Contos eróticos para ler inteiros.

Lésbicas

Donzela em Apuros

devii33 min

Toalha, check. Protetor solar, check. Meu rabão, check duplo.

Graninha... bem.

Prendo meu cabelo sem graça, que está precisando muito de um corte, num rabo de cavalo e finjo que a Ariana Grande queria se parecer comigo. Me exibo um pouco na frente do espelho. Ajeito as moças pra ficarem melhores no top do biquíni. Melhor, bom. Pego meu short jeans cortado que deixa minha bunda de dar água na boca e amarro minha camiseta vintage do Alice Cooper embaixo dos peitos, e me olho no espelho de novo.

Hm.

Viro de lado. Contraio a bunda. Chupo a barriga. Empino a bunda. Empino o peito. Finjo uma risada. Dou uma risada de verdade. Faço o hokey pokey, me viro e decido que é o melhor que vai dar.

Hora da praia, baby.

Confiro minha conta bancária. Dá pra sacar dinheiro pros pedágios e gasolina e curtir um dia de praia e ficaria ok, mas eu devia mesmo era fazer um extra.

Droga, eu realmente não queria ter que trabalhar hoje. Mas também sou contra multas por atraso, então...

Confiro o app pra ver se tem alguma entrega local que eu possa fazer. Tenho tempo pra algumas antes de ir pra praia, e isso deve ajudar no problema do fluxo de caixa. Realmente não posso ficar de palhaçada com minha grana.

Suspiro. Se eu conseguir três, já seria bom. Incrível até.

Meu primeiro pedido do dia é bem básico de supermercado. Leite, ovos, cereal, papel higiênico, etc. Aquele básico de meio de semana e eu entro e saio em 15 minutos.

Bato na porta com meu carrinho a reboque, e um senhor idoso abre a porta.

"Seu pedido, senhor!" Sorrio radiante. Ele sorri pra mim e estende as mãos pras sacolas.

"Posso lhe dar uma gorjeta em dinheiro, moça?" Ele tira o clipe de dinheiro do bolso.

Meu bom senhor, é um país livre e você pode fazer o que seu coração mandar, independentemente da política da empresa.

"Sim, senhor, claro. O que for mais conveniente," gorjeio.

O homem me entrega US$ 2,00 e eu agradeço e corro de volta pro carro com meu carrinho, rindo o caminho todo. Ei, isso é um pedágio.

No carro, confiro o celular pra próxima parada.

Hmm. Muito grande, muito longe, muito pequeno, Cachinhos Dourados não tá gostando dessas opções. Olho a hora. Acho que poderia pegar um pedido maior, é só que...

Meu raciocínio é interrompido por outra entrega próxima aparecendo. Menos de US$ 100 mas pelo menos US$ 35: leite, fraldas de recém-nascido, fraldas tamanho 3, lenços umedecidos, bananas — muitas bananas — cereal, vinho tinto, dois pacotes de Oreo recheado. Perfeito.

Dito isso, isso aqui bem que podia ser uma ligação pro 911, a julgar pelo conteúdo. Moça, seja o que for, estou aqui pra ajudar. Aceito o pedido rapidinho e vou pro mercado.

Olá! Meu nome é Gabi e eu serei sua shopper hoje. Envio automaticamente pelo app. Oi Gabi obrigada por ser minha heroína

Faço uma pausa. Geralmente eles não respondem.

Não, obrigada VOCÊ por me deixar realizar meu sonho de ser heroína. Kkk são as pequenas coisas, né, ela responde.

Sorrio.

Concordo. Isso pareceu mais seguro do que combater incêndios. Tudo bem eu perguntar sobre substituições? Claro, heroína, ela responde. Maravilha, ajuda tá a caminho, respondo.

Felizmente, as compras vão quase sem precisar falar nada. Consigo pra essa mulher todas as bananas que o coração desejar, e todo o resto da lista sem problema. Lindo.

Não sei o que me deu, mas de última hora, decido comprar um buquê de flores. Nada demais. Com meu próprio dinheiro, obviamente, não sou um monstro completo.

No caminho, O Cara liga. Namorado é uma palavra forte. A Criatura Macho Que Eu Ocasionalmente Deixo Entrar Nas Minhas Calças é muita coisa pra falar. O júri ainda tá decidindo se eu gosto dele mais do que do pau dele no momento.

Não me olhe assim.

"E aí, cara, qual é?" Atendo.

"Eu," ele ri. Me encolho. "Linda, eu só tô brincando, não fica séria."

Eu literalmente não falei nada. Faço uma pausa.

"Onde você tá?"

"Atendendo uns pedidos antes de ir pra praia."

"Aff por quê?"

"Eu super amo ter um teto."

"Ha. Seu pai não paga seu aluguel?"

"Por que meu pai pagaria meu aluguel, Josh? Ele não mora aqui. Seu pai paga seu aluguel?"

Ele não diz nada. Espero.

"Bem, para de demorar tanto. Quero ver esse bumbum gostoso."

"Vou manter isso em mente."

Simplesmente desligo. Eu... não gosto quando ele fala. Qualquer tipo de fala — tipo... com a boca? O júri na verdade não tá indeciso, eu meio que não suporto ele, mas ele é engraçado às vezes e é absolutamente fantástico na cama. Minhas partes favoritas dele são o lado quieto e o jeito na cama.

Infelizmente, tem mais nele do que isso, e tô tentando decidir se essas outras partes da alma multidimensional dele valem meu esforço. Coloco o celular no silencioso. Hoje não.

Estaciono na frente de um bangalô fofo. A varanda é toda coberta de vasos kitsch, plantas e cores vibrantes. Descarrego meu carrinho com os itens da Donzela em Perigo e arrasto o carrinho até a porta.

Bato.

Ouço barulho, o choro de um recém-nascido, e um agudo, "Benjamin! Isso não se faz!"

Ahh, amiga. Sua heroína chegou.

A porta abre.

Ela... hum... ela é poderosamente bonita.

Tipo, bonita de dar problema, porque minha donzela em perigo está de leggings, uma regata manchada, um paninho de arroto no ombro esquerdo e uma coisinha no braço e ela ainda tá com uma cara boa de comer. Ou talvez seja por isso que ela tá boa de comer. Por que não os dois? Os dois é bom.

Caramba, mas ela é gata.

O cabelo castanho acastanhado dela tá num coque que já foi refeito pelo menos duas vezes nos últimos cinco minutos, e tô confiante que ela queria que tivesse lavado. Mesmo assim, a luz do sol do fim da manhã realça os reflexos avermelhados naturais e o brilho. O nariz dela empina levemente na ponta, queimado de sol como os ombros, escurecendo a pele clara de tom oliva.

"Ah, é minha heroína," um sorriso brilhante cruza as feições cansadas dela, de repente fazendo-a parecer cinco anos mais jovem, porque isso é obviamente uma tentativa de assassinato contra minha pessoa.

"Minha donzela," aceno com a cabeça, sorrindo. Ela me olha de relance e cora um rosa bonito. Toca o cabelo brevemente num gesto de autoconsciência que trai a confiança evidente dela.

Uma carinha suja espia por trás das pernas dela.

"O estimado Benjamin, presumo," mostro a língua pra ele e fico vesga. Ele dá risadinhas. Risada de criança pequena é a melhor coisa.

"Ha, você ouviu isso," ela faz uma pausa e sinto o olhar dela percorrer meu corpo, demorando nos meus peitos e depois descendo pras minhas coxas grossas. Sinto um calorzinho subir entre as pernas. Cedo demais pra pedir em casamento?

Já mencionei que ela é muito bonita?

Ela é muito bonita.

Ela pigarreia, "Pode deixar tudo isso aí. Nono, Benjamin, amigão, temos que ficar dentro de casa."

A bonequinha no ombro começa a esfregar o rosto pra lá e pra cá no ombro da mãe e a resmungar, e uma mancha escura brota na camisa dela no mamilo. Ela bate a mão no peito.

"Porra, já?" ela xinga. "Merda, desculpa a boca."

"Ei, eu meio que levo esse negócio de heroína bem a sério, e é contra meu código de ética simplesmente largar isso aqui, mamãe linda. Posso pelo menos levar pra dentro pra você?"

Por favor.

Ela olha pra mim enquanto sacode a coisinha rosa no braço pra cima e pra baixo, pensando no assunto, e então acena. Eu a sigo pra dentro.

"Come suas maçãs, amigão," ela suspira e senta.

Benjamin não come suas maçãs.

Benjamin fica em pé no sofá segurando uma fatia, no entanto.

Benjamin sabe que tá com vantagem.

Arrasto meu carrinho pra cozinha fofa e bem iluminada dela. Dou mais umas olhadelas discretas na direção dela. Os seios estão ingurgitados, mas imagino que quando não estão cheios de leite provavelmente são menores. Suspiro de inveja. Minhas costas também.

"Alyse, certo?" Começo a desembalar e entrego uma banana pro Baixinho quando ele passa zunindo. Se é pra vestir ou comer ainda tá pra ver.

Ela me dá um sorriso grato.

"Sim. Como você sabia?" Ela levanta a camisa e coloca o bebê no peito depois de uma luta. Mas eles conseguem, que time.

"Ah, porque sou uma creepy," sorrio radiante.

Ela congela.

"Tá no app, mamãe," rio e abro a geladeira dela pra guardar o leite.

"Ai Deus," ela ri e fica vermelha. Ela é bonita. De novo. Ainda. Mais. Aff.

Sorrio pra ela, provavelmente de um jeito bobo. Olho ao redor da cozinha. Ela tem sacolas de compras de uma ida diferente ainda espalhadas pelas bancadas. Um cesto de roupa suja tá em cima da máquina de lavar e a porta da secadora tá aberta com meia carga dentro, como se tivesse sido remexida.

Ah, mamãe. Será que ela não tem ajuda?

"Ei, me desc-" ela começa nervosa quando começo a desembalar todas as compras dela, tirando das sacolas, enrolando as sacolas. Parece que é tudo não perecível. Isso é bom, pelo menos.

"As únicas sáris de que gosto são os que você veste. É melhor não estar se desculpando por estar em menor número," sorrio. "Você tem ajuda?"

A expressão dela parece tensa. Ela abre a boca e fecha. Venho até a mesa da cozinha pra recolher as sacolas de compras deixadas lá.

"Ok, pergunta mais fácil, onde ponho seu molho de macarrão?" pergunto com um sorriso. Ela suspira e sorri de volta, de novo aquele olhar agradecido. Nossos olhares se cruzam por um momento.

Os olhos dela são grandes, do marrom da terra revirada na primavera. Neles tem pintinhas douradas e vermelhas. Tem uma esperteza neles. Os cílios são longos e escuros e as sobrancelhas são fartas e escuras como o cabelo grosso. As pupilas crescem e ela desvia o olhar abruptamente.

Será que eu realmente pensei em sujeira poética? Tô tendo um derrame? Por que ela é tão gostosa? Deve ser insolação.

Hehe, Gabi, é por isso que ninguém gosta de você.

Pisco algumas vezes e olho de volta pra baixo.

Ah, certo. Macarrão.

Ela pigarreia, "A despensa. Sinceramente, fique à vontade pra enfiar as coisas onde quiser."

De repente me lembro das flores. Pulo animada. Ela cora.

"Comprei essas pra você! Vi o pedido e imaginei que você ia gostar de um chamego. Você tem um trabalho difícil," faço a maior festa com um sorriso largo e tiro as flores coloridas de uma sacola.

Ela tá me olhando incrédula.

"Vou te dar a maior gorjeta," ela finalmente diz.

"Ha, não precisa, você, hã, tem um vaso?" Olho ao redor.

"Tenho uma jarra," ela ri, sobrancelhas erguidas.

"Vai servir, porquinho, vai servir," brinco. Congelo. Ai. Ai, não. Ai, nãããão. Bravo, Gabi, bela forma de chamar uma mulher pós-parto de porca. Legal, legal, legal, legal.

"HUM, ENTÃO ISSO SAIU---FILME, é do--" gaguejo. Ótimo, agora tenho que me mudar.

"Amor, sim, eu lembro. Acho que ele tava dando leite pro leitãozinho?" ela pisca. "Você tá de boa."

Fico vermelha. Ela piscou, ninguém pisca. Mas ela piscou e meus mamilos ficaram duros. Sim.

Ela ri da minha óbvia aflição pessoal.

Ela troca de peito, e eu observo. Quando olho de volta pro rosto dela, ela tá me olhando com as bochechas rosadas. Lambendo os lábios.

"Quantos anos?" pergunto.

"10 semanas, então, hã..." ela deixa no ar.

"2 meses e meio, ela é tão fofa!" derreto. Alyse sorri e olha pra bebê boneca que tá cochilando aos poucos, bêbada de leite.

A mãe sacode o bracinho do bebê. "Ei, nada de dormir, termina o trabalho."

Sorrio. "Minha irmãzinha mais nova era assim. Desmaiando no meio do peito pra acordar, puta da vida, em uma hora. Agora ela tem três."

Ela ri, "Então, você tem experiência com bebê?"

"Com certeza. E sei que você precisa que as moças sejam esvaziadas pra produzir mais, então..." Observo ela esfregar a bochechinha do bebê com o mamilo, mas não adianta. A amiguinha tá apagada. Molho os lábios.

Quando olho de volta pro rosto dela, os olhos dela saltam pros meus. Ela tá segurando o peito, ainda. Tem uma estática no ar. Quero lamber o peito dela limpo. Porra, tô molhada. Porra, sou uma pervertida. O mamilo dela me olha acusadoramente.

Sinto meu próprio rosto esquentar. "Chato pra caramba, né?" Engulo em seco. Suave.

"Sim," ela diz baixinho.

Mais silêncio. Mais contato visual. Mais borboletas na barriga.

Volto pra cozinha pra parar de encarar os peitos da pobre mulher. Começo a organizar as compras por categorias e me familiarizo com a cozinha dela.

"E como você chama a irmãzinha do Benjamin?" pergunto por cima do ombro enquanto empilho as caixas de cereal em cima da geladeira.

"Clementine," ela responde.

"Oh, minha querida," sorrio. Dou uma olhada nela. Ela tá olhando pra minha barriga com uma expressão que não consigo decifrar. Meu coração dá um troço.

Não sei o que me dá, mas demoro ajeitando as caixas de cereal e arqueio as costas só um pouquinho pra achatar a barriga e empinar a bunda. Olho de novo. Ela tá olhando. Ela morde o lábio inferior.

Puta merda, penso. Não, impossível, tô inventando. Me endireito, puxo a camiseta de volta pra baixo e começo a guardar as várias massas.

"Hum," ela começa. "Vou colocar as crianças pra dormir, tá?"

Dou de ombros. "Me avise se precisar de ajuda com isso?"

Ela faz uma pausa e me olha. Dessa vez, quando nossos olhos se trancam, sou eu quem desvia. Nossa, que diabos tá acontecendo comigo?

Ela coloca o bebê num cercadinho bem ao lado da mesa, e leva o Benjamin resmungão (coberto de banana agora) pra soneca. Quando ela volta, já guardei todas as compras e comecei a lavar a louça dela, cantarolando um trechinho idiota de TikTok que grudou na cabeça a semana toda enquanto rebolo a bunda.

Dou uma olhada nela. Ela tá me olhando de novo com um sorrisinho. Sorrio.

"Você é um doce," ela finalmente diz. Dou de ombros. Vamos dar uns amassos?

"Ei, sei que já é meio incomum eu estar aqui, mas como eu disse, tenho uma família grande e tô acostumada com isso. Já que as crianças estão dormindo, se você quiser, pode tomar um banho, e eu fico de olho nesse feijãozinho? Ou posso ir embora totalmente, porque já é estranho mesmo?" Sorrio enquanto lavo as mamadeiras.

"Não, não vá!" ela responde imediatamente. Ela fecha os olhos e sorri. "Desculpa. Sinto falta de adultos. Você é adulta, né? Parece novinha."

"Já me deixam beber e tudo," sorrio.

"Eu... gostaria disso," ela admite. "Se você realmente não se importar."

"Beber ou tomar banho?"

Ela ri, "Os dois."

"Justo," aceno. "Vai. Escova os dentes também. Dá esse trato em você," brinco.

Ela me olha por um longo tempo com um meio sorriso. Olho pra ela e não consigo não sorrir de volta. Mordisco o lábio e coro.

Ela ri um pouco e acena, finalmente aceitando a ajuda. Observo a bunda e as coxas dela enquanto ela vai, apertando as minhas juntas. Preciso me controlar.

Depois que termino a louça, trabalho nas bancadas, gentilmente colocando papéis com papéis, com cuidado pra não misturar as coisas. Limpo a bancada e a pia, e começo a catar brinquedos na sala.

Será que ela tem ajuda? Olho pela sala em busca de pistas. Tem fotos do Ben, fotos do que parecem ser membros da família. Arte. Tem uma bandeira dobrada numa enorme caixa de madeira triangular. Acho que isso é dos militares quando alguém morre...? Não tenho militares na minha família.

Não tem muito com o que trabalhar aqui. Mas não vejo foto de casamento. Ela não parecia estar usando aliança. Não que isso signifique alguma coisa. Podia olhar a correspondência dela.

Hum, talvez não, psicopata.

Deus, por que eu me importo? Tô sendo tão ridícula.

Tô de joelhos enfiando o braço embaixo do sofá atrás de gizes de cera perdidos, ponderando isso e outras coisas, quando a ouço falar.

"Puta merda. Você não precisava ter feito tudo isso," ela murmura baixinho.

Olho por cima do ombro e prendo a respiração. O cabelo ondulado dela tá solto e molhado por cima do ombro e ela está com um top esportivo limpo e leggings. Noto os ganchos nas alças do top e percebo que ele também serve de sutiã de amamentação.

Legal. Acesso fácil.

Eca, Gabi. Me sinto uma idiota.

Mas ela tá me matando. Os lábios dela são carnudos, embora a boca não seja particularmente grande; ela quase parece uma boneca. O queixo tem uma covinha e quando ela sorri o rosto se transforma nessa jovialidade ensolarada que é mais que encantadora. Na verdade, não tenho ideia de quantos anos ela tem. Não pode ter mais de 30. Parece que ela teve tempo de fazer as sobrancelhas. Estão bonitas. Me pergunto se foi pra mim.

Finjo que foi.

Olho pra garganta pálida dela com fome, como uma espécie de vampira esquisita. Vou ter uma câimbra no pescoço. Por que sou tão tarada?

A toalha tá em volta do pescoço enquanto ela seca o cabelo, que agora que está solto, vejo que é ondulado, grosso e na altura dos ombros.

Ela está olhando para a minha bunda. A mesma loucura de antes com o cereal me domina e eu me estico de volta para debaixo do sofá para pegar os últimos giz de cera, mas abro as coxas levemente. Meus shorts, estou plenamente ciente, são tão curtos que ela consegue ver a cor da parte de baixo do meu biquíni. Empino a bunda. Quando me endireito lentamente e me viro para olhar para ela, aquele vermelho intenso está nas bochechas dela de novo e sua boca está entreaberta.

Porra. Ela é tão gostosa que é injusto. Mesmo eu tendo me virado e agora estar sentada com os pés no chão, joelhos dobrados, os olhos dela ainda estão nos meus shorts. Ou no que tem por baixo. Vejo os mamilos dela endurecerem no sutiã. Deixo minhas pernas abertas para ela, meu coração trovejando, me perguntando quanto tempo ela vai olhar. Abro um pouco mais. Me sinto insana.

Os olhos dela finalmente sobem, e demoram nos meus seios e nos meus próprios mamilos endurecendo. Empino o peito levemente.

Ela lambe os lábios.

Porra.

Eu a quero.

Não quero flertar com ela e me masturbar depois.

Quero foder com ela. Quero foder com ela até ela não aguentar mais e depois fazer de novo.

O olhar dela encontra o meu e eu sei que estou com um tesão do caralho pelo jeito que ela me encara, que está estampado no meu rosto. Me pergunto se ela consegue ler minha mente.

Porra, espero que sim.

Os olhos dela escurecem. Quero devorá-la e ela sabe disso.

E tenho quase certeza que é recíproco.

"Por que você me olha assim?" ela murmura, quase inaudível.

"Porque você é tentadora pra caralho," confesso. Molho os lábios de novo. Minha garganta está tão seca. "E eu não consigo parar."

Os olhos dela se arregalam de surpresa. Ah, ela não sabe? Bem, isso é besteira.

"Você está ciente de que é quase insuportavelmente sexy, sim?" aperto os olhos.

"Quer um pouco de vinho?" ela limpa a garganta, mas seus olhos não deixam os meus. Assinto sem palavras, não confiando na minha voz depois de ter dito toda aquela merda louca.

Ela acena, engole em seco e vai em direção à mesa da cozinha. Suspiro de alívio por não ter que olhar para ela por um momento. Meu Deus. Pressiono a mão contra a virilha por um segundo tentando aliviar a tensão.

Me recompondo, fico de pé, ajusto meus shorts, camiseta e a parte de cima do biquíni. Quando roço nos meus próprios mamilos sem querer, estremeço, um raio de eletricidade disparando para o meu clitóris.

Acho que vou precisar me aliviar no carro.

Quando entro na área da cozinha de novo, ela me entrega uma taça do tinto que comprei para ela. Ela está perto.

"Não sei como agradecer, isso é incrível," ela sussurra. "Você simplesmente... apareceu do nada."

Sorrio. "Qualquer coisa pela minha donzela." Ela crava o olhar no meu.

Aquela sensação ousada e imprudente toma conta de mim de novo, e eu molho os lábios. "Alyse?"

"Sim?" Ela respira, olhando para a minha boca.

É, eu vou fazer essa porra mesmo.

"Eu ia começar a sua lavanderia agora..."

"Ah é?" Ela pisca várias vezes e encontra meu olhar.

"Mas eu, hã," dou uma respirada enorme.. "Eu gostaria de te beijar primeiro. Se tudo bem."

O terror que me atravessa com essa confissão é do tipo que Hitchcock sonhava em criar. Gabriela, que porra você está fazendo?

Ela me encara, e eu encaro de volta, resistindo à vontade de gritar hahaha brincadeira, primeiro de abril e depois correr para o meio do trânsito.

Silenciosamente, ela dá um passo à frente e hesitantemente coloca um beijo nos meus lábios. Retribuo com a mesma hesitação. Nos separamos. Nos olhamos e eu resisto à vontade de gemer.

"De novo?" Ela pergunta suavemente.

Aceno, olhando para seus lábios recém-beijados.

"Sim, por favor," murmuro.

Ela inclina o rosto para perto do meu e eu pressiono meus lábios contra os dela com mais firmeza dessa vez. Ela desliza a língua pela costura dos meus lábios e eu abro a boca para ela. Sua língua explora delicadamente minha boca. Eu roço a minha na dela. Coloco as pontas dos dedos muito levemente nos quadris dela.

Com suavidade, lentamente, nos saboreamos e eu estou tentando ter paciência e apreciá-la.

Nos separamos de novo, respirando um pouco mais pesado e a tensão muito maior. Eu tenho que foder com ela, eu tenho que.

"Mais?" ela pergunta sem fôlego, olhos selvagens.

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