Contos eróticos para ler inteiros.

Sexo a Dois

O Dilema de Penny – Parte 01

SayonaraAmericano32 min

Sexta-feira à Tarde

O cabelo loiro de Penelope chicoteava ao vento, a mão para fora da janela sentindo a brisa enquanto Ben dirigia pela paisagem plana do noroeste do Texas. "Você tem certeza de que ele vai gostar de mim?" Ela olhou para o namorado, uma mão no volante e a outra segurando a mão dela com força.

"Amor, ele vai te adorar. Quer dizer, o que há para não gostar?" Ben piscou para ela e levou a mão dela aos lábios, dando um beijo rápido antes de voltar a atenção para a estrada.

Penny suspirou; mesmo com a garantia de Ben, ela ainda estava nervosa. E tinha motivos para estar um pouco nervosa. O pai de Ben era intimidador. Construído como um lenhador, com um temperamento estoico e uma casca externa rude quase impossível de quebrar, ele era o garoto-propaganda da masculinidade distante. Tendo trabalhado no corpo de bombeiros local por quase trinta anos, ele era duro como poucos. Ben garantiu que seu pai, Spencer, tinha um lado sensível. Ele era um bom pai. Mesmo depois do divórcio, sete anos atrás, seu pai sempre esteve presente. Nenhum aniversário foi esquecido. Ele ligava duas vezes por semana, como um relógio. Às vezes mandava dinheiro para Ben, só porque sim. Ele era um bom homem, e Ben tinha certeza de que Spencer ia adorar Penelope. Nem que fosse só porque Ben a amava.

Eles continuaram dirigindo em silêncio por um tempo antes de Penny falar. "Desculpe, é que estou nervosa. Eu só..." Ela se virou para Ben com um sorriso genuíno. "Eu meio que gosto de você." Ela piscou para ele, o que fez Ben rir.

"Que bom. Porque eu também gosto de você." Ele se inclinou rapidamente para dar um beijo nos lábios dela.

"Tudo bem. Se você diz que ele vai gostar de mim, vou acreditar." Penny se recostou no banco, relaxando só um pouquinho. Ela cruzou as pernas, e a saia jeans subiu pelas coxas, atraindo a atenção de Ben.

"Olhos na estrada, tarado." Penny riu, mas não fez nenhum esforço para puxar a saia para baixo. Na verdade, ela rebolou no banco, fazendo a saia subir mais, de modo que, quando descruzou as pernas, deixou à mostra a calcinha rosa, fina o suficiente para dar um vislumbre de sua vulva lisinha.

Ben pigarreou e se ajeitou, uma mão ainda no volante. Penny deu uma risadinha e voltou a olhar a paisagem passando.

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A casa de Spencer era uma grande residência em estilo rancho que ocupava vários hectares de terra plana e vazia. Era construída de pedra escura sólida e tinha um telhado com telhas vermelho-escuras. Tinha um toque rústico, com a decoração comicamente tradicional de grandes estrelas sinalizando, caso as pessoas já não soubessem, que estavam no Texas. E o Texas tinha orgulho.

Pelo que Ben contara a Penny, Spencer Galloway era um desses homens durões bem 'tradicionais'. Acreditava em caça e pesca. Amor severo. Emoções, embora importantes, não deveriam ser compartilhadas, pelo menos por homens, e uma rápida briga de socos ou uma cerveja e um jogo de futebol americano podiam resolver a maioria dos problemas. Mas, mesmo com tudo isso, que para Penny soavam um pouco como sinais de alerta, Ben falava com carinho do pai. O divórcio tinha sido difícil para todos os envolvidos e, embora seu pai fosse aquela estátua estoica de pedra sem emoção, ele mencionou que, logo antes de Ben e a mãe se mudarem, flagrou o pai chorando no quarto. Por mais duras que algumas pessoas fossem, elas ainda tinham seus pontos fracos.

Eles entraram na entrada curva de cascalho, com Penny admirando o jardim bem cuidado e as cercas-vivas. Estava claro que o pai de Ben era do tipo Hank Hill, cuidando meticulosamente de tudo ao ar livre. Era admirável. Também um sinal de que ele era obsessivo. Rígido. O que deixava Penny ainda mais nervosa para conhecê-lo. Ela queria muito, muito mesmo, que o pai de Ben gostasse dela. Ela conhecera a mãe dele, e ela era legal, agradável, mas parecia o tipo de mulher que gosta de todo mundo. Spencer ia ser um animal completamente diferente.

Quando se tratava de Emily, a mãe de Ben, Penny não tinha precisado se esforçar. Ela sabia que este fim de semana ia testá-la. Mas Ben valia a pena. Ela nunca conhecera ninguém como ele e queria muito que desse certo. A ideia de um futuro com ele era bem possível, e ela não queria ver tudo desaparecer só porque o pai dele não gostava dela. Ela faria o que fosse preciso para causar uma boa impressão.

Ben saiu, deixando Penny sozinha por um segundo enquanto ela respirava fundo algumas vezes, puxava a saia um pouco mais para baixo e amaldiçoava a si mesma silenciosamente por ter se vestido de forma confortável, mas um tanto reveladora. A última coisa que queria era passar a impressão de ser uma vagabunda para esse homem. Ela abriu a porta e saiu, ajeitando a camiseta e, pela segunda vez em poucos segundos, desejando ter se vestido um pouco melhor do que uma camiseta do Hello Kitty para conhecer o pai do namorado pela primeira vez. Ben dissera que não importava. O pai dele era rígido, rude, mas não ia julgar alguém pelas roupas que vestia. Para ele, era tudo questão de caráter. E Penny tinha muito caráter.

A porta da casa se abriu e um homem grande apareceu, ocupando todo o vão da porta. Enxugando as mãos numa toalha como se estivesse lavando louça, ele era um homem sólido, peito largo, facilmente um metro e oitenta, cabelo grisalho claro e barba por fazer aparada. Por mais rude e desengonçado que parecesse, ele era bem arrumado, seus olhos escuros eram firmes e inabaláveis.

Penny tinha visto algumas fotos, mas, por algum motivo, a aparência dele naquelas imagens não desencadeara a lembrança que sua presença causava agora. Seus olhos se arregalaram enquanto ela via Ben caminhar até o pai, de braços abertos, e lhe dar um abraço. O homem retribuiu o abraço, o sorriso no rosto dizendo que estava feliz em ver o filho. Alguns tapas fortes nas costas de Ben e então ele o soltou, e Ben estava conduzindo o pai pela calçada para conhecer Penny, que estava grudada no chão ao lado da porta do carro.

Não havia dúvida. Penny já conhecia o pai de Ben antes. Isso não teria sido grande coisa, as pessoas se conhecem o tempo todo. Por maior que o mundo seja, ele também é muito pequeno. O problema, o pavor absoluto que ela estava sentindo no estômago, era por causa de onde e como ela conhecera Spencer. Ela havia guardado aquelas lembranças, como as pequenas recordações especiais que as pessoas colecionam e colocam numa caixa de sapatos e escondem no armário. Mas agora essa caixa tinha caído, e as lembranças estavam se espalhando... explícitas e tão vívidas quanto quando aconteceram...

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DOIS ANOS ATRÁS

"Vai láááá!" Chelsey provocou, quase empurrando Penny do banquinho em direção ao homem mais velho no fim do bar.

"O quê? Não! Ele tem idade para ser meu pai, Chels!" Penny riu, empurrando a amiga de volta e, em seguida, pegando seu drinque chique e frutado, que provavelmente tinha mais álcool do que o necessário, e tomou outro gole. Seus olhos voltaram para o homem.

Ele estava no fim do bar, cotovelos na mesa, apreciando uma cerveja artesanal e assistindo à televisão que estava pendurada no fundo, atrás do balcão. Estava passando um jogo, mas Penny não estava prestando atenção.

Era o meio das férias de primavera, e Penny e algumas amigas tinham tomado a decisão precipitada e um tanto aventureira de ir para Dayton Beach e passar a semana na praia, nos bares e simplesmente sendo selvagens. O primeiro ano da faculdade deveria ser a época de se soltar, fugir de todas aquelas regras antigas e festejar. Os outros três anos seriam para se dedicar e conseguir o diploma. Penny não ia discutir, especialmente quando uma das amigas se ofereceu para pagar a conta dos quartos de hotel. Viva o dinheiro do papai.

Os últimos dias tinham sido exatamente isso: praia, bares e pular de festa em festa. Ela dançara e bebera e simplesmente ‌fora selvagem como nunca antes. Algumas amigas já tinham ficado com uns caras aqui e ali, mas Penny se mantivera casta. Não porque fosse puritana, mas porque nenhum dos garotos universitários babacas tinha chamado sua atenção ou mantido seu interesse. Muito menos acendido o fogo entre suas pernas.

Agora, no entanto, depois de algumas horas nesse novo bar, cujo nome há muito fora esquecido (se é que ela soubera o nome), seu olhar tinha pousado nesse tanque de homem. Ele era sólido, grande e seu cabelo estava rapidamente mudando de escuro para grisalho, deixando-o com aquele visual grisalho que ela achava muito distinto. Com todo o caos ao redor do bar, o homem tinha um foco singular em sua bebida e na televisão. Nada parecia distraí-lo. O que fazia Penny sentir que ele era um desafio a ser conquistado.

Chelsey empurrou Penny de novo. "Vai, garota. Você tá comendo ele com os olhos há tipo uma hora. Por que não vai e realmente dá pra ele?" A amiga ajeitou o cabelo tingido de azul e pegou sua cerveja barata, virando o resto de uma vez.

Penny revirou os olhos, tomando mais um pouco de seu drinque, as bochechas ficando rosadas, e olhou de volta para o homem. Desta vez, os olhos dele encontraram os dela. Ela piscou, incapaz de desviar o olhar.

Aquele olhar firme e duro era como um anzol, afundando bem fundo dentro dela, e bastava ele dar um único puxão para que ela fosse fisgada.

Chelsey se inclinou e sussurrou, seu hálito cheirando a cerveja e chiclete de menta: "Bem, olha só. Papai está de olho na pequena Penelope Winters. Talvez você devesse ver se ele consegue derreter sua neve de inverno."

Penny olhou de volta para a amiga, incrédula. "Ok, alguém tá bêbada."

"Quase nada. Tô a duas cervejas de ficar bêbada." Chelsey riu e mais uma vez deu um empurrão em Penny. "Vai logo! Caramba, viva um pouco esta semana."

Com um suspiro profundo e uma revirada de olhos, Penny pegou seu drinque e foi até o fim do bar, o homem acompanhando-a com os olhos. Ela foi se esgueirando, sentindo as pessoas esbarrarem e roçarem em sua barriga de fora, já que vestia apenas um short jeans rasgado e um top de biquíni roxo, pois tinham ido à praia no começo da tarde. O top balançava junto com seus seios, não fazendo um bom trabalho em sustentá-los. Mas ela não escolhera aquele biquíni por sua firmeza. Era favorecedor, e ela gostava dos olhares que recebia. Especialmente o olhar que estava recebendo daquele homem.

Penny se sentou no banquinho ao lado do cavalheiro, certificando-se de empinar um pouco o traseiro ao fazê-lo. Apoiando o cotovelo no bar, o queixo na mão, ela lhe deu um sorriso bem provocante. "Oi." Ela bateu os lindos olhos verdes e jogou um pouco do cabelo loiro para trás da orelha. "Como está sua noite?"

O homem deu um sorriso pequeno, mas charmoso, e terminou sua cerveja. "Bem... estava um pouco chata. Mas acaba de ficar um pouco mais interessante."

Os olhos deles permaneceram um no outro, com um desejo profundo e ardente...

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Penny mal conseguia se lembrar de como tudo aconteceu. Num momento ela estava flertando com um homem com idade para ser seu pai, no seguinte estava andando com ele pela rua até o hotel dele. Ela fez questão de mandar mensagem para as amigas dizendo aonde ia, tirou uma selfie rápida com o homem porque podia estar um pouco alta, mas não era burra. E agora...

O homem se recostou na cadeira, enquanto Penny cavalgava seu pau enorme com força e avidez. O top desamarrado e pendurado na cintura, os seios balançando em círculos hipnóticos. O short jeans jogado de lado junto com a parte de baixo do biquíni. Sua boceta loira e peludinha, mais aberta do que ela julgava possível, no membro enorme que o homem lhe apresentara quando entraram no quarto.

"Porra! Porra!" Ela arfou, já suando. Estava calor, e o ar-condicionado do quarto não dava conta. Mas ela não ligava. Nem o homem. Eles não se preocuparam com nomes. Parecia melhor assim. Mais seguro? Mais pervertido? Ou talvez apenas... divertido. Penny arranjaria uma razão depois. Naquele momento, a única coisa que importava era o quão fundo ele estava dentro dela, a camisinha esticada, e as bolas dele batendo em seu traseiro apertado.

Suas mãos grandes agarraram os quadris dela, ajudando-a a cavalgar com mais firmeza. "Isso aí, menina. Porra, como você é apertada!"

"Você é... só... não tá acostumado... com boceta de adolescente!" Ela riu e respirou enquanto quicava para cima e para baixo. O sorriso brincalhão e firme dele a fez se inclinar para frente e beijá-lo com força, enfiando a língua na boca dele. O cheiro e o gosto de cerveja se misturaram à saliva deles enquanto ela fazia o beijo bagunçado e ávido, pequenas gotas de cuspe borbulhando e pingando quando os lábios se separavam, caindo nos seios dela enquanto os esfregava contra o peito peludo dele.

Mamilos roçando nos dele, suor se misturando enquanto ela quicava a bunda nas coxas fortes dele, eles se beijavam e fudiam. As mãos dele agarravam a bunda dela e batiam com força em intervalos. Seus grunhidos eram tão másculos. Porra. Ela estava percebendo rapidamente que poderia ter uma queda por homens mais velhos. Não que ela não tivesse paixonites ou atrações por outros homens na escola. Tinha um garoto, muito bonitinho, na aula de Psicologia Geral, cabelo castanho claro, sorriso doce, meio infantil. Não como esse homem corpulento que estava enfiando o pau tão fundo na boceta pequena dela que ela queria gritar. Mas algo nele era... interessante. Mas isso não importava agora.

"Isso mesmo, querida." O homem grunhiu. "Toma tudo. Tudo. Porra, isso!"

Penny soltou um grito, sem se importar se as paredes finas do motel deixavam todos ouvirem. Que soubessem que ela estava gozando num pau enorme. Quem se importava? Esta semana era para se divertir.

E foi assim que o resto da semana transcorreu. Ela voltou ao hotel daquele homem várias vezes. Ela nunca soube o nome dele, e ele nunca soube o dela. Uma batida simples. A porta se abria, e ela entrava. Momentos depois...

Ela estava de cabeça para baixo, costas na cama, cabeça e ombros contra o carpete áspero do quarto, as pernas penduradas e abertas e a boceta completamente exposta. O homem a dominava, enfiando seu pau enorme na bocetinha dela, direto para baixo, repetidamente, grunhindo como se estivesse tentando minerar ouro. Ela chorava de absoluta dor e prazer. As mãos dele cobrindo sua bunda empinada, abrindo as nádegas e cuspindo em seu cuzinho rosa. "Sua boceta gostosa! Isso... toma cada centímetro!" Ele ficara mais rude e confiante a cada visita. E Penny, que não era necessariamente uma garota que gostava de sexo bruto, estava absolutamente amando se livrar de todas as inibições.

Ela gritava, olhando para cima, vendo-o mergulhar repetidamente, fazendo-a gozar de novo e de novo. Então os fluidos cremosos ao redor dele escorriam pela barriga dela. Tirando o pau para fora, arrancando a camisinha e apontando o pau para baixo, na direção do rosto dela e da boca aberta aos gritos, esguichando sua carga enorme e grossa por todo o rosto dela e na língua.

Outro dia, ela estava embaixo dele, as pernas ao redor dos quadris dele enquanto ele metia com força e rapidez. Uma posição quase normal, considerando as outras coisas que tinham feito e estavam fazendo. Mas era intensa. Profunda. Tomando cada centímetro de sua vagina e engolindo cada centímetro de seu pau enorme.

Outro dia, eles estavam no chuveiro, e ela estava contra a parede, pernas ao redor da cintura dele, empalada nele repetidamente enquanto a água espirrava e escorria por seus corpos.

Em outras vezes, ela venerava o pau dele. Lambendo, cuspindo, chupando, mordiscando, beijando cada centímetro. Ela era completamente apaixonada pelo pau dele. Punhetando-o com força e rapidez, fazendo-o grunhir. Como se estivessem numa competição para ver até onde cada um poderia ir com o tratamento bruto para ver quem cederia primeiro. Ela bebia o pré-gozo dele e engolia os jatos grossos de sua ejaculação quando ele rugia de orgasmo.

Uma vez, ela estava na cama dele, de costas, pernas abertas, a mão dele entre as coxas metendo três dedos fundo e rápido. Esfregando impiedosamente o ponto G dela. Ela segurava firme o outro braço dele, a mão em volta do pescoço apertando apenas o suficiente para dificultar a respiração. Em minutos, ela gozou e esguichou por toda a cama dele. Então ele a virou, enfiou o rosto dela na umidade que ela acabara de fazer e meteu o pau nela quando ela estava com a bunda para o alto, fudendo-a até outro orgasmo, rápido e sujo.

Todo o resto do fim de semana foi uma maratona de sexo. Penny gozou inúmeras vezes. Ela bebeu tanto esperma e foi pintada com tanto pela pele que teve medo de engravidar só por aquilo ser absorvido pelo corpo, mesmo que ele nunca tivesse gozado dentro dela. E então...

Então acabou. Ela estava de volta à escola. Sem nomes. Sem telefones. Nem mesmo um adeus. Eles tinham sido apenas parceiros sexuais por alguns dias e só. Fora estimulante. Libertador. Ela pegou aquela lembrança, embalou-a e a guardou para noites solitárias, quando precisava de uma ajudinha para se masturbar. Fora isso, estavam guardadas como uma doce lembrança. Nada mais.

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PRESENTE

Se Spencer reconheceu Penny, ele não demonstrou. Ele seguiu Ben e estendeu a mão com um olhar inexpressivo. Penny apertou-a. "Hã..." Ela limpou a garganta, tentando superar a surpresa e o constrangimento. Talvez ela tivesse mudado nos últimos dois anos e ele não a reconhecesse. Agora estava usando o cabelo mais comprido. "Oi. É muito bom conhecer você. Sou Penelope." Penny deu a ele um sorriso radiante.

"Prazer em finalmente conhecer você, Penelope. Meu filho falou muito sobre você."

"Só coisas boas, eu prometo." Ben riu e deu um beijo rápido na bochecha de Penny. "Vou pegar as malas, você entra. Meu pai acabou de começar a fazer hambúrgueres." Ele passou por Penny em direção ao porta-malas do carro.

"Ãh. Tá." Penny mordeu o lábio. Spencer fez um gesto para ela segui-lo e ela caminhou ao lado dele enquanto entravam na casa.

"Obrigada por me receber neste fim de semana." Penny conseguiu dizer, torcendo desesperadamente para que Spencer não se lembrasse dela ou, melhor ainda, que ela estivesse enganada. Talvez aquele homem não fosse o que ela conheceu nas férias de primavera do primeiro ano e com quem transou por dias.

"Não é incômodo nenhum. Aqui costuma ser bem entediante." Ele conduziu Penny pela casa até o pátio dos fundos, que dava para um grande quintal com uma piscina considerável e uma churrasqueira embutida, onde hambúrgueres frescos já começavam a chiar. "Mas..." Spencer foi até a churrasqueira, colocou um avental gasto e pegou uma espátula, então fixou o olhar em Penny, parada sob a cobertura do pátio, "Agora que você está aqui, acho que as coisas vão ficar um pouco mais interessantes."

O coração de Penny deu um salto. Seus olhos se arregalaram. Spencer não sorriu de canto nem deu qualquer outro indício de que reconhecia Penny, mas ela soube naquele segundo que o pai de Ben se lembrava dela. Lembrava de tudo. E, para sua mistura de vergonha e horror, ela sentiu a calcinha ficar úmida.

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Embora a noite estivesse chegando rápido, Spencer insistiu que usassem a piscina enquanto ele cozinhava. Ela era aquecida e bem iluminada por luzes suspensas e iluminação subaquática. Ele mesmo a construíra no ano anterior. Um projeto para se manter ocupado.

"Semi-aposentadoria é quase como aposentadoria total." Ele disse a Ben com aspereza quando perguntado se estava pegando turnos no quartel dos bombeiros. "Praticamente nada pra fazer, a menos que precisem de reforço. Felizmente, não tiveram emergências que precisassem chamar a gente, os velhos. Mas... estou aqui e pronto pra ir."

Penny ainda estava tentando lidar com a revelação de quem era o pai de Ben, mas não podia deixar Ben a ver angustiada. O melhor a fazer era fingir que não se conheciam. Fora dois anos atrás. História antiga. Só um caso. Uma temporada de pegar e largar. Nada mais. Não precisava tocar no assunto. Só... fingir que não tinha sido nada.

Então ela entrou no quarto que Spencer preparara para ela e Ben. Era meio progressista da parte dele presumir que dormiriam juntos. Aparentemente, não havia valores antiquados naquela casa. Claro, considerando o que Spencer fizera com ela naquela semana... Não! Não. Ela não ia pensar naquilo.

Afastando todas as memórias que queriam desesperadamente irromper de volta em sua vida, ela desfez algumas coisas e achou seus maiôs. Trouxera dois. Um maiô inteiro roxo, estilo esportivo, e um biquíni dourado bem mais sumário, de triângulos e amarração no pescoço. Basicamente cordões e alguns triângulos de tecido que mal cobririam suas partes íntimas. Ela o havia colocado na mala mais para provocar Ben. Se conseguissem um tempo a sós na piscina, ela ia usá-lo e dar a ele uma... Bem, agora isso não parecia uma boa ideia, considerando quem estava lá fora...

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