O Jogo do Relacionamento 01: Encontro Secreto com Mariah
— Aí está — Scott disse, inclinando-se um pouco mais para perto do celular. — Eu sabia que lembrava disso.
Scott não tinha certeza de onde tinha encontrado o aplicativo originalmente. Um fórum? Algum pop-up? Um tweet? Seja o que fosse, nenhuma combinação de termos de busca conseguia desenterrá-lo de novo. Tudo de que ele se lembrava com certeza era que estivera no celular tarde da noite, e seus olhos pararam no título:
The Relationship Game: Your Relationships, Gamified.
Agora, uma parte dele sabia que havia pelo menos 80% de chance de aquilo ser spam, um golpe ou um aplicativo vagabundo. Mas ele estava cansado e entediado, e algo no nome chamou sua atenção. Então ele tocou no ícone, ignorou o aviso que o celular deu para aplicativos de fonte desconhecida, baixou e instalou.
Mas ele nunca tinha rodado o jogo — algo o distraíra, se ele se lembrava direito. Provavelmente uma ligação da mãe. Era ela quem pagava o celular, então ele sempre largava o que estivesse fazendo e atendia. Ela já tinha bloqueado a conta dele antes por deixar cair na caixa postal.
E então... diabos, tinha sido uma semana louca. Dois trabalhos de pesquisa, quinze créditos de aulas, aquela vez em que todo o complexo de apartamentos se reuniu para jogos noturnos... e bem, ele pode ter passado uma noite ou duas (ou três) extravasando sua fúria nos mortos-vivos com amigos online. Ele mal tinha comido algo que não saísse do micro-ondas ou de um lacre plástico. E precisava dormir em algum momento.
Então, com o turbilhão terminado, e as hordas insensatas de tarefas e zumbis ambas derrotadas, Scott estava deitado na cama, contando os buracos no teto rebaixado do quarto, quando a lembrança do Relationship Game lampejou em sua mente.
— Bem, lá vai — ele murmurou. — Por favor, não transforme meu celular num tijolo.
Ele apertou o ícone, um simples "RG" em preto contra um círculo cinza. Enquanto o aplicativo iniciava, a tela de permissões de sempre apareceu. Usar a câmera do celular, sim, sim, salvar fotos no drive, claro, e...
Scott fez uma careta. — "Acessar e editar seus relacionamentos?" Sério?
Ele inclinou a cabeça. Será que se referia aos contatos, talvez? Se fosse o caso, ele não estava tranquilo com isso. Provavelmente enviaria oito anos de spam em nome dele. Ou talvez fosse só uma piada — parte da atmosfera do jogo. Ele hesitou por um minuto inteiro.
Que diabos? Ele tinha tipo, quinze pessoas no celular mesmo assim. Elas superariam isso.
Com a permissão concedida, o Relationship Game finalmente carregou.
— Uau — Scott murmurou. — Precisam demitir quem quer que tenha sido responsável pelo layout.
A apresentação deixava a desejar. Era basicamente uma cor creme, ou talvez cinza bem claro. O centro da tela era dominado pelo que parecia um pequeno botão em degradê com a palavra "Você" flutuando sobre ele em letras pretas e negrito. Várias linhas translúcidas irradiavam do botão para a borda da tela. No canto superior esquerdo, havia um botão cinza com um "?", e no canto superior direito, um que simplesmente dizia "Filtro".
Scott fez uma careta. — Acho que tiveram que guardar todo o orçamento para hackear você. — Só para ver no que dava, ele tocou no ponto de interrogação. Um pequeno pop-up apareceu.
Faça interações para ganhar experiência e subir de nível!
Movimentos de status restantes hoje —
Pontos: 5 (permanente)
Trocas: 2 (24 horas)
Aleatórios: 3 (longo prazo)
Scott encarou aquilo. Por curiosidade, tocou na palavra "Aleatórios". O pop-up fechou, mas nada mais aconteceu. Ele tentou de novo, e obteve o mesmo resultado.
— Mas que diab— — ele começou, pronto para desinstalar com extremo preconceito, mas então houve uma batida forte na porta. Ele revirou os olhos.
— Está aberta — Scott chamou.
Seu colega de quarto, Brad, escancarou a porta por volta da palavra "está". Brad tinha o visual clássico de um cara que passava um bom tempo na sala de musculação, mas nunca tinha se convencido a pisar na esteira. Ele era grande, de pescoço grosso, e tinha o cabelo loiro espetado num ângulo despojado. Sua camiseta parecia desconfortavelmente pequena.
— E aí, Scott — ele resmungou, olhando feio para ele. — Tem como você dar o fora daqui hoje à noite?
Scott franziu a testa. — Por quê?
Brad deu de ombros. — Nada, é que minha namorada vai vir aqui, e eu queria um pouco de espaço. Você não tem algo para fazer fora de casa esta noite?
Scott se sentou e lhe lançou um olhar incrédulo. — Brad, é terça-feira, e eu estou liso. O que diabos exatamente você acha que eu teria para fazer numa noite como esta?
— Sei lá, uma vida, talvez? Tá, que seja, olha... só fique fora da sala pelas próximas horas, ok?
Scott o encarou por um momento, de lábios apertados. Soltou um suspiro curto. — Tá, quanto tempo exatamente? Até que horas?
Brad rosnou. — Pelo menos meia-noite.
— Isso são mais de cinco horas a partir de agora, Brad. Você precisa passar pela sala para ir à cozinha, lembra? Sabe, onde a comida fica?
— E daí? Você tem um monte de porcaria aqui, já vi você trazendo direto do supermercado.
— Isso é só porque *alguém* acha que qualquer coisa aberta nos armários é propriedade pública. Eu ainda tenho que deixar a maior parte da minha comida lá fora, porque ela meio que precisa ficar na geladeira. Que tal 10? É tempo suficiente para você ficar de amasso um pouco, e depois levá-la para o seu quarto para um 'café'.
— Isso é o Kyle, e você sabe — Brad disse, o rosto ficando mais sombrio — e eu preciso de pelo menos—
A campainha tocou, e Brad lançou um olhar rápido para a direita. — Merda, tá, até as 10. Mas é melhor você ficar com a bunda neste quarto, ok?
Scott o saudou. — Sim, senhor.
— Bom — ele disse. — E eu vou usar a TV. — Brad bateu a porta, e seus passos foram sumindo pelo corredor. Um momento depois, Scott ouviu a porta da frente se abrir.
Scott rangeu os dentes. Usando a *minha* TV, você quer dizer, ele pensou. Obrigado por perguntar.
Ele soltou um rosnado no fundo da garganta e se largou de costas na cama de novo. Ficou ali por um momento, fervendo, lembrando a si mesmo que colegas de quarto preparavam você para a vida, porque se você conseguisse não assassiná-los, era um marco no caminho para se tornar um adulto bem-equilibrado. Ele olhou para o celular, e fez uma dupla tomada.
O nome "Brad Sandy" tinha aparecido acima de "Você" na tela, conectado por uma daquelas linhas translúcidas. Lentamente, Scott moveu a mão e tocou no pequeno botão redondo sob o nome. Ele se expandiu numa única linha de texto que dizia: "Colega de quarto/acha que você é um babaca." Então, aparecendo por apenas um instante, uma linha de texto lampejou no canto superior direito: "Diferenças resolvidas sem briga. +1XP."
Scott encarou. E então se sentou muito rápido. Agora, podia ser que tivesse puxado o nome de Brad de seus contatos, mas a entrada não tinha nada além do primeiro nome, um número de telefone e uma nota que dizia "colega de quarto" para o caso de ele esquecer. Ele lembrava especificamente de não ter colocado o sobrenome de Brad, porque depois das duas primeiras semanas ele já tinha certeza de que, quando um dos dois se mudasse, nunca mais falaria com ele.
Uma risada súbita fez Scott dar um pequeno pulo. Era a namorada de Brad, ele tinha quase certeza. Ela tinha uma risada leve e provocante que atravessava as paredes finas. Scott olhou de volta para o celular e percebeu que tinha beliscado acidentalmente a área do meio um pouco. Agora a palavra "Você" e "Brad Sandy" estavam um pouco menores, e bem ao lado de Brad, conectado a ele por uma linha fina pontilhada, estava o nome Mariah Knight. Ele piscou, e então tocou naquilo também. De novo, uma curta linha de texto apareceu:
"Namorada do colega de quarto/não lembra seu nome"
Depois de um momento, outra caixa de diálogo apareceu: "Usar 'Aleatório' no status? Sim/Não/Cancelar"
O dedo de Scott pairou. Aquilo tinha aparecido para Brad, e ele simplesmente não viu? O que significava "usar um Aleatório" no status de uma pessoa? E, tipo, como diabos aquilo sabia os nomes das pessoas e o relacionamento delas com ele?
— Talvez esteja ouvindo — ele murmurou. — Usa IA. Mas... Brad nunca disse o nome da namorada. Eu... não tenho certeza se eu sequer sabia o sobrenome dela. Será... será que consegue acessar os contatos dele também?
Isso não parecia muito provável para Scott, mas coisas mais estranhas haviam acontecido. Mas enquanto ele continuava franzindo a testa, de repente deu de ombros. A essa altura, que diabos? Por que não simplesmente ver o que acontece? Então ele tocou em "Sim" em resposta a "Usar 'Aleatório' no status" e observou, expectante.
O texto do status de Mariah de repente começou a girar com outras frases, como um tambor de uma máquina caça-níqueis, rápido demais para Scott distinguir. E então, com um bem baixinho mas claro 'ding', parou.
Sob Mariah Knight agora se lia: "Amiga sexual secreta/toda excitada por você agora"
Scott sorriu com indulgência. — Fofo — ele murmurou —, mas isso é obviamente bom demais para ser—
A voz de uma garota próxima o interrompeu. — — é por aqui, certo?
— Sim, segunda porta à direita — Brad chamou. — Quer que eu pause?
— Sim, seria ótimo — ela respondeu. — Só me espere aí um pouquinho. Valeu, amor! — Scott ouviu brevemente alguns passos, e então uma pausa.
Então, rápida e silenciosamente, sua porta se abriu de supetão, e uma garota entrou correndo, fechando-a atrás de si em silêncio. Scott sentiu sua boca se abrir só um pouco.
Mariah Knight olhou de relance para ele, meio se virando em sua direção, e sorriu, colocando um dedo sobre os lábios. Ela era um pouco mais alta que a média, tinha cabelo loiro cor de feno que passava um pouco dos ombros, e um queixo e nariz pequenos e pontudos. Usava um boné "Monster's University" azul royal que estava meio rasgado na aba, um par de óculos pequenos de armação de chifre, e uma camiseta branca com as palavras "Deathly Hallows" em preto. Tanto a camiseta quanto o jeans skinny descolorido que ela usava abraçavam suas curvas bem estabelecidas com bastante aperto, a ponto de ele poder ver o contorno do sutiã e a fenda da bunda. Especialmente a bunda, já que ela ainda estava curvada segurando a maçaneta da porta.
— Rápido, antes que ele desconfie — ela sussurrou, sorrindo. Ela correu até ele, e sem hesitação, foi direto para o short de basquete de Scott, puxou para baixo o cós de elástico junto com a cueca boxer, e tirou o pau dele para fora. Já estava ficando meio duro. Antes que ele pudesse fazer mais do que dizer "O qu—", ela lhe deu um sorriso malicioso e enfiou a cabeça na boca.
Dadas as circunstâncias, Scott estava duro como pedra quando ela subiu e desceu três vezes.
Os lábios dela se soltaram com um estalo. — Sim — ela sussurrou, levantando-se. — Ah, eu preciso tanto disso. — Ela desabotoou a calça jeans e a puxou para baixo, seguida pela calcinha de biquíni rosa. Scott soltou um breve "Eu—" e pegou um lampejo da boceta dela, uma linha rosada sob um arbusto aparado num triângulo de loiro sujo, antes de ela se virar, e com a calça jeans ainda nos tornozelos, alinhou o pau dele com uma mão entre as pernas, e se empalou nele.
— Ah, Deus — ela gemeu, e teve que colocar uma mão abafando sobre a boca. — Ah, sim...
A bunda dela era tão bem torneada quanto parecia naquela calça jeans, e ela tinha duas minúsculas sardas na nádega direita. Scott não conseguiu evitar tocar o local com os dedos. A maciez da pele ali parecia tão quente que realmente o fez contrair o pau involuntariamente.
Então Mariah começou a mexer os quadris. A boceta dela subiu do membro dele suavemente, pairou com apenas uns dois centímetros ainda dentro, e desceu de novo para engolir todo o comprimento. Ela respirou fundo. Então, sem aviso, começou a sacudir a bunda para cima e para baixo, enfiando e tirando o pau dele num frenesi. Ela arqueou as costas, uma mão subindo por dentro da camiseta para mexer numa teta, e a outra agarrada na coxa dele logo acima do joelho num aperto mortal.
A essa altura, Scott tinha ambas as mãos nos quadris dela, estocando com entusiasmo por baixo, de modo que os gemidos dela ficavam cada vez mais difíceis de abafar. A pele da bunda dela quicava contra ele no seu frenesi. Então ela abruptamente se jogou com força nele e segurou ali, rebolando no pau dele.
— Ai, Deus — ela arquejou, o peito subindo e descendo —, tão bom.
— Cansada? — ele sussurrou. — Eu posso assumir.
Ela sorriu para ele. — Sim, vamos foder de quatro! Só soca esse pau em mim o mais forte e rápido que você puder!
Ela deslizou para fora dele, e começou a subir na cama, mas ela estava em estrados elevados, e a altura dificultava com a calça jeans ainda nos tornozelos. Ela soltou um grunhido, chutou as sandálias para longe, e se curvou para puxar as calças e tirá-las do resto do caminho. Então sorriu de novo para ele e pulou na cama, a metade inferior nua, e empinou a bunda para ele.
Scott não precisou de mais encorajamento. Ele a levantou pelos quadris, alinhou-a, agarrou aquelas nádegas doces e macias e começou a martelar lá dentro.
A respiração dela ficou cada vez mais rápida. Ela soltou um guinchinho minúsculo quando ele enterrou uns dois centímetros do polegar no ânus dela, e começou a empurrar de volta contra ele com ainda mais força. Ela esticou a mão para trás e agarrou o pulso dele, e o sexo dos dois martelou junto com força suficiente para que um barulho audível de tapas enchesse o quarto. Os gemidos dela começaram a ficar mais altos e mais frequentes. Ela teve que se curvar e pressionar o rosto no travesseiro dele, apontando a bunda um pouco mais para cima.
Scott sentiu a boceta e o aperto dela se contraírem, e podia ver as orelhas dela ficando vermelhas. Foi então que Scott percebeu que estava a meros segundos de jorrar sua carga dentro dela.
Agitado, ele conseguiu arrancar o pau de dentro de Mariah, e batendo uma com a mão livre, disparou quatro jatos sólidos e um fiozinho sobre a bunda e as costas dela.
Mariah conseguiu se afastar do travesseiro, deixando entrar um suspiro de ar. Depois de um minuto arquejando, ela lhe lançou um sorriso.
— Ah — ela arrulhou, a cabeça arqueando para trás, os olhos palpitando. — Isso foi tããão bom.
— Digamos — Scott disse, e hesitou. — Mas por qu—
— M? — a voz de Brad chamou. — Tudo bem aí?
Mariah se enrijeceu. — Ai, Deus, preciso me apressar — ela murmurou, e saiu correndo da cama de Scott. Agarrou a calça jeans, pulando para frente e para trás para enfiar os pés nos buracos certos. Puxou-a para cima, quicando e se esforçando um pouco para vestir aquele jeans skinny minúsculo até o fim, e então abotoou suavemente os botões. O processo deve ter espalhado a porra fresca de Scott por toda a bunda dela.
— K — ela sussurrou, enfiando os pés nas sandálias —, preciso dar uma fugida rápida ao banheiro. Ficaria estranho se ele não ouvisse uma descarga, e além disso, tenho que me lavar, talvez colocar um pouco de perfume extra para disfarçar alguém ter jorrado esperma nas minhas costas. — Ela lhe deu um sorriso atrevido. — Valeu por não ter acertado minha camiseta, no entanto.
Com isso, ela se virou e correu rapidamente para a porta, colocando a mão na maçaneta. Scott abriu a boca para dizer algo, mas algo no chão chamou sua atenção.
— Uh — ele sussurrou, apontando. — Acho que você esqueceu algo.
Mariah olhou de volta para ele, e então seguiu o dedo dele. Sua calcinha úmida, largada sem cerimônia, jazia ali numa bolinha amassada. Os olhos dela se arregalaram. — Ah, merda... Bem, não dá tempo agora. — Ela lhe deu um sorriso largo, e passou a língua sobre os dentes. — Eu pego com você na próxima vez. Ou você pode simplesmente ficar com ela de lembrança, se quiser.
Com isso, ela piscou para ele, abriu a porta uma fresta, e depois de espiar um pouco, escapuliu. Deixou-a só um tiquinho aberta. Scott só ficou sentado ali, o pau ainda para fora, ouvindo o som da descarga um minuto mais ou menos depois, e ouviu Mariah passando fazendo barulho, desculpando-se com Brad por ter demorado tanto. Seus olhos vagaram de volta para a calcinha rosa e molhada perto da borda da cama.
— Bem — ele disse, tentando assimilar. — Isso foi... isso foi...
Scott olhou de volta para o celular. Em algum momento durante aquela foda quente, ele tinha sido empurrado um pouco para o lado, e a tela tinha apagado. Ele se abaixou, segurou-o na frente do rosto, e o desbloqueou.
Depois de um momento, o Relationship Game entrou em foco. A linha conectando ele e Mariah parecia muito mais sólida, ele pensou, e quando tocou no botão dela, o status dizia: "Amiga sexual secreta/curtindo o barato, planejando a próxima vez."
Então, uma série de mensagens pop-up desceu pela tela:
Trocou chifre com um chifrudo. +1XP
Fez a ação, rapidinha. +2XP
Concedeu êxtase orgástico, +3XP
Estabeleceu primeiro novo relacionamento! +5XP
Subiu de nível!
Scott encarou aquilo, e então inclinou a cabeça. — Sabe — ele murmurou —, posso ter ficado louco de vez, mas acho que pode haver algo nisso.
***
Scott voltou para o quarto e fechou a porta. A ida rápida ao banheiro serviu para se aliviar, mas também deu a chance de jogar um pouco de água fria no rosto. A gola da camiseta ainda estava úmida com isso. Ele fez uma pausa, pressionando o ouvido contra a parede e ouvindo o som de Mariah e Brad vigorosamente não assistindo ao filme. Pensando bem, ela nem sequer o tinha beijado, tinha? Franzindo um pouco a testa com aquilo, ele pescou o celular do bolso.
O Relationship Game ainda estava lá. Definitivamente não era um sonho.
— Bem — ele disse baixinho —, então é melhor eu dar um jeito de entender essa porra direito.
Fechando a porta cuidadosamente atrás de si, ele marchou até a escrivaninha e se plantou na cadeira de escritório bamba. Então começou a trabalhar.
Só para cobrir todas as bases, ele tocou no ponto de interrogação novamente. Como esperado, seus 'Aleatórios' haviam caído para dois. Ele ainda tinha 5 'Pontos' e 2 'Trocas' para testar. Ele fechou aquilo — não tinha certeza se queria tentar outro daqueles ainda. Especialmente porque ele só tinha a mais vaga ideia do que eram.
Em vez disso, ele tocou no pequeno botão abaixo de 'Você'. O botão se expandiu como uma gota perturbando a água, expandindo-se num círculo de traço grosso, quase vazio, que preencheu o centro da tela. Scott teve que admitir que a animação era bem legal. No meio do círculo havia a seguinte informação:
Scott Montgomery Wahlen
Nvl. 2
XP: 12
Próx: 25
Títulos: "Sortudo" "Homem Relâmpago"
Scott não pôde deixar de estremecer. Bem, isso resolvia a questão: este aplicativo era mágico. Ele fizera o possível para apagar a existência do seu nome do meio por anos: até o removera legalmente. É o que acontece quando o tio alegre que te deu o nome acaba sendo um pedófilo.
Além disso, não dava muitas pistas sobre qual era o objetivo deste jogo, ou como proceder. Tocar na tela em qualquer lugar apenas sugava o círculo de volta ao centro.
Então, ele tocou na única outra coisa que restava: Filtro. Isso produziu um pequeno menu suspenso com as seguintes opções: Proximidade, Nível, Novo e Favoritos. Estava padrão em Proximidade, então ele escolheu a próxima da lista, Nível.
A tela saltou de volta para a tela principal, e seu 'Você' no centro encolheu rapidamente. Ao redor dele, conectados por grossas linhas pretas, havia muitos nomes familiares. Sua mãe e seu pai estavam no topo centro, seu irmão Rick e irmã Chelsey logo ao lado deles, seguidos por alguns primos e outros parentes. Na parte inferior da tela estava seu amigo desde o 2º ano, Charlie Rogers, com quem ele tinha um compromisso de jogo neste fim de semana, alguns caras legais do time de basquete do colégio, e, credo, duas ex-namoradas. As linhas delas eram as mais finas. Depois de um momento, porém, elas mudaram, e um pouco mais grossa, Mariah Knight apareceu.
Examinando-os, ele deu de ombros e tocou no botão da sua mãe. O status de Eleanor Langley Wahlen simplesmente dizia: "Mãe/preocupada com seu progresso na vida". Mas imediatamente abaixo havia uma pequena nota entre parênteses: "(status primário não pode ser alterado)".
Ele franziu a testa para aquilo. Imediatamente tocou no pai ("Pai/espera que você comece a pagar mais da sua mensalidade em breve") e ele tinha a mesma mensagem embaixo. O mesmo valia para Rick ("Irmão/gosta de você, mas acha que você é um relaxado") e Chelsey ("irmã/ acha que você provavelmente se resolveria se transasse muito mais frequentemente").
Aquilo lhe disse muitas coisas, na verdade. Uma era que, junto com a lista de seus "movimentos de status", o objetivo e a capacidade do jogo era alterar seus relacionamentos. Parecia óbvio agora que ele olhava, mas simplesmente presumir que um aplicativo que você baixou tem o poder de mudar alguma faceta da realidade era um salto grande demais para dar sem sentar e fazer um pouco de matemática.
Além disso, provavelmente a parte antes da barra não podia ser mudada para certas pessoas — como seu pai não poderia deixar de ser seu pai, nem nada, mas talvez a segunda metade pudesse ser melhorada. Alguém como Mariah, com um relacionamento fino, no entanto, não teve problema em ir de "namorada do colega de quarto" para "amiga sexual secreta".
Também lhe disse que sua família tinha opiniões bem baixas sobre ele.
"Bem, me desculpem aí", ele murmurou. "Nem todo mundo sabe exatamente o que quer fazer no segundo ano de faculdade. E Chelsey, você... não, não vou tocar nesse assunto. Já estou perturbado o suficiente."
Scott deixou aquela informação de lado e, em vez disso, tocou no seu amigo Charlie. "Melhor amigo/te ama como um irmão, mas acha que você provavelmente estaria muito melhor se transasse muito mais frequentemente."
Scott fez uma pausa, a boca se contraindo. Bem, pelo menos aqui parecia muito menos estranho. E fez uma nota mental para pagar uma cerveja para Charlie.
Então, tomando fôlego para se preparar, ele tocou no nome de uma de suas ex-namoradas, Angela Nelson.
Ah, Angela. Ela tinha sido sua namorada no segundo ano do ensino médio. Ela sempre fora bonitinha, daquelas que sorriam fácil e caíam por jogadores de basquete. Mas pouco tempo depois de começarem o namoro, ela começou a desabrochar.
E ela desabrochara muito.
Seus peitos passaram de fofos e empinados para uma causa listada de acidentes de trânsito ao longo de alguns meses — especialmente do jeito que ela gostava de exibi-los. O relacionamento terminara abruptamente quando ela percebeu que não precisava perder tempo com um reboteiro e defensor magricelo e brigão quando podia fisgar o ala-pivô musculoso com as ofertas da Divisão 1.
Seu status dizia: "Ex-namorada/realmente não pensa muito em você."
Scott encarou aquilo, sentindo o velho ressentimento queimar em seu peito novamente. Ele nunca tivera a chance de pegar aquilo. Ele nem passara da primeira base. Ele tocou o nome dela algumas vezes — não uma ação consciente, apenas de um vago desejo de enviar sua ira pelo telefone.
Um menu suspenso apareceu:
Usar um movimento de status?
Pontos (5)
Trocas (3)
Aleatórios (2)
Ele hesitou um momento, mas num ímpeto de pura malícia e libido, deu a ela um gostinho de Aleatório também. Rapidamente tocou sim para confirmar, e então os rolos começaram a girar. Após um momento, um novo status se encaixou:
Angela Nelson
"Inimiga mortal/quer te esfaquear nas tripas com uma faca"
Scott sentiu o estômago cair. "Uh... isso não parece bom."
Um momento depois, seu telefone vibrou. Era uma mensagem de um número desconhecido. Com a mão tremendo, ele tocou nela.
"Oi!" dizia. "ainda é o número do Scott Wahlen? aqui é a Angela Nelson lembra que a gente namorou no colégio? Eu só estava pensando como você está :) Quem sabe a gente pode se encontrar algum dia?"
Isso era seguido por uma linha de emojis: uma piscadela, um beijo soprado, uma berinjela e um pêssego.
Scott sentiu seu pulso acelerar. "Ai Deus", ele disse. "É... acho que isso seria o que chamam de armadilha de mel. Isso tem intenções de esfaqueamento escritas por toda parte." Ele fez uma pausa. "E ela digita rápido pra caramba."
Ele rapidamente tocou duas vezes no nome dela novamente, procurando suas opções. Não ia arriscar seu último Aleatório ainda. Podia piorar as coisas, e além disso, queria guardá-lo como último recurso. Então em vez disso tocou em "Trocar". O jogo perguntou: "Selecione com quem você quer trocar o status de Angela Nelson" e voltou para a página principal de relacionamentos. Scott congelou. Definitivamente não havia ninguém na tela com quem ele ficaria bem em querer de repente enfiar uma faca em seu estômago.
Ele olhou para cima e para baixo por algum tipo de botão cancelar, mas nada apareceu. Provavelmente conseguiria cancelar se tocasse num nome, mas e se não pudesse? Ele só estaria transferindo o problema.
Procurou desesperadamente, tentando encontrar alguém com quem seria aceitável se de repente começasse a querer matá-lo. Ele beliscou a tela, e para seu alívio, ela se comportou exatamente como esperado, encolhendo as entradas e expandindo o campo. Ele também podia arrastar para olhar entre eles. Finalmente, decidiu-se por sua tia-avó Estelle. Ela tinha 84 anos e morava no Alasca, então pelo menos levaria horas para reservar e embarcar num voo, e se ela tentasse arejar seu abdômen, ele poderia simplesmente correr mais que ela.
Com o rosto fortemente contraído, ele tocou no nome dela. "Aplicar Troca? Sim/Não/Cancelar"
Scott soltou uma respiração explosiva. Então respirou fundo outra vez, segurou, moveu a mão muuuuito lentamente em direção ao telefone e tocou em "Cancelar". Isso então voltou rapidamente ao status de sua agora assassina ex-namorada. Ele respirou novamente.
"Ok", ele murmurou, "vamos tentar isso."
Ele tocou duas vezes no nome dela e, quando o menu suspenso apareceu, desta vez selecionou "Pontos" como seu movimento de status.
"Adicionar 1 ponto ao status de Angela Nelson?" perguntou. Ele deu de ombros. Vai que é bom, né? Ele confirmou com sim. Houve um pequeno "ding", e um "+1" apareceu brevemente sobre o nome de Angela. Scott checou duas vezes o status dela. Agora dizia:
"Inimiga/te daria um tiro de taser com prazer e alegaria agressão sexual"
Scott fez uma pausa sobre aquilo. Bem, aquilo era *melhor*, ele supôs. Marginalmente. Rapidamente, ele repetiu o mesmo processo, adicionando outro ponto.
"Inimiga/ acha que pode ser divertido te iludir antes de te dar o fora" seu novo status dizia.
Scott limpou um pouco de suor da testa. "Bem, isso pelo menos... não é fatal. Vamos tentar outro."
Com outro ponto adicionado, seu status dizia: "Conhecida/não pensa muito em você". Só para ter certeza, ele adicionou mais um. Ela agora aparecia como: "Ex-amiga/ se sente um pouco nostálgica sobre você". Scott recostou na cadeira, sentindo a tensão se drenar dele. Uma mensagem apareceu:
Fez uma jogada ruim, acabou bem. +2XP
"O que quer que XP faça, espero que seja bom", ele disse. "Pelo menos aprendi o que todos os movimentos de status fazem. E que definitivamente não quero usar um Aleatório sem muitos Pontos e Trocas para compensar."
Ele apertou os lábios, e então puxou a mensagem de Angela novamente. Perguntou-se o que ela estava pensando agora. Deveria responder? Com o quê? Ele balançou para frente e para trás, chupando os dentes. Finalmente, apenas fechou. Se preocuparia com aquilo depois.
De volta ao Jogo de Relacionamento, ele testou o resto das opções de filtro: Novo (isso só exibia Mariah) e Favoritos (que estava vazio, exceto por um pequeno "+", que ele imediatamente usou para adicionar Mariah, porque qualquer garota gostosa com o título de "amiga sexual secreta" imediatamente se qualificava como favorita no livro dele).
Satisfeito, ele mudou o filtro de volta para Proximidade. Ainda mostrava apenas ele e Brad e você-sabe-quem. Então ele beliscou um pouco a tela, e mais nomes apareceram.
Seus vizinhos de porta Josh e Russ estavam em casa. Ambos estavam listados apenas como "vizinho". Josh "gosta de você, grato por aquela vez que você deu uma chupeta no carro dele" que Scott tinha totalmente esquecido, e Russ, "jogou bola com você uma vez, é de boa com você". Além deles, um pouco mais abaixo e menor, estava Calli Kindensen.
Scott estremeceu só de ler o nome.
O complexo de apartamentos de Scott não era muito grande. Consistia em três prédios de dois andares em forma de U tosco, com estacionamento e uma pequena piscina no meio. Cada prédio era dividido por gênero entre os andares superiores e inferiores: o outro prédio nas diagonais do seu tinha garotas no andar de cima, e o prédio dele as tinha no térreo. Então era quase impossível para ele evitar pelo menos dar um oi para Calli, que morava exatamente embaixo dele. Isto é, a menos que ele subisse sorrateiramente para o andar de cima escalando o corrimão da escada lateral. O que ele recorrera a fazer mais de uma vez.
Ele tocou no botão dela, e seu status confirmou seus piores medos:
"Calli Kindensen: Vizinho/obcecada por você, fantasia com seu corpo"
Ele suspirou. Não era que Calli fosse uma pessoa ruim. Ela também não era exatamente feia, apenas meio, bem, mediana. Bem, ela nem sempre era o melhor exemplo de higiene completa, mas ele já namorara piores.
Mas o jeito que ela o emboscava, pressionando-o pelo número, fazendo perguntas pessoais e geralmente o assediando... Ele tentara dispensá-la gentilmente, dizendo que simplesmente não estava interessado nela. Ela respondera a isso entrando sorrateiramente no quarto dele e roubando um par de suas cuecas do cesto de roupa suja enquanto ele estava na aula. Sua webcam, configurada para gravar movimento de colegas roubando seus lanches, havia capturado tudo.
Se as posições fossem invertidas, Scott teria sido preso com certeza. Mas ele realmente não conseguia se imaginar denunciando uma garota à polícia por perseguição. E além do incidente da cueca, ela não fizera nada... ilegal pelo menos. Ele realmente não sabia como reagir a toda a situação, de qualquer forma. Ele não tinha exatamente o tipo de aparência que provocava essa reação das garotas geralmente, então não tinha experiência em como lidar com isso.
Mas parecia que sua evitação estudiosa dela desde o incidente das cuecas não diminuíra as chamas que ela nutria por ele. E enquanto continuava a encarar o status dela, os olhos de Scott se arregalaram, e ele sorriu e estalou os dedos.
Com o aplicativo do JR, isso talvez pudesse dar certo para ele afinal.
Rapidamente, ele tocou duas vezes no nome de Calli, e selecionou usar uma Troca. Então depois de filtrar pessoas próximas, ele parou num nome que, quase por si só, deixou seu pau meio duro de novo: Erika Hatch.
Seu status atual dizia: "Vizinha/ te reconheceria como seu vizinho."
Scott assentiu tristemente. Isso parecia correto. Erika tinha um apartamento só para ela no prédio à esquerda e em frente ao seu, e ele podia contar o número de frases que trocara com ela nos dedos de uma mão. Não surpreendentemente, ela sempre lhe dera uma vibe sutil mas forte de "não estou interessada, desculpe" toda vez que conversavam. Scott sabia que aquilo era parcialmente culpa dele. Ela era simplesmente tão difícil de parar de encarar. Então ele saíra da competição, aceitando que ela estava simplesmente fora do seu alcance.
Até agora.
Desta vez, "Aplicar Troca? Sim/Não/Cancelar" recebeu um pressionar enfático no "Sim".
Com certeza, com um pequeno ding, a supergata do complexo agora tinha todo o foco dela nele, e em seu corpo. Mas Scott não parou aí: ele ainda tinha um Ponto sobrando. E com um rápido toque duplo e uma confirmação, ele o aplicou. Seu novo status fez seu sangue bombar novamente.
Dizia: "Erika Hatch: Vizinho/te quer com tesão, te quer agora, não vai aceitar não como resposta"
Pareceu uma eternidade, mas não podia ter sido mais de um minuto antes que três batidas fortes e firmes interromperam toda a pegação que estava rolando na sala de estar. Scott saltou da cama e correu para a porta, abrindo-a apenas o suficiente para ouvir o máximo que pudesse. Houve um silêncio breve e surpreso, e então um pouco de farfalhar onde Scott supôs que roupas e maquiagem estavam sendo ajustadas. Então o som de Brad soltando um palavrão ou dois, e abrindo abruptamente a porta da frente.
"O que—" ele começou, tom beligerante, mas então engasgou um pouco. Ele limpou a garganta. "Quero dizer, o que posso fazer por você?"
"Oi", uma voz suave e luxuosa disse. Ela soava confiante e à vontade. "O Scott está?"
Brad hesitou. "Uh, Scott? Não tenho certeza, eu posso—"
Scott cruzou os últimos passos do seu quarto até onde o corredor se abria para a sala num instante fugaz de velocidade de dobra, diminuindo para o que ele esperava ser um caminhar casual exatamente quando emergiu.
"Estou aqui", ele tentou dizer, mas saiu meio esganiçado, então ele limpou a garganta e tentou novamente. "Oh, Erika! Há quanto tempo. O que está pegando?"
Ela olhou na direção dele, e sorriu. Foi como assistir ao nascer do sol.
Erika Hatch era alta e esguia, com pernas tonificadas e perfeitas que iam por quilômetros para fora de seus shorts jeans justos. Seu cabelo era loiro brilhante e solto, um equilíbrio magnífico entre liso e cheio. Ela usava um par de óculos aviador âmbar e dourado, e uma blusa verde-água de ombro caído que caía suave e limpa sobre seu busto tenso e cintura reta. Seu rosto era lindo, e seus lábios pareciam tão bons que Scott realmente teve que engolir para parar a baba. Ela era uma gata, de ponta a ponta, e quando ela inclinou seus óculos escuros um pouco para baixo para dar uma olhada nele, seus olhos azuis capturaram a luz.
"Ah, aí está você", ela disse, caminhando até ele. Scott não pôde deixar de pensar que ela parecia uma predadora de topo à espreita, uma leoa com sua presa encurralada. Ela se esticou e agarrou a mão dele, e começou a puxá-lo atrás de si.
"Com licença", ela disse, mais para o ambiente do que para uma pessoa. Enquanto era puxado porta afora, Scott captou um breve olhar do rosto de Brad, confuso, bravo e ciumento; e de Mariah, que sorriu e piscou para ele, dando-lhe um joinha por trás das costas de Brad.
Deus, ter uma amiga sexual secreta era incrível.
Ele queria aproveitar as expressões deles um pouco mais, mas o puxão urgente de Erika não podia ser resistido. Ela o conduziu escada abaixo, através do vão entre os prédios, e subiu para o apartamento dela no segundo andar. Ela deixou a porta aberta apenas o tempo suficiente para puxá-lo para dentro, e então a fechou e trancou. Então ela o empurrou firmemente os últimos três passos até a sala de estar. Ela passou por ele calmamente, jogou fora os óculos escuros, virou-se, e agarrou o rosto dele com as duas mãos.
Seu olhar era abrasador e intenso. "Não diga nada", ela disse. "Não pense. Apenas siga minha liderança."
Erika o puxou para frente, simultaneamente se lançando contra ele em contato corporal total. Sua língua imediatamente mergulhou na boca dele, quente e ativa, e ela começou a esfregar suas partes íntimas nas dele. Ela abaixou a mão e agarrou a bunda dele, amassando a nádega enquanto sua boca sugava e sorvia um pouco mais rápido.
O pau do Scott já estava duro como uma pedra, e a Erika fazia círculos lentos e fortes nele com a virilha. Ele colocou uma mão no rosto dela, subindo até o cabelo, e com a outra aproveitou para apalpar a bunda dela. Era potente e tonificada, tensa na sua mão, e um momento depois ele enfiou os dedos por dentro do short jeans dela. Se a Mariah já era macia, a pele da bunda da Erika era quase... acetinada? Amanteigada?
A mão da Erika subiu da bunda dele para tocar a pele das costas, arrastando os dedos eroticamente pela espinha. Ela começou a gemer na boca dele enquanto a esfregação no pau ficava mais rápida, mais urgente. Scott passou as mãos pelo corpo dela, sentindo as curvas, tocando-a delicadamente com os dedos, e então abaixou e agarrou a bunda dela com as duas mãos, puxando-a com mais força. Ela deu um leve sobressalto, os olhos se arregalaram e depois se apertaram, e a sucção que ela exercia nos lábios dele aumentou alguns níveis. Então ela soltou a sucção com um leve estalo e, mordendo o lábio dele, agarrou-se com os dois braços nos ombros. Os quadris dela rebolaram forte uma, duas vezes, e então ela estremeceu. Por fim, soltou um gemido longo e forte pelo nariz.
Os olhos dela voltaram a se abrir, e ela se inclinou um pouco para trás para olhar para ele. "Isso..."
Em vez de terminar o que quer que fosse que ela planejava dizer, Erika soltou um rosnado e, cruzando os braços, desceu e puxou a blusa por cima da cabeça, jogando-a de lado. O sutiã dela era de fecho frontal, vermelho claro e acetinado. Os peitos se destacavam em contraste gritante com a estrutura esbelta dela. Ela agarrou os pulsos de Scott e puxou as palmas dele direto para o busto dela, apertando as mãos dele para que ele a amassasse um pouco. Ele sentiu a maciez se espremer entre os dedos.
Então ela desceu, e passando a mão ao longo da rola dele por um momento, puxou os shorts dele junto com a cueca boxer. O pau dele saltou para fora, e ela o agarrou. Ela se inclinou um pouco e cuspiu nele, depois de novo, e trabalhou a mão para cima e para baixo no comprimento, os olhos fixos nele com uma intensidade escaldante.
Então ela olhou para ele e desabotoou o sutiã. Ele escorregou do corpo dela; parecia que os peitos quase não caíram sem ele. Os mamilos dela eram minúsculos, bem rosados e redondinhos, e, ficando de joelhos, ela começou a esfregar a cabeça do pau dele no direito. Scott se arrepiou um pouco com a sensação. Erika trocou para o outro mamilo, fazendo círculos lentos. Então, com aqueles olhos azuis queimando para ele, ela passou a língua do saco, por baixo do tronco, e depois até a cabeça, girou em volta algumas vezes, e então chupou o comprimento todo para dentro.
Ela nem engasgou. A boca e o pescoço dela flexionaram um pouco, mas ela o engoliu por completo, a língua se movendo para esfregar a pele ao redor das bolas. Ela saiu e fez de novo, mais rápido, e desceu para desabotoar o short jeans, tirando-o dos quadris sem quebrar o contato visual. Scott aproveitou a oportunidade para se livrar da camisa, arrancando-a como se estivesse pegando fogo.
Erika pareceu beber o peito exposto, o estômago dele, e começou a chupá-lo com mais força. Ela desceu e enfiou a mão na calcinha. Scott conseguiu ver os dedos dela se mexendo lá dentro, trabalhando a boceta enquanto continuava a inalá-lo. Entre aquele rosto lindo e os olhares incendiários que ela lançava para ele, Scott teria gozado ali mesmo se não tivesse tido aquele aquecimento com a Mariah. Do jeito que estava, ele sentiu que estava ficando um pouco perto.
Então, quando ela estava na parte mais rasa de engoli-lo como uma espada, ele se esquivou do aperto dela e, abaixando-se rapidamente, arrancou o short jeans dela de vez, derrubando-a de costas. Então ela soltou um leve gritinho de surpresa quando ele ergueu o corpo inteiro dela do chão e a plantou em cima do sofá de couro largo. Ele abriu as pernas dela e, puxando a calcinha de lado, enterrou o rosto direto na boceta dela.
Era quase surreal. Ali estava ele, o simples Scott, chupando a boceta da Erika Hatch. A garota mais gostosa do condomínio gemia e se contorcia sob sua língua, abaixando para agarrar o cabelo dele enquanto ele passava a língua pelos lábios da vagina dela, entrando dentro, e provocava o botão do amor dela pelas bordas.
"Oh, porra," ela sussurrou, acelerando. "Oh, faz, faz o clitóris, faz faz AGORA ou eu—oh SIM! SIM! OOOOH!"
As pernas dela se apertaram ao redor dele, tentando fechar. Foi preciso algum esforço dos braços de Scott para mantê-las bem abertas. Ela deu um solavanco, os olhos esbugalhados, e o queixo caiu, e então a boca formou um grande O. Ela soltou um gemido longo que foi ficando cada vez mais agudo, sirenando até que depois de mais 10 segundos foi cortado num engasgo. Scott pôde sentir e saborear o gozo quente dela escorrendo para baixo e ao redor do buraco glorioso dela, e pelas pernas.
Erika caiu um pouco para trás, ofegando tão forte que os peitos balançaram. Scott ficou maravilhado de novo com a firmeza deles, ainda quase eretos mesmo de costas. Ele agarrou um, apertando-o com firmeza de novo. Para ele, com certeza pareciam peitos de verdade. Aquela maciez esponjosa enviou uma onda de libido correndo por ele.
Ele empurrou as coxas dela em direção ao peito e, segurando a calcinha pela cintura, arrancou-a dela. Ela deixou uma trilha molhada por onde arrastou nas pernas dela. Então ele girou os quadris dela de lado até que ela estivesse parcialmente de lado, e agarrou a perna de cima para que ela subisse por cima do ombro dele. Ele passou os dedos pela pele dela da bunda ao tornozelo enquanto alinhava seu pau ainda duro como ferro com o buraco dela, e enfiou suavemente dentro. Erika respirou fundo de forma brusca. A vagina dela se apertou um pouco ao redor dele, e ela olhou para ele com aquele rosto, aquele rosto incrível, tão cheio de desejo nu que pareceu que os quadris de Scott começaram a trabalhar sozinhos.
Ele começou a bombar dentro dela, um braço segurando a perna dela e o outro ordenhando o peito, martelando cada centímetro quadrado do pau dentro do cesto do amor dela. Ele trocou de mão na perna para dar tapas na bunda dela, primeiro numa nádega e depois na outra, e então acelerou a barragem de estocadas, observando a boceta dela flexionar e a bunda saltar contra a força dos genitais se batendo. O cheiro do sexo dela começou a envolvê-lo, tão forte que quase o deixou tonto.
"Sim, sim, sim, sim," ela disse, com os dentes cerrados. "Oh, continua, mais, mais rápido, mais forte, sim SIM!"
Scott soltou a perna dela e se inclinou sobre ela. Agarrou os peitos com as duas mãos e começou a chupar o direito, e depois o esquerdo, o tempo todo rebolando os quadris para que o membro continuasse trabalhando dentro dela, num ângulo alto. A voz dela subiu de tom de novo, e as mãos dela serpentearam para agarrar o pescoço e as costas dele, as unhas cravando na pele dele.
Isso fez Scott arfar um pouco, arqueando para trás. Então, de repente, ela agarrou os ombros dele e, segurando forte, puxou o corpo inteiro para cima dele, montando o pau dele fundo com as pernas agarradas firmemente na cintura dele. Ela começou a socar a boceta nele antes mesmo que ele abaixasse para agarrar a bunda dela.
"Sim! SIM! Me fode, Scott, ME FODE!"
Aquilo pareceu disparar—ouvi-la dizer o nome dele, entregando o corpo todo a ele... Ele sentiu os estímulos começando, as bolas se apertando, a eletricidade disparando.
"Eu vou go—" ele começou, mas a Erika gritou na cara dele, "NEM OUSE PARAR! Eu vou ARRANCAR SEU PAU FORA se você parar!"
As pernas dela travaram ainda mais fortes ao redor dele, e ela soltou um rugido furioso enquanto colocava tudo para se jogar contra o pau dele. E então Scott sentiu o gozo jorrando dentro dela, disparando à queima-roupa nas profundezas da boceta dela. Mesmo depois de três, quatro jatos, ela ainda o cavalgava em frenesi. E bem quando ele estava quase sem força, ela arqueou para trás, respirou fundo, enterrou o rosto no ombro dele, e gritou tão forte que ele podia sentir os ossos vibrando. Os quadris dela espasmaram, a boceta apertando e soltando, apertando e soltando.
E então acabou. As pernas dela escorregaram dos quadris dele, e ambos desabaram no sofá. Ficaram deitados lado a lado, colados e suados, tremendo e formigando, o pau de Scott ainda meio dentro dela. Eles arfavam no mesmo ritmo, e quando ela abriu os olhos por um momento e encontrou os dele, Scott pôde sentir os arrepios na pele dela.
****
Scott encontrou uma manta debaixo do sofá e a enrolou em volta deles. Ele observou a forma adormecida de Erika por um momento, maravilhado com a beleza da mulher ainda colada à sua pele. E então, abaixando-se para pegar os shorts, ele puxou o celular. Ligou o Jogo de Relacionamentos.
Assim que carregou, ele foi recebido por uma tela cheia de mensagens de status:
Negociando e tramando. +1XP
Fez a ação, nível médio. +3XP
1 dia, 2 garotas. +3XP
Chupou a boceta. +3XP
Encheu a torta de creme. +3XP
Multi-orgasmo. +5XP
Novo relacionamento! +3XP
Subiu de nível!
Bônus do nível 3: +1 Ponto por dia.
Scott franziu a testa para aquele último trecho, e então olhou para a hora. Ainda faltava cerca de uma hora para a meia-noite, e outra checagem dos movimentos mostrou que ele agora estava com apenas 1 Aleatório e 1 Ponto. Será que eles resetariam à meia-noite? No dia seguinte? Será que acumulavam se não fossem usados? Ele teria que esperar para ver, supôs.
Ele tocou no botão para checar o status dele também:
Scott Montgomery Wahlen
Nvl. 3
XP: 35
Próximo: 50
Títulos: "Sortudo Rolador"
"Homem do Tcha Tum"
"Jovem Lúbrico"
Ele inclinou a cabeça. Aqueles títulos realmente faziam alguma coisa? E se ele—
"Se você está acordado o suficiente para checar o celular," Erika disse, fazendo Scott se sobressaltar um pouco, "você está acordado o suficiente para outro round."
Scott se virou para ela. "Mas eu—" ele tentou, mas ela já estava rastejando por cima dele. Ela plantou a boceta na cara dele, e então enquanto esfregava pequenos círculos contra ele, começou a chupar o pau mole dele para dentro da boca. Ele pôde sentir a umidade já começando a se acumular da perseguida dela para a boca dele, e os lábios dela davam voltas para cima e para baixo no membro dele. Então ela chupou o testículo esquerdo dele para dentro da boca e começou a passar a língua pela pele do saco. Entre aquilo e bater punheta para ele e esfregar a boceta doce no rosto dele, ele já estava totalmente ereto em um minuto.
Os lábios dela saíram de cima dele com um estalo. "Bom," ela disse, deslocando-se um pouco para frente e olhando de volta para ele. "Agora, acho que você sabe o que eu quero." Ela balançou a bunda para ele com ênfase.
Scott sorriu e sentiu o pau contrair. Ele saiu de debaixo dela, colocou uma mão na bunda dela e a outra no quadril, e se alinhou com ela. Deslizar para dentro foi suave e fácil com toda a lubrificação que ela estava produzindo. Ele puxou um pouco para fora, hesitou, e então enfiou com força de novo.
"Oh sim," Erika disse, sorrindo para ele e passando lentamente a língua pelos dentes. "Mais disso. Muito mais."
Scott obedeceu.
***
"Uh, Scott? Você precisa acordar agora."
Scott se mexeu, os olhos se abrindo, semicerrrados para a luz no quarto.
"Que horas são?" ele perguntou grogue.
"Bem, são cerca de 7 da manhã," Erika disse. Ela estava sentada ao lado dele. Tinha um cobertor enrolado em volta dela, e Scott não conseguia decifrar a expressão dela. Os olhos dele ainda estavam se ajustando ao brilho.
"Ugh... por que tão cedo? Ficamos acordados super tarde."
"Sim, hum, desculpe por isso," ela disse, se mexendo ligeiramente. "Eu posso ter... exagerado um pouco, e... bem, acho que precisamos ter uma conversa agora mesmo."
Scott piscou, semicerrrado para ela, e lentamente se sentou. "Tá. Sobre o quê?"
Erika respirou fundo e soltou devagar. Aquilo fez o cabelo loiro bagunçado dela ondular um pouco. "Bem, primeiro eu só queria dizer... a noite passada foi incrível. Sério, um dos melhores sexos do começo ao fim que já tive. Mas quando acordei esta manhã... a realidade meio que desabou em cima de mim."
Scott sentiu o estômago se contrair, curioso sobre aonde aquilo ia dar.
"Então acho que o melhor plano é ser direta com você," ela continuou. "Primeiro, você deveria saber... uh, eu não tomo pílula, nem nada, e definitivamente não usamos proteção." Ela ergueu rapidamente a mão quando ele abriu a boca. "Agora, não estou te culpando. Isso foi definitivamente ideia minha, e você até tentou me avisar quando estava chegando perto. Foi só... não sei, foi como se eu estivesse... possuída por alguma coisa. Veio sobre mim tão de repente, e mesmo mal te conhecendo, eu queria tanto seu corpo que teria..."
Ela hesitou, as bochechas corando um pouco, e limpou a garganta. "De qualquer forma, as chances de um... resultado são baixas. Não é meu período mais perigoso, e eu tenho algumas pílulas de emergência do dia seguinte para tomar. O que eu tomei. Mas ainda assim, as chances não são zero, então achei que devia te avisar."
Eles se encararam por um momento antes de Scott acenar com a cabeça. "Tá. Obrigado."
Erika acenou para ele, e então deu um sorriso tenso. "E a segunda coisa que você deveria saber é... hum, meu namorado acabou de me mandar mensagem, querendo saber se pode vir aqui esta manhã. E eu ainda não respondi, mas pretendo dizer que sim."
Erika olhou fixamente para ele e Scott retribuiu o olhar. "Tá..." ele disse lentamente.
Erika soltou um suspiro e revirou os olhos. "Deus, que situação constrangedora. Como os caras conseguem ter essa conversa o tempo todo e sair tão confiantes e suaves? O que eu quero dizer é, a noite passada foi ótima. Mas mal nos conhecemos, e estou honestamente feliz com meu relacionamento atual, então talvez a gente possa só deixar isso como uma coisa de uma vez só?"
Scott inclinou a cabeça, e então apontou para ela. "Você está tentando dizer que foi só uma noite de sexo casual."
Erika acenou, os lábios pressionados firmes numa linha. "Sim, sim, é isso."
Scott sentiu a tensão se esvair dele. "Então por que não diz logo? Tá tudo bem. Eu entendo."
Ela o encarou longamente. "Bem, desculpe, é minha primeira vez estando do lado que termina em vez de ser a que é terminada." Ela sacudiu a cabeça um pouco. "Tive vários caras que só queriam meu corpo no ensino médio, então depois de uma ou duas lições duras, decidi que só ia ter intimidade depois que o relacionamento ficasse sério. Nunca pensei que ia me jogar num cara como uma vadia e levá-lo para uma noite de sexo casual."
Scott balançou a cabeça. "Não, não como uma vadia. Mais como... uma fera sexy caçando sua presa."
Erika abriu a boca por um momento antes de alguma coisa sair, e corou só mais um pouco. "De-qualquer forma," ela disse, erguendo-se de um salto, "vou me lavar. Se você puder me fazer o favor de pegar suas coisas e sair o mais cedo possível para que meus vizinhos não te vejam, eu ficaria muito grata. E você pode manter isso em segredo, um pouquinho? Sei que os caras gostam de se gabar, mas se eu puder adiar os boatos sobre nós pelo menos um pouco, seria legal."
"Uh... sim, sim, posso fazer isso," Scott disse, começando a se levantar, procurando o chão. "Eu só vou..."
Erika o encarou por um momento, a língua entre os lábios, e então se virou bruscamente. "Bom, bom. Só... espera um segundo, me deixa tomar banho."
Scott fez uma pausa, olhando para si mesmo. Ainda estava pelado. "Uh, certo," ele disse, afundando de volta no sofá. "Vai em frente."
"Obrigado."
Com aquilo, ela se virou e saiu do quarto, o cobertor ainda agarrado ao corpo. Scott estaria mentindo se dissesse que não ficou desapontado por não dar uma última olhada.
Ele achou os shorts primeiro, e debaixo deles, o celular. Hesitou por um momento, e então puxou o Jogo de Relacionamentos. Com certeza, uma linha organizada de pontos foi adicionada à tela. Alguns eram os mesmos, como Fazendo a Ação e Multi-orgasmo. Os novos eram, "Terceira vez é a que vale +5XP" e "DRC, final neutro. +6XP". No final, ele subiu de nível de novo. Esse, porém, não pareceu vir com nenhum novo benefício.
Ele checou brevemente os movimentos e soltou um pequeno suspiro. Parecia que eles não acumulavam, afinal. Agora ele tinha 6 "Pontos" para usar diariamente, mas Aleatórios (3) e Trocas (2) continuavam os mesmos.
Scott ouviu o som do chuveiro ligando, e então olhou naquela direção. Ele precisava se apressar. Mas antes de dar no pé, ele rapidamente puxou o status de Erika. Dizia assim: "Erika Hatch: Vizinho, amante de uma noite/sem saber o que pensar de você, um pouco envergonhada."
Ele encarou aquilo por um momento. Bem, parecia que aquelas Trocas eram só pelo dia, nem sequer 24 horas. Então ele franziu a testa, deu dois toques no nome dela, e quando o aviso apareceu, adicionou um Ponto ao relacionamento deles. Em instantes, ele ouviu uma porta se abrir, e o som da água corrente ficou mais alto.
— Ei, Scott? — Erika chamou. Ele ergueu os olhos e a viu debruçada na entrada da sala, vinda do corredor, com o cabelo úmido e só a cabeça e o topo de um ombro visíveis.
— Hm, sim? — ele respondeu.
— Quer dizer... Olha, talvez a gente se esbarre por aí algum dia, tá bom?
Scott a observou por um instante e então deu uma olhada no status dela no seu celular. Estava escrito: "Vizinha, amante de uma noite/gosta de você, mas não quer se comprometer com nada". Ele sorriu para ela.
— Claro, Erika — ele disse, pegando sua cueca box. — Eu adoraria.