Contos eróticos para ler inteiros.

Incesto

Demonstração de Aula entre Irmãos

clesiane863 min

Digam comigo, amigos, mais uma vez com sentimento: todos aqui retratados têm mais de 18 anos. Agora vamos com tudo, porra!

"Rachel, você ama o seu irmão?"

A jovem morena ergueu os olhos da mesa, atordoada. Estava tão absorta nos trabalhos escolares que nem notou a outra professora entrando na sala, muito menos percebeu que ela mesma era a pessoa sendo abordada diretamente.

A Sra. Genesee, parada na porta com um vestido azul-escuro, repetiu a pergunta. "Você ama o seu irmão, Rachel? De verdade?"

Era uma pergunta tão estranha. Aleatória. O irmão de Rachel era apenas 11 meses mais velho que ela, e a proximidade de idade era tanto uma bênção quanto uma maldição. Ela achava que se davam tão bem quanto outros irmãos. Como irmão, Rachel amava Aaron? Bem, sim, claro. Parecia algo não opcional, honestamente.

Mas Rachel sentiu que a Sra. Genesee queria dizer algo mais do que isso. E então, Rachel levou a resposta muito a sério. Será que ela amava Aaron, de verdade? Rachel tinha dezoito anos inteiros de experiência para se basear. Muitas discussões sobre quem usava o banheiro ou de quem era a vez de lavar a louça. Empurrões por espaço no banco de trás em viagens longas e brigas sobre o que assistir na TV.

Mas também teve aquela vez em que Johnny Markison -- aquele grandalhão idiota e valentão -- a empurrou na lama e Aaron brigou com ele por ela. Claro, Aaron acabou com o braço quebrado e o lábio partido, mas foi a intenção que contou.

E apesar de toda a rivalidade comum entre irmãos, também havia muitos pequenos gestos. Aaron sempre se certificava de que Rachel ficasse com a última batata frita, o último pedaço de doce, o último gole de refrigerante. Ele ouvia o que ela tinha a dizer (mesmo que não gostasse). E uma vez, quando Rachel estava saindo do chuveiro, ela flagrou o irmão olhando pela porta entreaberta e isso a fez se sentir toda quente e revirada por dentro.

Então sim. Definitivamente. Rachel amava o irmão. De uma forma que ela nem havia admitido para si mesma até aquele momento.

"Ótimo", disse a Sra. Genesee, juntando as mãos e sorrindo calorosamente. "Preciso que você venha comigo."

Rachel juntou suas coisas e seguiu a professora para fora da sala. Sentiu os olhares de todos da sua série sobre si enquanto saía. Era estranho, mas Rachel estava focada no que o irmão mais velho poderia precisar. Algo na atitude da Sra. Genesee, na sua pergunta esquisita, fez Rachel perceber que a situação devia ser bem séria.

Rachel seguiu a Sra. Genesee pelo corredor, cada lado ladeado de armários. Tudo estava estranhamente silencioso com todos os outros na aula. Seus passos, especialmente os saltos da Sra. Genesee, ecoavam alto no chão.

"Devo dizer, você é muito bonita, Rachel", disse a Sra. Genesee, do nada. "E o seu corpo!"

Apesar do comentário aleatório, Rachel se sentiu lisonjeada. Comparada à bela e esguia professora, Rachel -- baixa e de ombros largos, com seios e quadris grandes -- se sentia muito desajeitada. Malformada.

"Ah, não", disse a Sra. Genesee, "sou eu quem está com inveja. Quando eu tinha a sua idade, teria matado para ter, hum, atributos tão generosos."

Rachel observou a Sra. Genesee. A mulher era alta e magra, com cabelos loiros longos e lisos, tão claros que pareciam quase brancos. Seus grandes olhos azuis e sua voz suave e ofegante davam à professora uma expressão de permanente doçura e calor. Como uma professora de um antigo programa de TV.

"Você tem dezoito anos?" perguntou a Sra. Genesee, ignorando o olhar fixo e óbvio de Rachel.

"Sim, senhora", disse Rachel. Parecia um momento para "senhora". "Você também é, tipo, super linda. Sempre achei isso."

"Oh, obrigada", disse a Sra. Genesee. "Devo dizer, Aaron tem muita sorte de ter uma irmã como você."

Rachel supôs que a Sra. Genesee se referia à disposição de Rachel em ajudar o irmão, mas corou mesmo assim.

"Hoje, Aaron tem um projeto especial de último ano", explicou a Sra. Genesee. "Normalmente, você saberia disso no próximo ano. Mas a parceira do seu irmão está doente, então ele precisa que você a substitua."

"Eu faço qualquer coisa pelo Aaron", disse Rachel, com sinceridade. Parecia que reconhecer seu amor pelo irmão tinha aberto a torneira dos seus sentimentos e agora eles estavam transbordando. Ela ajeitou os óculos no nariz -- estavam bem ajustados, mas era um hábito nervoso.

"Fico tão feliz em ouvir você dizer isso", disse a Sra. Genesee. "Você realmente o ama, não ama?"

Rachel achou difícil responder, então assentiu, sentindo as bochechas esquentarem.

Chegaram à outra sala e abriram a porta. Era quase uma imagem espelhada daquela que Rachel tinha acabado de deixar, com fileiras de carteiras voltadas para uma parede de quadro-negro. As luzes fluorescentes eram quase dolorosamente brilhantes comparadas ao corredor relativamente escuro. A sala estava completamente cheia de alunos. Todos sentados em silêncio, como se a Sra. Genesee tivesse colocado a sala em pausa enquanto esteve fora.

Os olhos de Rachel imediatamente pousaram em Aaron. Ele era difícil de não notar: de pé na frente da sala, separado do resto da turma. Mantinha as mãos entrelaçadas na frente, quase em penitência. Viu Rachel e seus olhos se arregalaram.

Ele desviou o olhar, timidamente.

"Oi", Aaron disse para alguma janela atrás dele.

Aaron tinha ombros largos, cabelo castanho desgrenhado e um sorriso torto. Seus olhos negros como besouro sempre pareciam estar calculando algo. Como se as engrenagens da sua mente estivessem em movimento perpétuo. Tinha lábios finos e o queixo com princípio de barba. Ele parecia muito viril; Rachel sempre achou isso.

Já ela, Rachel puxara mais a aparência da mãe, com lábios grossos, grandes olhos azuis e nariz arrebitado. Seu cabelo era da mesma cor do do irmão, aquele castanho claro sem graça, mas ela o usava comprido, até o meio das costas.

"A Sra. Genesee disse que você precisava da minha ajuda", disse Rachel, bem ciente de que estava falando diante de uma sala cheia de jovens. Ela colocou todas as suas coisas ao lado do quadro-negro. "Fico feliz em poder estar aqui para você."

"Ahã", disse Aaron. Ele claramente se sentia muito envergonhado com tudo aquilo. Suas bochechas estavam adoravelmente coradas, e seus olhos escuros não conseguiam encontrar os dela. "Obrigado."

Agora, o resto da sala entrou em foco para Rachel. Ela reconhecia a maioria dos alunos ali sentados, é claro. Era uma escola minúscula no meio do nada e todos se conheciam.

Das garotas, havia Kaylee Ryan, uma líder de torcida loira e metida. Amy Warner, uma gótica magra de cabelo escuro que parecia ter um olhar sujo para todo mundo. E Taylor Charles, uma tagarela ruiva que era estrela do time de futebol.

Rachel também conhecia os rapazes. O estúpido Johnny Markison, musculoso e alto, que deu a Rachel um sorriso muito curioso quando os olhos dela o encontraram. Noah Kirk, um rapaz alto e estudioso de cabelo castanho escuro por quem Rachel tinha uma quedinha. Mason Derricks, baixinho e gorducho; um garoto doce e quieto, de cabelo loiro sujo.

Ao todo havia 6 alunos na sala, todos esperando pacientemente. Além de Aaron e Rachel na frente, claro. Rachel não pôde deixar de se sentir um pouco em exibição daquele jeito.

"Muito bem", disse a Sra. Genesee, entrando completamente na sala e virando-se para a turma. "Como eu estava dizendo, a parceira de Aaron, Lilly Parkinson, está com gripe hoje, então Rachel, aqui, gentilmente se ofereceu para substituí-la na demonstração de Aaron."

Ela disse a palavra demonstração de um jeito estranho, como se carregasse um significado muito mais profundo do que Rachel normalmente presumiria.

"Já estamos atrasados, então vamos começar imediatamente", disse a Sra. Genesee. "Rachel, por que você não vem aqui e senta na mesa."

Havia uma mesa de madeira na frente da sala, bem no centro. Rachel foi até lá e se empurrou para cima dela. Como todos ali, ela usava o uniforme escolar: um suéter azul-marinho sobre uma blusa azul-clara, com uma saia de xadrez azul (bem, os rapazes usavam camisa social e calça, mas era essencialmente o mesmo).

Sentada na mesa, com os pés sem alcançar o chão, Rachel se sentiu um pouco exposta. Ela mantinha as pernas bem juntas para que ninguém pudesse ver por baixo de sua saia. Rachel percebeu que estava suando por algum motivo. Com a respiração curta. Sim, ela se sentia em exibição daquele jeito e isso a deixava nervosa. Vulnerável. Ela olhou para o irmão em busca de apoio, mas viu que ele expressava as mesmas emoções. Isso só fez Rachel se sentir pior.

A Sra. Genesee ou não percebeu ou não se importou. "Aaron, vá em frente e beije sua irmã, para começar."

A respiração de Rachel escapou. Seu coração martelava na cabeça. Que tipo de aula bizarra era essa?!

Estava claro pelo jeito que a Sra. Genesee disse beije que ela não queria dizer um selinho na bochecha. Ao mesmo tempo, a forma como a professora magra e loira disse as palavras tão casualmente fazia parecer também que tal ato não era grande coisa.

Os olhos de Rachel voaram de volta para o irmão mais velho, que estava ao lado da mesa. Mas em vez de ver a esperada expressão de choque, horror ou nojo, Rachel viu que Aaron estava notavelmente imperturbável com o pedido. Ah, claro, ele estava corando como nunca. E ainda não conseguia olhar a irmã mais nova nos olhos. Então, ele estava nervoso. Mas o pedido em si? Quase parecia que Aaron o tinha antecipado.

O que era estranho. Rachel nunca tinha beijado um garoto sequer. Ter um primeiro beijo na frente da turma já era muito a pedir. Mas também ter esse primeiro beijo com o irmão. Isso parecia demais. E Rachel não era a única pessoa que pensava assim.

"Sra. Genesee, eles são irmão e irmã!" exclamou Taylor Charles, a ruiva atlética. "Isso é..." ela sussurrou a última palavra, como se meramente pronunciá-la em voz alta fosse um pecado. "Incesto."

"Taylor!" A Sra. Genesee ficou de pé, mãos na cintura. Seu comportamento antes suave tornou-se pétreo. Algo nessa transformação o deixou ainda mais intimidador. "Você já se esqueceu do juramento da turma?"

"Desculpe, Sra. Genesee", disse Taylor, parecendo envergonhada. Seu rosto quase tão vermelho quanto seu cabelo. Ela disse as palavras seguintes quase como um murmúrio. "O que acontece aqui, a gente não comenta. Nem julga."

"Correto. E por que isso?"

"Ser adulto vem com responsabilidades adultas", disse Taylor, como se recitasse um discurso ensaiado. "Mas coisas adultas assim não podem ser aprendidas em livros ou palestras. Então, em vez disso, a gente demonstra junto. Para que todos possamos compartilhar e aprender igualmente."

"Isso mesmo", disse a Sra. Genesee. Ela estava de volta ao seu eu doce e maternal. "Claro, se preferirem, podemos voltar a usar o livro didático, em vez disso."

A turma inteira gemeu. O que quer que tivesse naquele livro, Rachel percebeu que devia ser terrível.

A Sra. Genesee sorriu calorosamente. "Fico feliz em ouvir que todos vocês se sentem assim. Mas lembrem-se, isto é sobre ser adultos. Isso significa fazer essas coisas, sim, mas também ser respeitosos e mostrar compostura adequada. Todo mundo vai estar aqui na frente em algum momento. Pensem em como gostariam que sua própria demonstração acontecesse. Taylor, acredito que a sua vez é daqui a duas semanas. Sei que você vai querer ser tratada com o mesmo respeito que Aaron e Rachel hoje, certo?"

"Com certeza", disse Taylor. Ela estava sorrindo, como se tudo estivesse bem no mundo.

"Agora, concordo que isso é mais inconvencional do que qualquer coisa que já vimos até agora", disse a Sra. Genesee. "Mas não há o que fazer. Não podemos adiar. Então, a menos que alguém esteja disposto a se voluntariar para fazer uma rodada dupla..."

Todos na sala acharam algo muito mais interessante para olhar ao redor.

"Foi o que pensei", disse a Sra. Genesee. "OK, Aaron, pode prosseguir."

O irmão mais velho e bonito de Rachel foi direto até ela. Suas coxas pressionadas contra os joelhos dela. Seus olhos escuros vasculhavam o chão. Suas bochechas pareciam perpetuamente rosadas.

Ele murmurou alguma coisa, mas Rachel estava distraída demais com o estresse de tudo aquilo -- o olhar da professora, os olhares penetrantes dos outros alunos, o pensamento do que estava prestes a acontecer -- ela não conseguia prestar atenção.

Aaron se repetiu. "Desculpa", disse ele, "desculpa por tudo isso." Sua voz estava tão baixa que ele estava quase sussurrando.

Por mais que o irmão fosse alto, bonito e superinteligente, Rachel sabia que ele era quase terminalmente tímido. Ficar na frente da turma assim já devia ser difícil o bastante. Quanto mais agora ter que fazer o que lhes foi pedido.

Rachel percebeu, então, que ela tinha que estar ali pelo irmão, de uma forma que ia além de estar na sala. Afinal, eles já tinham outros seis alunos (mais uma professora!) para fazê-los se sentirem desconfortáveis. Não era o trabalho dela ser o único rosto seguro?

"Tudo bem", disse Rachel, "De verdade, Aaron. Honestamente, fico feliz em poder fazer isso por você. E, além disso, é só um beijo bobo."

"Um beijo", disse Aaron, com um sorriso irônico. "Certo."

Ele encontrou os olhos azuis e brilhantes da irmã pela primeira vez. Colocou as mãos nos ombros dela, rígido e desajeitado. Inclinou-se para frente. Rachel ofegou, mas antes que pudesse soltar o ar, ele foi engolido pelo irmão quando Aaron pressionou os lábios nos dela.

Foi rápido. Um selinho na melhor das hipóteses. Estranho e duro; clínico e desagradável. Nem de longe como filmes e livros tinham feito Rachel acreditar que um beijo seria. Foi desajeitado e desconfortável, como ser beijada por um membro da família. O que fazia sentido, já que era exatamente isso que estava acontecendo.

Ainda assim, Rachel ficou decepcionada. Afinal, era o seu primeiro beijo. E tê-lo tão, bem, ruim foi meio frustrante. Estranhamente, ela também se sentiu um pouco culpada. Como se estivesse decepcionando a turma também. Não era seu trabalho ajudar a demonstrar um beijo de verdade?

A Sra. Genesee deve ter sentido o mesmo, porque gentilmente separou os irmãos com a mão.

"Vamos, Aaron", disse a Sra. Genesee.

Novamente, um pouco de severidade preencheu sua voz, de outra forma doce. Só aquele pouquinho de reprovação, mal o suficiente para merecer a palavra, já deixou Rachel aterrorizada. O fato de o resto da sala também parecer paralisado pelo tom da Sra. Genesee só piorou as coisas.

"Espero um pouco de hesitação da querida Rachel", disse a Sra. Genesee, aquele indício de ira já derretido. "Mas nós dois sabemos que você pode fazer melhor do que isso."

"Desculpe, hum, senhora." Aaron gaguejou. "É que, hum, bem. É minha irmã e eu..."

"Já vi você dar beijos muito melhores com a Lilly", disse a Sra. Genesee.

Rachel se sobressaltou com aquilo. Aaron tinha beijado Lilly? Ela ficou surpresa, sentindo-se estranhamente enganada. E também, talvez o mais inapropriado de tudo: ciumenta.

"Sim, mas aquela é a Lilly e esta é..."

"Sua irmã", disse a Sra. Genesee. "Uma mulher que você realmente ama. Ou você mentiu antes sobre seus sentimentos?"

"Não", disse Aaron, "definitivamente não."

"OK então", disse a Sra. Genesee. Ela ficou para trás, braços cruzados sob os seios pequenos, como se seu ponto já tivesse sido mais que provado.

Aaron sugou o ar, bruscamente. Ele olhou para a irmã. "Desculpa", disse ele, "de novo."

Ele se inclinou e pressionou os lábios nos de Rachel. Desta vez foi melhor. Um padrão baixo, mas ainda assim. Seus lábios pareciam macios. Sua boca mais acolhedora. Suas mãos apertadas nos ombros dela.

Rachel se deixou cair naquilo. Ela se forçou a esquecer os outros jovens na sala, a professora julgando. Deixou o fato de que era seu irmão escapar da mente e, em vez disso, focou no ato de afeto por alguém que ela realmente amava.

Aaron também pareceu ser puxado para frente. Sua boca se abriu e eles *estalaram* lábios, molhados. Seus braços se contraíram e envolveram as costas de Rachel. O que tinha sido robótico tornou-se pesadamente, inescapavelmente, apaixonado.

Rachel sentiu a língua do irmão pressionar seus lábios, e ela o deixou deslizá-la para dentro de sua boca. Uau! Agora isso sim era um beijo!

"Uau", Taylor, a ruiva atlética, ofegou.

"Legal", Noah, o rapaz de cabelo castanho que era o vai-e-vem da paixão de Rachel, disse.

"Awn." Kaylee, a líder de torcida loira, murmurou. "Tão doce!"

"Nossa", disse o garoto tímido e gorducho, Mason.

Rachel até ouviu a gótica julgadora, Amy, fazer um tipo de 'hmmm' satisfeito.

"Que seja", disse o valentão Johnny Markison com desdém. Foi quase tanto um elogio quanto todas as coisas legais que a turma murmurava.

E ainda assim, foi só quando a Sra. Genesee assentiu em aprovação na visão periférica de Rachel que a garota se permitiu sentir que realmente havia tido sucesso na tarefa.

"Muito melhor", disse a Sra. Genesee.

E o coração de Rachel inchou de felicidade com o simples elogio. O poder que a aprovação dessa mulher parecia ter sobre ela só fazia essa experiência parecer ainda mais sinistra. E isso já era dizer muito, porque certamente era estranho pra caramba por si só.

Rachel sentiu Aaron começar a se afastar e deixou claro -- com seus próprios lábios e boca e língua -- que aquilo era inaceitável. Ela colocou suas próprias mãos nos flancos do irmão. Ele parecia sólido. Forte. O sobe e desce de sua respiração estava curto e necessitado. Ela se deixou perder na conexão escorregadia entre eles.

"Sim, bom", disse a Sra. Genesee, "Acho que você pode prosseguir agora."

Rachel soltou um suspiro. Por um lado, sentia que poderia beijar o irmão para sempre. Mas finalmente acabar com aquilo também era um alívio. Foi só um beijo. E bem fácil de fazer, no fim das contas. Rachel estava ansiosa para voltar para sua própria aula.

Mas Aaron não soltou a irmã de seus braços. Em vez disso, ela sentiu as mãos dele deslizarem por suas costas e agarrarem a barra do suéter. E, de repente, Rachel se viu sentindo uma emoção muito diferente, completamente. Uma que ela não conseguia descrever com uma única palavra. Medo-excitação-vergonha-ansiedade. Mexergonhação. Isso.

Talvez Aaron estivesse passando pela mesma coisa. Mas ele estava ocupado demais beijando a irmã e apalpando suas roupas para expressar isso. Era uma coisa estranha e assustadora -- Aaron era o instigador de todos esses sentimentos, mas também seu único porto seguro na sala.

Inevitavelmente, Aaron começou a levantar o suéter de Rachel para cima. Rachel sentiu seu coração disparar a cada centímetro da blusa azul que o irmão expunha.

"Levante os braços, querida", disse a Sra. Genesee. Até sua doçura agora tinha um gosto estranhamente azedo. Como açúcar demais pode revirar o estômago.

Rachel não queria fazer nada daquilo. Disse a si mesma que estava sendo boba -- era só mostrar a camisa social, afinal. Usava menos nas aulas de educação física. Mas era a implicação do ato -- todos os passos subsequentes que ele sugeria -- que a fazia querer desesperadamente fugir e se esconder. Fechar os olhos com força e fazer o mundo inteiro se teletransportar para longe.

Mas Rachel não fez nada disso. Em vez disso, para sua surpresa, fez exatamente o que lhe foi dito. Aaron interrompeu o beijo para puxar o suéter por cima da cabeça da irmã. Jogou-o de lado, como se não fosse nada além de um trapo.

Com o beijo interrompido, o suéter no chão, os olhos de Rachel voltaram a focar. A Sra. Genesee estava encostada na parede do fundo, de braços cruzados. O resto da turma olhava diretamente para ela, hipnotizada. Os olhares famintos no rosto deles. O olhar julgador da professora. A expressão amorosa no rosto do próprio irmão. Rachel de repente sentiu náuseas. Como despencar na queda íngreme de uma montanha-russa. E a próxima subida parecia realmente muito alta.

O que estava acontecendo? Para onde isso estava indo? Com o beijo e o suéter e-

"Hmph!" Rachel guinchou quando o irmão cobriu sua boca com a dele.

"Tá tudo bem", ele disse, entre beijos estalados. Sua voz como um sussurro no ouvido dela. "Estou aqui. Tá tudo bem." Claramente o irmão mais velho tinha percebido seu desconforto e estava tentando ajudar.

Mas o que estava bem? Esse era o problema do qual Rachel não conseguia escapar. O que exatamente era o 'isso' que supostamente estava bem?

"Eu entendo", Aaron disse, mostrando claramente que não entendia nada. "Não era para ser você. É estranho e esquisito e eu também estou sentindo isso. Você nem chegou a fazer as coisas anteriores."

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