Contos eróticos para ler inteiros.

Grupal e Orgias

O Que Ela Trouxe para Casa

thai9543 min

**Nota da Autora**

Há culpa aqui. Uma necessidade de se redimir. Mas Tasha não pede desculpas com palavras — ela traz para ele uma oferenda jovem, apertada, inexperiente, mas sexy, e o observa tomá-la. Ela queria lhe dar tudo. E ela deu. Bem ali na frente dela.

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A cozinha estava silenciosa, iluminada apenas pelo brilho suave que vinha de baixo dos armários e pela chama trêmula de uma vela que se consumia lentamente sobre a mesa. A garrafa de vinho tinto entre eles estava quase vazia. Duas taças. Os pés descalços dela estavam encolhidos na cadeira. As pernas compridas dele esticadas, com uma meia quase saindo.

Era tarde, e deveria ter sido perfeito.

Tasha riu baixinho com algo que ele disse, uma daquelas risadas graves e fáceis que ela dominara ao longo dos anos amando-o. Mas seus olhos não se enrugaram nos cantos como costumavam fazer. E quando o momento passou, o calor também passou.

Ben recostou-se na cadeira. Camisa desabotoada. Antebraços à mostra. O cabelo estava bagunçado — aquele tipo de bagunça que ela adorava — e uma sombra de barba por fazer tomava conta do seu queixo. Ele estava tão gostoso pra caralho que quase doía.

Algo doía, porque ela havia quebrado as regras.

Não era o sexo. Não exatamente. Ambos amavam o jogo, o empurra e puxa, o flerte e a foda. Eles construíram uma vida baseada em confiança, fetiches e limites cuidadosamente traçados. Mas dessa vez — no hotel, naquela viagem de negócios — ela cruzou um deles.

Sem permissão nem aviso prévio. Sem o Ben.

Ele disse que estava tudo bem. Que ela estava incrível. Que adorou ouvir sobre isso depois. Mas no fundo do seu íntimo, Tasha sabia a diferença entre "tudo bem" e tudo bem.

O que quer que fosse aquilo, não estava certo.

Ela o observou bebericar seu vinho. Seus dedos se curvaram ao redor da taça, as veias se movendo sob a pele, fazendo suas tatuagens parecerem vivas, sua aliança de casamento capturando a luz. O homem que ela amara por anos. Com quem transara em todos os cômodos da casa. Com quem compartilhara tudo.

Ela queria dizer algo, queria encurtar a distância. Mas era como se um véu fino estivesse pendurado entre eles — transparente, mas ali.

Ben se levantou primeiro, bocejando, coçando a nuca.

"Vou subir", ele disse. "Você vai ficar?"

"Mais um pouco."

Ele assentiu. Beijou o topo da cabeça dela. Apenas um toque leve.

Ela fechou os olhos.

Ela ficou sentada no silêncio por mais um tempo, traçando a borda da taça de vinho com um dedo. Sua mente girando em círculos lentos e pesados.

Eles viveram aquele tipo de estilo de vida — o sexo, a troca, o observar — por anos. Mas sempre foi baseado em um conjunto simples de regras. A maior delas era que todas as decisões fossem tomadas juntos.

Ela havia quebrado isso. Levada pelo momento, procurando maneiras de testá-lo, de empurrá-lo mais longe. Ela estragara tudo, e sabia disso.

Por fim, ela subiu as escadas descalça. Fez uma pausa na porta do quarto deles.

Ele já estava meio despido — calça jeans tirada, de pé em frente ao espelho, peito nu e de cueca boxer, suas costas largas viradas para ela. Os músculos de seus ombros se moviam enquanto ele passava hidratante nos antebraços.

Ela encarou. Mesmo agora, seu corpo se agitava. Sua boceta ardia só de observá-lo.

Deus, ele era lindo, ela pensou consigo mesma.

Ele capturou o olhar dela no espelho.

"Você está bem?" ele perguntou.

Tasha sorriu. Aquele tipo de sorriso que você usa quando está tentando parecer sincero, mas lutando para tornar isso convincente.

"Sim. Só cansada."

Ben assentiu. Ele não insistiu.

Ele subiu na cama e apagou o abajur do seu lado. Ela pôde ouvir sua respiração mudar. O farfalhar dos lençóis quando ele se virou para a parede.

Ela se despiu lentamente. Deslizou para debaixo do edredom, encarando o teto.

Seu corpo estava quente e inquieto. Ela levou a mão para baixo e se tocou distraidamente, as pontas dos dedos roçando o clitóris. Sem intenção real. Apenas precisando sentir algo.

Mas não funcionou, não sem ele. Eles haviam transado desde então, mas algo estava faltando. Não muito, mas o suficiente para parecer diferente. De alguma forma incompleto.

Tasha ficou deitada no escuro, olhos bem abertos, batimentos cardíacos estáveis, mas doendo.

Ela precisava consertar aquilo. Mas não queria falar sobre o assunto. Ela queria mostrar a ele.

***

Na manhã seguinte, o sol penetrou lentamente pelas persianas, quente e pálido, pegando na borda da roupa de cama. Tasha acordou antes dele — o que por si só era raro — e ficou quieta por um minuto, ouvindo Ben respirar.

O braço dele estava jogado sobre o travesseiro. A boca ligeiramente aberta. O cabelo ainda bagunçado do sono. As cobertas meio caídas, revelando um quadril nu e o início daquele volume matinal grosso pressionando o edredom.

Ele parecia tranquilo. Intocado pelos pensamentos que a perturbaram a noite toda.

Ela se inclinou e tocou suavemente o antebraço dele. Apenas o suficiente para senti-lo. Então ela saiu da cama.

Eles se moveram um ao redor do outro na cozinha como um casal que conhecia a rotina — café, torrada, o tilintar das canecas.

Era familiar e confortável. Mas não era exatamente eles.

Tasha se encostou no balcão em seu roupão, embalando sua xícara de café, observando Ben passar os olhos pelo celular na mesa.

Ela hesitou. Então limpou a garganta.

"Estava pensando em sair hoje à noite", ela disse, o mais casualmente que pôde. "Jess e Elle talvez vão naquela noite de trance no Thirty9."

Ben olhou para cima. "É?"

"É."

Ela não disse "você está bem com isso?" — mas estava escrito em todo o seu rosto.

A expressão de Ben não mudou muito. Apenas um aceno de cabeça leve e neutro.

"Tranquilo. Você não sai há um tempo."

"Tem certeza que está tudo bem para você?"

Ele olhou para ela adequadamente agora, segurando seu olhar.

"Tash... está tudo bem. Vá. Divirta-se."

Ela deu um pequeno sorriso. Não porque acreditava totalmente nele, mas porque queria acreditar.

"Ok", ela disse suavemente. "Talvez eu use algo sexy. Algo para você pensar enquanto eu estiver fora e ansiar quando eu voltar."

Ben sorriu maliciosamente. "Eu não esperaria menos."

Ele voltou para o celular, enquanto Tasha voltava a fingir que estava tudo bem.

***

A boate estava cheia, barulhenta e quente. Pessoas intoxicadas pelo álcool e pela música, dançando como se mal estivessem no controle.

Uma luz baixa banhava o lugar, tudo em pulsos vermelhos e violetas — como estar dentro de um batimento cardíaco. O baixo batia fundo, reverberando pelo chão como um segundo pulso em seu peito. Arpejos de sintetizador dançavam no alto, hipnóticos e fantasmagóricos.

Tasha estava perto do bar, um cotovelo apoiado casualmente, a outra mão curvada ao redor de uma garrafa de algo colorido e doce, mas com um teor alcoólico potente. Ela não estava no meio da multidão, ainda não, embora suas amigas estivessem. Ela estava observando tudo, deixando a noite a envolver. Ela viera para se perder, para se sentir de novo.

Para se sentir viva.

Uma minissaia de couro preto se agarrava apertada em seus quadris, a barra cortada de forma precisa sobre suas coxas. Botas de salto fino até o joelho, de verniz e texturizadas, capturavam os lampejos de luz como vidro molhado. Ela usava uma gola rulê vermelha que era ousada e colada ao corpo. Parcialmente recatada, sem mostrar decote, mas deixando pouco para a imaginação com a forma como envolvia seus peitos de um jeito que desafiava a atenção.

E a recebia — em ondas.

Homens se viravam. Garotas olhavam de relance.

Olhos cintilavam, seguiam, depois desviavam devagar demais.

Ela bebericou seu drink e os deixou olhar.

Tasha estava no início dos seus quarenta, mas caminhava com o calor e a confiança de uma mulher que só havia melhorado — e ficado mais safada — com a idade. Alta, tonificada e curvilínea de todas as maneiras certas, sua figura fazia cabeças virarem sem nunca implorar por atenção. Seus peitos eram enormes, naturais e orgulhosamente à mostra sob aquele top vermelho apertado — um corpo que fazia as pessoas olharem e se perguntarem se dariam conta dela.

A maioria não dava.

Seu cabelo era escuro e comprido, solto sobre os ombros com ondulações suficientes para parecer que tinha sido estilizado para cair fora do lugar. Tinta serpenteava ao longo de uma coxa, aparecendo por baixo da saia — e havia outras, vislumbradas no pulso, outra escondida nas costas. Ela tinha apenas um piercing — no mamilo direito, uma barra que fazia suas blusas esticarem mais do que já esticavam.

Ela era sexo, sem pedir desculpas.

Mas esta noite, ela estava no seu melhor comportamento.

Foi talvez uns bons 10 minutos depois, quando a faixa mudou — algo com uma batida mais pesada e um ritmo mais sujo — que a garota apareceu ao seu lado.

Não dramaticamente. Ela simplesmente deslizou para o espaço no bar, perto o suficiente para tocar, e se inclinou ligeiramente para tentar chamar a atenção do barman.

Tasha a notou primeiro como movimento. Depois como forma.

Ela era pequena, tonificada e com pernas nuas. Uma microssaia jeans estava baixa em seus quadris, desfiada na barra. Sua regata branca grudava em seu peito — sem sutiã, os mamilos levemente visíveis sob o tecido.

"Você também está esperando?" a garota perguntou, olhando de lado para ela. Sua voz era suave, mas elevada um pouco para ser ouvida.

Tasha a olhou completamente pela primeira vez.

Grandes olhos castanhos. Bochechas coradas. Lábios carnudos. Ela era bonita de um jeito um pouco não convencional e parecia ter acabado de ter idade legal para estar em um lugar como aquele. Cabelo castanho claro caía ao redor de seus ombros.

"Aparentemente", Tasha disse, acenando com a cabeça em direção ao barman que ainda estava ocupado servindo misturas na outra ponta.

A garota deu um sorriso sem jeito. "Eu sempre escolho o lugar errado para ficar. Ou sou invisível."

Tasha arqueou uma sobrancelha, sorrindo levemente. "Você definitivamente não é invisível."

Isso a fez rir — um som ofegante e aliviado. Ela afastou o cabelo do rosto e mordeu o lábio.

"Gostei da sua roupa", ela disse, um momento depois. "Você parece..." Ela parou, como se estivesse procurando a palavra certa. "...gostosa."

O sorriso de Tasha se aprofundou, algo malicioso e quase indulgente. Ela gostou do elogio.

"Valeu. Você também não está nada mal."

O barman finalmente se aproximou. A garota pediu uma garrafa de uma bebida à base de vodka.

"Você está aqui com alguém?" a garota perguntou, casualmente, pegando sua bebida.

"Mais ou menos", Tasha disse. "Estou aqui com algumas amigas. Mas elas estão lá dançando e provavelmente na pegação. E você?"

"Sozinha", a garota disse, tomando um gole de sua garrafa. Ela lambeu um pouco da umidade do lábio inferior.

"A propósito, sou a Chloe", ela disse agora. "Desculpa. Devia ter dito."

"Tasha."

Os nomes pairaram entre elas. Outra onda de baixo rolou pela boate.

"Você vem sempre aqui?" Chloe perguntou, os lábios se contraindo com o próprio clichê.

Tasha riu baixinho. "Na verdade não. Ultimamente não. Só... precisava de uma noite."

"Igual."

Ela fez uma pausa, girando sua bebida na garrafa.

"Meu ex odiava lugares assim. Dizia que era cheio de gente desesperada tentando transar com estranhos."

"E agora?" Tasha perguntou.

Chloe deu de ombros. "Agora eu meio que queria ter transado com alguns estranhos."

Tasha deixou as palavras assentarem por um momento. Chloe as dissera de forma leve, quase casual — mas havia algo por trás delas. Um lampejo de calor, ou talvez um lampejo de mágoa.

Ela se virou ligeiramente, encarando-a mais diretamente agora. Uma bota inclinada no chão entre elas, seu próprio drink ainda na mão.

"Parece que tem uma história aí."

Chloe sorriu para sua bebida. "Sempre tem, não é?"

Tasha não respondeu. Apenas esperou.

Chloe exalou suavemente. Não dramática, apenas deixando sair.

"Ficamos juntos por seis anos", ela disse. "Desde a escola. Ele foi meu primeiro. Meu único."

A sobrancelha de Tasha se ergueu ligeiramente.

Chloe percebeu o olhar e sorriu.

"Eu sei. Trágico pra caralho, né? Quase 22 anos e só fiquei com um cara."

"Não é trágico", Tasha disse. "É só... limitado."

Isso fez Chloe rir. "Exatamente."

Ela tomou outro gole, então se recostou no bar ao lado de Tasha, os ombros se tocando de leve.

"Eu pensei que o conhecia. Pensei que estava fazendo tudo certo. A gente não discutia. Transava com frequência suficiente. Fazíamos planos. E então ele me diz que estava comendo uma mulher mais velha. Tipo, uma mulher adulta de verdade. Com hipoteca, emprego, tudo."

Chloe riu de novo, mas havia um tom amargo nisso. "Acho que ela mostrou a ele o que era sexo de verdade."

Tasha inclinou a cabeça. "Mostrou?"

Chloe olhou para ela, os olhos brilhando agora. "Você me diz. Você já roubou o homem de alguém?"

Tasha deu um sorriso um pouco pesaroso. "Não. Mas já peguei alguns emprestados."

Isso fez Chloe ficar quieta por um segundo. Tasha deixou o silêncio permanecer.

Então Chloe olhou para cima. "Você é casada, né?"

"Sou."

"Mas está aqui sem ele."

Tasha assentiu. "Ele sabe onde estou."

"Então você tem permissão para... pegar pessoas emprestadas?"

"Às vezes. Se o clima estiver certo. Se as regras forem respeitadas."

Chloe se inclinou um pouco, sua voz mais baixa agora.

"Que tipo de regras?"

Tasha tomou um gole lento de sua própria bebida, observando-a por cima da borda da garrafa.

"Conversar primeiro. Sem surpresas. Sempre com proteção."

Os lábios de Chloe se entreabriram ligeiramente. Sua respiração prendeu, não dramática, apenas um soluço.

"E ele fica de boa com isso?"

"Fica. Ele pode participar", Tasha disse. "Ou assistir. Embora seja em parte por isso que estou aqui sozinha. Quebrei uma das nossas regras e acho que ele ainda está puto comigo."

Chloe pareceu atordoada por um momento — de olhos arregalados e corada.

"Isso é sexy pra caralho", ela murmurou. "Qual regra você quebrou?"

O sorriso de Tasha se tornou sabido e ligeiramente triste. "Levei um jogo longe demais, não pedi permissão antes de transar com alguém."

Chloe pareceu atordoada.

"Imagino que seu ex não foi feito para esse tipo de acordo", disse Tasha — uma afirmação em vez de uma pergunta.

Chloe riu nervosamente. "Por favor. O sexo era tão baunilha que mal qualificava. Ele tinha um pau mediano e um ego grande demais para ele."

Tasha riu. "Já conheci muitos desses no meu tempo", ela disse. "Só sou melhor em farejá-los agora e evitá-los.

Ela fez uma pausa momentânea, então continuou. "Sou muito sortuda, ou era, ainda sou se conseguir consertar as coisas. Ben é um diamante e nós dois amamos ser aventureiros. Foi mais ou menos como nos conhecemos, e sempre foi a nossa praia."

Tasha pegou o celular na bolsa clutch, sem dizer nada a princípio. Ela apenas deu o mais leve dos sorrisos — o tipo que se curvava no canto da boca e insinuava todas as coisas que ela não estava dizendo.

Então desbloqueou o celular e começou a rolar a tela.

Chloe se inclinou ligeiramente, instintivamente, não muito perto ou invasiva. Apenas... atraída.

A primeira imagem:

Ben de jeans e camisa cinza, mangas arregaçadas, encostado no balcão da cozinha deles com uma taça de vinho e um sorriso leve. Espontâneo e bonito. O tipo de homem que as pessoas notam.

"É ele?" Chloe perguntou.

Tasha assentiu. "É ele."

Deslizar.

Ben de novo — sem camisa agora. Espelho da academia, toalha sobre um ombro. Suor no peito, músculos iluminados pela luz natural, abdômen definido.

Os olhos de Chloe se arregalaram ligeiramente. "Uau. Ok...."

Deslizar.

Ben no sofá. Casual. Cueca boxer baixa nos quadris. Coxas grossas abertas, a mão descansando logo acima da virilha. O contorno do pau visível — mesmo mole, parecia pesado. Substancial.

"Ai, meu Deus", Chloe sussurrou, engolindo em seco.

Tasha olhou para ela, divertida. "Ops, desculpa", ela disse. "Não percebi que essa era a próxima. É demais?"

Chloe balançou a cabeça rapidamente, as bochechas coradas.

"Não. Não é demais. Ele é... isso é mole?"

"Mm-hm."

"Jesus. Ele é maior que o meu ex duro."

Tasha riu. "Sim, ele é bem grande pra caralho."

Chloe não hesitou. "Me mostra."

Tasha fez uma pausa por um momento — não para efeito, mas para considerar. Então ela rolou novamente, mostrando a Chloe outra foto.

Ben duro dessa vez. Grosso, cheio de veias e muito comprido.

Seu pau curvando-se para cima a partir da virilha, sua mão envolvendo a base, a cabeça ruborizada escura e orgulhosa. Um daqueles ângulos que faziam a respiração prender.

Chloe piscou. Sua boca se abriu ligeiramente, então se fechou de novo como se tivesse esquecido como falar.

"Caralho", ela respirou, finalmente.

Ela deu um pequeno passo para trás, como se a imagem tivesse empurrado seu peito.

"Isso é... uau. Ele é enorme."

Chloe ainda estava encarando. Seus olhos se ergueram, meio culpados. "Desculpa, é que... foda. Acho que minha boceta literalmente deu uma palpitada."

Tasha bebericou seu drink e riu.

"Ele também sabe como usar."

Chloe não disse nada a princípio.

Ela simplesmente ficou ali, lábios entreabertos, encarando a imagem como se ela tivesse reconectado algo nela. Uma mão ainda segurando frouxamente sua bebida, a outra agora apoiada na borda do bar, os nós dos dedos brancos.

Tasha a observou. Ela não pressionou, apenas deixou o silêncio se estender.

Por fim, Chloe exalou.

"Me fode", ela sussurrou.

Então, rapidamente, "Desculpa. Eu não queria dizer isso em voz alta."

Tasha ergueu uma sobrancelha, a curva de outro sorriso assombrando sua boca.

"Você está bem?"

"É que..." Chloe engoliu. "Nunca vi nada parecido. Não... não na vida real. Não ligado a alguém real."

Ela tomou outro gole de sua bebida — um pouco rápido demais. Suas bochechas estavam coradas agora, seus olhos mais vidrados, sua voz mais baixa.

"Ele é..." ela tentou de novo. "Ele é lindo. Vocês dois são."

Tasha inclinou a cabeça ligeiramente. Aceitou o elogio como uma rainha aceita uma oferenda.

"E ele é um homem de verdade", Chloe acrescentou. "Não como o garoto com quem eu estava. Nunca tive nada assim — como é transar com um pau desses?"

Tasha sorriu. "Incrível", ela disse, com sinceridade.

Tasha não disse mais nada. Em vez disso, deixou Chloe chegar lá sozinha — o que ela fez.

"Eu provavelmente deveria dar para um cara mais velho com um pauzão assim", Chloe disse, quase rindo de suas próprias palavras. "Só... pela experiência. Se meu ex idiota pôde, por que eu não posso?"

Tasha se virou totalmente para ela agora. Seu corpo de frente para o de Chloe, seu drink descansando no bar atrás dela.

"Talvez você devesse."

Chloe encontrou seus olhos.

Tasha se inclinou, apenas o suficiente para que Chloe pudesse sentir o calor de sua respiração.

— Talvez — murmurou Tasha — eu tenha um em casa, esperando por você.

Chloe não falou, mas também não recuou.

Seu peito subiu levemente. Ela não falou, mas Tasha conseguia ver o pensamento se formando por trás de seus olhos: sim.

Tasha não forçou o momento. Deixou o silêncio se instalar, então se virou de volta para o bar, pegou sua garrafa e deu um gole lento.

Chloe piscou, as bochechas rosadas, o olhar oscilando entre o perfil de Tasha e a tela do celular, agora escura, mas com a imagem do pau de Ben gravada em sua mente.

Ela pegou sua própria bebida e tomou um longo gole.

Quando falou de novo, sua voz estava mais firme.

— Você é sempre tão direta? — perguntou, agora brincalhona. Sem fôlego, mas se recuperando.

Tasha sorriu com malícia. — Só quando sei que vai funcionar. E eu devo algo a ele.

Chloe riu baixinho — e dessa vez, não foi nervoso. Foi elétrico.

Ficaram assim por alguns instantes, ombro a ombro, quadris inclinados um na direção do outro, a boate ainda vibrando ao redor. Luzes piscavam enquanto o DJ mudava para um remix que batia mais forte. Corpos se contorciam na pista como silhuetas líquidas.

Tasha virou a cabeça ligeiramente. — Você está bem?

Chloe assentiu. — Sim. Só... processando.

— Quer se convencer a ir, ou a desistir? — perguntou Tasha.

Chloe olhou para ela, manteve o olhar firme. — Estou tentando pensar em motivos para dizer não — disse ela. — Mas a verdade é que não quero dizer não.

— Tem certeza?

A língua de Chloe passou pelo lábio inferior. Ela deu meio passo para mais perto, a voz mais suave, mais íntima.

— Estou com tesão. Estou curiosa. E com certeza não vou para casa me masturbar e me arrepender de não ter ido com você.

Tasha sorriu abertamente, parecendo satisfeita.

Chloe exalou. — Foda-se. Eu topo.

Tasha ergueu a garrafa, tocando-a de leve na de Chloe. — A novas experiências, então.

Chloe sorriu. — A homens mais velhos com paus enormes.

Tasha riu. — E às mulheres que os trazem.

Engoliram o resto de suas bebidas em sincronia, largaram as garrafas e se viraram em direção à porta.

***

O táxi cheirava a purificador de ar barato de pinho. Não era desagradável, só aquele tipo de cheiro que você não nota até notar, e aí não consegue mais ignorar.

Tasha entrou primeiro, Chloe logo atrás. A porta fechou. A cidade passou borrada. O grave ainda pulsava fraco nos ouvidos delas, vindo da boate. As luzes dos postes rolavam sobre seus corpos em lampejos de ouro e sombra.

As pernas de Tasha se separaram ligeiramente quando ela se ajeitou. A saia subiu alta nas coxas, o couro rangendo de leve. A pele nua de Chloe roçou na dela, joelhos se tocando.

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