Tudo o que Precisamos
Por mais grossas que meus pais achassem que as paredes da nossa casa fossem, elas não eram grossas o suficiente. Eu já perdi as contas de quantas vezes fiquei deitado na cama ouvindo a mãe e o pai brigarem quando eles pensavam que a gente não ia escutar. Eu estava num ponto em que quase não me importava mais, mas não podia dizer o mesmo da minha irmã mais nova.
Assim que a gritaria começava, normalmente era só uma questão de tempo até a Monica se levantar e procurar alguma coisa para tirar a cabeça dos problemas cada vez mais óbvios dos nossos pais. Na maioria das vezes, essa distração era eu, já que eu era a única outra pessoa na casa.
Como se fosse ensaiado, ouvi as tábuas do piso rangerem bem na frente do meu quarto, depois uma breve pausa. A maçaneta da minha porta girou devagar e ela se abriu só o suficiente para a Monica espiar. Ela sempre parecia se preocupar em me acordar, mas mesmo com o desapego que eu estava sentindo, ainda não conseguia dormir com os gritos.
— Pode entrar — eu disse.
Monica entrou no quarto com cuidado, prestando atenção para não pisar em nada no escuro. Fechou a porta atrás de si e veio de mansinho até a minha cama. Estiquei o braço para acender o abajur e errei, encontrando o interruptor na segunda tentativa. Com a luz da lâmpada, consegui ver o rosto da minha irmã o suficiente para perceber que ela estava chateada, embora eu não precisasse ver para saber.
— Eles estão brigando de novo — ela disse, como se eu não soubesse.
— É, estão — respondi.
Ela parecia muito mais nova do que seus dezoito anos, como uma menina assustada querendo que tudo ficasse bem. Eu odiava quando ela ficava assim, tão insegura sobre o próprio mundo e sem nem poder recorrer aos pais em busca de conforto. Mais do que isso, eu odiava que não havia nada que eu pudesse fazer a respeito, além de oferecer uma ilusão temporária de segurança.
— Por que eles não podem simplesmente… parar com isso? — ela perguntou.
— Eu não sei — respondi.
Ela deu mais um passo hesitante na minha direção e eu finalmente me sentei, tirando as cobertas e empurrando-as para o lado. Eu sabia que ela ia querer ficar um pouco, pelo menos até as coisas se acalmarem de novo, mas ela nunca pedia. Era como se tivesse medo de eu a rejeitar uma dessas vezes, e eu nem queria pensar no que aquilo poderia fazer com ela.
— Senta aqui — eu disse. — Já já acaba.
— Queria que isso nunca acontecesse.
Seria bom, mas não passava de pensamento positivo dadas as circunstâncias.
Minha cama ficava encostada na parede e, conforme a Monica subia comigo, eu me ajeitei para que pudéssemos nos recostar nela. Assim que ela se acomodou, puxou a ponta do meu cobertor e o enrolou no corpo. Eu estava sentado na outra metade e não estava tão frio a ponto de sentir necessidade dele naquele momento.
— Lembra quando a gente era pequeno? — ela perguntou. — Acha que eles sempre foram assim e a gente só nunca percebeu?
— Não — respondi depois de pensar por um segundo. — Acho que eles realmente se amaram por um tempo, e talvez ainda se amem. Sei lá. Mas as coisas mudam, muita coisa muda.
— Mudam mesmo, né? Acho que é isso que mais me assusta. — Monica puxou os joelhos contra o peito, se encolhendo numa bola protetora. — Porque se coisas assim podem mudar, então muitas outras coisas também poderiam. Tipo, talvez eles não vão me amar para sempre também.
— Olha, eles…
— Ou talvez você não vá.
Ela virou a cabeça na minha direção com uma expressão neutra, mas os olhos a entregavam. Ela estava realmente preocupada com a possibilidade.
— Nunca vai acontecer — eu disse, balançando a cabeça com absoluta certeza.
— Por que não? — ela insistiu. — Se a mãe e o pai puderam deixar de se amar, então… talvez qualquer um possa.
— Sem chance. Você esquece que eu tive que crescer com você e já conheço todas as suas manias mais irritantes. Se a gente fosse se odiar, já estaria se odiando.
— Ei, eu não sou irritante — Monica disse com um leve sorriso.
— Se você diz, dona "pega-meus-livros-sem-pedir". Estranho como aquelas páginas ficam com orelhas sozinhas, né?
— Não tenho culpa que você sempre tem os bons — ela resmungou. — E você é o que sempre acaba com o cereal e não coloca na lista do mercado.
— Mas você aguenta, não é? É disso que estou falando, a gente mora junto a vida inteira e se coisas assim não nos afastaram, nunca vão nos afastar.
— Sei lá, você acha mesmo que são só essas coisinhas?
— Tem que ser, eles se apaixonaram antes, certo? Então, a menos que seja algum grande segredo, praticamente só pode ser coisa se acumulando com o tempo.
— Talvez você esteja certo.
Monica ficou em silêncio e eu não tinha mais nada a acrescentar, então ficamos sentados juntos por um tempo. Nos minutos quietos que se seguiram, percebi em algum momento que os sons da briga dos nossos pais tinham desaparecido. Se a minha irmã também percebeu, ela não disse nada.
— Parece seguro de novo — falei por fim, insinuando que ela podia ir embora, mas sem empurrá-la.
— É — ela disse, me dando a impressão de que também tinha notado. — Você se importa se eu ficar mais um pouquinho? Tipo, só mais alguns minutos. Não estou muito pronta para voltar para a cama ainda.
— Se você quiser.
Eu estava ficando cansado, mas dormir não era um grande problema para mim. Imaginei que a Monica também estava com mais sono do que queria admitir quando ela se recostou em mim e apoiou a cabeça no meu ombro.
— Só vou ficar mais um pouquinho, não me deixa dormir — ela disse.
— Tá — respondi.
****
Previsivelmente, nós dois dormimos onde estávamos. Acordei ligeiramente desorientado, numa posição sentada e caída, exatamente onde eu tinha ficado na noite anterior. Monica estava enrolada no meu cobertor, com a cabeça no meu colo como se fosse um travesseiro.
Ela parecia mais feliz à luz da manhã, muito mais como ela normalmente era. Quaisquer preocupações ou medos que ela tivesse sentido tinham sido apagados pelo sono e ela parecia em paz. Eu só queria que ela pudesse se sentir assim o tempo todo.
Eu não precisava me levantar imediatamente, embora não pudesse ficar ali para sempre também, e me mexer significaria acordar a Monica. Decidi dar a ela mais um tempinho para acordar sozinha antes de fazer isso.
Sem nada melhor para fazer, comecei a acariciar suavemente o cabelo dela, alisando-o da bagunça noturna. Infelizmente, por mais gentil que eu fosse, o contato foi suficiente para perturbar minha irmã e ela se mexeu ligeiramente onde estava deitada antes de abrir um olho.
— Já é de manhã? — ela perguntou.
— Sim — respondi.
— Mm, desculpa. Não queria ficar aqui a noite toda. Eu te falei para não me deixar dormir.
Dei de ombros. — Tudo bem, não me importo.
Monica rolou para fora do meu colo, ainda enrolada no meu cobertor, mas me permitindo sair do que tinha se tornado uma posição um tanto desconfortável.
— Sabe, acho que gosto mais da sua cama — ela disse. — Não sei por quê, no entanto.
— O colchão, talvez? — sugeri.
— É, talvez. Pode ser só porque você está aqui também, é bom não acordar sozinha.
— Realmente, tem suas vantagens.
Me ajeitei em direção à beirada da cama, me arrastando em volta da Monica, que parecia menos inclinada a começar o dia naquele momento.
— Você vai se levantar agora? — ela perguntou.
— É, vou ver o café da manhã. Quer que eu te traga alguma coisa?
— Não, não sei quanto tempo vou ficar.
— Tá.
Ela poderia muito bem voltar a dormir na minha ausência, mas aquilo não era realmente problema meu. E meu estômago estava começando a insistir seriamente por comida.
Mal tinha chegado na cozinha quando percebi que alguém tinha chegado antes de mim. O som fraco e o cheiro de algo cozinhando chegaram ao meu cérebro um instante antes de eu virar a esquina e ter minhas suspeitas confirmadas. Mamãe estava parada perto da pia com uma xícara de café nas mãos e uma expressão cansada no rosto. Havia panquecas no fogão cozinhando ao lado de uma tigela de massa e, pelo jeito das coisas, elas precisavam ser viradas.
— Ah, bom dia — mamãe disse, parecendo pega de surpresa pela minha aparição. — Não sabia que você já tinha levantado.
— Acabei de levantar — respondi.
Passei na frente dela e peguei a espátula para salvar as panquecas de queimarem.
— Achei que fazer café da manhã para você e sua irmã seria legal — ela disse. — Mas não tenho certeza se estou realmente tão disposta quanto pensei.
O fato de ela nem mencionar o papai já me dizia algo, embora não fosse nada que eu já não pudesse imaginar. A entrada da garagem era visível pela janela da cozinha e, quando olhei, vi que o carro dele não estava lá. Não tinha certeza se ele tinha saído na noite anterior ou de manhã cedo. De qualquer forma, fazia muito tempo que nós quatro tínhamos tomado café juntos e aquilo não ia mudar tão cedo.
— Eu termino daqui — eu disse.
— Tem certeza?
— É bem simples, até eu consigo virar as coisas quando começam a dourar.
Mamãe me deu um pequeno sorriso e colocou a xícara no balcão.
— Tá, obrigada. Acho que vou me deitar de novo por alguns minutos. Certifique-se de que a Monica se levante a tempo de comer, tá?
— Claro.
Ficar ali parado esperando as panquecas cozinharem não era bem o que eu queria fazer, mas de alguma forma acabei preso nisso mesmo assim. Fiquei tentado a fazer o suficiente apenas para mim e para a Monica agora e deixar o resto da massa para depois, já que não esperava que a mamãe voltasse tão cedo. A única coisa era que eu realmente não fazia ideia de quão bem ela se conservaria.
Felizmente, minha irmã apareceu pouco tempo depois, então não fiquei esperando sozinho. Ela ainda não tinha se vestido para o dia, ainda estava de camisola e pernas nuas. Ela se animou instantaneamente quando percebeu o que eu estava fazendo.
— Você fez panquecas? — ela disse. — Nem sabia que você sabia.
— A mãe fez — respondi. — Só estou cozinhando. Ela voltou para a cama.
— Ah. — Monica franziu a testa por um segundo ao captar um pouco do subtexto. — Bem, obrigada mesmo assim.
Ela pegou um prato e se serviu de um par de panquecas já prontas, além da calda que estava na geladeira, antes de se sentar à mesa.
— Sabe, na verdade talvez não fosse uma ideia tão ruim a gente cozinhar mais — ela disse enquanto despejava um pouco de calda no prato.
— É mesmo? Por quê?
— Bem, só porque as coisas estão ficando um pouco, sabe, caóticas por aqui.
— Você pode ter razão, mas sabe que meus talentos nessa área são limitados.
— Tudo bem, posso te ensinar algumas coisas. Você não vai ter alguém para cuidar de você para sempre, sabe, vai ter que aprender um dia.
— Se você diz.
****
Quando cheguei em casa naquela noite, nada parecia diferente a princípio de quando eu tinha saído. Só quando encontrei a Monica na cozinha foi que soube que algo tinha acontecido. Havia algumas latas abertas no balcão e evidências de que o jantar tinha sido começado, mas depois deixado inacabado. Minha irmã estava sentada no chão, encostada num dos armários, abraçando os joelhos e olhando fixamente para o chão, com o olhar vago. Ela parecia pronta para chorar a qualquer segundo.
— Então, hã, o que está acontecendo? — perguntei, tentando manter um tom neutro e esperando para ver qual seria a resposta dela.
— Ia fazer o jantar — ela disse. — O pai tinha voltado e ele e a mãe estavam conversando, achei que talvez ele fosse ficar. A gente podia ter ficado todos juntos e tudo mais. Aí ele foi embora. Com raiva. Ainda não vi a mãe, ela pode ter se trancado no quarto de novo.
— Droga — eu disse baixinho, mais para mim mesmo do que para a Monica.
Eu estava realmente perdendo a paciência com nossos pais. Eles precisavam resolver alguma coisa para que os problemas deles parassem de ser nossos problemas. A gente não deveria ter que lidar com isso o tempo todo, especialmente a Monica, que definitivamente não estava lidando bem. Em poucos segundos, tomei uma decisão.
— Vem — eu disse. — Vamos embora.
Estendi a mão para ajudá-la a se levantar e ela a segurou com um pouco de hesitação.
— Ir aonde? — ela perguntou.
— Qualquer lugar. Algum lugar que não seja aqui. Vamos comer fora e depois talvez voltar, ou talvez não. Não sei.
Monica inclinou ligeiramente a cabeça enquanto se levantava, depois deu de ombros.
— Tá — ela disse.
Eu a levei de volta para o meu carro, do qual eu tinha acabado de sair alguns minutos antes, e comecei a dirigir, sem ter certeza para onde estava indo. Ela ficou a maior parte do tempo olhando pela janela e não disse nada sem que eu a provocasse.
— Então, algum lugar para onde você quer ir? — perguntei.
— Sei lá — ela disse. — Não importa muito.
— Exatamente, não importa. Então a gente bem que pode ir aonde você quiser.
Ela se virou para mim por um momento, com sua expressão vagamente triste se transformando numa de reflexão.
— Lembra daquele lugar que a gente costumava ir às vezes quando era mais novo? — ela perguntou.
— Aquele que a mãe e o pai levavam a gente quando não estavam a fim de fazer comida?
— É. Ainda existe?
— A gente pode descobrir.
Eu soube na hora de que lugar ela estava falando, porque era o único restaurante que costumávamos frequentar com alguma regularidade. Era um lugar meio familiar, um ou dois degraus acima de fast-food, mas onde você podia levar seus filhos e não se preocupar muito em vesti-los bem e fazê-los se comportar. Eu tinha quase certeza de que ainda existia, embora já fizesse uns dois anos desde a última vez que eu tinha ido.
Começamos indo no caminho errado, então tive que fazer uma rota cheia de voltas para chegar na área que eu queria. Monica ainda não dizia muito, mas de vez em quando, quando eu olhava de relance, percebia que ela estava prestando mais atenção aonde estávamos. Aquilo me pareceu um bom sinal.
O lugar estava exatamente onde eu me lembrava, embora com algumas pequenas mudanças desde a minha última visita. A disposição das mesas era diferente do que eu imaginava na minha cabeça e algumas das decorações das paredes não me eram familiares. Nada muito grande, no entanto.
Uma vez sentados, um de frente para o outro num reservado, pude estudar a reação da minha irmã mais de perto. Ela ficava olhando ao redor e seus lábios se contraíam para cima de vez em quando, com lembranças felizes do passado, imaginei. Fiquei contente que ela pudesse focar nelas em vez de em como as coisas tinham mudado desde então.
Não demorou muito para uma garçonete passar e nos dar um cardápio para cada um. Monica abriu o dela imediatamente e folheou as opções enquanto eu esperava um momento.
— Posso trazer algo para beber enquanto decidem? — a garçonete perguntou.
Fiz contato visual com a Monica, mas não esperei pela resposta dela.
— Sim, a gente pode pedir dois milk-shakes, por favor? — eu disse. — Um de chocolate, um de morango.
Eu tinha minhas próprias lembranças e sabia que um milk-shake de morango era sempre o objetivo da Monica para conseguir dos nossos pais. E ela conseguia na maioria das vezes também.
— Você não precisa… — Monica começou.
— Dois milk-shakes, por favor — repeti para a garçonete, que assentiu e se virou. — Vamos, você vai mesmo me dizer que não quer um? — perguntei, erguendo uma sobrancelha para a minha irmã.
— Não, mas… não sei. É que você não precisava fazer isso, só isso. Quer dizer, eu sei que você está pagando e tudo, já que não trouxe dinheiro, então…
— Então eu posso te pagar um milk-shake se eu quiser — interrompi. — Sério, não se preocupa com essas coisas agora, tá? A gente vai só ter um tempo em que fazemos o que queremos e foda-se as consequências.
Monica deu uma risadinha quando eu praguejei e olhou ao redor instintivamente para ver se alguém tinha me ouvido.
— Era para você ser uma boa influência para mim, sabia? — ela disse.
— Não, eu tenho que ser seu irmão e às vezes isso significa dar um mau exemplo se for do seu interesse. Tipo, às vezes você precisa simplesmente esquecer seus problemas por um tempo, mesmo que isso não vá realmente ajudar a resolvê-los.
— Sei lá, isso soa como um conselho meio ruim. Ou talvez bom pra caralho, não tenho certeza.
Nós dois sorrimos conspiradoramente, como crianças que tinham acabado de descobrir a palavra pela primeira vez e sabiam que não deviam dizê-la. Na verdade, a gente não xingava muito na maioria das vezes, mesmo sendo bem mais que velhos o suficiente e não havendo motivo para não fazermos se quiséssemos. Havia algo no lugar também, algo sobre como só tínhamos estado lá com nossos pais, que fazia se comportar mal ligeiramente parecer mais do que realmente era.
— E aqui estão suas bebidas — disse a garçonete, reaparecendo quase despercebida ao lado da nossa mesa.
— Obrigada — Monica e eu dissemos ao mesmo tempo.
Minha irmã imediatamente deu um gole experimental pelo canudo e assentiu aprovadoramente com o resultado. Aí tivemos que pedir, para o que eu não tinha me preparado adequadamente. Escolhi um hambúrguer com fritas, já que geralmente era uma opção segura o suficiente, e eu não estava lá realmente pela comida mesmo.
— Sabe, só nós dois aqui, isso parece um pouco um encontro — Monica disse assim que ficamos a sós de novo. — Quer dizer, tirando o fato de você ser meu irmão, obviamente.
— É, acho que é meio isso. Só que se fosse, eu talvez tivesse te levado a um lugar onde não tivesse criança correndo por aí — respondi, olhando de propósito para uma família a algumas mesas de distância, onde os pais tinham dificuldade de manter os filhos nos assentos.
— Ah, não é tão ruim. Além disso, fui eu quem escolheu, lembra?
— Lembro. Acho que tenho sorte de você ser um encontro barato, então.
— Ou talvez eu só tenha planos para mais tarde e esteja te dando uma falsa sensação de segurança.
Sorri e revirei os olhos, sem acreditar nela nem por um segundo. Se ela realmente quisesse fazer algo depois que a gente terminasse, por mim tudo bem, desde que ela estivesse feliz e eu não precisasse me preocupar com ela.
****
Acabamos ficando ali sentados e conversando por muito mais tempo do que eu esperava, tempo suficiente para provavelmente já estarmos incomodando bastante se o restaurante estivesse um pouco mais cheio. Quando voltamos para o carro, Monica imediatamente tomou conta do rádio, achou uma estação que gostava e aumentou o volume. Ela me olhou quase me desafiando a brigar com ela por isso, mas eu deixei pra lá.
Quando chegamos em casa, me perguntei por um instante se alguém ia ficar se perguntando onde a gente tinha ido. Papai ainda não estava lá e, no fim das contas, eu nem sabia se mamãe tinha percebido que a gente tinha saído.
Monica caminhou ao meu lado até a porta, depois pulou na frente e parou diante dela, bloqueando minha passagem. Ela juntou as mãos atrás das costas e me olhou com ar inocente.
— Se isso fosse um encontro de verdade, agora seria a hora em que você teria que me beijar, sabia? — ela disse.
— Você acha, é?
Os olhos dela brilharam com um toque de travessura e eu sabia que ela só estava me provocando. Talvez tenha sido isso que me fez agir, a certeza de que ela não esperava nada além de me tirar uma reação. Seja como for, eu a beijei.
O corpo dela registrou apenas surpresa a princípio, quando fechei a distância entre nós e enlacei meus braços na cintura dela. Seus lábios também não responderam, depois, de repente, eles se derreteram nos meus enquanto ela superava o choque inicial.
Eu não tinha planejado manter o beijo por muito tempo, só o suficiente para provar algum ponto, mas isso foi pro espaço bem rápido. Por alguma razão, assim que comecei, não consegui me soltar logo, simplesmente não consegui me afastar da minha irmã, mesmo que provavelmente devesse. Era para haver algo inerentemente estranho em beijá-la, algo físico ou mental que a diferenciasse das outras garotas, e simplesmente não estava ali.
Uma hora acabamos ficando sem ar e tivemos que nos separar brevemente, mas eu nunca a soltei e nossos rostos não ficaram a mais de alguns centímetros um do outro o tempo todo. Nós só nos encaramos, ofegantes e buscando pistas sobre o que o outro estava pensando. Então, como se tivesse sido combinado antes, nos movemos juntos de novo.
As mãos de Monica foram para os meus ombros e pareceu que ela ficou na ponta dos pés para compensar a pequena desvantagem de altura, porque de repente o rosto dela estava nivelado com o meu. Eu a puxei para mais perto, sentindo os seios dela contra o meu peito e o calor do seu corpo através da camisa sob minhas mãos. Ela era exatamente como uma garota deveria ser; tão maravilhosamente macia e perfeita quanto qualquer das minhas experiências anteriores, só que de alguma forma mais ainda.
Só foi quando os lábios dela se entreabriram, fosse em convite ou não, que eu caí em mim. Beijar minha irmã era uma coisa, usar a língua já era levar para um nível completamente injustificável. Me afastei no instante em que ela tentou se agarrar a mim por um segundo, depois também recuei abruptamente e desviei o olhar, envergonhado.
— Isso pode ter ido um pouco longe demais — ela disse depois de um momento de silêncio constrangedor.
— É, provavelmente — concordei. — Quer dizer, não é grande coisa, né? Mas se alguém visse algo assim, provavelmente ia ter a impressão errada.
— Certo. — Monica assentiu rapidamente. — Eu devia saber que você não recuaria de um desafio desses, mas eles não iam entender que era só brincadeira.
É claro que "eles" estariam certos; não tinha sido só brincadeira. Havia mais do que isso ali, mesmo que eu não soubesse exatamente o quê.
Monica finalmente lembrou que estava bloqueando a porta e se virou para entrar em casa. Eu a segui de perto, ainda com um desejo persistente de segurá-la nos braços de novo, mas me forçando a agir normalmente. Ela parou antes de ir para o quarto e me olhou com uma mistura de incerteza e esperança.
— Tudo bem se... quer dizer, se eu for falar com você de novo esta noite, tudo bem? — ela perguntou.
Havia várias respostas que eu poderia dar, algumas melhores que outras. O problema era que eu não sabia exatamente o que deveria dizer a ela. Depois de beijá-la momentos atrás, talvez fosse preferível manter um pouco de distância, mas eu realmente não queria fazer isso. Além do mais, aquilo tinha que ter sido algo de uma vez só. Nunca tinha havido nem sombra de nada parecido antes.
— Claro — eu disse simplesmente.
— Ok — ela disse, sua boca formando o começo de um sorriso pouco antes de se virar de novo.
Esperava que aquela não fosse a resposta errada.
****
Foi uma noite tranquila, sem drama dos pais, e acho que nem vi mais a Monica antes de ir para a cama. Me ocorreu que, se ela estivesse num estado mental mais confortável, talvez nem precisasse falar comigo de novo. Com isso em mente, me deixei começar a cair no sono sem me preocupar em esperar por ela.
Eu ainda não tinha perdido completamente a consciência quando minha atenção foi atraída para a porta se abrindo, com minha irmã logo atrás. Naquele momento eu não estava acordado o suficiente para me mexer ou para dar sinal de que a tinha notado sem muito mais esforço do que me apetecia fazer, se ela não falasse primeiro. Acabou que nem foi necessário, porque ela simplesmente levantou minhas cobertas o suficiente para deslizar para debaixo delas comigo e se encolher numa área quase impossivelmente pequena do colchão. Minha cama não era tão grande, mas ela parecia determinada a não me perturbar e conseguiu se ajeitar de modo que nossos corpos mal se tocassem.
— Boa noite — ouvi-a dizer baixinho.
Resmunguei algo parecido em resposta e, em poucos instantes, o sono me levou.
****
Sonhei com Monica naquela noite.
Na verdade, a princípio não era ela, apenas uma imagem mal definida de uma garota que eu tinha certeza de que conhecia, mas não conseguia identificar. Como de costume com meus sonhos, não me lembrei de tudo mais tarde, nem necessariamente consegui fazer sentido das coisas de que me recordava.
Uma coisa que permaneceu foi que, de alguma forma, a garota acabou nua. Ela não se importou que eu a olhasse e parecia querer que eu a tocasse também. Mas eu estava tendo dificuldade com isso: não conseguia controlar onde a tocava. Minha mão ia em direção aos seios dela e, de algum jeito, sempre parava logo abaixo deles, ou mais para baixo, na barriga dela. Uma tentativa experimental de alcançar as regiões mais baixas do corpo dela produziu os mesmos resultados.
Foi mais ou menos nesse ponto que comecei a suspeitar que podia estar sonhando. Assim que o pensamento me veio, ficou completamente óbvio que era o caso. Havia coisas absurdas demais em todo aquele cenário para que fosse de outro jeito.
Assim que cheguei à minha conclusão e me lembrei de estar na cama ao lado de Monica antes de adormecer, a garota se tornou minha irmã. Talvez fosse ela o tempo todo. O corpo dela ainda não estava bem definido, e não havia como ser completamente fiel à realidade, pois eu nunca o tinha visto, mas o rosto era definitivamente o dela.
Por alguma razão, minha mão permaneceu onde estava, na barriga da garota, agora minha irmã. Eu não conseguia afastá-la e ela sorriu, tranquilizadora, como se não quisesse que eu a tirasse. No entanto, era demais para eu processar, e foi aí que acordei.
Fiquei desorientado por um segundo, não pelo quarto, mas pela pessoa ao meu lado. Era Monica, é claro, mas, de algum modo, tínhamos nos aproximado enquanto dormíamos e nossos corpos estavam pressionados um contra o outro. Estávamos de conchinha, na verdade, quando me permiti admitir.
O mais problemático para mim era que meu braço estava enrolado em volta dela e tinha empurrado sua camisola para cima até logo abaixo dos seios. Minha mão repousava sobre a pele exposta de sua barriga e ficou claro então por que minhas ações tinham sido restringidas daquela forma no meu sonho. Meu cérebro não quisera inventar informações sensoriais quando tinha informações reais perfeitamente utilizáveis para me alimentar.
Assim que tomei consciência do quão perto eu estava de tocar minha irmã de modo inadequado, ficou bem claro para mim que eu precisava mudar de posição. Fazer a camisa dela voltar ao estado original seria complicado sem acordá-la, mas eu não podia simplesmente deixar como estava. Tirando a calcinha, ela estava nua abaixo da barra da camisa e eu não queria que ela acordasse com aquilo, mesmo que percebesse que eu não fizera de propósito.
— Mmm — Monica gemeu baixinho.
Ela se moveu um pouco e levou a mão para agarrar a minha antes que eu pudesse movê-la.
— Você está acordada? — perguntei.
Ela não respondeu de imediato, e eu já estava quase acreditando que ainda dormia quando ela falou.
— Sim — ela disse.
— Há quanto tempo?
— Sei lá, alguns minutos. Algo assim.
— Eu não tive a intenção, sabe, da sua camisa e tal.
— Eu sei, você estava dormindo. Achei que estivesse acordado no começo, depois percebi que não estava.
Monica não dava o menor sinal de se importar, além de que, se estivera acordada, então movera a mão de propósito.
— Se você soltar, posso rolar para o lado, te dar um espaço — eu disse.
— Por quê? Eu gosto disso. É gostoso ficar perto. Não é?
Era gostoso. Eu só usava um short e, com a camisa de Monica puxada para fora do caminho, eu podia sentir bastante da pele dela pressionada contra a minha. Pele quente, macia.
— Não é essa a questão — eu disse.
Ela não respondeu logo, mas então tirou a mão da minha, permitindo que eu rompesse o contato com ela se quisesse.
— Você quer que eu vá embora? — ela perguntou.
Eu não queria que ela fosse, mas isso levantava a questão do que exatamente eu estava tentando fazer.
— Não — eu disse.
— Que bom.
— Talvez você devesse ajeitar sua camisa, no entanto, só para não ficar toda amontoada em cima.
Era uma desculpa fraca para o meu pedido, mas eu esperava que Monica simplesmente aceitasse pelo que era. Ela se moveu e ergueu os braços para pegar a camisa, mas, em vez de puxá-la de volta para baixo, puxou-a pela cabeça e a descartou.
— Não foi nem de longe o que eu quis dizer, e você sabe disso — eu disse.
— Eu sei, mas gosto de você me segurando assim. Quero poder sentir você.
Bem, ela podia me sentir muito bem. Exceto pela região da cintura, estávamos ambos nus e colados um no outro de conchinha. Suponho que eu poderia ter rolado para o lado a qualquer momento se realmente quisesse, mas não quis.
Monica pôs a mão de volta sobre a minha e a segurou firme onde estava, na sua barriga. Ela pretendia totalmente que passássemos a noite daquele jeito.
— Isso não vai dar certo — eu disse.
— Por que não?
— Porque, irmã ou não, você ainda é uma garota e não está com roupa suficiente agora.
Eu não sabia se ela já podia sentir ou não, mas logo sentiria. A proximidade do seu corpo quase nu estava me afetando, como eu temera que aconteceria, mesmo antes de ela se livrar da camisa. Eu não conseguia me controlar o suficiente para impedir que meu pau começasse a endurecer e cutucar a bunda dela.
Monica mexeu a bunda experimentalmente e provocou um pequeno gemido meu com as sensações que aquilo enviou pela minha ereção crescente. Era como se ela não acreditasse que eu realmente teria esse tipo de reação a ela.
— Você... precisa dar um jeito nisso? — ela perguntou baixinho. — Aí ficaria tudo bem?
— Talvez, mas não posso fazer isso com você aqui.
— Eu não vou olhar — ela prometeu. — Você pode fazer e depois a gente volta a dormir. Não é nada demais.
— Para mim, é meio que é.
— Vamos, todo mundo faz. Até eu faço às vezes.
— Espera, sério?
Monica rolou no lugar até ficar de frente para mim, para o que quer que isso valesse no escuro.
— O quê, você achava que eu não fazia? — ela perguntou. — Eu sei que sou sua irmã mais nova, mas você acha mesmo que eu sou tão inocente?
— Eu... nunca pensei nisso, acho.
— Não, não teria pensado.
Eu não sabia mais o que dizer e, com a mudança de posição de Monica, eu não conseguia nem me ajeitar direito sem arriscar tocar em algum lugar inapropriado nela. Finalmente, ela se moveu de novo e eu senti a mão dela tateando sobre meu quadril.
— Monica? O que você está fazendo? — eu disse.
— Bem, você está sendo difícil e eu não quero ter que ir embora.
— Isso não quer dizer que...
Eu vacilei quando minha linha de pensamento foi rudemente interrompida. Os dedos da minha irmã tinham se fechado sobre meu pau por cima do tecido do meu short e apertaram de leve.
— Por favor — ela sussurrou. — Só para a gente poder voltar a dormir, só isso.
As palavras dela não estavam me persuadindo nem de longe tanto quanto a mão dela. Não importava que argumento ela usasse, não havia como eu deveria estar deixando minha irmã mais nova me masturbar, mas as sensações que ela estava produzindo em mim através do meu pau...
— Só para a gente dormir — eu repeti.
— Isso, e depois a gente nunca mais precisa pensar nisso. Podemos esquecer que aconteceu.
Eu duvidava seriamente que fosse esquecer algo assim, mas ainda assim não fiz nenhum movimento para impedir. Nem mesmo quando ela enfiou a mão por dentro do short e agarrou meu pau diretamente, pele com pele. A única concessão que fiz à situação foi rolar de costas e dar a ela melhor acesso.
Monica me masturbou por alguns minutos, parecendo ganhar confiança no que fazia com o passar do tempo. Ela não tinha pressa, no entanto, independentemente do que tivesse dito, e os movimentos de sua mão eram lentos e deliberados. Aquilo não ia me fazer gozar tão cedo, mas era uma sensação incrível.
— Tenho que tomar cuidado ou vou ficar toda excitada quando terminar com você — Monica disse.
— Talvez tenha que dar um jeito em você também então — eu disse.
— Você ficaria de boa com isso?
— Não pode ser mais estranho do que... isso.
— Hum, pode ser que seja, na verdade.
Ela me soltou e se ajoelhou. De repente, houve luz no quarto quando ela acendeu meu abajur, e eu pisquei rapidamente enquanto meus olhos se ajustavam.
A consequência mais óbvia, e na qual eu me concentrei de imediato, foi que o corpo quase nu da minha irmã se tornou visível. Fosse esse o motivo de acender a luz ou não, Monica estava tão ciente do fato quanto eu. Ela mordeu o lábio, nervosa, enquanto esperava a reação que sabia que ia ter de mim, não muito confiante quanto ao tipo de reação que seria.
— Por que você fez isso? — perguntei.
— Para a gente poder ver. Quer que eu apague de novo?
— Não, acho que gosto de poder ver agora.
Arranquei um sorriso tímido de Monica e estendi a mão para pousá-la na perna dela. Passei os dedos pelo quadril e subi até a barriga, traçando as curvas suaves do seu corpo.
— Você fala sério? — ela disse.
— Sim, falo. Não sei como demorei tanto para perceber que você cresceu. Você não é mais uma garotinha.
— Eu sei, já tenho peitinhos e tudo. Você sempre foi irmão demais para notar.
— Desculpa. Mas estou notando agora.
— Você meio que seria obrigado.
Ela tinha razão; não importava quem fosse, se estivesse de topless e tão perto quanto ela estava, eu notaria. Mas era diferente com ela. Meus pensamentos voltaram para quando nos beijamos e, combinados com a imagem que ela apresentava agora, eu estava tendo que reavaliar minha opinião sobre ela de modo bem significativo. Era impossível continuar pensando nela de uma maneira completamente platônica quando ela estava invocando sentimentos em mim que uma irmã mais nova simplesmente não deveria ser capaz de provocar.
Enquanto eu focava no peito de Monica, ela ficara de olho na tenda bastante proeminente no meu short que não mais estava escondida pelo cobertor. Ela estendeu a mão para ela, depois se conteve no meio do caminho.
— Posso? — ela perguntou.
Assenti afirmativamente e ela se inclinou sobre mim novamente, puxando lentamente o cós do meu short por cima da minha ereção até que ela saltasse para fora. Seus olhos se arregalaram quando ela apareceu, como se de alguma forma não fosse o que ela esperava. Seja como for, ela se reposicionou montada sobre uma das minhas pernas e voltou a massagear meu pau.
Enquanto se acomodava sobre mim, ela se abaixou até quase se sentar na minha perna. Isso teve o efeito de colocar sua boceta em contato comigo e, gradualmente, ela começou a se esfregar em mim. Eu não tinha ideia se aquilo havia sido uma decisão consciente ou se ela só estava indo na onda.
A calcinha da Monica ficou visivelmente úmida conforme os minutos passavam, mas eu me questionava se aquilo seria suficiente para fazê-la gozar. Parecia que ela não estava se entregando o bastante para satisfazer a si mesma ou a mim, e ainda estava meio hesitante com a coisa toda. Não que eu pudesse culpá-la.
"Acho que isso não vai funcionar", eu disse.
"Eu sei, mas eu não posso... não quero deixar as coisas muito estranhas."
"Já é um pouco tarde para isso, só faça o que tiver que fazer."
Ela assentiu e, hesitantemente, mudou o corpo para que seus joelhos ficassem de cada lado dos meus quadris. Sua calcinha estava tão perto do meu pau, e quando ela se moveu só um pouquinho, senti o tecido roçar em mim.
"Tudo bem isso?", ela perguntou.
"Eu teria dificuldade em dizer não para qualquer coisa neste momento."
"É, mas..."
Monica se calou quando pressionou a virilha firmemente contra a minha, e por alguns instantes nenhum de nós conseguia falar. A sensação dela se esfregando suavemente no meu pau era muito mais intensa do que qualquer coisa até agora e não deixava muito espaço no meu cérebro para mais nada.
Conforme seu ritmo aumentava, ela se inclinou para a frente para se apoiar nos braços, o que colocou seus seios muito mais perto do meu rosto. Eu não consegui evitar, fiquei completamente hipnotizado pelo corpo da minha irmã e pelas formas como ele se movia e parecia. Segurei um seio delicadamente na palma da mão, depois com mais firmeza quando ela não se opôs.
Enquanto eu a tocava e explorava áreas antes inacessíveis do seu corpo, Monica se esfregava cada vez mais freneticamente no meu pau. Bem antes do que eu esperava, ela deu um pequeno gemido e todo o seu corpo estremeceu no que eu só pude presumir que era ela gozando. Ela levou um momento para se recuperar, então me olhou um pouco encabulada.
"Acho que isso ainda não está te ajudando muito", ela disse.
"Tudo bem", eu disse.
Ela não parecia nada estável sobre mim, seus braços tremendo levemente depois do orgasmo. Com a mão no ombro dela, eu a guiei para rolar de cima de mim e ficar de costas, dando-lhe algum tempo para se recuperar. Sentei-me e aproveitei a oportunidade para terminar de tirar meu short. Monica me observava atentamente, mas não se moveu de onde estava deitada enquanto eu engatinhava para entre suas pernas.
A parte da frente da calcinha dela estava encharcada e parecia desconfortável para ela continuar usando por muito mais tempo. Além disso, eu a queria fora do caminho para meus próprios propósitos também. Observei qualquer sinal de relutância da minha irmã, mas ela só ajustou as pernas para tornar meu trabalho mais fácil quando segurei o cós da calcinha e comecei a puxá-la para baixo.
Eu me forcei a não olhar até que a última peça de roupa entre nós fosse completamente removida, mas não consegui me segurar mais do que isso. Sua boceta estava vermelha e inchada de toda a atividade recente, e tão claramente ainda em estado de excitação. Fui atraído por ela incontrolavelmente e estendi a mão com as pontas dos dedos para tocá-la suavemente.
Monica se remexeu, meio constrangida, com toda a atenção que eu estava dando à sua área mais íntima, e eu finalmente olhei de volta para ela de forma tranquilizadora. Mas assim que encontrei seus olhos, percebi que não tinha as palavras que queria e, em vez disso, a beijei, colocando todo o amor e afeto que pude como substituto para meu vocabulário inadequado.
Senti os braços da minha irmã envolvendo minhas costas enquanto nos beijávamos, me puxando para ela o mais apertado que podia. Quase involuntariamente, meus quadris começaram a balançar e deslizar meu pau apenas de leve pela fenda da boceta dela. Ela estava tão molhada que a experiência era quase sem atrito, e eu sabia que aquilo não seria suficiente para gozar.
Conforme minhas estocadas ficavam mais longas, a cabeça do meu pau era puxada cada vez mais para trás até que finalmente escorregou e se aninhou entre os lábios da boceta da Monica, implorando para ser deixada entrar. Parei instantaneamente e encarei minha irmã, sabendo que aquilo era definitivamente ir longe demais, mas incapaz de me afastar por conta própria.
"Tudo bem", ela sussurrou.
Não havia dúvida ou hesitação alguma ali. Naquele momento, ela provavelmente teria feito qualquer coisa que eu pedisse, e eu teria feito o mesmo por ela.
Monica ainda estava me segurando forte, e tudo que foi preciso foi ceder a ela e à gravidade, me permitindo ser puxado para baixo e meu pau deslizar mais para dentro da boceta dela. Fiquei preocupado de estar colocando muito do meu peso sobre ela, mas ela se recusava a soltar, então não havia muito que eu pudesse fazer.
Naquele ponto, nossos corpos eram mais que capazes de assumir o controle, nossos quadris começando a se mover praticamente por conta própria para me enterrar mais fundo dentro da minha irmã. Sua boceta era tão apertada, tão quente, e muito melhor do que qualquer coisa que eu já havia experimentado. O que senti então era muito mais do que uma vontade de foder, era um desejo de estar conectado a ela da forma mais íntima humanamente possível.
Tudo que eu conseguia ouvir era sua respiração ofegante no meu ouvido e os gemidos baixos ocasionais. Tudo que eu conseguia sentir era seu corpo embaixo de mim e suas mãos nas minhas costas. Por alguns momentos preciosos, Monica era meu mundo inteiro e tudo mais poderia ter deixado de existir, pelo que me importava.
Mas não duraria; eu estava excitado demais para isso. Eu ia gozar em breve e nada iria impedir, a não ser tirar completamente de dentro, mas eu não tinha nem de longe a força de vontade para isso, mesmo que Monica me deixasse.
Em vez de lutar contra isso, deixei acontecer, bombeando meus quadris com mais força e urgência naqueles momentos finais. Então eu estava gozando, ainda enterrado fundo na boceta da minha irmã enquanto meu sêmen se esvaziava dentro dela.
Usei tudo que me restava para não simplesmente desabar em cima dela quando terminei. Monica ainda se recusava a me soltar, apesar de eu estar lutando para tirar um pouco do meu peso de cima dela.
"Solta só por um segundo, amor", eu disse. "Só por um segundo."
Lentamente e com óbvia relutância, ela fez o que pedi, e eu rolei para fora dela na cama. Ela imediatamente se agarrou a mim de novo, se enroscando contra meu peito como se perder contato comigo, mesmo que por um segundo, fosse demais para suportar. Não tive objeção e permiti que ela se acomodasse enquanto eu me recuperava. Houve um longo período de quase silêncio antes de Monica finalmente quebrá-lo, minutos depois.
"Amanhã ainda vai ficar tudo bem, né?", ela disse. "Isso não vai estragar tudo, vai?"
"Tudo vai ficar bem", eu disse. "Prometo. Não vou deixar nada acontecer com a gente, tá?"
"Tá. Só que meio que não somos mais irmão e irmã, não do mesmo jeito que éramos. A gente acabou de fazer uma coisa que irmãos e irmãs não fazem."
"E daí? Não há nada no mundo que possa me impedir de ser seu irmão. Nada."
"Mas—"
Eu a beijei antes que ela pudesse dizer mais qualquer coisa e segurei o beijo até que ela relaxasse e eu tivesse quase certeza de que ela tinha desistido de discutir. Quando olhei para ela de novo, ela só encontrou meu olhar por um instante antes de fechar os olhos.
"Boa noite", eu disse.
"Noite", ela respondeu sonolenta.
Meu abajur ainda estava aceso e eu não conseguia alcançá-lo sem mover a Monica, então deixei. A luz que dava me permitiu observar minha irmã enquanto ela lentamente adormecia ao meu lado. Lutei para ficar acordado o máximo possível, mas acabei cedendo também, e nós dois passamos o resto da noite enroscados um nos braços do outro.