Contos eróticos para ler inteiros.

Grupal e Orgias

Quaranteam: Uma Surpresa Desejada?

VerenaSolange53 min

Segunda-feira, 19 de outubro de 2020
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Era difícil prestar total atenção a um questionário — mesmo um tão incomum quanto esse tal 'Delphi' — logo depois de saber o porquê de ter que preenchê-lo. Scott já conhecia o DuoHalo havia algum tempo; ele e seus colegas foram informados a respeito para ajudá-los a se convencer de que absolutamente não podiam entrar em nenhuma área clínica do hospital, e seria melhor que nunca pisassem no local. Com as taxas de mortalidade que estavam vendo, os caras de TI como ele foram classificados como essenciais. Isso significava evitar rigorosamente a exposição, o que implicava trabalhar totalmente à distância.

O que era muito frustrante: certas coisas ele não conseguia consertar sem estar lá. Isso resultava em horas intermináveis orientando a equipe clínica com gambiarras, e coisas indo e vindo em pendrives. Significava também que quase todo o seu tempo era passado trancado dentro de casa, o que estava ficando meio monótono. Mesmo com todo o conteúdo disponível online, no fim parecia tudo igual. Como morava sozinho desde o começo do ano, sentia muita falta de contato humano.

Agora, aqueles dias podiam estar com os dias contados. Esse questionário o combinaria com mulheres, permitindo que fosse vacinado. Os detalhes dessa vacinação o deixaram atordoado, mas era para ele seguir em frente e compartilhar seus pensamentos e desejos mais íntimos com um computador, tudo para garantir que ele e as mulheres se dariam bem, na cama e na vida.

Ele tinha suas dúvidas.

Também sentia pontadas na consciência. Mas, por outro lado, não tinha notícias da Vicky havia meses — e isso estaria acontecendo mesmo que ela estivesse aqui.

Apesar disso, foi cuidadoso com as respostas. Revisou tudo duas vezes e fez uma pausa antes de clicar no 'enviar' final.

Talvez isso torne a vida mais interessante. Certamente espero que sim. Com certeza, eu gostaria de uma surpresa agradável.

* * * * *

Quarta-feira, 21 de outubro
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— Então, 'funcionária pública' — disse Scott, olhando de relance para a mulher no banco do passageiro enquanto dirigia para casa, saindo do centro de vacinação, com o sol começando a despontar no horizonte. Ela era surpreendentemente bonita, esbelta mas com um busto generoso; seus longos cabelos castanhos claros estavam presos de forma impecável. Seus olhos azuis cristalinos o fitavam com frieza. — Isso é bem vago, Chloë. O que você faz?

Ele se repreendeu pela abertura desastrosa.

— Seu perfil não era muito mais claro — ela respondeu, sorrindo. — 'Suporte de TI'. Mas é uma pergunta justa. Trabalho no gabinete de um Diretor-Geral. Bem, conceitualmente; na verdade, não piso lá há meses. — Sua fala era surpreendentemente refinada, e ele não sabia bem como se sentir a respeito. Por um lado, ela soava mais chique do que qualquer pessoa que ele conhecesse, o que era estranho; por outro, uma parte dele sentia que, de algum modo, não estaria à altura.

A terceira reação não precisava de mão: outra parte de seu corpo estava cuidando disso. Aquela mulher tornava o chique sexy.

— Não quero ser insistente — ele disse, sorrindo —, mas isso ainda é vago. Não imagino que você seja secretária ou algo assim.

Ela sorriu maliciosamente.

— Aí você me pegou. Estou no Fast Stream; esta é minha última lotação. Eu deveria ter feito minha avaliação final neste verão, e assumido um cargo permanente mês passado, mas, bom, as coisas não estão funcionando normalmente. Sua vez.

— Nada tão glamouroso — ele admitiu. — Cuido do sistema de computadores onde as imagens médicas são armazenadas. Tudo vai das máquinas para meus servidores, fotos médicas são enviadas para lá, esse tipo de coisa. Daí qualquer computador do consórcio pode acessá-las. Pelo menos quando está funcionando. Tem havido problemas.

— E você consegue fazer isso de casa? — ela perguntou, cética.

— Esse é o problema; não me deixam entrar. É melhor nos manter vivos e em casa, disseram. Algumas coisas eu consigo fazer, em outras preciso orientar as pessoas por telefone. — Ele se lançou numa explicação técnica, como se sua boca estivesse no piloto automático enquanto seu cérebro gritava para não bancar o nerd, que ele só a entediaria.

Mas ela deu respostas inteligentes e interessadas.

— Ah, há semelhanças com algo que supervisionei na minha primeira lotação — ela explicou quando ele expressou surpresa. — Implantação de um novo sistema de TI. Bem, 'novo' não é exatamente preciso. Mais 'novas partes'.

Ao virar à direita numa via principal, ele teve a chance de observá-la mais de perto. Não que houvesse muitos carros na estrada. Ela parecia totalmente envolvida na conversa, mas seus olhos pareciam um pouco vidrados.

— Você está bem? — ele perguntou, desviando o olhar dela enquanto o carro fazia a curva.

— Sim — ela respondeu, de forma um tanto vaga. — Parece que está ficando um pouco quente aqui.

— Eles vão esperar você de volta em Whitehall, quando estiver, hã, totalmente vacinada?

Ela riu com delicadeza.

— Não imediatamente; não até as coisas estarem mais perto do normal. Ninguém está entrando ou saindo. Mas verifiquei o trajeto; é só cerca de uma hora e meia de trem e metrô.

Eles compararam experiências de trabalho remoto, embora as contribuições de Chloë tenham ficado cada vez mais vagas.

— Acho que só quero chegar e, ah, me instalar ou algo assim — ela explicou.

— Bem, estamos quase lá. Você pode descarregar algumas de suas coisas enquanto abro a porta, certo? — O porta-malas do carro tinha mais do que algumas sacolas e caixas, mais do que ele esperava — mas talvez o fato de ele mesmo ir buscá-la fizesse diferença.

— Certo — ela respondeu distraidamente, os pensamentos parecendo, no mínimo, meio longe dali.

* * *

Ao colocar a última caixa sobre a mesa de jantar, Scott percebeu que precisava abordar o elefante na sala.

— Bom, leve o tempo que precisar para se acomodar — ele disse, voltando para a sala de estar. — Não vejo motivo para irmos logo para, bem, você sabe, até que esteja completamente con...fortável. — Suas palavras se esvaíram quando viu Chloë tirando a roupa com calma e método. Ela dobrou a blusa com cuidado e a colocou sobre uma mesinha lateral, e então começou a desabotoar a calça jeans; seus tênis já estavam arrumados ordenadamente ao lado do sofá. A única coisa que sugeria que ela não estava no controle total era o jeito como o encarava sempre que não precisava desviar os olhos — e o leve tremor em suas mãos.

— Eu não descreveria isso como confortável — ela disse, saindo da calça e da calcinha enquanto desabotoava o sutiã. — Mas eu definitivamente gostaria de ir direto ao ponto. Se você não se importa.

Ele a contemplou maravilhado. Esbelta, sim, ela era, e lindamente proporcionada. Pele pálida e impecável, quadris curvilíneos com carne suficiente para não serem ossudos, membros elegantes, barriga lisa — e seios gloriosos e empinados. Grandes, mas não excepcionalmente, eles pareciam mal se mover quando o sutiã caiu.

— Hã... — ele disse, lutando para pensar com clareza, até que um ponto lógico surgiu. — Não deveríamos ir para um quarto?

— Foda-se isso — ela disse, aproximando-se e puxando-o para um beijo. Foi profundo, e ele pôde sentir uma paixão contida ali, um frenesi quase fervendo à flor da pele. Ela desabotoou as calças dele enquanto se beijavam, e então desceu com elas até o chão. Ajoelhada, ela fitou seu membro que endurecia rapidamente. — Lá vai.

Ela o tomou na boca, movendo-se suavemente. Sabia o que estava fazendo, levando-o até o fundo da garganta sem quase nenhum engasgo, mas sem o abandono selvagem — ou o sufocamento — que ele tinha visto em tanto pornô. No entanto, sua inegável confiança parecia casada com uma hesitação marcante.

Isso mudou abruptamente, justo quando Scott sentiu que começava a caminhar para o orgasmo. Chloë congelou, guinchando ao redor do pau dele e agarrando seus quadris para se manter firme. Ela manteve aquela posição por alguns instantes, sem mexer a cabeça, mas enrolando a língua deliciosamente. Com uma respiração profunda, ela recuou, liberando-o.

— Bem — ela disse, olhando para ele, a pele corada e os olhos brilhando. — Essa foi a primeira etapa. Quer terminar o trabalho?

Ela o levou até o sofá, e eles se fundiram um no outro.

* * *

Quando Chloë desmaiou no sofá, Scott a limpou e cobriu sua forma nua com um cobertor.

Bem, é isso. Vinculado.

De algum modo, ele sentiu que aquilo deveria parecer mais transcendental. Tinha sido um ótimo sexo, mas até ela desmaiar e começar a murmurar, foi bem normal.

Depois a gente resolve todo o resto.

* * * * *

Scott estava reorganizando as coisas no andar de cima — certo de que podia fazer melhor para abrir mais espaço nos quartos — quando Chloë reapareceu naquela noite. Ele não esperava que ela estivesse nua — ela havia tomado tanto cuidado ao dobrar as roupas — nem que tivesse aquele olhar cheio de intenção. Ele a guiou para sua cama, e eles levaram um bom tempo para se explorar sem o frenesi da vacina.

Ele também não esperava que ela se aconchegasse tão perto dele quando finalmente ficou saciada.

— Devemos desfazer suas malas e instalá-la — ele disse. — Não sei quantas mulheres esperar, mas você escolhe primeiro o quarto. As camas. Você sabe.

Ela se ergueu sobre o cotovelo para encará-lo de frente.

— Acho que esta aqui vai servir muito bem — ela disse, com um sorriso que vacilou quando ele não reagiu. — Se... se estiver tudo bem para você? — ela perguntou, mais insegura.

Ele sentiu emoções conflitantes dentro de si, sabia que isso se refletia em seu rosto; tentou silenciar as dúvidas.

— Certamente estou disposto a tentar — ele disse com toda honestidade e um sorriso razoável.

* * *

Eles trabalharam juntos desfazendo a bagagem, encontrando tomadas para os carregadores, espaço em gavetas e guarda-roupa para as roupas dela. Vários objetos de estimação e livros Chloë devolveu às caixas 'até que eu tenha tempo para pensar nisso'.

Scott ajudava o melhor que podia: pegando coisas e mostrando para ela, seguindo suas instruções sobre onde cada coisa ia, e assim por diante. Quando ele puxou uma bolsa macia menor de dentro de uma caixa, obviamente cheia de roupas, não pensou nada demais.

— Ah — ele disse, abrindo o zíper da bolsa —, tem mais roupas aqui. Vou colocar junto com as coisas parecidas, tá? Parece outro terninho de saia.

Por um momento, Chloë nem sequer levantou os olhos.

— O quê? Eu não tenho mais... — ela começou, parando ao olhar para cima, a boca se abrindo e as bochechas corando levemente. — Ah, isso não é... — ela disse apressadamente, deixando a frase no ar enquanto peças de roupa caíam da bolsa.

Empenhado em ajudar, Scott as pegou, intrigado com o que via e sentia. Havia uma blusa marfim clara, mas ela tinha um brilho perolado e um toque frio e liso, e era surpreendentemente leve. A saia e o blazer azul-escuro pareciam normais, mas tinham uma textura incomum: macia, levemente flexível, e não mostravam nenhum sinal de vinco ou ruga por estarem dobrados.

Olhando mais de perto, havia outras esquisitices. O decote da blusa era excepcionalmente profundo e amplo, com uma lapela larga e chanfrada. A saia era centímetros mais curta do que as que estavam penduradas no guarda-roupa, com fendas laterais surpreendentemente longas.

— Hã — ele hesitou. — Vocês têm 'dias de fantasia sexy' em Whitehall?

— Não — ela disse apressadamente, pegando as roupas de suas mãos e guardando-as cuidadosamente numa gaveta; ele viu a ponta de uma meia 7/8 desaparecendo junto com o resto. — Não tem nada a ver com trabalho. — Ela olhou para ele com um grande sorriso, mas que não chegava aos olhos. — Uma garota tem que ter seus segredos, não tem? Eu cuido do resto disso. Você pensou em algo para o jantar? Já é bem tarde.

— Bom, tenho bastante comida em casa — ele disse, distraído com a súbita mudança de assunto. — O que você gostaria?

— Ooh — ela disse, dando toda a aparência de estar pensando profundamente. — Estou com um pouco de vontade de carne. — Ela piscou para ele, sorrindo naturalmente de novo. — Tem algo bom para isso?

— Eu... hum, bem — ele gaguejou, a boca continuando a abrir e fechar sem emitir nenhum som. — Tenho um bife no congelador. Não vai ficar grande coisa se eu descongelar rápido, mas é a coisa mais carnuda que tenho.

— Parece ótimo — Chloë disse, baixando o olhar enquanto abria outra caixa. Ao sair, ele se virou quando ela o chamou pelo nome. — Ah, Scott? — Ela estava sorrindo de um jeito completamente diferente. — Acho que talvez eu tenha espaço para mais... carne, de sobremesa.

Ele sorriu e balançou a cabeça enquanto descia para a cozinha.

* * * * *

Quinta-feira, 22 de outubro
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Na noite seguinte, Scott estava repetindo o exercício de desfazer as malas com sua segunda parceira, Hayley. Ela era alguns anos mais velha que ele, com um ar estranhamente maternal para sua idade. Seus longos cabelos loiros e a figura mais cheia ajudavam a aguçar o contraste com Chloë. O imprinting tinha sido menos frenético e — alertado pela experiência do dia anterior — ele não se surpreendeu quando ela o procurou para outra rodada ao acordar. Ambos tinham acontecido no menor quarto da casa, que Hayley escolheu para si.

Então eles começaram a desfazer as malas. Lembrando-se da descoberta acidental do dia anterior, ele se limitou a mover caixas e colocar as coisas onde Hayley pedia. Guardou roupas, livros e a parafernália eletrônica de sempre, mas sua atenção foi capturada quando a ouviu murmurar algo que ele não entendeu direito. Virando-se, ele a viu segurando um porta-retratos; ela o acariciou com ternura antes de apoiá-lo numa prateleira. Continha uma peça de bordado fino e delicado, com caracteres desconhecidos delineados em preto com bordas forradas de ouro reluzente.

צֶ֥דֶק צֶ֖דֶק תִּרְדֹּ֑ף

Scott reconheceu como hebraico, mas não fazia ideia do que dizia.

— É lindo — ele comentou.

— Obrigada — Hayley respondeu. — Minha mãe fez para mim antes de eu ir para a universidade.

— Você é judia? — ele perguntou, curioso. Com o aceno afirmativo dela, ele continuou. — O que está escrito?

— É uma citação da Torá. Não somos ortodoxos nem nada, mas sempre achei que fosse a instrução mais importante. É um lembrete para pensar em justiça — imparcialidade, equidade, garantir que você faça o certo por todos.

— Parece bom — ele refletiu. — Uma boa regra para se viver.

— Achamos que sim — ela disse, dando-lhe um sorriso tímido antes de lhe entregar um braçado de eletrônicos e tubos de metal. — Você pode encontrar um lugar para colocar isso fora do caminho, mas mantendo tudo junto, por favor? Não empilhe os painéis nem nada. — Enquanto ele arrumava um espaço no fundo de algumas prateleiras, pôde observá-los mais de perto.

— Isso é um monte de luzes e coisas — ele observou enquanto as acomodava cuidadosamente nas prateleiras, empilhando os tubos no chão, embaixo. — Para que servem?

— Isto — Hayley respondeu. Scott se virou para ver do que ela estava falando e se viu olhando direto para a lente de uma câmera de aparência cara. Um breve flash — felizmente não bem nos olhos — e então ela estava rindo. — Desculpe, não resisti. Essas coisas são todas para o trabalho.

— Pensei que você fosse entregadora.

— Bem, isso soa mais como um emprego. Também estou no YouTube: educação sexual que realmente ajuda as pessoas a saber o que fazer, ser responsáveis, esse tipo de coisa. Não rende muito — meio que fica no limite do que é aceitável por lá, mesmo que não haja nada muito sexy —, mas sinto que faz diferença. Alguém sugeriu que talvez seja por isso que fui escolhida para a vacinação tão cedo: para produzir conteúdo de base que ajude as pessoas a aceitar o novo normal. Mas, na real, as escolas não fazem o suficiente para combater toda essa pornografia maluca.

— Não posso discordar disso. Então, você está planejando me ensinar?

— Vamos ver o que você ainda tem para aprender — Courtney respondeu, sorrindo calorosamente.

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Sexta-feira, 23 de outubro
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Se Scott tivesse feito um cartão de bingo da vacinação, ser jogado através do quarto por uma mulher vinte centímetros mais baixa que ele não estaria nele.

Courtney era mais nova que Chloë, mais baixa, de olhos escuros e cabelo escuro num chanel na altura do queixo. Seus traços juvenis estavam num rosto surpreendentemente castigado pelo tempo, e ele não tinha certeza se a força feroz em seus olhos era normal para ela, ou resultado da vacina. Ela também era eletricista; era tudo o que ele tinha conseguido do Delphi, e de bater os olhos nela. Quando ela foi entregue — ele estava começando a se arrepender de ter concordado com entregas antecipadas — com uma pilha de maletas encimadas por um capacete, ele tentou se apresentar. Tentou garantir que ela estivesse confortável e soubesse onde as coisas ficavam. A resposta dela foi perguntar onde era o quarto, e então praticamente o escoltou à força até o quarto de hóspedes principal, ordenou que ele tirasse a roupa, e então o mandou voando pela cama com uma quantidade surpreendente de força.

— É sua primeira vez comigo — ela disse enquanto se despia —, então não vou esperar que você saiba o que está fazendo; vou pegar leve com você.

Para sua surpresa, o pau dele ficou mais duro com aquela afirmação.

Ela suspirou ao montá-lo, sorrindo, então o olhou nos olhos e sua expressão se endureceu enquanto exigia que ele agarrasse os peitos dela — bem grandes e tentadores.

"Mais forte que isso!" ordenou Courtney. Com cautela, ele apertou em vez de acariciar. "Eu disse mais forte," berrou ela; ele não tinha certeza se o movimento dos dedos era por obediência ou apenas pelo susto com o tom dela, mas ela sibilou de prazer e fechou os olhos enquanto se mexia com mais força, antes de subitamente enrijecer e soltar uma corrente impressionante de palavrões. Ela se sacudiu e sorriu para ele de modo predatório. "É, isso mesmo. Agora fica aí paradinho e me deixa fazer o trabalho."

Sem deixá-lo escorregar de dentro dela, ela reposicionou as pernas e passou de balançar para quicar. Ela contraía e relaxava os músculos para apertá-lo enquanto se movia, acrescentando aquele estímulo extra que arrancou um gemido dele, que estava sem palavras desde que caíra na cama.

"Você quer se vincular a mim, não quer?" perguntou ela, com voz firme e confiante. Continuou sem esperar resposta: "Tem tanta coisa que posso te mostrar. Coisas que aposto que você nunca imaginou." A respiração dele ficou presa, e ele percebeu os quadris subindo para encontrar os dela.

Scott, francamente, não tinha muita certeza de onde aquilo ia dar, mas falava tão fundo com ele que rapidamente deu a ela o que ela queria. Ela ficou rígida, em silêncio, tremendo em cima dele, antes de cair para a frente. Ficou esparramada sobre ele, com a boca perto do ouvido dele, repetindo aquela palavra — "imprimindo".

Assim que recuperou o fôlego, ele tentou se mexer, logo percebendo que não parecia haver jeito de fazer isso sem correr o risco de mandar Courtney rolar para fora da cama.

"Uh, Chloë? Hayley?" ele chamou. "Preciso de uma mãozinha aqui."

* * * * *

Saindo de trás do armário na sala de equipamentos de TC, Scott xingou a própria altura quando bateu a cabeça numa bandeja de cabos. Abaixou a cabeça rapidamente, mantendo-a baixa até sair, e então verificou se não tinha deslocado nada.

Voltando à frente do armário, puxou o console KVM do rack. Parecendo um laptop bastante antiquado, ele podia funcionar como dispositivo de controle para qualquer sistema na sala de equipamentos, e para alguns em outros lugares do prédio. Verificou rapidamente se todos os dispositivos locais conseguiam ver a rede, depois mudou para o servidor PACS local e executou um diagnóstico de rede.

Suspirou aliviado, cansado, quando tudo ficou verde.

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