado isso comigo." Ela parecia tão triste. "Como você sobreviveu a uma perda dessas?"
"Levei vários anos para superar o pior, mas acho que nunca vou me perdoar de verdade. O outro cara estava bêbado e furou o sinal vermelho, mas ainda assim não consigo deixar de pensar que, se eu estivesse prestando mais atenção, talvez pudesse ter feito algo para..."
"Nem fale assim!" Rachel interrompeu, me surpreendendo com a veemência de sua resposta. "A mesma coisa poderia ter acontecido com qualquer um. Não foi sua culpa."
Nos anos após o acidente, perdi a conta de quantas pessoas me disseram exatamente isso. Sim, claro que era verdade, mas nunca parecia fazer diferença. Eu tinha sido a pessoa ao volante e nunca conseguia me livrar da culpa persistente no fundo da mente de que deveria ter conseguido fazer algo para impedir.
Apesar de tudo, a proclamação da minha inocência dos lábios de Rachel me fez sentir melhor de alguma forma. "Obrigado, Rachel. Ouvir isso de você ajuda."
Ela sorriu. "Bem, se eu puder ser de alguma..."
BANG!
Um raio caiu tão perto que o enorme estrondo do trovão pareceu explodir exatamente no mesmo instante que o clarão brilhante. Iluminou momentaneamente o quarto como se fosse dia claro e o som literalmente sacudiu o prédio. A reação de Rachel foi imediata e extrema. Ela gritou, se jogou em meus braços e enterrou o rosto no meu peito. Tanto o raio quanto a reação dela me pegaram completamente de surpresa.
Eu não tinha certeza do que fazer, então simplesmente segui em frente. "Rachel, está tudo bem", murmurei o mais calmamente que pude, acariciando suavemente a pele nua das costas dela. Então, como que para desmentir minhas palavras, outro raio caiu quase tão perto. As luzes piscaram, depois a energia caiu, deixando o quarto apenas fracamente iluminado pela luz do fim de tarde fortemente nublada que entrava pela única janela. Rachel se apertou ainda mais contra mim, fazendo com que eu rolasse de costas com a maior parte do corpo dela sobre o meu. Parecia óbvio que ela tinha um grande problema com raios.
Continuei murmurando palavras de conforto, e conforme os raios seguintes pareciam se afastar, o tremor dela finalmente diminuiu. Não estava com pressa, porém, então continuei a abraçá-la. Certamente não me importava, e imaginei que ela eventualmente se recompusesse. Mas não foi o que aconteceu.
Justo quando parecia que ela tinha virado a esquina, seu tremor se transformou em lágrimas e ela começou a soluçar, aparentemente inconsolável, contra meu peito. O rosto dela estava virado para baixo e para longe de mim, então eu não conseguia entender o que estava acontecendo com ela, mas tive a impressão clara de que aquilo era sobre muito mais do que uma tempestade.
Essa situação não era nem um pouco o que eu tinha imaginado quando apareci na porta dela. Aqui estava eu, deitado em uma cama num quarto vazio enquanto uma garota que eu acabara de conhecer soluçava em meu peito. Observei para mim mesmo que eu realmente deveria estar achando aquilo estranho, mas estranhamente parecia certo que estivéssemos ali assim.
"Está tudo bem, Rachel", murmurei por fim, "o pior da tempestade já passou."
"Eu sei", ela sussurrou. Ela ergueu a cabeça e olhou para mim. Notei que Rachel era uma daquelas mulheres raras e sortudas que ficam ainda mais bonitas quando choram. Ela começou a se levantar de cima de mim, mas eu a deixei saber com apenas um leve toque da minha mão que ela estava bem onde estava. Ela se recostou novamente.
"Alan, sinto muito, muito mesmo por ter me jogado em você assim. Devo ter te assustado muito."
"Bem, suponho que a maioria das pessoas não tenha uma reação tão forte a trovões."
"Sim, eu realmente não gosto, mas com um momento de aviso normalmente consigo fazer uma cara mais corajosa. Mas aquele surgiu do nada."
"Então fico feliz por ter estado aqui para ajudá-la a superar isso."
Rachel ergueu a cabeça para me encarar, então sorriu. "Você é meu cavaleiro de armadura brilhante. Obrigada."
"Foi um prazer. Olha, não quero me intrometer, mas tive a impressão de que havia mais acontecendo com você do que apenas medo da tempestade."
Ela assentiu. "Só fiquei assustada por um minuto, mas depois o modo como você estava me abraçando trouxe lembranças de como meu pai costumava me consolar quando havia uma tempestade forte. Minhas irmãs riam do meu medo, mas ele entendia." Ela recostou a cabeça em mim novamente. "Sinto tanta falta dele, mas não chorava por ele há muito tempo."
Fazia muitos anos que eu não abraçava e confortava outro ser humano, e foi bom ter estado lá para ela quando ela precisou de alguém. "Parece que ele foi um ótimo pai."
"Ele realmente foi, mas sabe, tem algo que você faz quando me abraça que ele nunca fez."
― Sério? O que é?
― Ficar de pau duro encostado na minha coxa.
Levei um instante para processar as palavras dela, então: ― Ah, merda! Sinto muito. Eu não queria... ― comecei a tagarelar, mas parei quando Rachel encostou suavemente os lábios nos meus.
O beijo dela foi uma surpresa, com certeza, mas uma surpresa muito agradável, e depois de hesitar por um breve momento, comecei a retribuir. Seus lábios eram macios e quentes, e eu teria ficado feliz em continuar indefinidamente, mas ela se afastou com delicadeza depois de apenas alguns segundos.
― Agora que eu tenho sua atenção, Alan, deixe-me dizer que eu gosto dessa reação de um homem quando estou deitada em cima dele. ― Havia um brilho malicioso nos olhos dela.
As palavras dela me deram coragem. ― Gosto de pensar que isso mostra que eu tenho um gosto excelente.
― Bem, sim, você tem mesmo ― disse ela ―, mas você não é o único aqui que está com uma reação física involuntária por causa da proximidade extrema, embora muito bem-vinda, de um membro atraente do sexo oposto.
Gostei do jeito nerd de falar dela. ― É, eu percebi isso antes ― falei, arriscando ao erguer a mão e roçar de leve com as costas do dedo um mamilo ereto através do tecido do vestido. Não me lembrava de ter sido tão ousado com uma mulher antes.
Antes, eu teria presumido que uma garota que permitisse que eu a tocasse de forma tão íntima tão rapidamente provavelmente tinha uma moral um tanto frouxa para o meu gosto, reconhecidamente antiquado. Mas, com Rachel, parecia algo natural. De qualquer forma, me lembrei de que não deveria criticar a garota por ficar brincalhona se eu estava fazendo exatamente a mesma coisa.
Olhei para ela para ver se ela realmente estava bem comigo a tocando, mas seu rosto tinha uma expressão distante, como se ela estivesse tomando algum tipo de decisão importante. Então a expressão desapareceu, substituída por uma claramente determinada. Algo tinha acontecido com ela naquele momento.
― Tem coisas no seu caminho ― disse ela. ― Aqui, deixe-me ajudar. ― Ela levou a mão à nuca e desfez as alças que seguravam a parte de cima do vestido.
O olhar inegavelmente ansioso no meu rosto provavelmente disfarçou, mas eu estava começando a me preocupar. Eu tinha me sentido confortável com Rachel quando estávamos apenas flertando, mas agora que as coisas estavam ficando sérias, comecei a me perguntar o que ela faria quando descobrisse a verdade feia sobre mim. Isso nunca tinha terminado bem no passado, mas, egoisticamente, eu não queria parar ainda. Se houvesse uma possibilidade minúscula de que isso pudesse dar certo, eu aceitaria a chance e deixaria as consequências caírem onde tivessem que cair.
Para minha satisfação, ela se sentou, montando em mim, e me deliciei com a sensação da minha ereção pressionando contra a virilha dela por baixo do vestido. Ela segurava o antebraço cruzado sobre o peito, mantendo o vestido no lugar mesmo com as alças caídas sobre os ombros nus e impecáveis. Tentei ser paciente enquanto, com uma expressão inexplicavelmente séria, ela ia baixando o braço cada vez mais. Primeiro, a parte superior dos seios incrivelmente empinados ficou exposta, depois o topo das auréolas de tamanho perfeito. Finalmente, seus mamilos inchados e a parte inferior torneada apareceram. Eles eram ainda mais deslumbrantes do que eu imaginara.
― Ah, Rachel ― murmurei baixinho ―, você é tão linda. ― Ergui as mãos lenta e hesitantemente para tocá-los.
― Espere ― disse ela. Baixei as mãos de volta, escondendo cuidadosamente minha decepção. ― Antes de irmos mais longe, tem outra coisa que você deveria ver.
Sem mais cerimônia, ela deixou o vestido cair o resto do caminho até os quadris, revelando o que a deixara tão nervosa.
Rachel tinha uma enorme mancha vinho do Porto, começando logo abaixo do seio direito e continuando até a linha da calcinha, com um formato aproximado de uma lua crescente. Não era daquelas manchas claras, cor de salmão; era daquelas de verdade. De um vermelho profundo a ponto de ser quase roxo. Eu nunca tinha visto uma marca de nascença tão grande, e aparecendo em um corpo tão impecável de resto, foi um tanto chocante.
Imaginei então por que ela me impedira de tocá-la. Ela não iria querer que estivéssemos muito envolvidos um com o outro se isso fosse ser um problema para mim. E ela claramente esperava que fosse.
Olhei para o rosto dela. Havia uma vulnerabilidade incrível ali. Ela mordia o lábio nervosamente e sua expressão falava de uma incerteza quase palpável. Rachel estava se expondo para inspeção e aguardando uma decisão sobre se era aceitável para mim.
Em resposta, ergui as mãos novamente. Dessa vez, ela não me impediu de colocar as mãos em seus flancos nus e de puxá-la para baixo, sobre mim.
Quando meus lábios tocaram seu peito pela primeira vez, não foi em um de seus seios perfeitos; foi logo abaixo, no topo da mancha. Senti-a estremecer quando a beijei ali, molhando os lábios como se quisesse derreter e provar a marca.
― Ah, meu Deus ― murmurou ela.
Continuei a beijá-la com os lábios molhados e usei as mãos para guiá-la acima de mim, de modo que eu seguisse a fronteira entre seu vermelho manchado e sua pele morena impecável. A marca de nascença não era apenas uma descoloração; tinha uma textura áspera e fibrosa. Segui a linha divisória descendo pela frente do peito até chegar ao umbigo. Ele estava nitidamente dividido pela mancha e Rachel ofegou quando minha língua serpenteou lá dentro por um instante, e então continuei a descer. Continuei beijando, lambendo e amando seu corpo até chegar ao topo de sua calcinha de cetim rosa.
A essa altura, ela já tinha quase saído do vestido. Guiei-a para que rolasse de cima de mim e ficasse de costas. Sem pedir permissão, comecei a deslizar lentamente sua calcinha para baixo e continuei a seguir a borda da mancha pela parte inferior do abdômen. Seu estômago, gloriosamente plano e tonificado, tremeu quando cheguei aos pelos pubianos.
Rachel não se depilava ali, já que não era o costume da época, mas estava muito bem aparada. Ela começou a gemer quando meus beijos se aproximaram mais e mais do seu centro, então, sem soltar os lábios, puxei seu vestido e sua calcinha até os joelhos. Ela não protestou quando eu os deslizei para fora e os joguei sobre o pé da cama. Ela estava deitada, nua, sob mim.
Mesmo na luz fraca, pude ver que a borda da sua marca de nascença descia quase perfeitamente entre seus lábios inferiores. Beijei-a levemente ali, mal a tocando. Rachel gemeu baixinho de frustração, obviamente querendo mais, mas não era isso que eu estava fazendo, não agora.
Segui a borda da marca de nascença até a coxa direita, um lugar onde a mancha não seria coberta nem por um maiô de uma peça só. Então ergui os joelhos dela contra o peito para poder segui-la por baixo.
Foi aí que finalmente olhei de volta para o rosto dela. Pude ver um vestígio de vergonha por estar tão totalmente exposta para mim. Também havia um pouco de paixão e excitação por ser tocada em uma área tão íntima, mas, se ela ainda estava apreensiva quanto à minha aceitação, eu não conseguia detectar. Ótimo, era exatamente o que eu esperava.
Também era muito óbvio que o corpo dela estava reagindo ao que eu fazia, pois avistei um pequeno filete de seus fluidos serpenteando pela sua pele entre as pernas. Estava no meu caminho, então o lambi ao passar, acompanhado pelo ofego de Rachel.
A mancha percorria cerca de dez centímetros pela coxa, depois subia novamente para cobrir o quarto inferior de suas nádegas impecáveis antes de serpentear pela outra coxa. Abaixei as pernas dela de volta e continuei beijando, subindo lentamente de volta para a linha do biquíni e então completando o circuito subindo e cruzando o peito. Ao terminar, coloquei a mão bem sobre a parte mais larga da mancha antes de deitar de lado, de frente para ela, beijando seus lábios suavemente e compartilhando com ela o agora leve sabor de seu desejo.
― Então me diga ― murmurei ―, foi Monet ou Rembrandt que fez sua obra de arte? É linda.
― Receio que esse pedaço foi jogado por uma cegonha.
― Bem, meus cumprimentos à ave marinha. Acontece que eu gosto.
― Então você seria o primeiro ― disse ela, ficando mais séria agora.
Assenti, reconhecendo a mudança de clima. ― Imagino que algumas pessoas possam achar um pouco desconcertante no início.
Rachel suspirou. ― Caras davam em cima de mim direto no meu primeiro semestre aqui, mas minha mãe me ensinou um pouco de autorrespeito. Eu não ia ser usada como um lenço de papel. Só saí com caras que pareciam dispostos a realmente me conhecer como pessoa antes de ficar algo muito físico, mas eles invariavelmente esfriavam as coisas quando viam minha marca de nascença, mesmo quando eu os avisava com antecedência.
― Não aceito um encontro desde o meu primeiro ano, mas tem sido um ponto discutível. A notícia da minha aflição se espalhou por todo o meu círculo e os caras nunca mais quiseram ser nada além de amigos desde então. Eles parecem achar que é uma doença contagiosa.
― Muito superficial da parte deles ― eu disse ―, e eles não fazem ideia do que estão perdendo.
Rachel me olhou com um olhar perdido, de mil jardas. ― Suponho que, se eu estivesse um pouco mais desesperada, poderia ter saído com caras por quem eu não sentia atração ou pego um cara quando ele estivesse bêbado ou excitado demais para se importar. Se uma garota quer muito, ela sempre pode baixar seus padrões e encontrar um cara que esteja tão carente que tolere qualquer coisa.
― Alguém como eu, talvez?
Soube imediatamente que não deveria ter dito aquilo, mas, com minha sorte no cenário amoroso, minha autoestima não era das melhores.
Ela me lançou um olhar de reprovação. ― Nem pense nisso, Alan. Eu estar nua com você não é me contentar de jeito nenhum. Só para você saber, quando você ligou, eu ainda estava com a regata e os shorts com que limpei estes carpetes. Normalmente, eu estaria bem em usar aquilo para mostrar a cama, mas gostei tanto do som da sua voz e da sua inteligência óbvia que tomei banho, depilei as pernas e as axilas, aparei meus pelos e até usei um vestido sem sutiã. Quase nunca fico sem sutiã. Eu me arrumei toda, na esperança de que você fosse bonitinho e, de alguma forma, milagrosamente, me aceitasse. Eu raramente me dou ao trabalho de criar esperanças mais, mas havia algo na sua voz...
― Eu também gostei do som da sua voz. Foi o que me trouxe aqui.
Ela assentiu. ― Então, quando você apareceu na porta, meu coração meio que afundou, porque...
Hã? ― Eu tenho esse efeito nas mulheres ― interrompi com um sorriso forçado, na esperança de parecer leve e despreocupado, mas por que ela tinha dito algo tão magoado como aquilo?Ela viu através do meu sorriso e seu rosto assumiu uma expressão aflita. Rapidamente estendeu a mão e a colocou no meu ombro. ― Não, não, por favor, deixe-me terminar, Alan. Sabe, todo cara muito bonito com quem eu saí tinha essa sensação de direito, como se qualquer garota que ele se dignasse a sair tivesse que ser perfeita. Era como se esses caras fossem tão bonitos que podiam se dar ao luxo de descartar casualmente qualquer mulher que, de alguma forma, não estivesse à altura. Então, quando vi você, achei que eu estava sem sorte, porque você é tão malditamente lindo.
Minha reação imediata foi achar que ela estava me enchendo a bola, mas a expressão dela dizia que estava falando muito sério.
― Sério? Quer dizer, tudo bem, acho que não sou um ogro, mas 'tão malditamente lindo'? De jeito nenhum.
― Ah, sim, você é ― insistiu ela. ― O que você é, tipo um metro e oitenta e oito? Ombros largos, cintura e quadris estreitos, músculos por todo lado, um rosto claro e bonito, e essa juba incrível de cabelo escuro e cacheado? É, lindo, eu digo.
Eu honestamente não tinha pensado muito na minha aparência pessoal nos últimos anos. Estive ocupado demais tentando sobreviver à faculdade e, de qualquer forma, não estava namorando. Meu cabelo estava um pouco comprido porque eu economizava dinheiro cortando só a cada seis meses. Eu corria e levantava peso por diversão e saúde, não pela aparência. Por dentro, ainda me via como aquele nerd magricela e cheio de espinhas com uma juba rebelde na cabeça.
― Você é a linda aqui, Rachel. Toda você, da cabeça aos pés. ― Ela realmente era. Este anjo despreocupadamente nu deitado ao meu lado, marca de vinho do Porto e tudo, era a coisa mais bonita que eu já tinha visto.
Ela balançou a cabeça, evidentemente não disposta a aceitar minha aceitação pelo valor de face, assim como eu não estava disposto a aceitar a avaliação que ela fazia de mim.
― Decidi arriscar e mostrar minha marca de nascença porque você foi tão compreensivo quando eu surtei com a tempestade ― disse ela ―, mas ainda me preparei para você se afastar quando a visse. A aceitação que você me mostrou com seus lábios pode ter sido a coisa mais bonita que alguém fez por mim desde que eu era criança. Por que você é tão santo?
Era hora. ― Eu gostaria de poder dizer que é porque sou um santo, mas não sou.
― Então o que é? Por que minha desfiguração não o faz fugir como todos os outros caras?
Em resposta à pergunta dela, fiquei de joelhos, de frente para ela. Ela me olhou com uma expressão confusa.
― Rachel, é por isso. ― Puxei minha camiseta pela cabeça, mas a mantive na mão, sabendo que ela iria querer que eu a vestisse de volta imediatamente. Seus olhos se arregalaram.
― Uau ― murmurou ela, ficando de joelhos e me encarando, com os olhos grudados no meu peito. ― Foi por isso que seu pai foi para a prisão?
Assenti. ― Eu tinha apenas cinco meses e minha mãe estava no trabalho. Ele evidentemente se irritou com meu choro enquanto passava a camisa. Ninguém acreditou na história dele de que o ferro 'simplesmente caiu' em cima de mim.
― Posso tocar?
Você poderia ter me derrubado com uma pena. Ela queria fazer o quê?
― Uh, você é a primeira garota que já pediu para fazer isso, mas claro, se você realmente quiser.
Ela estendeu a mão e passou os dedos pelo meu peito mutilado. Seu toque era gentil, embora no lugar onde ela me tocava eu quase não tivesse sensibilidade. Ela olhou para mim e balançou a cabeça. ― Como alguém pode fazer isso com uma criança, muito menos com um bebê?
― Muita gente estava se perguntando isso. A história saiu na primeira página dos dois jornais de Denver e houve ameaças de morte suficientes contra meu pai que ele nem tentou pagar fiança. Mantiveram-no na solitária para sua própria segurança, mas ele foi diagnosticado com um tumor cerebral maligno logo antes do julgamento começar. Era um câncer extremamente agressivo e ele viveu menos de um mês depois disso.
Mostrei a ela as pequenas cicatrizes de queimadura na parte interna dos meus pulsos, onde minhas mãozinhas evidentemente tentaram empurrar o ferro para longe.
― Então você acha que foi o tumor que o fez fazer isso? ― perguntou ela, a voz quase um sussurro.
Assenti. ― Tenho que dizer a mim mesmo isso, ou morreria de medo de um dia poder machucar meus próprios filhos. Minha mãe não falava muito sobre isso. Acho que ela estava esperando eu ser adulto para me contar tudo, então talvez eu nunca saiba. Ela era uma pessoa maravilhosa, no entanto, e boa juíza de caráter. Tenho certeza de que ela não teria se casado com ele se tivesse visto qualquer sinal de que ele um dia faria algo assim.
Rachel ainda estava explorando meu peito com toques leves dos dedos. ― Parece que fizeram muito trabalho nele.
Assenti. ― A maior parte da queimadura foi de terceiro grau e eles tiveram que fazer vários enxertos. Felizmente, eu só tinha idade para lembrar das últimas duas cirurgias. Dizem que poderiam fazer algum trabalho estético para melhorar a aparência do todo, mas até agora eu não tive um plano de saúde bom o suficiente.
A cicatriz no meu peito e estômago tinha crescido junto comigo. Agora era provavelmente cinco vezes o tamanho do ferro Hamilton Beach que a infligira.
Rachel se inclinou mais para perto. Senti sua língua molhada em mim e me encolhi involuntariamente. ― Pelo menos ele deixou um mamilo para você ― ela riu baixinho.
Fiquei quase sem chão com o fato de que ela podia ser brincalhona enquanto olhava para o meu peito horrível, mas eu estava mais do que pronto para parar de falar sobre o que meu pai tinha feito comigo.
Ela sugou meu mamilo para dentro da boca por um momento. Enquanto ela circulava a língua ao redor dele, fiquei maravilhado com a intensidade da sensação ali.
― Você está com roupa demais ― murmurou ela por fim. ― Você se importa se eu fizer as honras?
― Me importar? Eu ficaria encantado.
Rachel desabotoou meus shorts. Deslizando-os até meus joelhos, ela pôde ver mais claramente o volume na minha cueca.
― Parece que alguém está gostando disso ― disse ela. Sem mais cerimônia, ela os deslizou para baixo. ― Oh, nossa! Acho que eu vou gostar disso.
Ela pegou meu membro balançando na mão.
Levantei um joelho de cada vez e deslizei meus shorts e cuecas para fora, jogando o embrulho sobre os pés da cama para fazer uma pilha com os dela. Então finalmente completei a ação que tinha começado quando ela abaixara a parte de cima do vestido para mim. Enquanto ela passava cuidadosamente as mãos para cima e para baixo na extensão da minha ereção crescente, eu tomei os seios dela nas minhas mãos.
Eu já tinha tido ocasião de manusear os seios nus de talvez meia dúzia de mulheres na minha vida, mas os de Rachel foram uma revelação. Eram tão lisos, tão firmes. Eu achara que eles pareciam sensacionais, mas eram ainda melhores ao toque. O tom de pele dela era completamente uniforme, provavelmente por nunca ter ficado no sol de biquíni, e seus mamilos estavam duros e orgulhosos. Ela gemeu quando eu passei os polegares por eles, provocando, depois acariciando.
Era bom tocar e ser tocado, mas havia algo que eu queria ainda mais. Tomei Rachel nos braços e comecei a beijá-la de verdade. As mãos dela saíram de entre nós e ela me envolveu com os braços, agarrando-se firmemente enquanto nossas línguas duelavam. Eu estava fora de prática, mas logo recuperei a confiança.
Deleitei-me com a sensação do corpo nu dela pressionado contra o meu. Ela parecia simplesmente perfeita, e eu novamente me maravilhei de como uma ida para ver um colchão d'água usado rapidamente se transformara em isto. Era sumamente improvável, mas ainda assim muito, muito certo.
"Meu Deus, isto é tão bom", Rachel murmurou dentro da minha boca. "Nunca pensei que fosse encontrar você."
Uma declaração muito esclarecedora, mas eram exatamente esses os meus sentimentos. As mãos dela perambulavam por todas as minhas costas e ombros. Eu gemi e me senti endurecer ainda mais em resposta. Meu membro logo estava pressionando firmemente contra a virilha de Rachel.
"Parece que alguém está ficando excitado", ela murmurou, movendo os quadris de leve para que a face do meu membro se encaixasse entre seus lábios. Pude sentir a redução súbita no atrito enquanto a umidade dela me banhava. "Aqui, vire-se de costas que eu ajudo você com isso", ela murmurou.
Não foi fácil me forçar a soltá-la dos meus braços, mas eu o fiz.
Rachel me guiou para abrir as pernas, depois se ajoelhou entre elas e começou a massagear a parte interna das minhas coxas, começando perto dos joelhos. Eu meio que esperava que ela fosse direto trabalhar no meu membro, mas mesmo em meu estado de extremo tesão, eu sabia que isso seria melhor.
Infelizmente, ela estava me tocando com uma leveza excessiva. Apesar de meus melhores esforços para ficar quieto, eu me encolhi.
"Você está bem?"
"Não é culpa sua. É só que eu sou cronicamente coceguento."
Ela me lançou um sorriso malicioso. "Vou ter que guardar isso em mente, Alan, mas por agora acho que sei como contornar isso." Ela recomeçou exatamente onde tinha parado, só que usando um pouco mais de pressão. A sensação das mãos dela em mim passou de cócegas a mágica.
"Está melhor?"
"Sim. Você tem a noite toda para parar de fazer isso."
"Que bom, porque nós temos a noite toda."
As mãos de Rachel pareciam ganhar confiança com a minha garantia e ela começou lentamente a trabalhar em direção ao centro. Suas mãos eram macias e quentes e a visão inédita de uma garota tão bonita se empenhando em me dar prazer era estonteante.
Adorei a forma como ela olhava para meu corpo com desejo óbvio. Adorei seu longo e imponente pescoço, sua cintura estreita, o modo como seus seios balançavam sutilmente conforme ela se movia, e seus dedos longos e macios onde me tocavam.
Lentamente suas mãos se aproximavam cada vez mais, o prazer e a antecipação agora tão intensos que eu mal podia respirar. Rachel suspirou com seu próprio prazer enquanto envolvia minhas bolas, sondando e acariciando suavemente. "Isso é gostoso?" ela perguntou baixinho, fitando meus olhos. "Gosto de brincar com eles."
"É maravilhoso, Rachel," eu murmurei.
Suas atenções ao meu saco pareciam uma medida igual de exploração clínica e massagem amorosa, mas tudo era bom. Eu estava mais do que disposto a esperar até que ela passasse para a área mais erógena logo acima, mas não precisei esperar muito.
Ainda envolvendo minhas bolas com uma das mãos, Rachel estendeu a outra e suavemente girou uma grande e escorregadia gota de pré-sêmen ao redor da cabeça do meu pau. A sensação foi tão intensa que... Oh não, já não! "Ãh, Rachel? Eu vou..."
"Agora?"
Eu assenti com urgência e constrangimento. Ela mal tinha tocado em mim ali, mas, como um completo novato, eu estava prestes a gozar em cima da cama dela! Comecei a abaixar a mão, pensando que poderia direcionar para meu estômago e não fazer tanta sujeira. Em vez disso, e para meu total espanto, Rachel me agarrou com as duas mãos e envolveu a cabeça com a boca assim que eu explodi.
Eu gemi enquanto jorrava jorro após jorro em sua boca. Seus olhos se arregalaram e percebi que aquela poderia ser uma primeira vez para ela. Corajosamente, porém, ela aguentou firme.
Eu não estava ansioso para ter que me explicar, mas a sensação de sua boca em mim era tão incrível que tentei apenas viver o momento. Acariciei a pele macia e lisa de seus ombros enquanto minha emissão diminuía.
Por fim, terminei e Rachel se sentou. Com um pequeno movimento de cabeça para o lado, ela engoliu.
"Rachel, eu sinto muito, muito mesmo," eu disse, envergonhado. "Eu realmente queria durar muito mais do que isso."
Assim como na última vez que eu tentara me desculpar com ela, em vez disso ela se esticou sobre mim e me beijou. Mesmo em meu estado pós-coito, respondi com vigor.
Todos os pensamentos de desculpas foram deixados de lado agora e comecei a passar minhas mãos por cada parte do corpo dela que estivesse ao meu alcance. Novamente me maravilhei com a maciez flexível de sua pele. Suas nádegas eram firmes, duras e bem torneadas, suas costas bem musculosas, mas enfaticamente femininas. Como podia ser possível que eu estivesse ali com uma mulher como aquela?
Rachel alcançou atrás de si e soltou seu cabelo. Ele caiu num lustroso cortina ao nosso redor, criando um espaço escuro e aconchegante para nossa fome cada vez maior.
Senti Rachel começar a se esfregar contra mim, querendo mais agora. Eu sabia que não demoraria até eu estar pronto de novo, mas ainda não estava lá, então, envolvendo um braço em torno de sua cintura incrivelmente fina, eu nos rolei sem nunca interromper o beijo. Ela abriu as pernas e voltou a se esfregar em mim. Ela precisava de mais, e eu sabia exatamente o que faria por ela.
Me afastei dos lábios dela e beijei lentamente ao longo da fina linha de sua mandíbula, subindo em direção à sua orelha. Ela ainda tentava mover os quadris contra mim, então eu levantei os meus para fora do alcance dela. Ela gemeu com a perda e com sua necessidade, mas eu disse a mim mesmo que não era realmente necessidade, e sim uma vontade extrema. Ela teria o que precisava, em abundância, mas teria que ser paciente.
Mordisquei seu lóbulo por um instante e ela desistiu de tentar se esfregar em mim, em vez disso abaixando a mão para se tocar. Eu gentilmente peguei seu pulso e coloquei seu braço de volta ao lado do corpo.
"Paciência," sussurrei em seu ouvido. "Apenas confie em mim." Para meu deleite, ela gemeu mas fez o que eu pedi.
Eu me ergui sobre mãos e joelhos, de modo que minha boca era o único contato físico entre nós. Depois comecei a beijar e mordiscar lentamente descendo pela lateral de seu pescoço, e então até a cavidade finamente esculpida na base de sua garganta. Ela estava em silêncio agora, mas eu podia sentir que todo o seu ser estava focado na sensação de meus lábios e língua nela, exatamente como eu pretendia.
Beijei ao longo de sua clavícula delicada e então pela sua lateral, mal contornando a parte externa de seu seio, depois beijei ao longo da borda bem definida onde a parte de baixo encontrava seu peito. Quando comecei a circular entre eles, pude perceber que Rachel imaginou que eu fosse espiralar lentamente para dentro, então, em vez disso, a surpreendi sugando seu mamilo diretamente em minha boca e mordendo suavemente.
Rachel arfou e suas mãos voaram de seu lado para embalar minha cabeça, esmagando meu rosto contra ela. Tomei o máximo dela que pude em minha boca e suguei com força. Ela começou a tremer, e percebi que, incrivelmente (e para não pequeno orgulho meu), Rachel estava tendo um leve orgasmo, apenas por causa da minha sucção.
Continuei até que ela parecesse ter se recuperado um pouco, depois fiz o mesmo com o outro seio. Desta vez, Rachel manteve o controle, até colocando as mãos de volta ao lado do corpo, mas senti que ela agora estava bem pronta para que eu rumasse para o sul, para climas mais quentes e úmidos. Comecei a fazer exatamente isso, mas no meu próprio ritmo.
Nessa viagem, fui direto pelo meio, sobre pele incrivelmente lisa e macia e a mancha áspera e raivosa até encontrar sua floresta escura novamente. Desta vez, contornei sua marca de nascença e passei pela frente de seu quadril, pausando no meu lugar favorito em todo o corpo feminino, aquele lugar perfeito bem em cima do osso do quadril. O de Rachel não era ossudo nem pronunciado, apenas sutil e deliciosamente definido, e eu o adorei em seu glorioso altar por um momento antes de descer por sua coxa.
Ela gemeu e se remexeu de frustração enquanto eu passava por seu centro e quase até seu joelho, mas depois fui para a parte interna e comecei a subir de volta. Eu podia ver e cheirar sua excitação enquanto beijava pela parte interna de sua coxa, e ela respondeu abrindo as pernas quase obscenamente abertas conforme eu me aproximava.
O lábio liso de Rachel estava inchado e quase tão vermelho quanto o áspero, e eu os tratei igualmente, virando a cabeça e tocando ambos com os lábios alternadamente. Sua respiração estava ofegante agora enquanto sua antecipação crescia, mas depois de ter sido tão propositalmente deliberado, eu não ia apressar as coisas agora. Suas mãos finalmente voaram de seus lados e apenas roçaram meu cabelo, mas então ela se conteve e as colocou de volta. Fiquei tão orgulhoso dela.
Pouco a pouco, trabalhei meus lábios e depois minha língua um pouco mais fundo enquanto ia e vinha lentamente sobre ela como uma gaita. Minha língua novamente provou sua doce umidade quando penetrei seus lábios internos. Rachel gemeu uma mistura de paixão e frustração.
Ela não era a única sofrendo, porém. Minha ereção estava de volta e quase dolorosamente dura. Meus instintos mais básicos gritavam para que eu simplesmente subisse ali e entrasse no programa, mas eu sabia que, a longo prazo, isso seria melhor para nós dois.
Comecei a massagear a parte interna de suas coxas com minhas mãos, gradualmente movendo-as para dentro, em direção ao centro. Rachel estava ofegante agora, tão perto, mas ainda não lá, desesperada pelo que tão urgentemente queria e precisava. Eu estava quase pronto para fazer aquilo, mas primeiro usei meus dedos para manter seus lábios abertos para mim e mergulhei minha língua o mais fundo que pude em suas doces profundezas. Ela gritou enquanto eu entrava.
Rachel era um contraste maravilhoso em sensação e sabor. Seu néctar tinha gosto de ambrosia e sua carne manchada era áspera contra meus lábios. Seus quadris empurravam e suas pernas se contorciam sem rumo enquanto eu a explorava.
Não adiantava mais torturá-la, então me movi apenas um pouco para o norte e tomei seu clitóris inchado, e felizmente não afetado, em minha boca e comecei a trabalhá-lo forte com minha língua. Deslizei um dedo em seu centro lubrificado, sentindo o quão incrivelmente molhada e apertada ela estava, e comecei a movê-lo para dentro e para fora.
Rachel explodiu em uma fúria de som e movimento. "AI, MEU DEUS!" ela gritou enquanto gozava, numa voz que provavelmente foi ouvida no estacionamento pela janela aberta. Segurei seus quadris em convulsão com meu braço livre enquanto a masturbava furiosamente, sugando forte seu clitóris e não a deixando escapar enquanto ela tinha o clímax.
Meus esforços, e a paciência dela, valeram a pena enquanto onda após onda de êxtase orgástico a percorria. Era para isso que tinha servido toda essa preparação, e funcionara exatamente como eu esperara. Eu nunca vira uma mulher gozar com tamanho abandono e foi uma sensação absolutamente gloriosa saber que eu fizera isso por ela, mas agora eu ia colher alguns dos dividendos eu mesmo.
No auge do que eu imaginava ser o último clímax que seu corpo poderia aguentar, removi minha boca dela e me posicionei. Segurei meu membro e o esfreguei em seus lábios encharcados para lubrificação, então comecei a me empurrar para frente. Dei um bom impulso e tinha acabado de enfiar a cabeça em sua abertura celestial quando senti as mãos dela agarrando meus quadris e me impedindo de ir mais longe.
"Espera," ela conseguiu arfar, ainda sob o domínio do orgasmo.
Parei e me retirei imediatamente, agora preocupado por ter feito algo errado. "Você está bem?"
Ela assentiu, então me puxou para baixo ao seu lado.
Eu sabia que ela ainda precisava de contato físico nesse ponto, então me apertei firmemente contra ela, envolvendo sua virilha com minha mão e massageando-a gentilmente, descendo-a lenta e suavemente. Seus lábios encontraram os meus e nos beijamos profundamente até que seu corpo finalmente eliminasse o suficiente da sobrecarga de endorfina para permitir que ela relaxasse em meus braços. Ela parecia muito contente enquanto nossos beijos diminuíam.
"Ah," ela finalmente murmurou, deitando-se de volta no travesseiro. "Obrigada, Alan. Isso foi incrível."
Eu não estava tão relaxado, porém, ainda imaginando o que tinha acontecido quando eu tentara penetrá-la. De repente, me ocorreu por que ela me detivera.
"Sinto muito por ter apressado as coisas, Rachel. Nem sequer falamos sobre contraceptivos, falamos?"
Rachel me deu um sorriso, o que achei muito reconfortante.
"Não tomo pílula, se é isso que você está pensando, mas estou numa parte não fértil do meu ciclo."
Eu já lera sobre controle de natalidade natural em algum momento e aprendera que podia ser tão eficaz — embora nem sempre tão espontâneo — quanto a pílula se usado corretamente. Rachel era obviamente uma garota muito inteligente, então eu estava disposto a confiar que não tínhamos preocupações ali.
"Eu deveria usar camisinha? Quero dizer, com todas as doenças por aí, você deve estar preocupada que..."
Ela balançou a cabeça. "Já que nenhum de nós foi ativo em anos, não estou particularmente preocupada com isso."
Ela rolou para o lado, de frente para mim, e tomou meu membro em sua mão. "Sinto muito se fiz você pensar que estava fazendo algo errado, Alan. Você estava lendo corretamente os sinais que diziam que eu queria. E eu realmente quero..."
"Mas?"
"Alan, a questão é o seu tamanho. Uma garota não simplesmente engole uma vara como a sua sem alguma adaptação, especialmente se ainda for virgem."
Eu quase arfei. "Você é virgem?"
Ela me dissera que nenhum dos rapazes da faculdade a aceitara, mas de algum modo eu imaginara que em algum momento devia ter acontecido. Como uma mulher de vinte e um anos que era de cair o queixo de linda como essa podia ser virgem?
"Uau, essa é sua primeira vez?" perguntei, meio que me repetindo. Ela me deu um sorriso paciente e assentiu. "Você realmente quer fazer isso, Rachel? Quer dizer, não precisamos se você—"
Pela terceira vez, ela interrompeu meu balbucio com um beijo. "Alan, não vou sair desta cama virgem se você me quiser. Só temos que ir devagar e ter cuidado."
Se eu a quisesse? Dã! Mas... "Adoro a ideia, mas, uh, você disse algo sobre o meu tamanho?" Não soara nada depreciativo, mas nós homens tendemos a ser sensíveis quanto a esse tipo de coisa.
Ela assentiu. "Esse algo é o fato de que o seu está entre os maiores que já vi."
Eu não sabia dizer se ela estava falando sério ou apenas tentando massagear meu ego masculino. Sempre imaginei que eu fosse relativamente normal nesse departamento. Mas, pensando bem, devido à minha vergonha sobre minha cicatriz, eu evitava vestiários a todo custo e não tinha essa referência. Vira alguns filmes pornô em Super 8 e VHS na faculdade, mas achava que não era realmente tão maior do que a maioria daqueles caras.
"Bem, Rachel, visto que sua amostra é tão pequena, isso realmente não significa muito."
Seu rubor voltou com força total e ficou flagrantemente óbvio para mim que havia muito mais naquilo do que aparentava.
"Rachel, quantos paus você já viu?"
Ela franziu os lábios e balançou a cabeça. Obviamente não queria entrar nesse assunto, mas eu estava morrendo de curiosidade.
"Vamos, Rachel. Você é virgem, mas parece achar que é algum tipo de autoridade no assunto. Qual é o número?"
Finalmente ela soltou o ar, cedendo. "Ai, Deus, isso é constrangedor," ela disse num sussurro. "Duzentos e setenta e três."
"Ao vivo? Pessoalmente?"
Ela assentiu, envergonhada.
"E você sabe o número exato?"
"Eu anotava no meu diário."
"Hum, estou meio confuso aqui."
"Não é o que você está pensando, Alan."
"O quê, você trabalhava no consultório de um urologista?"
— Não, eles estavam todos aqui, no meu apartamento. É que minha colega de quarto era meio... Quer dizer, ela gostava de... Ah, droga, eu amo a Michelle e ela é uma grande amiga, mas ela é uma completa vagabunda. Ela trazia um cara novo aqui a cada dois dias e o maior fetiche dela era me fazer assistir. Não participar, veja bem, só assistir.
— Caralho, isso é pervertido. Você gostava? — tentei manter um tom sem julgamento.
O constrangimento dela era óbvio, mas ela assumiu com determinação. — Ei, garotas também ficam com tesão, e era o único jogo disponível para mim. Depois que ela me convenceu nas primeiras vezes, eu realmente passei a curtir os shows dela.
— Os caras não se incomodavam, com você sentada ali, assistindo e julgando cada movimento deles?
— Nem um pouco, porque eles nunca souberam.
— Hã?
— É que nossos quartos dividem um banheiro. Quando ela trazia um cara para casa, ficava se agarrando com ele no sofá por um tempo antes de levar para o quarto. Isso me dava tempo de entrar no banheiro escuro e deixar a porta entreaberta. Com a luz acesa no quarto da Michelle, ele não conseguia me ver assistindo.
Tive que ser honesto. — Rachel, você me acharia um pervertido se eu dissesse que a imagem mental de você assistindo sua colega de quarto transando me excita?
— Sim — ela disse —, eu te acharia um pervertido. — Então, com um sorriso: — Mas eu sou uma pervertida ainda maior. Enquanto eles transavam, eu me masturbava feito louca.
Falando em imagem, e eu estava emocionado por ela estar confortável o suficiente comigo para admitir isso. — Sabe, Rachel, pensar em você se tocando também me excita muito.
— Tarado. Mas o que você acabou de fazer por mim foi dez vezes melhor do que aquilo.
— Eu também gostei bastante.
Ela suspirou. — Enfim, é assim que eu sei que você é muito mais bem-dotado do que o cara médio. Eu imaginaria que, em algum momento, pelo menos uma das suas namoradas teria mencionado isso para você.
Fiz uma pausa e então decidi que, já que estávamos sendo honestos ali, era melhor contar a verdade nua e crua. — Eu não tive namoradas — consegui dizer.
— Mas com certeza você já...
Balancei a cabeça.
Os olhos dela se arregalaram. — Alan, você também é virgem?
Engoli em seco! — Claro que não, perdi o cabaço há muito tempo.
Ela me lançou um olhar incrédulo. — Há quanto tempo, exatamente?
— Uns quatro minutos. — Eu não tinha certeza de quanta penetração era necessária para perder a virgindade, mas por aquele glorioso e brilhante momento, eu estive pelo menos um pouquinho dentro da garota mais linda do mundo.
Rachel se apoiou no cotovelo e, agora com um olhar mais sério, passou a mão de maneira significativa sobre sua marca de nascença, depois de leve sobre minha cicatriz. Ela me olhou e franziu os lábios. — Essas coisas realmente nos atrasaram, hein?
Assenti. A presença tranquilizadora de Rachel parecia ter um jeito de mudar minha perspectiva, então contei como tinha sido. — Depois de ser rejeitado nas primeiras vezes quando garotas do colégio me viam sem camisa, eu meio que me fechei. Acho que meu medo de rejeição se juntou à minha timidez natural. Achei mais fácil evitar situações em que teria que encarar esse tipo de rejeição de novo.
Rachel ficou sem expressão por um tempo, mas então assentiu. — Isso é incrivelmente parecido com o que aconteceu comigo. É muito mais fácil jogar o jogo de 'muito ocupada' ou 'difícil' do que encarar outro olhar de repulsa.
— Entender a reação deles não torna as coisas mais fáceis — eu disse. — A rejeição dói.
Rachel me beijou. — É, mas você não me rejeitou.
— E você não hesitou em me tocar, nem por um segundo. Isso significa mais para mim do que você jamais saberá.
— Ah, eu sei muito bem — ela disse, me arrancando um aceno lento —, mas tem uma outra coisa que eu adoraria saber. — Ela estava me dando aquele sorriso malicioso de novo.
— O quê?
— Como um cara que ainda é virgem sabia exatamente como me fazer gozar daquele jeito? Quer dizer, eu vi centenas de caras fazendo sexo oral na Michelle, mas nenhum conseguia fazer a mágica que você fez. Juro que quase tive um treco com o que você fez comigo.
— Hum, essa é uma pergunta do tipo 'como você pode ter visto tantos paus se os caras saem correndo e gritando', não é?
— Exatamente.
— Minha história pode ser ainda mais constrangedora que a sua.
— Então eu definitivamente preciso ouvi-la. — Rachel deitou sua bochecha macia e perfeita sobre meu peito mutilado. Acariciei suas costas e passei os dedos por seu cabelo longo e espesso.
Respirei fundo. Nunca tinha contado a ninguém antes, e essa história ainda podia me machucar. A parte involuntariamente ofendida morava a menos de trinta minutos de carro dali, nos subúrbios de Denver.
— Quando eu estava no último ano do colégio — comecei —, tinha uma mulher que morava ao lado da minha família adotiva. Ela tinha uns trinta e cinco anos, mas ainda era razoavelmente atraente para um garoto solitário de mal dezoito. O marido dela era caminhoneiro de longa distância e vivia fora por semanas a fio. Ela me convenceu a ir lá uma vez e me seduziu. Ela não permitia penetração porque considerava isso traição, mas me ensinou a fazer todo o resto que ela gostava.
— Durante todo aquele ano letivo, eu ia lá escondido quase todo dia quando ele estava fora. Ela era massoterapeuta de profissão e me ensinou isso também. Ela gostava de sair no deck privado e me fazer despí-la, lambuzá-la de óleo e fazer massagens de uma hora no sol, depois levá-la para dentro e fazer amor com ela usando as mãos e a boca até ela ficar completamente exausta. E ela tinha uma resistência séria.
O rosto de Rachel tinha uma expressão intensa enquanto preparava sua resposta. Eu esperava que ela gritasse comigo que o que eu fizera era nojento e que nunca mais queria ouvir falar nisso. Em vez disso, ela falou num sussurro esperançoso. — Você é bom em massagem?
Dei de ombros. — Já me disseram que sim, mas faz quatro anos e estou sem prática.
Ela não precisou pedir. Eu vi em seus olhos. — Aqui — eu disse —, vire de bruços.
Ela virou e eu montei sobre seus quadris. — Nunca fiz massagem — ela disse.
— Então acho que não preciso me preocupar em ser julgado pelos detalhes mais finos da minha técnica.
Não tínhamos lubrificante, então usei apenas uma pressão suave com os polegares, dedos e palmas na nuca, ombros e parte superior das costas. Eu sabia por experiência exatamente onde e como manipular as fibras musculares dela para obter os melhores resultados. Rachel não precisou dizer uma palavra. Seu corpo relaxando rapidamente me dizia tudo o que eu precisava saber. Continuei meu relato enquanto trabalhava.
— A Nora dizia que o marido só gostava de boquete e penetração direta, então eu me tornei a fonte principal dela para todo o resto. Ela não tinha vergonha nenhuma de me dizer seus movimentos, ritmo, pressões e locais preferidos. Tudo. Ela era sexualmente calejada e me admitiu que passou a maior parte dos seus vinte anos como acompanhante de luxo, mas eu cheguei a um ponto em que conseguia fazê-la gritar toda vez.
— Você com certeza me fez gritar — murmurou Rachel —, e você é o diabo encarnado com essas mãos. Talvez eu tenha que procurá-la para agradecer por essa massagem.
Dei uma risada. — Tenho certeza de que ela ficaria emocionada, mas acho que estou gostando disso pelo menos tanto quanto você.
— Ah, duvido — ela suspirou, mas eu não tinha dúvidas. O corpo dela era a própria definição de primor. Desci pelas suas costas, desfazendo nós que ela nem sabia que tinha. Depois fiz uma massagem profunda nos músculos bem torneados da parte superior de suas nádegas, sendo gentil, mas firme. Rachel quase ronronou.
— O marido da Nora tinha um metro e oitenta e oito, cento e treze quilos, e tinha estado nas Forças Especiais — eu disse. — Quase fui pego algumas vezes quando ele chegava em casa de surpresa. Ainda tenho pesadelos da vez em que não o ouvimos até ele chegar no topo da escada.
— Agora essa parece uma história divertida. Conte, por favor.
— Hum, Rachel, não sei o quanto você quer ouvir disso. A Nora nos fazia fazer umas coisas bem estranhas.
— Melhor ainda. Quero saber se ela era tão pervertida quanto a Michelle.
— Bem, ok então. Estávamos perto do fim de uma sessão maratona de sábado. Eu tinha feito uma longa massagem nela no deck, depois a tinha feito gozar umas cinco vezes separadas em quatro cômodos diferentes. Usei de tudo, da língua e dedos a um pepino na cozinha e um frasco de xampu no banheiro. Ela estava a fim de ser surrada naquele dia e quanto mais bruto, melhor. Finalmente ela estava quase morta de exaustão sexual. Ela me disse que eu tinha reduzido as partes íntimas dela a mingau de aveia, mas ela ainda estava gostando de me ver nos masturbar ao mesmo tempo na cama dela. Eu estava com muito cuidado deslizando um vibrador para dentro e para fora dela enquanto me masturbava. Ela sempre adorava quando eu gozava nela.
— Isso é uma imagem mental e tanto.
— Você não tem ideia. Dessa vez, ela chegou lá um pouco antes de mim e estava no meio de um orgasmo quando o marido chamou o nome dela enquanto vinha pelo corredor.
— Ah, merda! O que você fez?
A essa altura, eu já tinha descido além do traseiro lindo e liso de Rachel. Apenas com meu toque suave como guia, ela abriu as coxas e eu me ajoelhei entre elas, massageando cada uma por vez. Eu estava propositalmente evitando suas partes íntimas nesse ponto, tentando manter a massagem o mais não sexual possível. Pelo menos tão não sexual quanto podia ser com meu soldado em rígida atenção.
— Bem, eu deixei o vibrador zumbindo dentro dela, fui para o outro lado da cama e me joguei embaixo por puro instinto. De um alarme falso algumas semanas antes, eu sabia que havia espaço suficiente para eu caber lá, deitado de bruços. Felizmente, minhas calças e sapatos estavam no quarto de hóspedes, onde era improvável que ele fosse. Por outro lado, ele chegou exatamente naquele momento em que eu já tinha ido tão longe que não conseguia mais parar de gozar.
— E aí? — Rachel estava absorta.
— Bem, a Nora se viu numa baita enrascada. Ela teria que fingir que estava fantasiando com ele. Tinha que convencê-lo de que ela mesma tinha amarrado os tornozelos firmemente nos pés da cama, se coberto de óleo de massagem com cheiro de manga e começado a se masturbar com um vibrador grosso de vinte e cinco centímetros. Eu não esperava que ele engolisse essa por um segundo.
Eu tinha chegado às panturrilhas de Rachel. Sua aparência lisa e torneada me enganara. Havia músculos sérios ali. — Você deve ser corredora — eu disse, trabalhando com a pressão adequada para seu desenvolvimento avançado.
— Não sou maratonista, mas fiz uma corrida de 10 km abaixo de 40 minutos neste verão — ela disse com orgulho.
— Uau, isso é rápido — eu disse com admiração genuína. Meu recorde pessoal era pouco mais de 38 minutos.
Fiz Rachel virar de costas e, começando de novo pelo topo, dei a ela o tratamento de primeira linha, quebrando a etiqueta adequada de massagem por um minuto apenas para render a devida homenagem àqueles seios incríveis. Ela não pareceu se importar nem um pouco, mas quando retomei minha jornada para baixo, ela não conseguiu mais conter sua curiosidade.
— Vamos, Alan. Estou morrendo de curiosidade. O que aconteceu depois?
— Bem, eu não achava que tínhamos a menor chance quando o Earl entrou. Debaixo da cama, eu podia ver as pernas dele enquanto ele simplesmente ficava parado na porta. Aposto que o queixo dele caiu até os joelhos. Enquanto isso, eu estava tremendo de medo, mas gozando no carpete.
Rachel teve que dar uma risadinha com essa. — Eca!
— É, foi nojento, e eu não achei que ele engoliria a explicação dela, mas ela nunca precisou dizer uma palavra. Quando ele a viu daquele jeito, as calças dele caíram até as botas. O Earl já devia estar pensando no que ia fazer com ela quando encostou o caminhão, porque a cama começou a balançar uns cinco segundos depois.
— Fiquei lá embaixo, deitado imóvel na minha poça de porra, enquanto eles continuaram por horas, exatamente como ela dizia que sempre faziam quando ele voltava de uma viagem longa. Foi uma merda ter que ouvi-lo fazer com ela o que eu era obcecado, mas eu tirava um barato do fato de que ele a comeu com força quatro vezes naquela noite depois que eu já a tinha deixado dolorida demais para andar. Mas ela foi uma guerreira, e deve ter fingido uma dúzia de orgasmos.
— Ai, meu Deus — Rachel disse, cobrindo a virilha com a mão em simpatia tardia (e parecendo muito atraente ao fazê-lo). — Só de ouvir já sinto dor, mas, na minha opinião, ela mereceu.
— É, ela estava quase sangrando quando ele terminou com ela. Pior, pelo menos para mim, ela não conseguia inventar uma razão plausível para fazê-lo sair do quarto depois que finalmente terminaram, e ela tinha me dito que ele ainda dormia com um olho aberto desde seu tempo no Vietnã. Tive que esperar ele estar no banho na manhã seguinte para conseguir fugir. Não pude me permitir dormir naquela noite porque ronco de vez em quando. Quando cheguei em casa, meus pais adotivos me deram a maior bronca porque não consegui explicar onde tinha estado.
Terminei a massagem de Rachel com manipulações firmes nos pés e dedos dos pés, depois deitei de costas ao lado dela, pegando sua mão na minha. Nossos dedos se entrelaçaram perfeitamente logo de primeira. Ela começou a passar o polegar de leve sobre o meu, mas logo se lembrou antes mesmo de eu estremecer e pressionou um pouco mais forte. Isso foi muito melhor.
— Então o que você ganhou com o acordo? — ela perguntou.
— Ela geralmente me fazia uma punheta rápida no final, mas eu sempre tinha que manter a camisa. A visão da minha cicatriz a enojava.
— Acho que você estava sendo usado.
— É, eu era o brinquedinho dela, com certeza, mas era mais ação do que eu conseguia em qualquer outro lugar. E não era só ela também.
— Hã?
— É, depois que ela me treinou, de vez em quando ela chamava umas amigas para vir aqui, dizendo que eu era um massagista profissional que ela tinha contratado. As coisas sempre 'saíam do controle' e elas acabavam nuas, recebendo minhas melhores massagens sexuais. Eu ganhei várias punhetas no processo, mas era sempre em grupo e a Nora não deixava passar disso.
— Já que você era 'profissional', você recebia pagamento?
— Não, mas eu considerava uma troca justa na época. Eu podia passar as mãos por um monte de mulheres nuas e aprendendo no processo como mulheres diferentes respondem a técnicas diferentes. Eu estava no céu. Além disso, quantos garotos adolescentes são masturbados por uma mulher que costumava cobrar 1500 dólares por noite por seus serviços?
— Ok, acho que não é um trabalho ruim para um cara do colégio — ela concedeu.
— Mas eu não estou mais no colégio. Prefiro estar aqui, só segurando sua mão, do que ter a Nora me fornecendo os serviços especiais que ela reservava para seus melhores clientes.
Rachel me fez o elogio de não rir disso. — Acho que também não há outro lugar onde eu preferiria estar — ela disse com uma voz calma e sincera.
Nenhum de nós teve vontade de fazer nada por um tempo. Era bom simplesmente estarmos ali juntos em sua cama incrivelmente confortável. O sol já tinha se posto e a única iluminação no quarto vinha de um poste de luz do lado de fora da janela. A chuva tinha recomeçado, mas o calor do colchão nos mantinha aquecidos.
— Então para onde vamos a partir daqui, Rachel? — finalmente perguntei.
— Para qualquer lugar que você quiser, até onde me diz respeito. Uma massagem como a que você acabou de me fazer te dá muito crédito.
— Hum, vou ter que me lembrar disso, mas falando sério, isso tudo foi tão repentino. Sempre imaginei que minha primeira vez seria com alguém que eu conhecesse muito bem.
— Eu também, mas por outro lado, sinto que estou mais em sintonia com você do que com qualquer cara que já conheci, só por ter passado as últimas duas horas com você. — Ela deu um aperto suave na minha mão, que retribuí rapidamente.
— Sinto exatamente o mesmo. Estar com você é quase infinitamente excitante, mas também muito relaxante.
— Relaxante sim, mas com um toque de tensão sexual subjacente. Estou deitada com um homem pela primeira vez, afinal, e ainda sou virgem.
— Acho que poderíamos resolver essa pequena questão, mas vamos pensar nisso por um minuto. Acho que não devemos ser muito precipitados — eu disse, totalmente sério.
Já fui acusado de ter um senso de humor um pouco sutil demais. Isso já me meteu em encrenca uma ou duas vezes, mas não estava enganando a Rachel nem por um segundo. Sua resposta foi rolar por cima de mim e começar a esfregar seus lábios inferiores ainda encharcados para cima e para baixo no meu membro agora parcialmente desinflado. Ele voltou à tumescência total quase instantaneamente.
— Eu totalmente concordo com você, Alan. Acho que não devemos apressar nada. — A voz dela soava séria sobre esperar, mas suas ações diziam enfaticamente o contrário. Qualquer capacidade ou desejo de brincar sobre esperar evaporou no éter. Só havia uma coisa que eu queria.
— Rachel, você quer fazer amor comigo?
A resposta dela foi me beijar com força. Sua necessidade era urgente e profunda, e eu enfiei minha língua em sua boca enquanto éramos novamente envolvidos pela cortina de seus cabelos. Ela abaixou a mão e segurou meu membro latejante, me levando até sua entrada. Egoisticamente, fiquei feliz por ela não me torturar com expectativa como eu havia feito com ela.
— Tudo bem assim? — ela murmurou.
Só consegui assentir, de repente incapaz de inventar qualquer tirada espirituosa. Eu estava quase dominado pela expectativa do que estávamos prestes a fazer.
Rachel começou a descer sobre mim, mas era tão incrivelmente apertada que não entrei de imediato. Ela fez mais pressão, mas ainda assim eu permaneci teimosamente do lado de fora. Percebi que, na minha ansiedade anterior, não tinha consciência da força que usei. Não era à toa que ela quis uma pausa. Agora eu estava perfeitamente disposto a deixá-la guiar o caminho.
Por fim, senti a cabeça do meu membro viril se espremer para dentro dela. Ela gemeu.
— Você está bem? — perguntei. — Não quero te machucar.
— É um estiramento, mas um tipo de estiramento realmente maravilhoso. Tenha paciência que eu prometo que a gente chega lá. — Eu me ocupei lambendo e chupando seus mamilos maravilhosos e massageando suas nádegas deliciosas. Apesar da intensidade do que acontecia dentro dela, ela arrulhava de prazer.
Pouco a pouco, fui sugado para suas profundezas mornas e escorregadias. Fiquei feliz por já ter gozado uma vez, porque senão jamais teria conseguido entrar nela assim sem perder o controle. Finalmente, senti seus pelos pubianos pressionarem os meus. Eu estava completamente embainhado dentro dela.
— Ai, meu Deus — murmurou Rachel. — Nós nos encaixamos perfeitamente. Eu jamais teria sonhado que poderia receber você todo dentro de mim, ou que minha primeira vez seria com um homem tão maravilhoso quanto você. — Havia lágrimas nos olhos dela, então eu a puxei para mim e beijei seu sal. Instintivamente, e quase imperceptivelmente, ela começou a mover os quadris no ritmo ancestral.
— Acho que não somos mais virgens — ela sussurrou para mim.
— Virgindade era superestimada — sussurrei de volta. Eu estava impressionado por ainda conseguir juntar uma frase coerente nessas circunstâncias. Todo rapaz tenta imaginar como vai ser entrar numa mulher pela primeira vez, mas nenhuma das minhas fantasias poderia fazer justiça ao que eu estava sentindo agora.
Rachel sentou-se ereta sobre mim e se ergueu até eu mal estar dentro dela, então deslizou lentamente de volta enquanto eu testemunhava o milagre do meu corpo se movendo profundamente no dela. Então ela fez de novo e, gloriosamente, de novo e de novo.
Comecei a impulsionar para cima experimentalmente quando ela descia. — Mmm — ela murmurou, aprovando. Gradualmente, nosso ritmo aumentou e nossos corpos se sincronizaram, movendo-se em perfeita harmonia a cada estocada. Comecei a massagear suavemente seu clitóris inchado com a polpa do polegar e fui recompensado por sua reação positiva. — Ah, é, assim mesmo! — ela gemeu.
Eu estava no paraíso agora. Embora não tivesse desistido completamente da ideia de um dia ser íntimo com uma mulher, jamais em meus sonhos mais loucos teria imaginado fazer amor com alguém como Rachel. Era quase mais do que meu coração e minha mente conseguiam abarcar.
Mesmo envolvido como estava, pulei um pouco quando outro clarão brilhante de luz irrompeu no quarto lá de fora. A imagem persistente do corpo nu glorioso de Rachel, recortado na janela, pareceu queimar em minhas retinas, mas a tempestade não pareceu incomodá-la desta vez.
A intensidade do vento aumentara para níveis quase de vendaval. O ar carregado de umidade corria pelo quarto e pelo corredor enquanto as cortinas do quarto de Rachel batiam descontroladamente. Em circunstâncias normais, eu teria pulado para fechar as janelas e conter a tempestade, mas agora parecia apenas destino que o tumulto da natureza acompanhasse nosso amor.
De repente, o som da chuva no telhado tornou-se quase ensurdecedor quando virou granizo. Trovões estrondosos sacudiram o prédio enquanto relâmpagos brilhavam. Em meio a tudo, Rachel parecia alheia a qualquer coisa além do amor que estávamos fazendo.
A essa altura, eu estava metendo forte para cima, e Rachel estava descendo com força em retorno. Eu podia sentir nossa transpiração enquanto suas coxas ficavam escorregadias contra meus quadris. Por experiência, reconheci os sinais de seu clímax se aproximando. Logo, ela chegou lá.
Rachel pressionou-se contra mim enquanto eu esfregava meus quadris contra os dela, ainda enterrado até o talo. Dessa vez, ela ficou quase em silêncio, mas outro relâmpago mostrou seus olhos firmemente fechados enquanto seu rosto usava a máscara do êxtase. Fiquei mais orgulhoso naquele momento do que jamais estive na vida por poder dar a essa mulher incrível tanto prazer.
Por fim, Rachel desabou sobre meu peito. Massageei suavemente suas costas enquanto ela retornava à Terra.
— Foi bom para você? — ela finalmente conseguiu dizer, seu sussurro quase inaudível sobre a batida no telhado.
Nem cogitei uma resposta sarcástica. — Foi a coisa mais incrível que já experimentei — eu disse honestamente.
— Você gozou?
— Não, mas tudo bem — eu disse. Aquilo tinha sido tão incrível, mesmo sem ejacular, que poderia ser considerado o ponto alto da minha vida.
— Pode apostar que está tudo bem — ela disse —, porque eu quero você por cima agora.
Tomando isso como deixa, rolei a gente de novo, minha ereção ainda dura como pedra permanecendo quente e segura dentro dela. Comecei a meter um pouco enquanto seus tornozelos se enrolavam na parte de trás das minhas coxas. O movimento era desconhecido, mas instintivo.
— Assim? — perguntei.
— É, assim. Só mais disso.
Comecei a meter mais forte e rápido, ganhando confiança a cada investida.
— Ah, é, isso aí — ela disse.
Logo nosso ritmo superou até o que tínhamos feito antes. Fiquei apoiado nos cotovelos para não jogar meu peso sobre ela. Mesmo na escuridão, eu podia dizer que seu próximo orgasmo não demoraria. Seus longos cabelos estavam espalhados sobre o travesseiro, e ela começou a gemer no ritmo das minhas estocadas.
Eu sentia que não ia durar muito nesse ritmo e não queria gozar sozinho. Experimentalmente, mudei o ângulo da minha entrada nela e esfreguei meus pelos pubianos contra os dela a cada estocada, esperando dar a ela o máximo de estímulo. Parecia ser exatamente o que ela precisava, porque ela arqueou as costas e gritou em clímax.
Automaticamente, diminuí o ritmo.
— Não — ela arfou. — Continua! Mais! Mais!
Obedeci feliz, e enquanto o clímax dela aumentava, ela começou a encontrar minhas estocadas balançando os quadris para frente e para trás. Isso foi finalmente demais para mim, e mergulhei abruptamente na ladeira da inevitabilidade.
— Vou gozar — gemi.
Então Rachel me surpreendeu ao estender a mão para trás e roçar levemente o dedo sobre meu ânus, sobrecarregando completamente meu já tensionado autocontrole.
O prazer proibido elevou o pico das minhas sensações à estratosfera enquanto eu chegava ao clímax. Jato após jato da minha essência desceu pelo meu pau e espirrou na parte mais profunda do ser dela enquanto nós dois tremíamos com a liberação. Nossos lábios se encontraram e nos beijamos profunda e freneticamente enquanto a sobrecarga sensorial nos tomava. Eu jamais imaginara que fazer amor seria tão bom.
Por fim, porém, retornamos do nosso êxtase. Eu teria ficado feliz em permanecer dentro dela para sempre, mas inevitavelmente amoleci e fui expulso. Deitei de costas ao lado dela, e ela rolou de lado para jogar um braço e uma perna sobre mim, suspirando e apoiando a cabeça no meu peito.
Ficamos assim por vários minutos enquanto a tempestade lá fora seguia para o leste e o ar no quarto finalmente ficou relativamente parado. Podíamos ouvir o lamento distante de sirenes de emergência, mas estávamos totalmente relaxados juntos. O quarto agora estava frio e escuro, mas saudamos o ar fresco em nossos corpos úmidos e fumegantes.
Eventualmente, porém, começamos a sentir o frio. Um olhar preocupado surgiu no rosto de Rachel, e ela engatinhou para olhar sobre o pé da cama. — Uh oh — ela disse. — Todas as nossas roupas estavam debaixo da janela e parecem ter ficado bem molhadas com a chuva que entrou.
— Bem, então acho que vamos ter que nos manter aquecidos debaixo das cobertas até elas secarem — sugeri, prestativo, puxando o lençol de cima e o edredom para trás para que pudéssemos deslizar para dentro. A cama estava deliciosamente quente ao redor de nossa pele agora fria.
— Ahh — ela murmurou, se aninhando de conchinha contra a minha frente. — Acho que gosto desse tipo de coisa.
— Eu também — eu disse, segurando seu seio. Ficamos aconchegados em silêncio agradável, aproveitando o brilho.
— Então acho que devo te fazer uma oferta por esta cama — eu finalmente disse.
— Oferta? — ela exclamou com falsa indignação na voz. — De jeito nenhum. Esta cama agora tem valor sentimental para você também. Vou cobrar o preço cheio! — Ela rolou para me encarar e então, com malícia premeditada, começou a fazer cócegas nas minhas costelas.
— Tá bom, tá bom — arfei, me contorcendo e então agarrando seus pulsos por pura autopreservação. Aquela tinha sido uma tática de negociação completamente antiética. — Te dou o preço pedido com uma condição.
— Qual é?
— É tarde demais para montá-la no meu apartamento esta noite, então obviamente vou precisar dormir na minha cama nova aqui esta noite. — Eu estava fazendo o possível para ser assertivo e presumir que agora éramos algo contínuo, mas, apesar da minha confiança exterior, eu estava morrendo de tensão por dentro. Sim, as últimas horas tinham sido pura magia, mas isso era um negócio de uma vez só?
— Bem, eu suponho que poderia puxar uns cobertores das minhas caixas e dormir no chão da sala — ela disse com um tom malicioso na voz.
— Nada bom. Não consigo dormir sozinho em um lugar estranho.
— Então eu devo te fazer companhia nesta cama a noite toda?
— Isso.
— Você quer que eu venda minha preciosa virtude e reputação por meros 150 dólares?
— Cada último fragmento.
— Hmm, você pega pesado na barganha.
— Posso incluir mais sexo no acordo, se ajudar.
— Então eu posso ter mais daqueles orgasmos de gritar, arregalar os olhos, quase ter um derrame e agarrar os lençóis?
— Experiência passada não é, como dizem, garantia de resultados futuros, mas suponho que seja possível.
— Tá bom — ela disse com uma risadinha fofa —, mas com duas condições minhas.
— Diga quais — eu disse, decidindo que agora era seguro soltar seus pulsos. Eu também estava me sentindo melhor sobre as chances de nosso relacionamento não ser fogo de palha.
— Quero direito de preferência se algum dia você quiser vender essa coisa.
— Feito. E a próxima?
— Eu ainda amo esta cama, talvez mais agora do que nunca, já que perdi meu cabaço nela, então quero direitos de visita.
Pude ver que um traço do medo que eu sentira agora se refletia nos olhos dela. Ela não tinha certeza se eu queria continuar a vê-la depois que esta noite acabasse. Claro que ela estava sendo tão patentemente ridícula quanto eu fora momentos antes. Eu não conseguia imaginar a vida sem ela agora.
— Você pode visitar sua cama quando quiser, no que depender de mim. — Ela tentou esconder, mas eu vi o alívio. — Na verdade — continuei —, estou absolutamente convencido de que, depois de todos esses anos, sua cama sentiria sua falta se você jamais dormisse em outro lugar. Eu oderraria ver isso acontecer. — Eu sabia o que queria e, pela primeira vez, ia simplesmente pedir.
— Fechado — ela disse sem hesitação, selando com um beijo.
Era pouco depois do almoço no dia seguinte quando manobrei meu Pontiac para a calçada em frente ao chalé. O velho estava na varanda, guardando uma motosserra na caixa depois de cortar um grande galho que evidentemente caíra no jardim da frente durante a tempestade. A casa em si não parecia ter sofrido nada.
— Boa tarde, senhor — chamei-o enquanto saía.
— Olá, Alan — ele disse em resposta. — Encontrou uma cama?
— Encontrei sim. — O trailer de fato continha minha nova cama d'água, mas também estava abarrotado de caixas de papelão. — Ah, e encontrei uma colega de quarto, afinal.
Caminhei de volta para o Corolla azul enferrujado que me seguira até ali. Rachel me encontrou no meio do caminho, sorrindo. Caminhamos até a porta, de mãos dadas, dedos perfeitamente entrelaçados. Ela guinchou, porém, quando soltei sua mão e a peguei no colo.
O Sr. Cabrini nem piscou. Ele sacou seu grande molho de chaves e abriu a porta para nós. Agradeci a ele, então a carreguei sobre a soleira.
— Isso vai custar mais cinquenta pratas — ele disse, impassível. — Por mês.
Acho que o pai de Rachel realmente teria gostado de saber o que aconteceu com o passar dos anos e décadas, na cama que ele fizera tão amorosamente para nós.
Fim Se você gostou da história, por favor, faça um favor rápido dando uma nota. Ou melhor, deixe um comentário. Nós, escritores, vivemos por esse tipo de coisa. Obrigado! Michael