Contos eróticos para ler inteiros.

Exibicionismo e Voyeurismo

A Exibicionista Acidental

katianebrasil26 min

Café demais pode atrapalhar uma manhã de verdade. Ela tomou suas três xícaras de café para ficar acordada naquele dia horrível da semana em que todas as três matérias eletivas de humanas eram uma atrás da outra, das 9 da manhã direto até o meio-dia. Se humanas fossem realmente interessantes, não seria necessário virar uma xícara de café por aula. Agora ela estava inquieta, esperando o meio-dia, ainda a uma hora e meia tediosa de distância, quando o almoço com seu parceiro a aguardava. Ele estava livre de tudo aquilo. Ele estava no escritório.

Ela estava acordada. Isso estava planejado. Não tinha tido chance de usar o banheiro depois do café número dois. Isso não estava planejado. Ela estava arrumada para ele naquele dia. Mas acabou ficando frio demais para saias curtas. Ela se sentia um pouco deslocada entre os outros alunos, vestida como estava. A blusa branca de manga curta favorita dele, que ele gostava que ela usasse. Ela desabotoava de um jeito especial. O decote emoldurava seus seios de um jeito especial. O sutiã meia-taça levantando suas curvas, e o pingente que ele lhe dera descendo até o topo delas.

O xale cárdigan de mangas compridas para afastar o frio dos braços na sala de aula. Dava para amarrar na frente se quisesse, mas ela usava aberto. E então a saia. Ela agradava tanto a ele. Provavelmente nunca teria entrado no guarda-roupa dela sem a insistência dele. Era xadrez, vermelha — um tartã, na verdade, plissada e muito parecida com as saias de uniforme de escolas particulares. Que era exatamente o que imitava, mas era mais curta do que se encontraria no artigo genuíno. Era curta demais para o gosto dela, na verdade, e quando ela se sentava, subia mais nas coxas do que ela se sentia confortável.

A parte de baixo da sua bundinha ficava descoberta no assento sob ela. Era desconcertante. Ela puxava e puxava a barra neuroticamente na aula, como estava fazendo hoje, por causa Daquele Cara. Toda aula tinha um cara sem nome, de algum tipo, sem personalidade visível. Ela sempre os chamava de Aquele Cara. O que sempre achava um assento do outro lado da sala, oposto a ela, e passava a longa hora olhando para as pernas dela. Suas pernas estavam nuas hoje — longas, lisas. Ela não se importava de exibi-las. Quer dizer, não se importaria de exibi-las se a saia fosse só um pouco mais comprida, se o cara parasse de encará-la tanto, e se ela tivesse tirado o minuto extra para colocar uma meia-calça ou collant. Ela se sentiria mais confortável hoje.

Agora ela precisava fazer xixi. Café demais rápido demais. Então mantinha as pernas cruzadas e balançava a perna de cima suavemente, para frente e para trás, para controlar sua vontade explosiva. Isso tinha o efeito extra indesejado de atrair mais atenção para suas pernas por parte do cara. Nas pontas das pernas estavam seus sapatos pretos de salto. Ela conseguia tirá-los e colocá-los em um movimento simples — o tipo sem tira no calcanhar. Aquele Cara realmente gostava deles nela, obviamente, porque seus olhos desciam se ela girasse um tornozelo, arqueasse o pé ou (em momentos distraídos) deixasse o sapato balançar nos dedos nus.

Ela rapidamente enfiava o pé de volta e parava de mexer os pés sempre que saía do seu torpor entediado e o via hipnotizado ali. Agora ele a estava deixando paranoica, e ela desviou os olhos para a barra e depois para cima. Será que a calcinha estava aparecendo? Sua calcinha branca de corte alto, com a malha de seda florida bem sobre os pelos pubianos? O par que seu parceiro tinha escolhido com ela. Isso era segredo. Ela puxou a barra para baixo de novo e descruzou as pernas. A vontade de fazer xixi era avassaladora.

Toda vez que ela puxava a barra para baixo sobre as coxas na frente, ela subia por baixo na parte de trás. Durante a longa hora, ela balançava as coxas suavemente para evitar que grudassem no assento. Ela sentia o beijo do plástico contra aquela parte da sua bunda onde a calcinha, já escassa nela, subia entre as nádegas. Ela ansiava por se levantar, puxar a calcinha de volta para cobrir as nádegas, ajeitar a barra para um ponto confortável e sentar de novo. Seria tão socialmente adequado quanto cutucar o nariz. Ela cruzou as pernas de novo. A barra se moveu, os olhos do cara furavam o topo das coxas dela, a mão dela se moveu reflexivamente, e ela apertou as coxas em desespero silencioso. Será — que — o — professor — poderia — por — favor — parar — para — um — intervalo. Preciso fazer xixi, ela pensou.

Ela rabiscava pequenos círculos nas margens do caderno e observava o ponteiro dos segundos do relógio se arrastar pelo mostrador. Ela se concentrou no zumbido do professor. ... a Câmara dos Comuns insistiu que a Declaração deveria ser retirada. Se o rei genuinamente desejasse aliviar os não-conformistas, ele deveria fazê-lo de forma legal... Aliviar. Se o professor genuinamente desejasse aliviar os alunos, ele deveria encerrar a aula imediatamente. O ponteiro dos minutos bateu na marca dos :29. Era demais. Ela ia fazer xixi contra sua vontade. Ela jogou a decência para o alto, levantou-se e foi em direção à porta.

Abrir caminho pela fileira foi difícil — ela não queria se apressar e tropeçar. Isso significaria um acidente bem ali no corredor. Ela também não queria demorar. Agora que tinha se levantado, toda a força da gravidade traiu sua bexiga, e ela sabia que seu tempo estava quase acabando. Aquele Cara estava observando sua saída. Ela podia sentir os olhos dele nas suas costas e pensou, com amargura, que ele provavelmente já tinha visto tudo quando ela se levantou e girou. Também era uma sala de aula pequena, então todos a viram sair pela porta, as dobradiças rangendo de forma distrativa e fazendo o professor soluçar em seu zumbido.

Ela correu pelo corredor, os saltos ecoando nos azulejos, para o banheiro, bam, bam, uma porta de vai e vem e depois a outra e então a cabine, e então — ah, sim. O cinto da moda em volta da saia. Tinha esquecido dele. Seus dedos acharam a fivela — por que ela estava se preocupando com isso? Ela tinha começado a levantar a saia, começado a pegar o cós da calcinha quando foi derrotada, tudo cedendo. Ela se encharcou no momento em que seus dedos acharam a parte de cima delicada da calcinha.

Ela ficou horrorizada. Tinha sonhos com isso que nunca contava a ninguém, e agora estava tudo se tornando realidade. E ninguém poderia ou iria saber disso, nem sob tortura. Será que ela tinha cinco anos de novo? Ela estava atordoada. Tinha feito uma boa parte do xixi na calcinha. Sua calcinha secreta, só para ele. Estava encharcada. Era nojento. Ela terminou o que restava, no vaso, derrotada, e então imediatamente saiu da seda molhada. Olhou para elas, caídas no chão de azulejos multicoloridos, imundas e hediondas. Pelo menos ela tinha levantado a saia a tempo. E agora.

Ela tateou em volta. Sua bolsa estava debaixo da cadeira dela, na sala de aula. Não foi sábio, mas ela estava com pressa. E não tinha nada lá que pudesse ser útil para ela agora. Ela silenciosamente se deixou sair da cabine, segurando com cuidado, pela ponta dos dedos, a bola indistinta de tecido molhado e fedorento. E a jogou no lixo. Onde mais ela colocaria? O que mais ela poderia fazer? E agora ela tinha um novo problema, que era a sensação de não ter nada por baixo da sua sainha.

Ela poderia ir para casa. Poderia ir para casa agora mesmo. Uma hora de ônibus. Perderia a próxima aula (uma prova), o almoço com seu homem... ela pesou as possibilidades. O que seria pior? O que seria mais sábio? Uma vez em casa, poderia colocar outra calcinha, mas teria desperdiçado o resto do dia no centro e dado bolo nele. Talvez ela pudesse aguentar, sem movimentos bruscos. Ela se olhou no espelho, virou-se, olhou-se por cima do ombro, inclinou-se para frente. Talvez. Ainda era uma saia curta. Curta. Havia muita coxa nua aparecendo quando ela se inclinava para frente, para frente, e ali — estava o começo das nádegas da sua bunda nua entrando em vista. Cedo demais para o seu conforto. Ela puxou a sainha para baixo o máximo que pôde. O que não era muito. Que tipo de situação era essa, ela se perguntou. Ela podia sentir o ar fresco entre as pernas. Era estranho.

Ela olhou o relógio. A menos que quisesse que todos pensassem que ela estava doente (doente da aula, sim), deveria voltar. A ideia lhe ocorreu então — que simples. Ela compraria calcinhas novas em algum lugar entre a prova e o encontro do almoço. Sim, essa era a solução. Se ela conseguisse aguentar até o fim da aula, e depois a prova na aula seguinte, estaria bem. Ela respirou fundo, abriu a porta e saiu para o corredor. Sentia-se completamente nua. Enquanto caminhava cuidadosamente pelo corredor, agora podia sentir o quão curta sua saia era, de um jeito que não tinha sentido antes. Preferiria andar segurando-a presa contra as coxas, o que pareceria ridículo. Em vez disso, focou os olhos para frente e disse a si mesma que não era mais curta do que o normal, nunca tinha sido curta demais para andar por aí, não parecia diferente para ninguém que passasse do que pareceria se estivesse de calcinha por baixo... mas droga, eu me sinto tão nua e exposta.'

Ela se deixou voltar para a sala de aula, silenciosamente. O professor não tinha perdido o ritmo, e durante sua breve ausência, o tempo tinha acelerado e agora estava rapidamente desacelerando de novo quando ela se sentou. A primeira coisa que notou ao sentar foi o assento frio na sua bunda. Suas coxas tremeram reflexivamente, e ela pressionou os joelhos juntos. E ali estava Aquele Cara, que tinha passado de meio adormecido na sua ausência para completamente acordado quando as pernas nuas dela voltaram ao seu campo de visão. Agora ela se sentia realmente constrangida. Ela fez uma careta ao ver a barra da saia deslizar pelas coxas quando relaxou na cadeira. E se ele visse por baixo da saia? Visse que ela não usava mais calcinha? O que ele pensaria que ela estava tramando?

Ela se sentiu suja agora e imaginou como seria a visão, sentado do outro lado da sala e vendo as pernas dela se abrirem acidentalmente para revelar seus pelos macios e castanhos sob a saia. E ela se sentiu ficar um pouco úmida entre as pernas. Sobressaltada pela sensação de umidade, ela virou a cabeça de volta para o professor e tentou se concentrar no que ele dizia. Manteve as pernas nuas cruzadas, tentou ignorar a sensação de vazio sob sua sainha.

A meia hora seguinte foi excruciante. Ela manteve as pernas firmemente cruzadas e os músculos das coxas começaram a doer pelo esforço de mantê-las juntas. Ela deixou as coxas relaxarem um pouco ao descruzar as pernas. Seu cotovelo derrubou a caneta, que rolou preguiçosamente da mesa para debaixo da cadeira. Ela mordeu o lábio, contou até três, inclinou-se e tateou embaixo da cadeira, procurando a caneta. Levou apenas alguns segundos para localizá-la, mas nesse tempo, o movimento fez suas coxas se abrirem e ela sentiu o ar fresco circular entre as pernas. Foi refrescante, mas agora ela sabia que estava se mostrando e fechou as pernas rapidamente, sentando-se ereta na cadeira, a caneta firmemente segura nos dedos. Ela ficou vermelha como beterraba, sentiu o suor brotar na testa. Aquele Cara estava olhando fixamente para as pernas dela, e ela sabia que ele a tinha visto, sabia que ela tinha sido descoberta. Os olhos dele tinham se arregalado perceptivelmente, vidrados em mesmerização sexual, e seu peito subia e descia rapidamente, de leve. Ele não fez esforço para verificar a direção do olhar dela, só continuou olhando, procurando por mais, talvez por confirmação do lampejo de rosa que ele pensou ter vislumbrado.

Ela jogou o cabelo comprido, tamborilou os dedos na mesa e olhou para baixo, para longe, em qualquer direção menos a dele. Isso não tem nada a ver com você. Eu perdi a calcinha e foi um acidente. O professor abruptamente encerrou a aula. A monotonia acabou num instante e casacos, livros e balbucios se ergueram como pássaros se espalhando de um lago. Ela juntou suas coisas rapidamente, amarrou o cárdigan e se levantou para sair. Ela viu Aquele Cara se levantando, parecendo que ia abordá-la. Ah, não,' ela pensou, 'agora ele vai dar em cima de mim e tudo porque viu por baixo da minha saia!' Ela tinha que se mover rápido, e se misturou à multidão, vestindo o casaco, torcendo para que o casaco não puxasse a saia mais para cima nas costas, e saiu apressada. Ela o perdeu no corredor e saiu pela porta mais distante.

Agora ela tinha dez minutos para atravessar o campus até a prova. No momento em que pisou do lado de fora, soube que seriam dez longos minutos. A primeira coisa foi o ar frio fora de época envolvendo suas pernas e pés nus. Ela se sentiu muito exposta e constrangida — ninguém mais na rua estava vestido como ela. Calças sociais, jeans, saias longas, meias grossas — ela era a única com uma saia tão curta e pernas nuas. Se fosse meio do verão, ela seria uma entre muitas. Pelo menos o casaco mantinha o ar frio longe da parte de cima do corpo.

A segunda coisa foi o vento que levantou a barra da saia dela, perigosamente brincando com ela. Sua adrenalina explodiu como uma bomba quando sentiu a parte de trás da saia levantar, uma brisa fresca nas nádegas nuas e a sensação de nada além de ar frio. Sua mão disparou para trás e alisou a saia para baixo, e ela torceu para que não tivesse levantado o suficiente para mostrar algo a alguém. Ela tentou andar rápido, os saltos estalando na calçada, suas longas pernas nuas roçando nas coxas, sua umidade crescendo apesar do pânico. Seria a adrenalina? A caminhada rápida estava fazendo a saia balançar para frente e para trás, provocativamente, enquanto andava. Ela teria que desacelerar, caso balançasse alto demais e, ajudada pelo vento, se mostrasse. Ela sentiu a brisa evaporar a umidade entre as pernas e inspirou involuntariamente.

Ela subiu correndo um lance de escadas, o rosto ardendo de vergonha, sabendo muito bem que qualquer um atrás dela podia ver por baixo da saia. Ela olhou por cima do ombro ao se aproximar do topo e viu dois caras olhando de volta. Eles não encontraram o olhar dela, mas ela podia ver os olhos fixados na sua bunda nua e firme, emoldurada pelas pregas da saia. Ela segurou a barra e baixou a cabeça em completa vergonha ao chegar ao topo das escadas e desapareceu o mais rápido que pôde na esquina de um prédio.

Quando chegou à próxima aula, ela sentiu vontade de se enfiar num buraco e morrer. Ela se sentou no canto mais distante da sala, puxou a saia para baixo e colocou a bolsa no colo para pesar a barra. A parte interna das coxas estava molhada.

"Todos os objetos no chão, senhorita", disse o monitor enquanto colocava a prova dela na mesa. Ele olhou significativamente para a bolsa dela. Ela esperou os olhos dele saírem das pernas dela antes de deslizar a bolsa para fora e para debaixo da cadeira.

Alguns minutos depois, a prova começou e ela não conseguia se acalmar para escrever. Levou quinze minutos para se acalmar e começar a se concentrar. Pelo menos naquela sala, todo mundo estava virado para a mesma direção. Seu batimento cardíaco diminuiu e ela finalmente pegou a caneta e começou as questões dissertativas. Levou até o fim da hora para terminar. Ela se levantou com o resto dos retardatários, entregou a prova ao monitor e saiu. Ela tinha cinco minutos para encontrar seu homem no escritório e sabia que teriam que fazer uma parada antes do almoço para comprar calcinhas novas.

De volta ao corredor, ela ficou muito ciente do que não se pode fazer de minissaia sem calcinha. Ela passou direto pelo bebedouro, embora estivesse com sede. Evitou a máquina de bebidas porque não queria se abaixar ou agachar para pegar a lata. Pegou o elevador para o térreo para evitar que alguém olhasse por baixo da saia enquanto estivesse nas escadas. Parou em um quiosque de café e comprou uma garrafa de água, deixando cair moedas no chão enquanto procurava dinheiro na bolsa. Ela deixou as moedas onde caíram e instintivamente segurou a saia quando um cavalheiro bem-intencionado se abaixou para pegar as moedas para ela. "Você deixou cair estas", ele disse, como se ela não soubesse. Seus olhos viajaram inconscientemente para cima e para baixo ao longo das pernas nuas dela enquanto devolvia as moedas.

Assim que saíram para a rua, o vento recomeçou suas travessuras cruéis. No instante em que as portas do prédio se abriram, uma rajada a pegou desprevenida e sua saia subiu até o alto. Ela ofegou e a empurrou de volta para baixo, ignorando as pessoas que entravam e viravam a cabeça conforme ela passava. Ouviu uma risada abafada e um "Meu Deus, você viu aquilo?" Apressou-se pela tarde fria e considerou a possibilidade de se permitir chorar em público.

No saguão da torre de escritórios, não se sentiu menos notada entre os ternos. Ao atravessar o amplo saguão, o som dos saltos ecoando no piso de azulejo do átrio cavernoso, atraiu olhares de homens com pastas, celulares e gravatas de tecido a caminho de almoços de negócios e táxis. Era a única com uma saia tão curta, de pernas nuas, saltos sem alça, com uma bolsa que dizia "Sou jovem, não trabalho aqui, e se trabalhasse, me mandariam para casa trocar de roupa."

Pegou o elevador até o andar dele e andou de um lado para o outro no saguão em frente ao escritório. Era uma área de muito movimento, com pessoas indo e vindo e uma recepcionista distraída. Decidiu não se sentar. Ele finalmente saiu de suas reuniões e telefonemas, um pouco atrasado, um pouco atrapalhado, mas muito aliviado ao vê-la. "Amor," disse ele, aproximando-se para abraçá-la, "Deus, você está tão gostosa." Ela quase desmoronou em seus braços. Ele envolveu sua cintura fina com as mãos, deixando-as descansar nas costas, puxando-a para cima na ponta dos pés para beijá-lo. Ela era muito mais baixa que ele, e ao ficar na ponta dos pés, sentiu sua sainha subir atrás, a barra sendo puxada para cima pela pressão das mãos dele na sua cintura. Podia sentir o ar sob a minissaia e percebeu, enquanto o beijava, que provavelmente estava se mostrando por trás. Mas como era ele, e estava tão feliz em vê-lo depois de uma manhã infernal (e muito incomum), pensou consigo mesma: esquece isso. Só dessa vez. Aproveite o beijo e ignore a sensação de vazio.

Era uma visão interessante para quem pudesse ter notado. A jovem garota bonita equilibrada na ponta dos pés, os calcanhares nus arqueando-se graciosamente, acentuando panturrilhas tensas e realçando as linhas de suas belas pernas nuas, com uma saia curta o suficiente para deixar à mostra duas curvas visíveis na parte superior das coxas, conforme a barra subia pelas nádegas nuas. Será que ela sabia? E aquilo era uma tanga ou ela não estava usando absolutamente nada sob a sainha?

Para ela, o pequeno momento de indiscrição voluntária lhe deu uma excitação que não havia reconhecido plenamente durante toda a manhã. Sentiu-se ficando molhada. "Ai, Deus, estou tão feliz em te ver," sussurrou.

"Você está bem?" ele disse, olhando para ela com uma expressão perplexa no rosto.

"Só uma manhã ruim," ela disse. "Onde você quer almoçar?"

"Na esquina, o de sempre?" ele disse, referindo-se ao pub favorito deles.

"Tá bom, mas tem uma parada rápida que quero fazer no caminho," ela disse, "No shopping do outro lado. Coisa de menina." Não ia contar a ele o motivo.

"OK então," ele disse, pegando sua mão e saindo. Deixaram o saguão e entraram em um elevador. As portas mal haviam se fechado quando ele a tomou nos braços, a encostou contra a parede da cabine e a beijou profundamente. "Pensei em você a manhã toda," sussurrou, enquanto se apertava contra ela. Ela podia sentir a dureza dele através das calças. Sorriu, deixou sua língua explorar os dentes dele, fechou os olhos, concentrou-se na dureza, desejou que o elevador continuasse, deslizando pelos trinta andares sem parar.

"Também pensei em você," ela disse, o que não era inteiramente verdade, mas o sentimento era honesto. Quase no momento em que o disse, sentiu a mão dele deslizar pela parte de trás de sua saia.

Seus olhos se arregalaram, esbugalhados, e ele congelou no meio do beijo. "Veeeja só....." ele disse, um sorriso libidinoso se espalhando pelo rosto. "Sua putinha. Sua vadia. Você fez isso por mim?" O dedo dele deslizou entre suas coxas e a roçou.

"E-eu... não, quer dizer... hã..." ela gaguejou, mas na mente dele, e em suas calças, ele sabia que ela havia feito aquilo por ele enquanto a beijava com mais força e sufocava sua tentativa de explicação com a boca.

"Vamos pular o almoço," ele sibilou.

"Por quê?"

"Quero te exibir."

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