Contos eróticos para ler inteiros.

Corno e Traição

Você Poderia Ter Ficado

marcleide.0222 min

— Você podia ter ficado.

— Você tava fodendo outro cara!

Kelly me olhou com frieza. — Não, eu fodi outro cara. Não devia ter feito. Confessei, e me desculpei. Implorei pra você ficar e fazer terapia de casal pra nossa família continuar junta. O que eu fiz foi errado, sem dúvida, e eu me arrependi de ter feito. Me arrependo. — Ela desviou o olhar. — Nunca vou parar de me arrepender.

— É, você tava tão arrependida que fez isso por meses, e depois só confessou meses depois disso!

Ela rosnou. — Foi melhor do que os anos que você— Visivelmente tentando se controlar, ela parou e voltou ao assunto original. — Não, Aaron, não posso reduzir sua pensão alimentícia agora. Queria poder. Mas eu simplesmente não ganho o suficiente pra manter a casa sem sua ajuda. Se você tivesse ficado com a gente, isso não seria—

— Eu não ia foder com você depois daquilo!

— Tinha um quarto de hóspedes! Você não precisava— A gente podia ter sido só colegas de quarto. Você ainda podia estar perto das crianças, estar mais presente na vida delas. — Num volume quase inaudível, ela disse: — Isso já seria uma mudança de ritmo.

Sempre o mesmo argumento pra justificar a traição dela. — Eu tava tentando ganhar uma vida boa pra todos nós.

— Bobagem. Bobagem do caralho. Isso é— é, era isso que você fazia no começo, quando a gente casou, e depois quando May e Dean chegaram. E eu te amava por isso, por você trabalhar tanto por nós. Mas você já tava ganhando muito quando— Ela engoliu em seco. — Naquela época. Você podia ter trabalhado menos, tirado o pé do acelerador. A gente já tinha o suficiente. Mais que suficiente. Naquela época já não era por nós, era por você. Você amava seu trabalho. — Dessa vez, ficou implícito o que ela já dissera muitas vezes antes: que eu amava o trabalho mais do que amava eles.

— E aí, e aí quando você tirava folga, não era pra passar tempo com a gente. Comigo ou com as crianças. Você ia mexer no seu carro, ou saía com seus amigos de pesca ou... — Ela balançou a cabeça.

Já tínhamos discutido isso mil vezes. Eu não estava presente o bastante. Trabalhava demais. Não estava realmente presente mesmo quando estava. Que as crianças já tinham idade pra ela poder sair e trabalhar, mas eu queria que ela fosse dona de casa; sem levar em conta que isso era o que ela tinha desejado primeiro, e por isso eu trabalhava tanto no início. Ela ficou entediada. Deprimida. Solitária. E eu não estava lá, e ele estava.

— Eu tô morando numa caixa de sapato e comendo miojo, Kelly. Não aguento mais quatro anos disso, e não quero atrapalhar a vida das crianças mais do que você já— Fechei os olhos e recomecei. — Do que a gente já fez. Eu quero que eles possam continuar na casa também. Foi por isso que trabalhei tanto, pra eles terem uma vida boa. Mas isso tá me matando.

Ela mordeu o lábio e pensou. — Deixa eu... deixa eu ver o que posso cortar no orçamento da casa. Vou tentar liberar um pouco, mas pode ser que não passe de cem ou duzentos. Mas vou tentar, tá?

— Obrigado.

Kelly assentiu. Eu me levantei do que tinha sido a mesa da nossa cozinha, pronto pra ir embora, quando ela disse, com tristeza: — Sabe, eu tô arrependida. Tô mesmo. Sempre vou estar.

Sem conseguir olhar pra ela, eu simplesmente respondi: — É.

-----------------------------------------------------------

— Você podia ter ficado.

— Valeu, mas eu precisava estar em outro lugar. — Qualquer lugar menos do outro lado da mesa com a Kelly. Não tinha a menor condição de sentar pra jantar com ela e as crianças e conseguir passar por aquilo em paz.

— O gramado tá ótimo, a propósito. — Ela tinha achado uns lugares onde conseguia liberar um dinheirinho. Um deles foi a manutenção do jardim. Por alguns meses, ela até cortou a grama, aparou as bordas e fez tudo o mais que eu fazia antes do divórcio, mas ela não sabia fazer a manutenção dos equipamentos.

Levei uns dois fins de semana pra botar tudo em ordem. Não só os equipamentos, que estavam precisando muito de manutenção, mas também o gramado e o paisagismo. A técnica dela com o cortador de cerca viva era... interessante. E ela não tava usando herbicida nem fertilizante nem nenhum dos outros tratamentos químicos que eu usava.

— Eu queria que ficasse bonito pras crianças. E um dia desses, a gente vai querer vender. É bom garantir que continue com boa aparência.

Ela ficou quieta por um momento. — É, acho que sim. Nunca pensei que a gente ia ter que sair, mas você tem razão. Um dia desses... — O suspiro dela foi alto pelo telefone, um chiado de ar que saiu do alto-falante metálico e agudo. Depois, ela riu baixinho. — E você tava com um visual bem bom também. Faz tempo que não te vejo trabalhar sem camisa.

Eu ri. — Tive tempo livre, e tem uma academia no trabalho. Uma coisa grátis que posso fazer uma hora por dia.

— Bem, tá dando resultado. — Outra pausa. — Você tá... hmm, tá saindo com alguém?

Depois de quase um ano, não. Tentei namorar, mas eu era um workaholic com problemas de confiança e sem dinheiro. Além disso, uma parte de mim ainda tava presa ao passado. Não tanto à Kelly, mas à ideia do nosso casamento. A ideia do que eu tinha tido. Saber quanto trabalho daria pra voltar a ter algo parecido com o que ela e eu tínhamos antes de ela trair parecia quase intransponível. Eu não tava pronto pra começar essa escalada.

— Isso não é da sua conta, realmente. Te aviso se alguém ficar sério o bastante pra conviver com as crianças.

— Desculpa, você tem razão. — Ouvi a voz dela mudar um pouco, um tremor minúsculo. — Obrigada de novo, Aaron. Se você algum dia quiser ficar pro jantar, o convite tá sempre aberto, tá?

— Tá, Kel. Obrigado.

-----------------------------------------------------------

— Você podia ter ficado.

— Você contou pra sua mãe que eu vinha?

Um gemido do outro lado da linha. — Desculpa. Eu sei que ela foi uma vaca com você. Falei com ela sobre isso, disse que você estaria lá, e—

— Claro que eu ia estar lá! Era o aniversário da minha filha! Que porra é o problema dela, afinal?

— Ela só tá tentando cuidar de mim. — Eu bufei. Nunca nos demos bem, e acho que ela secretamente ficou feliz quando Kelly me traiu. Ela tava abertamente muito infeliz por a filha não ter achado outra pessoa ainda. — Eu sei. Eu sei. Mas... olha, você sabia que ela ia estar lá.

— Por quê? Por que ela tinha que estar?

— Porque era o aniversário da neta dela! Ela tem sido— pelo amor de Deus, Aaron, ela tem sido uma das poucas pessoas que realmente me ajudaram.

Eu murmurei: — Imagino por quê.

— O quê?

— Eu. Imagino. Por. Quê. — Minha voz tava clara e nitidamente desagradável. A mãe dela mais uma vez tinha mexido comigo, Kelly mais uma vez tava do lado dela em vez do meu, e eu tinha perdido uma boa parte da festa de aniversário da minha filha indo embora só pra aquela vaca não estragar tudo. Eu não tava a fim da porra da festinha de autocomiseração da minha ex-mulher. — Você me traiu, Kelly. Achou que não ia ter repercussões? Esperava que nossos amigos fossem te apoiar? Você ainda tem suas amigas, as outras mamães que—

— Não tenho.

— O quê?

— Não tenho elas. Algumas... algumas ficaram enojadas com o que eu fiz. Outras foram avisadas pra ficar longe de mim pelos maridos, como se eu tivesse piolho. Como se eu fosse dizer pra elas traírem também, pra viverem o sonho de ter que trabalhar num emprego de merda pros filhos não ficarem sem teto. — Ela riu sem humor. — É foda ir dormir chorando toda noite, senhoras!

— Eu sou uma leprosa do caralho, e isso significa que, por extensão, nossos filhos também são. Você não reparou em quantas poucas crianças tinham na festa da May? Alguns amigos da escola. Umas duas filhas de mães solteiras que eu conheço. Os filhos de uma colega de trabalho. Nenhum dos nossos antigos amigos em comum. Nenhuma das mães 'respeitáveis' que eu conhecia.

Fiquei quieto enquanto ela continuava. — Não, claro que você não reparou. Porque você caiu fora, do mesmo jeito que caiu fora do nosso casamento.

— Ah, vai se foder. Não fui eu que—

— É! Eu sei! Fui eu que traí! Fui eu que estraguei tudo! Fui eu que finalmente surtei porque meu marido, por anos, me tratou como um conjunto de buracos pra foder e um par de mãos que fazia comida e limpava a casa! Que não achava nada na minha vida que me fizesse feliz além dos meus filhos! Que fodia— que fodia— — Ela começou a soluçar. — Que queria que meu marido agisse como se eu fosse alguém que ele amava. Que ele realmente se importasse.

— Kel—

— Não! Cansei de me desculpar! Eu estraguei tudo! Eu tinha motivos, e, sim, eles não justificam o que eu fiz, mas ainda eram motivos! Eu pedi pra você trabalhar no nosso casamento antes de tudo isso acontecer, implorei por isso, mas você simplesmente me ignorou! Então, sim, eu fodi outro cara. Mas você fodeu nossas vidas, seu babaca. Eu teria feito QUALQUER coisa pra compensar o que fiz com você, mas você nem tentou, nem quis falar comigo, só me tratou como se eu fosse a puta da cidade, quando tudo que eu queria era alguém, qualquer um, que pelo menos fingisse se importar comigo. Então vai se foder, Aaron! Sinto muito que você não se divertiu na festa de aniversário da nossa filha; que tragédia pra você.

— Kel, eu— mas a linha já tava muda.

-----------------------------------------------------------

— Você podia ter ficado.

— Nããão, acho que não podia. Teu encontro tava tentando me matar com os olhos, Aaron.

Uma promoção pra mim e um cargo novo pra Kelly tinham amenizado nosso problema com a pensão. Voltamos ao nosso acordo original, mas eu ainda fazia a manutenção do jardim. Até fiquei pro jantar algumas vezes antes. Oficialmente, era porque tinha um pequeno reparo pra fazer na casa, mas eu sentia mais falta da comida da Kelly do que queria admitir.

A promoção também aliviou meus problemas financeiros pessoais; meu apartamento agora era uma caixa de sapato de dois quartos, pras crianças quando vinham. O tempo ajudou com minha dor. A terapia me ajudou a lidar com os problemas do meu lado que levaram ao fim do nosso casamento, e também com os novos que me foram infligidos quando a Kelly traiu. Eu ainda tinha alguns problemas de confiança, mas tava avançado o bastante pra ter voltado a sair; umas noites antes, eu tinha esbarrado com a Kelly durante um encontro.

Eu ri. — E o teu?

— Meu o quê?

— Teu encontro.

— Jim? — Kelly bufou. — Não. Não, o Jim não era meu encontro. É só um amigo do trabalho.

— Será que ele sabe disso? Porque eu tenho quase certeza de que ele achava que era.

O jantar tinha sido ótimo essa noite, e as crianças já tavam na cama. Foi gostoso colocá-los pra dormir juntos de novo; eu tava me sentindo um pouco nostálgico. Acho que nós dois estávamos, e isso nos levou a dividir umas taças de vinho no sofá. Dois anos depois da nossa separação, as coisas ficaram mais confortáveis; não completamente sem tensão, mas nada parecido com o terreno minado de instabilidade emocional que a gente tentava navegar nos primeiros tempos.

— Não! Ele não... — Ela parou por um momento. — Merda. Tá, não, ele não era. Só— eu achava que era só um amigo do trabalho. É que... — Uma risada pesarosa, os olhos dela olhando pra qualquer lugar menos pra mim. — Faz um tempo que eu não tenho um encontro. Desde contigo. Vou ter que garantir que ele saiba que não foi um encontro quando eu vir ele da próxima vez. Obrigada.

Nós dois bebemos nosso vinho por um tempo. Depois que terminamos nossas taças, Kelly disse baixinho: — Ela era muito bonita.

Eu não sabia o que dizer sobre isso. Ela era, mas eu tava tendo um momento tão gostoso sentado com a Kel. Não queria que isso virasse— — Não tô querendo brigar, Aaron. Ela é bonita. Fico feliz que você— não quero que você fique sozinho.

— Você tá?

Hesitante demais. — Eu tô, hã, tão ocupada com o trabalho e tudo que... Bem, eu simplesmente não tô procurando.

— Não foi isso que eu perguntei, Kel.

... É. É, eu tô. Não queria— ela suspirou. — Não queria nada disso. Você sabe. Só— Deus, eu estraguei tudo tão feio, Aaron, mesmo que... — Mesmo que a vida dela fosse miserável antes. Mesmo que eu a tivesse feito miserável.

Eu assenti. — Eu sei, Kell. Eu sei. — A gente ficou quieto por alguns instantes, depois não consegui segurar uma risadinha.

— Hum?

— Pra constar, tá uma merda lá fora. Namoro, digo.

— Ah, sim, parecia horrível ter aquela va— mulher adorável pendurada em você.

Eu ri. — Você tava com ciúmes?

Kelly balançou a cabeça, sem me olhar de novo. — Não tenho direito de sentir ciúmes.

— Mas você tava.

— Loucamente. Loucamente enciumada. Você tá— o jeito que você mudou, como você tá— fisicamente, mentalmente, emocionalmente, você é o homem por quem eu me apaixonei, só que ainda melhor, e dói, dói pra caralho que eu não tenha valido a pena mudar por mim, e agora alguma outra puta vai— Ela parou de repente, a vergonha no rosto mostrando exatamente o quanto ela desejava não ter dito nada daquilo. Aquilo competia com a angústia na voz dela quando recomeçou, angústia por não conseguir dizer tudo o que queria. — Desculpa. Eu só—

— Você valeu a pena, Kell. Eu só— eu não era digno de você. Eu fiz tudo que você disse. Te ignorei e as crianças, trabalhei demais, te tratei como uma empregada, tudo isso. E não te ouvira sobre nada disso. Não sei quando comecei— quando parei de te tratar como minha esposa. Me desculpa.

Os olhos de Kelly se arregalaram. Percebi então que eu nunca tinha me desculpado com ela. Sim, o que ela me fez foi errado, mas o que eu fiz a ela também foi. — Você quebrou seus votos comigo, Kell, mas eu quebrei os meus primeiro. — Ela engasgou. — Não... eu não te traí. Mas eu não te valorizei. Não te honrei. Não havia... nenhum consolo em como eu te tratava. Eu—

Ela tava montada em mim, me beijando, meu rosto entre as duas mãos dela. Eu congelei por um instante, depois minhas mãos tavam percorrendo as costas dela, apertando-a contra mim com força. Minha língua deslizou pra dentro da boca dela, e a dela se enroscou com a minha. O gemido baixo podia ter vindo de qualquer um de nós.

Eu sabia que aquilo era uma péssima ideia. Tenho certeza de que ela também sabia. Mas aí a Kelly rebolou os quadris contra mim, gemendo alto quando minha ereção pressionou contra ela. Depois ela beijou meu pescoço, e minha mão subiu por dentro da camisa dela. Depois eu a levantei e a carreguei de volta pro quarto dela. E aí, foi a melhor ideia que eu já tive.

A camisa dela saiu em segundos, aqueles peitos lindos, fartos que eu adorava balançando ao se libertarem do confinamento. As calças de yoga foram em seguida. Ela não tinha se depilado, nem as pernas nem a mata, e eu não me importei. Ela tava tão linda quanto sempre foi; talvez mais. Pelo visto, eu não tinha sido o único na academia.

A mão de Kelly tava na virilha da minha calça jeans enquanto eu tirava minha camisa. — Por favor, Aaron. Por favor. — Ela esfregou minha dureza, apertou, depois moveu as mãos pra fivela do meu cinto. Eu estendi a mão e apertei os seios dela enquanto ela fazia isso, beliscando os mamilos. Eu queria machucá-la, só um pouco. Do jeitinho que ela gostava. As mãos dela diminuíram por um momento enquanto ela ofegava e gemia, depois aceleraram na tarefa de me despir, buscando ansiosamente seu prêmio.

Quando ela terminou de tirar as roupas do meu corpo, Kel sorriu abertamente. Eu a ouvi sussurrar: — Senti sua falta, — enquanto ela se inclinava e dava um beijinho no meu pau. Olhando pra cima em súplica, ela perguntou: — Como? Como você me quer, Aaron? Qualquer coisa. Qual—

Eu empurrei a Kelly de costas com aspereza. Tinha passado tempo demais; não só com ela, mas em geral. Tinha havido outras mulheres, outras amantes que eu tive, ainda que brevemente. Não muitas, no entanto, e não recentemente. Eu devia ter feito ela começar com um boquete, uma punheta, algo pra eu durar mais. Mas eu sabia o que queria agora. As pernas dela foram pros meus ombros. A mão direita dela desceu, colocando meu pau na entrada, provocando os lábios dela com a cabeça. A mão esquerda tocou meu rosto com uma ternura repentina. E então a cabeça dela foi jogada pra trás, pressionando contra o colchão enquanto eu a penetrava pela primeira vez em anos, mergulhando dentro da boceta molhada e quente dela com uma estocada brutal.

Ela tava tão pronta pra mim, pronta pra ser tomada e preenchida. Eu não fui gentil. Uma parte de mim ainda tava com raiva. Com raiva dela, por ter fodido outro homem. Com raiva de mim mesmo, por ter tornado nosso casamento tão insuportável que a ideia sequer tinha passado pela cabeça dela. Com raiva por isso ter me sido tirado, por a gente não conseguir achar o caminho de volta um pro outro. Eu a fodi impiedosamente, castigando-a com toda aquela raiva e frustração. Ela amou.

— Ai, Deus! Aaron! Ai, porra, amante, ai, Deus! — As mãos dela foram pros mamilos, apertando e beliscando, unhas cravando nos pequenos botões duros.

— Olha pra mim. — Os olhos dela se fixaram. — Quem é o dono dessa boceta?

"Você! Meu Deus, Aaron, sempre foi você! Você é o dono da minha boceta!" Eu a penetrei com força, amplificando o desejo dela ao ignorar sua necessidade, simplesmente pegando essa putinha idiota que eu ainda amava. Kelly sabia o que aquilo era, uma reconquista, e ela se exultava com isso. "Aaron, eu te a--"

Minha mão encontrou sua garganta e apertou. "Não." Isso não. Ainda não, talvez nunca.

Eu vi o medo nos olhos dela, depois a luxúria enquanto ela assentia. "Seu pau! Eu amo seu pau! O jeito que você fode-- ai, meu Deus!-- o jeito que você me fode!"

Eu estava perto demais para parar; ela ainda não tinha gozado, mas eu resolveria isso depois de me satisfazer. Ela gemeu quando eu tirei de seu buraquinho carente, mas seus olhos se incendiaram quando me viu me masturbar. Kelly riu com prazer enquanto jatos de um branco perolado espirravam entre seus seios, em sua barriga, em seus quadris. Ela espalhou com dois dedos, depois os levou aos lábios para um rápido gosto enquanto eu saía de entre suas pernas. "Isso é tud--"

Meu pau estava entre seus lábios. "Deixa duro de novo, puta. Me chupa para eu te foder até você gritar."

Era como acender o pavio de uma banana de dinamite. Minha ex-mulher me chupou com entusiasmo, usando toda a técnica que tinha. "Isso aí. Boa garota. Você sempre foi uma ótima chupadora de rola." Dois dedos deslizaram entre seus lábios vaginais, se curvaram dentro dela e pressionaram. Meu polegar deslizava para frente e para trás sobre seu clitóris, deixando-a louca. Ela ofegou e engasgou um pouco, tossiu, mas isso só me excitava mais. E a ela também. Ela parou seus afazeres por um momento enquanto tensionava e gritava em volta do meu pau, gozando forte nos meus dedos.

Isso foi o aquecimento para a hora seguinte. Eu a virei de bruços enquanto ela ainda estava meio atordoada e passamos o resto do nosso tempo juntos fodendo-a primeiro de quatro e depois deitada de barriga para baixo quando suas pernas não a aguentavam mais. Ela implorou e suplicou e gritou como eu tinha prometido, seus ruídos sendo abafados apenas pelo travesseiro enquanto ela gozava repetidamente. Quando terminamos, eu a beijei suavemente no ombro, sussurrando em seu ouvido: "Obrigado."

Ela não me pediu para ficar. Aquilo tinha sido uma foda entre duas pessoas que precisavam de uma; era o que eu dizia a mim mesmo. Quando saí, eu a beijei mais uma vez, desmentindo essa ideia. Era mais, mas nós dois precisávamos de tempo para entender o quê.

-----------------------------------------------------------

Você poderia ter ficado.

Ignorei a mensagem de texto por um tempo. Bem, não "ignorei", mas "evitei". Nos três meses seguintes, houve uma repetição errática, mas cada vez mais frequente, do nosso entretenimento pós-jantar. As crianças estavam eufóricas por eu estar ficando para o jantar com mais frequência. Kelly estava eufórica por mais do que isso. E eu? Bem, eu estava incerto, especialmente depois da noite anterior.

Nós fodemos muito antes daquela noite. Às vezes fodíamos com ódio, nossa raiva um do outro se manifestando em um sexo incrível que nos deixava em um apagão de comunicações por dias depois. Mas na noite anterior, nós tínhamos feito amor pela primeira vez desde muito antes do nosso divórcio. Foi lento e gentil, um ato de carinho entre duas pessoas que se amavam. Kelly até disse isso enquanto eu estava dentro dela, mas eu não pude retribuir. Não quis. Queria, mas não pude confiar em mim ou nela. Ela me convidou para dormir lá depois, mas eu declinei, alegando um início cedo no dia seguinte. Ela sabia que era conversa fiada, mas deixou pra lá. Me deixou ir.

Finalmente, mordi a bala. Eu não queria que as crianças tivessem a impressão errada.

Sua resposta foi quase imediata. As crianças ou eu?

Sentei e fiquei olhando para o meu telefone por um tempo, pensando. Todos nós.

Eu te amo, Aaron. Eu sei. Uma pausa antes de enviar. Depois acrescentei: Você quer ver alguém juntos? Um terapeuta?

-----------------------------------------------------------

"Você poderia ter ficado."

Assuntos desta história

Para ler em seguida