Vagabundas
*****
Tropecei porta afora do pátio com um cassetete na mão. Os malditos cachorros estavam no meu lixo de novo. O barulho do meu contêiner de lixo tombando me acordou. Era a terceira vez naquela semana, e eu já estava de saco cheio. Por que as pessoas não conseguiam manter seus malditos cachorros em casa? Eu sabia que os cães só estavam com fome, mas isso era um absurdo.
Abri o portão dos fundos sorrateiramente e me preparei para sair correndo e dar uma surra nos vira-latas sarnentos. Escancarei o portão e disparei para os contêineres de lixo. Havia duas formas escuras com um contêiner tombado. Levantei o cassetete e elas me notaram.
"Por favor, moço, a gente só tava com fome", uma delas disse. "A gente limpa tudo! Não bate na gente!"
Não eram cachorros; eram duas crianças. Mas eram definitivamente selvagens. Estava escuro lá atrás e eu as agarrei pelas golas, arrastando-as para o quintal sob as luzes de segurança. Coloquei-as de pé e as examinei. Estavam esfarrapadas e sujas. Pareciam vagabundas. Vestiam roupas largas e sem graça e bonés. Fazia frio lá fora, e eu podia vê-las tremendo.
"Foram vocês duas que reviraram meu lixo no começo da semana?" perguntei.
Elas se entreolharam. "Sim, você sempre deixa umas coisas tipo pizza ou algo assim no lixo", uma delas disse. "Desculpa a gente ter deixado bagunçado. A gente não faz mais. Só deixa a gente ir, moço, a gente não incomoda mais. A gente limpa tudo."
Aquilo não ia dar certo. Peguei-as firmemente pelas camisas e as conduzi para dentro. Levei-as direto ao banheiro, empurrei-as para dentro e fechei a porta. "Não saiam até eu voltar", eu disse.
Fui e peguei algumas calças de moletom da minha ex-mulher, moletons, meias limpas e toalhas grandes e felpudas. Levei-as ao banheiro e abri a porta. Elas estavam tentando abrir a janela para fugir. "Vocês podem gostar de estar sujas", eu disse, "mas acho que um banho quente não vai fazer mal. Tem sabonete e xampu no chuveiro. Aqui estão roupas limpas e toalhas. Tirem a roupa e entrem no chuveiro."
"A gente não gosta de ficar suja", a maior sibilou para mim. "A gente não tem banheiro chique que nem você. Você vai ficar aí parado?"
"Vocês podem roubar alguma coisa", eu disse.
"Ah, tá", a pequena disse. "A gente vai roubar seu papel higiênico. A gente não é ladrão. Você é algum tipo de tarado, moço? Gosta de menininhas?"
Fiquei estupefato. Agora que olhava de perto, havia definitivamente garotas sob toda aquela sujeira. "Eu... eu..." gaguejei, "não sabia que vocês eram meninas. Só se limpem e vou pegar algo para vocês comerem. Venham para a cozinha quando estiverem limpas que eu as alimento."
Deixei-as no banheiro e fui para a cozinha. Abri a geladeira e fiz um inventário. Havia frango frito frio, meia tigela de salada de batata, uma bandeja de vegetais comida pela metade, um pouco de pastrami para sanduíches e pepininhos em conserva. Dividi o frango em dois pratos. Eram três pedaços para cada uma e dei a elas uma pilha grande de salada de batata. Coloquei os vegetais em um prato e peguei um molho ranch para mergulharem. Alguns picles no prato, um sanduíche de pastrami para cada um de nós e umas batatas fritas para mim, e para elas também se quisessem, completavam uma refeição bem boa, pensei. Esperava que gostassem de queijo Muenster, maionese e mostarda nos sanduíches.
Ouvi a porta do banheiro abrir silenciosamente e sussurros do lado de fora da porta da cozinha. Depois de um minuto, duas das garotas mais lindas que já vi entraram na minha cozinha. Tinham cabelos longos, pretos como a noite, e pele morena. Os olhos mais verdes da terra, um pouco amendoados, maçãs do rosto salientes e os narizinhos mais fofos imagináveis as tornavam uma dupla e tanto. Pareciam que ainda não tinham chegado à adolescência, talvez onze ou doze anos. Era engraçado vê-las nas roupas da Brianna. Ela é uma garota alta, e elas eram muito pequenas. Tinham as mangas e as pernas das calças dobradas e pareciam umas mendigas.
"Puxem uma cadeira", convidei. "Vocês gostam de Coca, ou tenho suco ou leite."
Ambas quiseram leite. "Sou McCay North", disse-lhes enquanto servia o leite. Coloquei-o no balcão na frente delas. "Se sirvam."
"Eu sou Maggie", a maior disse. "É apelido de Margret. Ela é Stokely. A gente pode mesmo comer tudo isso?"
"Vocês podem comer mais se quiserem outro sanduíche", eu disse. "Cozinho para vocês de manhã. Não vou cozinhar às 2 da manhã."
"Não, isso tá bom. Obrigada", Stokely disse.
Maggie me olhou desconfiada. "O que você quer da gente? A gente não vai fazer nenhuma sacanagem."
Eu ri. "Não, eu também não. Se alguma de vocês tem planos para a minha virtude, vão se decepcionar."
Elas claramente não entenderam meu senso de humor. "Não estou disponível para menininhas", eu disse.
Percebi que não gostaram da referência a "menininhas", mas começaram a comer. Comiam como lobos. "Ei, opa, devagar", eu disse. "A comida não está tentando fugir. Os frangos estão mortos e as batatas nunca foram muito rápidas. Vocês vão passar mal!"
Isso arrancou uma risadinha delas, mas passaram a comer menos vorazmente. "Onde vocês estão ficando?" perguntei.
"Tem uma casa vazia no quarteirão", Maggie disse. "Achamos um colchão e temos umas coisas pra cobrir a gente. Mas a gente tá com medo que os drogados se mudem pra lá. Assim que descobrirem que tá vazia, vão entrar."
"Gostariam de dormir numa cama quentinha e limpa esta noite?" perguntei.
Elas me olharam desconfiadas de novo. "Na minha cama, não", ri. "Tenho três quartos de hóspedes. Bem, também são meus, mas vocês entenderam."
Elas riram nervosamente. "A gente não tem dinheiro", Stokely disse. "Não podemos pagar. A gente junta latinha, mas gasta tudo em comida."
"Não estou pedindo que me paguem", eu disse. "Vocês me ouviram dizer que quero que me paguem?"
"Qual é a sua?" ela perguntou. "Por que você tá sendo tão legal com a gente, Mc... Mc..."
"Me chama de Mack", eu disse. "Todo mundo me chama assim."
"Por que você tá agindo todo legal, Mack?" ela perguntou.
"Não estou 'agindo' de modo nenhum", eu disse. "Sou um cara legal, pergunta pra minha mãe." Isso arrancou sorrisos delas. Gostei daquilo. Decidi que as faria sorrir muito. "Se eu estivesse no lugar de vocês, gostaria que alguém fosse legal comigo", eu disse.
Elas pareceram considerar aquilo. "Posso pegar umas dessas batatas?" Stokely perguntou. Empurrei o saco e ambas enfiaram a mão enquanto comiam os sanduíches. Eu já tinha terminado o meu. Beberam o leite e pareciam querer mais. Servi outro copo e beberam aquele também. Fiquei surpreso, mas limparam os pratos até a última migalha e comeram todos os vegetais. Deviam estar morrendo de fome.
"Para a cama", eu disse. "Cada uma terá seu próprio banheiro. Tem escovas de dente, pentes e coisas assim nos armários. Aspirinas, remédio pra dor de barriga, pasta de dente e fio dental nos armários de remédios. Qualquer outra coisa que precisarem, têm que me pedir."
"A gente pode trancar as portas?" Maggie perguntou.
"Sim, mas têm que abrir em um tempo razoável se eu pedir", eu disse.
Elas me olharam de um jeito estranho. Uma luz se acendeu nos olhos incrivelmente verdes de Maggie. "Ele tá com medo que a gente roube alguma coisa", ela disse para a irmã. "A gente não vai roubar nada, Mack. Tá tudo bem se você não confia na gente. A gente também não confia muito em você."
Tive que rir. "Ok, temos uma desconfiança mútua. Vocês vão descobrir que podem confiar em mim. Eu quase nunca machuco garotas bonitas."
Isso me rendeu outro par de sorrisos brilhantes. Acho que gostaram da parte do "bonitas". Elas me seguiram pelo corredor e entraram em seus quartos. Ouvi as trancas clicarem e sorri para mim mesmo. Quando voltei para a cama, fiquei acordado por um tempo. Qual era a história dessas garotas? Por que estavam revirando meu lixo? Por que estavam sozinhas? Onde estava a família delas? Eu ia conseguir algumas respostas pela manhã.
Estava me vestindo quando ouvi o assoalho ranger no corredor. Abri a porta uma fresta e elas estavam esgueirando-se para a sala. Imaginei que fossem embora, então abri a porta. Elas congelaram.
"Prontas para o café da manhã?" perguntei.
Elas se entreolharam. "É melhor a gente ir", Maggie disse. "Você não vai, tipo, prender a gente nem nada, vai?"
"Quer dizer, forçar vocês a ficar?" perguntei.
Elas se olharam de novo. Olharam de volta para mim e assentira.
"Não, não vou forçar vocês a fazer nada", eu disse. "É contra minhas regras forçar as pessoas a fazerem coisas. Mas gostaria que tomassem café da manhã comigo."
Elas trocaram outro olhar. "Você vai deixar a gente ir depois?" Stokely perguntou.
"Se quiserem", eu disse. "Na verdade, estava esperando que quisessem passar o dia comigo. Se não quiserem, tudo bem, mas vocês têm algum compromisso em algum lugar?"
"Sim, a gente precisa se encontrar com nosso corretor", Maggie sorriu. Isso a iluminou como uma árvore de Natal. "O que você vai dar pra gente comer?"
"Primeiro, você esqueceu um 'é' nessa frase", eu disse. "É 'O que você vai dar pra gente comer?'"
"Você é professor de português ou algo assim?" ela perguntou.
"De fato, sou", eu disse. "Ensino Literatura Inglesa na Universidade."
"Legal", Stokely disse. "A gente não vai à escola. Muito ocupadas."
"Mas vocês tomam café da manhã, certo? Estava pensando em waffles e bacon. Vocês gostam disso?"
Gostavam, então fomos para a cozinha e elas pegaram a máquina de waffle enquanto eu misturava a massa. Elas cozinhavam os waffles enquanto eu fritava quase um quilo de bacon. Sou meio esnobe com xarope. Também sou esnobe com café. Deixei Maggie virar o bacon enquanto eu moía grãos de café e ligava a cafeteira. Tudo ficou pronto junto, e tínhamos xarope de bordo verdadeiro e waffles. Elas me enojaram perguntando se eu tinha creme para o café. Eu guardo um pouco para os bárbaros e para a Brianna, e elas gostaram do de baunilha com avelã. Comemos todo o bacon e cada uma comeu três waffles.
"Vocês ficam comigo e eu as deixo gordas como sapos em uma semana", eu disse. Ambas riram e foi o som mais maravilhoso que já ouvi. Bebiam leite como bezerros famintos também. Minha despensa ia precisar de um reforço.
"Então me falem sobre Maggie e Stokely", eu disse. "Qual é a de vocês? Por que estão fuçando o lixo dos outros por comida?"
Levamos canecas de café para a sala e elas me contaram uma história triste. O pai delas era operário de uma fábrica de automóveis. Perdeu o emprego quando elas eram pequenas e começou a beber e a bater nelas. A mãe se divorciou dele e elas nunca mais o viram. A economia de Detroit estava um caos. Bem, tudo em Detroit era um caos, mas empregos estavam difíceis de conseguir. A mãe delas dirigia um táxi e pegou o passageiro errado uma noite. Ele a esfaqueou pelo pouco dinheiro que ela tinha e a deixou sangrar até a morte.
Elas foram colocadas em um orfanato e o homem da casa começou a abusar delas. Fugiram e estavam vivendo nas ruas há três meses. O sobrenome delas era Steele e estavam preocupadas em morrer de frio, serem estupradas ou mortas, e de onde viria a próxima refeição.
Fiquei sentado ali por um tempo depois que terminaram de falar. Jesus Cristo, estavam partindo meu coração. Me perguntava quantas como elas estavam por aí. Provavelmente era uma história mais comum do que eu imaginava. Me perguntei se me deixariam ajudá-las. Me perguntei como poderia ajudá-las. Parecia improvável que o serviço social as deixasse ficar comigo. Um homem solteiro cuidando de duas garotinhas soava como algo que um tarado inventaria, e eu tinha certeza de que não funcionaria com a assistência social. Elas interromperam meu devaneio.
"Mack, você é casado?" Stokely perguntou.
"Fui", eu disse. "Minha ex decidiu que eu não era ambicioso o bastante. Ela é uma advogada de sucesso e estava subindo na vida. Não tinha espaço na vida dela para ser casada."
"Que vaca", Maggie disse.
Eu ri. "Ela é realmente uma pessoa muito legal. Não me traiu nem nada e ainda somos amigos muito próximos. Nós decidimos mutuamente que nunca deveríamos ter nos casado. Éramos muito jovens e muito burros."
"Quantos anos você tem?" Stokely quis saber.
"Tenho vinte e oito", eu disse. "Quantos anos vocês têm?"
"Eu tenho onze e ela treze", ela disse. "O que a gente vai fazer hoje?"
"O que 'nós' vamos fazer hoje", eu disse.
"É, isso que você falou."
"Nós vamos conversar", eu disse. "Primeiro, vou apresentar vocês a alguém."
Abri a porta da garagem e um feixe de pelos saltitantes disparou porta adentro. Ele notou nossas convidadas e correu para elas, pulando no sofá e se deitando nos colos delas, lambendo-as com uma grande língua rosa.
"Este é Grandville", eu disse. "Eu o chamo de Granny."
Elas estavam rindo histericamente enquanto ele as encharcava com a língua. Ele pesa uns 60 quilos, e elas não iam se levantar com ele nos colos. Tenho certeza de que ele pesava mais do que elas.
"Abaixo, Granny", eu disse. Ele relutantemente desceu e se deitou nos pés delas.
"Ele é enorme", Stokely riu, acariciando a cabeça dele. "Que tipo de cachorro ele é? Ele é meio listrado como um tigre."
"Ele é um Bull Mastiff", eu disse. "A cor dele se chama tigrado e é por isso que ele é dessa cor."
"Parece que ele poderia arrancar nossas caras com uma mordida", Maggie disse.
"Sim, ele poderia, mas não vai. Ele é amigável com meus amigos. Ele vê vocês sentadas na nossa casa e sendo amigáveis, então ele as ama. Se vocês estivessem sendo agressivas comigo, ele teria ficado alarmado e muito agressivo. Agora que ele as conhece, não vai deixar ninguém ser agressivo com vocês também. Se eu gritasse com vocês, ele não gostaria. Ele é muito protetor com as pessoas que ama."
Stokely pulou no chão e se deitou em cima dele, abraçando-o pelo pescoço enquanto ele lambia o braço dela. "Eu o amo", ela disse. "Ele é tão enrugado e fofo! Ele mora na garagem?"
"Não, ele mora na casa", eu disse. "Ele estava doente ontem, e eu o coloquei lá para não vomitar pela casa toda."
"O que o deixou doente?" Stokely perguntou.
"Ele come coisas que não deve", eu disse. "Mastiga gravetos, come insetos, coisas mortas que encontra, sei lá o quê. Parece que está bem hoje."
"Que nojo", Maggie exclamou. "Ele estava lambendo meu rosto!"
"É, ele é fofo, mas é meio bagunceiro", eu disse. "Mas é meu camarada, então eu aguento. Ele será camarada de vocês também, se deixarem. Devemos levá-lo para passear."
Peguei a coleira e Maggie quis conduzi-lo. Ele geralmente conduz a pessoa com a coleira, então ela ficava alguns metros à frente de Stokely e eu, sendo arrastada. Stokely colocou sua mãozinha na minha. Olhei para ela e ela sorriu para mim. Deus, como ela era linda! "Tudo bem?" ela perguntou.
"Claro, querida", eu disse. "Gosto de segurar a mão de garotas bonitas." Ela corou um pouco, mas não me soltou. Caminhamos uns três quilômetros e Granny estava ofegante e babando quando voltamos. Estava frio, mas ele faz isso de qualquer jeito.
Tomamos mais café e conversamos a tarde toda. Finalmente perguntei se me deixariam ajudá-las. "O que você pode fazer?" Maggie perguntou.
"Realmente não sei", eu disse. "Poderia falar com a Brianna. Ela é advogada, embora de um tipo diferente. Talvez ela tenha algumas ideias."
"É a vaca?" Maggie perguntou.
"Maggie, ela não é uma vaca", eu disse. "Pare de chamá-la assim. Vocês confiam em mim?"
Elas se entreolharam e depois olharam para mim. "Sim, acho que sim", Stokely disse. "Você está sendo muito legal com a gente."
"Bem, vamos ligar para ela e ver se ela pode vir", eu disse. "Vocês vão gostar dela. Só deem uma chance."
Brianna estava ocupada, mas disse que viria para o jantar. Bri é uma ruiva alta e linda. É um avião, mas nunca percebeu isso. Percebi que as garotas ficaram impressionadas quando ela entrou. Ela me deu um beijo que me fez ver estrelas e abraçou as duas.
"Você me substituiu", ela piscou para mim.
— Não, Bri, você é insubstituível, você sabe disso — brinquei com ela. Ela realmente era. Contei para as garotas que ainda éramos amigos, e éramos. Éramos amigos com benefícios. Ainda tínhamos um sexo ótimo juntos, às vezes uma vez por semana ou mais. Às vezes ela vinha e ficava comigo por uma semana mais ou menos e a gente fodia como coelhos. Ela só não tinha tempo para um marido na vida dela e eu duvidava que algum dia teria. Ela me amava, do jeito dela, e eu também a amava. Nós só não conseguíamos ser casados. Nós nos dávamos perfeitamente como parceiros de sexo, mas brigávamos como cão e gato quando éramos casados.
— Então, quem são suas novas namoradas? — ela perguntou. Ela sorriu para elas e eu sabia que elas estavam deslumbradas.
— Eu sou Maggie, e ela é a Stokely.
— Prazer em conhecê-las — Bri disse. — Vocês sabem que esse cara é perigoso, né?
— Não para nós — Stokely disse. — Acho que ele seria para alguém que fosse inimigo dele. Ele tem um porrete e um cachorro muito grande.
Bri cutucou Grandville com o dedão do pé e ele roncou em protesto. — Ei, grandão — ela se ajoelhou e o abraçou. — Tava com saudades? — Ele revirou os olhos para ela, mas não conseguiu juntar energia para levantar a cabeça.
— O que tá pegando, Mack? — ela perguntou. — Sobre o que você queria falar comigo? Não que eu me importe com o convite para jantar. Ele é um cozinheiro fantástico, meninas, se vocês conseguirem motivá-lo.
— Acho que ele fez costeletas de cordeiro — Maggie disse. — Nós nunca comemos isso antes.
— Bem, vocês estão prestes a ter uma surpresa então, mas o que tá pegando? — ela perguntou de novo.
Nós jantamos e eu expliquei. — Precisamos da sua ajuda, Bri — eu disse a ela. — Nós não sabemos nada sobre coisas legais. As garotas são órfãs. Bom, o pai delas pode estar vivo, mas ninguém sabe onde. Ele as abandonou e a mãe delas foi assassinada. Elas estavam em um lar adotivo e um babaca começou a passar a mão nelas. Elas fugiram e estão vivendo na rua. Estavam revirando meu lixo procurando algo para comer e eu as peguei. Agora estamos tentando dar um jeito para que elas não voltem para a rua.
Ela me olhou por um minuto. — Você as quer, não quer? Jesus Cristo, Mack! Você sempre quis filhos e porque eu não vou te dar nenhum, você as quer, não é?
Eu corei. — É, meio que quero. Como você acha que isso poderia acontecer, Bri?
— Acho que não poderia — ela disse. — Nenhum tribunal de família vai te dar duas garotas jovens. Você é um homem solteiro. É uma receita para o desastre. Eles não vão fazer isso.
Olhei para as garotas. Elas estavam me encarando com olhos arregalados. — O quê? — perguntei.
Elas se entreolharam e caíram em lágrimas. As duas correram e se jogaram nos meus braços. — Você queria ficar com a gente? — Stokely soluçou. — Não consigo acreditar nisso. Achei que nunca íamos encontrar alguém... alguém... — ela não conseguiu continuar.
Eu as segurei firme. — Sim, meninas, eu estava pensando nisso. Vocês precisam de alguém para cuidar de vocês. Eu preciso de alguém para cuidar de mim. Pensei que a gente podia fazer isso juntos, e a Vovó ia cuidar de todos nós. — Seus corpinho tremiam e elas se apertaram contra mim com força.
Olhei desamparado para Bri e havia lágrimas escorrendo pelo rosto dela. Ela olhou das garotas para mim. — Droga, Mack, olha o que você fez comigo! Justo quando acho que te conheço, você sempre me surpreende. O que eu vou fazer com você? — Havia um olhar estranho no rosto dela, como se estivesse me vendo pela primeira vez. — Me deixa pensar por uns dias. Garotas, vocês vão comigo. Vocês não podem ficar aqui com o Mack. Iria arruinar tudo se isso algum dia viesse à tona. Mack, vamos levar a Vovó conosco. Não posso ficar em casa e ele vai ter que cuidar delas.
Ela foi como um tornado, girando e varrendo elas e Vovó para fora de casa e para dentro do Mercedes dela. — Eu te ligo — ela disse.
Ela ligou por cerca de trinta segundos, três vezes nas duas semanas seguintes. Não vi nem sombra delas até que ela me ligou na sexta de manhã e me disse que queria me encontrar para jantar no Alphonso's. É um restaurante italiano legal em Pontiac, e a gente ia muito lá. Ela já estava lá quando cheguei, sentada no bar com homens rodeando-a. Ela pulou quando me viu e os deixou babando. Fomos para uma cabine e ela me empurrou para o lado e sentou do meu lado. Ela geralmente quer sentar na minha frente, então eu sabia que algo estava acontecendo. Nós pedimos e ela não disse nada por um tempo.
— Você sabe que eu te amo, né, Mack? — ela finalmente começou.
— Sim, eu também te amo — eu disse.
— Não é como eu amo sua mãe ou algo assim. Eu estou apaixonada por você, Mack. Sempre estive desde aquele dia em Cedar Point. Você é o único homem que eu já amei ou vou amar — ela disse. — Confio em você implicitamente. Amo tudo em você, menos ser casada com você. Você sabe como eu sou. Gosto de ser livre, sem compromissos, sem bagagem, nada me prendendo. Amo meu trabalho e minha vida. Não os amo mais do que você, mas não preciso escolher. Você é tão fiel quanto Vovó. Nós temos um entendimento. Não transo com ninguém além de você. Nunca fiz isso, você sabe. Você sempre me entendeu. É por isso que tudo isso vai soar estranho pra caramba.
— Oh-oh. — Eu ri. — Parece que vou ter uma surpresa desagradável.
Ela me lançou um olhar de 'você é um idiota'. — Sim, tenho medo que sim. Quer casar comigo, Mack?
Eu quase morri engasgado com meu vinho. Vinho na traqueia é um lugar ruim para ele estar. Depois que me recuperei, fiquei ali sentado de boca aberta.
— Para de ser um bobão e me responde! — ela retrucou.
— De jeito nenhum — finalmente consegui dizer. — Por quê, Bri? Nós nos fazemos miseráveis. Estaríamos brigando em um mês. O que tem de errado com o que fazemos agora?
— Nada — ela disse. — Isso não tem nada a ver conosco. Tem a ver com as garotas mais doces e adoráveis da face da terra, Mack. Estou totalmente apaixonada por elas. Você fodeu minha vida completamente quando me convidou para vir naquela noite. Elas estão desesperadas para te ver. Elas choram e me imploram toda noite para vir te ver. O problema é que não vou desistir delas. Nunca me diverti ou me irritei tanto na vida quanto desde que elas estão comigo. Nenhum de nós tem um ambiente doméstico estável. Nenhum juiz em sã consciência as daria para qualquer um de nós. Se estivéssemos casados, eles as dariam para nós num piscar de olhos. Então, se eu as quero, vou ter que levar você como parte do pacote. Se você as quer, vai ter que me aguentar. Podemos fazer isso, Mack? Somos ótimos parceiros de cama e eu te amo até a morte. Você consegue evitar me irritar pra caramba?
— Duvido — eu disse a ela. — Você é tão ruim quanto eu. Você chega em casa bêbada, nunca está na hora para nada exceto seu trabalho, e não chega em casa aí nem me liga. Droga, Bri, já passamos por isso.
— Sim, eu sei. A questão é, e se for diferente agora? Mal posso esperar para chegar em casa à noite. Sempre ligo para elas se vou me atrasar e tenho tomado uma taça de vinho por noite desde que as tenho. Nunca sonhei que poderia me sentir assim. Casa comigo, Mack. Me dá uma chance. Eu te dou uma.
— Acho que precisamos conversar sobre as coisas — eu disse.
— Então fala. Que diabos estamos fazendo? Você acha que estou só falando da boca pra fora aqui? Me diz o que precisa acontecer. Quer que eu vá primeiro?
Tomei um grande gole e fiz sinal para o garçom para outra taça de vinho. — Manda ver — eu disse a ela.
— O que mais me irrita em você é que você é tão carente — ela disse. — Você precisa saber tudo que estou fazendo em grandes detalhes. Quando vou estar onde, com quem, o que estou fazendo, quando vou chegar em casa. Você é meio TOC com as coisas. Se você simplesmente parasse de tentar me controlar e me deixasse ser eu, ainda estaríamos casados. Você nunca conseguiu. Isso me deixa louca. Certamente você sabe agora que você é o único homem em quem eu vou me interessar. Você sabe disso, né, Mack?
— É, acho que sim — eu disse. — Isso costumava me incomodar pra caramba. Eu me preocupava que você achasse alguém e me deixasse.
— Isso nunca vai acontecer — ela prometeu. — Nunca nem pensei em outro homem desde o dia em que te conheci. Vou jantar com clientes e colegas. Vou dançar com grupos, homens e mulheres. Eu entretenho. É o que faço, mas desde o momento em que te conheci nenhum homem ou mulher nunca me tocou intimamente ou jamais vai. Você acredita em mim?
— Sim, é o mesmo para mim. Confio em você, Bri. Sei que você nunca me machucaria. Você é tão despreocupada e descuidada. Estou tão apaixonado por você quanto no primeiro dia em que fomos casados. Acho que você sente o mesmo por mim e estávamos confortáveis onde estávamos.
— Bem, não estou mais — ela disse. — Tem essas duas garotas que precisam de uma família. Eu as amo quase tanto quanto amo você. Eu as amo mais do que meu trabalho. Quero fazer parte da vida delas e o único jeito que vejo isso acontecendo é com nós dois fazendo isso juntos. Então, você me dá uma chance, Mack? Você casa comigo e tenta me amar para que possamos ter essa família juntos? Eu nunca vou ter filhos. Sou vaidosa e egoísta demais para fazer isso comigo mesma. No entanto, podemos ter essas garotas. Casa comigo, Mack, e eu vou tentar o meu melhor para te fazer delirantemente feliz, ok?
— Obviamente, você teve algum tempo para pensar sobre isso — eu disse. — Me dá um tempo também, ok?
Ela olhou para o relógio. — Você tem vinte minutos — ela disse.
— Jesus, estou com algum tipo de prazo? — perguntei.
— Sim, elas vão estar lá fora nos esperando em vinte minutos — ela disse. — Elas devem chegar em dez minutos. Elas vão passear com Vovó por dez minutos e então um carro vai nos pegar para nos levar até sua casa.
Nós terminamos nossa refeição às pressas e saímos. Havia uma limusine esperando, mas nenhum sinal das garotas. O motorista nos disse que elas estavam passeando com o cachorro. Ele parecia desaprovar "o cachorro". Talvez não gostasse de baba no estofamento dele. Esperamos alguns minutos e eu as vi se apressando em direção ao carro.
— Vamos — Maggie disse quando chegaram até nós. — Tem um cara nos seguindo. Vovó não gosta dele. Ele rosnou para ele.
Olhei pela calçada e havia um jovem se aproximando. Ele tinha cerca de um metro e setenta, tatuagens e metal saindo do rosto. Usava um gorro e um moletom com capuz e suas calças pareciam prestes a cair dele. Acho que ele estava sob a impressão de que parecia um bandido, uma imitação pálida do "Real Slim Shady".
— Tá olhando o quê? — ele se dirigiu a mim.
— Nada, estamos indo embora — eu disse.
— Vocês se acham, paletó esporte bacana, mulheres finas, carrão — ele disse. — Parece que você tem uma grana sobrando.
O cara era maluco. Eu era vinte centímetros mais alto que ele e provavelmente uns quarenta e cinco quilos mais pesado. Também não tenho barriga de gordura. — Acho que é melhor você seguir em frente — eu disse a ele. — Meu cachorro não gosta de você.
Ele avançou para cerca de um metro de distância. — Não tenho medo de cachorro maricas — ele disse. — Quanto dinheiro você tem com você? — Ele enfiou a mão dentro do casaco em direção ao topo das calças e eu vi um clarão de metal. Dei um chute no peito dele e ele foi lançado para trás pelo ar. Uma arma caiu das calças dele no chão. Maggie soltou a coleira de Vovó enquanto ele saltava. O garoto teve a presença de espírito de proteger o rosto com o braço e eu ouvi o estalo quando Vovó destruiu aquele antebraço. Ele gritou e Vovó arrancou a manga do moletom dele.
— Grandville, junto — eu disse.
Ele largou a manga e veio se sentar ao meu lado. O garoto estava se contorcendo no chão e eu fui e me ajoelhei ao lado dele, Vovó ao meu lado.
— Pega, Vovó — eu disse a ele.
Ele saltou para frente e o garoto congelou quando aquelas mandíbulas enormes fecharam em volta do pescoço dele. — Acho que você é um babaca — eu disse a ele. — Você é um babaca? — Ele assentiu um pouco, o rosto rígido de medo. — Fala — eu disse a ele. Ele não respondeu. — Morde, Vovó — eu disse.
Ele gritou um pouco e eu vi sangue escorrendo pelo pescoço dele quando aqueles enormes dentes caninos romperam a pele. Dava para ouvir o ar roncando para dentro e para fora do nariz de Vovó. — Fala — repeti.
— Eu sou um babaca — ele arfou.
— Quanto dinheiro você tem? — perguntei a ele. — Me dá.
Ele enfiou a mão no bolso e Vovó deve ter apertado. — Devagar — eu disse a ele enquanto ele se debatia.
Ele puxou um rolo e me entregou. — Solta ele, Vovó — eu disse.
Ele relutantemente soltou e o garoto se arrastou para trás. — Estou te dando vinte metros de vantagem — eu disse. — Aí, vou mandar ele atrás de você. Sugiro que você corra rápido.
Ele saiu como um velocista. Chegou a uns cinco metros e suas calças caíram. Ele levou um tombo feio e pulou de volta, puxando as calças e segurando-as com o braço bom enquanto corria. — Você precisa de um cinto — gritei atrás dele.
Me virei para as garotas e todas as três estavam ali paradas de boca aberta. Chutei a arma para dentro do bueiro. — O quê? — perguntei.
Bri descongelou primeiro. — Você é um filho da puta desgraçado para se mexer, Mack. Nos lembra de não te irritar.
As garotas se lançaram em mim e eu as abracei. — Jesus, Mack — Stokely disse contra meu peito. — Achei que aquele cara era assustador. Você foo... você acabou com ele. Obrigada. Você fez aquilo por nós, não foi?
— Bem, ninguém mexe com minhas garotas — eu disse a ela. — Ele deixou uma pequena doação para o fundo da faculdade de vocês. — Entreguei o rolo a ela. Ela contou. Havia $700 nele. Ele deve ter roubado outros pobres coitados recentemente. Ela dividiu com Maggie e entramos no carro.
Eu estava meio virado no banco de trás, abraçando Maggie, e notei algo. — Tem uma van nos seguindo — eu disse.
— Eu sei — Bri disse. — Tem algumas das nossas coisas nela.
Ergui uma sobrancelha para ela. — Sim, eu sei que estou me adiantando muito — ela sorriu. — Garotas, Mack disse sim. Vamos nos casar de novo e vamos ficar com vocês.
Elas suspiraram e gritaram. — Sério, Mack? — Maggie perguntou. — Ela realmente não é uma vaca. Você estava certo. Amamos a Bri. Ela foi tão legal conosco. Temos um monte de roupas novas e ela nos colocou nessa escola legal! Vamos deixar vocês tão orgulhosos de nós! Prometo que nunca vão se arrepender.
— Sabemos que vão, querida. Não se preocupe com isso — Bri disse.
Eu estava meio em choque. Tentei dizer algo, mas não conseguia tirar as palavras da língua.
— Você está bem, Mack? — Stokely perguntou.
Bri riu. — Não, ele está entrando em modo de pânico total. O mundo cuidadosamente ordenado dele está virando de cabeça para baixo. Tudo na casa dele está impecável. Tudo está no lugar perfeito. Ele vai ter calcinhas de menina penduradas no chuveiro e vamos mudar os livros dele de lugar e deixar marcas de copo na mesa de centro dele e isso vai deixá-lo maluco. Honestamente, não sei como ele consegue viver com Grandville. Vamos ter que amá-lo tanto que ele não se importe que haja migalhas no balcão. Acham que podemos fazer isso?
— Acho que você pode — Maggie riu. — Não sei quanto a nós.
— Ah, ele é um banana para garotas bonitas — Bri as assegurou. — Tudo que vocês vão ter que fazer é piscar os cílios para ele e ele vai derreter numa poça. Ele vai ficar puto comigo, no entanto. Isso vai me deixar puta e vocês, garotas, vão ter que nos amar para sair disso, ok?
Eu gemi. — Na verdade, não concordei com nada disso — eu disse. — Bri está sendo seu furacão de sempre e nos arrastando junto.
— Você ama a Bri? — Stokely me perguntou.
— Sim, eu a amo do outro lado da cidade — tentei explicar.
— Sim, mas todos nós precisamos estar juntos para estarmos juntos — Maggie disse. Todas caíram na gargalhada com essa afirmação e eu tive que me juntar a elas. A ideia era ridícula. Como eu perdi o controle assim? Como sempre, Brianna simplesmente assumiu. Minha pequena investigação sobre ajudar as garotas se tornou um esquema completo de casamento e adoção. Por ações tão pequenas, uma vida inteira sai de controle!
Achei que fosse uma ideia maluca e falei isso para a Bri assim que chegamos na minha casa. Teve uma correria danada e os carregadores trouxeram montanhas de coisas para dentro e colocaram em vários cômodos. Para meu espanto, pilhas e pilhas de roupas de menina foram parar nos quartos da Maggie e da Stokely.
— Onde vocês arrumaram tudo isso? — perguntei para a Maggie enquanto ela passava voando.
— A Bri nos levou para fazer compras um monte de vezes — ela disse, sumindo no quarto.
A Bri enfiou a cabeça para fora do meu quarto. — Nossa, Mack, você nunca joga nada fora? Você tem coisas que já tinha quando a gente se casou. Eu vou jogar tudo fora! Preciso de gavetas e espaço no armário.
Corri para salvar minha jaqueta de letterman do ensino médio da pilha de lixo. — Pare com isso, Brianna — gritei. — Essas coisas não são para jogar fora! Se eu não quisesse, não as teria! Droga! Esta é a minha casa e eu jogo a sua bundinha magrela para fora se você não parar.
Ela enfiou a cabeça para fora e me lançou um olhar fulminante. — Bundinha magrela, hein? — bufou. Ela me agarrou pela manga da jaqueta e me arrastou para o quarto. Parecia que um ciclone tinha passado por ali. Num único movimento, ela trancou a porta, puxou o vestido pela cabeça e se inclinou com as mãos na cama. Prendi a respiração. Ela não estava de calcinha!
A bunda dela era tudo, menos magrela. Era firme, pequena, apertada e muito musculosa! Ela sacudiu para mim. — Me fode, Mack — ela olhou para trás por cima do ombro, os olhos azuis faiscando. — Estou no maior fogo que já senti. Preciso desse pauzão, amor. Rápido, a gente pode namorar depois.
— Já saquei seu plano diabólico — eu disse. — Você está tentando me foder para eu esquecer que a minha casa e a minha vida estão sendo destruídas.
— Sim, só me fode agora — ela implorou. — Não me faça implorar, Mack.
Lamento dizer que o plano diabólico dela funcionou. Quando ela terminou comigo, eu estava mais indefeso que um gatinho recém-nascido. Ela se levantou e começou a se mexer no instante em que percebeu que não ia me levantar de novo tão cedo. — Vai tomar umas vitaminas — ela disse enquanto saía porta afora. — Temos muito o que fazer. Isso não acabou.
Quando a casa ficou com alguma aparência de ordem, eram três da manhã. Quando ela me deu como morto, já era quase quatro e meia. Dormi até as dez da manhã seguinte antes de ir tropeçando até o chuveiro. Na hora em que me barbeie e tomei banho, já começava a me sentir vagamente humano. A Bri ainda estava dormindo, aquele cabelo cor de chama caído sobre o rosto enquanto ela descansava de bruços. Deus, a bunda dela era espetacular! Fui para a sala e a Vovó estava dormindo e babando numa pilha das minhas melhores camisas sociais.
Suspirei. Peguei um copo de suco de laranja e um bolinho. — Vem, Vovó — eu disse para ele. — Vamos sair desse cenário de destruição. Ele levantou a cabeça e revirou os olhos, gemendo ao se levantar. Saímos para o quintal e ele fez suas necessidades e veio deitar nos meus pés. Tomei um pouco de sol, me sentindo tão preguiçoso quanto um lagartão gordo. Estava um dia muito quente para aquela época do ano. A porta se abriu e Stokely saiu carregando um copo de leite e um bolinho.
— Oi, Anjo. — Acenei com a mão para ela.
— Oi, Mack. — Ela fechou a porta. Ficou ali por um minuto e veio até o balanço onde eu estava sentado. — Cabe mais eu? — ela perguntou.
Cheguei para o lado e ela sentou no meu colo, pondo os pés no vazio que eu tinha aberto. Ela se encolheu com um suspiro e mordeu o bolinho. Seus grandes olhos verdes atravessaram minha alma. — Mack — ela começou, migalhas de bolinho espalhando sobre nossos colos.
— Ah, ah — eu a cortei. — Coma primeiro; tome um gole de leite, engula e depois fale.
Ela riu, mas não tentou falar de novo até esvaziar a boca. — Mack — recomeçou. — Se você nos adotar, você vai ser nosso pai e a Bri vai ser nossa mãe?
— Vocês gostariam disso? — perguntei.
— Ah, sim — ela disse. — A Bri seria a mãe mais legal do mundo! Você não é legal, mas acho que é mais... confiável. Eu te amo e acho que você seria o melhor pai do mundo.
Quase engasguei. — Bem — balbuciei. — Acho que é bom ser confiável se você não é legal.
Ela riu. — Não falei nesse sentido. Quero dizer, ela é como uma força da natureza e você é como uma montanha. Ela realmente te ama, sabe. Ela fala de você o tempo todo. Nos contou tudo sobre você e ela. Você a ama?
— Sim, querida, mas você mesma disse. Ela é uma força da natureza. É como tentar amar uma tempestade ou um incêndio florestal.
— Montanhas não se importam com tempestades ou incêndios — ela disse. — A Maggie é meio que como ela. Eu sou mais como você. — Ela se aconchegou no meu peito. — Acho que, se a gente quisesse, podíamos deixá-las girar em volta e a gente seria a calma no centro da tempestade delas. — Ela ergueu os olhos para mim. — Eu quero que você seja nosso pai, Mack. Nunca pensei que a gente... encontraria alguém como você. Nem a Bri. — Ela chorou um pouquinho. — Estávamos com tanto medo e tão sozinhas, Mack. Você tem espaço para garotas como a gente na sua vida?
Apertei seu corpinho contra mim. — No meu coração, Stokely. Tem espaço no meu coração. Eu queria alguém como você e a Maggie para amar há anos. Não achei que um dia teria isso. A Bri nunca mostrou um pingo de interesse em ter filhos. Acho que vocês bagunçaram a vida dela tanto quanto a minha. Eu vi o jeito como ela olha para vocês. É como se ela tivesse acordado duas semanas atrás e descoberto que gosta de ser mãe. Nunca vi nada afetá-la como vocês.
— Você estava certo sobre ela — ela confidenciou. — Ela é incrível. Às vezes ela é meio opressora. Ela decide fazer uma coisa e simplesmente arrasta você junto.
Eu ri. — Eu sei, né? Ela sempre foi assim. Na primeira vez que a conheci, um grupo nosso de uma aula da faculdade foi a um parque de diversões. Ela decidiu que eu seria o par dela nos brinquedos. Na verdade, eu tinha ido porque estava interessado em outra garota. Ela me arrastou para longe e nunca mais vimos as outras pessoas do nosso grupo. Tínhamos vinte anos e eu me apaixonei por ela naquele dia. Ela é como um vírus. Ela simplesmente invade e toma conta da sua vida. A nossa primeira briga foi um mês depois que nos casamos.
— Sobre o que vocês brigaram? — ela perguntou.
— Você vai achar ridículo — eu disse. — Foi por causa de sapatos. Ela sempre mudava os meus de lugar e punha os dela em cima. Eu tinha que cavocar os dela para achar os meus e ela arranhava os meus. Ela diz que eu sou obsessivo/compulsivo. Talvez ela tenha razão, mas será que é pedir demais que ela guarde os sapatos do lado dela do armário? A coisa explodiu a partir dali. Eu a deixava maluca e ela me enlouquecia. Eu tenho um plano do que vou fazer amanhã. Ela é completamente espontânea. Isso é parte de quem ela é e eu amo isso, mas me deixa doido. Ela ama como sou organizado, mas isso a tira do sério. Essas coisas entram em choque, no entanto, e a gente acaba irritando um ao outro.
Ela riu. — A Maggie e eu brigamos por coisas assim também. Ela passa metade da vida tentando achar coisas que perdeu. Ela levanta e decide na hora o que vamos fazer. Acho que a gente precisa mudar um pouco, Mack. A gente precisa se soltar um pouco. Eles também precisam mudar um pouco. Precisam entender que a gente gosta que as coisas estejam no lugar certo. Você acha que a gente consegue fazer funcionar?
— Não sei — eu disse. — Nunca tivemos motivo para tentar. A Bri e eu temos um relacionamento muito estranho. Eu a amo mais agora do que nunca. Acho que ela sente o mesmo por mim. Ela não é do tipo que fala sobre isso. Ela simplesmente age. Estamos mais próximos agora do que quando éramos casados e eu gosto dela. Não gostava muito quando estávamos casados. Eu a amava, mas a gente brigava o tempo todo. A gente meio que resolveu as coisas, de modo que é como se estivéssemos casados, mas não precisamos mudar. Acho que éramos muito imaturos e egoístas, mas funcionou para nós. Talvez só precisássemos de vocês para perceber o que estávamos perdendo. A ideia de ser uma família é muito empolgante, mas também assustadora. E se a gente estragar tudo? Estamos arriscando tudo numa aposta. Odeio incerteza.
— Eu sei, mas às vezes você tem que arriscar — ela disse. — Você não consegue nada de bom sem correr o risco de dar errado.
Eu a abracei e ela ronronou como uma gatinha. — Você é a menina de onze anos mais sábia que já conheci — eu disse.
— Vou fazer doze mês que vem — ela disse.
Ela terminou o bolinho e voltamos para dentro. As outras duas ainda não tinham se levantado e levamos a Vovó para passear. Quando voltamos, as preguiçosas já estavam de pé e se mexendo. A Bri nunca foi matinal e, evidentemente, a Maggie também não. Ambas pareciam lindas gatas despenteadas e sonolentas. Espreguiçavam-se e bocejavam muito. Quando saíram do banho, eram como dínamos humanos. A Bri nos levou às pressas para tirar uma licença de casamento, protocolar os papéis de adoção, dar início à guarda temporária e depois fomos jantar. Comemos frutos do mar e as garotas ficaram maravilhadas com o quanto era gostoso. Ficaram realmente impressionadas com os preços.
— Uau, Mack, você deve ganhar um monte de dinheiro — Maggie disse.
Eu ri. — Eu ganho bem — respondi. — Não me importo que vocês saibam. Ganho cerca de 90 mil por ano. Poderia cuidar de todos nós se precisasse. A Bri ganha umas dez vezes mais do que eu.
Elas olharam para ela, atônitas por um minuto. Ela riu. — É só dinheiro — ela disse. — O importante é que a gente pode levar vocês para comer fora sempre que quiserem. Na maioria das coisas, o Mack cozinha melhor que os restaurantes, se a gente conseguir convencê-lo a cozinhar.
— Você cozinha? — Maggie perguntou.
— Sim, mas geralmente coisas simples — ela disse. — Qualquer um pode seguir uma receita. O Mack é um gênio.
— Ela é realmente muito boa — eu disse para elas. — Se ela conseguisse superar o hábito infeliz de se distrair e queimar as coisas, seria excelente.
Ela me deu um soco. — Cometo um erro e ele nunca deixa você esquecer — riu ela.
Bufei. — No primeiro ano em que ficamos casados, não tínhamos cachorro para comer as coisas queimadas. Fede a casa se você joga no lixo. Ela levava para os fundos e despejava ao pé de uma árvore. Parecia que a gente fazia oferendas queimadas ao deus da árvore.
Elas riram às gargalhadas. A Bri estava de muito bom humor e se aconchegou contra mim. Passei o braço em volta e a apertei. As garotas riram.
— A gente nunca comeu num lugar assim — Maggie disse.
— Maggie — Bri olhou para ela séria. — Isso jamais vai dar certo. Você vai fazer o Mack sair correndo de casa em uma semana se falar assim. Sei que você consegue falar melhor. Diga de novo.
Maggie pensou por um minuto. — Nós nunca comemos em um lugar como este — ela disse com um sorriso de triunfo ao meu aceno de cabeça. — Nós sabemos falar... quero dizer, nos expressar — ela disse. — A gente só pegou o hábito de fal... falar como o resto do pessoal da rua. Nós frequentávamos a escola até a mamãe morrer. Também tirávamos notas boas.
— Eu acredito, querida — Bri disse. — Acho que vocês vão se sair muito bem. Só tentem lembrar. Podemos ser de Detroit, mas temos classe.
As garotas pareciam prestes a explodir de orgulho. Ela também lhes deu classe. Elas se vestiam como ela. Ela as ensinou a andar, a sentar, a comer e beber, a usar maquiagem e arrumar o cabelo. Em seis meses, você pensaria que elas tinham sido criadas e educadas a vida toda na alta classe da Nova Inglaterra. Eram rápidas e tiravam boas notas. Aquela noite foi o começo.
Bri estava empolgada para começar. Quando chegamos em casa, ela disse para as garotas ligarem a TV e deixar ligada a noite toda. Elas olharam para ela curiosas. — O pai de vocês e eu temos algo para fazer — ela deu uma piscadinha para elas. Elas riram histericamente e coraram vermelhas feito beterraba.
Bri me arrastou para o quarto. — Estamos comemorando — ela me disse.
— Comemorando o quê? — perguntei.
— O início de algo incrível — ela disse. — Eu te amo, Mack. Nunca duvide disso. Nós vamos conseguir. Toda noite, vou te lembrar que te amo e depois vou te mostrar. Sempre fomos dinamite na cama. Hoje à noite, quero levar a um nível totalmente novo. E depois, vamos mantê-lo assim pelo resto das nossas vidas. Topa?
— Mostre-me — eu a desafiei. Ela puxou um pente do cabelo e toda aquela chama cintilante caiu em cascata. Ela raramente usa solto, mas ele desce até o alto da bunda. É muito pesado e ondulado e ela o girou como uma stripper enquanto caía ao seu redor. Ela caminhou em minha direção e deu as costas.
— Abra o zíper para mim — ela disse com uma voz baixa e sensual. Ela tem uma daquelas vozes roucas de sexo por telefone que simplesmente te dão uma ereção instantânea. Deslizei o zíper do vestido azul para baixo, deixando as costas dos meus dedos roçarem pela sua espinha. Ela estremeceu e deu duas passadas para longe, girando e deixando o cabelo rodopiar. Ela deslizou os ombros para fora e o vestido caiu, preso momentaneamente nos seios e novamente nos quadris antes de se amontoar aos seus pés. Ela saiu graciosamente, os saltos de sete centímetros deixando suas panturrilhas simplesmente espetaculares, projetando a bunda para fora e arqueando as costas. Seus seios também eram espetaculares, grandes e firmes, mal contidos pelo sutiã de renda branca. Eu podia ver a dureza de seus mamilos e o contorno das aréolas rosadas através da renda. Sua calcinha combinava e eu podia ver um triângulo de pelos ruivos em forma de coração dentro. Deus, ela era linda. Acho que ela nunca percebeu o efeito que causava em todos os homens que a viam. Ela era totalmente desinibida. Os homens orbitavam sua chama e ela os considerava como meros vaga-lumes. Ela voltava todo esse calor esfumaçado para mim e acho que eu era o único homem que já o tinha visto. Seus braços serpentearam para trás e o sutiã se soltou, deixando aqueles seios espetaculares saltarem para a frente, gloriosamente nus, sua pele branca cremosa mostrando uma sarda aqui e ali.
Ela rebolou os quadris ao perder a calcinha, deslizando-a para baixo para se juntar às outras coisas no chão. Ela mordeu o dedo e o azul gelado de seus olhos me congelou. — Acho que alguém está vestido demais — ela provocou.
— O que vamos fazer a respeito? — perguntei.
Ela veio para frente, deslizando como água fluindo, me empurrou para a cama e montou em mim, os joelhos apoiados na cama ao lado dos meus quadris. Eu podia sentir o cheiro de sua excitação. Era um perfume sutil, quase mascarado pelo Chanel que ela sempre usava. Era um almíscar suave, provocante e sedutor. Seus dedos longos, finos e hábeis abriram os botões da minha camisa, puxando as abas para fora das calças, tirando-a dos meus ombros e deixando meus braços presos. Ela me empurrou de costas na cama, abaixando-se para abrir meu cinto e minhas calças antes de puxar pela cintura. Obedientemente ergui os quadris e ela deslizou minhas calças até os tornozelos. Elas ficaram presas nos meus sapatos e ela os desamarrou, tirando-os junto com minhas meias antes de descartar as calças. Minha cueca box fazia uma barraca obscena e ela desabotoou o botão, permitindo que minha ereção saltasse livre. Eu estava mais duro do que acho que já estive na vida.
Aquilo foi um nível totalmente novo de sensualidade, mesmo para a Bri. Ela sempre foi um tesão, mas tinha se transformado em um letreiro de neon dizendo "me coma" em letras cor-de-rosa. Quando ela se abaixou, passou a língua pelos lábios vermelhos e suculentos e me envolveu no inferno da sua boca, eu quase gozei ali mesmo. Seus lábios deslizaram para baixo até eu sentir a cabeça do meu pau bater no fundo da garganta dela. Houve um pequeno soluço no movimento e eu a senti engolir duas vezes. Meu pau realmente entrou na garganta dela e seus lábios se esticaram ao redor da base, o narizinho fofo encostando na minha barriga! Ela nunca tinha feito isso antes e foi demais para minha resistência. Eu jorrei na garganta dela e ela recuou até só a cabeça ficar dentro da boca, bombeando meu pau com os dedinhos quentes e engolindo de forma audível até eu me esvair. Eu a puxei para cima até conseguir alcançar a boca dela com a minha. Ela tentou virar o rosto, mas eu a beijei ferozmente, esmagando a maciez carnuda dos seus lábios com os meus. Ela se agarrou a mim, os olhos ainda úmidos com as lágrimas não derramadas pelo esforço de engolir meu pau inteiro.
"Deus, Bri," eu sussurrei. "Onde você aprendeu a fazer isso?"
"Uma garota do trabalho me ensinou e eu pratiquei com um brinquedo," ela sussurrou.
"Obrigado, amor," eu respirei. "Minha vez!"
Eu a virei de costas e ela guinchou quando prendi seus pulsos na cama. Beijei o caminho descendo pelo seu pescoço longo e esguio e ela arqueou as costas, os mamilos duros e empinados, implorando pelo meu toque. Fiquei feliz em atender.
Quando meus lábios tocaram aqueles botõezinhos duros, ela ofegou e enroscou os dedos no meu cabelo, me puxando para o monte firme e chamando meu nome. Eu nunca a tinha visto tão excitada antes. Ela sempre foi muito responsiva e os mamilos muito sensíveis, mas aquilo era novo e incrível para mim. Eu os adorei pelo que pareceu 30 minutos, mas não podia ter sido, porque ela guiou minha cabeça para baixo. Acho que ela teve um pequeno orgasmo enquanto eu amava aqueles peitos deliciosos. "Mais, Mack, eu preciso de mais!" ela gritou.
Beijei o caminho descendo pela barriga lisa enquanto ela arqueava as costas, buscando e se deleitando com o contato. Puxei com os lábios os cachos cor de fogo lá embaixo e ela riu e suspirou. Ela abriu as coxas voluntariamente para mim quando me deitei entre elas e seus músculos tremeram e enrijeceram enquanto eu mordiscava a pele sedosa da parte interna das coxas. Eu a mordisquei de leve, deixando ela sentir meus dentes, e ela gemeu e começou um contorcer lento, só um indício de tremor nos movimentos. Eu conhecia aquele sinal de sua excitação crescente e fui mordiscando o caminho até o nirvana. Seus lábios internos estavam selados em uma linha linda que se estendia até o botão do seu grelinho. Ela tinha uma boceta linda, depilada, limpa e doce. Havia uma gotinha de mel vazando e eu a lambi, saboreando o gosto dela. Ela estremeceu com o contato da minha língua contra seus lábios e eu a usei para abri-la como uma flor linda. Ela arqueou sob meu toque e houve uma inundação de umidade. Eu a lambi como um homem faminto enquanto ela torcia os quadris e se contorcia debaixo de mim.
Seus gemidos agora eram constantes e quando subi por seus lábios até o pequeno broto do seu clitóris, ela arqueou a pélvis em direção aos meus lábios, buscando e encontrando o que desejava. Eu provoquei seu capuz protetor e o botãozinho espiou para fora. Ela guinchou e pulou quando minha língua o atingiu. Eu o amei e acariciei gentilmente e o tremor em seu corpo ficou mais pronunciado.
Puxei meus lábios para longe e bati nele de leve com a ponta do dedo. Ela se sacudiu convulsivamente. "Ai, Deus, sim, Mack!" seus ofegos eram elétricos. "Você está me deixando louca!"
Eu o tomei de volta entre meus lábios e o açoitei com a língua, fazendo-a explodir para fora da cama, gritando e se empurrando contra mim. Quando adicionei um dedo em sua bainha apertadinha, ela explodiu de novo. Eu a mantive lá o máximo que pude, meu dedo enterrado em sua umidade quente. Adicionei outro e lambi freneticamente ao longo dos lábios rosados, seu clitóris inchado erguido solitário acima até ela começar a baixar. Ela estava começando a relaxar e eu o ataquei de novo. Ela gritou e tentou me empurrar. Capturei seus pulsos esguios em uma mão e coloquei algum peso sobre ela, prendendo-a no lugar e continuando a atacar seu clitóris.
"Não!" a voz dela estava um pouco frenética. "Por favor, Mack, eu não aguento mais! Não, por favor, para!"
"Não," eu disse a ela. "Esta boceta é minha e eu quero lambê-la." Continuei exatamente fazendo isso e ela choramingou e explodiu em orgasmo de novo. Continuou e continuou e ela se torceu descontroladamente debaixo de mim, finalmente conseguindo virar os quadris e recuando aos tropeços na cama. Ela me encarou descontroladamente por um minuto antes de desabar de volta na cama. Sua cabeça se ergueu de novo.
"Que porra deu em você, Mack? Você sabe que eu não gosto de ser segurada!"
"Azar," eu disse a ela. Pulei na cama e a imobilizei, minha ereção renovada pressionando sua bocetinha quente, e prendi seus pulsos sobre a cabeça de novo.
Ela lutou descontroladamente, mas eu era pelo menos 50 quilos mais pesado que ela. "Não!" ela sibilou. O sibilo se transformou em um gemido quando afundei em suas profundezas úmidas. "Ai, caralho, Mack!" ela gemeu. "Porra! Vai com calma! Você sabe que é grande demais para me pegar assim de repente!"
Eu ri e recuei um pouco. Ela relaxou e eu penetrei em seu calor líquido com uma investida longa e suave. Senti sua moitinha de cachos contra minha barriga e meu pau bateu no fundo da sua boceta. Estávamos completamente unidos e parecia o paraíso. Ela estava apertada, molhada e quente, me envolvendo em um calor vulcânico enquanto eu pressionava meu osso púbico contra seu clitóris. Fiquei ali, enterrado até o cabo e movendo meus quadris em um círculo que ela seguia em contra-rotação.
Eu recuei e comecei a meter nela. Ela enrolou aquelas pernas longas em volta dos meus quadris e eu podia sentir seus calcanhares cravando em minhas coxas. Soltei seus pulsos e seus braços voaram ao meu redor, procurando algo para se segurar. Encontramos um ritmo e seus gemidos eram pontuados a cada investida até ela estar gozando descontroladamente, a cabeça jogada para trás e os olhos fechados. Um rubor tomou seu rosto e desceu pelo pescoço até a parte superior do peito. Ela gozou de novo e eu apertei sua forma adorável firmemente enquanto ela pulsava e tremia.
Quando ela se recuperou um pouco, eu saí de dentro dela e a virei de bruços, montando em suas pernas e a possuindo por trás.
"Ah, não! Ah, não!" ela exclamou. "De novo? Eu... eu... eu não consigo!"
Ela conseguiu e ela fez. Eu a fodi por uns bons dez minutos nessa posição enquanto ela gozava repetidamente, finalmente soluçando e chorando enquanto seu corpo sacudia e tremia. Eu gozei dentro dela, sentindo como se minha alma estivesse se derramando nela. Eu nunca a tinha visto tão excitada e tão excitante. Essa era a mulher que eu sempre soube que ela era, e poderia ser. Ela era uma criatura de fascínio total e mistério, esperando para ser tomada e reivindicada. Acho que naquele momento eu realmente percebi o quanto a amava. Eu sabia que morreria por ela e nunca questionaria o sacrifício.
Eu a rolei e a segurei apertado. Ela se deitou meio sobre mim e soluçou no meu peito. Suas palavras vieram, quebradas e cheias e roucas.
"Meu Deus, Mack! Você... você... você me destruiu!" Ela tremeu por um minuto e eu a segurei; acariciando seu cabelo e afagando a pele sedosa de suas costas. Ela ergueu a cabeça e encarou meus olhos. "Mack, eu te amo," ela disse. "Eu sempre soube que amava. Sou uma vadia egoísta; eu sei disso também. Eu nunca realmente me entreguei a ninguém. Eu me entreguei a você, agora mesmo. Você me quer, Mack? Acho que pela primeira vez na minha vida eu estou pronta. Estou pronta para ser sua amiga, sua amante, sua esposa, a mãe das meninas. Você vai me ajudar, me amar e ter paciência comigo? Juro por Deus que você nunca vai se arrepender. Estou pronta, Mack, se você me ajudar. Você me ama a esse ponto?"
Eu esmaguei seus lábios deliciosos com os meus. "Eu te amo mais que tudo," eu disse. "Você vai ter que me ajudar também. Você tem que ter paciência comigo tanto quanto eu com você. Eu sempre te amei. Se formos um time, nós podemos conseguir."
"Eu farei qualquer coisa por você," ela sussurrou. "Farei pelas meninas também. Eu nunca sonhei que me sentiria assim. Elas simplesmente entraram na minha vida e eu não consegui evitar. Estou com medo, Mack. Estou com medo de ser uma mãe horrível. Sempre tive medo disso. É por isso que eu nunca considerei ter filhos. Morro de medo de estragar elas. Cristo, Mack, eu não sei como ser mãe."
"Não, eu também não," eu ri. "Suspeito que ser pai vai ser tão difícil quanto. Acho que é algo que você aprende fazendo. Ninguém sabe no começo. Eu também não sei como ser marido. Não sei como ser um bom marido, pelo menos. Nós estragamos tudo da primeira vez, Brianna."
"Eu sei," ela sussurrou. "Foi principalmente eu. Eu era tão criança. Ainda sou, em muitos aspectos, Mack. Vou tentar com todas as forças crescer."
"É, eu também." Eu a segurei perto.
Em algum momento nós pegamos no sono. Acordei na manhã seguinte com uma sensação incrível. Meu pau estava envolvido em calor líquido e quando abri os olhos, os olhos azuis flamejantes da Brianna estavam fixos nos meus e sua cabeça balançava sobre minha ereção latejante.
"Bom, você está acordado." Ela se afastou com um sorriso, balançando a perna sobre mim para montar no meu mastro com as costas para mim. Isso me deu uma visão perfeita daquela bunda espetacular e a visão incrivelmente erótica da sua boceta descendo sobre meu pau, seus lábios formando um O perfeito enquanto se agarravam ao eixo que a penetrava. Eles empurravam e puxavam, para dentro e para fora enquanto seu aperto invertia as direções. Ela me cavalgou até três orgasmos antes que eu não conseguisse mais segurar e disparasse dentro dela.
Tomamos banho juntos, rindo como crianças, e quando nos secamos ela vestiu um pijama.
"O que você está fazendo?" eu perguntei.
"Se não me engano, teremos visitas em breve," ela sorriu. "É melhor você vestir algo também. Estou com preguiça de levantar agora."
Vesti cueca boxer e uma camiseta e não fazia dez minutos que estávamos de volta na cama quando alguém bateu na porta.
"Entre," Bri chamou.
Stokely enfiou a cabeça para dentro. Seu rosto se iluminou quando nos viu e ela veio correndo pelo quarto para se jogar em cima de nós. Infelizmente, ela deixou a porta aberta e uma bola de pelo tigrado também se juntou a nós, deitando sobre nossos pés e suspirando em êxtase. Em mais cinco minutos, Maggie se juntou a nós e todos tivemos uma luta improvisada com a Vovó.
Como ele tinha dentes e baba, ele venceu, e nós o enrolamos na colcha e o arrastamos para fora do quarto. Conseguimos deixá-lo para fora e voltamos em grupo para a cama para um chamego coletivo. Depois de cerca de meia hora, as meninas reclamaram de fome, então fomos para um restaurante tomar café da manhã. Às 14h, Bri anunciou que tínhamos um compromisso. Ela não quis nos dizer o que era, mas nos levou para o fórum municipal.
"Você tem um caso?" eu perguntei a ela.
"Sim, o caso mais difícil que já tive," ela riu.
Ela nos arrastou para dentro e para uma das salas de audiência. O juiz de paz estava lá e nos perguntou se estávamos prontos.
"Prontos para quê?" eu perguntei.
Bri se ajoelhou no chão e tirou uma caixa da bolsa. "Mack, você quer se casar comigo, de novo?" ela perguntou. "Dessa vez, eu prometo que será até a morte. Eu sei que prometemos isso da última vez, mas você sabe que eu nunca deixei de te amar ou de querer ser sua esposa. Você é o único homem que eu já amei ou que amarei. Por favor, Mack, se case comigo."
Ela estava com nossas alianças na caixa junto com seu anel de noivado. "Brianna, você tem certeza?" eu perguntei a ela.
"Nunca tive tanta certeza de nada na minha vida," ela disse. "Meninas, me ajudem, ele está sendo teimoso!"
"Sim, por favor, Mack," as duas suplicaram. "Bri realmente ama você. Queremos ser uma família. Nós também amamos você, e amamos a Bri."
Como eu poderia resistir? Levou uns dez minutos e a façanha estava feita. Bri nos levou para aquele novo restaurante grego que ela conhecia para celebrar e eu vi minha vida se desenrolando diante dos meus olhos. A mulher mais linda do mundo como minha esposa e na minha cama todas as noites. Duas filhas incríveis que rapidamente se tornariam mulheres lindas por direito próprio; o que não amar nisso? Nós conseguiríamos? Só o tempo diria.
Levamos cerca de um mês para conseguir a guarda das meninas. Bri trabalhou incansavelmente para que isso acontecesse e quando aconteceu, elas eram as meninas mais felizes do mundo e nós o casal mais feliz. Bri vendeu seu condomínio e nós moramos na minha casa.
Eu tinha me preocupado muito sobre Bri e eu irritarmos um ao outro. E nós nos irritamos, também, especialmente no começo. Houve um pequeno estouro cerca de três semanas depois que nos casamos quando Bri foi jantar com um cliente e esqueceu de nos ligar. Quando ela chegou em casa, foi recebida com seis olhos acusadores.
"O quê?" ela perguntou.
Stokely segurou o telefone e os olhos de Bri faiscaram de raiva. Ela abriu a boca e então desatou em lágrimas. Ela correu e nos reuniu a todos no sofá, ajoelhando-se no chão diante de nós e simplesmente soluçou. "Sinto muito," ela disse engasgada. "Eu simplesmente esqueci de ligar. Eu devia ter ligado. Por favor, não fiquem bravos comigo. Vou tentar não fazer isso de novo. Não vou prometer não fazer, mas vou dizer à minha assistente para me lembrar. Eu não conseguia pensar em nada além de terminar aquela reunião e voltar para casa enquanto estava lá. Vocês me perdoam? Stokely, Maggie, Mack, me desculpem."
Eu acho que Bri não tinha se desculpado uma dúzia de vezes na vida. Foi o começo de um tipo de relacionamento totalmente novo entre nós dois. Nós dois fazíamos questão de fazer o outro feliz e as meninas foram simplesmente incríveis em nos ajudar. Às vezes, eu sentia que nós éramos as crianças e elas os adultos.
Tínhamos nossas pequenas brigas, mas eu nunca estive tão feliz e contente na minha vida. Havia uma escola particular no campus onde eu lecionava, e Bri matriculou as meninas lá. Elas iam e voltavam da escola comigo e nós nos unimos durante esses trajetos. Elas conversavam comigo sobre tudo e simplesmente preenchiam minha vida com seu entusiasmo. Quando as aulas terminavam, íamos para casa e elas iam direto para seus quartos fazer o dever de casa. Geralmente levava algumas horas e quando terminavam, levávamos a Vovó para passear. Às cinco, eu começava o jantar se estivéssemos comendo em casa, e Bri geralmente estava em casa às seis e meia. Se ela fosse se atrasar, ligava com bastante antecedência e geralmente saíamos para comer nessas noites.
Quando Maggie fez dezesseis anos, Brianna perguntou o que ela queria de aniversário. Ela nos disse que queria sua carteira de motorista. Ela estudou e praticou por duas semanas e passou na primeira vez. Na noite do aniversário dela, Brianna conversou comigo na cama.
"Quero comprar um carro para ela," ela disse.
"Ok, que tipo de carro?" eu perguntei.
"Quero comprar um Camaro conversível novo para elas," ela disse.
"Quanto custa?" eu quis saber.
"Jesus, Mack, isso importa?" ela perguntou. "Você acha que vamos à falência?"
"Não, acho que não importa," eu disse. "Eu só gosto de saber das coisas, Bri."
"Eu sei," ela me beijou. "Desculpe ter sido grossa com você. Acho que podemos conseguir o que eu quero por cerca de 60.000 dólares."
Eu assobiei. "É muito carro. Mas ela é uma garota incrível. Ela merece."
"Sim, ela merece," Brianna sorriu. "Elas tiveram muitas coisas ruins em suas vidas, Mack. Vamos garantir que agora elas só tenham coisas boas."
Encomendamos o carro. Era amarelo brilhante com muitas listras pretas e interior preto. Acabamos comprando o grande motor V8, contra meu bom senso. Brianna achou que iria manter melhor o valor e ela provavelmente estava certa. De qualquer forma, eu achava que Maggie não iria dirigir como louca.
Quando ele chegou, estacionamos na garagem e, na hora da escola, elas pegaram as mochilas e me seguiram até o carro. Brianna estava dentro da garagem e eu não destranquei as portas.
"Pai", Stokely disse. "Deixa a gente entrar."
"Vocês não vão comigo hoje", eu gritei. "Você vai dirigir, Maggie."
"A mãe não vai trabalhar?", ela perguntou.
"Não, ela vai", eu disse.
"O que eu vou dirigir, então?", ela perguntou.
Apertei o controle da porta da garagem. "Você vai dirigir aquilo", apontei para dentro da garagem.
Os grandes olhos verdes dela ficaram redondos como pires. Nenhuma das duas se moveu por um minuto, e então Maggie começou a chorar. Grandes lágrimas rolavam por suas bochechas e ela tremia como uma folha.
Eu pulei para fora e Brianna veio correndo pela entrada. Abracei Maggie com força e Bri se juntou a nós. "O que foi, querida?", perguntei. "Achamos que você ficaria feliz. É o seu carro. Compramos para você de aniversário."
Ela tentou nos dizer algo, mas estava tão engasgada que não dava para entender. Ela enterrou o rosto no meu peito e nós a abraçamos e acariciamos até que ela se acalmasse o suficiente para falar. Stokely se juntou ao abraço coletivo e finalmente conseguimos que Maggie falasse.
"Eu não quero o carro", ela disse, engasgada. "Eu amo vocês demais e isso é demais! Eu... a gente... a gente não quer que vocês tenham que comprar coisas para nós. Stokely e eu já conversamos sobre isso. Não precisamos de coisas, só precisamos que vocês nos amem", ela desabou de novo.
"Querida, nós amamos vocês", Brianna a consolou. "Amamos vocês mais do que qualquer coisa. Ter vocês como filhas é um sonho realizado para nós dois. Mas a gente gosta de comprar coisas para vocês. Nós trabalhamos e ganhamos muito dinheiro para poder comprar coisas para as nossas meninas. Gostamos de fazer vocês felizes. Essa é uma das maneiras de mostrar que amamos vocês. Não é a principal, mas é uma maneira. Nos deixa felizes dar coisas a vocês."
Stokely também estava chorando agora. Eu as beijei nas duas bochechas. "Vamos", eu disse. "É um carro bem legal. Vamos pelo menos dar uma olhada."
Elas fungaram, limparam os olhos e me deixaram levá-las para a garagem. Abri a porta para Maggie e Brianna colocou Stokely no banco do passageiro. Maggie colocou as mãos no volante e olhou para mim. Um sorriso começava a surgir em seu lindo rosto. "Fica bem em você", eu disse. "Liga ele."
O grande V8 roncou e ganhou vida, e ambas tremiam de excitação. Fechei a porta e bati no vidro. Ela o abaixou e eu a beijei de novo. "Vejo você na escola", eu disse.
Ela deu ré na entrada até a rua e parou. Brianna e eu ficamos juntos, observando-as. A porta dela se abriu e ela veio voando de volta pela entrada, se jogando em nossos braços e nos beijando repetidamente.
"Eu amo vocês tanto", ela repetia sem parar. "Obrigada, vocês são a melhor mãe e o melhor pai do mundo!" Ela correu de volta para o carro e foram embora.
Olhei para Brianna e ela estava chorando como um bebê. Meus próprios olhos estavam vazando por alguma razão inexplicável. "Olha para nós", eu disse. "Até parece que temos três anos. Foi uma ótima ideia, Bri. Você é uma mulher incrível."
Nos abraçamos por um longo tempo. Sabia que ia chegar atrasado para a aula, mas não me importei.
Quando Stokely fez dezesseis anos, compramos para ela um dos novos Challengers. Não foi tão emocionante, mas foi especial. Nós as levamos para o Havaí e Belize quando se formaram. No dia em que Stokely começou a faculdade, cheguei em casa e encontrei Brianna chorando no sofá.
Fui e sentei ao lado dela, tomando-a em meus braços e a amando sem dizer uma palavra por um tempo. Ela apenas deitou a cabeça no meu peito e chorou baixinho por um tempo. Finalmente, ela olhou para mim, aqueles grandes olhos azuis cheios de lágrimas. "Nossos bebês cresceram, Mack", ela disse.
"Eu sei." Eu a beijei. "É o que os bebês fazem."
Ela segurou meu rosto entre as mãos e olhou profundamente nos meus olhos. "Vamos fazer outro, Mack", ela disse. "Você e eu dessa vez. Quero um bebê, Mack." Ela desabou e soluçou. "Nunca pensei que isso aconteceria. Estou tão apaixonada por você e já sinto tanta falta delas. Quero fazer de novo. Foi tão incrível! Sei que estão a apenas 100 quilômetros, mas sinto falta delas."
"Eu também, gatinha", eu disse. "Talvez, se formos ter esse bebê, a gente deva ir praticar."
Ela arfou e me olhou espantada. "Sério? Você quer? Quer dizer, ter um bebê?"
"Claro", eu disse. "Espero que seja uma menina ruiva como você. Eu te amo com todo o meu coração, Brianna."
Eu a peguei no colo e a carreguei pela casa vazia até o nosso quarto para começar a praticar. Tivemos que expulsar o Grandville, mas decidi que gostava de fazer bebês. Enquanto eu pegava no sono, a foto na minha mesa de cabeceira de Maggie e Stokely prendia meus olhos. Elas não pareciam vagabundas.