O Que Ela Trouxe para Casa
**Nota da Autora**
Há culpa aqui. Uma necessidade de se redimir. Mas Tasha não pede desculpas com palavras — ela traz para ele uma oferenda jovem, apertada, inexperiente, mas sexy, e o observa tomá-la. Ela queria lhe dar tudo. E ela deu. Bem ali na frente dela.
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A cozinha estava silenciosa, iluminada apenas pelo brilho suave que vinha de baixo dos armários e pela chama trêmula de uma vela que se consumia lentamente sobre a mesa. A garrafa de vinho tinto entre eles estava quase vazia. Duas taças. Os pés descalços dela estavam encolhidos na cadeira. As pernas compridas dele esticadas, com uma meia quase saindo.
Era tarde, e deveria ter sido perfeito.
Tasha riu baixinho com algo que ele disse, uma daquelas risadas graves e fáceis que ela dominara ao longo dos anos amando-o. Mas seus olhos não se enrugaram nos cantos como costumavam fazer. E quando o momento passou, o calor também passou.
Ben recostou-se na cadeira. Camisa desabotoada. Antebraços à mostra. O cabelo estava bagunçado — aquele tipo de bagunça que ela adorava — e uma sombra de barba por fazer tomava conta do seu queixo. Ele estava tão gostoso pra caralho que quase doía.
Algo doía, porque ela havia quebrado as regras.
Não era o sexo. Não exatamente. Ambos amavam o jogo, o empurra e puxa, o flerte e a foda. Eles construíram uma vida baseada em confiança, fetiches e limites cuidadosamente traçados. Mas dessa vez — no hotel, naquela viagem de negócios — ela cruzou um deles.
Sem permissão nem aviso prévio. Sem o Ben.
Ele disse que estava tudo bem. Que ela estava incrível. Que adorou ouvir sobre isso depois. Mas no fundo do seu íntimo, Tasha sabia a diferença entre "tudo bem" e tudo bem.
O que quer que fosse aquilo, não estava certo.
Ela o observou bebericar seu vinho. Seus dedos se curvaram ao redor da taça, as veias se movendo sob a pele, fazendo suas tatuagens parecerem vivas, sua aliança de casamento capturando a luz. O homem que ela amara por anos. Com quem transara em todos os cômodos da casa. Com quem compartilhara tudo.
Ela queria dizer algo, queria encurtar a distância. Mas era como se um véu fino estivesse pendurado entre eles — transparente, mas ali.
Ben se levantou primeiro, bocejando, coçando a nuca.
"Vou subir", ele disse. "Você vai ficar?"
"Mais um pouco."
Ele assentiu. Beijou o topo da cabeça dela. Apenas um toque leve.
Ela fechou os olhos.
Ela ficou sentada no silêncio por mais um tempo, traçando a borda da taça de vinho com um dedo. Sua mente girando em círculos lentos e pesados.
Eles viveram aquele tipo de estilo de vida — o sexo, a troca, o observar — por anos. Mas sempre foi baseado em um conjunto simples de regras. A maior delas era que todas as decisões fossem tomadas juntos.
Ela havia quebrado isso. Levada pelo momento, procurando maneiras de testá-lo, de empurrá-lo mais longe. Ela estragara tudo, e sabia disso.
Por fim, ela subiu as escadas descalça. Fez uma pausa na porta do quarto deles.
Ele já estava meio despido — calça jeans tirada, de pé em frente ao espelho, peito nu e de cueca boxer, suas costas largas viradas para ela. Os músculos de seus ombros se moviam enquanto ele passava hidratante nos antebraços.
Ela encarou. Mesmo agora, seu corpo se agitava. Sua boceta ardia só de observá-lo.
Deus, ele era lindo, ela pensou consigo mesma.
Ele capturou o olhar dela no espelho.
"Você está bem?" ele perguntou.
Tasha sorriu. Aquele tipo de sorriso que você usa quando está tentando parecer sincero, mas lutando para tornar isso convincente.
"Sim. Só cansada."
Ben assentiu. Ele não insistiu.
Ele subiu na cama e apagou o abajur do seu lado. Ela pôde ouvir sua respiração mudar. O farfalhar dos lençóis quando ele se virou para a parede.
Ela se despiu lentamente. Deslizou para debaixo do edredom, encarando o teto.
Seu corpo estava quente e inquieto. Ela levou a mão para baixo e se tocou distraidamente, as pontas dos dedos roçando o clitóris. Sem intenção real. Apenas precisando sentir algo.
Mas não funcionou, não sem ele. Eles haviam transado desde então, mas algo estava faltando. Não muito, mas o suficiente para parecer diferente. De alguma forma incompleto.
Tasha ficou deitada no escuro, olhos bem abertos, batimentos cardíacos estáveis, mas doendo.
Ela precisava consertar aquilo. Mas não queria falar sobre o assunto. Ela queria mostrar a ele.
***
Na manhã seguinte, o sol penetrou lentamente pelas persianas, quente e pálido, pegando na borda da roupa de cama. Tasha acordou antes dele — o que por si só era raro — e ficou quieta por um minuto, ouvindo Ben respirar.
O braço dele estava jogado sobre o travesseiro. A boca ligeiramente aberta. O cabelo ainda bagunçado do sono. As cobertas meio caídas, revelando um quadril nu e o início daquele volume matinal grosso pressionando o edredom.
Ele parecia tranquilo. Intocado pelos pensamentos que a perturbaram a noite toda.
Ela se inclinou e tocou suavemente o antebraço dele. Apenas o suficiente para senti-lo. Então ela saiu da cama.
Eles se moveram um ao redor do outro na cozinha como um casal que conhecia a rotina — café, torrada, o tilintar das canecas.
Era familiar e confortável. Mas não era exatamente eles.
Tasha se encostou no balcão em seu roupão, embalando sua xícara de café, observando Ben passar os olhos pelo celular na mesa.
Ela hesitou. Então limpou a garganta.
"Estava pensando em sair hoje à noite", ela disse, o mais casualmente que pôde. "Jess e Elle talvez vão naquela noite de trance no Thirty9."
Ben olhou para cima. "É?"
"É."
Ela não disse "você está bem com isso?" — mas estava escrito em todo o seu rosto.
A expressão de Ben não mudou muito. Apenas um aceno de cabeça leve e neutro.
"Tranquilo. Você não sai há um tempo."
"Tem certeza que está tudo bem para você?"
Ele olhou para ela adequadamente agora, segurando seu olhar.
"Tash... está tudo bem. Vá. Divirta-se."
Ela deu um pequeno sorriso. Não porque acreditava totalmente nele, mas porque queria acreditar.
"Ok", ela disse suavemente. "Talvez eu use algo sexy. Algo para você pensar enquanto eu estiver fora e ansiar quando eu voltar."
Ben sorriu maliciosamente. "Eu não esperaria menos."
Ele voltou para o celular, enquanto Tasha voltava a fingir que estava tudo bem.
***
A boate estava cheia, barulhenta e quente. Pessoas intoxicadas pelo álcool e pela música, dançando como se mal estivessem no controle.
Uma luz baixa banhava o lugar, tudo em pulsos vermelhos e violetas — como estar dentro de um batimento cardíaco. O baixo batia fundo, reverberando pelo chão como um segundo pulso em seu peito. Arpejos de sintetizador dançavam no alto, hipnóticos e fantasmagóricos.
Tasha estava perto do bar, um cotovelo apoiado casualmente, a outra mão curvada ao redor de uma garrafa de algo colorido e doce, mas com um teor alcoólico potente. Ela não estava no meio da multidão, ainda não, embora suas amigas estivessem. Ela estava observando tudo, deixando a noite a envolver. Ela viera para se perder, para se sentir de novo.
Para se sentir viva.
Uma minissaia de couro preto se agarrava apertada em seus quadris, a barra cortada de forma precisa sobre suas coxas. Botas de salto fino até o joelho, de verniz e texturizadas, capturavam os lampejos de luz como vidro molhado. Ela usava uma gola rulê vermelha que era ousada e colada ao corpo. Parcialmente recatada, sem mostrar decote, mas deixando pouco para a imaginação com a forma como envolvia seus peitos de um jeito que desafiava a atenção.
E a recebia — em ondas.
Homens se viravam. Garotas olhavam de relance.
Olhos cintilavam, seguiam, depois desviavam devagar demais.
Ela bebericou seu drink e os deixou olhar.
Tasha estava no início dos seus quarenta, mas caminhava com o calor e a confiança de uma mulher que só havia melhorado — e ficado mais safada — com a idade. Alta, tonificada e curvilínea de todas as maneiras certas, sua figura fazia cabeças virarem sem nunca implorar por atenção. Seus peitos eram enormes, naturais e orgulhosamente à mostra sob aquele top vermelho apertado — um corpo que fazia as pessoas olharem e se perguntarem se dariam conta dela.
A maioria não dava.
Seu cabelo era escuro e comprido, solto sobre os ombros com ondulações suficientes para parecer que tinha sido estilizado para cair fora do lugar. Tinta serpenteava ao longo de uma coxa, aparecendo por baixo da saia — e havia outras, vislumbradas no pulso, outra escondida nas costas. Ela tinha apenas um piercing — no mamilo direito, uma barra que fazia suas blusas esticarem mais do que já esticavam.
Ela era sexo, sem pedir desculpas.
Mas esta noite, ela estava no seu melhor comportamento.
Foi talvez uns bons 10 minutos depois, quando a faixa mudou — algo com uma batida mais pesada e um ritmo mais sujo — que a garota apareceu ao seu lado.
Não dramaticamente. Ela simplesmente deslizou para o espaço no bar, perto o suficiente para tocar, e se inclinou ligeiramente para tentar chamar a atenção do barman.
Tasha a notou primeiro como movimento. Depois como forma.
Ela era pequena, tonificada e com pernas nuas. Uma microssaia jeans estava baixa em seus quadris, desfiada na barra. Sua regata branca grudava em seu peito — sem sutiã, os mamilos levemente visíveis sob o tecido.
"Você também está esperando?" a garota perguntou, olhando de lado para ela. Sua voz era suave, mas elevada um pouco para ser ouvida.
Tasha a olhou completamente pela primeira vez.
Grandes olhos castanhos. Bochechas coradas. Lábios carnudos. Ela era bonita de um jeito um pouco não convencional e parecia ter acabado de ter idade legal para estar em um lugar como aquele. Cabelo castanho claro caía ao redor de seus ombros.
"Aparentemente", Tasha disse, acenando com a cabeça em direção ao barman que ainda estava ocupado servindo misturas na outra ponta.
A garota deu um sorriso sem jeito. "Eu sempre escolho o lugar errado para ficar. Ou sou invisível."
Tasha arqueou uma sobrancelha, sorrindo levemente. "Você definitivamente não é invisível."
Isso a fez rir — um som ofegante e aliviado. Ela afastou o cabelo do rosto e mordeu o lábio.
"Gostei da sua roupa", ela disse, um momento depois. "Você parece..." Ela parou, como se estivesse procurando a palavra certa. "...gostosa."
O sorriso de Tasha se aprofundou, algo malicioso e quase indulgente. Ela gostou do elogio.
"Valeu. Você também não está nada mal."
O barman finalmente se aproximou. A garota pediu uma garrafa de uma bebida à base de vodka.
"Você está aqui com alguém?" a garota perguntou, casualmente, pegando sua bebida.
"Mais ou menos", Tasha disse. "Estou aqui com algumas amigas. Mas elas estão lá dançando e provavelmente na pegação. E você?"
"Sozinha", a garota disse, tomando um gole de sua garrafa. Ela lambeu um pouco da umidade do lábio inferior.
"A propósito, sou a Chloe", ela disse agora. "Desculpa. Devia ter dito."
"Tasha."
Os nomes pairaram entre elas. Outra onda de baixo rolou pela boate.
"Você vem sempre aqui?" Chloe perguntou, os lábios se contraindo com o próprio clichê.
Tasha riu baixinho. "Na verdade não. Ultimamente não. Só... precisava de uma noite."
"Igual."
Ela fez uma pausa, girando sua bebida na garrafa.
"Meu ex odiava lugares assim. Dizia que era cheio de gente desesperada tentando transar com estranhos."
"E agora?" Tasha perguntou.
Chloe deu de ombros. "Agora eu meio que queria ter transado com alguns estranhos."
Tasha deixou as palavras assentarem por um momento. Chloe as dissera de forma leve, quase casual — mas havia algo por trás delas. Um lampejo de calor, ou talvez um lampejo de mágoa.
Ela se virou ligeiramente, encarando-a mais diretamente agora. Uma bota inclinada no chão entre elas, seu próprio drink ainda na mão.
"Parece que tem uma história aí."
Chloe sorriu para sua bebida. "Sempre tem, não é?"
Tasha não respondeu. Apenas esperou.
Chloe exalou suavemente. Não dramática, apenas deixando sair.
"Ficamos juntos por seis anos", ela disse. "Desde a escola. Ele foi meu primeiro. Meu único."
A sobrancelha de Tasha se ergueu ligeiramente.
Chloe percebeu o olhar e sorriu.
"Eu sei. Trágico pra caralho, né? Quase 22 anos e só fiquei com um cara."
"Não é trágico", Tasha disse. "É só... limitado."
Isso fez Chloe rir. "Exatamente."
Ela tomou outro gole, então se recostou no bar ao lado de Tasha, os ombros se tocando de leve.
"Eu pensei que o conhecia. Pensei que estava fazendo tudo certo. A gente não discutia. Transava com frequência suficiente. Fazíamos planos. E então ele me diz que estava comendo uma mulher mais velha. Tipo, uma mulher adulta de verdade. Com hipoteca, emprego, tudo."
Chloe riu de novo, mas havia um tom amargo nisso. "Acho que ela mostrou a ele o que era sexo de verdade."
Tasha inclinou a cabeça. "Mostrou?"
Chloe olhou para ela, os olhos brilhando agora. "Você me diz. Você já roubou o homem de alguém?"
Tasha deu um sorriso um pouco pesaroso. "Não. Mas já peguei alguns emprestados."
Isso fez Chloe ficar quieta por um segundo. Tasha deixou o silêncio permanecer.
Então Chloe olhou para cima. "Você é casada, né?"
"Sou."
"Mas está aqui sem ele."
Tasha assentiu. "Ele sabe onde estou."
"Então você tem permissão para... pegar pessoas emprestadas?"
"Às vezes. Se o clima estiver certo. Se as regras forem respeitadas."
Chloe se inclinou um pouco, sua voz mais baixa agora.
"Que tipo de regras?"
Tasha tomou um gole lento de sua própria bebida, observando-a por cima da borda da garrafa.
"Conversar primeiro. Sem surpresas. Sempre com proteção."
Os lábios de Chloe se entreabriram ligeiramente. Sua respiração prendeu, não dramática, apenas um soluço.
"E ele fica de boa com isso?"
"Fica. Ele pode participar", Tasha disse. "Ou assistir. Embora seja em parte por isso que estou aqui sozinha. Quebrei uma das nossas regras e acho que ele ainda está puto comigo."
Chloe pareceu atordoada por um momento — de olhos arregalados e corada.
"Isso é sexy pra caralho", ela murmurou. "Qual regra você quebrou?"
O sorriso de Tasha se tornou sabido e ligeiramente triste. "Levei um jogo longe demais, não pedi permissão antes de transar com alguém."
Chloe pareceu atordoada.
"Imagino que seu ex não foi feito para esse tipo de acordo", disse Tasha — uma afirmação em vez de uma pergunta.
Chloe riu nervosamente. "Por favor. O sexo era tão baunilha que mal qualificava. Ele tinha um pau mediano e um ego grande demais para ele."
Tasha riu. "Já conheci muitos desses no meu tempo", ela disse. "Só sou melhor em farejá-los agora e evitá-los.
Ela fez uma pausa momentânea, então continuou. "Sou muito sortuda, ou era, ainda sou se conseguir consertar as coisas. Ben é um diamante e nós dois amamos ser aventureiros. Foi mais ou menos como nos conhecemos, e sempre foi a nossa praia."
Tasha pegou o celular na bolsa clutch, sem dizer nada a princípio. Ela apenas deu o mais leve dos sorrisos — o tipo que se curvava no canto da boca e insinuava todas as coisas que ela não estava dizendo.
Então desbloqueou o celular e começou a rolar a tela.
Chloe se inclinou ligeiramente, instintivamente, não muito perto ou invasiva. Apenas... atraída.
A primeira imagem:
Ben de jeans e camisa cinza, mangas arregaçadas, encostado no balcão da cozinha deles com uma taça de vinho e um sorriso leve. Espontâneo e bonito. O tipo de homem que as pessoas notam.
"É ele?" Chloe perguntou.
Tasha assentiu. "É ele."
Deslizar.
Ben de novo — sem camisa agora. Espelho da academia, toalha sobre um ombro. Suor no peito, músculos iluminados pela luz natural, abdômen definido.
Os olhos de Chloe se arregalaram ligeiramente. "Uau. Ok...."
Deslizar.
Ben no sofá. Casual. Cueca boxer baixa nos quadris. Coxas grossas abertas, a mão descansando logo acima da virilha. O contorno do pau visível — mesmo mole, parecia pesado. Substancial.
"Ai, meu Deus", Chloe sussurrou, engolindo em seco.
Tasha olhou para ela, divertida. "Ops, desculpa", ela disse. "Não percebi que essa era a próxima. É demais?"
Chloe balançou a cabeça rapidamente, as bochechas coradas.
"Não. Não é demais. Ele é... isso é mole?"
"Mm-hm."
"Jesus. Ele é maior que o meu ex duro."
Tasha riu. "Sim, ele é bem grande pra caralho."
Chloe não hesitou. "Me mostra."
Tasha fez uma pausa por um momento — não para efeito, mas para considerar. Então ela rolou novamente, mostrando a Chloe outra foto.
Ben duro dessa vez. Grosso, cheio de veias e muito comprido.
Seu pau curvando-se para cima a partir da virilha, sua mão envolvendo a base, a cabeça ruborizada escura e orgulhosa. Um daqueles ângulos que faziam a respiração prender.
Chloe piscou. Sua boca se abriu ligeiramente, então se fechou de novo como se tivesse esquecido como falar.
"Caralho", ela respirou, finalmente.
Ela deu um pequeno passo para trás, como se a imagem tivesse empurrado seu peito.
"Isso é... uau. Ele é enorme."
Chloe ainda estava encarando. Seus olhos se ergueram, meio culpados. "Desculpa, é que... foda. Acho que minha boceta literalmente deu uma palpitada."
Tasha bebericou seu drink e riu.
"Ele também sabe como usar."
Chloe não disse nada a princípio.
Ela simplesmente ficou ali, lábios entreabertos, encarando a imagem como se ela tivesse reconectado algo nela. Uma mão ainda segurando frouxamente sua bebida, a outra agora apoiada na borda do bar, os nós dos dedos brancos.
Tasha a observou. Ela não pressionou, apenas deixou o silêncio se estender.
Por fim, Chloe exalou.
"Me fode", ela sussurrou.
Então, rapidamente, "Desculpa. Eu não queria dizer isso em voz alta."
Tasha ergueu uma sobrancelha, a curva de outro sorriso assombrando sua boca.
"Você está bem?"
"É que..." Chloe engoliu. "Nunca vi nada parecido. Não... não na vida real. Não ligado a alguém real."
Ela tomou outro gole de sua bebida — um pouco rápido demais. Suas bochechas estavam coradas agora, seus olhos mais vidrados, sua voz mais baixa.
"Ele é..." ela tentou de novo. "Ele é lindo. Vocês dois são."
Tasha inclinou a cabeça ligeiramente. Aceitou o elogio como uma rainha aceita uma oferenda.
"E ele é um homem de verdade", Chloe acrescentou. "Não como o garoto com quem eu estava. Nunca tive nada assim — como é transar com um pau desses?"
Tasha sorriu. "Incrível", ela disse, com sinceridade.
Tasha não disse mais nada. Em vez disso, deixou Chloe chegar lá sozinha — o que ela fez.
"Eu provavelmente deveria dar para um cara mais velho com um pauzão assim", Chloe disse, quase rindo de suas próprias palavras. "Só... pela experiência. Se meu ex idiota pôde, por que eu não posso?"
Tasha se virou totalmente para ela agora. Seu corpo de frente para o de Chloe, seu drink descansando no bar atrás dela.
"Talvez você devesse."
Chloe encontrou seus olhos.
Tasha se inclinou, apenas o suficiente para que Chloe pudesse sentir o calor de sua respiração.
— Talvez — murmurou Tasha — eu tenha um em casa, esperando por você.
Chloe não falou, mas também não recuou.
Seu peito subiu levemente. Ela não falou, mas Tasha conseguia ver o pensamento se formando por trás de seus olhos: sim.
Tasha não forçou o momento. Deixou o silêncio se instalar, então se virou de volta para o bar, pegou sua garrafa e deu um gole lento.
Chloe piscou, as bochechas rosadas, o olhar oscilando entre o perfil de Tasha e a tela do celular, agora escura, mas com a imagem do pau de Ben gravada em sua mente.
Ela pegou sua própria bebida e tomou um longo gole.
Quando falou de novo, sua voz estava mais firme.
— Você é sempre tão direta? — perguntou, agora brincalhona. Sem fôlego, mas se recuperando.
Tasha sorriu com malícia. — Só quando sei que vai funcionar. E eu devo algo a ele.
Chloe riu baixinho — e dessa vez, não foi nervoso. Foi elétrico.
Ficaram assim por alguns instantes, ombro a ombro, quadris inclinados um na direção do outro, a boate ainda vibrando ao redor. Luzes piscavam enquanto o DJ mudava para um remix que batia mais forte. Corpos se contorciam na pista como silhuetas líquidas.
Tasha virou a cabeça ligeiramente. — Você está bem?
Chloe assentiu. — Sim. Só... processando.
— Quer se convencer a ir, ou a desistir? — perguntou Tasha.
Chloe olhou para ela, manteve o olhar firme. — Estou tentando pensar em motivos para dizer não — disse ela. — Mas a verdade é que não quero dizer não.
— Tem certeza?
A língua de Chloe passou pelo lábio inferior. Ela deu meio passo para mais perto, a voz mais suave, mais íntima.
— Estou com tesão. Estou curiosa. E com certeza não vou para casa me masturbar e me arrepender de não ter ido com você.
Tasha sorriu abertamente, parecendo satisfeita.
Chloe exalou. — Foda-se. Eu topo.
Tasha ergueu a garrafa, tocando-a de leve na de Chloe. — A novas experiências, então.
Chloe sorriu. — A homens mais velhos com paus enormes.
Tasha riu. — E às mulheres que os trazem.
Engoliram o resto de suas bebidas em sincronia, largaram as garrafas e se viraram em direção à porta.
***
O táxi cheirava a purificador de ar barato de pinho. Não era desagradável, só aquele tipo de cheiro que você não nota até notar, e aí não consegue mais ignorar.
Tasha entrou primeiro, Chloe logo atrás. A porta fechou. A cidade passou borrada. O grave ainda pulsava fraco nos ouvidos delas, vindo da boate. As luzes dos postes rolavam sobre seus corpos em lampejos de ouro e sombra.
As pernas de Tasha se separaram ligeiramente quando ela se ajeitou. A saia subiu alta nas coxas, o couro rangendo de leve. A pele nua de Chloe roçou na dela, joelhos se tocando.
Nenhuma das duas se afastou.
Chloe olhou de lado. Suas pupilas dilatadas, respiração suave. Ela mordeu o lábio sem perceber.
Tasha enfiou a mão na bolsa e puxou o celular.
— Você se importa se eu der um pequeno aviso para ele?
Chloe sorriu nervosa. — Você quer dizer o Ben?
Tasha assentiu.
Chloe hesitou... então sorriu. — Manda.
Tasha desbloqueou o celular. Rolou até Ben.
Digitou a primeira mensagem:
"Espero que não tenha batido uma hoje à noite. Você vai precisar de tudo o que tem."
Enviou.
Ela viu o ícone de digitação aparecer quase instantaneamente.
Ben:
"Devo ficar assustado, preocupado ou de pau duro?"
Tasha riu baixinho. — Ele está dentro.
Tirou uma selfie, com as duas no quadro. Chloe sorrindo timidamente, lábios brilhantes, olhos vivos. O braço de Tasha envolto frouxamente em sua cintura.
Enviou.
Depois outra.
A regata de Chloe puxada só um pouquinho para baixo, o suficiente para mostrar o volume dos seios que brilhavam levemente de suor.
A legenda:
"Ela está curiosa."
Então ela se inclinou para perto de Chloe.
— Você confia em mim?
Chloe engoliu em seco. — Sim.
— Levanta a blusa.
Chloe corou, mas fez o que lhe foi pedido.
Tasha se recostou um pouco e tirou a foto. Sem blusa. Os seios pequenos, mas perfeitos, de Chloe à mostra. Mamilos duros. A foto capturou vulnerabilidade suficiente para torná-la devastadoramente real.
Tasha flagrou o taxista roubando uma olhada pelo retrovisor. Ela sorriu para ele e piscou.
Virou o celular para que Chloe pudesse ver.
— Tudo bem enviar?
Chloe assentiu, a voz um sussurro. — Envia.
Legenda:
"Ela está molhada só de olhar para você."
A resposta de Ben demorou alguns segundos a mais dessa vez.
"Jesus. Puta que pariu, Tash."
Tasha sorriu.
Então, lenta e preguiçosamente, ela passou a mão pela coxa de Chloe, os dedos roçando a borda da saia.
— Sem calcinha, né?
Chloe estremeceu. — Não.
Tasha se inclinou, deu um beijo em sua bochecha, e então deslizou dois dedos entre as pernas dela — só uma provocação, um roçar suave pelos lábios da boceta.
Depois puxou os dedos de volta e os ergueu entre elas.
— Molhada.
A respiração de Chloe ficou presa.
Tasha tirou uma foto. A boceta de Chloe à mostra agora — coxas abertas, monte pubiano aparado, brilhando.
Legenda:
"Ela quer seu pau hoje à noite."
Enviar.
A resposta de Ben veio quase instantaneamente.
"Diz para ela vir. Estou pronto pra caralho."
Chloe enterrou o rosto nas mãos por um segundo, então espiou por entre os dedos, rindo sem fôlego. Sua voz falhou como açúcar derretendo.
— Não acredito que estou fazendo isso...
Os olhos de Tasha brilharam.
— Acredite, bebê. Ele é real. E está esperando por você.
O táxi virou a esquina.
Tasha se recostou, as pernas agora bem abertas, uma mão apoiada na coxa de Chloe.
Nenhuma das duas disse mais nada.
O táxi diminuiu até quase parar, os faróis varrendo a fachada da casa.
Tasha se inclinou para frente, fria e confiante, e tocou no ombro do motorista, entregando-lhe uma nota de vinte.
Ela abriu a porta e, ao fazê-lo, o ar da noite bateu em sua pele — frio, limpo, cortando o calor que haviam construído dentro do táxi. Chloe saiu atrás dela, pernas trêmulas, coração batendo como um alto-falante em seu peito.
Tasha liderou o caminho pela entrada, os quadris balançando devagar, como se soubesse que Chloe estava observando cada passo.
Chegaram à porta. Tasha fez uma pausa e se virou.
A rua estava quieta. Em algum lugar distante, uma sirene soou. Chloe estava logo atrás dela, parecendo de repente muito jovem, mas não fraca. Seus olhos estavam arregalados, a boca entreaberta, o peito subindo e descendo como se ela tivesse corrido.
Tasha se aproximou.
Não para tranquilizá-la, mas para senti-la.
Suas mãos encontraram os quadris de Chloe. Seus rostos agora próximos, a respiração compartilhada.
— Última chance — disse Tasha, a voz sombria. — Tem certeza que topa?
Chloe não falou.
Ela se aproximou, o peito subindo contra o de Tasha. Suas mãos deslizaram até a barra da saia de Tasha, os dedos se apertando, a respiração prendendo.
Por um instante, pareceu que ela poderia se inclinar, que seus lábios poderiam roçar os de Tasha, mas não o fez.
Tasha apenas a observou, silenciosa e sorridente.
O ar entre elas estava carregado de promessa e permissão que era tácita, mas inevitável.
Tasha se virou. Enfiou a chave na fechadura e empurrou a porta, olhando por cima do ombro.
— Você está pronta?
Chloe assentiu, sem palavras.
Tasha sorriu.
— Ótimo. Porque ele está — disse ela enquanto a conduzia para dentro.
***
A porta da frente se abriu com um clique suave, e as luzes do corredor lançaram um brilho suave sobre o assoalho de madeira.
Ben já estava lá, encostado casualmente na parede ao pé da escada, descalço, vestindo shorts de moletom pretos e um moletom justo cinza de manga curta que grudava em seu peito e bíceps. O capuz estava abaixado, e seus braços estavam cruzados.
Seus olhos se fixaram em Tasha. Depois em Chloe. Depois em Tasha de novo.
Ele não sorriu. Também não falou a princípio. Mas seu pau já estava ficando interessado, o contorno nítido sob o algodão macio dos shorts.
Tasha se afastou, os olhos brilhando.
— Eu trouxe um presente para você.
Os olhos de Ben voltaram para Chloe.
Ela estava logo atrás de Tasha, a figura pequena na porta. Houve um momento, apenas meio batimento cardíaco, em que ela hesitou. Então ela deu um passo à frente.
Perto. Perto o suficiente para tocá-lo. Ela olhou para cima, os olhos fixos nos dele, os lábios entreabertos, e se inclinou com intenção clara. Ela ficou na ponta dos pés, indo em direção à boca dele, o corpo já se apertando contra o dele.
Ben segurou sua cintura com mãos firmes e virou a cabeça ligeiramente — oferecendo-lhe a bochecha em vez disso.
Ela vacilou, confusa.
A voz de Tasha cortou o ar. — Uh uh, querida.
Chloe se virou ligeiramente, os olhos arregalados.
Tasha estava logo atrás dela.
— Sem beijos — disse ela, entrando e fechando a porta atrás de si. — Essa boca é minha.
Ben encontrou os olhos de Chloe de novo, e dessa vez ela entendeu.
Ela corou de vergonha, mas ficou excitada mesmo assim. Então se ajustou.
Beijou o pescoço dele em vez disso — a língua roçando sua pele, as mãos deslizando ao redor de sua cintura enquanto seus quadris se esfregavam na coxa dele.
Tasha sorriu docemente. — Isso é melhor. Lá em cima — disse ela. — Agora.
***
O quarto estava escuro e quente. O ambiente cheirava a roupa de cama limpa e gel de banho. Chloe estava no centro, encarando Ben, depois olhando para Tasha, insegura.
Tasha se moveu primeiro.
Ela caminhou até a poltrona no canto do quarto e sentou. Pernas cruzadas, mãos elegantemente apoiadas nos braços da cadeira. Sua saia subiu só um pouco mais.
— Não estou aqui para brincar — disse ela.
Ben ergueu uma sobrancelha. — Não?
Ela sorriu. — Quero ver você aproveitá-la.
Chloe soltou um suspiro quando Ben deu um passo à frente, mas Tasha o deteve com uma palavra.
— Espera.
Ela olhou para Chloe.
— Tire a roupa.
Chloe engoliu em seco, então assentiu.
Seus dedos foram até a barra da regata. Ela a levantou lentamente, puxando-a sobre o estômago, depois sobre o peito. Seus pequenos seios saltaram livres — mamilos duros e escuros na luz baixa. Ela largou a blusa no chão.
Ela enfiou os polegares no cós da saia e a deslizou pelas pernas. Sem calcinha, apenas nua por baixo.
Ben a observou o tempo todo, sentado na beirada da cama, enquanto Tasha o observava.
Seu pau estava latejando agora, pressionado contra a frente dos shorts.
Chloe se moveu para frente, lentamente, nervosa, mas atraída — como se a gravidade a estivesse puxando direto para ele.
A voz de Tasha os deteve novamente.
— Sem se conter — disse ela, dirigida a Ben, enquanto descruzava as pernas.
— Quero que você a foda como se falasse sério.
Os olhos de Ben se fixaram nos dela e suas mãos alcançaram Chloe.
***
Ben se levantou da cama, lentamente, e alcançou a barra do moletom. Ele o arrancou em um movimento suave, jogando-o de lado, revelando toda a largura de seu peito e braços. Seu corpo era esculpido pelo trabalho duro, não pela vaidade. Veias saltavam altas em seus antebraços. Seu abdômen se contraía a cada respiração.
Chloe olhou fixamente, sem fôlego. Seus lábios se entreabriram, o peito subindo e descendo.
Ele encontrou seus olhos.
— Você está bem? — perguntou.
Ela assentiu, mas foi trêmulo.
Então, como que puxada pelo instinto, ela se aproximou. Seus dedos encontraram o cós dos shorts dele e pausaram. Ela olhou para cima uma vez — um último momento de hesitação — então enganchou os dedos e puxou.
O tecido deslizou sobre seus quadris.
Sua respiração ficou presa. Uma inspirada completa e aguda. Sua mão voou para a boca.
O pau dele era ainda maior ao vivo.
Mesmo mole, tinha presença. Mas agora — totalmente duro — era uma arma do caralho. Grosso, cheio de veias, imponente. Curvava-se ligeiramente para cima e para frente, a cabeça inchada e escura.
— Ai, meu Deus — ela sussurrou.
Sua mão se estendeu como se incerta — então o envolveu.
Ele encheu a palma da mão dela. Seus dedos não se encontravam. Seu polegar acariciou ao longo de uma veia. Ela exalou, então caiu de joelhos.
Seus lábios se entreabriram. Ela beijou a cabeça primeiro — gentilmente. Hesitante. Depois de novo. E de novo. Sua língua lambeu a coroa, saboreando-o.
Ben apoiou uma mão levemente em sua cabeça. Sua voz era calma e segura.
— Começa devagar — disse ele. — Usa a língua. Só vai se acostumando com o formato.
Ela rodou a língua ao redor da cabeça. Lambeu ao longo do tronco. Colocou-o na boca um centímetro de cada vez. Sua mandíbula se esticou.
— Mão na base — ele murmurou. — Usa as duas se precisar.
Ela obedeceu. Uma mão segurando firme, a outra acariciando abaixo.
— Não precisa engolir tudo. Foca no ritmo.
Ela assentiu ao redor do pau. Sua saliva já o estava cobrindo. Os sons eram molhados e obscenos. Sua inexperiência transparecia — o jeito que ela tirava a boca para respirar com muita frequência, os pequenos engasgos, os olhos arregalados.
Mas seu desejo era claro. Ela queria agradar.
Ben gemeu baixinho, a mão se apertando em seu cabelo. — Isso aí. Assim mesmo...
E enquanto ela chupava, seus dedos desceram entre as coxas dela — roçando sua boceta, provocando-a.
Ela engasgou com ele na boca.
Ele enfiou dois dedos dentro, lento e fundo.
Ela gemeu. Suas costas arquearam. Seus joelhos fraquejaram.
— Que boceta apertadinha — ele rosnou.
Tasha, ainda observando de seu assento, cruzou as pernas para o outro lado. Seus dedos já haviam mergulhado por baixo da saia.
Ben puxou Chloe para cima, ergueu-a como se ela não pesasse nada — e a carregou para a cama. Deitou-a gentilmente, suas pernas se abrindo instintivamente.
Ele se ajoelhou entre elas, agarrou suas coxas, e baixou a boca, beijando seus seios e depois descendo pelo esterno até alcançar sua boceta.
Ela soltou um gritinho a princípio, depois engasgou quando a língua dele a trabalhou. Lambidas longas. Depois estalos curtos e focados sobre seu clitóris. Depois de volta. Dois dedos deslizaram para dentro de novo — se curvando exatamente do jeito certo — e ele a devorou.
Suas mãos agarraram os lençóis.
— Porra... ai, meu Deus... porra...
Seu corpo se retesou. Sua respiração ficou presa, e então ela gozou — forte e tremendo, as coxas se apertando ao redor da cabeça dele, as costas arqueadas para fora da cama.
Quando finalmente relaxou, sem fôlego, ela o alcançou.
— Por favor — ela arfou. — Me fode. Mas... vai com calma. Você é...
Ben se levantou. Seu pau ainda brilhava de saliva e balançou pesadamente quando ele se aproximou.
Tasha se levantou agora, calma e no controle.
Ela ergueu uma pequena embalagem dourada.
— Você vai precisar de um desses.
Ela a rasgou.
Magnum XL.
Ela olhou para Chloe. — Aposto que seu ex não precisava desse tamanho.
Chloe balançou a cabeça melancolicamente.
Tasha se aproximou. Pegou o pau de Ben em uma das mãos. Ela desenrolou a camisinha lentamente, apertando-o na base.
Então se inclinou para sussurrar: — Faça-a se lembrar disso para sempre.
***
Ben ficou na beirada da cama, pairando sobre ela.
Chloe estava de costas agora, pernas abertas, braços estendidos, o peito subindo e descendo como se ela tivesse corrido uma milha. O suor brilhava levemente em sua pele. Sua boceta, ainda molhada da língua dele, se contraía em pequenos pulsos involuntários enquanto ela olhava para cima para ele — então para baixo.
Para seu pau.
Seus olhos se arregalaram de novo. Aquele pau. Grosso. Longo. Envolto firmemente em látex, mas ainda intimidador — talvez ainda mais. Bonito de um jeito que reprogramou sua ideia de sexo. Tinha parecido grande nas fotos, mas agora parecia algo que deveria vir com um aviso.
Ben subiu na cama lentamente, os músculos ondulando a cada movimento. Ele se apoiou acima dela, descansando uma mão ao lado de sua cabeça, a outra deslizando pelo corpo dela — do seio, à cintura, à parte interna da coxa.
Ele beijou seu pescoço. Então se afastou, os olhos fixos nos dela.
— Você está pronta? — perguntou, a voz agora áspera, mas carregada de contenção.
Chloe assentiu.
Ben se abaixou. Guiou seu pau para a posição.
A cabeça pressionou contra sua entrada — larga e firme.
Chloe engasgou. Seu corpo se encolheu como se não soubesse o que fazer — como se sua boceta o estivesse recusando, apertada demais, chocada demais para deixá-lo entrar.
Ben não forçou. Ainda não. Ele beijou sua garganta de novo, mais lentamente dessa vez. — Só respira.
Ela assentiu, a apreensão clara.
Então ele fez um impulso gentil — apenas o suficiente para rompê-la, a cabeça de seu pau entrando com um esticamento delicioso.
Chloe gritou, não de dor, mas de uma onda de sensação que ela nunca havia sentido antes. Suas mãos agarraram os lençóis. Suas coxas tremeram.
Ben beijou sua têmpora. — Você está indo perfeitamente. Só respira. Você consegue.
Ele ficou parado por um momento, deixando-a se ajustar. Sua boceta se agarrou a ele como se não tivesse certeza se deveria soltar ou puxá-lo mais fundo.
Ele recuou só um pouco, então empurrou de novo — outro centímetro.
Chloe engasgou. Sua cabeça rolou no travesseiro. — Porra... ai, meu Deus... é tanto...
— Devagar — Ben murmurou. — Vamos com calma.
Ele balançou os quadris gentilmente, dando-lhe mais a cada estocada. Centímetro por centímetro. Sua boceta se esticou ao redor dele, sua respiração ficando irregular.
Ele estava talvez na metade quando ela soltou um gemido agudo e pressionou a palma da mão contra o peito dele.
— Espera. Só... espera.
Ele congelou.
Os olhos de Chloe estavam vítreos.
— Nada nunca... foi tão fundo. Ou tão... cheio.
Ben sorriu suavemente e assentiu. — Vai com calma.
Tasha se mexeu na cadeira — uma mão ainda preguiçosamente entre as coxas, a outra agora apoiada sobre o seio. Seus olhos não saíam deles.
Depois de um momento, Chloe soltou um longo suspiro. Depois outro. Sua mão deslizou do peito de Ben para seus quadris.
Ela deu um pequeno puxão para frente.
— Ok — ela sussurrou. — Me dá mais.
Ben obedeceu.
Ele começou devagar de novo — raso, raso... depois mais fundo. Não rápido. Medido. Controlado. Seu ritmo hipnótico:
Devagar... devagar... rápido.
Raso... raso... fundo.
O corpo de Chloe começou a responder. Seus engasgos se transformaram em gemidos. Seus quadris começaram a se erguer para encontrá-lo. Suas mãos cravaram em suas costas, depois deslizaram para sua bunda.
Ela o puxou para dentro. Mais fundo ainda.
Tasha se inclinou para frente agora, pernas abertas, seu próprio prazer aumentando com a visão de Chloe sendo aberta e possuída por seu marido.
Chloe gemeu no pescoço de Ben, a voz abafada, mas cheia de necessidade: — Mais. Por favor... porra... mais.
***
Ben diminuiu. Então ele puxou para fora.
Chloe gemeu com a ausência súbita — seu corpo se contraindo ao redor do nada, abandonada e querendo, arregalada e escancarada, sua boceta ainda pulsando ao redor do fantasma do pau dele.
Então ele a pegou pelos quadris. Não rudemente, não suavemente. Apenas com firmeza e deliberação.
Ele a rolou de lado, depois a pôs de joelhos.
— De bruços — disse ele.
O corpo dela obedeceu antes que a mente alcançasse — maleável e zonzo de sexo. Ela enterrou o rosto no travesseiro, traseiro empinado, coxas bem abertas.
Ben se ajoelhou atrás dela.
Tasha soltou um suspiro agudo na poltrona de canto. A mão ainda estava entre as coxas, dois dedos enterrados até os nós. A outra mão deslizara por baixo da blusa para beliscar o mamilo piercing. Os olhos não deixavam a boceta inchada de Chloe.
Ben se posicionou. Agarrou os quadris dela e empurrou para dentro.
Chloe gritou contra o travesseiro — um som cru e indefeso — enquanto o pau dele a preenchia de novo. Por trás, o ângulo mudava tudo. Parecia mais fundo. Mais duro. As paredes internas dela se apertaram, esticaram, tremeram quando ele se inseriu por completo, centímetro por centímetro lento.
"Meu Deus... porra..." ela arfou.
Ben começou a se mover de novo — estocadas longas, lentas e profundas. Ele não socava. Arrastava-se para dentro e para fora dela — cada estocada como uma onda, pesada e incontrolável.
Toda vez que os quadris dele batiam no traseiro dela, ela sacudia. Toda vez que ele saía, o corpo dela tentava seguir.
As costas dela arquearam. A respiração falhou. As mãos se cravaram no edredom.
Cada estocada acendia fogos de artifício dentro dela — novos nervos, novas profundidades, um prazer tão rico que quase doía.
Tasha observava o traseiro de Ben contrair, o ritmo medido, deslumbrante, devastador. Observava o buraco de Chloe esticado e aberto ao redor da base do pau dele, agarrando-se como se não suportasse soltá-lo.
Ben mudou a pegada, uma mão subindo pela espinha de Chloe, empurrando-a um pouco mais para baixo.
A voz dele era calma e dominante.
"Aguenta."
Chloe soltou um som que estava entre um soluço e um gemido.
Ele acelerou o ritmo.
Cada estocada a impulsionava para a frente e a cabeceira rangia.
A voz dela agora saía em arfadas — curtas, esganiçadas, indefesas. "Vou... porra... meu Deus, eu vou... PORRA!"
O corpo dela se apertou ao redor dele, súbito e violentamente intenso, enquanto gozava com força. As costas em espasmo. A boca aberta contra o travesseiro. Soltou um gemido longo e entrecortado.
Então desabou — os braços cederam, o corpo afundando reto no colchão, a bochecha no travesseiro, ainda ofegante.
Ben se afastou um pouco, mas permaneceu dentro dela, segurando os quadris como se precisasse mantê-la ancorada.
Tasha estava inclinada para a frente na poltrona agora. Uma perna apoiada no braço. A boceta reluzindo na luz baixa. Os dedos não tinham parado.
Ben olhou por cima do ombro.
"Ela ainda não acabou."
***
Chloe ainda estava se recuperando quando Ben escorregou para fora dela — lenta e deliberadamente — deixando-a esticada e pulsando.
Ele a guiou para o lado com mãos firmes. Com gentileza, mas com controle total. Ela não resistiu. Deixou que ele a movesse como se fosse dono de cada centímetro dela.
Ben deitou-se atrás dela, perto, mas ainda sem se apertar. Ergueu a perna direita dela e a prendeu sobre a coxa dele, abrindo-a.
"Mantenha os quadris inclinados", disse ele, a voz baixa e firme no ouvido dela. "Assim mesmo."
Ela assentiu. Sem fôlego. A pele corada. O corpo ainda fraco do último orgasmo.
Então ele se posicionou de novo.
O pau pressionou a entrada dela. Ele escorregou para dentro com uma estocada lenta e trituradora — mais fundo dessa vez, angulando para cima, preenchendo-a de um jeito que a fez arfar e arquear.
"Jesus... porra... isso é tão fundo."
"Isso mesmo", murmurou ele, lábios no ouvido dela. "Você está indo tão bem, caralho."
A mão dele contornou a frente dela — uma palma enrolando-se sob o seio, apertando. Rolando o mamilo entre o dedo e o polegar. Chloe gemeu baixinho, o corpo se retesando.
"Me diga o que você quer", ele disse.
"Só me fode", ela arfou. "Por favor... me fode assim."
Ele deu a ela com estocadas profundas, ondulantes e implacáveis. A cama balançava no ritmo. Os gritos de Chloe eram mais agudos agora — mais cortantes e desesperados. A outra mão de Ben deslizou pela barriga dela, entre as pernas.
O clitóris dela estava inchado e duro. Ele o encontrou com dois dedos e começou a dedilhar — movimentos curtos, rápidos e precisos enquanto estocava nela, sincronizando o movimento perfeitamente.
Dedilha. Dedilha. Estoca.
Dedilha. Dedilha. Fundo.
A boca de Chloe se escancarou. Ela ficou em silêncio por meio segundo — como se o corpo não conseguisse processar o que estava acontecendo.
Então o orgasmo veio.
Não como antes.
Esse a dilacerou de fora para dentro — clitóris primeiro, depois boceta, depois espinha. O corpo inteiro dela sacudiu. A perna teve espasmos contra o quadril dele.
"Ai, Deus... não para... não para..."
Ele não parou. O pau permaneceu fundo, os quadris impulsionando, os dedos nunca deixando o clitóris dela.
Ela gozou de novo — ou talvez nunca tivesse parado. O corpo perdeu o controle, cavalgando o ritmo.
Tasha gemeu baixinho do canto, observando Chloe se desfazer no pau e nos dedos do marido.
Ben rosnou baixo na garganta. A mão apertou o seio dela com mais força, a boca perto do ouvido de novo.
"Você queria saber como é sexo de verdade?" ele sussurrou.
Chloe não conseguiu responder.
Ben recostou-se, o peito arfando, suor perolando a clavícula. O pau erguia-se grosso e orgulhoso, molhado e pulsando em antecipação.
Estendeu a mão.
"Vem aqui."
Chloe engatinhou na direção dele de quatro, atordoada, o cabelo grudado nas têmporas. Movia-se como uma garota possuída — sem controle, mas disposta.
Ben segurou a cintura dela, virou-a gentilmente e então a ergueu com facilidade.
Ela arfou enquanto ele a suspendia sobre o pau — a cabeça grossa se aninhando contra a entrada dolorida e melada dela — e então lentamente, com mãos firmes nos quadris, a fez descer.
Chloe gritou quando ele a preencheu de novo — cada centímetro esticando, mas dessa vez, ela estava no controle.
A voz de Ben estava firme. "Pegue o que quiser."
Ela gemeu baixinho.
Ele a guiou com as mãos — não quique ainda, rebola, círculos lentos com os quadris, depois vai e vem. O clitóris dela roçava a pélvis dele a cada movimento, a cada inclinação dos quadris.
"Isso mesmo", disse ele, observando-a. "Cavalga. Rebola. Se faz gozar no meu pau."
Ela gemia alto agora, uma mão no peito dele, a outra enrolando-se atrás da própria cabeça. O corpo arqueava, os peitos balançando, corados e lindos.
O cabelo caiu sobre o rosto.
Os olhos se fecharam. O queixo caiu. Começou a se mover mais rápido, perseguindo o prazer, os quadris rebolando em oito frenéticos.
Ben podia senti-la se contraindo ao redor dele.
Olhou por cima do ombro dela.
Tasha ainda estava na poltrona — pernas abertas, um brinquedo preto enterrado na boceta, a mão fazendo círculos lentos sobre o clitóris. A outra mão apertava o seio com força. Os olhos nunca os deixavam. Ela estava sorrindo.
A pegada de Ben apertou nos quadris de Chloe. "Goza pra mim."
"Eu... porra... eu..." Chloe arfou.
O ritmo dela falhou, depois disparou.
O corpo sacudiu, a mão espalmou-se sobre o peito dele, unhas cravando. As costas arquearam alto quando o orgasmo veio — duro e rápido, molhado e profundo. A boceta se apertou em volta do pau dele, e ela gritou, o rosto contorcido, coxas tremendo.
Ela gozou com força, cavalgando até o fim, cada nervo em chamas enquanto o corpo corcoveava e rebolava em ondas selvagens e desesperadas.
Ben a segurou durante tudo. Observou-a quebrar e florescer ao mesmo tempo. Observou Tasha se tocar com mais força agora, os olhos devorando cada detalhe.
***
Chloe finalmente desabou para a frente, trêmula, colapsando contra o peito de Ben — ainda ofegante, o rosto enterrado na curva do pescoço dele.
O corpo dela estava rosado de calor, os mamilos rijos, a boceta vermelha, inchada, escancarada — usada de um jeito que ela nunca tinha experimentado antes.
Ben a virou de costas e se ajoelhou entre as pernas dela, só a observando por um momento.
Ele encarou a boceta dela e sorriu para si mesmo. Ela parecia arruinada. Lindamente. Como algo selvagem finalmente domado. Uma garota que nunca tinha sido fodida assim antes — e nunca mais seria a mesma.
Chloe olhou para ele — olhos desfocados. Parecia bêbada de pau e porra.
O pau de Ben pulsou — ainda duro como pedra, mas diferente agora. Mais furioso. As veias saltavam ao longo do tronco como se fossem estourar. A cabeça era roxa escura, reluzente, quase grande demais para a camisinha esticada ao redor. Parecia que podia se romper a qualquer segundo.
Ele se curvou para a frente, beijou a barriga dela uma vez, então pegou um travesseiro.
"Levanta os quadris."
Ela obedeceu, fracamente.
Ele deslizou o travesseiro sob o traseiro dela, elevando-a o suficiente. Então pegou as pernas dela e as jogou sobre os ombros.
Sem cerimônia agora. Sem perguntas. Apenas pura e final fodelança. Ele se posicionou e se enfiou nela. Todo ele, numa estocada brutal e perfeita.
Chloe gritou. As mãos voaram para a cama, agarrando como se tentasse não cair da beirada do mundo.
Ben começou a martelá-la — quadris estalando, estocadas impiedosas. Cada movimento a empurrava cama acima, fazia os peitos balançarem, o queixo cair e as costas arquear.
Tasha gemeu alto da poltrona — dedos melados com o próprio suco, trabalhando-se enquanto via Chloe ser fodida de novo.
Ben estendeu a mão entre eles — uma mão prendendo o quadril de Chloe, a outra encontrando o clitóris dela, melado e inchado. Circulou rápido, depois dedilhou com força enquanto o pau martelava dentro dela.
O corpo inteiro de Chloe tremeu enquanto ela se despedaçava mais uma vez.
O quinto — talvez sexto — orgasmo a rasgou, violento e molhado, a boceta em espasmos, costas arqueadas, enquanto ela gritava para o teto.
O ritmo de Ben falhou. O pau pulsou dentro dela.
Ele estava lá.
"Porra..."
Ele saiu rápido, arrancou a camisinha e enrolou a mão em volta do tronco.
Só duas punhetadas. Foi o que bastou.
Com um rugido profundo e gutural, ele gozou — duro e quente, jatos grossos e brancos de porra explodindo do pau. O primeiro esguicho acertou o clitóris dela. O segundo espirrou pela barriga. O terceiro caiu no monte, o seguinte escorrendo entre as coxas, lambuzando os lábios da boceta, pingando na fenda do traseiro.
Tanta porra. Cobriu-a, por toda parte.
O gemido de Tasha na poltrona foi meio soluço. Os dedos ainda trabalhando.
Ben ajoelhou-se ali, peito arfando, pau pulsando na mão, observando o presente da esposa jazer sob ele.
***
Chloe estava deitada de costas, membros esparramados, boca entreaberta. Os olhos mal focavam. O peito subia e descia em ondas curtas e superficiais.
Ela estava bêbada de pau, fodida até ficar em carne viva e cheia, lábios separados num meio sorriso. A pele brilhava. A boceta estava vermelha, inchada e mais escancarada do que nunca. Listras grossas da porra de Ben ainda cobriam o monte, as coxas, a barriga. A curva acima da boceta cintilava.
Ben agora estava sentado na beirada da cama, peito arfando, braços frouxos. O pau ainda meio duro e pulsando suavemente.
Do outro lado do quarto, Tasha se levantou.
Ela caminhou lentamente até a cama — sem pressa. Cada passo deliberado. A saia de couro preta ainda grudada nos quadris. As botas pesadas nas tábuas do chão. Os dedos reluziam de onde estiveram enterrados na própria boceta encharcada. Os olhos estavam famintos.
Ela não falou.
Ficou ao lado da cama, olhou para a cena — o marido radiante de prazer, a garota corada, arruinada e radiante.
Olhou para Ben. Ele retribuiu o olhar.
Então voltou o olhar para o corpo de Chloe — a bagunça melada entre as coxas, a inundação branca manchada pintada pela boceta e barriga.
Tasha caiu de joelhos. Inclinou-se para perto — o rosto a centímetros do âmago da outra mulher.
"Preciso provar o que ele deixou em você", ela sussurrou.
E então lambeu. Longa, lenta e deliberadamente — da base da boceta de Chloe até o clitóris. A língua recolheu a porra de Ben das dobras, os lábios captando as partes mais grossas lambuzadas pela fenda. Gemeu baixo ao provar.
O corpo de Chloe sacudiu. Ela arfou — superestimulada e acesa de novo.
Tasha não parou.
Subiu — lambendo o monte de Chloe, o osso púbico, as listras de branco pela barriga. A língua estava ávida. Chupou uma linha de porra limpando a barriga de Chloe com um rosnado baixo e sujo na garganta.
Ben observava, mesmerizado.
Chloe soltou um gemido agudo e trêmulo. Tasha olhou para cima — a boca reluzente de porra, o queixo molhado, os olhos ardendo.
Ela sorriu, selvagem e perversa. Depois lambeu os lábios.
"Acho", disse ela, a voz baixa e convicta, "que ela está pronta para o round dois."