Quaranteam: Uma Surpresa Desejada?
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Era difícil prestar total atenção a um questionário — mesmo um tão incomum quanto esse tal 'Delphi' — logo depois de saber o porquê de ter que preenchê-lo. Scott já conhecia o DuoHalo havia algum tempo; ele e seus colegas foram informados a respeito para ajudá-los a se convencer de que absolutamente não podiam entrar em nenhuma área clínica do hospital, e seria melhor que nunca pisassem no local. Com as taxas de mortalidade que estavam vendo, os caras de TI como ele foram classificados como essenciais. Isso significava evitar rigorosamente a exposição, o que implicava trabalhar totalmente à distância.
O que era muito frustrante: certas coisas ele não conseguia consertar sem estar lá. Isso resultava em horas intermináveis orientando a equipe clínica com gambiarras, e coisas indo e vindo em pendrives. Significava também que quase todo o seu tempo era passado trancado dentro de casa, o que estava ficando meio monótono. Mesmo com todo o conteúdo disponível online, no fim parecia tudo igual. Como morava sozinho desde o começo do ano, sentia muita falta de contato humano.
Agora, aqueles dias podiam estar com os dias contados. Esse questionário o combinaria com mulheres, permitindo que fosse vacinado. Os detalhes dessa vacinação o deixaram atordoado, mas era para ele seguir em frente e compartilhar seus pensamentos e desejos mais íntimos com um computador, tudo para garantir que ele e as mulheres se dariam bem, na cama e na vida.
Ele tinha suas dúvidas.
Também sentia pontadas na consciência. Mas, por outro lado, não tinha notícias da Vicky havia meses — e isso estaria acontecendo mesmo que ela estivesse aqui.
Apesar disso, foi cuidadoso com as respostas. Revisou tudo duas vezes e fez uma pausa antes de clicar no 'enviar' final.
Talvez isso torne a vida mais interessante. Certamente espero que sim. Com certeza, eu gostaria de uma surpresa agradável.* * * * *
Quarta-feira, 21 de outubro------
— Então, 'funcionária pública' — disse Scott, olhando de relance para a mulher no banco do passageiro enquanto dirigia para casa, saindo do centro de vacinação, com o sol começando a despontar no horizonte. Ela era surpreendentemente bonita, esbelta mas com um busto generoso; seus longos cabelos castanhos claros estavam presos de forma impecável. Seus olhos azuis cristalinos o fitavam com frieza. — Isso é bem vago, Chloë. O que você faz?
Ele se repreendeu pela abertura desastrosa.
— Seu perfil não era muito mais claro — ela respondeu, sorrindo. — 'Suporte de TI'. Mas é uma pergunta justa. Trabalho no gabinete de um Diretor-Geral. Bem, conceitualmente; na verdade, não piso lá há meses. — Sua fala era surpreendentemente refinada, e ele não sabia bem como se sentir a respeito. Por um lado, ela soava mais chique do que qualquer pessoa que ele conhecesse, o que era estranho; por outro, uma parte dele sentia que, de algum modo, não estaria à altura.
A terceira reação não precisava de mão: outra parte de seu corpo estava cuidando disso. Aquela mulher tornava o chique sexy.
— Não quero ser insistente — ele disse, sorrindo —, mas isso ainda é vago. Não imagino que você seja secretária ou algo assim.
Ela sorriu maliciosamente.
— Aí você me pegou. Estou no Fast Stream; esta é minha última lotação. Eu deveria ter feito minha avaliação final neste verão, e assumido um cargo permanente mês passado, mas, bom, as coisas não estão funcionando normalmente. Sua vez.
— Nada tão glamouroso — ele admitiu. — Cuido do sistema de computadores onde as imagens médicas são armazenadas. Tudo vai das máquinas para meus servidores, fotos médicas são enviadas para lá, esse tipo de coisa. Daí qualquer computador do consórcio pode acessá-las. Pelo menos quando está funcionando. Tem havido problemas.
— E você consegue fazer isso de casa? — ela perguntou, cética.
— Esse é o problema; não me deixam entrar. É melhor nos manter vivos e em casa, disseram. Algumas coisas eu consigo fazer, em outras preciso orientar as pessoas por telefone. — Ele se lançou numa explicação técnica, como se sua boca estivesse no piloto automático enquanto seu cérebro gritava para não bancar o nerd, que ele só a entediaria.
Mas ela deu respostas inteligentes e interessadas.
— Ah, há semelhanças com algo que supervisionei na minha primeira lotação — ela explicou quando ele expressou surpresa. — Implantação de um novo sistema de TI. Bem, 'novo' não é exatamente preciso. Mais 'novas partes'.
Ao virar à direita numa via principal, ele teve a chance de observá-la mais de perto. Não que houvesse muitos carros na estrada. Ela parecia totalmente envolvida na conversa, mas seus olhos pareciam um pouco vidrados.
— Você está bem? — ele perguntou, desviando o olhar dela enquanto o carro fazia a curva.
— Sim — ela respondeu, de forma um tanto vaga. — Parece que está ficando um pouco quente aqui.
— Eles vão esperar você de volta em Whitehall, quando estiver, hã, totalmente vacinada?
Ela riu com delicadeza.
— Não imediatamente; não até as coisas estarem mais perto do normal. Ninguém está entrando ou saindo. Mas verifiquei o trajeto; é só cerca de uma hora e meia de trem e metrô.
Eles compararam experiências de trabalho remoto, embora as contribuições de Chloë tenham ficado cada vez mais vagas.
— Acho que só quero chegar e, ah, me instalar ou algo assim — ela explicou.
— Bem, estamos quase lá. Você pode descarregar algumas de suas coisas enquanto abro a porta, certo? — O porta-malas do carro tinha mais do que algumas sacolas e caixas, mais do que ele esperava — mas talvez o fato de ele mesmo ir buscá-la fizesse diferença.
— Certo — ela respondeu distraidamente, os pensamentos parecendo, no mínimo, meio longe dali.
* * *
Ao colocar a última caixa sobre a mesa de jantar, Scott percebeu que precisava abordar o elefante na sala.
— Bom, leve o tempo que precisar para se acomodar — ele disse, voltando para a sala de estar. — Não vejo motivo para irmos logo para, bem, você sabe, até que esteja completamente con...fortável. — Suas palavras se esvaíram quando viu Chloë tirando a roupa com calma e método. Ela dobrou a blusa com cuidado e a colocou sobre uma mesinha lateral, e então começou a desabotoar a calça jeans; seus tênis já estavam arrumados ordenadamente ao lado do sofá. A única coisa que sugeria que ela não estava no controle total era o jeito como o encarava sempre que não precisava desviar os olhos — e o leve tremor em suas mãos.
— Eu não descreveria isso como confortável — ela disse, saindo da calça e da calcinha enquanto desabotoava o sutiã. — Mas eu definitivamente gostaria de ir direto ao ponto. Se você não se importa.
Ele a contemplou maravilhado. Esbelta, sim, ela era, e lindamente proporcionada. Pele pálida e impecável, quadris curvilíneos com carne suficiente para não serem ossudos, membros elegantes, barriga lisa — e seios gloriosos e empinados. Grandes, mas não excepcionalmente, eles pareciam mal se mover quando o sutiã caiu.
— Hã... — ele disse, lutando para pensar com clareza, até que um ponto lógico surgiu. — Não deveríamos ir para um quarto?
— Foda-se isso — ela disse, aproximando-se e puxando-o para um beijo. Foi profundo, e ele pôde sentir uma paixão contida ali, um frenesi quase fervendo à flor da pele. Ela desabotoou as calças dele enquanto se beijavam, e então desceu com elas até o chão. Ajoelhada, ela fitou seu membro que endurecia rapidamente. — Lá vai.
Ela o tomou na boca, movendo-se suavemente. Sabia o que estava fazendo, levando-o até o fundo da garganta sem quase nenhum engasgo, mas sem o abandono selvagem — ou o sufocamento — que ele tinha visto em tanto pornô. No entanto, sua inegável confiança parecia casada com uma hesitação marcante.
Isso mudou abruptamente, justo quando Scott sentiu que começava a caminhar para o orgasmo. Chloë congelou, guinchando ao redor do pau dele e agarrando seus quadris para se manter firme. Ela manteve aquela posição por alguns instantes, sem mexer a cabeça, mas enrolando a língua deliciosamente. Com uma respiração profunda, ela recuou, liberando-o.
— Bem — ela disse, olhando para ele, a pele corada e os olhos brilhando. — Essa foi a primeira etapa. Quer terminar o trabalho?
Ela o levou até o sofá, e eles se fundiram um no outro.
* * *
Quando Chloë desmaiou no sofá, Scott a limpou e cobriu sua forma nua com um cobertor.
Bem, é isso. Vinculado.De algum modo, ele sentiu que aquilo deveria parecer mais transcendental. Tinha sido um ótimo sexo, mas até ela desmaiar e começar a murmurar, foi bem normal.
Depois a gente resolve todo o resto.* * * * *
Scott estava reorganizando as coisas no andar de cima — certo de que podia fazer melhor para abrir mais espaço nos quartos — quando Chloë reapareceu naquela noite. Ele não esperava que ela estivesse nua — ela havia tomado tanto cuidado ao dobrar as roupas — nem que tivesse aquele olhar cheio de intenção. Ele a guiou para sua cama, e eles levaram um bom tempo para se explorar sem o frenesi da vacina.
Ele também não esperava que ela se aconchegasse tão perto dele quando finalmente ficou saciada.
— Devemos desfazer suas malas e instalá-la — ele disse. — Não sei quantas mulheres esperar, mas você escolhe primeiro o quarto. As camas. Você sabe.
Ela se ergueu sobre o cotovelo para encará-lo de frente.
— Acho que esta aqui vai servir muito bem — ela disse, com um sorriso que vacilou quando ele não reagiu. — Se... se estiver tudo bem para você? — ela perguntou, mais insegura.
Ele sentiu emoções conflitantes dentro de si, sabia que isso se refletia em seu rosto; tentou silenciar as dúvidas.
— Certamente estou disposto a tentar — ele disse com toda honestidade e um sorriso razoável.
* * *
Eles trabalharam juntos desfazendo a bagagem, encontrando tomadas para os carregadores, espaço em gavetas e guarda-roupa para as roupas dela. Vários objetos de estimação e livros Chloë devolveu às caixas 'até que eu tenha tempo para pensar nisso'.
Scott ajudava o melhor que podia: pegando coisas e mostrando para ela, seguindo suas instruções sobre onde cada coisa ia, e assim por diante. Quando ele puxou uma bolsa macia menor de dentro de uma caixa, obviamente cheia de roupas, não pensou nada demais.
— Ah — ele disse, abrindo o zíper da bolsa —, tem mais roupas aqui. Vou colocar junto com as coisas parecidas, tá? Parece outro terninho de saia.
Por um momento, Chloë nem sequer levantou os olhos.
— O quê? Eu não tenho mais... — ela começou, parando ao olhar para cima, a boca se abrindo e as bochechas corando levemente. — Ah, isso não é... — ela disse apressadamente, deixando a frase no ar enquanto peças de roupa caíam da bolsa.
Empenhado em ajudar, Scott as pegou, intrigado com o que via e sentia. Havia uma blusa marfim clara, mas ela tinha um brilho perolado e um toque frio e liso, e era surpreendentemente leve. A saia e o blazer azul-escuro pareciam normais, mas tinham uma textura incomum: macia, levemente flexível, e não mostravam nenhum sinal de vinco ou ruga por estarem dobrados.
Olhando mais de perto, havia outras esquisitices. O decote da blusa era excepcionalmente profundo e amplo, com uma lapela larga e chanfrada. A saia era centímetros mais curta do que as que estavam penduradas no guarda-roupa, com fendas laterais surpreendentemente longas.
— Hã — ele hesitou. — Vocês têm 'dias de fantasia sexy' em Whitehall?
— Não — ela disse apressadamente, pegando as roupas de suas mãos e guardando-as cuidadosamente numa gaveta; ele viu a ponta de uma meia 7/8 desaparecendo junto com o resto. — Não tem nada a ver com trabalho. — Ela olhou para ele com um grande sorriso, mas que não chegava aos olhos. — Uma garota tem que ter seus segredos, não tem? Eu cuido do resto disso. Você pensou em algo para o jantar? Já é bem tarde.
— Bom, tenho bastante comida em casa — ele disse, distraído com a súbita mudança de assunto. — O que você gostaria?
— Ooh — ela disse, dando toda a aparência de estar pensando profundamente. — Estou com um pouco de vontade de carne. — Ela piscou para ele, sorrindo naturalmente de novo. — Tem algo bom para isso?
— Eu... hum, bem — ele gaguejou, a boca continuando a abrir e fechar sem emitir nenhum som. — Tenho um bife no congelador. Não vai ficar grande coisa se eu descongelar rápido, mas é a coisa mais carnuda que tenho.
— Parece ótimo — Chloë disse, baixando o olhar enquanto abria outra caixa. Ao sair, ele se virou quando ela o chamou pelo nome. — Ah, Scott? — Ela estava sorrindo de um jeito completamente diferente. — Acho que talvez eu tenha espaço para mais... carne, de sobremesa.
Ele sorriu e balançou a cabeça enquanto descia para a cozinha.
* * * * *
Quinta-feira, 22 de outubro------
Na noite seguinte, Scott estava repetindo o exercício de desfazer as malas com sua segunda parceira, Hayley. Ela era alguns anos mais velha que ele, com um ar estranhamente maternal para sua idade. Seus longos cabelos loiros e a figura mais cheia ajudavam a aguçar o contraste com Chloë. O imprinting tinha sido menos frenético e — alertado pela experiência do dia anterior — ele não se surpreendeu quando ela o procurou para outra rodada ao acordar. Ambos tinham acontecido no menor quarto da casa, que Hayley escolheu para si.
Então eles começaram a desfazer as malas. Lembrando-se da descoberta acidental do dia anterior, ele se limitou a mover caixas e colocar as coisas onde Hayley pedia. Guardou roupas, livros e a parafernália eletrônica de sempre, mas sua atenção foi capturada quando a ouviu murmurar algo que ele não entendeu direito. Virando-se, ele a viu segurando um porta-retratos; ela o acariciou com ternura antes de apoiá-lo numa prateleira. Continha uma peça de bordado fino e delicado, com caracteres desconhecidos delineados em preto com bordas forradas de ouro reluzente.
צֶ֥דֶק צֶ֖דֶק תִּרְדֹּ֑ף
Scott reconheceu como hebraico, mas não fazia ideia do que dizia.
— É lindo — ele comentou.
— Obrigada — Hayley respondeu. — Minha mãe fez para mim antes de eu ir para a universidade.
— Você é judia? — ele perguntou, curioso. Com o aceno afirmativo dela, ele continuou. — O que está escrito?
— É uma citação da Torá. Não somos ortodoxos nem nada, mas sempre achei que fosse a instrução mais importante. É um lembrete para pensar em justiça — imparcialidade, equidade, garantir que você faça o certo por todos.
— Parece bom — ele refletiu. — Uma boa regra para se viver.
— Achamos que sim — ela disse, dando-lhe um sorriso tímido antes de lhe entregar um braçado de eletrônicos e tubos de metal. — Você pode encontrar um lugar para colocar isso fora do caminho, mas mantendo tudo junto, por favor? Não empilhe os painéis nem nada. — Enquanto ele arrumava um espaço no fundo de algumas prateleiras, pôde observá-los mais de perto.
— Isso é um monte de luzes e coisas — ele observou enquanto as acomodava cuidadosamente nas prateleiras, empilhando os tubos no chão, embaixo. — Para que servem?
— Isto — Hayley respondeu. Scott se virou para ver do que ela estava falando e se viu olhando direto para a lente de uma câmera de aparência cara. Um breve flash — felizmente não bem nos olhos — e então ela estava rindo. — Desculpe, não resisti. Essas coisas são todas para o trabalho.
— Pensei que você fosse entregadora.
— Bem, isso soa mais como um emprego. Também estou no YouTube: educação sexual que realmente ajuda as pessoas a saber o que fazer, ser responsáveis, esse tipo de coisa. Não rende muito — meio que fica no limite do que é aceitável por lá, mesmo que não haja nada muito sexy —, mas sinto que faz diferença. Alguém sugeriu que talvez seja por isso que fui escolhida para a vacinação tão cedo: para produzir conteúdo de base que ajude as pessoas a aceitar o novo normal. Mas, na real, as escolas não fazem o suficiente para combater toda essa pornografia maluca.
— Não posso discordar disso. Então, você está planejando me ensinar?
— Vamos ver o que você ainda tem para aprender — Courtney respondeu, sorrindo calorosamente.
* * * * *
Sexta-feira, 23 de outubro------
Se Scott tivesse feito um cartão de bingo da vacinação, ser jogado através do quarto por uma mulher vinte centímetros mais baixa que ele não estaria nele.
Courtney era mais nova que Chloë, mais baixa, de olhos escuros e cabelo escuro num chanel na altura do queixo. Seus traços juvenis estavam num rosto surpreendentemente castigado pelo tempo, e ele não tinha certeza se a força feroz em seus olhos era normal para ela, ou resultado da vacina. Ela também era eletricista; era tudo o que ele tinha conseguido do Delphi, e de bater os olhos nela. Quando ela foi entregue — ele estava começando a se arrepender de ter concordado com entregas antecipadas — com uma pilha de maletas encimadas por um capacete, ele tentou se apresentar. Tentou garantir que ela estivesse confortável e soubesse onde as coisas ficavam. A resposta dela foi perguntar onde era o quarto, e então praticamente o escoltou à força até o quarto de hóspedes principal, ordenou que ele tirasse a roupa, e então o mandou voando pela cama com uma quantidade surpreendente de força.
— É sua primeira vez comigo — ela disse enquanto se despia —, então não vou esperar que você saiba o que está fazendo; vou pegar leve com você.
Para sua surpresa, o pau dele ficou mais duro com aquela afirmação.
Ela suspirou ao montá-lo, sorrindo, então o olhou nos olhos e sua expressão se endureceu enquanto exigia que ele agarrasse os peitos dela — bem grandes e tentadores.
"Mais forte que isso!" ordenou Courtney. Com cautela, ele apertou em vez de acariciar. "Eu disse mais forte," berrou ela; ele não tinha certeza se o movimento dos dedos era por obediência ou apenas pelo susto com o tom dela, mas ela sibilou de prazer e fechou os olhos enquanto se mexia com mais força, antes de subitamente enrijecer e soltar uma corrente impressionante de palavrões. Ela se sacudiu e sorriu para ele de modo predatório. "É, isso mesmo. Agora fica aí paradinho e me deixa fazer o trabalho."
Sem deixá-lo escorregar de dentro dela, ela reposicionou as pernas e passou de balançar para quicar. Ela contraía e relaxava os músculos para apertá-lo enquanto se movia, acrescentando aquele estímulo extra que arrancou um gemido dele, que estava sem palavras desde que caíra na cama.
"Você quer se vincular a mim, não quer?" perguntou ela, com voz firme e confiante. Continuou sem esperar resposta: "Tem tanta coisa que posso te mostrar. Coisas que aposto que você nunca imaginou." A respiração dele ficou presa, e ele percebeu os quadris subindo para encontrar os dela.
Scott, francamente, não tinha muita certeza de onde aquilo ia dar, mas falava tão fundo com ele que rapidamente deu a ela o que ela queria. Ela ficou rígida, em silêncio, tremendo em cima dele, antes de cair para a frente. Ficou esparramada sobre ele, com a boca perto do ouvido dele, repetindo aquela palavra — "imprimindo".
Assim que recuperou o fôlego, ele tentou se mexer, logo percebendo que não parecia haver jeito de fazer isso sem correr o risco de mandar Courtney rolar para fora da cama.
"Uh, Chloë? Hayley?" ele chamou. "Preciso de uma mãozinha aqui."
* * * * *
Saindo de trás do armário na sala de equipamentos de TC, Scott xingou a própria altura quando bateu a cabeça numa bandeja de cabos. Abaixou a cabeça rapidamente, mantendo-a baixa até sair, e então verificou se não tinha deslocado nada.
Voltando à frente do armário, puxou o console KVM do rack. Parecendo um laptop bastante antiquado, ele podia funcionar como dispositivo de controle para qualquer sistema na sala de equipamentos, e para alguns em outros lugares do prédio. Verificou rapidamente se todos os dispositivos locais conseguiam ver a rede, depois mudou para o servidor PACS local e executou um diagnóstico de rede.
Suspirou aliviado, cansado, quando tudo ficou verde.
A administração não tinha ficado muito feliz com ele vindo trabalhar apenas com três parceiras de vacina, mas a situação estava ficando desesperadora. Um conjunto inteiro de imagem tinha caído da rede; mesmo com todo mundo focado no DuoHalo, ter que transferir cada raio-X, ressonância ou TC manualmente por mídia removível era insustentável. Ele fizera tudo que podia remotamente, pedira aos radiologistas que fizessem tudo que ele confiava que conseguiam, mas não fora suficiente. Sujar os joelhos nas salas de máquinas não costumava ser o trabalho dele, mas as pessoas que normalmente o faziam estavam todas mortas. Todos os sinais apontavam para problemas físicos nas conexões, então ele recebera ordem de ir — com instruções estritas para fazer sexo com pelo menos uma parceira assim que chegasse em casa.
Isso provavelmente não vai ser problema, especialmente se a Courtney acordar no mesmo estado que as outras.Na verdade, Chloë acordara excitada e o levara para uma cavalgada antes de se levantarem. A julgar pelos comentários de Hayley no café da manhã, aquilo a despertara também, e se não fosse pela chegada prevista de Courtney, ela talvez tivesse tentado levá-lo para o andar de cima antes de sair para as entregas.
Ele arrumou as coisas, pegou o celular nos armários da sala de imagem e foi para casa. Ficaria feliz em ter seu ambiente confortável e familiar, mas começava a duvidar do quanto seria repousante — e no dia seguinte receberia outra mulher.
Vai ter que rolar mais divisão de camas — se Hayley e Courtney ficarem onde estão, não sobra nenhuma livre. Nunca pensamos que precisaríamos de mais quartos de hóspedes.Enquanto isso, Chloë recebera instruções para preparar um portfólio para avaliação, então mais estresse na casa. Ainda assim, ele estava ansioso para chegar em casa.
* * *
Scott fez uma parada no supermercado na volta: com muito mais gente, estavam acabando com seus estoques a um ritmo alarmante, e Hayley pedira que ele pegasse fatias de peru defumado e margarina de azeite para que ela pudesse participar dos sanduíches de bacon no café da manhã. A van dela estava na entrada quando ele voltou no crepúsculo cada vez mais escuro, e as luzes da sala da frente estavam acesas. Ele considerou limpar a garagem caso mais alguém aparecesse com um veículo — suspeitava que Courtney tinha uma van em algum lugar; profissionais de serviços costumavam ter, em sua experiência admitidamente limitada.
Ele pendurou o casaco e a mochila automaticamente, sem conseguir evitar ouvir a conversa das mulheres.
"Se ele for trabalhar presencialmente mais vezes, teremos uma chance então", disse Hayley.
"Não deve levar muito tempo para montar", concordou Chloë.
"Fala por você", intrometeu-se Courtney, um pouco ríspida. "Depende do que você tem para montar. Algumas coisas demoram mais." Ela soava notavelmente tensa.
Não querendo bisbilhotar, Scott enfiou a cabeça pela porta.
"Ei, meninas", cumprimentou. "O que está acontecendo?"
Elas responderam em coro; Courtney, claramente tendo acordado rápido, o olhou com fome. Dado o imprinting que tivera mais cedo naquele dia, ele não tinha certeza do quão disposto estava, mas sabia que ambos precisavam — embora por razões diferentes.
"O que é isso sobre montar alguma coisa?" ele perguntou. Elas se entreolharam; ele percebeu uma tensão nada sutil. "Era para eu não ter ouvido isso?"
"Ah, não", disse Chloë, um tanto incerta. "A gente só estava pensando em, hum, uma — é — surpresa para você. Então acho que isso já era. Haha."
Ele olhou para ela de modo curioso. "Só porque eu sei que uma surpresa está vindo não significa que não será uma surpresa quando acontecer", destacou, muito cansado mentalmente para lidar com a resposta evasiva dela.
"Esquece isso agora", intrometeu-se Courtney impaciente. "Me disseram que você precisa de um reforço de imunidade. Vem." Ela se levantou, gesticulando para as escadas. Enquanto ele a seguia, ela disse mais baixo: "Não estavam brincando quando falaram que eu podia acordar excitada depois do imprinting; posso precisar disso mais do que você. Desculpa ter sido um pouco bruta hoje de manhã; acho que agi por instinto. A gente precisa conversar, ver com o que você se sente confortável."
"Foi um pouco demais", admitiu Scott. "Mas podemos tentar coisas diferentes e descobrir. Posso ir além dos meus limites."
"Valeu", ela disse enquanto se viravam e entravam no quarto que tinham usado mais cedo. "Ah, e a propósito", acrescentou enquanto fechava a porta, "Hayley tem a primeira vez assim que a gente terminar."
* * *
No final das contas, ele fez um bom exercício antes de ir para a cama. Por mais que Hayley aparentemente tivesse pedido a vez, foi Chloë quem o atacou quando ele saiu do chuveiro, puxando-o para a cama. Hayley chegou alguns minutos depois para encontrar os dois num sessenta e nove.
"Chloë!" reclamou a loira mais velha. "Você já deu uma hoje, e eu esperei o dia todo!"
"Desculpa", disse a morena, ofegante, enquanto o soltava da boca. "Eu só — ah, porra! — vi a oportunidade e não resisti."
"Bom, sai desse pau — que eu vou montar."
Tudo ficou bem complicado dali em diante. Scott não sabia como conseguiu mais três gozadas; elas dividiram a última enquanto o chupavam juntas, tremendo de orgasmo quando o esperma dele atingiu suas línguas, antes de finalmente o deixarem descansar.
* * * * *
Sábado, 24 de outubro------
Sua quarta parceira, Lucy, era atriz, e aparentava: uma deslumbrante ruiva de pernas longas com olhos verdes encantadores. O problema era que ele tinha certeza de que já a vira antes.
"Eu te conheço de algum lugar?" ele perguntou enquanto dirigia. Não sabia se era apenas o choque do sistema com todas aquelas mulheres caindo em sua vida, mas as coisas pareciam estar ficando estranhas.
"Acho que não?" ela disse, e ele percebeu uma ponta de preocupação nos olhos dela. "Nunca morei por aqui nem nada."
Isso era plausível, com o leve sotaque do norte dela. A quantidade de malas e caixas no carro dele sugeria que ela também não esperava voltar para casa tão cedo para buscar mais coisas. Então ele se deu conta.
"Achei", ele falou. "Te vi na TV. Casualty, uns dois anos atrás — o pai da sua personagem tinha sofrido um acidente de carro."
"Ah, sim", ela disse, o alívio emanando dela em ondas. "Sim, era eu. Nunca pensei que alguém fosse lembrar daquilo. Mas foi o maior papel que tive na TV."
"Bom, causou uma boa impressão em mim", ele disse, sorrindo ao virar para sua rua. "E não só porque você era — é — uma das mulheres mais bonitas que já vi. Você também era boa."
"Bom, você sabe", ela disse, corando e prendendo uma mecha solta do cabelo ruivo brilhante atrás da orelha, as pontas dos dedos roçando as sardas sobre a maçã do rosto. "Um bom diretor faz muita diferença."
Quando ele começou a abrir o porta-malas para descarregar, ela o chamou.
"Por que não deixamos isso para depois?" ela sugeriu, mudando o peso de um pé para o outro, mas sorrindo docemente. Ele a olhou de forma interrogativa. "Bom, tem uma coisa que eu gostaria muito de fazer o mais rápido possível."
"O que é?" ele perguntou ingenuamente, tendo certeza de que sabia. Só não esperava os detalhes específicos.
"Bom, pensei em ver quão rápido consigo te fazer gozar só com a boca", ela disse animadamente. "Gostaria de causar uma nova impressão."
* * * * *
Lucy também foi para o quarto dele, com a aprovação de Chloë. O que pareceu bem natural, agora: quando ela acordou e foi procurá-lo — perto da hora de dormir — ele estava ocupado com Chloë. Ela quis demonstrar sua própria técnica lenta e luxuriante de boquete depois de ouvir sobre a performance de Lucy. Lucy olhou para Chloë, perguntando se podia se juntar. Ela se virou para olhar para Lucy, acariciando-o com a mão, sorriu e disse para ela ir em frente. Nenhuma delas verificou se ele estava de acordo, além de Lucy perguntar se ele se importava que ela sentasse na cara dele.
Ele não se importou.
Tudo ficou bem mútuo depois disso, então pareceu natural Lucy se juntar a Chloë, dividindo a cama dele naquela noite.
Fora estranho quando ele apresentara brevemente Lucy a todas, antes que ela perguntasse onde deveriam ir para o imprinting e o arrastasse para o quarto de Courtney, com a bênção dela. Todas disseram as palavras certas para um primeiro encontro, mas Chloë e Hayley pareciam um pouco diferentes.
Era conveniente que, com a Vicky fora — ele afastou firmemente os pensamentos daquilo — ele mal estava usando o espaço de armazenamento no quarto principal. Nem Chloë nem Lucy tinham muitas roupas, mas Lucy tinha muitas outras coisas, e o hábito de Scott de ser prestativo parecia estar criando uma tradição.
"Cuidado com isso", ela disse enquanto lhe entregava um embrulho de bolsas, com tubos e painéis já familiares dentro.
"Equipamento de câmera?" ele perguntou enquanto guardava no fundo do guarda-roupa.
"Sim, e aqui está a câmera", ela disse, passando-lhe uma maleta rígida pesada, embora não muito grande. "Para audições em vídeo", ela disse, sorrindo.
Scott deu de ombros e guardou tudo.
* * * * *
Domingo, 25 de outubro------
Scott curtiu uma boa dormida no dia seguinte. Sem trabalho, sem novas chegadas. Disseram-lhe que deveria esperar mais uma por enquanto, mas não naquele dia — ele poderia ter um descanso de verdade.
Ou pelo menos o tanto que Chloë, Hayley, Courtney e Lucy lhe permitissem. A 'boa dormida' era, na verdade, seu descanso depois de satisfazer Chloë e Lucy — não que ele estivesse reclamando — e não tinha dúvidas de que Hayley e Courtney requisitariam seus serviços em algum momento.
Tomou um banho demorado e se vestiu com roupas confortáveis antes de descer.
"...sobre iluminação?" ele ouviu Lucy perguntando. "Só trouxe coisas para audições, não o suficiente para uma filmagem de verdade."
"Pode pegar emprestado o meu", respondeu Hayley. "Vai ter de sobra."
"Mas e o tempo?" intrometeu-se Chloë. "Precisa de tempo e espaço."
Scott fez uma pausa na escada, pensando onde aquilo ia dar.
"Scott vai sair para trabalhar às vezes", disse Hayley em tom cansado. "Ou vocês podem simplesmente pedir um tempo privado, se não fizerem muito barulho. Ou", e aqui ela fez uma pausa, "a gente podia simplesmente contar para ele."
Courtney bufou. "Até que entendo isso para vocês três", ela disse, "mas cacete, eu gosto do cara — essa coisa do Delphi é assustadora, mesmo que ele ainda não esteja totalmente pronto para o que eu gosto na cama." Scott não podia discordar de nenhum dos dois pontos. "Não quero assustá-lo."
Scott não queria ouvir mais, mas também não queria entrar quando algo tão constrangedor fosse o que elas supusessem que ele ouvira.
"Eu confio nele", disse Hayley. "E já contei a ele sobre meu trabalho no YouTube. Vamos conseguir dar um jeito, mesmo que precisemos de coisas diferentes. Podemos fazer mais com câmeras extras."
Julgando o momento seguro, Scott desceu as escadas.
"Vocês vão compartilhar câmeras para alguma coisa?" ele perguntou, evitando cuidadosamente qualquer referência às partes anteriores da conversa. Descobrir a fundo aquilo ficaria para outra hora, pensou.
"Bom dia, Scott", Hayley disse, sorrindo abertamente para ele. "Eu estava contando para as outras sobre meu canal de educação sexual; elas estavam interessadas em encontrar um nicho próprio." Scott não tinha certeza se aquilo batia com o que ouvira, mas ela falou suavemente, sem hesitar. "Todo mundo tem ideias; Lucy tem uma câmera, então dá para fazer muito com vários ângulos. Já fiz isso com minha câmera e o celular antes, mas funciona melhor com câmeras de verdade."
"Bom, qualquer coisa que vocês precisarem — privacidade, usar outro cômodo, o que for — fico feliz em ajudar", ele assegurou. "A garagem está cheia de coisas que poderiam estar em outro lugar; muitas nem precisam estar em lugar nenhum, na verdade. Podemos limpar e fazer um estúdio, se não vamos precisar para um carro nem nada."
"Vou precisar trazer minha van", disse Courtney, "mas com a rua tão vazia, posso só estacionar no meio-fio. A rua é larga o bastante."
"Certo, então está combinado. Vamos tomar café da manhã, depois começo a organizar minhas tralhas." Muita coisa queria ser organizada direto no lixo; este era um bom catalisador para uma tarefa que ele adiava há tempos. E um estúdio não era tão diferente do espaço de festa e cinema que planejara com — não. Ainda sem pensar naquilo.
Todas se ofereceram para ajudar, rapidamente montando uma lista de compras. Móveis para guardar o que ele ia manter e tornar o cômodo um pouco mais confortável, mais um plano para fazer algo com as paredes e o chão que ele não entendeu.
"A gente cuida disso", disse Courtney. "Você ainda está trabalhando, a maioria de nós tem folga — não que eu tivesse algum trabalho, de qualquer jeito — e não estamos pagando nada para morar aqui."
"Ainda", acrescentou Hayley. "Tenho que trabalhar amanhã, mas posso mandar mensagem para outros motoristas e ver se querem os blocos que reservei para os próximos dias."
"Preciso trabalhar no meu portfólio", acrescentou Chloë, "mas ficaria grata por pausas. Me dão chance de pensar no que incluir."
Então surgiram fitas métricas, lápis, calculadoras; Courtney produziu papel para desenho técnico. As mulheres estavam todas debruçadas sobre a mesa de jantar e, embora Scott entendesse uma palavra ou outra — 'fiação', 'isolamento', 'acústica' — não fazia ideia do que estavam fazendo.
É melhor eu relaxar com um videogame enquanto elas tramam os planos, acho.* * * * *
Segunda-feira, 26 de outubro------
No domingo à noite, Scott recebera as informações do perfil e o horário previsto de chegada de sua quinta parceira. Esperando na sala da frente que ela chegasse no início da segunda-feira — as mulheres já trabalhavam ruidosamente na garagem, embora nada do que tinham encomendado houvesse chegado — ele examinava o perfil de novo, sem saber bem o que pensar.
Abigail listara sua ocupação como 'consultora de produção e mídias sociais', o que soava impressionante, mas não era muito específico. Também fazia menos sentido em termos de acesso antecipado à vacina. Funcionários públicos obviamente seriam considerados necessários — especialmente se estivessem tomando as decisões — e o estado cada vez mais lotado da sua própria casa, relativamente espaçosa, demonstrava amplamente que haveria trabalho para os profissionais da construção civil para garantir que as pessoas nela sobrevivessem. Motoristas de entrega não eram difíceis de encontrar, mas ele entendia por que o governo poderia querer o trabalho de Hayley no YouTube. Lucy o fizera hesitar, mas ela explicara que já tinham lhe oferecido uma série de contratos para trabalhos apoiados pelo governo. Talvez Abigail fosse desejada pelo mesmo motivo, embora ele achasse que devia haver muitos profissionais de produção nas emissoras consolidadas.
Pensando bem, me pergunto se os funcionários das emissoras estão sendo vacinados e informados sobre a situação. Gostaria de saber o quão ruim realmente está. Dá para ver que está ruim, é óbvio no trabalho, mas quão ruim? Mas, pensando de novo, talvez eu não queira.Ele ouviu um motor do lado de fora e afastou as cortinas de filó para ver o que acontecia. De fato, alguém estava parando ali fora: uma van de aluguel, o que ele não esperava. Reconheceu a mulher do centro de vacinação ajudando a descarregar, mas a outra mulher estava de costas para a janela. Tinha altura mediana, cabelo loiro mel — com mais do que um pouco de raiz escura aparecendo — preso em um rabo de cavalo artisticamente bagunçado. Ela se virou, segurando caixas na altura do queixo, mas ele viu pele clara, um nariz elegante e levemente anguloso, e óculos de armação metálica.
Scott correu para a porta, a tempo de abri-la antes que a mulher — provavelmente Abigail — precisasse se atrapalhar com a campainha.
— Oi — disse ele, acenando vagamente. — Posso ajudar com isso? — Ele a reconheceu pela foto de perfil: olhos cinzentos e claros atrás de armações redondas. As raízes, porém, não estavam tão aparentes na foto.
— Supondo que você seja Scott Carter, sim — respondeu ela, um tanto brusca. — Coloque isso em algum canto; depois a gente organiza. — Ela se inclinou sobre a soleira, ajustando o peso para que ele pegasse a pilha. Virou-se rápido, mas ele se flagrou olhando a vista traseira; as leggings pretas realçavam pernas esguias e torneadas, coladinhas em todos os lugares certos.
Ele balançou a cabeça para afastar o pensamento; não era do seu feitio olhar para mulheres assim logo ao conhecê-las.
Deve ser por causa de tanto sexo.Largou a pilha na sala de jantar — havia bastante espaço nos cantos — e voltou para fora. Os outros tinham saído da garagem para ajudar, e Courtney pegava uma pilha da vacinadora. Ele mostrou onde colocar e depois se juntou ao grupo crescente no corredor. Quando Abigail chegou com outra pilha, ele fez as apresentações apressadas, explicando que Hayley estava no trabalho; ela abriu um sorriso ao olhar para as mulheres reunidas.
— Sim, sim, é ótimo c... conhecer vocês — disse ela, olhando em volta e entregando as caixas para Chloë antes de se virar de novo.
Enquanto transportavam as várias cargas — a necessidade da van ficando óbvia —, ele percebeu Abigail conversando com cada uma. Ficou satisfeito por todas estarem se enturmando tão rápido, mas aquilo parecia... familiar.
Por fim, Abigail trouxe a última pilha, três maletas de voo volumosas, e deu uma olhada geral antes de pousá-las. Scott decidiu falar algo.
— Então, hã, Abigail — começou, enquanto ela se abaixava para colocar as coisas. — Não pude deixar de notar, mas parecia quase que você... você...
Ele travou ao ter uma visão clara e desobstruída dela. O que não esperava, dado seu corpo esbelto, em forma e movimentos ágeis, era o busto mais farto que já vira pessoalmente.
— Sim, bem, podemos tratar disso depois — disse ela com um sorriso malicioso. Se ele não fosse tão alto, talvez não percebesse a expressão; não conseguia desviar os olhos do peito dela. — Estou ficando bem ansiosa com essa história de imprinting. Seu quarto é no andar de cima, presumo?
Ao seu leve aceno, ela agarrou a mão dele e praticamente o arrastou.
* * * * *
Hayley terminou mais cedo, depois de conseguir repassar metade dos agendamentos do dia, e levou Courtney e Chloë para buscar mais pertences e a van de Courtney. Scott e Lucy receberam uma entrega desconcertante de itens: rolos de fiação, conexões elétricas, painéis de todo tipo e um monte de grades metálicas.
— Acho que aquilo é para o teto — explicou Lucy, enquanto colocavam tudo no meio da garagem. — O material para o piso, o isolamento da porta e os painéis acústicos chegam depois.
Quando os outros voltaram tarde daquela noite, a cena da manhã se repetiu, embora não tivessem trazido tanto quanto Abigail. Scott estava se virando depois de depositar algumas sacolas, pronto para pegar mais, quando viu Courtney colocando uma caixa em cima de uma pilha. Ele notou que um lado da caixa de baixo cedeu sob o peso, onde ela não enxergava.
— Courtney, cuidado — começou, mas ela já a tinha soltado. A caixa tombou, escorregou e despejou seu conteúdo pelo chão.
Pelo menos duas peças de látex preto que deviam ser justíssimas não conseguiram esconder os objetos que saíram antes delas da caixa. Uma coleção de vibradores e dildos realistas, em várias cores e materiais, como uma vitrine da Ann Summers, jazia espalhada no chão, junto com múltiplos plugues anais — pelo menos um com a base cravejada de pedras.
Por último, um despejo de tecido rígido em um tom que ele só conseguia associar a filmagens em chroma key.
Ele olhou para o rosto paralisado de Courtney e para as expressões chocadas de Lucy, Hayley e Chloë entrando na sala atrás dela.
— Pensando em abrir um canal no YouTube, hein? — perguntou, com ironia. — Vocês já parecem incrivelmente bem equipadas, mas acho que o YouTube não permite esse tipo de coisa.
Chloë deu um passo à frente.
— Podemos explicar, Scott. A gente ia, só estávamos... esperando o momento certo.
— Vocês todas estão nessa? — perguntou, sem nem saber o que sentia. Várias coisas pareciam diferentes agora.
Todas entraram na sala, formando uma linha diante dele, atrás da figura imóvel de Courtney.
— Sim — admitiu Lucy. — Mas acho melhor esperarmos a Abigail antes de explicar.
— Então vocês todas a conhecem.
Todas olharam para os próprios pés, mas então uma voz veio de trás.
— Sim, conhecem — disse Abigail, e as outras mulheres se afastaram. Ela estava parada no vão da porta, usando o roupão dele; ficava largo, e sobravam vários centímetros no chão. — E vamos explicar com prazer. Elas realmente iam contar; conversamos sobre isso hoje de manhã. Mas não vou conseguir falar coisa com coisa até você me foder de novo. Então, vai subir ou quer fazer aqui na frente de todo mundo?
* * *
Depois que Abigail ficou satisfeita e ambos tomaram banho e se vestiram, todos se reuniram ao redor da mesa de jantar. Cada uma das mulheres tinha uma pilha coberta por um pano à sua frente.
Elas explicaram. Scott já não ficava exatamente surpreso com o que ouvia, embora ainda estivesse atordoado.
— Então, deixa eu ver se entendi — disse ele, quando terminaram de explicar. — Vocês todas são... como foi que disseram que preferem? 'Performers adultas'?
— Sim — confirmou Chloë, e as outras acenaram.
— E todas fazem 'material adulto' — pornô, em outras palavras — que postam online? Por dinheiro?
— Eu trabalho mais atrás das câmeras — disse Abigail com um fungado, descobrindo uma câmera sofisticada e um laptop. — Mas gosto de atuar um pouco também. É divertido — acrescentou com um encolher de ombros.
— Eu também — completou Hayley. — É uma extensão do conteúdo do YouTube, na verdade. Comecei com aquilo, mas School Won't Teach You This tem seus limites. Eu queria fazer conteúdo que as pessoas pudessem usar para se excitar, mas que mostrasse como fazer as coisas direito. De forma realista. Por isso me tornei 'A Expert da Máscara'. — Ela puxou uma máscara solitária com borda de plumas de sob o pano. — Eu atuo um pouco; no começo, não, mas foi ficando tentador demais. Sempre apareci na tela para fazer comentários educativos, porém. Não estou fazendo fortuna, mas tem gente suficiente que gosta para eu conseguir bancar o equipamento.
— E isso envolve outras pessoas — sexo com outras pessoas? — perguntou Scott.
— Para mim, não — respondeu Lucy, rápido. — Sou mais solo, e meu rosto nunca aparece em cena. Já fiz umas parcerias com outras mulheres. Isso faz diferença? — Scott só conseguiu grunhir em resposta enquanto ela descobria um vibrador de silicone com veias e umas lingeries.
— Nem para mim — acrescentou Courtney. — Só trabalho sozinha, mas mostro o rosto. É... bem, pelo tipo de conteúdo que produzo, falo com os homens que assistem. Não individualmente, mas tem que parecer que é. Alguns homens gostam de ser dominados e, bem, degradados. — Ela revelou um chicote de montaria e um plugue anal. — Eu sou bem... severa. Também fico excitada com isso. Bom, alguns pedidos personalizados passam um pouco do que eu gosto, mas no geral eu curto.
— Eu trabalhei com mulheres e homens — contou Chloë, revelando sua pilha: o 'tailleur' sexy que ele encontrara no primeiro dia. — Inclusive a Lucy, como você deve ter imaginado. Fiquei surpresa quando a Hayley se juntou a nós, porém — ela definitivamente prefere trabalhar com homens.
A loira corou. — Eu tava com tesão e você estava monopolizando ele, Clo — retrucou mansamente. — Aí simplesmente, bom, me empolguei.
— A questão é — disse Abigail, de forma quase clínica — o que isso significa para você, Scott? Você está preso a nós, e pelo jeito que as outras estão agindo, diria que estavam se dando bem. Isso muda alguma coisa?
— Não sei — admitiu ele. — Vou precisar pensar. Vocês percebem que vão ter dificuldade para... trabalhar com homens agora, né?
Chloë abriu a boca para falar, mas um olhar de Abigail a calou.
— Claro que percebemos — disse Abigail, com um leve desdém. — E não é só a gente: toda a indústria, profissional, semiprofissional, amadora, está no mesmo barco. — Chloë abriu a boca de novo; dessa vez, Abigail a fulminou com o olhar.
— Não sei — repetiu Scott, suspirando. — Eu gosto de todas vocês. Bem, ainda não tive chance de conhecer você, Abigail, então o júri ainda não se decidiu, mas ao menos você não escondeu isso. Quero que sejamos todos amigos. Vou fazer o que for preciso, com todas vocês; espero ainda conseguir gostar. É só o que posso dizer por enquanto.
Ele se levantou, deixando-as sentadas ao redor da mesa, e saiu para caminhar. Quando voltou, ruídos tinham recomeçado na garagem, embora a porta estivesse fechada. Pensando no motivo real do estúdio, ele se esgueirou para a sala da frente, fechando a porta atrás de si. Ele realmente precisava pensar.
* * * * *
Terça-feira, 27 de outubro------
O café da manhã foi contido. Scott fitou mais a comida — mingau, já que não estava com disposição para cozinhar para todos —, mas teve certeza de que flagrou cada uma das mulheres olhando para ele antes de desviar o olhar rápido.
Bem, exceto Abigail. Ela comeu sua torrada com toda a compostura. Scott largou a colher, o mingau pela metade; estava frio, e ele quase não tinha apetite. Abigail terminou a torrada, limpou as mãos com um guardanapo e se aprumou.
— Ok, pessoal, nada se resolve sem falar sobre o assunto — anunciou. — Scott, não sei se lhe ocorreu, mas talvez você queira ouvir como foi a noite de Chloë e Lucy.
— Abs, não! — interrompeu Chloë. — Acho que... — emudeceu quando Scott a fitou, erguendo uma sobrancelha. Ela baixou o olhar para o próprio café pela metade. — Quando saímos da garagem e percebemos que você tinha se trancado aqui, não sabíamos o que pensar. Nenhuma de nós. Abigail mandou deixar você dormir sobre o assunto, mas não conseguíamos parar de nos preocupar. Lucy e eu fomos direto para a cama, mas não paramos de remoer tudo: o que podíamos ter feito diferente, o que devíamos ter feito — disse, quase desafiadora, antes de continuar em uma voz muito mais baixa. — Aí choramos até dormir.
— Nenhuma de nós sabia o que esperar quando chegamos aqui — falou Hayley. — Certamente não esperávamos encontrar umas às outras. Mas não esperávamos — não ousávamos esperar — alguém tão atencioso, tão compreensivo, como você.
Scott pensou com cuidado antes de responder.
— Também não esperava nada como vocês — respondeu, por fim. — Todas vocês. E não me refiro aos seus... trabalhos paralelos. Nem à beleza estonteante de vocês. São todas gentis, engraçadas e fáceis de conviver.
Courtney o interrompeu com uma fungada. — Primeira vez que alguém diz isso de mim — comentou, abatida.
— Bem, talvez ninguém lhe tenha dado a chance — insistiu ele. — Você é um encanto, mesmo que seja um pouco bruta. — Sorriu para ela, e ela quase sorriu de volta. — Não sei como teria reagido se vocês tivessem me contado logo de cara. Não acharia que esconderam segredos, mas também não teria passado a gostar de vocês primeiro. — Percebeu a hipocrisia daquilo, mas remoer era doloroso demais. — E eu gosto de vocês. Até de você, Abigail — disse, virando-se para ela. — Admiro uma atitude direta, e é um bom equilíbrio para as outras. Então... — Fez uma pausa, pensando com cuidado, tentando ser honesto. — Não sei como vou me sentir quando vocês voltarem a atuar, mas não vou atrapalhar. E a única coisa de que tenho certeza depois da minha noite em claro: isso não mudou como me sinto, lá no fundo, por nenhuma de vocês. Com exceção da Hayley — concluiu, sorrindo para a loira. — Deus sabe que alguém precisa fazer o que você faz.
Todas riram daquilo.
— Você poderia... participar — sugeriu Lucy, tímida e cautelosa. — Não precisa mostrar o rosto, e talvez esteja na hora; eu gostaria de tentar trabalhar com um homem.
Hayley chamou a atenção dele com o olhar. — Acho que pode ser cedo demais para pedir isso, Lucy — disse, sem desviar os olhos. — Não peça para ele engolir coisa demais de uma vez.
— Bom conselho — notou Abigail. — Vai incluir isso em um dos seus vídeos?
Isso fez todas caírem na risada, e embora certa tensão permanecesse, o pior já tinha passado.
* * * * *
Quarta-feira, 28 de outubro------
Na noite seguinte, as coisas estavam quase normais de novo. Na verdade, estavam mais relaxadas do que antes; Scott se perguntou se o fato de não estarem mais preocupadas em como contar o grande segredo fazia a diferença.
Estavam espalhadas pelos sofás da sala da frente: Chloë e Hayley cada uma de um lado de Scott no maior, Lucy e Courtney recostadas uma na outra em outro, e Abigail na poltrona, concentrada no laptop. Todo mundo passara a noite assistindo a filmes antigos.
— Sei por que incluíram aquela mulher na história — disse Courtney, pensativa. — Mas não entendo por que ele teve que ficar algemado à Pamela.
— Achei que você ia gostar disso — provocou Lucy, cutucando a outra nas costelas. — Sério, acho difícil questionar Hitchcock. E ninguém adaptou esse livro fielmente.
— Estou só surpreso que alguma de vocês o tenha lido — destacou Scott. — Só li depois de assistir ao filme. Buchan não é exatamente um autor comentado.
— O que posso dizer? — respondeu Courtney, encolhendo os ombros. — Sou erudita.
— De qualquer forma, Scott — falou Chloë, se enroscando nele. — Tivemos uma ideia hoje enquanto trabalhávamos na garagem. Estamos vacinadas, mas não são muitas pessoas ainda. Todo mundo vai ficar em casa. Então pensamos em fazer uma festa de Halloween, só nós seis.
Scott pensou por exatos cinco segundos.
— Parece divertido — disse. — No que estão pensando? Fantasias, jogo de maçã na água, esse tipo de coisa?
— Fantasias, com certeza. E já teremos terminado a garagem até lá, então podemos fazer lá. A gente pensou em gravar umas cenas; sabe, para aproveitar as fantasias. Pode ser tudo classificação livre, o que você estiver à vontade. Depois editamos as partes picantes.
Ele se tensionou imediatamente, mas tentou se acalmar. Até onde sabia, elas não tinham conseguido gravar nada desde que chegaram, e ele tinha lido a respeito. Aquilo provavelmente estava pesando na renda delas.
— Ok. Deixem as câmeras rodando o tempo todo — só não usem nenhuma imagem minha.
Todas, menos Abigail, gritaram, falaram algo sobre fantasias e saíram correndo da sala. Ele se virou para ela, intrigado com sua postura contida, a autoridade calma que exercia desde que chegara.
— Abigail — disse, garantindo que tinha a atenção dela. Ela ergueu os olhos. — Você não quer escolher uma fantasia?
— Ah, eu já tenho uma — respondeu, com um sorriso de canto. — Ou três. Você percebe que acabou de criar uma situação em que elas terão muito conteúdo quente com você junto, né?
— Quer dizer, eu percebi que essa festa quase certamente vai virar uma orgia? Sim, me passou pela cabeça. Falando nisso: por que você está aqui, agora? Todas as outras eu entendo a prioridade na vacinação. Courtney provavelmente deu sorte de combinar comigo — não imagino que estejam vacinando todos os eletricistas —, mas ao menos ela estar no grupo faz sentido. Por que você?
— Minha mãe teria preferido que eu fosse vacinada antes. Eu poderia ter sido, sabe, mas insisti em esperar até mais gente do SUS receber. Não queria privilégio às custas de pessoas que realmente fazem a diferença.
— Privilégio? — perguntou, achando a explicação desnecessariamente críptica.
— Sim, tem um pouco disso, por ser filha de um Membro do Parlamento — refletiu, fechando o laptop e encarando-o nos olhos; a boca dele se abriu. — E não, meus pais não sabem que tipo de mídia eu produzo. — Ela se levantou. — Acho que vou ver se alguma das outras quer uma segunda opinião sobre a fantasia. Até mais, Scott.
Ela saiu da sala enquanto ele ficava sentado, sem palavras.
* * * * *
Sábado, 31 de outubro------
Mais entregas chegaram nos dias seguintes: os últimos materiais para a garagem e vários pacotes misteriosos para as mulheres. Elas não o deixavam entrar para ver o que tinham feito com a casa dele — planejavam uma 'grande revelação' para a festa. No sábado à tarde, ele se viu trancado na sala da frente, com bebida e petiscos, enquanto elas terminavam de se arrumar. Contentou-se em ler enquanto esperava.
Ele ouviu seu nome ser chamado e obedientemente foi até a garagem. Não que ainda parecesse uma garagem: estava completamente transformada. Toda a extremidade da porta estava coberta com um tecido preto rígido, pendurado de um rolo próximo ao teto. As outras paredes estavam cobertas com painéis de algum tipo de madeira processada, sobre os quais havia painéis menores e ondulados em intervalos regulares. O chão era de um material preto ligeiramente macio, embora houvesse tapetes cobrindo boa parte dele. O teto era composto por painéis sustentados por uma grade de metal, como nos hospitais. Diferente do seu local de trabalho, no entanto, este tinha um conjunto de luzes diferentes penduradas, principalmente nas bordas, complementadas por outras nas paredes. Entre as luzes havia estranhos discos pretos, nivelados com os painéis. Quando a porta se fechou atrás dele, ele percebeu que os pequenos sons do mundo exterior pareciam desaparecer.
"Bem, o que você acha?", perguntou Chloë, sorrindo nervosamente. Havia uma qualidade ligeiramente abafada em sua voz, mas Scott não achou que algo tivesse mudado nela; ele estava ciente de que o quarto todo estava quieto demais para um lugar com seis pessoas. Ele nunca havia pensado no fato de que se pode ouvir um grupo de pessoas respirando, mas agora que ele não conseguia, era óbvio.
Ele continuou a olhar ao redor, absorvendo o mobiliário estranho do quarto. Um canto abrigava uma cama de um metro e vinte, debaixo da qual havia uma caixa de pelúcias variadas, não exatamente escondida da vista. Outro estava montado como um escritório. O trecho intermediário de ambas as paredes longas tinha sofás, poltronas, pufes e uma mesa de centro, e a extremidade da porta continha principalmente caixas e pilhas de equipamentos e móveis extras, além de um armário que ele supôs conter os poucos itens que ele quisera guardar na garagem.
Ele também não deixou de notar as cinco câmeras montadas ao redor do quarto, todas com cabos bem amarrados correndo para a parede mais próxima. Nem a câmera muito maior descansando sobre uma poltrona.
"Muito impressionante", ele disse, virando-se para o grupo de mulheres nervosas no meio do quarto. Então ele notou as fantasias delas, e perdeu as palavras. Elas se entreolharam e sorriram.
A fantasia de Hayley era simples, um catsuit preto decotado, tornado mais literal com orelhas em uma tiara, com uma gargantilha estilo coleira e luvas pretas longas e macias. Abigail usava um vestido preto curto com um corpete estilo espartilho, anáguas brancas e uma blusa ou camisa que ele nem sabia nomear, embora revelasse quantidades impressionantes de seus seios generosos, tudo encimado por um chapéu pontudo de aba larga.
Lucy e Courtney estavam mais aventureiras, cada uma à sua maneira. Lucy ostentava um vestido de noite preto sem mangas e uma capa preta forrada de escarlate, joias de prata e pérola — ele achava que era apenas bijuteria de fantasia — e seu cabelo estava arrumado elaboradamente, solto atrás, mas encurtado. A parte mais impressionante eram as presas perturbadoramente convincentes; ela sorriu quando os olhos dele se arregalaram para elas.
Courtney, por outro lado, usava látex vermelho brilhante justo ao corpo, dos pulsos aos tornozelos, com um zíper que corria todo o caminho pela frente — aberto o suficiente para que seus seios quase ameaçassem cair. A peça se tornava uma fantasia pelos chifres vermelhos de plástico em sua cabeça, o forcado de brinquedo de plástico e o açoite muito mais real, e uma cauda pontuda.
Chloë, finalmente, usava uma malha corporal cor de pele, uma cobra de vinil enrolada em seu corpo, e segurava uma maçã vermelha brilhante.
"Do que você está fantasiada?", Scott perguntou a ela.
Ela sorriu travessamente. "Eva", disse simplesmente, estendendo a maçã para ele. "Quer uma mordida?"
* * *
Bebidas foram distribuídas, petiscos circularam, e Scott ficou surpreso com o quão relaxado se sentia. Cada uma das mulheres conseguiu isolá-lo, agradecendo-lhe pelo espaço para o estúdio e por sua compreensão sobre toda a coisa do pornô.
Aquilo estava começando a deixá-lo um pouco constrangido. Quem poderia culpar alguém por esconder aquilo? Tinha sido um choque, mas ele não tinha o direito de julgá-las pelo que faziam — e reconhecia que, provavelmente, ele teria julgado.
"Eu queria que você fosse a primeira pessoa para quem eu contasse sobre isso", disse Chloë, depois de sua versão do sentimento geral de apreciação. "Podemos contar para todo mundo depois."
"Tudo bem", Scott respondeu, possibilidades — muitas delas preocupantes — girando em sua mente. "O que foi?"
"Eu recebi o resultado da minha avaliação ontem. Vai levar algumas semanas, mas eu passei, e me ofereceram um posto liderando uma nova equipe no Gabinete do Governo. Ligação com a Comissão de Direito — o que sobrou dela — e departamentos governamentais, analisando as leis que precisam mudar, com, bem, tudo."
"Isso é ótimo", ele disse a ela com um sorriso e um abraço. "Você não está preocupada com eles descobrirem..." ele indicou as câmeras.
"Alguém teria que admitir que assistiu", ela apontou com um sorriso malicioso.
Conforme a bebida continuava a fluir, todos começaram a ficar um pouco atrevidos. Então Abigail chamou a atenção de todos com um comentário alto.
"Minha fantasia tem uma grande vantagem sobre todas as de vocês", ela anunciou, então levantou a saia e as anáguas, revelando sua boceta nua e aparada.
"É mesmo?", Courtney retrucou, desafiando. "Que tal isso?" Ela puxou o zíper para baixo, os seios saltando para fora, e continuou. O zíper corria todo o caminho entre suas pernas, e, alcançando atrás, ela o desfez completamente, revelando seu próprio monte totalmente nu.
"Oh, muito bom", Abigail respondeu sedutoramente, avançando sobre a morena vestida de látex. De repente, Chloë pegou a câmera maior, e Lucy começou a manobrar as pessoas pelo quarto. Scott começou a se sentir um pouco preocupado, mas Hayley tocou em seu ombro.
"Para mim, dá um pouco mais de trabalho para ficar pronta", ela apontou, gesticulando para sua peça única mais convencional. "Quer me dar uma mão?"
Ela o manteve completamente distraído, e ele quase se esqueceu das câmeras.
* * * * *
1º de novembro de 2020------
Todos os seis estavam amontoados no e ao redor do grande sofá, olhos fixos na TV, acariciando preguiçosamente a si mesmos e uns aos outros.
Exceto Abigail. Ela estava no chão na frente de Scott, chupando seu pau lentamente. Ela não precisava assistir: ela havia editado o corte bruto, então já tinha visto tudo.
Scott achou que havia algo um pouco estranho em receber um boquete de uma mulher ao mesmo tempo em que se via fodendo os peitos dela, sua fantasia ainda vestida — os seios dela tinham saído facilmente. Isso levou à combinação incomum de ouvi-la falar sujo enquanto sua boca estava obviamente ocupada, para começar.
"É, fode meus peitos", a Abigail na tela dizia enquanto ele metia. Para ser honesto, ela estava fornecendo a maior parte do movimento, esfregando-os para cima e para baixo em seu pau. "É para isso que eles servem. O que mais você vai fazer com peitos como esses? Feitos sob medida para foder paus grandes e duros como o seu. Fazê-los gozar em cima de mim. Você vai me dar? Você sabe que eu quero."A Abigail no quarto com ele acelerou então, passando de movimentos profundos e lânguidos para um balançar rápido, a língua rodopiando em volta da cabeça. Ele gemeu ao mesmo tempo que gemeu no vídeo, descarregando um ou dois segundos depois. Na tela, o primeiro jorro espirrou em seu rosto e peito, antes que ela fechasse a boca ao redor dele para engolir o resto. Ambas as Abigails guincharam em volta do pau dele ao mesmo tempo, orgasmos desencadeados pela vacina as fazendo tremer, mas nenhuma perdeu o ritmo em engolir a carga dele.
"Sabe", ele disse enquanto assistiam Abigail compartilhando o espólio com Courtney, a mulher de cabelo escuro quase desmaiando com sua própria liberação, "vocês não vão conseguir lançar a maior parte disso até que todo mundo saiba sobre a vacina. Todos esses orgasmos com o meu esperma seriam um pouco inacreditáveis." Ele se virou para Chloë enquanto a cena mudava. "Alguma ideia de quando isso pode ser?"
"Não é meu departamento", ela disse, olhos grudados na visão de Lucy comendo ansiosamente a boceta de Hayley, a maior parte da fantasia da loira descartada, mas sua máscara usual no lugar. Chloë estava atrás da ruiva, fodendo-a com uma cinta-caralho.
"Mas há boatos de que algo grande está acontecendo. O pessoal de mídia de Downing Street ficou muito quieto, me disseram." Ela de repente se virou para olhar para ele. "Espera aí. É por isso que não poderíamos lançar? Isso significa..."
"Digamos apenas que eu definitivamente não quero ser reconhecido", ele disse, seriamente. "Mas fora isso... eu posso estar aberto a isso."
Ela agarrou o rosto dele e o beijou. Então todo mundo quis uma vez.