Apertando Botões
O baque surdo de um corpo batendo em outro ainda me provocava um leve arrepio na espinha, apesar de eu já assistir rugby há anos. Rugby feminino, tecnicamente, e eu só comecei porque Alanna tinha entrado pro time no ensino médio. Havia expectativas quando sua melhor amiga se revelava uma estrela local, como ir a todos os jogos e a alguns treinos.
A pequena torcida vibrou quando Alanna enfiou o ombro na barriga da outra garota, levantando-a do chão antes de jogá-la no gramado. A bola escapou solta e outra garota do time da universidade a pegou e correu, deixando as duas para trás. Alanna, sorrindo como uma demônia através do protetor bucal, plantou a mão no peito da garota que estava embaixo dela e se impulsionou para cima, dando uma apertada forte no meio do caminho.
Isso não era óbvio para a torcida ou para os juízes, mas eu já tinha ouvido Alanna descrever suas táticas tantas vezes que provavelmente poderia narrar cada movimento que ela faria em campo. Alanna gostava de jogar sujo e de mexer com a cabeça do time adversário, e como ela era lésbica, usava sua personalidade extrovertida para passar a mão na bunda, agarrar peitos e apalpar virilhas; tudo com muita força. Eu já a tinha visto até dar um beijo numa garota uma vez, enquanto estavam embaixo de um scrum brigando pela bola entre elas. Alanna ganhou a posse porque a outra garota ficou chocada demais.
Ela saiu correndo de novo, e a garota que deixou para trás esfregava o peito com uma expressão de dor e confusão. Rugby era bruto; beliscões, cotoveladas e até passar as travas das chuteiras eram comuns, mas muitas vezes as garotas simplesmente não esperavam levar um beliscão sexual em vez de violento. Uma companheira de Alanna marcou um try e eu pulei de pé, vibrando com os outros espectadores.
Quando nos acomodamos de novo nos assentos, todo mundo conversava entre si, comentando sobre os grandes impactos até aquele momento e o fato de o nosso time estar indo tão bem. Nossos amigos e colegas de casa que também tinham vindo ao jogo estavam sentados ao meu redor, mas nem tentavam puxar assunto comigo. Eu tinha desenvolvido a reputação de 'fã ávido' do esporte nos últimos anos; eles se acostumaram a me ver sentado quieto, olhando fixamente para o campo, achando que eu estava pensando em estratégias e jogadas sobre as quais Alanna e eu falávamos sem parar quando bebíamos.
O que eles não sabiam é que eu mal assistia ao jogo. Desde a primeira vez que ela pegou numa bola de rugby, a hora do jogo virou uma desculpa pra eu ficar olhando pra Alanna sem risco de passar vergonha. Eu tive muito tempo pra desenvolver minha paixão pela minha melhor amiga indisponível. A parte gay podia até estar ao contrário, mas eu estava na quintessência da 'friend zone'.
Alanna não era o tipo magrela de modelo, embora eu ainda me preocupasse que um nariz quebrado fosse estragar suas maçãs do rosto altas, de modelo. Ela era o que eu gostava de chamar de corpo cheio, não exatamente o tipo 'corpão de tanque de guerra', mas perto disso. Seu porte a deixava complexada com o corpo, no entanto, e tivemos que ter uma conversa sobre distúrbios alimentares no ensino médio. Quando ela começou a se sentir melhor consigo mesma, com o treino de rugby o ano todo, ela se manteve muito em forma, em vez de definhar ou acumular gordura. Seu abdômen era esculpido e, combinado com seus lindos seios e quadris fartos, dava à sua silhueta curvas suaves, em vez da dramática ampulheta que ela achava que precisava ter. Tudo nela dizia atletismo poderoso.
Ela olhou para as arquibancadas e nossos olhares se encontraram do outro lado do campo. Ela sorriu pra mim e acenou, e eu acenei de volta. Então ela voltou sua atenção para o outro time, e o jogo recomeçou.
Éramos vizinhos e amigos desde o primário. Chegamos juntos ao ensino médio e continuamos assim, apesar de ela ter se tornado esportista e eu, artístico. Fui a primeira pessoa a quem ela contou que achava que podia ser gay, então assistimos uns pornôs lésbicos juntos e ela decidiu que era. Minha paixão já estava firmemente instalada nessa época, e fiquei de coração partido, mas fiquei ao lado dela quando ela se assumiu lésbica total. Também fui eu a quem Alanna se confessou quando percebeu que tinha exagerado; ela tinha se tornado uma 'lésbica vadia por atenção' e estava fazendo escândalo porque gostava da polêmica e da notoriedade. Ela largou a garota que estava ajudando a 'experimentar' três semanas antes da formatura do ensino médio, e fomos juntos ao baile. Como 'apenas amigos'.
O jogo terminou logo, Alanna e seu time saíram do campo ovacionados com a vitória. Ela e mais algumas garotas tinham virado o programa nos últimos dois anos e estavam fazendo sucesso na divisão recém-conquistada. Éramos do terceiro ano agora, e as garotas estavam se esforçando para subir pra Primeira Divisão no último ano. Saíram do campo pulando nas costas umas das outras e fazendo farra. Vitórias levavam a festas de comemoração, o que significava que eu provavelmente ia ser o Motorista Designado de novo: esse era o problema de ser o cara legal com o carro.
Nunca houve dúvida se íamos pra mesma faculdade depois do ensino médio. Alanna conseguiu uma bolsa de rugby num instante, e eu entrei com meu extenso currículo e notas mais ou menos decentes. Presidente do grêmio, líder do departamento de música, capitão do debate; havia muitas razões para uma universidade querer um aluno como eu, porque era óbvio que, mesmo que minhas notas não fossem incríveis, eu ia ter sucesso. Moramos no mesmo dormitório no primeiro ano, e as pessoas achavam que a gente namorava até Alanna começar a beijar uma de suas companheiras de time numa festa e todo mundo perceber o quanto ela era 'amigável' com o mesmo sexo. Rolou uma tensãozinha no time, mas a capitã resolveu. Isso não impediu Alanna de passar uma noite inteira no meu quarto do dormitório chorando sem parar, preocupada estar se tornando a vadia por atenção de novo.
Eu dei um soco bem forte no meu colega de quarto quando ele disse que ela estava sendo uma vadia por atenção naquela mesma hora.
Saímos do campus com três das companheiras mais velhas dela no segundo ano e herdamos o aluguel quando elas se formaram, pegando os melhores quartos no andar de cima da casa antiga e juntando novos colegas. Dois deles, Bev e Josh, esperaram um pouco comigo enquanto íamos pra saída do prédio esportivo.
"Acho que vamos sair hoje à noite", disse Josh com um sorriso. Seu estilo beirava o hipster, com o cabelo mais comprido e a barba fina a lápis, mas funcionava pra ele, então só zoávamos um pouco.
Eu assenti. "É. A Alanna vai encher a cara."
"Ei, eu também", intrometeu-se Beth. Ela era baixinha, tipo moleque, e estudante de música que tocava numa banda de garagem comigo. Alanna a chamava de 'A dos Piercings', devido à quantidade enorme de metal nas orelhas, os dois studs na sobrancelha, e os piercings no nariz e no lábio. Josh era o vocalista da nossa banda, e eles viraram nossos colegas de casa também; no mínimo, facilitava os ensaios da banda.
"Você já está bêbada", riu Josh. "Você já bebeu antes do jogo."
"E daí?", rebateu Beth, tomando outro gole de sua garrafinha d'água 'juro que é suco de maracujá'. "Vou ficar loucona hoje."
"Só não vomita em cima da minha cama de novo", eu disse, sério.
"Ah, Austin, você não tem graça nenhuma", ela riu, mas teve a decência de corar com a referência à sua última mancada de bêbada.
Josh ergueu a cabeça, olhando por cima do meu ombro. Virei, achando que as meninas estavam saindo mais cedo. Não, era só o ônibus municipal. "Vai esperar a Alanna?", Josh perguntou, e eu assenti. "Beleza, Beth, vamos pegar o ônibus. A gente vai pra casa e começa a beber. Preparei uma mistura nova pra você experimentar, leva suco de coco e um licor de Aruba..."
"Hippie", disse Beth.
"Ei, olha só. Hip-ster. Não denigra os hippies", eu comentei, irônico.
Josh só revirou os olhos e tocou meu punho. "A gente se vê em casa?"
"Sim, a gente chega lá."
"Você dirige hoje?"
Agora foi minha vez de revirar os olhos. "Sim, eu dirijo hoje. Folgados."
Eles sorriram e correram pra pegar o ônibus, me deixando ali esperando com dois casais de pais e um bando de namorados. Suspirei e me acomodei num banco para esperar, gradualmente me juntei a alguns dos namorados que vieram conversar. Eu era o peixe fora d'água nesse grupo, mesmo que não fosse algo físico; todos eles namoravam a pessoa que estavam esperando, enquanto eu não. Às vezes eu ficava constrangido em situações assim; será que as pessoas achavam que eu era desesperado, esperando aqui pela Alanna? Eu me perguntava se eles balançavam a cabeça e falavam de mim quando iam embora, o cara que ficou na friend zone e parecia não perceber.
Eu percebia. Já percebia há muito tempo. Só não conseguia superar.
Meu celular começou a vibrar no bolso e, quando olhei, o identificador de chamadas mostrava 'Mãe'. Eu ia atender, mas acabei jogando a ligação no correio de voz porque o time estava saindo do prédio esportivo, todos sorrisos e gritos de comemoração. As primeiras garotas encontraram seus namorados, seus sorrisos largos se ampliando enquanto os jovens casais se juntavam, se beijando, se abraçando e de mãos dadas. É, vão em frente, esfreguem a felicidade na minha cara, pensei. Era uma das minhas piadas de sempre; eu estava sempre solteiro, então brincava que demonstração pública de afeto era um problemão. A chave para uma boa piada é aquele fundo de verdade.
Alanna praticamente atropelou um abraço de pai e filha enquanto corria pela reunião de pais e jogadoras, vindo direto pra mim. Ela freou a um palmo de mim, e fizemos o Aperto de Mão. Era tradição: um antes do jogo e um depois.
Aperto de mão, entrelaçar os dedos, agarrar o cotovelo. Vai e vem. Levantar a mão até estarmos palma com palma e cotovelo com cotovelo. Mexer os dedos. Dar um passo atrás, dar um passo à frente, e bater a mão bem alto. Bater a mão lá embaixo. Engatar os braços, girar um círculo completo, três passos se afastando, girar e sacar dedos-pistola. Fingir girar os dedos-pistola, então coldrear. Caminhar lentamente um na direção do outro, terminar com um abraço bem apertado.
As pessoas olhavam. A gente não ligava.
A risada grossa de Alanna soou nos meus ouvidos enquanto nos apertávamos forte. Eu queria beijar seu pescoço, subir pelo queixo e terminar na boca. Seus seios, comprimidos pelo sutiã esportivo, estavam pressionados com força contra o meu peito. Em vez de fazer qualquer coisa, eu disse: "Você está fedendo, Cabeção."
Ela bufou e esfregou os braços para cima e para baixo, limpando as axilas em mim. "Agora você também, Beavis." Eu soltei com um "eca!", e ela riu.
"Você viu...?", ela começou animada, e eu já estava assentindo. "E a...?"
"Mhm", eu disse. "Enorme. Ela ficou abalada por uns dez minutos depois."
Ela não ligava muito pra fazer pontos, ela deixava isso para o time, e funcionava. Alanna estava naquilo pelos grandes impactos. Ela sabia que eu sabia o que ela estava pensando e nem precisava terminar as perguntas. Seu sorriso era largo e brilhante, seus olhos acesos enquanto a adrenalina do jogo lentamente saía do seu sistema.
"É a nossa sexta vitória consecutiva", ela continuou. "Mais três e garantimos vaga na final."
"Vitórias fáceis", eu disse, afastando qualquer pensamento de fracasso com a mão. "Vocês arrasaram lá fora."
"Sim, arrasei mesmo", um brilho malicioso puxou seu sorriso, transformando-o num sorriso de canto. "Você viu aquela confusão no scrum?"
"Não", respondi. Scrums eram uma parte importante do que diferenciava rugby do futebol americano — era como a formação no início de uma jogada de futebol americano, só que mais da metade do time podia entrar rapidamente, e todos se travavam juntos em vez de apenas tentar passar individualmente. Também escondia muitas das coisas ilícitas e tecnicamente ilegais, como socos, arranhões e passar as travas da chuteira.
"Dei um chute tão forte numa mina", Alanna me contou. "Bem na bunda dela, tão perfeitamente que meu dedão curvou, e eu praticamente enfiei o pé bem na boceta dela. Ela gritou, e Rachel fez uma piada que a mina estava tendo orgasmos no campo, foi perfeito pra caralho."
Eu ri e balancei a cabeça; as companheiras de time dela eram quase tão ruins quanto ela.
"Cadê o resto?", Alanna perguntou.
"Pegaram o ônibus, não quiseram esperar sua bunda lerda."
"Típico. Não podem esperar pela estrela do jogo. Acho que são alcoólatras, a gente devia fazer uma intervenção."
"Não", eu disse. "Não vou fazer outra intervenção desnecessária. Da última vez, todo mundo acabou bêbado, e o Josh roubou aquela placa de pare que a gente fez ele devolver."
"Tá bom, estraga prazeres", ela riu enquanto íamos pro estacionamento e pro meu carro. Todos os casais estavam de mãos dadas, mas nós andávamos lado a lado, nossos passos instantaneamente se igualando. O que era mais íntimo? "Já que você está vetando a intervenção, eu exijo seus serviços de chofer hoje."
"Fechado", eu disse. Ela sabia que eu já ia dirigir, sempre fazia nas noites de jogo. "Mas a madame devia tomar um banho antes de se enfeitar, no entanto."
"Ah, qualé, não estou tão fedida assim."
Fechei a porta do carro quando os dois já estávamos dentro, e comecei a fingir que estava morrendo por causa do fedor. Ela revirou os olhos e socou meu braço, então liguei o carro e abaixei a janela, ofegando por ar fresco.
"Que charmoso", ela sorriu, de canto, pegando o rádio. Sair do estacionamento da Universidade foi um anda e para, mas quando estávamos livres, as ruas não estavam muito movimentadas. Conversamos sobre nossas coisas de sempre enquanto eu dirigia; algumas outras grandes jogadas do jogo, nossas aulas e outras coisas inofensivas.
"Então, hoje à noite, estou pensando em pegar alguém", ela disse meio do nada.
"Ok", eu disse, cauteloso. O que mais eu ia dizer? Não, Alanna, não faz isso, eu te amo.
"Vou pegar um cara."
Minha freada no sinal vermelho foi um pouco mais agitada, o carro sacolejando até parar antes de eu olhar pra ela. "Hã, o quê?"
"Bem, lembra que a gente conversou, tipo, duas semanas atrás, sobre eu nunca ter tentado sexo com um cara?", ela perguntou.
Ah, eu lembrava muito bem. Tínhamos ficado bem chapados e estávamos de boa no quarto dela em casa. Eu estava sentado na cadeira da escrivaninha, e ela estava deitada na cama com a cabeça pendendo pra fora, me olhando de cabeça pra baixo. Eu tinha uma visão ótima do decote dela e tinha lutado pra esconder minha excitação com a ideia teórica de a Alanna talvez não ser totalmente gay. "Bem... isso tem estado na minha cabeça, e acho que quero experimentar. Pelo menos uma vez, pra saber. Então, hoje à noite, vou pegar um cara."
Não, Alanna, não faz isso, eu te amo.Eu podia ter dito. Bem ali, bem naquela hora. Botar pra fora. Deixar ela saber que, se ela queria um pau, o meu estava disponível.
"Você que sabe", eu disse, em vez disso. Me senti um covarde.
"E você?", ela perguntou, e meu coração foi parar na garganta até ela continuar, momento em que ele despencou pro estômago, "Você finalmente vai trazer alguém pra casa hoje, garanhão?"
Franzi os lábios e suspirei. "Improvável", eu disse, sem rodeios. Minha lista, aquela com todas as garotas que eu realmente consideraria além dos pensamentos aleatórios de 'eu comeria ela', tinha Alanna no topo e, então, talvez três ou quatro outras mais lá embaixo na página.
"Por que não? Austin, você precisa transar."
"Porque", eu disse. Era a única defesa que eu conseguia reunir.
"Vamos, Cabeção", ela sorriu maliciosamente, mexendo os dedos pra mim, ameaçando fazer cócegas nas minhas costelas. "Tem que ter a perna de alguém que você queira agarrar como um rottweilerzinho."
"Nem ouse fazer cócegas, vou bater o carro", eu avisei. Isso não impediu as mãos dela de se moverem na minha direção. "Ok, ok! Talvez tenha alguém, tá bom? Não vou dizer quem."
Ela mostrou a língua pra mim, impetuosa.
"Você está procurando alguém em especial?"
Ela corou e desviou o olhar. "Sim. Mas não vou te contar quem."
O time de rugby masculino passou pela minha cabeça, todos grandes, atléticos e bons amigos do time feminino. Metade deles namorava dentro do seu pequeno clube esportivo. De jeito nenhum eu podia competir com eles no nível físico.
"Será que eu podia ajudar?", Alanna perguntou. "Tipo, com a sua paixonite. Fazer de cupido?"
"Eu me viro", eu disse, a pegada no volante mudando.
Meu telefone tocou de novo, e eu o tirei do bolso. 'Mãe'. Entreguei pra Alanna, que imediatamente atendeu no viva-voz. "Oi, mãe", ela disse, doce.
— Ah, Alanna, oi, gracinha — minha mãe respondeu. Elas começaram a conversar na hora, Alanna atualizando minha mãe sobre tudo nas nossas vidas. Esse era o problema de ter uma melhor amiga carismática a vida toda; metade do tempo éramos como irmãos. A regra nas duas casas quando a gente crescia era nada de porta fechada quando estivesse com alguém do sexo oposto... a menos que fosse só Austin e Alanna. Isso mudou para simplesmente nada de porta fechada quando Alanna saiu do armário.
Confiança total das duas famílias. Eu ainda chamava os pais da Alanna de Sr. e Sra. Calvet, mas Alanna chamava os meus de Mãe e Pai.
— E parece que o Austin tem um crush — Alanna disse ao telefone.
— Não — minha mãe falou —, o meu garoto não. Quem é?
— Ele não quer me contar — Alanna disse, me lançando um olhar falsamente severo. — Ele está bem teimoso.
— Tenho certeza de que você vai acabar convencendo ele, querida — minha mãe disse. Às vezes eu tinha quase certeza de que ela estava mais do lado da Alanna do que do meu.
— Ah, pretendo. Enfim, chegamos em casa e eu preciso ir me trocar para a nossa festa da vitória. Amo você, tchau! — Eu tinha estacionado na nossa pequena entrada de cascalho ao lado da nossa casa alugada. Minha mãe gritou um adeus enquanto Alanna saía do carro com a bolsa de ginástica e ia para casa.
— Oi, Mãe — eu disse quando fiquei sozinho no carro.
— Então, acho que você ainda não chamou a Alanna pra sair — ela disse.
Eu gemi e deixei a cabeça cair no volante. — Não, mãe.
— Austin, você só precisa fazer isso.
— Mãe, a Alanna é lésbica.
— E eu sou uma pirata — ela brincou. Minha mãe nunca acreditou que Alanna fosse mesmo lésbica, apesar de ter pego ela brincando de sete minutos no céu com uma garota numa festa quando tínhamos dezesseis anos. Minha mãe até tinha castigado a Alanna pelo incidente, e minha melhor amiga aceitou o castigo que recebeu.
— Tá, ela é minha melhor amiga desde sempre.
— E daí? Sua melhor amiga por acaso é uma garota linda que te ama muito.
— Como amiga.
— Ela também por acaso é uma jovem muito bem-educada.
— Mãe!
— Ela tem peitos ótimos, Austin.
— Mãe!
— Tá, tá — ela recuou, e eu praticamente consegui ouvir as mãos dela levantadas em defesa. Já tínhamos tido essa conversa dezenas de vezes; a única coisa sobre a qual Mãe e Alanna não conversavam era o fato de eu estar apaixonado pela Alanna. — Bom, você vai trazer uma futura nora diferente em breve? Eu gostaria de saber para poder avisar a Courtney sobre o casamento dela.
Eu gemi de novo. — Não, não estou namorando mais ninguém, Mãe.
— Mas você vai voltar pra casa pro casamento, né?
Eu sorri e balancei a cabeça. — Vou, vou voltar pra casa pro casamento.
— Austin, você sabe que pode me contar se for gay — ela disse.
— Mãe! Eu não sou gay!
— Então você vai levar a Alanna?
— Ainda preciso perguntar pra ela, mas acho que o rugby já acabou até lá, então não deve ser problema.
Conversamos por mais uns quinze minutos enquanto eu ficava sentado no carro, recebendo atualizações sobre tudo que acontecia em casa e com a família estendida. Meu avô, o velho safado, já estava na terceira namorada no asilo. Meu tio Timothy não iria ao casamento porque tinha conseguido um emprego numa plataforma de petróleo. Ouvi sobre cada doença ou bobagem que nossos três gatos e dois cachorros de estimação tinham aprontado. Os vizinhos estavam se mudando, blá-blá-blá. Por fim, a Mãe me perguntou se eu queria que ela me arranjasse um encontro com a moça legal que ela tinha conhecido no supermercado na semana passada, então estava claramente na hora de desligar.
Alanna tinha deixado a porta destrancada de novo. Eu sei que eu estava do lado de fora, mas mesmo assim; a gente morava num bairro mais pobre, cheio de gueto estudantil e moradia popular. Tirei os sapatos na entrada. — Alanna, você deixou a porta aberta de novo! A gente tem que ir logo.
Ela fez algum tipo de barulho em resposta, lá de cima.
Fui até a cozinha pegar uma bebida. — A Mãe quer saber se eu vou no casamento da Courtney. Quer ir comigo? Acho que é depois da temporada de rugby, então a gente só vai perder aula. Nada importante, né? Quer dizer, eu sei que você nunca gostou muito do cara com quem ela vai casar, mas acho que casamento é casamento, e a gente já tem idade pra beber legalmente, então pode ser divertido.
Eu já estava com a água na mão, parado no pé da escada. Nenhuma resposta dela, então comecei a subir. — Acho que a gente sai na sexta à noite, e você pode visitar sua família quando a gente voltar, aí eu te busco lá pelo meio-dia e a gente vai pro casamento. A Mãe quer fazer um piquenique ou algo assim enquanto eles tiram as fotos do casamento depois, mas ela diz que você tem que usar um vestido bonito e nada muito curto. Palavras dela, não minhas. Depois jantar, dança, blá-blá-blá, e a gente tem o domingo todo pra curar a ressaca e voltar pra cá.
Eu estava na porta do quarto dela. Nem uma palavra em resposta. Bati. — 'Lanna?
Abri a porta e entrei.
Alanna estava sentada na beira da cama, com uma mão segurando um espelho e a outra passando batom. Estava usando um sutiã preto rendado que empurrava os peitos pra cima, formando um decotão, e uma calcinha fio-dental preta, e só. A pele linda e bronzeada dela ainda tinha algumas gotinhas aqui e ali do banho, brilhando na luz, e o cabelo loiro comprido estava escuro e grosso de umidade. Provavelmente a minha parte favorita dela, porém, era o pelo loiro macio e ralo que seguia pelo corpo. Às vezes ela falava mal dessa penugem sedosa, dizendo que parecia um lobisomem, mas as ex-namoradas dela e eu jurávamos que não era nem de longe tão ruim quanto ela pensava e não era algo para se envergonhar. Era só aquele pelo loiro macio nos braços, na nuca, no pescoço e nos ombros, e na barriga, descendo até...
Engoli a saliva rapidamente e sentei na cama ao lado dela. — Sério? Você ainda não está vestida? — perguntei. — A gente precisa ir.
Ela terminou de passar o batom e estalou os lábios de leve. — É, sério, eu precisei tomar banho e ainda preciso arrumar o cabelo.
— Não dá pra você, sei lá... dar um jeito no carro?
Ela me lançou um olhar e eu dei de ombros, me deitando na cama. Daqui eu conseguia admirar as costas musculosas dela e o jeito que a bunda dela se comprimia num decote delicioso só de estar sentada. Ela me olhou pelo espelho por um instante, depois voltou para a maquiagem.
Sempre fomos muito próximos, mas esse tipo de coisa só começou a acontecer quando entramos na faculdade. Obrigar sua melhor amiga a sair do dormitório para você trocar uma blusa ou uma calça parecia burrice, e logo chegamos ao ponto de ficarmos de cueca e calcinha um na frente do outro com naturalidade. Se por "naturalidade" você não levar em conta que eu vivia tendo que esconder uma ereção. Bênçãos ambíguas, digamos assim.
Não havia mais muito pudor entre nós, morando de frente um para o outro no corredor, numa casa sem pais. Até onde eu sabia, ainda não tinha rolado nenhum episódio de nudez total, mas estava fadado a acontecer uma hora dessas. Eu não ia reclamar.
— Tá, e o casamento? — perguntei, me perguntando como seria beijá-la da raiz do cabelo até a base da coluna.
— Hum, sei lá — ela disse. — Provavelmente vou ter trabalho da faculdade pra colocar em dia.
Ela se levantou, me dando uma vista fantástica da bunda enquanto rebolava pelo quarto, e começou a fuçar no armário. — É, mas tanto trabalho assim que não dá pra ir a um casamento de família?
Ela se inclinou na cintura, as costas levemente arqueadas. Eu me sentei e recuei na cama para esconder a ereção.
— A Courtney não é minha família — ela disse de dentro do armário, remexendo e jogando algumas coisas para o lado. Só precisava abrir um pouquinho mais as pernas para eu dar uma espiadinha no cu dela em volta da calcinha fio-dental.
— É, mas é minha — rebati. — Eu fui com você no casamento da sua prima Tarin.
— A gente tinha catorze anos e minha família ainda não sabia que eu era gay — ela disse, se levantando e se virando para mim. Os peitos dela balançaram um pouco dentro do sutiã. Eu amo/odeio minha vida.
— Esse ou esse? — ela perguntou, mostrando primeiro um vestidinho preto e depois um azul-claro que era mais comprido mas tinha uma fenda na lateral.
— Como se você precisasse perguntar — eu disse com um bufo.
Ela sorriu e jogou o preto de volta no armário. Azul nela, especialmente um azul-claro como aquele, era o meu favorito, e ela sabia. Rapidamente ela enfiou o vestido, subindo-o pelas coxas e pela bunda e enfiando os braços nas alças. A frente parecia quase uma blusa de gola com botões pretos, sem mangas, que iam da garganta até a cintura, antes de a saia começar, com pequenas fendas dos dois lados caindo um pouco acima dos joelhos. Alanna foi abotoando os botões devagar enquanto a gente conversava, da cintura até um pouco acima do bojo do sutiã, deixando uma quantidade impressionante de decote à mostra.
— Não tenho muita certeza de como vou, tipo, seduzir um cara ou algo assim — ela disse enquanto abotoava. — É a mesma coisa que seduzir uma garota?
— Como é que eu vou saber?
— Bom, do que você gosta?
— Acho que nunca fui seduzido, Alanna.
— Pfft, você provavelmente só não percebeu que estava acontecendo. Que tal isso, muito peito? — Ela segurou os peitos e os levantou, me olhando para uma opinião.
— Provavelmente — eu disse.
— Perfeito. — Ela sentou ao meu lado, sorrindo. Ela estava com o peito um pouco estufado e pegou minha mão nas duas dela. — Eu só quero fazer isso direito. Para ter certeza se sou gay ou bi ou seja lá o que for. Eu sou sexy pra caras ou eles só se interessam porque eu beijo outras garotas?
Eu pisquei e depois inclinei a cabeça para frente, arregalando os olhos. — Você tá brincando, né?
— Não, eu quero saber.
— Alanna, você é linda pra caralho — eu disse. Não era a primeira vez que eu dizia isso, mas ainda me custava muito colocar pra fora. A última vez que eu tinha dito foi quando estávamos nos mudando para os dormitórios no nosso primeiro dia de faculdade, e ela me perguntou se parecia uma universitária ou não. A vez anterior foi quando a busquei para o nosso baile de formatura, e a única vez antes disso foi no ônibus para o nosso primeiro dia do ensino médio. Estávamos sentados no ônibus e ela segurou minha mão e me disse que estava com medo de a gente não se enturmar. "Você é linda", eu tinha dito, "Todo mundo vai gostar de você."
Ela corou e baixou o olhar, como tinha feito cada vez que eu dissera isso no passado, o dedo acariciando as costas da minha mão entre as dela. — Sério? Não é só porque a gente é melhores amigos?
Eu poderia tê-la beijado. Poderia tê-la puxado para mim e dado um beijo até os ossos e a alma dela, e ela teria percebido como era linda. Todas as inseguranças corporais dela teriam desaparecido, e ela teria toda a confiança do mundo.
— Sério — eu disse em vez disso. — Você está incrível.
— Obrigada — ela sorriu docemente. — Agora vai você se trocar também. Eu ainda preciso arrumar o cabelo.
***********Eu dirigi, ela mexeu no cabelo no espelho. Não sei por que ela se importava, ela sempre acabava bagunçando o cabelo na primeira hora da noite de qualquer jeito. A festa da vitória era do outro lado da cidade, num bairro um pouco melhor do que o nosso gueto estudantil; não me preocupei quando acabamos estacionando uma dúzia de casas depois da rua, mas precisei ajudar Alanna a andar na calçada. Ela usava sandálias pretas de tiras que a deixavam na minha altura e faziam a bunda musculosa se destacar no vestido.
Ela se segurou levemente no meu braço para se equilibrar até chegarmos na porta da casa, momento em que ela desapareceu do meu lado, sumindo na festa cheia de jogadores de rugby e seus amigos. Se Alanna é a borboleta social da nossa dupla, eu sou o convidado cortês. Assim que entrei na casa, fui direto para a cozinha à direita, procurando Yvette ou Kaley, as duas jogadoras do time feminino de rugby que moravam ali.
Encontrei Yvette, uma magrinha que corria como o vento, junto com Malena e Ricki na cozinha. Malena e Ricki eram minhas outras duas colegas de casa, ambas calouras bem atléticas que também jogavam no time de futebol da universidade na primavera. Alanna as tinha adotado como novatas no time, e eu acabei morando com elas no verão passado.
— Oi, garotas — eu disse educadamente.
— Oi, Austin — Malena e Ricki responderam em coro enquanto eu passava por elas.
— Yvette, obrigado por organizar — eu disse, abraçando-a com um braço enquanto ela envolvia o meu torso com os dela, me apertando com força por um segundo.
— Sem problema, Oz — ela sorriu. — Obrigado por vir. Você trouxe a Alanna?
— Ela está por aí — eu disse, gesticulando para o outro lado da casa, onde ficavam a sala de jantar e a sala de estar, e onde a maioria dos convidados estaria.
— Legal — ela disse, mas antes que nossa conversa pudesse continuar, Kaley apareceu na esquina, visivelmente aflita. Kaley tinha cabelo rosa e azul elétrico e usava brincos de pena que a faziam parecer uma espécie de garota rave maluca.
— Ei — ela disse para Yvette, e então pareceu perceber que eu estava ali, — Ah, oi, Oz. — Kaley era mais alta que Yvette, mas tinha uma personalidade muito menos confrontadora do que a colega de casa, embora compensasse sendo uma bobona. — Tem uns caras aqui que ninguém conhece — ela disse para nós duas. — Acho que são três, mas não faço ideia de onde vieram e não consigo ficar de olho em todos.
— Oz — Yvette me perguntou, — Você poderia...?
Sim, o grande e poderoso Oz, sempre ali para ajudar. Não sei ao certo quem começou com esse lance de Oz, sei que não foi a Alanna, mas por algum motivo todas as garotas do time de rugby me chamavam assim. Por um tempo, pensei que fosse porque Austin abreviado seria Aussie, que se abrevia de novo para Oz, mas não parecia ser isso. Nenhuma delas sabia me dizer também; tinha começado com a turma que se formou no ano passado.
— Claro, me mostre quem é.
— Valeu, amigo — Yvette disse, me deixando seguir Kaley pela casa.
Kaley parou na porta da sala de estar, que se estendia por quase todo o comprimento da casa pequena de um lado, e apontou para o fundo do cômodo. — Aquele cara, e aquele cara, mas principalmente aquele cara falando com a Alanna. — Os dois primeiros estavam bem barulhentos, quase gritando um com o outro enquanto incomodavam as garotas que tentavam jogar beer pong. O último, porém, estava pairando sobre Alanna e descaradamente encarando o decote dela enquanto tentava cantá-la, bloqueando a passagem dela com seu tamanho. Era um filho da puta bem alto.
Fui até aquele cara primeiro. Alanna sabia se cuidar muito bem, mas aquele cara estava separado dos amigos, então seria mais fácil fazê-lo circular. Pelo menos, essa era a desculpa que eu planejava dar para Alanna quando ela me dissesse que não precisava ser salva.
— Ei, amigão — eu disse, batendo no ombro dele.
O cara se virou, me olhou bem nos olhos e disse: — Vai se foder.
— Hora de você ir embora, companheiro — eu retruquei.
— Tá tudo bem, Austin — Alanna disse num tom de "só vai embora". — A gente só está conversando.
— Ah, o que você é, o namorado ciumento? — O Cara Alto me disse com desdém. — Você provavelmente tem essa putinha viadinho bem na palma da sua mão, não é?
— Você. Fora. Agora. — Eu apontei para a porta.
— Quer brigar comigo, otário? — O Cara Alto disse, estalando os nós dos dedos.
Alanna ergueu as sobrancelhas para mim por trás dele, depois me lançou um sorriso provocador. — Acho que ele quer.
Merda, Alanna.— Bom, por que esperar pra sair? — O Cara Alto disse, e puxou o punho para trás.
Eu aprendi, sendo uma pessoa nada atlética ou do tipo "durão", que brigar não é o meu forte. A última vez que entrei numa briga, perdi. Miseravelmente. Então agora eu não entro em brigas, embora Alanna às vezes seja um verdadeiro ímã de babacas.
Dei um peteleco com a mão, e o Cara Alto soltou todo o ar e desabou. Golpe perfeito, mesmo através da calça jeans do cara. Eu chamava aquilo de "peteleco no saco", já que não era exatamente socar alguém nas bolas, mas mais cutucar com força, com um movimento rápido do pulso e a ponta das unhas. Ardia pra caramba e podia derrubar um cara da raiva ao gemido num piscar de olhos, exatamente como aconteceu agora.
Alanna riu, assim como as pessoas na festa que estavam assistindo. — Muito bem, amigão — eu disse, me inclinando e puxando-o pela gola da camisa, — Como eu disse, hora de ir. Nossas lindas anfitriãs querem você fora.
Comecei a meio que arrastar o cara em direção à porta da frente enquanto ele cambaleava, mas o Amigo 1 e o Amigo 2 estavam no meu caminho. "Que porra você fez com ele?", um deles exigiu.
"Caiam fora da porra desta casa", respondi, meu temperamento aumentando. Talvez eu fosse entrar em uma briga afinal. Talvez, só talvez, eu estivesse pronto para uma. Alanna estava começando a mexer com meus nervos um pouco essa noite; ela queria pegar algum cara. Só "algum cara" – para tentar ver se ela não era totalmente lésbica. Que porra era aquela?
"Que tal vai se foder", o Dois disse, dando um passo à frente, então parando e olhando ao redor. Seis jogadores do time de rugby estavam na sala, todos ou se movendo para frente ou se levantando de seus lugares nos sofás. Isso sem contar as garotas. Eu provavelmente era a pior pessoa que Kaley e Yvette poderiam ter pedido ajuda, exceto talvez Josh que estava parado perto da porta da frente parecendo nervoso. Eu era só o primeiro cara disponível na hora.
A história da minha vida.
Empurrei o Cara Alto nos outros dois, "Caiam fora." Os dois caras recuaram diante de uma sala cheia de hostilidade e puxaram o Cara Alto com eles. Josh abriu a porta para eles e a fechou atrás deles antes de vir até mim.
"Meu Deus", ele disse. "Olha o Sr. Enérgico aqui."
Dei um passo para trás e sentei na beirada de um sofá, sentindo a queda na minha adrenalina como um tremor nas minhas mãos. "Puta merda", murmurei.
"Puta merda é isso mesmo, cabeção", Alanna disse, me dando um empurrão no ombro. "Que porra foi aquela? Ele era meio bonitinho."
Meio bonitinho? Puta que- porra. "Yvette e Kaley me pediram para me livrar deles. Você pelo menos pegou o nome dele?"Alanna teve a decência de corar por um momento antes de voltar à sua agitação, "Bem, você podia pelo menos ter sido educado, Austin."
Levantei um dedo, querendo argumentar que eu tinha sido educado no começo, mas a expressão no rosto dela me deixou ainda mais frustrado. "Quer saber", eu disse em vez disso, "preciso de uma bebida." Me levantei para voltar à cozinha e deixar Alanna com sua socialização.
"Sem álcool, você é o motorista designado", Alanna disse com uma voz cantada atrás de mim.
Resmunguei e acenei por cima do ombro. Refrigerante. Queria algo xaroposo e doce, talvez aquilo me acalmasse.
O melhor que consegui encontrar foi um pouco da Coca-Cola que as pessoas estavam usando para misturar e acompanhar. Não era exatamente a dose de açúcar que eu esperava, mas pelo menos tinha cafeína. O que não fez foi ajudar no meu humor; nem sequer recebi um obrigado de Yvette e Kaley, que estavam ocupadas demais flertando com os caras para me darem mais do que um sorriso amigável quando nos cruzávamos. Dois dos caras do rugby mencionaram que estavam prontos para entrar em uma briga se aqueles desconhecidos tivessem começado algo, o que era um sentimento legal, mas fora isso fui deixado basicamente com minha própria frustração.
Alanna estava ficando bem bêbada. Sentei em um dos sofás compridos na sala de estar, esmagado no canto por um casal que estava se agarrando ao meu lado. A única coisa em que eu podia confiar nessas festas era que as garotas do rugby só se davam ao trabalho de colocar uma de suas playlists do iPod para a música. Uma rápida desconexão da deles e uma conexão da minha e eu podia 'DJ' a festa e não falar com ninguém.
Fiz a festa animar um pouco. As pessoas estavam dançando. Toquei música divertida, alternando entre pop e retrô. Beyoncé animada, Britney Spears jovem, as músicas country pop que todo mundo menos eu parecia saber a letra. A sala estava ficando bem lotada conforme mais colegas de time apareciam com seus namorados e colegas de quarto. Coloquei um número de dança mesmo estando com vontade de metal.
Olhei para os caras e garotas dançando juntos e respirei fundo. Isso nunca sou eu, pensei, irritado comigo mesmo. Claro que eu dançava às vezes, mas era sempre aquela dança em grupo onde eventualmente as pessoas se separavam em pares e eu era deixado dançando ao lado das pessoas, em vez de com elas. Alanna sempre voltava de seu sarro com outra garota, mas não durava muito antes de ela sair de novo.
A próxima faixa que eu tinha na fila começou, um pouco mais pesada que o número de dança. Um verdadeiro clássico, Pour Some Sugar on Me. Mas não o original; eu conhecia minha audiência. Era uma gravação do concerto ao vivo que o Def Leppard fez com Taylor Swift.
Quando perceberam o que era, garotas gritaram e quadris começaram a rebolar. Me vi encarando Alanna, que estava dançando na beirada da sala agora. Ela estava movendo os quadris sinuosamente, seu corpo atlético se dobrando para um lado e para o outro enquanto seus olhos brilhavam, o azul ainda mais intenso por causa do vestido combinando. Ela estava sorrindo para mim, uma sobrancelha arqueada. Seus quadris giravam como se me puxassem, suas mãos deslizando pelos lados e sobre os seios antes de se erguerem no ar, estendendo seu corpo.
Larguei o iPod. Eu ia dançar com ela, e não só uma dança divertida e meio boba para alguma música pop animada. Eu ia andar diretamente até ela, agarrá-la pelos quadris e puxá-la para mim até estarmos corpo a corpo, e então íamos rebolar forte. Suas mãos iam envolver meu pescoço e eu ia agarrar a bunda dela e então ela me puxaria para um beijo.
Ela se virou para longe de mim antes que eu criasse coragem para me levantar do sofá. Ela estendeu a mão e puxou um jogador de rugby, Steve, de onde ele estava parado conversando com alguns amigos. Steve ficou imediatamente interessado.
Olhei para o iPod, tentando esquecer. A música terminou e eu toquei Spice Girls. Ninguém conseguia rebolar com Spice Girls.
Toda voz feminina na festa gritou, e então começou a cantar a letra umas para as outras. Os caras foram esquecidos, exceto os poucos gays que gritavam e cantavam junto com a mesma animação. Eventualmente Alanna e Kaley estavam em cima de um sofá, gritando as palavras para as outras garotas dançando na frente delas. Elas dançaram e se divertiram até a música acabar, momento em que desconectei meu iPod e recoloquei o original, começando a playlist de onde tinha parado. Eu estava farto.
Nem tinha certeza de qual música era, mas todo mundo parecia estar se divertindo. Tive que gemer, no entanto, porque Alanna e Kaley estavam segurando a barra da cortina acima de suas cabeças e estavam fazendo twerk com as bundas para a multidão. As pessoas aplaudiam enquanto a saia de Kaley subia cada vez mais até sua bunda estar meio à mostra, quicando para cima e para baixo, para frente e para trás. Ela estava de calcinha rosa combinando com o cabelo.
O vestido de Alanna era um pouco mais longo, mas grudava em suas curvas. Eu só estava grato por ela não estar em perigo de mostrar a bunda para todo mundo; no momento ela sempre se divertia com a atenção sexual, mas depois a culpa se instalava. Claro, ela não estava em perigo até Kaley parar de fazer twerk, se virar e levantar a parte de trás do vestido de Alanna e tocar bongô na bunda dela. Todo mundo riu e gritou. Alanna se levantou, sua saia caindo de volta para cobrir sua bunda, mas ela também estava sorrindo loucamente e rindo.
Porra. Ela estava bêbada, estava gostosa e agora era o centro das atenções. Eu a amava profundamente, e por isso sabia que ela ia fazer alguma besteira.Ela ainda estava segurando a barra da cortina e dançando. Kaley desceu do sofá e Alanna olhou para a barra. Porra, porra, porra. Alanna estava dançando um pouco mais descontroladamente, girando no sofá e chutando uma perna como uma stripper.
Ela se ergueu quase na horizontal com a barra, e então houve um estalo e o suporte que prendia a barra à parede quebrou e ela caiu.
Eu estava lá, porém. A segurei pesadamente e a mantive por um momento em meus braços enquanto ela se recuperava. O suporte e a barra estavam pendurados desigualmente acima do sofá, balançando para frente e para trás.
"Meu herói", Alanna disse com um sorriso desleixado, inclinando-se e me beijando na bochecha antes de rolar dos meus braços para o sofá. Ela se levantou e gritou para a festa, "Vamos para a balada!"
As pessoas aplaudiram e todo mundo se moveu. Logo eu era uma das duas pessoas restantes na sala, todo mundo se aglomerando para andar até o centro, ou chamar um táxi, ou encontrar seus sapatos. Suspirei, examinando o suporte e a barra, então subi no sofá e comecei a tentar consertá-la de volta na parede o melhor que podia. Nada tinha realmente quebrado, então não foi difícil, só mais uma frustração.
Yvette passou por mim com um braçado de garrafas de cerveja vazias que ela tinha coletado pela sala e não disse uma palavra. Nem mesmo um obrigado.
"Pelo amor de Deus", murmurei baixinho.
Fui uma das últimas pessoas a sair da casa e voltei pela rua até meu SUV. Como imaginei, Alanna estava esperando lá junto com Josh e Malena. O que eu não tinha imaginado era Rachel e Nikki, mais duas colegas de time de Alanna, também esperando.
"Cadê Beth?", perguntei a Josh enquanto me aproximava.
"Foi para casa com um cara", ele respondeu.
"O quê?", Rachel exclamou, "Com o Jervis?" Rachel não era uma garota muito bonita, mas era muito competitiva e atlética, e seu cabelo curto e masculino lhe caía bem.
"É, eles estavam se agarrando forte no quarto da Yvette e ela mandou eles caírem fora, então eles foram.", Malena completou.
Balancei a cabeça e entrei no banco do motorista, Malena entrando na frente comigo enquanto Alanna, Rachel e Nikki foram para trás, relegando Josh para o porta-malas. Todo mundo, exceto Josh, colocou o cinto e eu comecei a rápida viagem para o centro e as baladas universitárias.
"Aaaauuuu-stin", Alanna disse, esticando meu nome tanto que eu já sabia exatamente o que ela ia pedir. "...Glee?"
Malena sorriu para mim do banco do passageiro e as outras garotas no carro começaram a ecoar Alanna. Revolvi os olhos e instruí Malena, "Disco Quatro." Seu sorriso se iluminou e ela apertou o botão no rádio do painel.
Sou brega e gosto de musicais, então o programa de televisão tinha sido divertido. Alanna me comprou as primeiras trilhas sonoras, e então aconteceu que quando estão bêbadas, as garotas realmente gostam de Glee. Eu não podia tirar os CDs do meu carro ou teria um motim nas minhas mãos.
As garotas estavam bêbadas e barulhentas. Duas músicas depois eu tive que abaixar o rádio só para conseguir ouvir meus próprios pensamentos. Olhei no meu retrovisor e Alanna travou os olhos comigo, sorrindo. Olhei de novo um momento depois e Alanna ainda estava me olhando, mas de canto de olho porque ela tinha Nikki em seus braços e estava se agarrando com sua colega de time. Rachel assobiou e Nikki estava obviamente bêbada o suficiente para estar a fim, e Malena se virou para ver o que estava acontecendo e começou a rir. Nikki era uma loira turbinada com lábios carnudos e se encaixava no estereótipo de 'jogadora de vôlei curvilínea', se não fosse pelo fato de ter só um metro e meio de altura.
Respirei fundo e tentei me concentrar na estrada, olhando para Malena de vez em quando e tentando não pensar em Alanna. Malena, ou Mel, era meio que um ponto fora da curva comparada às outras garotas do rugby. Ela não era uma garota maior, poderosamente atlética, nem era menor e rápida como um chicote; Malena era mais do tipo yoga e equilíbrio. Ela tinha um rosto lindo e marcante de garota da porta ao lado, e seu comportamento mais quieto contrastava com a loucura extrovertida da maioria de suas colegas de time.
Ela era uma das poucas garotas que poderiam possivelmente me distrair da minha paixão por Alanna. Ela também calhava de ser uma das minhas outras colegas de quarto. Ela percebeu um dos meus olhares e sorriu, seu nariz enrugando agradavelmente enquanto ela curtia a música e as travessuras das amigas.
Eu poderia namorar com ela, pensei melancolicamente enquanto vasculhava as ruas por uma vaga de estacionamento decente. Só que moramos juntos, e não tenho o mesmo relacionamento com ela que com Alanna. Não tenho ideia de como isso funcionaria. Na verdade eu não sabia como seria namorar Alanna também, mas na minha imaginação não mudaria muito. Alanna e eu já estávamos tão completamente entrelaçados na vida um do outro que não havia mais nada a descobrir. Talvez seja por isso que não acontece, imaginei. Não há mais nada para explorar entre nós.Quando chegamos à balada, a fila estava com umas quarenta pessoas. Algumas das pessoas na nossa frente eram da festa, mas a maioria era gente que não conhecíamos. Eu estava com nosso grupo, Alanna, Josh e as garotas rindo e conversando, mas não estava realmente com eles. Não tinha recebido um único obrigado por dirigir. Não precisava de um de Alanna, embora fosse legal, mas os outros não eram meus melhores amigos. Colegas de quarto tinham um pouco de folga já que eu as levava para todo lado de qualquer jeito, mas Rachel e Nikki? Fala sério.
Sabia que estava remoendo minha própria frustração e queria sair daquilo, mas cada coisinha estava me incomodando.
Alanna, parada ao meu lado, agarrou e abraçou meu braço, tremendo no ar frio da noite. Mugga-fugga-bregga-burga, pensei por um momento, murmurando ininteligivelmente na minha cabeça até para mim mesmo. Tirei a jaqueta leve que tinha trazido do carro e a coloquei sobre os ombros dela. Ela sorriu radiante para mim em agradecimento, seus olhos refletindo intensamente as luzes da rua movimentada do centro. Então ela voltou à conversa, soltando meu braço. E agora eu estava com frio.
Alguns pequenos grupos foram deixados entrar na balada antes de quatro caras locais chegarem com arrogância do final da fila e cortarem bem na nossa frente, encontrando um cara e uma garota que estavam logo à frente. Josh fez um comentário baixinho sobre babacas furando a fila e Rachel riu, repetindo para as outras garotas. Claro, ela estava um pouco mais bêbada e muito mais barulhenta.
Dois dos caras se viraram e fizeram seus próprios comentários e logo Alanna, Rachel e Nikki estavam discutindo com os caras, Josh meio que instigando. Fala sério, porra, pensei, mantendo a boca fechada. Estavam todos bêbados e era só uma fila para entrar em uma balada. Não como se estivéssemos esperando por ingressos limitados ou algo onde os quatro corpos extras realmente importariam.
Os caras locais estavam sendo babacas, porém, e com o humor em que eu estava, eu estava pronto para intervir se eles cruzassem a linha. Olhei de canto para o cara parado mais perto de mim, que também não estava dizendo nada. Ele era mais baixo e um pouco desgrenhado, não muito bem vestido. Eu podia vê-lo como algum tipo de trapaceiro, o tipo rancoroso que seria o babaca que puxaria uma faca se isso virasse uma briga.
Imaginei como seria, ele puxando uma faca e me esfaqueando enquanto eu o encarava. Me perguntei se eu poderia agarrar o braço dele e puxá-lo para perto o suficiente para estrangulá-lo ou algo assim. Quão difícil era realmente quebrar o pescoço de alguém com as próprias mãos? Uau, fiquei bem sombrio bem rápido.
Agora eu estava com aqueles tremores de novo, um pouco de adrenalina correndo por mim enquanto meu corpo se preparava para uma briga que nem ia acontecer. As coisas estavam se acalmando, Josh fazendo piadas em vez de continuar instigando as garotas. O cara de aparência traiçoeira deu um passo para trás e se afastou de nós, e eu tive que respirar, tentando entrar em melhor espírito enquanto a tensão se dissipava no ar. Não funcionou; ainda me sentia irritado e frustrado e zangado.
Quando finalmente passamos pelos seguranças e entramos na balada, Alanna tirou minha jaqueta sem uma palavra, a jogou nos meus braços, e partiu para a pista de dança. Puf, assim do nada. Resmungando, fui para a fila do guarda-volumes sozinho. Eu não sabia que porra estava acontecendo com ela essa noite, mas Alanna e eu íamos ter uma conversa de manhã.
"Austin? Ei!"
Me virei para a voz chamando meu nome e fui sacudido em um abraço de urso. "Erin, ei, como você está?", praticamente gritei por cima da música enquanto a abraçava de volta. Ela se afastou e me deu um sorriso caloroso, que retribuí prontamente. Se Alanna era meu amor perdido, e Malena era uma zona proibida do tipo 'não cague onde você come', Erin era a próxima na minha lista. "É bom ver você."
"Você também", ela disse, enganchando o braço no meu enquanto esperávamos na fila. Ela estava segurando seu casaco e notei que ela não estava toda produzida como a maioria das garotas que vinham à balada; uma calça jeans de cintura baixa e uma blusa bonita era o máximo que ela tinha ido.
— Você está linda. — Eu me surpreendi ao dizer aquilo. Em qualquer outra noite, eu conseguia conversar com qualquer pessoa tranquilamente, era uma bomba na paquera; esta noite eu estava com um humor tão ruim que me surpreendeu conseguir um cumprimento, quanto mais um elogio.
— Ah, obrigada, querido — Erin disse, sorrindo como uma louca. — Você também não está nada mal.
— Com quem você está aqui?
— Ah, umas amigas da faculdade — ela gesticulou em direção à pista de dança. — Mas acho que você não as conhece. — Erin era um ano mais avançada do que Alanna e eu; nos conhecemos fazendo trabalho voluntário no centro acadêmico quando eu ainda era calouro.
— Nossa, é bom te ver — eu disse, puxando-a para outro abraço. — Você não faz ideia da noite que eu tive.
Ela me apertou um pouco. — Ah, bem, você está aqui agora.
Conversamos enquanto esperávamos na fila, as duas garotas atrás do balcão do guarda-volumes levando tempo para lidar com o número crescente de estudantes bêbados e irritados. — Dá para acreditar que elas não conseguem ser mais rápidas? — eu disse.
— E ainda vão esperar gorjeta — Erin revirou os olhos.
— Claro que vão. Cinco dólares para pendurar meu casaco e garantir que não seja roubado, e eu ainda tenho que dar gorjeta por cima.
— Austin, você é um idiota.
Aquilo me fez virar para ela confuso, mas ela estava sorrindo loucamente. — Como você ainda não percebeu? Eu praticamente enfiei debaixo do seu nariz!
Olhei para a mão que Erin estava estendendo para eu ver, e no seu dedo anelar fino havia um anel de noivado não muito grande. Bem... merda.
— Uau, parabéns — eu disse, agindo com o máximo de entusiasmo que consegui pela notícia. — Você e o Geoff?
Ela assentiu, radiante de orgulho. Erin, apesar do seu sarcasmo afetuoso, boa aparência e desejo de se envolver em todo tipo de coisa no campus, namorava um caipira. O cara trabalhava na fazenda do pai, não tinha planos de estudar e morava no meio do mato, bebendo o dia todo. Honestamente, ele não era um cara ruim. Nas poucas vezes que Erin conseguiu trazê-lo para a cidade, ele foi legal o suficiente e eu provavelmente teria gostado dele, se não fosse pelo fato de que ele estava namorando ela.
— Isso é fantástico. — Ela começou a contar como Geoff a pediu em casamento; algo sobre um trator. Eu assenti e sorri, o nó no meu estômago me corroendo. Erin estava permanentemente fora do mercado, o que significava que mais uma das poucas garotas com quem eu realmente me via tinha saído da minha lista.
Pagamos pelo guarda-volumes e Erin partiu para encontrar suas amigas enquanto eu fui procurar Alanna e as minhas. A balada tinha o formato de um grande círculo, o centro escavado das áreas de estar e pista de dança para servir como um bar com um grande espelho entre as duas seções. Você pensaria que seria fácil encontrar pessoas, mas o lugar estava tão lotado que levei quase quinze minutos para avistar Josh no meio da multidão e chegar até onde ele, meia dúzia das garotas do rugby e alguns de seus namorados estavam dançando. Josh estava largando sua cerveja terminada, o que me fez pensar que, já que eu ia estar de mau humor, poderia pelo menos ser um cara legal de outra forma.
Fiz o sinal universal de 'bebida?' para ele, e ele ergueu as sobrancelhas surpreso e assentiu, a música na pista de dança tornando impossível conversar. Perguntei aos outros do grupo, incluindo Alanna e Steve, que estavam dançando juntos novamente. Steve era um holandês alto, com um corpo esculpido e rosto como uma estátua grega. Só minha puta sorte Alanna escolher alguém assim para 'tentar ser hétero'.
Deixando o grupo onde estavam, fui até o bar com meu pedido. Então esperei. E esperei. E esperei mais um pouco. Eu estava bem encostado no balcão, minha mão levantada para tentar chamar preguiçosamente um dos três bartenders que trabalhavam atrás dele. Seus olhos deslizavam sobre mim enquanto serviam garota bêbada atrás de garota bêbada, evitando o cara obviamente sóbrio, presumindo que eu provavelmente queria uma água.
Depois de quase cinco minutos, um dos bartenders se aproximou e entregou um coquetel frutado para a garota bêbada que havia se esgueirado para o meu lado e recebido serviço instantaneamente. Aproveitei a oportunidade e gritei alto: — Ei, amigo, será que eu posso conseguir um serviço de merda aqui?
O bartender me lançou um olhar feio e pegou um copo e o dispensador de refrigerante.
— Seis coronas, uma rum com coca e uma sprite — eu disse, surpreendendo-o. Agora ele se apressa, pensei amargamente enquanto o cara corria para encher meu pedido.
Ele terminou de colocar todas as bebidas na minha frente e se inclinou para frente, sorrindo educadamente. — Isso vai dar trinta e sete dólares.
Joguei uma nota de vinte, uma de dez, uma de cinco e umas moedas no balcão e comecei a pegar as bebidas.
— Ei, amigo, você tem que dar a porra da gorjeta — o babaca teve a coragem de reclamar alto.
— Eu recebi um serviço horrível pra caralho. Vai chupar um pau.
Seis garrafas em uma mão, a rum com coca na outra e minha sprite pressionada contra o peito com o braço, me virei do bar e comecei a voltar para o grupo. Esta noite não podia ficar pior, tudo que eu queria era ir para casa dormir e talvez ter um resto de fim de semana melhor.
Voltei para a área onde havia encontrado a festa do rugby antes e tive que me deslocar um pouco, já que eles haviam se movido com a multidão. Distribuí as cervejas e estava procurando Alanna para lhe dar a rum com coca quando Josh puxou meu cotovelo e apontou através da multidão. Coloquei a rum com coca em uma mesa de limpeza e comecei a me mover em direção a Alanna.
Ela, Yvette, Malena e uma das outras garotas do time estavam paradas, imóveis, braços cruzados ou mãos nos quadris, encarando outro grupo de garotas igualmente atléticas. Levei um momento para perceber que eram membros do time adversário de mais cedo; elas deviam estar passando a noite em um hotel e saíram pela cidade.
Eu não conseguia ouvir o que estavam dizendo, e nem tinha certeza se conseguiam se ouvir, mas vi claramente uma das garotas olhar diretamente para Alanna e articular as palavras 'Grande Sapatão.' Alanna deu um passo à frente agressivamente, mas um cara grande apareceu do meio das outras garotas com as mãos levantadas e um olhar sério no rosto.
— Você tem algum problema? — ele disse alto.
Eu o ouvi porque estava passando por Alanna naquele momento, que ficou surpresa por eu estar ali.
— Não, mas eu tenho — eu disse, meu soco destrutivo acertando a bochecha do cara e o fazendo cambalear. Aquele momento em que todos ao redor ficam chocados com o que acabou de acontecer é terrivelmente silencioso, especialmente quando você de alguma forma conseguiu cronometrar seu golpe baixo com a pausa antes de uma queda de baixo.
Mais três caras, jogadores de rugby masculino da outra escola pelo jeito, deram um passo à frente.
Eu não gosto de brigar. Tudo que realmente me lembro da coisa toda é que levei um soco no rosto uma vez e acho que joguei alguém sobre uma mesa. Não tenho certeza de quem, ou mesmo de que gênero era. Jogadores de rugby de ambas as escolas entraram na briga bem rápido, até que todo o time de seguranças da balada separou as lutas.
************Acabei encostado na lateral do prédio no frio. Os seguranças me disseram rudemente que eu poderia pegar minha jaqueta no dia seguinte antes de me empurrarem para fora pela porta lateral, junto com os times de rugby da universidade.
Todos se dispersaram bem rápido, especialmente quando um dos seguranças mencionou chamar a polícia. Josh saiu com Yvette, que o chamava de 'durão' já que ele tinha pulado nas costas de um brutamontes enorme. Malena estava cambaleando para longe também, de braços dados com três outras colegas de time.
Isso me deixou com Alanna e, felizmente, não com Steve, que não vi em lugar nenhum.
Ela estava bêbada, mas bem acordada depois da briga. Seu cabelo estava com um visual sexy-bagunçado e seu vestido estava amassado, mas fora isso ela parecia não ter se machucado. Eu não podia dizer o mesmo, meu olho e bochecha estavam doloridos onde recebi um soco de raspão.
Caminhamos até o carro, parando várias vezes quando Alanna precisava recuperar o equilíbrio. Suas mãos estavam por todo o meu corpo, agarrando minha bunda e coxas e esfregando meu peito quando ela não estava agarrada aos meus braços para se apoiar. Eu tinha aprendido a lidar com a Alanna bêbada e mão-boba há muito tempo, embora isso não me impedisse de permanecer irritado e frustrado com ela, emocional e sexualmente. Por que ela podia me apalpar, mas eu me sentia péssimo se eu sequer pensasse em agarrar a bunda dela?
Ela tagarelava sobre a briga, sobre como tinha se divertido à noite e sobre o jogo de rugby de mais cedo enquanto eu dirigia para casa. Havia muitas risadinhas bêbadas também, e ela ficava agarrando minha mão do volante e segurando-a na sua antes de soltar para poder gesticular amplamente junto com sua falação. Eu não disse uma palavra o tempo todo, remoendo meu estado emocional tipo vinagre. Azedo e cortante.
Alanna tropeçou no caminho do carro até a porta da frente e teve que esperar que eu a ajudasse a se levantar. Uma vez dentro de casa, tiramos os sapatos e Alanna declarou: — Shots! — enquanto ia direto para a cozinha.
— Eu não quero nenhum, é muito tarde para começar a beber — eu disse, meus olhos grudados nela. A mão boba no caminho era uma 'esquisitice menor da Alanna bêbada' comparada ao hábito dela de, toda vez que chegávamos em casa depois de uma noite fora, independentemente de quem mais estivesse na casa, Alanna gostar de tirar a roupa e ficar só de lingerie. Era apenas mais uma daquelas coisas de que eu não iria reclamar, exceto que esta noite ela estava me deixando tão puto que eu queria repreendê-la.
Eu não o fiz; poderia estar com raiva, mas ainda era um homem. Apesar da possível situação de olho roxo, eu tinha a sensação de que estaria batendo uma antes de dormir aquela noite.
Alanna voltou da cozinha carregando uma garrafa de tequila, dois copos de shot, um saleiro e fatias de limão. Fiquei um pouco preocupado que ela tivesse usado uma faca lá, mas vê-la usando apenas seu sutiã push-up e fio dental me deixou um pouco distraído.
— Estenda o braço — ela exigiu, então eu o fiz. Ela o lambeu e sacudiu um pouco de sal em mim, então serviu dois shots.
— Eu não quero nenhum.
— Abre a boca — ela disse, com um olhar teimoso. Ela sabia que eu sabia o que ela queria. Abri a boca e ela pressionou o limão entre meus dentes. Se eu ouvi uma vez, ouvi cem vezes: — Só tem um jeito de tomar shot de tequila.
Ela lambeu o sal do meu braço lentamente, os olhos encontrando os meus enquanto eu observava sua língua fofa deslizar pela minha pele, então ela virou o shot e se aproximou, pegando o limão dos meus dentes com os seus antes de se recostar e cantarolar sua risada enquanto chupava a fruta cítrica. Seu peito arfava com a risada, fazendo seu estômago firme contrair e relaxar. Eu queria tanto foder minha melhor amiga que doía.
— Ok, sua vez — ela disse, cuspindo o limão na nossa mesa de centro barata.
— Eu disse não, Alanna.
Ela me deu olhos de cachorro pidão e o beicinho, mas isso não ia me abalar com o humor em que eu estava. Eu apenas levantei uma sobrancelha e ela fez beicinho mais profundamente. — Vamos lá Austin, bebe comigo!
Não importava o quão perto de nua ela estivesse, eu não queria lidar com isso. — Não — eu disse bruscamente, pegando o controle remoto da TV e ligando-a. — Eu não quero nenhum.
— Tá bem — ela disse, estendendo a mão e pegando meu braço. Eu basicamente a ignorei enquanto ela preparava seu sal e eu segurava a fatia de limão ao lado da minha boca, continuando a olhar para a TV. Ela tomou o shot e abocanhou o limão, sua bochecha roçando na minha ao fazê-lo. Ela sentou ao meu lado por um minuto antes de se levantar e ficar ao lado do sofá. — Vou para a cama.
Eu suspirei, me sentindo um pouco culpado apesar do fato de que minha noite inteira tinha sido um show de merda, causado principalmente por ela. — Tá bom. Vá pegar um pouco de água para levar com você, e pegue seu vestido. Vou dar uma olhada em você quando subir.
— Sim, oh mestre — ela disse sarcasticamente. Ela propositalmente andou na frente da TV no caminho de volta e foi necessário um esforço de vontade para não a repreender ou ficar olhando para seu corpo.
Assisti a um show de stand up ruim de meia hora no canal Comedy, ouvindo pouco das piadas através do zumbido nos meus ouvidos, uma lembrança da música alta da balada. Passei por um pouco do ciclo emocional que desenvolvi ao longo de anos silenciosamente apaixonado por Alanna. Auto-ódio, culpa, frustração, admiração, sarcasmo... não nessa ordem. Às vezes me fazia sentir melhor, às vezes não. Naquela noite não fez nada. Provavelmente era melhor eu simplesmente ir para a cama, bater uma e depois dormir metade do fim de semana.
Fui para o andar de cima, com a intenção de ir direto para a cama, mas notei a luz brilhando sob a porta do quarto de Alanna. Respirando fundo, soltei em um suspiro, eu tinha que dar uma olhada nela; aquela tequila iria derrubá-la ou agitá-la. Se fosse a primeira, eu precisaria me certificar de que ela não vomitasse e sufocasse com o próprio vômito, e se fosse a outra, eu tinha que me certificar de que ela tinha as persianas fechadas e não estava fazendo algo estúpido como colocar fogo em coisas.
Bati. — Alanna? — chamei baixinho.
Nada.
Abri a porta e fiquei horrorizado.
Alanna estava em sua cama, seus braços amarrados atrás das costas, seus tornozelos presos pela mesma corda e puxados sob ela, de modo que ela estava praticamente amarrada de cabeça para baixo. Havia fita adesiva sobre sua boca e seus olhos estavam arregalados enquanto ela olhava para mim paralisado na porta.
Ela estava nua da cabeça aos pés, seu peito arfando enquanto respirava profundamente pelo nariz. Eu nunca tinha visto Alanna nua antes, mas também não estava realmente vendo agora. — Que porra é essa? — eu disse, rapidamente indo até ela, mas olhando mais para dentro do quarto, tentando descobrir onde quem quer que tivesse feito aquilo estava. — 'Lanna, quem—
Eu arranquei a fita adesiva de seus lábios enquanto falava, mas ela me interrompeu. — Puta merda, Austin!
Sua reação me fez olhar para seu rosto em vez de me preocupar com alguém escondido no quarto. — O quê?
Ela estava com raiva, suas sobrancelhas franzidas e suas narinas dilatadas. — Porra, Austin. Você está falando sério?
— Eu não— — gaguejei, completamente pego de surpresa.
— Você deveria subir aqui e me foder, seu idiota — ela disse.
Meu queixo se moveu para cima e para baixo, mas nenhum som saiu.
— Mas não, claro que você é o herói de merda, preocupado em como eu fiquei assim em vez de tirar vantagem da situação. Eu sabia que isso não ia funcionar.
— Alanna, do que caralhos você está falando? — Aparentemente não havia perigo nenhum e agora eu estava muito mais consciente do aspecto nu de sua posição. Lutei para manter meus olhos em seu rosto em vez de descer para onde seus seios grandes e firmes estavam orgulhosamente pressionados contra o céu por sua posição incômoda. Seus mamilos rígidos eram de um rosa profundo, contrastando lindamente com sua pele dourada.
Ela suspirou e recostou a cabeça contra a cabeceira da cama brevemente antes de olhar de volta para mim. — Eu tenho tentado fazer você tomar uma atitude por anos, Austin. Eu só— eu não sabia como, com você. Eu não sabia se você sequer queria, talvez você não gostasse de mim desse jeito ou algo assim. Eu tenho tentado fazer você se manifestar por anos e tudo o que você faz é ser o melhor maldito amigo possível.
— Eu tenho estado com tanto tesão por semanas e achei que esta noite— achei que eu ia tentar algo diferente. Então eu tenho te provocado e te deixado puto a noite toda para que talvez você finalmente liberasse o que quer que sentisse por mim. Eu queria que você me fodesse e me devorasse e— eu queria você.
Sentei na cama, minha mente girando. — Puta. Merda.
— Mas você não me quer, quer? Você é bom demais para mim. Tudo o que eu queria era que você me fodesse— mmpgh. — O que quer que ela fosse dizer, eu a cortei colando a fita adesiva de volta em sua boca.
Eu a olhei agora, abertamente e sem vergonha. Seus seios eram orgulhosos e se projetavam de seu peito, apesar de sua posição majoritariamente horizontal, a pele dourada parecendo pálida em comparação com o bronzeado em seus membros e rosto. Seus pelos corporais finos e leves como penas eram um contraste impressionante adicional. Seus mamilos pareciam pontas de borracha de lápis, atarracados, mas firmes e implorando por atenção.
Por anos, Alanna vinha exibindo seu abdômen grosso e tonificado para mim, mas agora, pela primeira vez, permiti que meus olhos percorressem ousadamente seu corpo, em vez de lançar olhares furtivos. Ela não tinha tanquinho definido, apenas um contorno elegante e um pequeno rastro daquela penugem sedosa. Seu umbigo era limpo e fofo, como uma covinha linda que eu queria beijar e provocar. Meus olhos desceram, seguindo suas curvas até o monte pubiano, totalmente depilado. Ela estava completamente aberta por causa da forma como suas pernas estavam amarradas, suas coxas bem abertas e lascivamente enquanto se sentava sobre as panturrilhas. Seus lábios estavam grossos e ruborizados e, enquanto eu estudava aquela parte mais preciosa e íntima da minha melhor amiga, eles pareceram inchar um pouco mais e se entreabriram, insinuando desejo.
Meus olhos subiram de volta para seu rosto e ela estava me olhando, com a fita adesiva cobrindo a boca, com um olhar questionador e preocupado; pela primeira vez, em o que parecia uma eternidade, vi Alanna corar. Eu a queria. Queria agarrar seus peitos e devorá-los com minhas mãos e boca; queria passar minhas mãos para cima e para baixo em seu corpo, explorar cada dobra e recanto dela. Queria possuí-la de todas as formas imagináveis.
Mas hesitei, porque isso mudaria tudo.
A questão de ser melhor amigo de Alanna era que eu já sabia muito sobre ela. Talvez isso fizesse parte das provocações, mas eu sabia do que ela gostava e do que não gostava na cama e sabia que, se eu não correspondesse aos seus desejos, esta seria minha única chance. Depois disso, não haveria um momento para eu tomar coragem e convidá-la para sair, ou beijá-la inesperadamente, ou mostrar o quanto eu a amava. Aqui, agora, daria certo ou não, e voltaríamos a ser amigos, ou pior — as coisas ficariam estranhas e não conseguiríamos mais gerenciar nem isso.
Levantei-me do meu lugar na cama e fiquei de joelhos, me movendo com cuidado para ficar montado sobre sua barriga enquanto ela estava deitada e amarrada sob mim. "Você realmente quer isso?", perguntei. Meus olhos estavam fixos nos dela e tive uma lembrança fugaz de quando, crianças, ficávamos nariz com nariz em uma competição de quem piscava primeiro.
Ela assentiu, suas narinas dilatando-se enquanto respirava fundo.
"Você quer que eu tire meu pau para fora e faça o que quiser com você?", agarrei minha virilha e ela assentiu com fervor. "E se eu quiser que você o chupe? Que me dê seu primeiro boquete em um pau de verdade?", coloquei um dedo sobre a fita que cobria sua boca e ela assentiu novamente. "E se eu quiser mordiscar o lóbulo da sua orelha e beijar seu pescoço e clavícula como eu sei que você gosta?", ela gemeu suavemente, seu aceno mais lento enquanto eu levava minha mão a um fio de cabelo de distância do lado do seu pescoço, com cuidado para não tocá-la.
"E se eu quiser chupar forte e te fazer um chupão, te marcar para que todos saibam que você pertence a outra pessoa?", não estava realmente pensando no que dizia, nas implicações que trazia. Ela gemeu novamente, e disse, 'Uh-huh', através da fita.
Ambas as minhas mãos pairaram acima de seu peito e deslizaram para baixo até espelharem a curva dos seus seios. "E se eu quiser passar todo o tempo brincando com estes? Te provocando sem parar, cobrindo-os de beijos, mas sem nunca brincar com seus mamilos, até finalmente, finalmente dar a atenção que eles precisam?"
Os olhos de Alanna tremeram e sua respiração ficou um pouco mais superficial enquanto ela imaginava tudo, enquanto eu continuava a provocá-la sem tocá-la. Sua pele se arrepiou.
"E se eu quiser foder seus peitos?", perguntei, colocando minha mão finalmente sobre ela, na fenda entre seus seios, palma contra a pele. "E se eu quiser que você aperte seus peitos para que eu possa foder eles até cobrir seu rosto de porra?"
'Foda', acho que ela disse desesperadamente, mas saiu apenas como um gemido ininteligível.
Tirei minha mão dela e a alcancei por trás de mim, tocando brevemente sua coxa para descobrir onde minha mão estava enquanto continuava olhando para seu rosto. "E você quer que eu te provoque aqui embaixo também?", minha mão pairou entre suas coxas. "Você quer que eu te tome, não é? Pegar meu pau duro e colocar onde nenhum outro cara colocou? Te encher de mim e te foder sem parar?"
Ela estava assentindo com fervor novamente e seus quadris se empurraram, tentando obter algum contato. Minha mão estava provavelmente a apenas um centímetro de distância dela agora, não que eu pudesse ver já que estava alcançando por trás das costas, mas eu podia sentir o calor emanando dela. "De quantas maneiras você quer ser tomada? Apenas assim? E se eu quiser te foder por trás como um cachorro? E se eu quiser fazer de você minha vadia por uma noite? Só meter em você com força até terminar? Ou de lado, ou você cavalgando em mim?"
'Me fodeeeee', ela gemeu de forma entrecortada sob a fita.
"E se eu quiser gozar dentro de você?"
Ela abriu os olhos e achei que tinha ultrapassado um limite, mas ela olhou para mim e disse o mais claramente que podia: 'Eu quero sentir você gozar dentro de mim.'
Minha mão deslizou mais para baixo, dois dedos cutucando levemente a fenda entre as nádegas que se formava entre suas pernas enquanto sua bunda repousava sobre os calcanhares. "E se eu quiser te foder aqui embaixo?", eu sabia que ela já havia tentado anal com ex-namoradas e não tinha sido uma experiência espetacular.
Dessa vez, ela hesitou e olhou para mim com um pouco de reticência, mesmo assentindo. Afastei minha mão e usei ambas para emoldurar o rosto dela, inclinando-me até ficarmos nariz com nariz. "Hoje à noite, não, então", eu disse, e beijei sua boca através da fita.
Levantei-me de cima dela e ela me olhou confusa e um pouco chocada, e percebi que o que eu acabara de dizer soava como se eu não fosse foder com ela porque ela não tinha certeza sobre o anal. "Fique aqui", eu disse com firmeza, "E não se mova nem um pouco." Saí para o corredor, saí do campo de visão dela e imediatamente afundei no chão com a cabeça contra a parede.
Que porra é essaaaaa, pensei comigo mesmo. Isso estava realmente acontecendo? Tínhamos sofrido um acidente no caminho para casa e agora eu estava em um sonho? Alanna, minha Alanna, queria tanto que eu a fodesse que se amarrou para me seduzir.Eu sabia que ela tinha alguns fetiches leves. Ela havia deixado seu 'kit de bondage para iniciantes' para fora uma vez no quarto e eu havia tropeçado nele, literalmente. Depois que soube, ela não se preocupou mais em escondê-lo. Eu provavelmente já tinha visto mais vibradores do que qualquer homem deveria, embora isso não fosse tanto um fetiche, mas sim parte do território lésbico. Ela gostava de interpretação de papéis, gostava com força; apesar de sua personalidade ousada em todo o resto, Alanna admitiu para mim que, quando se tratava de sexo, ela gostava quando a outra pessoa era dominante. Ela não era submissa, apenas gostava de alguém que pudesse assumir o controle e trocar a liderança.
Uma chance, uma oportunidade... a frase da música do Eminem ecoou em minha mente. Eu precisava fazer desta a melhor foda que Alanna já teve, e eu tinha as ferramentas mentais para isso. O único problema era que eu tinha a sensação de saber exatamente o que aconteceria se eu voltasse agora para fodê-la. Uma metida, duas metidas, esporro; clássico território virgem.Mas eu já havia pensado muito sobre isso, tudo o que eu precisava era me recompor e pensar no plano. Ok, três regras. Um: muitas preliminares. Dois: ser vocal. Três: gozar cedo para poder de novo.
Respirei fundo e me levantei. Eu também precisava de algo para surpreender Alanna, então fui até a cozinha, no andar de baixo. Peguei uma tigela e a enchi de gelo; não tínhamos chantilly e, honestamente, eu não estava totalmente preparado para levar comida para o quarto. Foda-se, eu mal estava preparado para levar eu para o quarto.
De volta à porta dela, parei e a observei. Ela estava fodidamente linda. Seu cabelo loiro dourado estava ondulado e bagunçado atrás da cabeça, suas aréolas rosa-escuras ligeiramente inchadas, coroadas por aqueles mamilos firmes. Seu peito subia e descia a cada respiração, seu abdômen e coxas flexionando enquanto ela ajustava o peso. Ela olhou para mim e respirou fundo, os olhos indo para a tigela em minha mão antes de retornarem ao meu rosto. Entrei no quarto e coloquei a tigela de gelo na mesa de cabeceira dela, depois desabotoei lentamente minha camisa. Ela caiu no chão, seguida pelas minhas meias e depois minhas calças, e fiquei apenas de cueca samba-canção.
Alanna tinha um corpo incrível e eu me senti um pouco envergonhado por não estar à altura. Minha altura era o que eu tinha de melhor; fora isso, eu não era musculoso ou bem definido. Seus olhos percorreram meu corpo para cima e para baixo, não como se ela já não tivesse visto muito de mim antes, mas o fato de não haver julgamento em seu olhar me tranquilizou o suficiente para que eu baixasse lentamente minha cueca, expondo meu pau duro para minha melhor amiga.
Sou mediano, talvez um pouco maior em um dia bom. Definitivamente, este era um dia bom, embora desejasse ter tido tempo para fazer uma depilação pessoal lá embaixo. Do jeito que os olhos de Alanna estavam fixos no meu pau, eu me senti como o maior cara do mundo.
Dei um passo à frente e coloquei um joelho na cama, inclinando-me para sussurrar em seu ouvido. "Você não vai conseguir tudo o que quer", eu disse. "Eu quis isso por tanto tempo, Alanna, que não posso simplesmente te macetar na cama até ficarmos fodidos. Vamos fazer isso também, mas eu quero fazer amor com você."
Ela inspirou bruscamente pelo nariz e eu me levantei um pouco. Seus olhos estavam arregalados e marejados e ela me olhou como se eu tivesse acabado de dizer... bem, como se eu tivesse dito que a amava. O que eu amava, de todas as formas possíveis, mas eu havia dito? Eu disse que queria fazer amor com ela, não disse— Mas por que eu não deveria?
Porque era arriscado demais. Porque poderia tornar tudo isso estranho. Porque poderia fazer tudo desaparecer.
Porque, no fundo, eu havia construído tudo isso e tinha medo de que desabasse sobre minha cabeça.
Em vez disso, tirei a fita novamente e a beijei com firmeza. Não foi um duelo de línguas com a boca aberta; nos beijamos forte e eu pude sentir a emoção que ela colocou, combinando com a minha. Não era um beijo de luxúria, era um beijo de eu-quis-você-por-tanto-tempo. Era o tipo de beijo que um marinheiro dá em sua esposa após anos no mar, o tipo que um astronauta recebe após meses na estação espacial. Era uma mensagem, a mesma mensagem sendo enviada e recebida: 'Você é minha agora.'
Terminou quando ambos precisamos respirar. Nariz com nariz, olhei nos olhos de Alanna. "Não vou durar muito na primeira vez", admiti com pesar.
Ela sorriu gentilmente: "Eu sei. Quero chupar a primeira de você, garoto virgem." Eu ri e ela ergueu as sobrancelhas, então a surpreendi colocando a fita de volta sobre sua boca.
"Primeiro, você precisa ser punida", declarei, e ela arqueou uma sobrancelha em resposta. "Você esteve me provocando a noite toda e foi uma garota muito levada, Alanna." Enfiei a mão na tigela e tirei um cubo de gelo, tocando apenas a ponta em sua testa e traçando-o pelo nariz antes de esfregá-lo na fita, seguindo com meus lábios enquanto beijava sua testa, depois a ponta do nariz, depois sua boca coberta pela fita. Direcionei o cubo de gelo para o queixo e levemente sobre o pescoço algumas vezes, seguido pelos meus lábios, beijando suavemente a água derretida, explorando a curva de sua garganta. Mudei de posição para poder alcançar seu peito, então usei o cubo de gelo para derreter um símbolo do infinito molhado em seu peito superior com o lado largo do gelo.
Peguei um segundo cubo de gelo com a outra mão e espelhei meus movimentos enquanto a provocava, deslizando o gelo pelas laterais, mas evitando os seios, depois cruzando até se encontrarem no meio, alguns centímetros abaixo. Alanna respirava profundamente e seus olhos desceram pelo corpo até minhas mãos enquanto eu erguia os cubos de gelo e os pressionava na parte inferior de seus seios, circulando-os na pele sensível e depois desenhando-os ao redor da borda externa antes de afastá-los. Ela gemeu, mudando o peso enquanto eu colocava ambos os pedaços de gelo na curva superior de seus seios, a cerca de cinco centímetros dos mamilos. Lentamente, comecei a circular e espiralar para dentro até que o gelo estivesse centrado em seus botões rosados. O gelo se equilibrou ali por um momento enquanto eu rapidamente cobri seus seios com as mãos, mantendo o gelo pressionado entre minha palma e seus mamilos, e comecei a massagear e apalpar Alanna pela primeira vez. Ela gemeu e guinchou com o tratamento, apreciando o toque de minhas mãos nela, mas ainda sentindo a estimulação do gelo frio. Afastei-me e peguei o segundo pedaço, maior, e o tracei desde o vale entre os seios até o umbigo, onde o pedaço agora derretido se encaixou facilmente enquanto ela flexionava a barriga tentando escapar do frio. O pedaço menor eu coloquei na boca antes de me curvar sobre seu seio esquerdo, minha mão voltando ao direito para cobrir e apertar.
Primeiro, tomei o mamilo em minha boca, chupando suavemente e esfregando minha língua contra o nódulo de sensação estranha. Nunca tive exatamente a 'oportunidade' de ter uma parte de outra pessoa em minha boca, e não tinha ideia do que esperar ao brincar com um mamilo. 'Emborrachado' não descrevia, mas à medida que eu colocava mais do seio em minha boca, chupando e balançando enquanto massageava o outro com minha mão, soube que poderia brincar com eles por um longo tempo sem me entediar. Especialmente porque os sons de arrulho que ela fazia atrás da fita me informavam que ela estava gostando dos meus esforços.
Usei minha língua para esfregar o cubo de gelo que diminuía contra sua pele, fazendo-a gemer e se mexer sob mim. Por fim, mudei para o outro seio com minha boca, chupando e passando a língua com firmeza, mesmo que o gelo já tivesse derretido. Esticar-me mais sobre ela fez meu pau roçar em sua lateral e, eventualmente, se aninhar na pequena covinha em seu quadril onde a coxa encontrava o abdômen. Sentir-me contra ela, sabendo do contato pele com pele, pude sentir minha excitação aumentar.
Eu não ia explodir minha carga por aninhar meu pau no quadril de Alanna. Mesmo que tudo desse certo, essa vergonha duraria uma vida inteira. A piada de Chris Rock passou pela minha mente e me fez rir entre os seios de Alanna: 'Tudo o que um crioulo precisa é de uma dobrinha.'
Afastei-me dela e me movi para o lado do corpo dela até que meu pau estivesse praticamente em seu rosto. Ela estava olhando fixamente para ele enquanto balançava diante dela e eu o segurei, balançando-o lentamente para frente e para trás. "Você já me provocou algumas vezes ao longo dos anos, falando sobre como pode engolir um vibrador até o fundo e deixá-lo pronto para usar em uma garota ou outra. Quanto disso você vai aguentar?"
Ela murmurou algo e eu levantei a sobrancelha para indicar que não havia entendido. Ela repetiu com firmeza: 'Tudo.'
"Sério? Sei lá, talvez eu devesse apenas me masturbar. O que você faria se eu apenas me masturbasse e gozasse em cima de você e te deixasse aqui?"
Ela murmurou algo longo e complicado que soou como uma ameaça. Ela inclinou a cabeça para frente e cutucou minha glande com a boca coberta pela fita algumas vezes, depois olhou para mim, suas sobrancelhas franzidas de frustração.
"Você quer chupar meu pau?"
Alanna assentiu.
"Diga."
'Eu quero chupar seu pau', ela murmurou através da fita.
"Diga de novo", e eu estendi a mão e tirei a fita de sua boca.
"Eu quero chupar seu pau", ela repetiu, inclinando-se para frente e me engolindo pela metade, suas bochechas se afundando enquanto chupava com força e sua língua serpenteava contra meu corpo e glande.
"Ooh, merda", gemi, fazendo Alanna rir com a boca cheia enquanto me envolvia novamente. Avancei, ambos os joelhos na cama, enquanto ela subia e descia, ajustando-se rapidamente. "Caralho, uau", arfei, deixando uma mão descer para entrelaçar os dedos em seu cabelo, enquanto a outra envolvia sua bochecha e queixo.
Ela me chupou por cerca de meio minuto assim, passando a língua ao redor da circunferência do meu pau enquanto sugava ruidosamente, então se afastou e abriu bem a boca, soprando ar quente no meu membro. Ela lambeu a parte de baixo preguiçosamente com a língua espalmada, então tomou a cabeça de volta na boca, sugando rapidamente antes de deixá-la escapar com um estalo. "Chega mais perto," ela disse, e eu me arrastei para frente até que ela sugou meu saco para dentro da boca e chupou minhas bolas.
"Ai, nossa, isso é- nossa, ai, espera, não tão forte, ok, sim, aah sim," eu gemi enquanto ela experimentava ali embaixo. Ela tinha a chupada de pau dominada, provavelmente não era muito diferente de engolir um dildo realista em termos de mecânica, mas bolas eram outra história.
"A gente precisa dar um jeito nisso," ela disse debaixo de mim. Eu me inclinei para trás para ver o rosto dela. "Você precisa se depilar aqui embaixo."
"É," eu disse, sentindo o calor subir ao meu rosto, "Desculpa."
Alanna me tomou de volta na boca e me chupou por um instante, se afastando só o suficiente para dizer, "Está perdoado se prometer tirar tudo."
Ela estava com meu pau na boca de novo; eu não ia dizer não.
Depois de mais ou menos um minuto, comecei a sentir aquela sensação de aperto na virilha que eu normalmente associava com estar quase acabando de bater uma. "Vou gozar," eu gemi, incapaz de realmente pensar no que aquilo significava. A gente não tinha exatamente discutido isso, e eu não queria fazer suposições sobre o como e o onde de tudo. Era para eu me masturbar no rosto dela como nos pornôs? Ou talvez na boca?
Ela se inclinou para trás, longe do meu pau trêmulo, abrindo a boca, "Me fode a cara."
"Hã-" eu disse por um breve momento, então me movi para frente e deslizei meu pau na boca dela.
'Faz,' ela disse em volta do meu pau.
Ela quer com força, uma parte de mim pensou animada. Ela não sabe o que está pedindo, disse outra parte.A decisão foi tomada quando olhei para baixo, nos olhos dela, a boca esticada num O ao redor do meu pau, e vi o desejo ali. Agarrei a cabeça dela com as mãos e empurrei firmemente para dentro de sua boca, sentindo-a me engolir. Ela engasgou um pouco e eu comecei a recuar, mas ela apertou os lábios com firmeza e sugou forte, claramente uma exigência para eu colocar meu pau de volta lá. Então eu fiz, enfiando meu pau de volta na garganta dela. De novo e de novo. Sete estocadas assim e eu praticamente gritei, "Puta merda."
Gozei forte, três jatos poderosos na boca dela antes de perder o equilíbrio e cambalear para trás. Um jato escapou descontrolado nos peitos dela antes que eu me agarrasse e batesse uma, espremendo mais dois jatos sólidos nos lábios e na bochecha dela.
Eu praticamente caí da cama tentando evitar desabar sobre a Alanna na posição desconfortável dela. Acabei ajoelhado no chão, ofegante, com o pau na mão enquanto ele murchava de totalmente duro para talvez meio ereto. Me recuperei o suficiente para voltar para a cama com a Alanna. "Caramba," eu disse.
Ela sorriu, abrindo a boca para me mostrar a carga que eu tinha depositado ali, antes de engolir dramaticamente. "Isso foi muito bom," ela disse com voz rouca, "Não é como uma garota se esfregando toda na sua cara, mas definitivamente bom. Gostei da sensação de ter você o mais fundo possível dentro de mim."
"Eu gostei de tudo, pessoalmente," eu bufei e sorri. Ela franziu o nariz e sorriu, e eu olhei em volta rapidamente antes de pegar uma calcinha descartada dela no chão. Usei-a para limpar o rosto dela cuidadosamente enquanto ela ria, junto com o que escorreu nos peitos, antes de beijá-la com firmeza. Havia um gosto residual na boca dela, mas eu preferia beijá-la a ficar enjoado com fluidos corporais naquele ponto.
"Está pronto para me foder agora?" ela perguntou quando nosso beijo terminou.
Olhei para baixo, para meu pau. Duro de novo, provavelmente o mais rápido que isso já aconteceu, embora não surpreendente considerando a estimulação no quarto. "Sim," eu disse, "Abra a boca."
Ela me olhou confusa, mas o fez, e eu enfiei a calcinha manchada de porra na boca dela como mordaça. Ela guinchou de novo e eu quase a tirei, mas ela se aquietou e me olhou com um olhar que imaginei dizer algo como, 'Para de usar o que eu te disse contra mim, seu desgraçado.' Era menos irritação e mais um aborrecimento feliz por eu saber como apertar os botões dela logo de cara.
"Só porque estou pronto para te foder não significa que vai acontecer agora," eu disse, então beijei meu caminho descendo pelo peito e decote dela, ajeitando meu corpo sobre o dela enquanto continuava descendo. Chupei a água gelada derretida que ainda estava no umbigo dela e a lambi de brincadeira antes de descer mais.
Eu a beijei de leve, tocando meus lábios cada vez mais longe enquanto passava pela penugem prateada de pelos corporais abaixo do umbigo e cruzava a linha do bronzeado para um novo território. Enquanto meus lábios roçavam a pele dela, senti o que só poderia descrever como uma aspereza sutil onde ela tinha se barbeado e os pelos estavam apenas começando a reaparecer. Apertei os lábios, beijando sua pele molhadamente e fazendo-a estremecer, as coxas se abrindo mais sob meu peito.
Eu conhecia a teoria de chupar uma vagina; ser um nerd reprimido levava a muitas pesquisas esquisitas como essa. Mas era a primeira vez que eu fazia mais do que imaginar, e olhando para os lábios grossos e inchados da boceta da Alanna, eu queria mergulhar de cabeça e tive que me conter. Precisava aumentar a expectativa dela com umas provocações.
Olhei para cima, ao longo do corpo da Alanna até o rosto, os lábios distorcidos ao redor da mordaça de calcinha, observando as reações dela enquanto eu soprava ar quente na boceta dela. As pálpebras dela tremeram e eu olhei de volta, notando que seus lábios tinham escurecido para um rosa opaco, os lábios internos inchando e se separando com a excitação. Soprei de novo, e então virei o rosto para beijar a coxa dela. Era grossa e musculosa, mas a pele que meus lábios tocaram era fantasticamente lisa. Beijei de novo, e de novo, trilhando para cima e para baixo na parte interna da coxa quase até a virilha, mas recuando antes de dar mais. Virei e repeti as ações na outra coxa enquanto passava as mãos pelo alto das pernas dela, sentindo a pele arrepiar e os músculos tensionarem. Soube que estava funcionando quando a ouvi gemer através da mordaça por mais.
Me forcei a continuar devagar. Toda vez que sentia vontade de avançar para coisas novas, eu me impedia. Quatro vezes quase passei adiante até que finalmente minhas mãos subiram segurando a cintura dela com a cabeça pairando sobre o monte. Respirei fundo e soprei ar frio nela, então rapidamente abri bem a boca e beijei desajeitadamente o máximo que pude.
Alanna gemeu e rolou o corpo, primeiro afastando os quadris da súbita estimulação avassaladora, depois empurrando para frente para obter mais. Eu sentia os músculos do estômago e abdômen dela flexionarem sob minhas mãos enquanto o calor da vagina dela recebia minha língua de forma acolhedora. Fui consumido pela sensação dela sob minha boca, as diferentes texturas de sua pele na minha língua enquanto lambia e passava pelos lábios e clitóris. Então o gosto me atingiu, um doce sujo combinado com uma salinidade leve que quase me lembrou um sabor estranho de gatorade.
Enfiei a língua nela, liberando a parte superior da boceta da minha boca para fazê-lo, mas aninhando meu nariz sob o capuz do clitóris coberto de saliva dela. Alanna praticamente se contorcia enquanto eu a chupava pela primeira vez, enfiando minha língua em suas profundezas salgadas e doces enquanto olhava para cima ao longo do corpo dela, passando pelos peitos arfantes e a boca cheia de calcinha até onde os olhos dela alternavam entre fortemente fechados e encontrando meu olhar. Ela ofegava forte pelo nariz, suor cobrindo a testa e eu pensei, não pela primeira vez, que ela era a pessoa mais linda do mundo.
Alanna congelou e seus olhos reviraram e eu comemorei mentalmente - Orgasmo 1, Fracasso 0! Aliviei minhas atenções enquanto ela se contraía algumas vezes, então me retirei completamente e subi pelo corpo dela. Ela abriu os olhos lentamente e me encontrou fitando-a, sorrindo calorosamente. Puxei a calcinha e ela abriu a boca um pouco mais, soltando-a e respirando fundo quando removi a mordaça.
"Com quem você andou praticando?" Ela perguntou, mas só depois de levantar a cabeça para me beijar.
Eu sorri. "Com você, acho. Na minha imaginação. Por anos."
"Bem, acho que sou uma boa professora," ela sorriu de volta.
"Vou te foder agora."
Os olhos dela brilharam, "Coloca a mordaça de volta."
"Não," balancei a cabeça.
"Mas-"
"Não, vou te foder com cordas, isso já é mais do que suficiente de fetiche para nossa primeira vez."
O rosto dela suavizou e ela suspirou, "Me desculpa, eu- Você foi tão bom, quase esqueci que é sua primeira vez."
Ela me beijou e eu a beijei de volta, a língua dela cutucando meus lábios de forma tentadora. "Melhor primeira vez de todas," sussurrei para ela e ela franziu o nariz com uma risada silenciosa.
Me inclinei para trás e olhei para nossos corpos. Eu tinha um joelho entre as pernas abertas dela, então me ajeitei, arranjando as pernas dela para ladearem as minhas e meu pau bateu de encontro ao abdômen dela. É agora! gritei animado na minha cabeça, tentando não deixar meu excesso de entusiasmo estragar o momento.
Segurando meu pau pela base, puxei os quadris para trás para me alinhar com ela. Alanna mordeu o lábio quando nossos olhos se encontraram, então assentiu para mim. Toquei a cabeça do meu pau na boceta dela e senti como se o mundo fosse acabar. Se controla, cara. Você nem tá dentro dela ainda. Por que minha voz interior começou a gritar comigo com sotaque escocês, eu não sabia.
Eu estava escorrendo pré-gozo de toda a excitação, e Alanna ainda estava coberta da minha saliva e das próprias secreções. Esfreguei a cabeça ao longo dos lábios dela algumas vezes, a sensação enviando formigamentos pela minha virilha, então me preparei para entrar.
"Ah, porra," eu disse, e não de prazer.
"O quê?" Alanna perguntou, praticamente arfando a palavra através da tensão sexual que eu tinha acumulado nela.
"Esqueci de usar o gelo mais vezes," eu disse, e então mergulhei nela no mesmo instante em que ela vacilou de confusão com meu comentário distrativo. Na verdade, eu tinha dito originalmente 'ah, porra' porque percebi que não tinha camisinha, mas então lembrei que Alanna tinha sido muito aberta sobre o fato de que tomava pílula. Pensando bem, aqueles comentários poderiam ter sido mais convites provocativos.
A sensação de estar dentro da minha melhor amiga, de consumar tudo que eu sentira por tanto tempo, era quase avassaladora. Eu congelei mais ou menos na metade enquanto Alanna ria e arfava com meu comentário e ações. Me inclinei para ela e beijei seu pescoço de leve, depois mudei para a boca quando ela se aninhou no meu pescoço. Balancei meu corpo em direção ao dela suavemente, não exatamente estocando, mas mais deslizando para dentro e para fora do calor dela.
"Como é a sensação?" Alanna perguntou baixinho.
"Não sei como descrever. Quente e molhado e apertado. Fantástico. Mas é mais do que isso. É você - estou sentindo você, 'Lanna, e você é simplesmente... nossa."
Ela me deu um sorriso deslumbrante e percebi que tinha dito a coisa certa, então a beijei e comecei a estocar um pouco mais firmemente. Ela gemeu na minha boca e eu gemi em resposta, estocando de novo. Nossos lábios se separaram e ela sussurrou, "Me fode."
Estoca. Estoca. Me apoiei sobre o corpo amarrado desajeitadamente dela com os braços e beijei seu pescoço, sugando forte enquanto entrava nela repetidamente até recuar para ver que tinha deixado um chupão ali, baixo na nuca; fácil de esconder. Me curvei mais e capturei um dos mamilos dela na boca enquanto nossos corpos começavam a balançar um no outro num ritmo, o som leve de pele batendo misturado com os gemidos de Alanna. Chupei o mamilo dela e então o pressionei firmemente entre meus lábios, mantendo-o capturado enquanto o passava para lá e para cá com a língua.
"Ai, me fode, Austin," Alanna gemeu alto, me incitando. Aquelas palavras que eu quis ouvir por tanto tempo ecoaram em mim. "Me fode, me fode."
Soltei o peito dela, me ajustei e comecei a estocar mais rápido, o formigamento nas minhas bolas já começando mesmo que estivéssemos fodendo por apenas alguns minutos. Eu queria que durasse mais do que isso, mas não sabia nenhuma estatística de baseball para pensar e não queria falar de cachorrinhos mortos.
"Augh, porra, Alanna-" arfei e ela travou os olhos nos meus, os peitos balançando na minha visão periférica inferior. Ela apertou os lábios e soprou ar frio no meu rosto e eu estaquei nela com mais força. O formigamento crescia rapidamente para uma dor surda. "Ai, ugh, eu vou..."
"Goza em cima de mim toda," Alanna gemeu, "Sou tua, me cobre de porra."
Tive que sair rápido quando ela disse aquilo. A parte de 'me cobre de porra' era excitante, mas foi o 'sou tua' que me detonou. O primeiro jato esguichou antes que eu pudesse sequer colocar a mão no pau, emplastrando a parte de baixo do peito direito dela e escorrendo pela barriga. Bombeie mais três jatos nos peitos e barriga, o último pingando no monte pubiano antes que eu caísse de costas, arfando com o esforço físico.
"Porra," eu disse entre respirações profundas, "Foder dá muito trabalho."
Alanna riu enquanto olhava para baixo, ao longo do corpo, para mim.
"Ok, já chega das cordas," eu disse, ficando de joelhos. "Quero te abraçar."
Alanna, prestativa, rolou de lado e eu vi que enquanto a corda estava amarrada nos tornozelos dela em algum tipo de nó de bondage, nos braços estava só enrolada e com laçadas; ela segurava a ponta nos punhos.
"Só desenrola meus braços," ela instruiu, "Eu consigo desamarrar minhas pernas."
Segui as ordens dela e logo ela estava livre da corda, que jogou para longe da cama antes de rotacionar os pulsos e tornozelos e esticar os braços. Ela pegou a calcinha multiuso que eu tinha usado para limpá-la e amordaçá-la; desta vez limparam seu torso da minha porra. Finalmente, ela rastejou pela cama e se deitou meio me cobrindo, a cabeça apoiada no meu ombro e os peitos pressionados contra meu peito e flanco. Nossas pernas se entrelaçaram e o quadril dela esbarrou no meu pau e nós dois suspiramos contentes.
"É tão bom quanto nos filmes," Alanna disse baixinho.
"O quê?"
"Deitar na cama com o seu homem depois do sexo," ela sorriu para mim. "Garotas têm uma sensação diferente de vocês. Queria ter um cigarro agora."
Seu homem? Soltei uma risada abafada para disfarçar meus pensamentos. "Nenhum de nós dois fuma.""E daí? Talvez a gente devesse começar; mas só depois do sexo."
"Isso significa que não foi uma coisa de uma vez só?"
Alanna se ergueu nas mãos e se inclinou sobre meu rosto. "De jeito nenhum. Você e eu, Austin, vamos foder como coelhos." Então ela me beijou vorazmente e pressionou o corpo no meu.
"E os outros? Nossos colegas de quarto?"
"Vamos manter segredo por um tempinho e nos divertir com isso," Alanna disse, escovando as mãos pelo meu peito. "Não planejo namorar mais ninguém, então essa é nossa única chance de agir escondido."
Meu pau ficou duro com a ideia do compromisso que ela estava fazendo comigo e Alanna recuou rindo. "Pronto para o round três já?"
"Depende," respondi, "Você quer me montar, ou vou te foder por trás?"
Alanna pegou a calcinha encharcada e se virou, apresentando a bunda grossa e musculosa para mim. "Temos anos de sexo para compensar. Quero que você me foda como uma cadela no cio," ela disse, antes de enfiar a boca com o pano de porra usado e balançar a bunda para mim.
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Austin e Alanna retornarão em uma história futura.Se você gostou desta história, confira minha série em andamento Font of Fertility na categoria SciFi/Fantasy e Technically We're Estranged em Taboo/Incest. Se tiver interesse em entrar na minha lista de e-mails para saber quando postarei meu próximo trabalho, envie feedback com seu endereço de e-mail e você também receberá dicas e prévias de alguns dos meus outros trabalhos.
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