Cheia Dele, Ainda Sua
— Você quer mesmo saber de tudo?
Eu assenti. Minha mão repousava na coxa dela, os dedos traçando círculos lentos e preguiçosos logo abaixo da barra do short. Mantive os olhos nos dela.
— Comece do início. De quando você o viu.
Sophia respirou fundo, daquele jeito que enche o peito e acalma a voz.
— A gente se encontrou no pátio. No comecinho da noite. Aquela luz que deixa tudo macio, dourado. Eu estava com aquele vestido azul. O da fenda.
— Você usou aquele vestido?
Ela assentiu, os lábios se apertando como se já soubesse para onde minha cabeça estava indo.
— Não achei que fosse importar. Não estava planejando nada. É só o que eu sempre me sinto confiante. Nem passei perfume. Só aquele óleo que você gosta, no pescoço.
— Ele comentou alguma coisa sobre sua aparência?
— Não precisou. Ele se levantou quando cheguei. Me olhou de cima a baixo do jeito que os homens fazem quando querem ser respeitosos, mas os olhos demoram demais. Quadris. Peito. Não foi nada sutil.
— Você gostou.
Sophia baixou o olhar por um instante, depois voltou a me encarar. — Gostei de ser vista daquele jeito. Gostei de saber que ele me viu.
— Sobre o que vocês conversaram?
— A viagem. Voos. Praias. Ele perguntou se eu já tinha ido ao Caribe. Se eu gostava de rum. Eu disse que gostava de água morna e camas macias. Ele sorriu e disse que o lugar certo podia fazer você esquecer o próprio nome.
Meu maxilar travou. Minha mão parou na perna dela.
— Ele estava flertando.
— Um pouco. Era sutil. Mas sim, estava lá.
— Você flertou de volta?
Ela hesitou. Aquela foi minha resposta.
— Eu sorri demais. Ri com muita facilidade. Me inclinei quando não precisava.
— Você tocou nele?
— Nossas mãos se roçaram quando ele passou a carta de vinhos. Eu não tirei a minha.
Eu deslizei a mão mais para cima, por baixo do short agora, roçando a borda da calcinha. Eu sentia o calor dela.
— Quando a coisa mudou?
— Depois da segunda taça de vinho. Eu estava quente. Solta. O sol tinha se posto e a vela na mesa estava tremeluzindo. Percebi que não queria ir para casa ainda.
— Ele pediu para você ficar?
— Não. Eu me levantei para ir embora. Ele se ofereceu para me acompanhar até o carro.
— Você sabia que ia beijá-lo?
Ela abriu a boca para dizer não, depois a fechou. Quando finalmente respondeu, a voz estava mais baixa.
— Eu não sabia. Mas não impedi.
— Me conte.
— Abri a porta do motorista. Ele disse boa noite. Eu me virei e ele estava bem ali. Perto. Ele tocou na minha cintura. Eu não recuei. Ele me beijou.
— Você beijou de volta?
— Com força. Desesperada. Como se estivesse prendendo a respiração desde que o vinho chegou.
Eu me ajeitei. Meu pau estava inchando, duro contra o zíper. Meus dedos pressionaram o tecido encharcado entre as pernas dela.
— Onde estavam as mãos dele?
— Uma na base das minhas costas. A outra deslizou por baixo do vestido. Agarrou minha coxa. Subiu rápido. Eu deixei.
— Ele tocou em você?
— Sim.
— Por cima da calcinha?
— Não. Quando a mão dele chegou lá, eu já tinha mudado de posição. Só o suficiente para abrir. Os dedos dele deslizaram sobre o meu clitóris. Direto. Eu estava encharcada.
Fechei os olhos, pressionando os dedos com mais força contra ela.
— Você tocou nele?
— Eu peguei no pau dele. Dava para sentir por cima da calça. Grosso. Abri o zíper.
— Você tirou para fora?
— Eu queria ver. Sentir. Precisava saber se estava imaginando.
— E?
— Era enorme. Grosso como nunca vi. Eu disse: 'Meu Deus, você é tão grande.' Ele só sorriu.
— Ele tentou te comer ali mesmo?
— Sim. Afastei a calcinha. Ele pressionou a cabeça contra mim. Esfregou devagar na minha boceta.
— Você deixou ele entrar?
— Só a ponta. Depois mais um pouco. Mas estávamos de pé. Mal consegui aguentar.
— Você queria ele dentro?
— Mais que tudo. Mas não estava dando. Não ali.
— Então o que ele fez?
— Ele sussurrou: 'Me segue até em casa.' Eu quase disse sim.
— Mas não disse.
— Não. Abri a porta do carro. Tentei respirar. Mas ele me parou.
— Parou como?
— Ele pegou minha mão. Fechou a porta do motorista. Abriu a de trás. Me guiou para o banco de trás.
— E você deixou.
— Sim.
Deslizei os dedos entre os lábios dela. Ela ofegou.
— Então me conta o que aconteceu no banco de trás.
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CAPÍTULO 3: O Banco de Trás
— Você deixou ele te guiar para o banco de trás?
Sophia assentiu. Seus lábios se entreabriram um pouco quando movi a mão mais para cima na coxa dela.
— Não falei nada. Só deixei ele abrir a porta e me conduzir como se já estivesse decidido.
— Estava?
— Acho que sim. Talvez no momento em que o beijei.
— Como era lá dentro?
— Errado. Familiar. Quer dizer, tinha o nosso cheiro. Cheiro da nossa vida. Migalhas das crianças no banco. Um caderno do Luca no chão. E seu moletom cinza estava amassado do meu lado. Você deixou lá na noite anterior.
— E mesmo assim você ficou.
— Eu queria me sentir outra pessoa. Não uma mãe. Não uma esposa. Só alguém que podia ser tomada e não precisar dar explicações.
— Me conta o que aconteceu depois.
— Ele afastou meus joelhos. Puxou meu vestido até a cintura. Eu já estava pingando. Ele agarrou minha calcinha e a puxou para baixo. Levantei o quadril sem pensar.
— O que ele disse?
— Olhou para mim e disse: 'Porra, você já está vazando.' Ele não estava errado. Eu sentia entre as pernas antes mesmo de ele me tocar.
— O pau dele?
— Ele desfez o cinto. Abriu as calças. O pau saiu duro, inchado, vermelho na ponta. Eu suspirei. Parecia... intenso. Como se fosse me arruinar.
— Você tocou?
— Sim. Enrolei a mão nele e senti pulsar. Era pesado. Quente. Espalhei o pré-gozo com o polegar e deslizei entre minhas pernas.
— E depois?
— Ele não esperou. Enfiou. Só a cabeça. Mas era grossa. Eu gritei. Meu corpo estava resistindo, mas eu não queria parar. Disse para ele continuar.
— Ele continuou?
— Começou a me foder. Com força. O banco balançava. Os vidros do carro embaçaram. Eu me agarrava em qualquer coisa.
— No que você se agarrou?
— No seu moletom.
Eu congelei.
— Agarrei sem pensar. Mordi. Enfiei na boca para abafar meus gemidos enquanto ele me fodia. Sentia o seu cheiro nele. A colônia que você usa. Sua pele. E ele. O suor dele. A respiração dele. Vocês dois misturados na minha cabeça. Minha boceta apertou tanto que juro que me abri ainda mais.
— Você estava mordendo minhas roupas enquanto ele te fodia?
— Sim. Foi aí que estalou. A vergonha. O cheiro. O som de pele batendo. Minha boca cheia de você enquanto o pau dele me esticava. Gozei tão forte que meu corpo inteiro tremeu. Não liguei se alguém visse. Não liguei se alguém ouvisse.
— Ele disse alguma coisa?
— Disse que eu estava apertando ele como um torno. Que não queria parar. E eu disse para ele não parar. Também não queria que ele parasse.
— Até onde ele foi?
— Até o fundo. No final. Parei de resistir. Meu corpo simplesmente cedeu. Ele me preencheu completamente.
— Ele gozou?
— Sim.
— Dentro?
— Sim.
— Você deixou?
— Eu precisava.
— Como foi?
— Ele gemeu. Mordeu meu ombro. E eu senti. Quente, grosso, jorrando fundo e vazando antes mesmo de ele tirar. Encharcou minhas coxas. Não limpei.
— O que você fez depois?
— Fiquei deitada. Imóvel. Meu vestido levantado. Minhas pernas abertas. Seu moletom ainda na minha mão. E eu soube.
— Soube o quê?
— Que não tinha mais volta.
— O que você fez em seguida?
As pernas de Sophia se moveram sob minha mão. Eu sentia como ela ainda estava molhada.
— Abaixei o vestido. Coloquei a calcinha de volta, mesmo encharcada. Senti ele vazando de mim enquanto me sentava.
— Você não se limpou?
Ela negou com a cabeça.
— Não. Queria ficar bagunçada. Queria sentir. A porra dele nas minhas coxas. Na minha calcinha. Ainda pingando de mim. Não queria fingir que não tinha acontecido.
— Você disse alguma coisa a ele?
— Não muito. Só cobri o peito com o vestido. Nos olhamos por um segundo. Ele não se despediu, só me beijou mais uma vez. Depois saiu e fechou a porta.
Engoli em seco.
— Você ficou ali sozinha?
— Fiquei uns minutos. Minha pele ardia. Minhas coxas tremiam. Eu sentia a porra dele encharcando seu moletom, onde eu tinha enfiado debaixo de mim.
Fiquei olhando para ela. — Você usou meu moletom como toalha?
— Não foi de propósito. Estava ali. Quente. Seu. Não queria me mexer. Queria me sentir arruinada em algo que tinha seu cheiro.
Não falei nada. Não consegui. Meu pau estava latejando na calça, pulsando, se contraindo a cada palavra.
— Você pensou em mim?
— Sim.
— Em que parte?
— Em você entrando pela porta com minha boceta ainda cheia da porra de outro homem. Fingindo que estava bem. Sabendo que não estava.
— Você sentiu vergonha?
A voz de Sophia baixou.
— Eu estava viva. Excitada. Radiante.
— Você dirigiu para casa assim?
— Cada mudança do banco do carro empurrava mais fundo. A cada sinal vermelho eu sentia escorrer pela parte interna da coxa. Era só no que eu conseguia pensar.
— E quando você chegou em casa?
— As luzes ainda estavam acesas. Dava para ouvir a máquina de lavar louça. Você estava lá em cima. As crianças dormindo. Entrei e tudo estava... normal.
— E você estava destruída.
— Sim.
— O que você fez?
— Fui ao banheiro. Fechei a porta. Tranquei. Mas não acendi a luz. Não queria me ver ainda.
Movi a mão devagar, provocando os lábios dela, abrindo-a.
— Você foi direto para o chuveiro?
— Primeiro fiquei de pé na frente da pia. Toquei no peito. Puxei a calcinha para baixo. Vi como estava encharcada, como minhas coxas estavam grudadas. Me abri com dois dedos e fiquei vendo a bagunça pingar.
— Você se tocou?
— Ainda não. Entrei no chuveiro, mas não liguei. Fiquei ali, nua, aberta, usada. Queria ficar daquele jeito.
— Por quê?
— Porque queria trazer tudo para você. Meu corpo. Minha sujeira. Não queria lavar ele de mim.
Me inclinei.
— Você queria vir para mim suja.
— Sim.
Meu coração estava martelando. — Por quê?
Sophia me olhou, calma, certa.
— Porque eu queria que você provasse. Tudo. Queria te mostrar o que ele fez comigo. Queria me deitar para você como uma bandeja. Aberta. Ainda molhada. Ainda vazando. Ainda cheia.
Ela fez uma pausa.
— E queria ver o que isso faria com você.
— Quando você ia me contar? — perguntei, a voz tensa, baixa.
Sophia me olhou, calma, mas respirando mais rápido agora. — Eu ia deixar você me encontrar primeiro.
— Encontrar como?
Ela deslizou lentamente para trás na cama, deitando-se completamente, os olhos fixos nos meus.
— Assim.
Ela puxou o short pelas coxas, lento, deliberado. A calcinha veio junto. Era clara, encharcada, quase translúcida de tão molhada que ainda estava. Quando a tirou, o cheiro me atingiu.
Não era só ela.
Não era só excitação.
Era sexo.
Cru. Emaranhado. Algo selvagem, aberto e que não era meu.
Olhei fixamente para a boceta dela — úmida, vermelha, inchada. Os lábios entreabertos, e eu via o fio cremoso ainda preso lá dentro. Um filete captou a luz, esticado da parte interna da coxa dela em direção à cama.
— Porra — murmurei.
Ela se deitou, as pernas se abrindo.
— Eu queria que você visse tudo. Antes de eu me limpar. Queria que você sentisse o cheiro em mim. Provasse.
Meu corpo estava rígido. Fui para cima dela, pairando.
— Você queria que eu te devorasse assim?
— Sim.
Olhei para ela, olhei de verdade — o peito subindo rápido, os lábios entreabertos, as pernas abertas e sem vergonha. A pele brilhava de suor, e havia um rubor nas bochechas que não tinha saído desde que ela começara a falar.
— Você sabia que eu ia querer isso.
A mão de Sophia deslizou entre as pernas. Ela se abriu com dois dedos. Vi um rastro da porra dele se esticar pelo rego, ainda molhado, ainda brilhando.
— Eu não queria só que você quisesse — sussurrou ela. — Eu queria que você precisasse.
Caí de joelhos na beira da cama.
Não pedi. Não falei.
Me inclinei.
A primeira inspiração roubou todo pensamento racional do meu cérebro. Era ela. E ele. A doçura dela e a espessura dele, misturadas no calor entre as coxas dela. Me atingiu tão fundo que senti meu pau saltar dentro da calça.
Pressionei a língua contra ela.
Ela gemeu, agudo e alto, os quadris se agitando.
Provei ela primeiro. Depois ele. Depois os dois juntos. A boceta dela estava quente, ruborizada, encharcada. Passei a língua pela bagunça, lambendo tudo que ela estava guardando para mim.
Ouvi o suspiro dela. — Ai, meu Deus...
Agarrei suas coxas e as abri mais, enterrando o rosto na boceta dela, lambendo cada centímetro. Ela estava pingando — nos meus lábios, pelo meu queixo — e eu não parei. Queria me humilhar naquilo. Me afogar. Suguei o clitóris dela para dentro da boca e seus quadris se ergueram da cama.
Ela estava ofegante. Se contorcendo.
— Não para — sussurrou, a voz esganiçada. — Toma. Toma tudo.
Minha língua entrou dentro dela. Ainda estava cheia. Ainda aberta. Gemi dentro dela, sentindo o gosto do homem que a fodera, a esposa que implorara por aquilo, a ânsia que ela trouxera para casa para mim.
Recuei por um segundo, só para ver aquilo vazar.
— Você trouxe isso para casa para mim — eu disse.
Sophia estava ruborizada, tremendo. — Trouxe para alimentar sua alma.
— Você queria ser minha refeição.
— Sim.
Me levantei e empurrei a calça jeans para baixo. Meu pau saltou livre, brilhando de pré-gozo.
— Vira — eu disse.
Ela rolou de bruços, depois se ajoelhou, o rosto enterrado no travesseiro, a bunda empinada e exposta.
Subi atrás dela, agarrei seus quadris e olhei fixamente para sua boceta. Ainda brilhando. Ainda bagunçada. Ainda convidativa.
Empurrei a cabeça do meu pau para dentro dela, devagar.
Sophia suspirou e empurrou contra mim.
— Ainda sinto ele — sussurrou.
Rosnei. — Agora você vai me sentir.
Enfiei devagar, e no momento em que meu pau passou pelos lábios dela, eu senti.
Quente.
Molhada.
Escorregadia de um jeito que não era só ela.
A porra dele ainda estava dentro. Ainda cobrindo as paredes. Ainda pingando em fios cremosos que grudavam no meu pau conforme eu afundava mais.
Sophia gemeu contra o colchão.
— Ai, meu Deus...
Tirei um centímetro e olhei para baixo.
Meu pau estava lustroso de branco. Coberto da bagunça que ela trouxera para casa. O corpo dela estava vazando — a porra dele, a lubrificação dela, agora se misturando ao meu pré-gozo, escorrendo pela parte de trás das coxas dela em gotas lentas e grossas.
— Jesus — murmurei. — Você ainda está cheia.
Ela virou a cabeça de leve. A voz estava rouca.
— Eu queria estar.
Agarrei seus quadris com mais força, puxei-a contra mim e enfiei mais fundo.
O som era obsceno. Um chupão molhado que ecoava no quarto, grudento e cru. Meu pau remexia a bagunça dentro dela, espalhando, reivindicando o espaço que ele deixara para trás.
— Você deixou ele gozar tão fundo? — rosnei.
— Sim.
— Agora eu vou foder isso para fora de você.
Arremeti com força e vi a mistura jorrar ao redor do meu pau. A boceta dela me sugava, gananciosa, imunda, já palpitando.
O cheiro era avassalador. Sexo. Suor. Ela. Ele. Eu. Tudo sobreposto no calor entre as pernas dela.
Me inclinei sobre as costas dela, enrolei uma mão na sua garganta e pressionei a boca contra o ouvido dela.
— Você queria ser preenchida por nós dois.
Sophia ofegou.
— Sim.
Meu pau estava encharcado agora, deslizando para dentro e para fora em estocadas longas e profundas. Os sons escorregadios eram constantes, molhados e lascivos. A porra dele borbulhava para fora a cada investida, vazando sobre os lençóis, cobrindo minhas bolas, pintando a base da bunda dela.
Mordi o ombro dela.
— Quero ser o último dentro de você. O único que você lembra quando fechar os olhos.
— Então me fode mais forte.
Eu obedeci.
Puxei-a para cima, de joelhos, e meti nela. A bagunça jorrava agora. Eu a sentia apertar, me sugar, como se o corpo dela não soubesse onde um homem terminava e o outro começava.
— Você é minha — eu disse.
— Sim.
— Fala isso enquanto eu fodo a porra dele para fora de você.
— Eu sou sua.
— Você vai gozar no meu pau, com a porra dele ainda pingando de você.
Ela gritou, tremendo. As coxas estremeceram. Estava perto.
— Fala de novo.
— Eu sou sua — arfou. — Sua, porra.
A boceta dela apertou, espasmando, bagunçada e barulhenta. Um jorro fresco de fluidos explodiu ao meu redor. A lubrificação era tão intensa que eu a sentia espirrar nas minhas coxas, me cobrindo. Meu pau latejava, doendo, enterrado até o talo dentro dela.
— Vou te encher — sussurrei. — Te inundar até não sobrar nada dele.
— Sim. Faz. Quero sentir escorrer junto com o dele.
Isso me quebrou.
Meti nela, os quadris batendo, e gozei forte — pulsos longos e violentos, minha porra jorrando fundo, se misturando com o que já estava lá, aumentando o caos. Senti escorrer ao redor do meu pau, senti o corpo dela se contrair e apertar, ordenhando cada gota.
Desabamos juntos, ela de bruços, eu estendido sobre suas costas, ainda dentro dela.
Ainda vazando.
Ainda conectados.
Beijei seu ombro. Minha mão encontrou a dela. Dedos entrelaçados.
"Você é tudo."
Ela virou a cabeça para mim. Seus olhos estavam úmidos, brilhantes, selvagens e ternos ao mesmo tempo.
"Eu queria que você visse tudo de mim", ela disse. "Até a parte que se arruinou para você."
Balancei a cabeça lentamente.
"Você não está arruinada", eu disse. "Você é minha."
E eu ainda estava dentro dela.
No início, não falamos.
Só ficamos ali, entrelaçados. O peito dela pressionado contra o colchão, as coxas ainda abertas, meu pau amolecendo lentamente dentro dela. Nossa pele estava escorregadia de suor, a bunda e a parte interna das coxas dela lustrosas com a mistura de três orgasmos e dois homens.
Observei aquilo vazar dela.
Espesso. Branco. Lento.
A gravidade puxando da boceta arruinada dela, deixando escorrer para os lençóis. Era uma bagunça. Do tipo que você não limpa imediatamente. Do tipo que você encara e respira fundo.
Afastei o cabelo do ombro dela e beijei a nuca. O corpo dela estremeceu, depois relaxou.
"Você está bem?", perguntei.
Ela assentiu contra o travesseiro. "Nunca me senti mais eu mesma."
Saí de dentro dela suavemente. Mais porra escorreu dela. Observei com uma mistura estranha de admiração e possessividade. Minha porra. A dele. A dela. Tudo dela agora.
Ela rolou de costas lentamente, as pernas se abrindo naturalmente, como se seu corpo não se importasse mais com o pudor. Estava corada, radiante, crua, linda. Arrasada. E orgulhosa disso.
Seus olhos encontraram os meus.
"Eu não sabia o que você faria", ela sussurrou. "Depois que eu te contasse tudo."
Estendi a mão e segurei o rosto dela.
"Eu também não."
Os dedos dela encontraram meu pulso, o seguraram. "Mas você não foi embora."
"Não", eu disse. "Eu te fodi."
Ela sorriu, mas não foi brincalhão. Foi grato. Profundo. Talvez até um pouco abalado pelo que havíamos acabado de passar.
"E você me amou através disso", ela disse.
Assenti.
"Eu não queria me esconder disso", eu disse. "Não queria que você voltasse e fingisse que era a mesma. Porque você não é."
Os olhos dela se encheram um pouco d'água.
"E você também não é", ela disse.
Ficamos deitados por um tempo, mal nos tocando, mas mais conectados do que estivemos em anos. Não era só o sexo. Não era nem mesmo a confissão. Era o espaço. A liberdade. O perigo daquilo. O fato de que nós dois olhamos para o precipício juntos e não recuamos.
"Eu não fiz isso para te machucar", ela sussurrou.
"Eu sei", eu disse. "Você fez porque algo dentro de você precisava. E confiou em mim o suficiente para trazer isso para casa."
Sophia virou de lado, de frente para mim. Ela estendeu a mão, passou os dedos pelo meu pau amolecido, agora lambuzado com tudo que ela tinha me dado.
"Algo aconteceu comigo naquele banco de trás", ela disse.
"Eu sei."
"Eu me senti poderosa. Imunda. Viva. E não queria esconder isso de você. Queria ser amada nesse estado."
"Você foi."
Ela piscou para mim.
"Nunca te desejei mais do que agora", eu disse. "Não quando nos conhecemos. Não na nossa lua de mel. Agora. Aqui. Com suas coxas pegajosas e sua boceta vazando. Você é a coisa mais linda que eu já vi."
Ela mordeu o lábio.
"Diga isso de novo."
"Você é a coisa mais linda que eu já vi."
Ela sorriu. Aquele sorriso suave, íntimo. O que eu não via há meses. Talvez anos.
E então ela fez algo pequeno, mas devastador.
Ela pegou minha mão e a colocou bem sobre o coração dela.
"Você ainda me quer?", ela perguntou.
Beijei o peito dela.
"Mais do que nunca."
Ela soltou um suspiro lento e trêmulo.
"Então da próxima vez..." ela disse baixinho, "eu quero que você assista."