Contos eróticos para ler inteiros.

Incesto

Um Favor Complicado

dineiaalvarez169 min

Nota da autora: todos os personagens têm mais de dezoito anos.

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Capítulo Um: Solução

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Sair com minhas irmãs todo fim de semana era algo que simplesmente tinha se tornado uma parte natural da minha vida. Nós tínhamos nos afastado um pouco quando cada uma saiu de casa e foi fazer suas próprias coisas. Como essas coisas acontecem.

Mas geograficamente não estávamos tão longe uma da outra, e uma vez que pegamos o hábito de arrumar tempo para nos encontrar regularmente, isso se tornou quase necessário para nós três. Uma constante, uma característica prazerosa de vidas que, de outra forma, seriam turbulentas.

Fiquei desconfiado quando Elsa arranjou uma namorada séria e começou a convidá-la para os nossos encontros. Mas acabei amando Casey como uma irmã, e agora que as duas estavam casadas e tinham uma casa bem legal, tínhamos um local confiável e agradável para socializar, então tudo meio que deu certo.

Anna, assim como eu, não estava em nenhum tipo de relacionamento de longo prazo. Nós dois já tivemos pessoas relativamente sérias em nossas vidas em alguns momentos, mas nada que durasse. Isso nem sempre era fácil, mas até nos piores momentos — como logo depois de términos — não era tão ruim quando estávamos todos juntos. E Anna e eu tínhamos a opção de nos unir contra Elsa e provocá-la implacavelmente por ser uma adulta responsável e equilibrada com um casamento saudável e funcional, o que ajudava de um jeito muito estranho de afeto entre irmãos.

Era um dia de verão particularmente bonito quando Elsa lançou uma bomba em mim. Nós quatro estávamos simplesmente relaxando no deque da casa de Elsa e Casey, bebendo sob o sol. Casey e Anna tinham saído momentaneamente para preparar outra leva de daiquiris. Eu não suspeitava de nada.

"Casey e eu queremos um bebê", Elsa disse, do nada.

Dei de ombros tranquilamente. "Claro. Sinto que devo avisar que, biologicamente falando—"

"Sim, eu sei que nenhuma de nós duas pode engravidar a outra, espertinho."

"Ok. Só checando. Então, o quê, adoção ou... uma daquelas coisas de ciência?"

"Bem, Kai, meu querido irmão, é justamente aí que está."

"O quê?"

Elsa hesitou. "Estávamos contemplando algo totalmente diferente."

"Ah é?"

"Nem adoção nem... coisas de ciência."

"... magia?"

"Também não."

"Ok, bom, então acabaram minhas suposições. E não sei por que você esperou até... espera..."

"Hm?"

"Elsa, por que diabos você esperou Casey e Anna terem saído para tocar nesse assunto?"

"Porque eu queria falar de uma coisa com você. Meio que em particular."

"E enquanto eu estou um pouco bêbado?" perguntei incisivamente.

"Isso também, sim."

"Casey sabe?"

"Ela está distraindo nossa irmãzinha enquanto conversamos."

"Claro que está." Respirei fundo. "Elsa, por favor me diz que isso não é algo bizarro."

"Desculpa. É algo bizarro."

"Ah, Deus."

"Olha, nós só gostaríamos que você considerasse, só isso."

"Elsa..."

"Se você fosse o... doador, digamos, então, geneticamente, Casey e eu duas teríamos uma participação mais ou menos igual no processo de criação. Mais ou menos."

Esfreguei a testa. "Viu, essa era a coisa mais bizarra que eu podia imaginar, e ainda assim você veio e falou."

Elsa deu de ombros. "Nah, poderia ser mais bizarro. Quando estávamos conversando sobre isso, Casey disse que seria mais bizarro se eu tivesse um filho seu."

"Isso é... quero dizer, sim, isso é mais bizarro." Levei um momento só para pensar. "Você está falando sério?"

Ela sorriu torto. "Sim, Kai", disse baixinho, afastando um pouco do cabelo para trás da orelha. "Estamos bem sérias. Não é para te pressionar nem nada. Só... nós conversamos sobre as opções. E tivemos muito tempo para pensar nelas. Sinceramente, pedir para você ser o doador estava no topo da lista por um bom tempo. Aí brincamos de pular o intermediário. Acho que talvez tenha sido Casey quem falou primeiro. Tipo, 'Haha, e se eu desse pro seu irmão?'"

"E isso parece uma boa ideia agora?"

"... sim? Tipo, só pensa nisso. É só isso."

"Você quer que eu transe com a sua esposa, Elsa."

"Estou perfeitamente ciente do que estou pedindo", Elsa disse educadamente. "Mais ciente que você. Sorte que você e Casey têm uma quedinha um pelo outro, então—"

"Que diabo você tá falando?"

"Você me ouviu. Acredite, querido irmão, todos nós sabemos que você acha Casey uma gracinha."

"Ei!"

"E ela... quero dizer, ela diz que você é tipo a versão masculina de mim. O que... sim, basicamente você é. Eu provavelmente não devia te contar isso, mas já tivemos noites em que eu finjo—"

"Por favor, não termine essa frase." Balancei a cabeça. "Você está quão bêbada agora?"

"Bêbada o suficiente para ter essa conversa com você."

"Sim. É mais ou menos isso, né."

Casey e Anna voltaram em desfile até nós, interrompendo qualquer conversa adicional. As duas estavam rindo e batendo papo como antes, inicialmente alheias ao clima diferente lá fora. Serviram drinks novos para todos, e Anna então sentou ao meu lado, percebendo aos poucos que eu não estava tão animado quanto quando ela saiu.

"Ei, o que tá pegando?" Anna perguntou, me cutucando com o cotovelo. "Você tá com uma cara... pensativa."

"É que estou", admiti.

"Sobre o quê?"

"Uma coisa que a Elsa falou."

Casey revirou os olhos para minha evasividade e respostas secas. "Bem, o que ela falou?"

Fiz contato visual com Elsa, que simplesmente deu de ombros. Casey ao seu lado parecia já ter percebido o clima àquela altura, mas não parecia nada confusa. Nem estaria. Ela já sabia o que estava rolando.

"Quer que eu fale?" perguntei, direcionando a pergunta para Elsa.

"Não, você não precisa", Elsa disse. "É assunto nosso." Ela estendeu a mão para a de Casey e a apertou. Casey sorriu para ela, embora com um toque de cumplicidade nos olhos.

"Bom, desembucha", Anna disse, dando um gole. "Por que eu sou a única que não sabe?"

"Porque eu precisava falar com o nosso irmão primeiro", Elsa disse. "Eu teria contado a você. Não necessariamente agora, mas—"

"Ah, claro. Deixam a caçula de fora", Anna disse, fingindo descontentamento, mas ainda alegre o suficiente para o efeito não colar. "Negócios como sempre, hein?"

"Nós não te deixamos de fora de nada", Elsa disse calmamente. "Mas é engraçado você ter mencionado bebês..."

"Por que isso?"

"Porque Casey e eu gostaríamos de ter um."

"Ah." Anna se animou. "Bom, isso é legal. Quer dizer, para algumas pessoas. Acho que dão bastante trabalho, e são barulhentos, e estão sempre fazendo cocô, e—"

"Sim, obrigada, irmã querida", Elsa disse.

"Não, mas tipo, é maneiro se vocês duas estão fazendo isso. Qual é o plano? Por que você precisava contar ao Kai antes..."

Anna parou de falar e lançou os olhos desconfiada para mim. A mente dela estava claramente girando agora. Juntando as informações que eu ainda estava remoendo.

"Espera aí, sério", Anna disse num tom mais perigoso. "Por que você não podia contar para nós dois juntos?"

"Eu queria perguntar uma coisa ao nosso irmão sem que ninguém mais tornasse a conversa mais esquisita", Elsa disse. "Não que tenha funcionado tão bem."

"Que coisa?" Anna insistiu.

"Bem..."

"Elsaaa."

"Anna."

"Ah, pelo amor de Deus", Casey disse, finalmente entrando no discurso constrangedor. "Anna, a gente queria saber se o Kai poderia nos ajudar."

"... ok, caramba, era o que eu estava pensando. Isso não seria bizarro, Casey tendo o..." Anna balançou a cabeça. "Ah, isso é tão bizarro."

Dei uma risadinha para mim mesmo, sem conseguir evitar. Anna se virou para mim.

"O que é tão engraçado?" ela exigiu.

"É pior do que você pensa", eu disse.

"Ah é?"

"Sim. Quer dizer, essa parte faz sentido quando você pensa nisso. Genética e tudo mais."

"Eu não—"

"Pergunta a elas como elas querem que eu seja o... doador."

Anna franziu a testa e se virou de volta para Elsa e Casey. "Como é que—"

Casey revirou os olhos, parecendo a menos desconfortável de todas àquela altura. Ela tinha a vantagem de não ser irmã de ninguém ali, suponho. Cunhada não contava exatamente da mesma forma para esses propósitos.

"Economiza muito tempo e problema se a gente simplesmente... fizer a coisa nós mesmas", Casey disse como se fosse perfeitamente razoável.

Anna inclinou a cabeça. "Com isso você quer dizer—"

"Eu transaria com o seu irmão. Feliz agora?"

"Não exatamente, não." Anna se remexeu. "Isso é... ah, nossa, isso é tão bizarro."

"Nem me fale", concordei.

"Essa é só a primeira opção", Elsa resmungou. "Não precisamos fazer desse jeito."

"Digo que não mesmo", Anna afirmou. "Mas vocês ainda—"

"Ainda gostaríamos que Kai estivesse envolvido, sim", Casey disse. "A gente pensou muito nisso, lembra. Dê um tempo."

"Ok, escuta", Anna disse. "Você é como uma irmã para mim, Casey. Você sabe disso. Mas... é diferente ouvir isso da minha perspectiva. E da do Kai."

"Mas Elsa está de acordo", Casey apontou. "Se é pra alguém ficar mais chocada com isso, deveria ser ela."

"Não vejo por que ela tem mais direito de achar isso bizarro", Anna disse.

Coloquei a mão no braço de Anna. "Tá tudo bem", eu disse. "Relaxa um pouco. Toma outro drink."

"Você não vai—"

"Não estou dizendo nada", eu disse. "Mas acho que elas têm razão em dizer que a gente devia simplesmente levar um tempo e deixar assentar. Se for não, é não. Discutir sobre isso não muda nada."

"Continua sendo bizarro", Anna disse amuada, embora tenha se recostado e tomado um longo gole. Seu rosto estava corado de constrangimento a essa altura.

Continuar ficando mais bêbados talvez não fosse a coisa mais sábia a fazer nas circunstâncias, mas com certeza parecia a mais fácil.

A conversa fluiu normalmente de novo, devagar no começo, mas acabou engrenando. Sempre com uma corrente subterrânea, no entanto. Como se nenhum de nós conseguisse tirar o elefante da sala metafórica.

Meus pensamentos sempre voltavam à oferta que minha irmã tinha feito. Eu percebia que Anna também estava remoendo aquilo. Elsa e Casey talvez não estivessem tão focadas, ou pelo menos não do mesmo jeito, mas com certeza ficavam me olhando de relance de vez em quando de um jeito que sugeria que estavam esperando uma resposta positiva no fim das contas.

A não ser que isso fosse coisa da minha cabeça, o que era bem possível."

"O negócio é o seguinte", eu disse por fim, a cabeça transbordando de considerações e nadando agradavelmente no álcool. "O negócio sobre transar com a Casey..."

Elsa bufou divertida. "Você ficou matutando isso esse tempo todo, não foi?"

"Como eu poderia não ficar?" eu disse calmamente.

Casey deu um sorrisinho. "Bem, Kai, o que tem sobre transar comigo?"

"Ok, então, tipo, acho que a bizarrice é um perigo", eu disse. "Não só porque a bizarrice inicial é... bizarra. Mas tipo, e se a gente fizer. E aí, e se não for realmente o que vocês duas queriam. E Elsa, e se você não gostar que eu transei com a sua esposa, e—"

"Não, não", Elsa disse. "Ela está transando com você. É diferente."

"Isso é... essa é uma distinção tão irrelevante. Nós estaríamos transando um com o outro."

"Acho que ele tem razão", Anna disse. "Trepação mútua."

"Alguém poderia, por favor, parar de usar a palavra 'trepação'?" Casey pediu educadamente.

"Eu estava tentando evitar dizer 'foder'", eu disse.

"Tudo bem. Mas você pode falar. Somos todos adultos aqui", Casey disse firmemente.

"Tá. Se eu te foder, ou você me foder, ou... ou a gente foder, de qualquer forma. Tipo... não quero que isso foda com a nossa coisa toda. Você sabe quantos irmãos se dão bem como a gente? E se isso for uma cunha no meio de tudo isso depois?"

Elsa e Casey trocaram um longo olhar significativo.

"Isso é... verdade", Elsa admitiu. "E é basicamente o pior cenário possível, mas é uma possibilidade definida, embora pequena."

"Kai tem razão", Anna disse. "Isso não é justo. E se... e se não pudermos mais fazer isso. Só ficar de boa. Porque as coisas ficam todas esquisitas e bizarras e ninguém consegue mais se falar."

Em particular, na minha cabeça, eu contemplava o que significava estarmos todos discutindo o que poderia acontecer depois. Que, de certa forma, já tínhamos passado batido pela noção de que eu poderia transar com a esposa da minha irmã ponto final.

Eu tinha feito parte daquilo. Reconheci isso em retrospecto. Era uma coisa tão pequena assim? Ou... merda, será que eu estava meio a fim?

Olhei cautelosamente para Casey. Consegui encarar por alguns segundos antes de os olhos dela fitarem os meus e eu ter que desviar o olhar, corando.

Ok, então ela era uma gracinha. Linda, até. E divertida e fácil de conversar e de estar por perto. Eu me sentia confortável com ela. Eu realmente gostava dela, embora não do jeito que eu jamais tinha pensado como 'aquele jeito'. Elsa tinha bom gosto. Eu não podia fingir que ela não tinha. Talvez um gosto bem parecido com o meu, agora que eu pensava nisso.

Aquele comentário sobre eu ser a versão masculina de Elsa ecoou na minha cabeça. Não achei que fosse muito preciso, mas éramos irmãos, afinal. Não era como se fôssemos pessoas radicalmente diferentes.

"Uma grande parte disso tudo está entre Elsa e eu", Casey afirmou taxativamente. Ela apertou a mão de Elsa. "Vocês são da nossa família também, obviamente, os dois. Mas vocês não podem colocar o nosso casamento nos ombros de vocês aqui. Nós podemos tomar nossas próprias decisões, e pedir isso ao Kai é uma delas."

"Mas isso impacta todo mundo", Anna insistiu. "Até eu, e eu tecnicamente nem estou realmente envolvida."

"Você está certa", Elsa disse. "Claro que está. E é por isso que estamos nos comunicando abertamente. É isso que Casey e eu vamos precisar fazer muito durante todo esse processo. No caso de ciúmes ou... ou seja o que for. Aconteça o que acontecer. Nada de segredos na entrada. Segredos são o que estraga coisas boas. Nós não vamos ter nenhum."

"Ah", Anna disse. Ela considerou as palavras da irmã mais velha. "Nenhum segredo de nenhum de nós?"

"Esse é o plano."

"Bem... ok então. Contanto que a gente converse sobre todas as coisas bizarras..."

Anna olhou para mim, e de repente eu percebi que as três garotas presentes estavam me examinando com atenção demais para o meu conforto.

"Espera aí, espera aí, então você está de acordo agora?" eu perguntei.

"Quer dizer... talvez?" Anna disse. "Acho que talvez eu não esteja mais contra."

"Ah", eu disse. "Acho... acho que talvez eu estivesse mais feliz quando você estava. Isso me deixava não ter que tomar uma decisão ainda."

Elsa riu baixinho. "Não tome uma decisão agora, irmão querido. Você está bêbado demais para ser algo definitivo. Só pensa nisso. Leva um tempo. Tudo depende do ciclo da Casey, de qualquer jeito."

Corei com a menção da consideração biológica, como se eu fosse jovem e inocente de novo, e já não estivéssemos falando de sexo extraconjugal e beirando o incesto.

"Ah", murmurei. "Claro."

****

Anna e eu passamos a noite. Geralmente não precisávamos, mas às vezes exagerávamos e não dávamos tempo de ficar sóbrios antes de dirigir para casa mais tarde. Essa era definitivamente uma dessas vezes.

Nós dois tínhamos nossos próprios quartos quando estávamos lá. Havia dois quartos de hóspedes, de certa forma, embora parecesse agora que um deles pudesse ser ocupado pelo novo bebê, quando chegasse. Se de fato seguíssemos por esse caminho.

Seria, possivelmente, meu filho também. Esse era um pensamento doido. Eu não tinha certeza do quão louco isso era comparado a engravidar a esposa da minha irmã em primeiro lugar, mas eu nem tinha tido chance de sequer realmente contemplar ter um filho de forma alguma. Mesmo um que fosse meu apenas geneticamente. Nunca tinha surgido antes, não sério, e agora surgir assim...

Tão bizarro.

Não conseguia dormir e, por fim, me arrastei pelo corredor até o quarto de Anna. Bati de leve e, então, entreabri a porta.

"Você está dormindo?"

"... sim."

Bufei. "Se você quiser que eu vá embora, é só falar."

"Não. Entra. Ainda estou pensando sobre... você sabe."

"Sim. Eu sei. Eu também."

Deslizei para dentro do quarto, fechando a porta atrás de mim, e tateei cautelosamente até a cama de Anna. Sentei na beirada enquanto Anna se sentava e encolhia os joelhos contra o peito. Meus olhos estavam suficientemente adaptados à escuridão para distinguir a forma geral dela.

"Você quer falar mais sobre isso?" Anna perguntou baixinho. "Ou quer uma distração?"

Suspirei pesadamente. "Meio que os dois?"

"Justo." Anna estalou a língua pensativamente. "Eu vi um filme legal outro dia."

Sorri cansado, então gemi e me espreguicei na cama. "Me conta", eu disse.

Anna lançou uma resenha improvisada e desorganizada do filme mencionado. Continuei sorrindo diante dos seus esforços, mesmo que, na verdade, não estivesse mantendo minha mente longe do meu dilema muito bem.

"Parece um filme legal", eu disse quando ela terminou.

"Sim, era."

"Anna?"

"Hm?"

"Sou um mau irmão se eu fizer essa coisa? Ou... sou um mau irmão se eu não fizer?"

Anna engatinhou para mais perto e deitou ao meu lado. "Não acho que você seja um mau irmão de qualquer jeito."

"Ah. Que bom."

"Acho que talvez não haja uma resposta certa. E... e eu vou te apoiar seja qual for a sua decisão, ok?"

"Valeu. Não acho que precise de apoio, mas valeu."

"Claro. Para que servem as irmãs?"

"Essa pergunta ficou mais complicada hoje."

"Haha, sim."

Rolei para mais perto de Anna, encontrando conforto na sua proximidade. Ela, de fato, estendeu a mão e bagunçou meu cabelo gentilmente, um gesto que eu não esperava da minha irmãzinha, mas que pareceu muito bom no momento.

"Eu acho que você deveria fazer, no entanto", Anna disse num sussurro quase inaudível.

"Você acha?"

"Sim. Elsa quer isso. E Casey. Elas merecem coisas boas."

"Verdade", concordei.

"E seria meio legal elas terem um filho. Eu nunca fui tia, você sabe."

"Estou ciente, sim."

"Embora... e se a gente não puder mais ficar sentado nos fins de semana sendo delinquentes?" Anna disse pensativamente.

"Não tenho certeza se essa é a maior preocupação."

"É uma preocupação, sim. Mesmo que não seja a maior." Anna suspirou. "Eu sentiria falta dos nossos encontros."

"A gente ainda podia se encontrar. Só talvez com menos bebida."

— Ou talvez a gente tivesse que beber mais pra compensar a Casey parando. Sabe, depois que você enfiar um bebê nela e tudo mais.

Eu ri sem jeito. — Ai, Deus, não fala assim.

— Você vai ter que engravidar ela, mano — Anna disse, aproveitando na hora minha fraqueza.

— Ah, não...

— Mmhm. Encher ela de—

Tapeei a mão na boca da Anna e consegui cobrir. Ela quase imediatamente enfiou a língua pra fora e lambeu minha mão, me fazendo arrancar de volta. Igual quando éramos crianças. Nós dois explodimos numa risada frenética.

— Você é uma merda — eu disse.

— Não sou eu que tô planejando—

— Nem pense nisso!

— Anda. Tenho umas bem nojentas que quero falar. Tipo sobre cruza—

— Juro por Deus, Anna.

— Ooh, ou umas machistas. Tipo finalmente botar essa fábrica de bebês pra—

Achei um travesseiro e bati firme na cara da Anna. Ela brigou pelo travesseiro, mas depois só riu quando o rosto ficou livre de novo.

— Talvez eu até goste disso — Anna disse.

— É, você tá se divertindo muito agora, né?

— Pra caramba. — O tom da Anna ficou um pouco mais sério. — Mas sério... assim, faz o que você sentir. Meu voto é de longe o menor aqui.

— Ei, seu voto conta. Não quero que você se sinta excluída nessa. Você sabe o que significa pra mim. Pra todos nós.

— É. Acho que sim.

Olhei fixo pra Anna no escuro. Ela me encarou de volta.

— Isso vai soar estranho — eu disse —, mas... se importa se eu dormir aqui hoje?

— Na minha cama?

— É. Só... quer dizer, é grande o bastante.

— É mesmo. — Anna pensou mais um instante, depois deu de ombros. — Pra mim tudo bem. Acho que dormiria melhor sem ser eu sozinha com meus pensamentos aqui.

— É. Eu também.

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Capítulo Dois: Sedução

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Acordei meio envergonhado por ter me imposto assim pra minha irmãzinha. Mas só um pouco. E ver a Anna dormindo fofa por um tempo compensou um pouco.

Decidi sair de fininho antes que ela acordasse, só pra evitar qualquer vergonha remanescente da situação.

Parte da tal vergonha a evitar era meu tesão matinal. Que não tinha nada a ver com a Anna, mas ainda parecia esquisito lidar com uma ereção depois de acordar do lado da minha irmã.

A Casey acordou antes de mim. Chegou na frente na cafeteira e já tinha ligado quando eu entrei cambaleando. Ela me agraciou com um sorrisinho leve ao me ver.

— Dormiu bem? — perguntou.

— É... bem o bastante — eu disse. — Acabou indo.

— Ah. Muita coisa na cabeça?

— Basicamente, sim.

— Algum novo pensamento desde ontem?

A Casey tentou ficar casual, mas eu via ela saltitando de leve de um pé pro outro. Ela puxou o laço do roupão mais apertado conforme os movimentos ansiosos faziam ele escorregar um pouco.

— Bom, acho que a Anna já embarcou — eu disse. — O que só deixa... eu.

— Você não tá totalmente contra, né?

— Não. Nunca estive totalmente contra. Só... sinto que tem muitos fatores aqui. Não quero ser o motivo de vocês duas terem ciúme depois ou algo assim.

— Não se preocupa com isso. A gente tem isso sob controle.

— Você acha que tem — eu disse. — Talvez tenha mesmo. Mas não tem como saber com certeza até acontecer.

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