Um Colega de Quarto e um Beliche
Decidi ir para a Universidade em outro estado com minha namorada Alice em vez de frequentar a faculdade local com meus amigos. A decisão foi fácil, porque Alice e eu estávamos juntos desde que me lembro. Planejávamos fazer a faculdade juntos e nos casar logo depois. Alice era do curso de música e a Universidade tinha o melhor programa. Não fazia mal que ela tivesse conseguido uma bolsa integral. Eu era do curso de ciências e, embora não tivesse bolsa integral, tinha bolsas suficientes que faziam valer a pena para meus pais. O único inconveniente surgiu quando precisei me mudar. Eu não conhecia ninguém e tive que arriscar na escolha de um colega de quarto. A sorte fez com que eu acabasse ficando com Clark.
Clark era o cara mais legal que se podia imaginar. Ele veio de uma cidade pequena onde cresceu em uma fazenda. Foi o atleta estrela do colégio, mas se machucou no último jogo de futebol americano, então suas chances de entrar para um time universitário foram por água abaixo. No entanto, ele tinha uma visão tão positiva da vida que parecia que a lesão tinha sido apenas um pequeno desvio. Ele veio para a Universidade com uma bolsa integral em gestão esportiva e trabalhava regularmente com cada um dos treinadores no treinamento e gerenciamento dos diferentes times masculinos. Ele era um típico americano exemplar.
Ser colega de quarto de Clark tinha suas vantagens. Acabamos sendo designados para o Tillman Hall, um dos dormitórios mais legais, porque ficava perto das instalações esportivas. Os quartos tinham sido reformados recentemente, então tudo era novo. Não eram os maiores quartos, já que ainda precisávamos de uma cama beliche para caber todas as nossas coisas, mas eram bons. Outra coisa ótima era que cada quarto tinha seu próprio banheiro. A maioria dos dormitórios masculinos da Universidade tinha chuveiros comunitários para cada corredor e alguns eram no estilo suíte, com dois quartos compartilhando um banheiro, mas até esses eram raros. Então, eu me senti um verdadeiro sortudo quando se tratava do meu dormitório e do meu colega de quarto.
Alice não teve tanta sorte. Ela acabou com uma pessoa horrível como colega de quarto. Não ajudava que Jane, a colega de quarto de Alice, fosse conhecida no campus como a garota mais bagunceira e vadia, e nas primeiras seis semanas de aula Alice já odiava voltar para o lugar dela, pois suspeitava que Jane estava usando drogas e andando com uma turma nada boa. Alice começou a passar todo o tempo no meu dormitório. Ela estudava lá, dormia lá, comia lá, basicamente morava lá. Clark foi ótimo com isso. Ele nunca se incomodava e sempre fazia Alice se sentir bem-vinda. Ele tinha sono pesado e nossas escapadas noturnas nunca o acordavam. Ele viajava muito com cada um dos times esportivos e raramente estava lá nos fins de semana. Se e quando estudava, fazia isso no lounge esportivo, uma espécie de sala de estudos conectada ao ginásio. Era montado para os atletas usarem para tutoria e estudo. Clark realmente só usava o dormitório para dormir à noite e tomar banho de manhã, mas mesmo isso nunca nos incomodou. Clark tinha aulas cedo, então ele sempre tomava banho e saía antes que qualquer um de nós acordasse.
A coisa mais estranha sobre Clark era que ele era focado exclusivamente em esportes. Ele não era o típico atleta arrogante. Quer dizer, ele parecia um atleta. Tinha um metro e oitenta, era musculoso, com cabelo preto desgrenhado e um maxilar anguloso que o tornava extremamente masculino, mas tudo com o que ele se preocupava era esportes. Ele não tinha namorada, nunca trazia ninguém para casa, e até onde eu sei nunca saía para festas ou acabava no dormitório de alguma garota. Ele era um santo para as garotas ao seu redor e, na única aula que compartilhávamos, ele conversava com as garotas, mas nunca se apegava muito a nenhuma delas. Sempre que faltava, as garotas perguntavam por ele e todas flertavam descaradamente quando ele estava por perto. Mas ele nunca parecia nem um pouco interessado. Uma parte de mim se perguntava se ele era ingênuo, religioso ou talvez até gay. Acho que essa observação foi o que me deixou tão pasmo quando o resto da minha história aconteceu.
Era uma quinta-feira normal à noite. Alice e eu estávamos sentados no chão assistindo a um filme. Era por volta das nove horas quando ouvi Clark entrando no dormitório. Era muito cedo para ele, já que Clark nunca voltava para casa antes das 22h30 todas as noites, quando as instalações esportivas fechavam. Ele parecia estressado, algo que eu nunca tinha visto em Clark, quando se sentou na beirada da cama. (Ele ficava com a cama de baixo.)
"O que há de errado, Clark?" Alice perguntou antes que eu pudesse dizer qualquer coisa.
"Sinto muito incomodar vocês, e quase peguei um quarto de hotel para essa noite, mas estou meio sem dinheiro, então tenho que pedir um favor a vocês." Clark parecia nervoso e agitado ao mencionar o favor.
"Claro, qualquer coisa!" eu disse.
"Bem, não estou indo muito bem na minha aula de estatística. Tive que faltar a algumas aulas por causa das viagens, e o professor é ótimo, mas simplesmente não consigo entender. Verifiquei minha média ontem e mal tenho um C. Preciso aumentar minha média para pelo menos um B para manter minhas bolsas."
"Clark, eu não fazia ideia. O que podemos fazer?" eu disse com toda a sinceridade que pude reunir. Clark tinha sido nada além de ótimo comigo e eu realmente queria fazer qualquer coisa por ele que pudesse.
"Bem, amanhã temos uma das quatro provas da matéria. Eu me dei mal na primeira e tenho me dedicado totalmente aos estudos para esta, então acho que estou pronto, mas realmente preciso de uma boa noite de sono. E..." ele gaguejou, "odeio pedir, mas há alguma chance, e só por essa noite, da Alice poder ficar no lugar dela?"
Nós dois apenas olhamos para ele. Nenhum de nós queria que ela tivesse que voltar para o dormitório dela. Quem sabe o que ela teria que enfrentar quando chegasse lá. Meu cérebro fervilhava com diferentes alternativas, mas não conseguia pensar em nada.
"Sabe," ele continuou, "que eu nunca me importo da Alice ficar, mas não posso me dar ao luxo de ser acordado essa noite. Amanhã é extremamente importante."
"Alguma vez já te acordamos antes?" Alice perguntou pensativa.
"Não."
"Olha, então eu nunca me importaria de fazer qualquer coisa por você, porque você foi ótimo em me deixar ficar aqui o quanto fiquei, mas estou numa situação muito ruim lá no meu dormitório. E se prometermos ir para a cama no mesmo horário que você e formos extremamente silenciosos?"
"Hmm, eu sei que vocês nunca me acordaram," Clark respondeu desculpando-se, "mas se eu for acordado uma vez sequer, não sei se conseguirei voltar a dormir."
"Nós não vamos te acordar, Clark! Vamos ficar bem quietos a noite toda. Vamos todos para a cama no mesmo horário e tudo mais." prometi. Alice e eu éramos ambos notívagos, então uma promessa dessas era bastante para nós.
"Que tal isso," eu disse, "se te acordarmos da minha cama, então eu pessoalmente vou dormir no chão."
"Não sei, Ryan," Clark disse.
"Olha, vou fazer melhor. Se Ryan ou eu te acordarmos, então prometo que vou embora e volto para o meu dormitório," Alice acrescentou.
"Pode ser tarde demais depois que vocês já me acordaram, pessoal. Sinto muito mesmo ter que pedir."
"Ok, estou tão confiante de que não vamos te acordar, que se por algum motivo acordarmos, eu desço e divido a cama com você," Alice riu. "Quer dizer, Clark, você é a pessoa de sono mais pesado que já conheci. Assistimos ao filme Pearl Harbor inteiro e você dormiu na sua cama o tempo todo e foi o filme mais barulhento de todos."
"Eu sei." Clark pareceu ficar confuso por um minuto. "Ok, então o combinado é o seguinte. Vamos todos para a cama agora mesmo. Se por qualquer motivo vocês me acordarem, Alice vai voltar para o dormitório dela ou vai dormir na minha cama comigo para que vocês dois fiquem separados e eu ainda possa ter uma noite inteira de sono."
"Combinado," Alice estendeu a mão e apertou a de Clark. Eu não tinha tanta certeza se estava bem com esse combinado, mas antes que pudesse protestar, Clark se levantou e foi para o banheiro se aprontar para dormir.
"Alice, no que você estava pensando?" eu disse assim que a porta do banheiro fechou.
"Ryan, você sabe que ele nunca vai acordar. Além disso, que mal vai fazer se eu tiver que dormir na cama com ele por uma noite? Nós dois sabemos que ele não está interessado em mulheres e se foi isso que eu tive que prometer para poder ficar aqui essa noite e não ter que enfrentar sabe-se lá o quê no meu próprio dormitório, então valeu a pena a promessa."
"Ok, acho que sim." eu gaguejei.
Alice rapidamente foi para o canto do quarto, onde havia colocado um biombo um mês atrás para se trocar atrás dele se Clark estivesse aqui e ela precisasse se despir. Ela vestiu sua roupa de dormir habitual, um top de seda e shorts curtos combinando, antes mesmo dele voltar do banheiro. Droga, ela era uma visão. Seu cabelo castanho naturalmente cacheado e saltitante caía ao redor dela e seu top e shorts mostravam cada curva que ela tinha. Os shorts eram um dos meus favoritos, pois não deixavam nada para a imaginação. Ela rapidamente subiu a pequena escada e se jogou na minha cama, debaixo das minhas cobertas. Assim que ela estava aconchegada sob os cobertores, ouvi a porta do banheiro se abrir e Clark saiu apenas de bermuda de basquete.
"Boa noite," ele disse enquanto se sentava na beirada da cama. A expressão de estresse em seu rosto ainda era evidente.
"Vai ficar tudo bem, Clark. Você vai se sair bem na prova. Sem preocupações," eu disse, enquanto me dirigia ao meu cesto de roupas e começava a tirar meu jeans e camiseta.
"Eu sei." Ele sorriu para mim, "Boa noite, Alice." Ele tirou a bermuda de basquete e se enfiou sob os lençóis apenas de cueca boxer.
"Boa noite."
Eu tirei minhas roupas, exceto minha cueca boxer, e então subi a escada para me juntar a Alice. O abajur na mesa de cabeceira de Clark ainda estava ligado, como normalmente deixávamos enquanto dormíamos. Deitei ao lado de Alice e olhei para ela com um sorriso. Sabíamos que não podíamos conversar nem fazer barulho, então ambos ficamos ali deitados o mais quietos e imóveis possível. Era difícil apenas ficar deitado ali sem estender a mão para pegar num seio ou deixar meu dedo deslizar mais para baixo, mas me mantive quieto.
Após uns vinte minutos excruciantes, ambos ouvimos o que estávamos esperando. A respiração de Clark ficou pesada e seu ronco suave e sutil chegou aos nossos ouvidos. Olhei de volta para Alice e sorri novamente, enquanto minha mão lentamente começou a subir por baixo de seu top de seda. Ela olhou de volta nos meus olhos e sorriu, movendo o corpo para que o top subisse mais facilmente. Encontrei meu alvo e lentamente comecei a esfregar seu mamilo. Ela suspirou e então prendeu a respiração.
"Pare," ela sussurrou. "Nós prometemos."
"Eu sei, mas não consigo deitar ao seu lado nessa cama e não te tocar. É por isso que não gostei da ideia de você na cama dele. Como alguém poderia resistir?"
"Cala a boca." Alice se mexeu, apoiando-se no cotovelo para me dar mais acesso enquanto sua mão lentamente se movia para agarrar meu pau. "Rapaz, você está mesmo pronto."
"Vamos fingir que é nossa primeira vez de novo," eu sussurrei no ouvido dela, enquanto seus movimentos ficavam mais intensos no meu pau, quase me fazendo gemer.
"De jeito nenhum," ela sussurrou de volta, "aquela vez que tiramos a virgindade um do outro foi muito dolorosa para mim e eu não fui nada quieta."
Eu ri com o comentário dela e lembrei da nossa primeira vez. "Acho que eu também não fui quieto, mas tenho quase certeza que foi rápido e fomos direto dormir depois."
Ela não respondeu, apenas aumentou o ritmo no meu pau já pulsante. Então lentamente ela desceu, minha mão deslizou de seu mamilo enquanto seu rosto ficava na altura do meu pau enrijecido. Ela puxou o elástico da minha cueca boxer e sorriu para mim. Um boquete não era algo que Alice me fazia com frequência, então ambos sabíamos que aquilo era um agrado. Alice e eu só tínhamos dormido um com o outro, então tínhamos explorado todas as fantasias que tínhamos. Boquetes eram algo que eu amava e ela detestava, mas você não saberia disso quando ela envolveu a boca na cabeça do meu pau e passou a língua pela parte mais sensível. Eu suspirei e agarrei meu travesseiro para cobrir o rosto, mas por acidente, em vez de pegar o travesseiro, eu o derrubei da cama.
"Não." Alice sussurrou e mergulhou atrás dele, mas era tarde demais. O travesseiro caiu na mesa de cabeceira de Clark e fez tudo voar em cem direções diferentes. Seu rádio-relógio de repente ganhou vida enquanto rock tocava alto no quarto. Alice foi mais rápida que eu e pulou da cama, pegando o relógio e tentando fazê-lo parar. Finalmente, ela o silenciou e olhou de volta para a cama de baixo.
"Ai meu Deus, Clark, sentimos muito." Eu não conseguia ver Clark, mas as palavras dela me disseram tudo o que eu precisava saber. Tínhamos acordado meu colega de quarto. "Clark, estávamos brincando um pouco depois que você dormiu, nunca quisemos te acordar."
Clark não disse uma palavra, mas se levantou da cama sem antes colocar sua bermuda de basquete, algo que ele nunca fazia, e foi direto para o banheiro. Alice e eu ficamos ali parados, pasmos. Ela olhou para mim e então lentamente começou a recolocar tudo na mesa de cabeceira. Eu fui me levantar para ajudá-la. Sabia que ambos precisávamos pegar nossas coisas e encontrar outro lugar para passar a noite. Eu estava quase na escada, quando Clark voltou vestindo apenas a cueca boxer. Seu rosto exibia uma emoção que eu nunca tinha visto nele antes. Raiva.
"Eu sabia que isso ia acontecer, pessoal. Eu sabia e tentei ser civilizado sobre isso."
"Sentimos muito, Clark." eu comecei.
"Olha, eu entendo por que vocês não querem que ela volte para o lugar dela, mas não podiam, só por uma noite, manter as mãos longe um do outro? Pela primeira vez, vocês podiam ter pensado no que é importante? Vocês veem como eu trabalho duro em tudo? Vocês veem como eu deixo até de olhar para garotas agora, para poder focar no que é importante? Tudo o que eu pedi foi uma noite, droga."
"Clark, estamos indo embora. Sentimos muito mesmo!" eu disse enquanto colocava o primeiro pé na escada.
"Não," Alice disse em uma voz mais firme do que eu já a ouvira usar. "Clark, sentimos muito. Você está certo, devíamos ter nos esforçado mais, mas não vamos embora. Eu vou fazer como eu disse e dormir com você. Não, Ryan," Alice levantou a mão para mim, "Clark vai dormir sob os lençóis dele e eu vou dormir enrolada nesse cobertor por cima deles." Alice pegou um cobertor do pé da minha cama e se enrolou nele. Clark e eu olhamos para ela sem dizer nada.
"Bem, entra logo!" ela latiu para Clark, e ele rapidamente se enfiou na cama. Ouvi o farfalhar dos lençóis e ele se ajeitando. Ela olhou para mim, sorriu e então se juntou a ele na cama. Eu ainda estava sentado com um pé na escada, mas me deitei de costas e fiquei olhando para o teto. Minha mente acelerada com o que poderia acontecer. O silêncio encheu o quarto e meu coração martelava na garganta. Eu sabia, no fundo, que nada ia acontecer, mas não pude evitar sentir ciúmes de Alice estar na cama com meu colega de quarto enquanto eu estava deitado no beliche acima deles. Olhei para a nossa mesa e vi, em cima da minha impressora, minha webcam.
Peguei meu celular, que estava carregando na prateleira da cabeceira. Digitei meu código e rapidamente abri o aplicativo da câmera no meu celular. Vi a luz verde da webcam mudar de vermelho para verde. Esperei, prendendo a respiração para que nenhum deles notasse, pois sabia que magoaria Alice se ela soubesse que eu não confiava nela. Quando nada foi dito lá de baixo, rolei de bruços e então abri a câmera. Eu só tinha usado o aplicativo uma vez antes para visualizar pelo meu celular, então levei alguns minutos para realmente conseguir fazer a imagem da câmera aparecer na tela do meu smartphone.
A imagem estava perfeita, um close focado de toda a cama dos pés à cabeceira. E, exceto pela parte superior da cadeira de escritório bloqueando os pés deles, cada centímetro da cama era visível. Alice estava deitada do lado de fora, enrolada em seu cobertor, olhando para o topo da cama, os braços imóveis ao lado do corpo. Clark estava deitado do outro lado dela, mas eu não conseguia distinguir nada além do joelho dobrado dele. Observei atentamente pelos trinta minutos seguintes e o único movimento que qualquer um dos dois fez foi Clark esticar a perna. Comecei a ficar sonolento. Vi primeiro meu celular bloquear e ficar preto, e logo depois meus olhos e minha consciência seguiram o mesmo caminho.
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Não tenho certeza do que me acordou, mas ouvi um leve sussurro vindo de baixo. Imediatamente fiquei desperto e destravei o celular. A imagem diante de mim estava quase igual. Aguçei os ouvidos para escutar com mais atenção.
— Espero não ter acordado você de novo — disse Alice.
— Não, infelizmente não consigo dormir — sussurrou Clark. Dei uma olhada no horário. Eram 23h38, quase duas horas desde que tínhamos acordado Clark. A culpa me atingiu como uma facada. — Quer dizer, tudo bem! Eu realmente estudei para essa prova e vou dormir logo, mas tenho uma pergunta. Tem como eu chutar esses lençóis? Estou fervendo de calor.
— Fique à vontade — disse Alice. — Eu mesma vou tirar essas cobertas, está quente aqui. Baixei o ar-condicionado agora há pouco quando fui ao banheiro. Dei uma olhada no Ryan. Ele está apagado, alheio ao calor. Observei enquanto eles se mexiam, arrastando cobertores e lençóis. Clark estava deitado de lado, de frente para Alice, de modo que eu podia ver a maior parte dele por cima dela. Ela estava na mesma posição, só que agora sem o cobertor, e seu top de seda enfatizava o volume de seus seios, que eram tamanho C. Só percebi o quão próximos eles estavam um do outro quando o vi deitado de lado. De novo, tive vontade de pedir que ela viesse para o meu lado, pois parecia tão exposta deitada ali ao lado dele.
— O que você faz para dormir? — perguntou Clark.
— Quem me dera saber. Sempre tive problema para pegar no sono. Quer que eu me levante e volte para o Ryan? Ele está dormindo e tenho quase certeza de que não vou acordá-lo.
— Não, não confio nisso — disse ele com franqueza. — Vou dormir logo.
— O que você costuma fazer quando não consegue dormir, Clark?
Vi um sorriso rápido cruzar o rosto dele e um rubor subir às bochechas. — Ah, não sei.
— Você está mentindo. Eu vi aquele sorriso no seu rosto. O que você faz?
— Bom, é constrangedor — ele riu.
— Conte, Clark! — ela disse, batendo no peito nu dele.
Ele enfiou a cabeça no braço aberto e a sacudiu. Finalmente, ergueu o olhar, o rosto vermelho como beterraba.
— Normalmente, eu bato uma.
Alice ficou em silêncio chocado, tentando entender o que ele dissera. — Ah, meu Deus! Clark! — Alice cobriu o rosto com as mãos. — Não acredito que é isso que você faz. Vai correndo para o banheiro e resolve esse problema.
— Nunca, ainda mais sabendo que você sabe o que eu estaria fazendo. Ouvi a risada suave abaixo de mim. Deitei a cabeça. Não conseguia acreditar no rumo que aquela conversa estava tomando. Queria que eles parassem e quase pigarreei, mas, no instante em que voltei a olhar para a câmera, Clark disse algo que não consegui entender. Alice corou e virou o rosto para o lado, rindo. Aproximei o rosto da câmera, procurando qualquer coisa fora do normal. Vi Alice cruzar os braços, os seios involuntariamente apertando o top de seda. Eu juraria ter visto os mamilos dela eretos sob o tecido. Ela olhou de volta para ele.
— Sinto muito mesmo por termos tirado seu sono. Ajudaria você dormir se eu apagasse o abajur? — ela perguntou, se ajeitando na cama.
— Talvez, eu posso apagar — disse Clark. Ele se esticou por cima dela, mas nunca chegou ao abajur. Quando o rosto dele ficou a centímetros do dela, ele se inclinou e, de repente, seus lábios se travaram. Beijaram-se apaixonadamente, pressionando os rostos um contra a boca do outro. Alice se afastou primeiro, com uma risada nervosa. Olhou nos olhos de Clark e ele fitou o rosto dela. Ele estava sobre ela, o tronco apoiado no peito dela. Ela ergueu a mão como se fosse empurrá-lo, mas, em vez disso, levou-a aos cabelos negros e revoltos dele, passando os dedos por entre os fios. Ele se inclinou de novo e a beijou. Eu podia ouvir os sons dos lábios se estalando e, de repente, silêncio. Olhei para a câmera e vi a língua de Clark invadir os lábios de Alice. Senti o coração batendo forte no peito e me perguntei se eles conseguiam ouvir lá embaixo. Queria pular gritando, mas me sentia congelado. Não me mexi.
Meus ouvidos captaram o frufru da seda. O ruído suave de deslizamento, tão familiar das minhas próprias explorações noturnas do conjunto de pijama de Alice, estava me enlouquecendo. Observei as mãos de Clark começarem a subir pelo top de Alice. Primeiro pousando na barriga dela e subindo aos poucos, empurrando o tecido junto, expondo o abdômen liso dela. Finalmente, suas mãos encontraram o tesouro, as palmas cheias com os seios cobertos de seda dela, os dedos apertando suavemente, afirmando prazerosamente sua necessidade. Eu ainda ouvia o beijo enquanto as mãos dele pressionavam com força o volume do peito dela. Vi Alice se erguer e notei que a outra mão dele estava na bunda dela, apalpando e amassando um de seus melhores atributos. Uma das mãos de Alice descansava no peito de Clark e a outra acariciava o cabelo dele. Meu coração pareceu despencar. Eu não conseguia acreditar que estavam fazendo aquilo comigo e, por mais furioso que me sentisse, estava paralisado, incapaz de fazer qualquer coisa. Meu corpo e minha mente não respondiam. Só conseguia focar na dor, na traição, enquanto abaixo de mim Clark continuava suas explorações do corpo de Alice.
De repente, a cama começou a balançar, um rangido rítmico. Olhei pelo celular e vi Clark se esfregando contra Alice. Como Clark estava apenas de cueca boxer, eu sabia que Alice, sem dúvida, conseguiria sentir o pau duro dele. Enquanto a mão dela descia da cabeça dele para os ombros, me perguntei o quanto ela estava gostando daquilo. Ele parou de beijar a boca dela e passou para o pescoço. Ela arqueou as costas e recostou a cabeça. Seus olhos se fecharam, claramente aproveitando enquanto a boca dele percorria a clavícula dela e suas mãos continuavam a agarrar os peitos e a bunda dela.
Foi então que, em meio à dor, à raiva, senti meu pênis começar a enrijecer. Por que eu estava excitado? Continuei deitado de bruços, olhando para o celular, imóvel. Eu não moveria a mão para o pênis; não ficaria excitado com aquilo. Meu corpo me traiu e meu membro continuou a crescer até seu comprimento total, e eu me odiei por isso. Ouvi o frufru da seda e voltei a focar na tela à minha frente.
As mãos de Clark tinham deslizado de volta dos seios de Alice e agora deslizavam sob o tecido do top. Com uma das mãos, ele o empurrou para cima e os seios dela subitamente ficaram expostos. Ele se afastou do beijo no pescoço para admirar sua beleza. Senti um puxão de ciúme; algo que por tanto tempo havia sido só meu agora estava em exibição para meu atlético colega de quarto. Ele ofegou e então baixou a boca até eles. Alice, ainda com a cabeça jogada para trás de prazer, soltou um gemido audível quando a boca dele fez contato com seu mamilo sensível. Vi a mão dele agora trabalhando na cintura do short dela. Observei enquanto ela se insinuava sob o elástico e a ouvi gemer de novo. Soube que ele tinha encontrado a boceta dela. A cama ainda se movia ritmicamente enquanto a pélvis dele lentamente empurrava e se afastava do quadril dela.
A boca dele voltou aos lábios dela e ele a beijou, mas ela interrompeu o beijo mordendo os lábios dele ao abrir os olhos para encará-lo. O prazer no rosto dela me fez saber que os dedos dele agora deslizavam para dentro de sua boceta. Senti pré-porra começar a vazar do meu pênis. Eu não tinha e ainda não pretendia tocá-lo. Alice gemeu mais alto e jogou a cabeça para trás enquanto Clark retornava os lábios ao seio dela. Eu sabia que ele devia ser habilidoso com os dedos, porque Alice continuava gemendo, gemidos profundos e guturais de prazer. O ritmo da cama mudou e eu soube que os dedos dele agora entravam e saíam dela num andamento constante. Senti meus próprios quadris se movendo para cima e para baixo lentamente, acompanhando o ritmo dele.
Observei atentamente enquanto Clark lentamente afastava a mão do monte de Vênus de Alice. Ele puxou o short de seda dela para baixo e eu a vi se erguer, ajudando-o a tirá-lo do corpo. Ele a olhou fixamente, absorvendo a visão completa do corpo nu dela. Tirou o braço debaixo dela e a ajudou a remover o top de seda e, com a mesma naturalidade, o jogou no chão ao lado deles. Então Alice, em sua excitação, assumiu o controle. Usando as duas mãos, ela segurou a cabeça dele pelas laterais e o puxou para um beijo apaixonado. As línguas deles se entrelaçaram e as mãos dele voltaram às partes mais íntimas dela. Como num sonho, vi a mão dela traçar lentamente o corpo dele. Vi o corpo dele se erguer, de modo que agora ele estava de joelhos, inclinado sobre ela, beijando, acariciando. A mão dela parou nos abdomens esculpidos dele. Ele parecia um deus grego, o corpo tonificado e esculpido com perfeição, algo que Alice sabia que eu sempre invejei nele. Vi quando, de repente, as duas mãos dela se moveram para a cueca boxer de Clark. Clark sempre fora modesto. Sempre usava shorts de basquete sobre a cueca até estar enfiado sob os lençóis, mas agora, enquanto eu a observava traçar as mãos até o elástico da cueca dele, vi que estava armada.
Silenciosamente, rezei para que ele fosse modesto porque era pequeno. Fechei os olhos, respirando fundo, rezando para que aquilo terminasse logo. O estalar do elástico me fez abrir os olhos de novo. As mãos de Alice agora estavam sob a cueca de Clark, mas, em vez de irem direto para a virilidade dele, estavam nos quadris. Lentamente, ela manipulou as mãos para que, num movimento fácil, puxasse a cueca para baixo. Ele teve de arquear as costas e mover a pélvis para mais perto dela enquanto ela os abaixava, para que caíssem. Eu ofeguei quase tão alto quanto eles lá embaixo quando vi o pau dele. Era tudo, menos o pênis pequeno que eu esperava ver. Como uma garrafa de cerveja grotesca, ele se erguia cutucando minha namorada. Tinha de ter pelo menos vinte centímetros de comprimento e a largura de uma lata de cerveja no meio. A cabeça se afunilava num cogumelo bulboso. Ele parecia um ator pornô, mas era uma visão que, até então, Alice não tinha visto. Ainda absorta no beijo, Alice estava de olhos fechados, as mãos ainda na cintura nua de Clark.
Clark se afastou do beijo e se ajoelhou de volta no peito dela. Alice ergueu a cabeça, observando a boca dele sugar seus mamilos. Então, com a mão direita, ela afastou a cabeça dele e olhou para o pau dele. Eu a ouvi ofegar e meu coração afundou a profundidades que eu não imaginava possíveis.
— Clark — ela murmurou com a voz rouca. As mãos dela agora se moviam para agarrá-lo como um animal lascivo. Ela o punhetou obscenamente enquanto ele ficava ali, observando as duas mãos dela subirem e descerem nele. Ele fechou os olhos, aproveitando as explorações dela e, antes que eu realmente entendesse o que acontecia, Clark se desvencilhou de seu prazer, empurrou Alice de volta na cama e posicionou o corpo entre as pernas abertas dela.
— Não deveríamos estar fazendo isso — sussurrou Clark, as primeiras palavras que dizia desde que começaram seu encontro noturno. — Mas não consigo manter as mãos longe de você. Ele olhou diretamente nos olhos dela.
— Eu não deveria ter bebido esta noite — ela sussurrou de volta —, mas agora não consigo não ter você. Mas você vai ter de ir devagar. Ryan não tem nem metade desse tamanho. Ela empurrou o corpo para baixo, como se quisesse se empalar no pau dele. Ele se inclinou, beijando-a e, então, movendo a mão entre as pernas deles, eu o vi torcer o corpo, se ajustando para que o pau ficasse bem na entrada dela. Lentamente, como gelo derretendo, Clark penetrou nela. Uma pausa, depois um gemido quando Alice recebeu primeiro a cabeça e depois o resto do pau obscenamente comprido dele.
— Ah, Clark, é tão incrível — ela sussurrou no ouvido dele, agarrando as costas dele com as unhas. Ele saiu tão lentamente quanto entrou e depois voltou a entrar nela. A cama começou a balançar com o ato sexual deles. Meus quadris, me traindo ainda mais, subiam e desciam para acompanhar o ritmo dele de novo. Senti minha própria luxúria circular por baixo da raiva e da dor. Observei impotente enquanto as nádegas de Clark contraíam e relaxavam, movendo o pau para dentro e para fora da minha namorada. O corpo de Alice respondia a cada estocada e o ritmo lento e constante que ele estabeleceu mudou para uma cadência rápida e vigorosa. Alice gemeu mais alto do que jamais gemera para mim.
O ritmo dele acelerou de novo. Ele a martelava mais fundo e com mais força do que eu jamais tivera. Ele a fodia até as bolas. Ela gemia e jogava a cabeça para trás. Ele se afastou do corpo dela e observou os seios balançarem sob ele. Ela se contorcia e se remexia como se estivesse em meio a uma convulsão, mas seu rosto estava pintado com pura luxúria.
— Clark — a voz dela estava quase alta demais —, Clark, você está me enchendo toda. — Ai, meu Deus, Clark, Clark, Clark. Seus gemidos se tornaram gritos de êxtase e então ela estava realmente gritando, palavras incompreensíveis aos meus ouvidos. Clark continuou bombeando sem parar e nós dois assistimos enquanto onda após onda de orgasmo a atingia. Eu não conseguia acreditar no que via. Sempre acreditei que a fazia ter orgasmos, mas, ao ver Clark manipulá-la com seu talentoso ato sexual, soube que o que ela e eu tínhamos era apenas uma farsa. Ela se contorceu sob ele, gritando o nome dele, sem a menor consideração de me acordar. Meu corpo, um torturador cruel e perverso, de repente se sacudiu e porra quente encharcou minha cueca boxer e os lençóis.
Senti uma onda de náusea quando Alice, no auge de outro orgasmo, gritou: — Sim, sim, sim, me fode, Clark, goza em mim. Clark não perdeu o ritmo e, com uma velocidade que eu nunca vira, exceto em alguns vídeos pornôs, ele se enfiou nela e então gritou, enquanto seus olhos visivelmente reviravam na cabeça e ele despejava sua carga na boceta receptiva da minha namorada. Alice gemeu baixinho sob ele. Ele rolou para o lado, o pênis obscenamente longo balançando como uma cobra adormecida.
Ambos ficaram deitados lado a lado, o peito subindo e descendo. Eu os observei, o estômago se revirando em nós. Meus olhos ardiam de lágrimas. Ouvi Alice fungar e soube que ela estava chorando. Clark se inclinou sobre ela e enxugou uma lágrima. — Não deveríamos ter feito isso — ele sussurrou.
— Não, não deveríamos, e nunca podemos deixar Ryan saber — ela disse com veemência.
— Não, nunca vamos contar a ele e nunca mais faremos isso. Vamos nos vestir e dormir. Ele se levantou da cama e pegou a cueca do chão. Alice enxugou os olhos e observou o pênis dele balançar diante dela. Ele vestiu a cueca de volta e retornou à cama. Alice se mexeu, vestiu o pijama de novo e então se enrolou outra vez no cobertor. Ela se deitou na cama e virou as costas para Clark.
Lágrimas corriam pelo meu rosto e eu sentia vontade de gritar com minha dor. Observei por mais dez minutos enquanto ambos fechavam os olhos e lentamente caíam no sono. Eu sabia que não voltaria a dormir tão cedo, assim como sabia que nunca contaria a eles que eu tinha visto, porque, por mais que aquilo tivesse me machucado, no fundo eu sabia que tinha aproveitado cada minuto.