Contos eróticos para ler inteiros.

Primeira Vez

Último Verão

aiani46 min

— O que a gente faz primeiro? — Bren perguntou.

— Não sei. — Edward disse. — Nunca fiz isso antes.

— Nem eu. — ela respondeu. — A gente devia só tirar a roupa?

Bren tinha sido a vizinha do lado dele literalmente desde sempre. Ela nasceu uma semana antes dele. As famílias eram vizinhas e as mães, melhores amigas. Há pouco mais de dezoito anos, eles se conheceram ainda de fraldas, com poucos dias de vida. Então talvez não fosse totalmente certo dizer que nunca tinham se visto pelados, mas com certeza não desde que aprenderam que meninos e meninas eram diferentes.

Brincavam juntos na mesma casa antes de saber que meninos e meninas deviam brincar com coisas diferentes. Depois que souberam, brincavam juntos assim mesmo, ela com bonecas e festinhas de chá, ele com caminhões e soldadinhos.

Tiveram outros amigos quando ficaram mais velhos, mas os caminhos deles viviam se cruzando. As amigas dela se misturavam com os amigos dele. Ficavam juntos às vezes, só os dois. Outras vezes ficavam com amigos em comum. Outra coincidência: os sobrenomes dos dois começavam com as mesmas duas letras, então sentavam juntos na aula quando o professor organizava os lugares por ordem alfabética. Sentavam juntos por opção quando não era o caso.

Foram quase inseparáveis até mais ou menos os doze anos. Os amigos começaram a provocar porque eles andavam sempre juntos. Cederam à pressão dos colegas e se afastaram. Exceto quando não se afastavam. Quando ninguém mais estava disponível, ou quando só queriam se ver. Andavam de bicicleta juntos, exploravam o bairro juntos, exploravam as matas juntos.

Conforme cresciam, o corpo deles dizia que queriam a companhia do sexo oposto, mas a amizade era tão próxima que nenhum dos dois percebia que eram de sexos opostos. Ela falava pra ele dos meninos por quem se interessava. Ele falava pra ela das garotas por quem tinha paquera. Quando o alvo do interesse ainda não totalmente formado de um era amigo do outro, faziam papel de cupido um pro outro.

Edward tinha notado que o corpo de Bren tinha se desenvolvido, é claro. Costumava afastar esses pensamentos da cabeça. Eram amigos, e amigos não pensavam assim um no outro. Não se evitavam exatamente, mas os momentos a sós tinham ficado estranhos tantas vezes que começaram a procurar outras pessoas pra sair. As carteiras de motorista, os amigos com carro, os interesses cada vez mais amplos, tudo isso os levou mais longe de casa, e um do outro.

Mas ainda eram vizinhos. Era o comecinho do verão depois do último ano do colégio. Ele estava cortando a grama da frente. Era um trabalho fácil com o cortador elétrico, e ele nem suou. Bren apareceu quando ele estava guardando o cortador na garagem.

— Quero te mostrar uma coisa. — ela disse. Edward reparou de relance na blusa de algodão leve que ela usava, ombros de fora, e no short capri. Notou como os ombros dela ficaram fortes depois que ela começou a nadar meio sério, e os pequenos volumes abaixo deles. Notou a pele lisa e macia cobrindo pernas longas e torneadas. Notou a feminilidade no rosto dela — o equilíbrio perfeito dos olhos com o nariz e os lábios — e como isso mal se escondia atrás da expressão séria e atenta que ela costumava usar.

Baniu o pensamento com a mesma rapidez e olhou pra garota com quem tinha crescido, a garota que conhecia a vida toda, que era como uma irmã pra ele. — O quê? — ele perguntou, tirando as luvas de trabalho e enxugando a testa com uma toalha.

— Vem. — ela disse, e se virou pra porta da casa dela sem olhar pra trás. Eles se conheciam tão bem que geralmente sabiam o que o outro estava pensando, o que fariam, e ela não tinha dúvida de que ele a seguiria.

Ela o levou pra dentro de casa e em direção às escadas. — Meus pais estão viajando. — ela avisou, sabendo que ele olharia em volta pra dar oi pra mãe dela. — Finalmente decidiram que eu podia ficar sozinha em casa sem dar festas loucas e destruir tudo. Disseram que eu podia receber amigas, mas nenhum menino.

— Eu sou um menino. — ele disse.

Ela riu. — É, mas você não conta.

— Ah, entendi. — Podia ter doído, mas ele sabia que ela quis dizer que os pais dela não pensavam nele desse jeito. E nem ela. — O que você quer me mostrar?

Ela o levou até o quarto. — Aqui dentro. — disse.

Ele a seguiu. Era o mesmo quarto de sempre. Ela nunca foi moleca, mas também não era patricinha. Era muito inteligente, uma aluna séria, e sempre teve o dom de saber o que estava rolando quando ele ainda não se tocava.

O quarto dela era cheio do tipo de coisa que uma garota acumula ao longo da vida, algumas que ele via desde as primeiras lembranças de brincar ali, outras eram novas pra ele, objetos pessoais de uma jovem madura. Bichos de pelúcia enfileirados numa prateleira. Um deles, um tiranossauro surrado que ele conhecia a vida toda como "Rex", estava no travesseiro sobre uma colcha vermelha-escura de uma cama arrumada com capricho. Livros ocupavam outra prateleira. Livros infantis gastos. Apostilas de química orgânica. Tudo entre um e outro.

— Então, o que é? — ele perguntou.

Ela foi até uma escrivaninha onde tinha uma mistura de quebra-cabeças, uma pilha pequena de livros, uma pilha de blocos de anotações cheios de rabiscos, garatujas e o que pareciam ser anotações sérias, e um laptop. De uma caixa de metal barata, ela tirou uma carta.

Edward leu, então abaixou as mãos, o papel segurado em uma delas esquecido, sua presença física esmagada pelo conteúdo. Era a carta de aceitação da faculdade dela. Ele tinha recebido a sua na semana anterior. Não tinha percebido antes, mas aquilo tornava tudo real. Aquele era o último verão juntos. O último na mesma cidade, no mesmo estado.

— Você já se perguntou quanto do que a gente é vem de todo o tempo que passamos juntos? — ela perguntou.

Ele nunca tinha pensado nisso, mas era o tipo de observação que ela sempre fazia. O tipo de coisa que ela via, que ela questionava, que ele raramente via. Ela fazia ele pensar sobre essas coisas. Eles eram parte um do outro, de tantas maneiras.

— A gente já compartilhou tantas primeiras vezes. — ela disse. Ela tinha chorado no ombro dele na primeira vez que terminou com um namorado, depois de um único encontro casto. Ele tinha ido até ela na primeira vez que terminou com alguém. Foram pro fliperama e não trocaram uma palavra, mas ela estava lá. Se abraçaram depois disso, o primeiro abraço dele com uma mulher que não era a mãe nem uma tia. Antes disso, compartilharam a primeira curiosidade sobre seus corpos em crescimento, sem se tocar, só espiando. Antes disso, tantas primeiras vezes do crescimento. Primeiro joelho ralado, primeiro osso quebrado — quando ele caiu de uma árvore —, primeira vez que fugiram de casa e chegaram só na casa ao lado.

— É verdade. — ele disse, ainda segurando a declaração que encerrava a proximidade de uma vida inteira.

— Depois deste verão... — ela disse, os olhos marejados. — Vamos estar a milhares de quilômetros de distância.

— A gente pode manter contato. — ele disse, a garganta apertando.

— Pode. Mas faculdade significa vidas novas. Vamos fazer amigos novos — amigos que não se conhecem —, vamos namorar pessoas, vamos ter interesses que o outro não vai compartilhar, ou nem saber que existem. Vamos começar carreiras, famílias. Não vai ser a mesma coisa. Vamos estar separados. Provavelmente pra sempre.

— A gente pode... — ele não a insultaria dizendo aquilo. Sabia que promessas assim não eram como a vida realmente funciona. — Ainda temos o verão. — disse, fazendo uma promessa precipitada na cabeça de passar cada minuto dele só curtindo com ela. Assim que pensou, soube que até isso ficaria pra trás na correria de olhar pras novas vidas pela frente.

— Temos. Mas vamos estar ocupados. — ela disse. Ela via o quadro todo, sempre um ou dois passos na frente dele.

— Você quer transar? — ela perguntou.

Aquilo o tirou do desânimo. Ele já tinha fantasiado uma garota perguntando isso pra ele. Mas ela não podia estar falando sério. — Claro que quero. — ele disse, caindo naquela camaradagem de brincadeira confortável que tinham. — Por quê, você conhece alguém?

Ela olhou pra ele, uma lágrima escorrendo pelo rosto. Ele não conseguiu interpretar o olhar. Ela parecia triste e conformada, mas tinha algo mais também.

— O quê? — ele perguntou, genuinamente confuso. Ele não podia dizer que isso nunca tinha passado pela cabeça... com a Bren. Mas nunca levou a ideia a sério o bastante nem pra fantasiar. Ela era sua melhor amiga.

— Nossa última primeira vez juntos. — ela disse.

Ele a encarou, os olhos arregalados. — Mas... a gente é...

— Melhores amigos. Melhores amigos que nunca vão ter outra chance. Melhores amigos que são ambos virgens e prestes a ir pra faculdade transbordando de inocência. Você é meu melhor amigo, e eu não consigo nem imaginar outra pessoa no mundo com quem compartilhar isso.

— Mas a gente vai estar separado. Não vamos poder... A gente não pode começar nada agora.

— Não vamos. Não vamos nos apaixonar, não vamos ficar juntos pra sempre. Ficamos juntos a vida toda, e isso está prestes a acabar. Eu não quero que acabe, mas tem que ser. Tem que ser, não importa o que a gente faça no resto do verão.

— Você está terminando comigo antes do tempo? — ele disse, tentando forçar uma piada leve pela garganta apertada.

— Só amigos. — ela disse, as lágrimas escorrendo livremente pelo rosto agora. — Sem término. A gente não vai namorar. A gente só vai ser amigo. O mesmo que sempre fomos. Melhores amigos não terminam, só vão se afastando.

Ele não sabia bem como se sentia sobre isso. Queria estar apaixonado na primeira vez. Estar perdidamente, alguém com quem ele sentisse — que pelo menos pudesse acreditar na hora — que ficaria pelo resto da vida. Mas se perguntou se algum dia amaria alguém tanto quanto amava ela, a garota com quem esteve desde sempre. A garota com quem não estaria no futuro. Ela era a sua garota. Era a sua garota de sempre, mas só olhando pra trás. Ele conseguiria aceitar sabendo que era só um verão, sabendo que o dia em que isso acabaria já era um quadrado vermelho vivo no calendário?

— Tá. — ele disse simplesmente. Se perguntou se eram os hormônios decidindo, mas quando olhou pros olhos dela, cheios de lágrimas e saudade do que não podia ser, e a boca dela, mal se curvando num sorriso fraco, soube que não podia dizer não. Não podia deixá-los ir, ainda não. — Quando? — perguntou. — Onde?

Ela se afastou dele e fechou a porta, então voltou a ficar na frente dele.

As lágrimas dela pararam de correr, deixando trilhas que secavam devagar nas bochechas. A garganta dele afrouxou um pouco. Eles podiam esquecer setembro. Tinham junho, julho e agosto. Ele fez a conta na cabeça. 73 dias até partirem, até cada um encher o SUV dos pais com o que precisassem pra começar vidas novas, as coisas sem as quais não podiam viver ou que não suportariam deixar pra trás. Eles iriam em direções opostas. Ele os imaginou cada um grudado no vidro traseiro do respectivo carro enquanto partiam em direções opostas, vendo o outro sumir na vasta distância do futuro.

— O que a gente faz primeiro? — Bren disse.

— Não sei. — Edward disse. — Nunca fiz isso antes.

— Nem eu. — ela respondeu. — A gente devia só tirar a roupa?

— Ainda não. — ele disse, de repente decidido. Deu um passo à frente e segurou o rosto dela com as mãos. Limpou com os polegares as lágrimas que secavam. Ela virou a cabeça entre as mãos dele e beijou cada palma, usando a própria mão pra pressionar a dele contra os lábios. Então o encarou de novo.

Ele inclinou a cabeça até a dela e encostou os lábios nos dela, hesitante no começo, depois com mais firmeza. Inclinaram a cabeça e cercaram as bocas um do outro com os lábios. Ela empurrou a língua pra fora, depois a recolheu. A boca dela pressionando a dele ficou incerta por um instante, então ela apertou mais, e as línguas exploravam a boca um do outro.

Separaram-se com um mútuo suspiro de ar depois de um minuto que Edward achou que eram anos. Ambos riram, em parte com o absurdo e a falta de jeito de como estavam fazendo aquilo, em parte pra afastar a dor iminente. Se abraçaram, os braços dele nos ombros dela, os dela no peito dele. Ele afundou o rosto no espaço entre o pescoço e o ombro dela, ela afundou o seu contra o ombro e o peito dele. Mas ambos sentiram aquele beijo, e ele pareceu real. — Não diz que me ama. — ela disse, a voz abafada na axila dele.

— Não diz você também. — ele disse contra o pescoço dela. Sabia que nunca suportaria aquele dia em setembro se dissesse. Se ela dissesse. Não suportaria saber que era verdade.

Desfizeram o abraço depois de longos minutos parados, se apertando forte, desejando que setembro nunca chegasse.

— Tem certeza? — Edward perguntou.

— Tenho. — Bren respondeu. — Você?

— Tenho. Mas talvez a gente devia esperar. — Ele não tinha certeza se aquele era o momento certo. As coisas estavam tão intensas. Talvez não estivessem pensando direito, talvez precisassem entrar no clima certo.

Ela pareceu magoada e disse:

— Nunca ia acontecer. Ficaria estranho demais. — Ele sabia que ela tinha razão. Se se separassem agora, ambos remoeriam o assunto até se verem de novo. Criariam dúvidas, dúvidas ridículas e triviais. Começariam a achar que adiar também adiaria o inevitável, que evitar tudo evitaria a dor depois. Cada um imaginaria o outro com as mesmas dúvidas. O encontro seguinte seria impossivelmente constrangedor, ou pior, e eles começariam a se afastar muito antes do necessário.

Ele viu tudo isso nos olhos dela. Ela não estava mais chorando. Tinha um olhar decidido, uma máscara sobre uma emoção turbulenta, o queixo erguido que dizia que ela arrancaria qualquer vitória, por menor e mais fútil que fosse, de qualquer tragédia que estivesse por vir. O clima não parecia propício à intimidade, mas tampouco a situação favorecia que se abandonassem.

— Não quero deixar você. — ela disse, a voz ainda trêmula. — Não sem... nossa última primeira vez juntos. Não sem aprender a última coisa que ainda resta aprender um sobre o outro.

Ele quis fazer uma piada. Ela tinha dado abertura, e eles já tinham se provocado antes. Teria parecido os velhos tempos. Mas teria parecido uma traição. Como baratear a vida inteira deles.

— E agora, então? — ele perguntou enquanto ficavam ao alcance do braço sem se tocar.

— A gente devia tirar a roupa. — ela disse. Simples assim. Parte da mente dele foi pras suas fantasias. Fantasias da primeira vez, com a garota perfeita, o amor perfeito e eterno. A sensação de querer e ser querido, de antecipação. De se revelarem lentamente um pro outro sem dizer, sem premeditação.

— Não tudo de uma vez. — ele disse.

— Certo. Boa ideia. Parte de cima primeiro?

— Claro. — ele disse, alcançando a gola da camiseta pra tirar por cima da cabeça. Quando conseguiu ver de novo, ela estava ali olhando pra ele, pro peito dele. Ela não fez movimento nenhum pra tirar a blusa.

Ela deu meio passo e encurtou a distância entre os dois, pôs a mão espalmada no peito dele. Moveu a mão em pequenos círculos, evitando os mamilos. Olhou pra ele em busca de aprovação, de encorajamento. Ele sorriu pras duas coisas.

A outra mão foi pro ombro dele, e a mão no peito logo a seguiu pro outro. Ela ficou com aquela expressão de concentração que ele conhecia bem. A expressão neutra mas focada que ela tinha ao olhar um inseto no microscópio na aula de ciências ou ao ver o professor de matemática resolver um problema complexo de cálculo. A expressão de precisar entender algo desesperadamente, e saber que podia.

As mãos dela foram devagar dos ombros até o pescoço, sentindo os músculos. Ele fazia musculação de vez em quando, nada sério, mas gostava. Isso lhe dera peitorais levemente definidos e ombros desenvolvidos. Só uns quilinhos a mais impediam que ele tivesse tanquinho sem arredondar a barriga de forma óbvia. Ela moveu as mãos do pescoço, brevemente pras bochechas dele, olhando-o nos olhos e sorrindo.

As mãos dela desceram pelo peito dele e contornaram as costelas, pelas laterais. Ela o examinava como uma cega lendo cada protuberância e ondulação. As mãos voltaram pelo peito e cobriram os mamilos dele. Passou os dedos por cima e eles reagiram. Ela olhou pra ele de novo. — Nunca vi você de verdade. — ela disse.

— Claro que viu. — ele respondeu. Ela já o tinha visto sem camisa antes. Na piscina, fazendo jardinagem num dia quente, jogando futebol americano ou futebol sem camisa na escola ou com os amigos.

— Não, eu já vi você, mas nunca olhei pra você.

Ele entendeu. Sabia que se... não, quando, ele olhasse pro peito nu dela, sentiria o mesmo. Já a tinha visto de maiô, visto as formas atenuadas dela. Mas nunca tinha visto os seios nus dela. Nunca tinha realmente olhado pra eles, mesmo cobertos.

Os dedos dela roçaram nos mamilos dele. Ela pareceu intrigada com o fato de eles endurecerem. Pôs a ponta do dedo na boca e rolou sobre o mamilo dele. Soprou levemente. Então envolveu os braços ao redor dele e o beijou.

A exploração lenta com os dedos dela era algo que ele nunca tinha sentido antes, algo que nunca soubera que desejava sentir. Era novo, e com isso vieram novos sentimentos. Com os sentidos aguçados e a tensão crescente no ar, o toque dos braços nus dela em sua pele, o volume macio dos seios dela pressionados contra seu peito, ele sentiu algo novo. Algo elétrico. As mãos dela exploraram suas costas, suas omoplatas, a linha da espinha, sua cintura. O beijo dela estava mais apaixonado agora, menos hesitante, mais exigente.

Ela se afastou. "Minha vez", disse. Falou no tom de uma concessão à justiça, de dar a ele o que ele dera a ela. Ele interpretou como o oposto: ele dando a ela o que ela dera a ele.

Ele queria explorá-la. Não totalmente por luxúria. Ela era tão familiar para ele quanto alguém poderia ser, mas ele nunca a vira de verdade. Não desse jeito.

Ela tirou a camisa e, antes que ele pudesse apreciar vê-la de sutiã, ele também já tinha sumido, amassado no chão ao lado da camisa dele. Ele encarou a peça, pensando em como era provocante, como a sugestão era, de certa forma, mais excitante que a realidade revelada. Então olhou para ela, olhou de verdade.

Ele inspirou fundo. Começou a dizer algo, mas sua boca só ficou aberta. Ele nunca tinha visto seios de verdade antes, mas tinha certeza de que eram os seios mais perfeitos que já vira e que jamais veria. O desejo de alcançá-los imediatamente, de segurá-los com cuidado, de deixá-los se encaixarem perfeitamente em suas palmas, de apertá-los, era avassalador, mas ele resistiu. Eles se projetavam suavemente do peito dela, sem cair, sem serem planos. Ela não tinha um bronzeado escuro, mas seus seios eram brancos no formato dos maiôs. Aréolas marrom-claras os coroavam, com mamilos macios no centro.

Ele imitou a exploração dela, com a mão espalmada no peito dela, apenas sentindo as curvas do colo modesto. Fez pequenos círculos, sentindo a pele lisa, empurrando levemente cada seio. Eles cediam um pouco e sua forma mudava sutilmente com a leve pressão. Ele subiu a mão pelo peito até o pescoço dela, segurando-o suavemente de um lado enquanto a outra mão segurava o outro lado. Levou as mãos às bochechas dela e sorriu.

Passou brevemente pelos ombros dela, depois desceu pelos lados, sentindo as curvas externas dos seios, como acabara de sentir as internas. Finalmente, trouxe-os completamente para as mãos. Apertou-os suavemente, sentindo o peso, a firmeza que cedia. Esfregou o polegar sobre os mamilos enquanto os olhava intensamente, observando a resposta deles. Teve um momento de dúvida e olhou para ela. Ela estava sorrindo para ele.

"Seus seios são lindos", ele disse baixinho. "Perfeitos."

"Peitos", ela disse.

Aquilo o tensionou. Foi como acionar um interruptor, passando da exploração inocente para carícias necessitadas. Sua melhor amiga tinha peitos. Na mente dele, ela nunca tivera. Ela queria que ele não visse seus seios, mas que olhasse para seus peitos, com todo o significado e a intenção. Ela queria ser vista. Não como uma amiga de infância, mas como uma mulher. Ele queria atender, e seu corpo já começara a responder, muito à frente dele.

"Seus peitos são perfeitos", ele disse, hesitante, a inocência residual começando a cair por terra, mas ainda se agarrando. Ela sorriu.

"Ainda temos um caminho a percorrer, não temos?", ela perguntou.

Ele assentiu.

"Você quer ir até o fim?", ela perguntou, com uma expressão que dizia que ela conhecia muito bem o duplo sentido.

Ele assentiu. E engoliu em seco. "Vire-se", ele disse, com uma voz de comando. Os olhos dela se arregalaram, e ela se virou. Ele deu um passo para trás dela, o mais perto que pôde sem deixar que sua ereção parcial a tocasse. Colocou as mãos nos ombros dela, segurando-os, sentindo sua força delicada. Os rigores da natação transpareciam, definindo os ombros dela e uma suave curvatura deles até a cintura, onde os quadris se avolumavam antes de desaparecer sob o cós do short.

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