Contos eróticos para ler inteiros.

Sexo a Dois

O Provador

lili_rodrogues20 min

Esta é minha primeira submissão de história. Ficaria grato por qualquer feedback!

O sino acima da entrada soou suavemente, e Asha ergueu os olhos de sua pilha de camisas perfeitamente dobradas. Ela não via outro ser humano há mais de duas horas, então o som a arrancou de um devaneio tranquilo.

Então seus olhos encontraram os dele.

Tyler.

Professor Tyler, tecnicamente, mas ele não era mais seu professor. Sua respiração ficou presa na garganta por um instante antes de ela suavizá-la com uma calma praticada. Ele estava exatamente como ela lembrava — um pouco desgrenhado de um jeito estudado, alto, com olhos gentis e uma voz que sempre a fazia se inclinar um pouco mais. A barba estava mais cheia agora, os olhos cansados, mas ainda perspicazes.

Ele sorriu. "Ei. Asha?"

Ela se endireitou e prendeu uma mecha de cabelo escuro atrás da orelha. "Oi, Professor."

"Tyler", ele corrigiu gentilmente.

Deus, ela pensou. Até a voz dele ainda mexe comigo.

Ele olhou ao redor. "Eu, hã... preciso de uma calça. Corte slim, algo escuro. Também estou procurando um vestido."

"Para você ou para outra pessoa?" ela perguntou com um tom suave e provocante na voz.

Tyler deu uma risada curta, quase envergonhada. "Para minha ex. Vou encontrá-la hoje à noite."

Ex.

As sobrancelhas de Asha se ergueram levemente antes que ela disfarçasse com um sorriso. "Ah. Território perigoso."

Ele assentiu com um meio sorriso. "É. Tentando ser... diplomático."

Ela fez um gesto com a mão, convidando-o a entrar mais na loja. "Vamos começar com a calça. O vestido a gente vê depois."

Enquanto caminhavam lado a lado para a seção mais privada dos fundos, Asha o olhou de relance. A mesma energia quieta e pensativa. A mesma voz profunda em que ela pensava ao tentar dormir depois de noites de estudo até tarde. Ela sentiu um lampejo de calor no peito e rapidamente mudou o foco.

"Que tipo de vestido você está pensando para ela?" ela perguntou casualmente.

"Não sei. Algo elegante. Não muito chamativo. Apenas algo bonito que... possa lembrá-la."

A voz de Asha saiu mais leve do que ela esperava. "Qual é o tom de pele dela?"

Tyler fez uma pausa por um segundo. "Hm... meio morena? Como a sua."

Isso a fez parar por um instante. Seu coração saltou uma batida.

"Ah", ela disse, olhando para ele de novo. "E... o corpo dela?"

Ele hesitou novamente. Então: "Sinceramente? Ela se parece muito com você."

Asha sentiu aquilo como um raio silencioso. Seu corpo vibrou.

Ele namorou alguém como eu. Que tocou nele. Beijou ele. Montou nele. Deixou ele desmontá-la. E agora ele está aqui. Comigo.

O calor começou entre suas pernas antes mesmo que ela percebesse. Ela ajustou levemente sua postura e mordeu a parte interna da bochecha para manter os pensamentos sob controle.

Ela o levou à seção masculina e começou a procurar, os dedos deslizando pelos tecidos até encontrar um par que abraçaria nos lugares certos.

"Estas", ela disse, estendendo uma calça slim cinza-escuro com alta contagem de fios e um leve estiramento. "Experimente. São feitas para alguém com a sua... estrutura."

Ela se flagrou olhando para a cintura dele. Ombros largos, tronco afilado. Ela já tinha imaginado mais de uma vez o que havia por baixo das aulas dele.

Tyler assentiu e pegou a calça com um sorriso agradecido, desaparecendo no provador. A loja voltou ao seu silêncio. Asha se recostou na borda de um expositor e se permitiu sentir a pulsação silenciosa do desejo.

Se ela se parecia comigo, ele a tocava como eu queria que ele me tocasse? Ele beijava o pescoço dela devagar antes de empurrá-la contra a parede? Ele sussurrava para ela entre as estocadas?

Ela apertou as coxas uma contra a outra, com força.

Então ela o ouviu chamar, a voz tensa: "Asha?"

Ela se endireitou. "Sim?"

"Estou com um problema."

Ela piscou, então caminhou até o provador. A porta estava entreaberta, e ele estava ali, a calça meio fechada, mas claramente presa no zíper. Seus olhos se demoraram.

"Oh." Ela tentou soar neutra. "Deixa eu..."

Ela se ajoelhou na frente dele, perto o suficiente para sentir seu cheiro — limpo e masculino, com um leve traço de colônia. Seus dedos foram para o zíper, fazendo o possível para evitar o volume que pressionava por trás do tecido. Ela sentiu o calor subir às suas bochechas.

"Desculpe", ele murmurou.

"Tudo bem", ela disse suavemente, mexendo no zíper, as pontas dos dedos roçando de leve em sua cueca boxer. Ela sentiu a tensão no corpo dele, a respiração contida, a pressão inconfundível por baixo.

O zíper se recusava a ceder. Asha deixou as mãos caírem e olhou para cima, de onde estava ajoelhada.

"Talvez ele se solte sozinho", ela disse, a voz mais baixa do que antes. "Por que não vamos ver o vestido enquanto esperamos?"

Ela se levantou devagar, roçando o braço nele de leve ao se erguer.

Ela não encontrou os olhos dele. Não conseguia. Seu rosto estava queimando, e seu corpo inteiro estava alerta, vibrando, molhado.

Ela se virou e caminhou à frente dele, sabendo que ele estava observando seus quadris se moverem, e sabendo que ele estava pensando em tudo o que ela acabara de tocar.

Ela parou perto da seção formal feminina, olhando para trás com um sorriso educado para reiniciar o momento. Sua voz mudou, leve e profissional novamente. "Então, hora do vestido. Você quer algo elegante. Classe, mas... talvez um pouco memorável?"

Tyler assentiu, visivelmente tentando sacudir a estática dos últimos minutos. "Exatamente."

Ela examinou os cabides com propósito, então fez uma pausa quando seus dedos encontraram o tecido — sedoso, preto, tomara-que-caia. Um modelo justo ao corpo, finíssimo, que brilhava suavemente sob as luzes. Ela o tirou do cabide e o segurou entre eles.

"Este pode ser mais ousado do que você estava imaginando", ela disse com cuidado. "Mas é lindo."

"Parece incrível." Os olhos dele percorreram o comprimento do vestido, então se voltaram para ela. "Só estou pensando como ficaria nela."

As palavras pairaram no espaço entre eles, e por um segundo Asha apenas ficou ali, o coração batendo forte.

Nela. Como eu.

Seus dedos agarraram o cabide com força. Ela mordeu a parte interna da bochecha. Uma voz interior sussurrou — perigosa, curiosa.

E se eu me oferecesse?

Ela respirou fundo, mantendo a voz gentil, quase hesitante. "Ajudaria... se eu o experimentasse?"

Tyler piscou. "Você faria isso?"

Asha desviou o olhar timidamente, a voz agora mais baixa. "Quer dizer, se ajudar."

Ele ficou em silêncio. Ela não ousou olhar para o rosto dele.

Então: "Oh, isso é tão generoso da sua parte. Bem... está bem? Mas só se você se sentir confortável."

Ela assentiu rapidamente, as mãos já tremendo enquanto se virava e caminhava para o provador com o vestido sobre o braço. Seu pulso estava acelerado quando ela fechou a porta atrás de si, recostando-se nela por um segundo para expirar.

Que diabos estou fazendo?

Ela abriu o zíper do vestido e saiu de sua saia modesta, sua blusa, dobrando-as cuidadosamente. O vestido era leve como água, o tecido suave sob seus dedos. Ela o vestiu, mas quando começou a puxá-lo para cima, fez uma pausa. As alças do sutiã — finas e brancas — se destacavam como neon contra o recorte do decote.

Ela se virou, tentando ajustar. Não importava o que fizesse, as alças arruinavam o efeito. O vestido exigia mais.

Não posso usar isso com sutiã. Com este não.

Ela se encarou no espelho.

Mas se eu tirar... Seus olhos desceram. Seus mamilos já estavam firmes, a ideia do que estava fazendo disparando calor direto pelo seu peito. Seria demais? Ele notaria? Eu gostaria que ele notasse?

Ela engoliu em seco.

Então ela levou as mãos para trás, desenganchou lentamente o sutiã, e deslizou as alças pelos braços. Ela o deixou cair silenciosamente na pilha de roupas, deixando seus seios nus sob o tecido preto e sedoso.

Quando ela puxou o vestido novamente, ele abraçou seus quadris e cintura como uma segunda pele, grudando em cada curva. A parte de cima se moldou ao seu peito, apertando apenas o suficiente para levantar, para dar forma.

Seus mamilos estavam visíveis — quase nada — mas estavam lá. Seu estômago se agitou.

Ela se virou, se contorceu, olhou de todos os ângulos. As costas eram decotadas, os lados beijavam suas costelas. Sua pele brilhava contra o tecido escuro.

Isso é tão... sexy... revelador.

Ela hesitou na cortina.

Ele vai ver tudo. Mas eu me ofereci. Eu disse que faria isso.

E parte dela queria que ele visse.

Deixar ele ver o que não deveria.

Ela fechou os olhos por um momento, encontrou seu centro, então lentamente puxou a cortina e deu um passo para fora.

O ambiente estava silencioso, exceto pelo zumbido do ar-condicionado.

Tyler se virou. Seus olhos se arregalaram, e ele pareceu esquecer como falar por um segundo.

Asha ficou ali, os braços gentilmente ao lado do corpo, olhando para ele com uma expressão incerta. "E então?"

Os olhos dele percorreram seu corpo, lentos e reverentes. De seus ombros nus à sua cintura, demorando-se no suave inchaço de seus seios sob o tecido.

"Está... incrível", ele disse finalmente, a voz grossa.

Asha não se moveu. Seu coração batia contra as costelas. Cada centímetro de sua pele parecia elétrico.

Estou fazendo isso. Deixando ele olhar. Deixando ele se perguntar.

Asha sorriu, as bochechas quentes. "Você acha?" ela perguntou, bancando um pouco de timidez. Suas mãos alisaram o vestido como se o estivessem ajustando, embora nada precisasse de ajuste. Estava perfeito — e ela sabia disso.

Tyler assentiu. "Quer dizer... não sei. Talvez seja... revelador demais?"

Asha inclinou a cabeça pensativamente, fingindo considerar com estrito profissionalismo, embora seus olhos brilhassem.

"Hmm", ela disse. "Vamos ver."

Ela se virou levemente, apresentando-se de perfil. O tecido capturou a luz, chamando a atenção para a linha delicada de sua cintura, o suave volume de seus quadris. Ela se inclinou um pouco para frente, em direção a ele, inspecionando seu reflexo no espelho da parede distante. Sua postura mudou sutilmente — apenas o suficiente para que o decote baixasse com ela.

"Do seu ângulo", ela disse, a voz levemente provocante, mas ainda calma, "o que você vê?"

Tyler abriu a boca, mas nada saiu.

Ela deixou o silêncio se prolongar, então sorriu levemente. "Tudo bem. Eu narro."

Ela se inclinou um pouco mais, os braços ao lado do corpo para que nada obscurecesse a visão. "Você provavelmente está vendo só a curva de cima. O tecido está justo — mas não muito. Ele fica no lugar." Seus dedos deslizaram pelos lados, ajeitando o vestido na posição perfeita. "Não está abrindo. Não está escorregando. E já que estou sem alças..."

Seu olhar encontrou o dele.

"... a linha fica mais limpa."

Tyler parecia estar se esforçando muito para ser educado. Como se estivesse tentando não deixar os olhos baixarem.

Mas eles baixaram.

Asha se endireitou com uma risada suave na garganta, então se virou e caminhou até o banco almofadado no centro do provador. A fenda do vestido se movia levemente a cada passo, mostrando lampejos de coxa a cada movimento.

"Agora a parte de baixo", ela disse, sentando-se graciosamente na beirada do banco. "Precisamos testar o que acontece quando alguém se senta."

Ela cruzou uma perna sobre a outra, lentamente. Depois descruzou, e cruzou novamente do outro lado.

O vestido subiu mais, apenas dois ou três centímetros — mas o suficiente.

"Você consegue ver alguma coisa?" ela perguntou, a voz casual, clínica.

Tyler parecia estar tentando não piscar.

Ela inclinou a cabeça. "E então?"

Ele pigarreou. "Na verdade, não."

Mentiroso.

Ela podia sentir o ar frio roçando a borda superior de sua calcinha. Ela não as tinha escolhido para isso — eram simples, pretas, sem costura — mas agora ela estava hiperconsciente de cada centímetro que cobriam. E do que não cobriam.

Ela mudou os quadris levemente, deixando o vestido subir um pouco mais antes de alisá-lo novamente. "Certo, bom saber. A maioria dos clientes não pensa em como um vestido se move ao sentar. É importante."

Tyler assentiu, mas seus olhos ainda estavam presos em algum lugar entre os joelhos e a garganta dela.

Ela se levantou novamente, devagar e deliberadamente, ajeitando o vestido. "Mais uma coisa", ela disse, naquele tom prático que fazia tudo parecer um experimento profissional. "Devemos testar a temperatura."

Tyler ergueu uma sobrancelha.

Ela assentiu, parecendo séria. "Alguns vestidos... quando está frio... mostram mais aqui em cima. Especialmente por aqui." Suas mãos pairaram brevemente ao redor do peito, sem tocar ainda.

Ela se virou lentamente, como se pensasse profundamente, e encarou o espelho. "Mas não está frio aqui, então vou ter que, hã... simular."

"Simular?" Tyler estava quase inaudível.

"Mhm."

Ela ergueu as mãos. Por um momento, elas pairaram — então ela as deixou subir, roçando de leve as laterais do peito. Movimentos lentos, preguiçosos, quase distraídos.

Então suas palmas alisaram a frente do vestido. Circulando.

Ela manteve a expressão neutra, concentrada. Como se estivesse conduzindo uma avaliação de caimento e nada mais.

As pontas de seus dedos traçaram as linhas suaves de seus mamilos através do cetim, roçando, provocando — beliscando.

Devagar, deliberadamente.

Eles reagiram instantaneamente ao seu toque, enrijecendo sob o tecido.

Ela fingiu não notar o ângulo espelhado à sua frente. Fingiu que não estava observando o reflexo dele tanto quanto o seu próprio.

Mas ela o viu. Seus olhos fixos. Sua respiração suspensa.

Deus, estou fazendo isso. Estou deixando ele me ver provocar meus mamilos. Em um vestido que ele escolheu para a ex. Que se parece comigo.

Seus movimentos ficaram mais lentos, mais sensuais. Ela soltou um gemido suave de si mesma — quase inaudível, mas inconfundível. Sua cabeça tombou levemente para o lado, os lábios se entreabriram enquanto ela beliscava de novo, gentilmente.

Os picos agora estavam totalmente visíveis sob o tecido fino e esticado.

Ela deixou as mãos caírem e respirou fundo uma vez antes de se virar lentamente para encará-lo.

Tyler parecia incapaz de falar. Seus lábios estavam entreabertos, sua mandíbula travada, seus olhos fixos no peito dela.

O silêncio pairou.

Então Asha sorriu suavemente e o quebrou.

"Bem..." ela disse, voz leve, inocente. "Acho que é bem revelador mesmo."

Depois de uma longa pausa, ela acrescentou: "E... essa calça também."

O olhar de Tyler caiu instantaneamente, e ela o seguiu.

O tecido estava esticado. Implacável. Aquele mesmo zíper ainda preso, ainda falhando com ele.

Asha inclinou a cabeça, ainda observando-o com aquele equilíbrio perfeito entre inocência e algo mais. Sua voz era casual, casual demais.

"Enquanto pensamos no vestido... talvez devêssemos tomar uma decisão sobre a calça?"

A expressão de Tyler não mudou muito, mas seu silêncio era revelador. Ela deu um passo lento em direção a ele, observando a forma como seus olhos baixavam e depois subiam imediatamente. Ele estava se esforçando muito para não olhar. O que, claro, tornava ainda mais óbvio que ele queria.

Ela soltou um pequeno zumbido pensativo. "Acho", ela disse, prolongando as palavras como se estivesse se lembrando de um conceito há muito perdido, "que devemos testá-las... cientificamente."

Isso arrancou um lampejo dele — um meio sorriso, um sopro de reconhecimento. Ela sorriu também, suavemente. "Assim como você me ensinou."

Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, ela se ajoelhou graciosamente na frente dele, acomodando-se entre seus pés. Seus olhos se ergueram para encontrar os dele. Seus lábios se entreabriram ligeiramente enquanto ela dizia: "Vamos ver se elas são... robustas a mudanças."

Suas mãos não o tocaram. Ainda não. Ela simplesmente colocou as palmas sobre as próprias coxas e ficou muito quieta, perto o suficiente para que ele sentisse sua respiração.

Ele está olhando para mim. Posso sentir. Aposto que ele pode ver tudo. A parte de cima dos meus seios. O vestido abraçando meu corpo. O espaço escuro entre minhas coxas se ele realmente estiver tentando.

Ela olhou para ele com olhos grandes e escuros. "Vamos começar simples. Posso criar alguma... mudança perceptível, só de falar?"

O silêncio entre eles estava quente agora, denso e ininterrupto. Ela deixou que se estendesse por mais um batimento cardíaco. Então ela sorriu levemente.

"Então... estou de joelhos", ela murmurou suavemente, como se recitasse para um caderno de laboratório. "Na frente do meu ex-professor. Que uma vez me deu um 9 e arruinou meu CR", ela acrescentou com uma piscadela.

O rosto dele mal se moveu, mas algo mais se moveu — mudando visivelmente sob o tecido apertado.

Ela continuou narrando. "Estou vestindo significativamente menos roupa do que quando ele entrou. Sem sutiã. Um vestido que mal pode ser chamado de decente. E estou olhando para ele deste ângulo... o que significa que ele provavelmente pode ver mais do que esperava hoje."

Ela inclinou o rosto só um pouco, o vestido caindo levemente para frente, deixando-o vislumbrar a curva generosa e perfeita de seus seios dentro do decote baixo.

"Ooh", ela sussurrou, os lábios se entreabrindo em surpresa simulada. "Crescimento detectado."

Deus, isso está acontecendo. Ele está ficando duro enquanto eu falo. Enquanto eu me ajoelho.

Ela se inclinou um pouco mais para perto, os lábios agora quase roçando o tecido sobre ele.

"Você costumava dar aula por uma hora sem anotações", ela sussurrou, sua voz baixa e quente. "Tão composto. Tão calmo. Mas agora..."

Ela fez uma pausa, deixando sua respiração atingi-lo. "Agora você está quieto. Está me observando. Está se perguntando até onde eu vou."

Outro espasmo.

"Ooh", ela provocou de novo, encantada. "Mais crescimento detectado."

Ela se recostou um pouco, admirando a vista. O contorno dele estava tão esticado agora, que ela podia ver onde o zíper se deformava levemente sob a pressão. Uma pequena abertura se formou perto do topo — quase imperceptível, a menos que se estivesse tão perto.

O que ela estava.

Ela se inclinou de novo, abaixando a voz para um sussurro. "E você ainda está sendo tão bom. Tão educado. Você não se mexeu. Não disse nada. Só está aí parado... duro... enquanto eu falo com você assim."

O corpo dele pulsou. Ela viu. Sentiu, mesmo sem tocar.

"Ainda aguentando", ela refletiu, olhando para baixo. "Por pouco."

Ela deixou sua voz cair mais baixo. Mais devagar. Mais suave. "Me pergunto o que aconteceria se eu dissesse algo realmente obsceno. Tipo..."

A garganta de Tyler se moveu. Ele engoliu. Seus quadris tremeram, só um pouco.

Ela se inclinou, os lábios a um centímetro do zíper.

"Estou molhada desde que o zíper emperrou."

A reação foi instantânea.

Uma inspiração aguda de ar. Um movimento súbito para frente. Um espasmo — não, um solavanco — e então:

Snap.

Não tinha mais como esconder. O pau dele saltou para fora pela pequena abertura na frente da cueira boxer, empurrando o tecido e o zíper entreaberto, ficando longo, grosso e enrubescido bem ali diante da boca dela.

Asha nem piscou. Ela simplesmente ficou ali, de joelhos, a centímetros dele, olhando para cima com uma calma que mascarava o incêndio dentro de si.

Ela olhou para o comprimento dele — totalmente exposto agora, duro e grosso, pulsando suavemente no ar frio do provador. "Acho que a calça foi... comprometida."

Seus olhos desviaram deliberadamente para o membro latejante à sua frente, depois voltaram para o rosto dele.

"E isso levanta a questão... Se a sua ex usar este vestido, quanto poder ela teria sobre você?"

Ela não esperava que ele respondesse. Ele não conseguia. Sua boca estava ligeiramente aberta, as mãos cerradas ao lado do corpo, o corpo inteiro tenso.

"Eu me pergunto..." ela sussurrou. "Com este vestido... quantos toques seriam necessários antes que as coisas ficassem, hum... bagunçadas?"

Ela fingiu profissionalismo junto com um sorriso provocante.

"Posso nos ajudar a descobrir."

Ela aproximou os lábios — tão perto que ele podia sentir o calor irradiando de seu hálito — e disse docemente:

"Aqui. Vamos contar."

Ela se inclinou e deu uma lambida suave e molhada na base dele.

"Um", ela sussurrou, o hálito quente contra a pele dele.

Ela se afastou ligeiramente, observando o maxilar dele se tensionar.

Outro toque gentil — desta vez ao longo da cabeça.

"Dois..."

Ele soltou um suspiro agudo, os quadris mal se movendo, tentando ficar parado.

Ela sorriu. "Você está indo bem. Mas o vestido também. Será que chegaremos a cinco?"

A lambida seguinte foi mais lenta, mais deliberada. Ela não se apressou — não precisava. Ela traçou apenas a borda, depois se afastou novamente.

"Três."

Meu Deus, ele está tremendo. Eu estou fazendo isso. Estou fazendo meu professor perder o controle só por estar perto. Falando. Provocando.

Ela olhou para ele, a língua deslizando preguiçosamente pelo lábio inferior.

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