A Proposta
Grace puxou a alça de sua regata preta e suspirou. Ela tinha passado tanto tempo pensando neste momento que mal podia acreditar que estava realmente fazendo isso hoje. Seus nós dos dedos bateram na porta, e ela deu um passo para trás. Seu coração batia tão alto que as batidas ecoavam em seus ouvidos.
Enquanto esperava pelo som de passos, ela alisou as mãos sobre a saia jeans e se virou para olhar a rua atrás de si. A luz do sol ricocheteava no para-brisa de seu carro estacionado, um cachorro latia ao longe, o cheiro de churrasco pairava no vento. Um domingo típico para a maioria das pessoas, mas não para ela.
Grace jogou o cabelo loiro para trás do rosto e disse a si mesma para manter a compostura. Ela colocou a palma da mão sobre o estômago, fechou os olhos e se concentrou em respirações profundas. A cada segundo que passava, ela considerava a sabedoria de fugir e fingir que isso nunca tinha acontecido.
Era uma ideia estúpida mesmo... muito estúpida. Grace abriu os olhos e deu um passo em direção à beirada da varanda. Ela mordeu o lábio e hesitou, a vontade de desaparecer tão forte quanto a de ficar.
Seu estômago embrulhou quando a porta se abriu atrás dela.
"Desgrace, o que a traz aqui?"
Grace reuniu coragem para se virar e encarar os olhos azuis de Tom Jackson, o irmão mais velho de sua melhor amiga Alison. O estado bagunçado de seu cabelo cor de café dava a impressão de que ele tinha acabado de sair da cama... às duas da tarde.
Seu braço musculoso descansava no batente da porta acima da cabeça, e a brisa acariciava os pelos escuros espalhados pelo peito. Ele vestia apenas uma cueca boxer preta e nada mais. Por mais que ficasse ali, Grace sabia que nunca se cansaria de olhar para ele.
Ela suspirou internamente com a capacidade dele de sempre estragar o momento falando. "É Grace, Tom. Sempre foi Grace."
Ele lhe dera o apelido irritante quando ela era adolescente, e infelizmente nunca conseguiu largar. Ela passou por ele com o cotovelo e entrou na casa decidida.
Grace largou a bolsa e as chaves na mesa do corredor e se virou para observar a sala de estar. Seus olhos castanhos percorreram a mesa de centro coberta de taças de vinho e latas de cerveja vazias, o sofá bege com uma calça jeans jogada sobre o encosto. Ela sabia que Tom tinha convidado a família na noite anterior para comemorar sua promoção recente no trabalho. Sendo uma família de sete pessoas, as noites deles muitas vezes se tornavam barulhentas.
A porta se fechou atrás dela com um clique, e Grace estremeceu com o som de finalidade. Ela andou de um lado para o outro sobre as tábuas de madeira e roeu a unha do polegar, depois puxou a mão quando se lembrou de que tinha abandonado o hábito anos atrás.
"Gracie, pare um minuto." Tom agarrou seu cotovelo e a virou para ele. "O que está acontecendo? Tem algo errado com a Alison?"
"Não. O quê?" Grace piscou. "Não. Ela está bem. Não há nada de errado com ela."
Tom soltou-a. "Por que você está aqui então? Você nunca vem sem ela."
"Eu precisava ver você sozinha. Você não pode... por favor, não conte a ela sobre isso." Grace cobriu o rosto com as mãos. Ela massageou a testa e tomou algumas respirações fortalecedoras. Será que ia mesmo fazer isso? "Tenho uma pergunta para te fazer."
"Deve ser boa. Você não consegue nem olhar para mim."
Grace forçou as mãos para baixo e encontrou os olhos dele. Ele havia se movido para o sofá e se sentou na beirada com as mãos penduradas entre os joelhos. Seus olhos atentos acompanhavam cada movimento dela.
Ela soltou um suspiro. "Vou simplesmente falar, ok?"
"Geralmente é a melhor maneira." Ele apontou com o polegar para o espaço vazio ao lado dele. "Quer se sentar? Você parece que vai desmaiar."
Grace balançou a cabeça. "Não, estou bem. Só preciso muito dizer isso." Seu coração martelava, e a pressão crescia dentro dela até que a ideia de contar a ele quase se tornou atraente. "Tom... eu sou virgem."
Ele se recostou no sofá e entrelaçou as mãos atrás da cabeça. Diversão brilhava em seus olhos, e um sorriso preguiçoso brincava em seus lábios. "Com sua personalidade tensa e nervosa, eu nunca teria adivinhado."
Um rubor aqueceu suas bochechas enquanto a vontade de correr ganhava força. "Eu sabia que você reagiria assim."
"Então por que me contou?" Ele manteve os olhos nela.
Foi preciso algum esforço, mas Grace conseguiu afastar seu constrangimento e se aproximar da mesa de centro. Ela empurrou algumas latas de cerveja vazias para o lado e se empoleirou na beirada de frente para ele. "Nós nos conhecemos há muito tempo. Eu tenho pensado muito ultimamente sobre..."
"Pare de enrolar." Ele se inclinou para a frente, apoiando os cotovelos nos joelhos. Ele acariciou a perna dela com a ponta dos dedos. "Fale logo."
Grace soprou o cabelo dos olhos e olhou para as mãos. "A questão é, Tom..."
"Sim, Gracie."
"Eu quero que você tire minha virgindade."
O silêncio repentino pesou no quarto. Grace prendeu a respiração e focou sua atenção nas unhas. Agora que estava dito, não havia como voltar atrás. Nunca. Ela esperou que ele risse, que a ridicularizasse, mas nada aconteceu.
"Você não está dizendo nada." Ela ergueu o olhar e viu sua expressão cautelosa. "Por que não está dizendo nada?"
"Jesus, estou em choque." Tom passou a mão pelo rosto. "Você não pode simplesmente jogar uma coisa dessas assim."
"Você me disse para falar logo!" Ela pressionou os lábios e se concentrou em manter a calma. "Só quero resolver isso de uma vez. Tenho vinte e três anos. Estou cansada de ter isso pairando sobre minha cabeça."
Seus olhos a percorreram. "Tenho certeza de que você poderia encontrar muitos homens dispostos a te ajudar com seu 'problema'."
"Eu não quero qualquer homem." Grace mordeu o lábio inferior. Ela fechou os olhos e prendeu a respiração por um momento. Quando seu olhar encontrou o dele novamente, ela viu que parte de sua coragem havia retornado. "Eu quero você."
Tom limpou a garganta e se mexeu no lugar. "Por quê?"
"Quero que minha primeira vez seja incrível." Ela viu o calor brilhar nos olhos dele, e isso lhe deu esperança. "Eu sei que com você será."
"Eu perguntaria se você está falando sério, mas em todo o tempo que te conheço nunca ouvi você fazer uma única piada."
Grace bateu as palmas das mãos nos joelhos e se levantou. "Eu sabia que era arriscado te fazer uma pergunta dessas. Já esperava que você dissesse não." Ela passou por cima dos pés descalços dele e forçou os ombros para trás. "Esquece. Fui uma idiota de perguntar."
Tom agarrou seu pulso quando ela passava, puxando com firmeza o suficiente para fazê-la dar um passo para trás. "Eu não disse que não faria."
Sua respiração parou, mas ela se conteve para não ficar muito animada ainda. "Você vai me ajudar?"
"Sim, vai ser um verdadeiro sacrifício. Eu gostaria de dizer que sou o tipo de cara que não se aproveitaria de uma mulher na sua situação, mas para quem eu estaria mentindo?" Ele lutou uma batalha perdida para conter o sorriso no rosto. "Não acredito que minha vida chegou a isso."
Grace soltou o pulso do aperto dele e o fulminou com o olhar. "Esse é um dos motivos pelos quais escolhi você; sua capacidade de fazer sexo e seguir em frente como se nada tivesse acontecido... também porque você me irrita o suficiente para eu não correr o risco de desenvolver sentimentos por você."
Tom se levantou e passou a ponta do dedo pelo nariz dela. "Você subestima meu apelo, Gracie." Ele pousou as mãos na cintura e a examinou. "Então, vamos fazer isso agora, ou você veio aqui para marcar uma consulta?"
Ela ergueu os olhos para o teto e soltou um suspiro alto. "Estou começando a me perguntar por que vim aqui."
Tom riu e deu uma fricção rápida no braço dela. "Por que não resolvemos isso logo?" Ele entrelaçou os dedos com os dela e puxou gentilmente.
Apesar de seu melhor julgamento, Grace cedeu e o seguiu.
~ * ~
Ela descobriu que o quarto dele era cheio de móveis modernos e masculinos. A luz do sol se infiltrava pelas bordas das cortinas fechadas, dando ao ambiente um brilho pálido e suave. A cama estava desarrumada, ela já esperava isso, mas todo o resto tinha seu lugarzinho.
Um sorriso fraco moldou seus lábios enquanto ela olhava ao redor para as coisas dele. Ela nunca tinha tido motivo para estar ali antes. Isso a fazia se sentir mais próxima dele.
Grace caminhou até a cama e se sentou na beirada do colchão. Ela tirou as sandálias com os pés e enrolou os dedos no tapete bege. O som de água corrente batia do outro lado da porta do banheiro privativo.
Sua perna balançava, e um enjoo se instalou em seu estômago.
"Você poderia se juntar a mim, sabe." A voz profunda de Tom ecoou no box do chuveiro.
Grace balançou a cabeça com o humor no tom dele. "Acho que vou esperar aqui," ela respondeu.
"Como quiser."
Ela sorriu distraidamente e olhou por cima do ombro para a cama. O linho azul-marinho parecia fresco e convidativo, e ela sabia que os travesseiros teriam o cheiro dele.
Grace mordeu o lábio inferior e avaliou suas opções. Tirar a roupa e entrar, ou esperar até ele sair do banho? Ela decidiu que deitar nua sob as cobertas a atraía mais do que ficar sentada ali ficando cada vez mais nervosa.
Grace se levantou e foi para o centro do quarto. Ela inspirou, cruzou os braços sobre o corpo e puxou a barra da regata. Enquanto o algodão preto caía de seus dedos, ela tentou não pensar na experiência sexual que as ex-namoradas dele deviam ter, ou se preocupar muito com sua falta de jeito acabar com o clima.
Ela ajustou a alça do sutiã preto e se olhou no espelho da penteadeira. Seus seios avolumavam-se sobre as intricadas copas de renda. Suas bochechas estavam coradas de antecipação e os músculos do estômago se contraíam a cada respiração rápida. Ela juntou o cabelo em um punhado grosso e o sacudiu para trás.
Grace desabotoou o botão da saia e prendeu os dedos na cintura. Ela a empurrou pelas coxas e saiu do jeans amontoado. Vestida apenas com o sutiã e uma calcinha de renda preta que descia baixo nos quadris, ela olhou para seu reflexo. Com o quarto desconhecido às suas costas, quase parecia que ela estava observando outra pessoa.
Ela soltou uma respiração controlada e alcançou atrás de si para abrir o fecho do sutiã. O material fino afrouxou sobre seu peito, e ela deslizou as alças pelos braços, deixando o sutiã cair de seus dedos pendentes.
Enquanto o ar fresco sussurrava sobre sua pele, Grace fechou os olhos e tentou imaginar como as mãos de Tom se sentiriam percorrendo seu corpo, tocando lugares que só ela havia tocado; o peso dele pressionando-a, sua dureza entrando nela. Ela acariciou tentativamente os mamilos, suspirando quando eles se enrijeceram sob seu toque.
Ela sabia que ele faria todo o possível para tornar esse momento prazeroso para ela. O conhecimento despertou um desejo profundo dentro dela. Grace ficou mais ousada e alisou as palmas das mãos sobre os seios, erguendo e massageando a carne tenra.
Sua mão deslizou sobre a pele quente e a renda texturizada. Ela traçou os dedos entre as coxas, percebendo que em breve os dedos dele estariam ali, provocando, acariciando. Ela sabia como era chegar àquele pico sensual, sentir o controle escapar. Seria diferente deixar que Tom tomasse esse controle dela.
Sua cabeça tombou para trás, e ela respirou suavemente. Ela queria isso, era emocionante admitir... ela o queria. Se ela pudesse simplesmente afastar sua ansiedade, tudo seria perfeito.
"Estou realmente sem palavras."
Seus olhos se abriram de repente ao som da voz de Tom. O constrangimento a inundou quando ela se virou para encará-lo. Por mais que seus dedos coçassem para proteger seu pudor, Grace forçou as mãos a permanecerem ao lado do corpo. "Eu não sabia que você estava aí."
"Eu sei." Ele estava parado na porta aberta com uma toalha enrolada na cintura e o cabelo úmido em desalinho. Seus olhos cintilaram sobre ela. "Isso é o que tornou tudo tão gostoso."
Suas bochechas queimaram. A expressão provocadora à qual ela estava tão acostumada ao longo dos anos havia desaparecido. O riso nos olhos dele sumira. Seu maxilar se tensionou enquanto ele caminhava em sua direção. Ela o observou se aproximar, captando cada detalhe para poder reviver esse momento mais tarde em sua mente.
Quando ele parou diante dela, ela inspirou um suspiro trêmulo.
Ele estendeu a mão e acariciou a depressão na base de sua garganta. Seus olhos encontraram os dela, e ele passou a ponta dos dedos levemente entre seus seios, descendo mais até o umbigo. Seu toque era tão suave que mal se registrava, tão intenso que deixava arrepios em seu rastro. "Você é deslumbrante," ele disse.
Ela pressionou os lábios para impedi-los de tremer. "Obrigada," ela sussurrou. Sua testa estava na altura do queixo dele e ela teve que inclinar o rosto para encontrar seu olhar. "Você vai ter que me dizer o que fazer, me ensinar do que você gosta. Eu realmente não sei o que..."
"Grace." Tom segurou o rosto dela entre as mãos, roçou os polegares sobre suas bochechas. Ele abaixou a cabeça e pressionou os lábios em seu ouvido. "Relaxa."
Ela suspirou com a segurança calma em seu tom. Ele a envolveu na força de seus braços, segurando-a perto, seus dedos flexionando contra a coluna dela. Ela respirou o cheiro dele. Nunca antes tinha ficado tão excitada pelo simples cheiro de sabonete.
Sua boca moveu-se sobre a garganta dela, deixando beijos demorados aqui e ali. "Você não tem nada com o que se preocupar," ele disse. "Vou cuidar de você."
"Eu sei." Ela fechou os olhos e se apoiou nele. "Eu sei que vai."
Ele segurou a parte de trás da cabeça dela, mordiscou seu lábio inferior. Ele passou a língua sobre a costura fechada de sua boca. Agora que seus braços a envolviam, Grace descobriu que não era tão difícil abandonar sua inquietação. Ela entrelaçou os dedos na nuca dele e pressionou seus lábios nos dele para alimentar o desejo que crescia dentro dela.
Tom emitiu um pequeno som de aprovação. Sua boca moveu-se com a dela em um beijo tão lento e minucioso que seu corpo se soltou e derreteu contra ele. Sua língua se aventurou dentro da boca dele. Ele gemeu e enfiou os dedos no cabelo dela. Sua outra mão desceu pelas costas dela para se curvar sobre seu traseiro, e ele a pressionou contra si, esfregando-a firmemente contra sua ereção.
Grace fechou os olhos com a sensação, afastando a boca da dele para explorar a linha de seu maxilar com os lábios. Ela beijou sua garganta, aninhou-se em seu queixo coberto de barba por fazer. Ela descobriu um ponto sensível atrás da orelha dele que o fez estremecer. Agradou-a que, apesar de sua inexperiência, ela ainda pudesse fazer aquilo com ele.
"Mais." Ele sussurrou a única palavra contra a bochecha dela e arrastou seus lábios de volta para os dele. Sua língua mergulhou dentro de sua boca receptiva, acariciando e explorando as profundezas úmidas. Ele deslizou a mão sob a pesada cascata de cabelo dela, embalando a nuca enquanto deslizava seus lábios sobre os dela. Seu pau pressionava-se confortavelmente entre eles, uma promessa tantalizante do que estava por vir.
Grace gemeu baixinho enquanto se agarrava a ele, sobrecarregada por sua paixão. Eles estavam tão próximos que ela podia sentir o coração dele acelerado contra seu peito. Ela percorreu as mãos sobre os músculos das costas dele, querendo tocar cada parte dele.
Ele arrancou a boca da dela, respirando pesadamente enquanto a fitava. "Você está me deixando louco."
Grace deslizou as mãos sobre o peito dele e sorriu incerta. "Eu sei como você se sente."
Tom a olhou por um longo momento de tirar o fôlego. Ele a beijou forte e rápido, depois a incentivou a se virar até que suas costas estivessem pressionadas contra o peito dele.
Ambos encaravam o espelho, e seu sorriso desapareceu quando ela piscou para a imagem que a encarava de volta. Suas bochechas estavam coradas, seus lábios inchados e rosados. Seus olhos tinham um olhar selvagem. Ele a envolvera com o braço na cintura, e seus seios projetavam-se para cima sobre sua carne dura.
Ela nunca tinha visto essa mulher antes.
"Olhe para você." Tom afastou o cabelo dela para o lado e lambeu a nuca. "Você é linda."
Ela suspirou e recostou a cabeça no ombro dele. "Quando você me olha assim, eu me sinto linda."
Ele passou as mãos sobre sua barriga lisa em círculos lentos e hipnotizantes. Grace observava os movimentos como se estivesse em um sonho. Sua pele aquecia sob seu toque, e seus mamilos endureciam quase dolorosamente, desesperados por sua atenção. Ela via como os olhos dele tinham escurecido de desejo, notava a linha rígida de seu maxilar enquanto ele mantinha seu desejo sob controle.
Ele segurou seus seios, passando as palmas das mãos levemente sobre seus mamilos. Sua boca se entreabriu e um gemido suave escapou. Ele massageou sua carne com movimentos firmes, erguendo e juntando seus seios. A visão de suas mãos bronzeadas e masculinas segurando e acariciando-a com tanto cuidado quase a levou ao limite. Ele passou os polegares em seus mamilos, beliscando os botões gentilmente até ela gritar.
Tom continuou suas atenções em seu seio enquanto sua outra mão deslizava por sua barriga. Seus dedos entraram na cintura de sua calcinha.
Grace prendeu a respiração enquanto seus olhares se encontravam no espelho. Embora soubesse o que estava por vir, isso não a impediu de se contrair contra ele quando ele cobriu sua boceta com a mão. Suas costas arquearam, e ela mordeu o lábio. Nunca havia sido tocada por um homem de forma tão íntima.
— Você é incrível — ele disse —, tão macia e suave. — Ele manteve a mão imóvel e beijou seu pescoço.
Não demorou muito para que ela começasse a se mover contra ele. Tom a massageou gentilmente. Ele passou o dedo entre seus lábios, deslizando para cima e para baixo ao longo dela, espalhando sua umidade em movimentos terrivelmente lentos. Ela sabia, sem se tocar, o quão molhada havia ficado, o quão molhada ele a havia deixado.
Ela pressionou inconscientemente a bunda com mais força contra ele. Sua boceta ansiava por mais. Ele gemeu e enfiou o dedo dentro dela. Grace fechou os olhos e deixou a cabeça cair para a frente.
Seu cabelo loiro varreu seus ombros, envolvendo-a como uma cortina sedosa. — Ah, Tom... isso é... — Ela não conseguia colocar em palavras os sentimentos que ele despertava nela — não apenas o toque de suas mãos; sua presença, sua força, a certeza de que ele a manteria completamente segura.
Ele voltou sua atenção para o clitóris dela, provocando e atiçando o botão inchado. Ela se sacudiu de leve e suspirou o nome dele.
— Olhe para mim — ele disse. Sua voz estava rouca e grave, carregada de desejo.
Ela ergueu a cabeça e afastou o cabelo do rosto. Grace encontrou os olhos dele e se recostou nele. Seus quadris balançavam contra a mão dele. Seus lábios se entreabriram enquanto o prazer percorria seu corpo.
Ela levantou os braços e entrelaçou os dedos atrás do pescoço dele. A mudança de posição fez seus seios subirem e seus mamilos se projetarem orgulhosamente. A intensidade aumentou até que sua barriga se contraiu e suas pernas ficaram fracas. Os dedos dele se moviam sobre ela com tanta facilidade que ela sabia que não demoraria muito.
A respiração de Grace ficou pesada, arfando de seus lábios. Ela sentia o volume do pau dele contra a parte inferior das costas. Estava à beira de implorar para que ele o colocasse dentro dela. Ele esfregou sua umidade ao redor e sobre seu clitóris, seus dedos deslizando através de sua lubrificação. A sensação cresceu dentro dela até que ela achou que não aguentaria mais. — Ai, Deus... eu estou...
— Deixe ir — ele murmurou em seu ouvido.
Foi tudo o que bastou no final, o som da voz dele a encorajando ao orgasmo. Seus quadris se sacudiram contra a mão dele, e ela quis se curvar com a intensidade. Ele a manteve firmemente ereta enquanto seus olhos se encontravam no espelho, e ela se esticou contra sua contenção, soltando um gemido longo e baixo. Aquilo a rasgou por dentro, tão poderoso que suas pernas teriam cedido se ele não a estivesse apoiando.
Ele continuou esfregando, extraindo os últimos tremores dela. Ela agarrou o antebraço dele e gemeu quando as ondas diminuíram. Os dedos dele roçaram seu clitóris sensível ao tirar a mão de sua calcinha. Grace estremeceu e se virou nos braços dele. — Isso foi incrível. — Ela jogou o cabelo para trás e lutou para recuperar o fôlego enquanto seus olhos percorriam o rosto dele.
— Deus, você me excita. Ver você, tocar você... eu quase gozei quando você chegou lá.
Grace se aqueceu no calor do olhar dele, seu corpo brilhando com o prazer que ele lhe dera. Ele enfiou os polegares no cós da calcinha dela e a empurrou sobre os quadris. Ela saiu do emaranhado e seus braços se enrolaram no pescoço dele enquanto ele a conduzia preguiçosamente para trás. Ele deslizou os dedos pela lateral do corpo dela e roçou sobre seu seio. Sua boca capturou a dela, abafando seu gemido de prazer.
Ele a puxou para perto e deixou seus lábios vagarem languidamente sobre os dela, reacendendo o fogo dentro dela mais uma vez. Enquanto Grace aproveitava a oportunidade para livrá-lo da toalha, sua reação a ele de repente a atingiu. Ela nunca esperara que fosse assim. Estava preparada para o constrangimento, para que sua inexperiência diminuísse o momento. Mas Tom não parecia nem um pouco incomodado com isso.
Ele apoiou o joelho na cama. Sua palma curvou-se na nuca dela enquanto a deitava no colchão. Grace se arrastou para trás contra os lençóis frios até que sua cabeça encontrou o travesseiro. Tom se inclinou sobre ela e plantou as mãos em cada lado de seu corpo.
Ele tomou um momento para absorver a visão dela. Seus mamilos se contraíram e sua pele esquentou sob o olhar dele. Seu corpo se moveu inquieto sob ele até que o desejo e a curiosidade venceram. Os olhos de Grace viajaram pelo corpo dele, até o membro pulsante entre suas coxas. Suas bochechas coraram com a visão. — Quero tocá-lo — ela disse.
Tom montou sobre ela e passou as pontas dos dedos do pescoço dela até a barriga. Ele se inclinou e lambeu o mamilo dela com a língua. Um sorriso repentino surgiu em seu rosto. — Tocar o quê? — ele perguntou, erguendo as sobrancelhas.
Grace fechou os olhos. Ele entendia perfeitamente o que ela queria dizer. Por alguma razão, ele queria que ela dissesse. — Seu pau — ela disse baixinho, criando coragem para olhar para ele novamente.
Os cotovelos dele vieram descansar em cada lado da cabeça dela. Seu peito roçou o dela enquanto ele pressionava um beijo em seus lábios. — Você tem ideia do quão atraente você está agora? — ele perguntou. Ele moveu a boca sobre a garganta dela, lambeu o lóbulo de sua orelha. — Em qualquer lugar, Gracie. Me toque em qualquer lugar.
Ela sorriu. Grace olhou nos olhos dele e espalmou as mãos sobre o peito dele, apreciando o crespo dos pelos sob as pontas de seus dedos. Ela acariciou os mamilos dele, sentindo prazer no tremor que o percorreu. — Eu gosto do seu corpo. Sempre gostei.
Ele tomou sua boca com abandono gentil, pressionando sua língua contra a dela. — Eu quis colocar as mãos em você por anos — ele disse contra seus lábios.
— Sério? — Grace deixou suas palmas deslizarem sobre o estômago dele enquanto ele pairava acima dela. Seus músculos se contraíram sob seus dedos. Ela adorava como cada pequeno toque provocava uma reação. — Eu nunca teria adivinhado. Você sempre foi um pé no saco.
— O que posso dizer? — Tom baixou a cabeça e lambeu o mamilo dela. — Você traz o melhor e o pior de mim. — Sua respiração estava quente contra sua pele. Ele puxou o mamilo dela entre seus lábios, sugando o botão sensível.
A boca dela se abriu e seus quadris ondularam lentamente. Ela seguiu a linha de pelos escuros descendo pelo estômago dele até que suas mãos o envolveram. O gemido de apreciação dele vibrou contra o seio dela. Ele estava quente e duro. Ele deu uma estocada superficial na palma dela e puxou seu mamilo com os lábios.
A respiração dela ficou presa na garganta. A pele do membro dele era suave como seda. Ela passou as pontas dos dedos ao longo do comprimento dele e acariciou timidamente suas bolas. Gotas de umidade pontilhavam a cabeça do pau dele. Grace usou o polegar para espalhar as gotas escorregadias. — Estou fazendo isso certo?
Ele ergueu a cabeça e mordiscou o lábio inferior dela. — Você está fazendo tudo certo — ele disse. Ele baixou o corpo até que seu peito pressionou o dela e seus seios se achataram sob o peso dele. — Você é perfeita.
Ela alisou as mãos sobre as costas dele enquanto a ternura crescia dentro dela. Ele pressionou os lábios nos dela e afundou as mãos em seus cabelos. Sua língua varreu a dela, sua ereção cutucando a barriga dela. Ela se contorceu sob ele, desesperada, ansiando por algo que nunca havia experimentado.
Grace abriu as coxas e rompeu o beijo para ofegar quando ele se acomodou entre elas. O pau dele sondou sua entrada, e ela enfiou a mão entre seus corpos para tocá-lo novamente. Ela amava a sensação dele, o calor, a pele sedosa. Seus dedos envolveram o comprimento grosso dele, e a realização fez suas sobrancelhas se juntarem. — Você vai me machucar?
Tom se afastou dela e beijou a ruga de sua testa. — Vou tentar ao máximo não machucar. — Ele examinou suas feições como se procurasse algo em sua expressão. — Você ainda quer fazer isso?
Ela assentiu e apertou o comprimento dele, deslizando o polegar sobre a ponta escorregadia novamente. — Não quero mais esperar. Preciso de você dentro de mim.
Ele fez um som profundo na garganta e capturou a boca dela com a sua. Seus lábios se moveram sobre os dela pacientemente, minuciosamente, provocando caos dentro dela mais uma vez. Ela varreu as mãos pelas costas dele, curvando-as sobre sua bunda. Ele esfregou o pau contra a boceta dela, fazendo seus quadris se moverem e sua respiração se prender quando ele deslizou dentro dela só um pouco. Ele voltou sua atenção para o seio dela, trabalhando seu mamilo em um pico tenso e dolorido com o polegar.
Ela sentiu a pressão crescente. Pouco a pouco, ele empurrou mais para dentro dela, e ela se esticou para acomodar sua circunferência. Não foi um encaixe fácil, mas as mãos e a boca dele a mantinham tão ocupada que ela mal conseguia se concentrar no desconforto.
Quando ele finalmente se enterrou totalmente, Tom puxou as mãos dela para cima, ao lado de sua cabeça, e entrelaçou seus dedos com os dela. Ele se inclinou para trás e olhou nos olhos dela. — Conseguimos.
Ela sorriu e envolveu as pernas na cintura dele, prendendo os tornozelos na parte inferior de suas costas. — Parece estranho, quase como se você fosse grande demais.
Ele deu uma risada suave. — Gracie, você é tão boa para o meu ego. — Tom apertou as mãos dela e se retirou para poder deslizar dentro dela novamente, lentamente, como se estivesse preocupado em machucá-la.
Ela mordeu o lábio e fechou os olhos, surpresa ao sentir a ardência, mas a cada vez ficava um pouco mais fácil, e não demorou muito para que ela se ajustasse. Logo suas estocadas se tornaram fluidas e suaves, e ela começou a sentir prazer em vez de desconforto.
Grace abriu os olhos e o encontrou olhando para ela.
— Estou te machucando? — ele perguntou.
— Não. — Ela puxou suas mãos das dele e balançou a cabeça com um sorriso. Não era nem de longe tão ruim quanto ela esperava, e ela não conseguia imaginar compartilhar esse momento com ninguém além dele.
Tom se apoiou no cotovelo e a envolveu com o outro braço. Ele a puxou para perto enquanto estocava gentilmente para dentro e para fora dela. — Meu pau se sente bem dentro de você?
Ela olhou nos olhos dele enquanto seus quadris bombeavam contra os dela e assentiu. — É bom para você?
Ele deu uma estocada forte que fez sua boca se abrir. — Você não tem ideia.
Ele acariciou o cabelo dela, beijou seus lábios. Ele sussurrou palavras de encorajamento para ela, enquanto invadia seu corpo com seu comprimento quente. Grace foi arrebatada pelo prazer de tudo aquilo. Sua pele áspera de pelos roçava sua maciez. Sua barba por fazer fazia com que ela se sentisse tão feminina. Todos os seus sentidos estavam aguçados.
Ele enterrou o rosto na curva do ombro dela e beijou sua garganta. Seu pau se retirou quase totalmente e mergulhou de volta dentro dela. Grace inclinou a cabeça no travesseiro e ofegou. O bombeamento suave de seus quadris a fez gemer; suas estocadas poderosas fizeram seu estômago palpitar e o prazer percorrê-la.
Ela tinha a suspeita de que ele estava se segurando, indo devagar por consideração a ela. Ela podia sentir isso nos músculos tensos dele e nas respirações forçadas contra seu pescoço. — Você pode... pode fazer mais forte?
Tom beijou o lado de baixo do maxilar dela, passou a língua sobre seu queixo. Ele afundou as mãos nas laterais do cabelo dela e a manteve imóvel. — Você quer um pouco mais forte? — Seus olhos encontraram os dela e um canto de sua boca se ergueu em um sorriso sexy.
O tom profundo da voz dele enviou um arrepio através dela. Seus mamilos se contraíram. Grace mal reconheceu o sussurro ofegante que veio a seguir. — Sim, eu quero.
Ele apoiou os antebraços em cada lado da cabeça dela e moeu seus quadris contra os dela. — Você é cheia de surpresas, não é? — Tom pressionou um beijo em sua testa e enfiou seu comprimento forte dentro dela. — Me diga quando parar.
Ela deslizou as mãos ao longo das costas dele, prendendo-as sobre seus ombros. — Não vou.
Ele falou suavemente contra seu ouvido. — Gosto de um desafio — ele disse. Com isso, ele colocou a bunda dela na palma de sua mão e a ergueu ligeiramente do colchão. Ele ergueu o peito do dela e se apoiou em uma das mãos. Tom olhou nos olhos dela e enfiou seu pau dentro dela.
Grace sentiu suas costas se curvarem com a pressão. Sua dor inicial havia sido há muito esquecida, agora substituída pelo prazer mais intenso. Sua cabeça tombou para trás, e ela gritou. Ela puxou as mãos de ao redor dele e varreu suas palmas sobre os seios, acariciando os mamilos, esfregando as pontas dos dedos sobre os botões endurecidos. Seu corpo se sacudia com a força de suas estocadas.
— Você gosta disso? — Ele a observava atentamente. Através da névoa do prazer, ela percebeu que ele estava de olho nela, procurando por qualquer sinal de desconforto.
— Sim. — Sua respiração arfava. Ela virou a cabeça inquieta no travesseiro e empurrou os seios um contra o outro, provocando os mamilos.
— Quer mais?
Seu corpo se torceu e ela soltou um gemido alto quando ele alterou o ângulo de suas estocadas.
— Acho que isso responde minha pergunta — ele disse. Tom se ajeitou sobre os calcanhares e deslizou as mãos pelas coxas dela. Ele agarrou sua cintura e a puxou de volta contra ele para encontrar cada deslize de seus quadris que bombeavam.
Ela encontrou o olhar dele. A intensidade do contato visual sozinho quase a fez perder o pouco controle que ainda tinha. Sua mão desceu pela barriga, dedos mergulhando em seu calor. Ela acariciou o lugar onde seus corpos se uniam, apreciando a sensação do pau escorregadio dele enquanto mergulhava e recuava.
— Você vai me fazer gozar fazendo isso. — A boca de Tom se curvou em um meio sorriso. Seus dedos cravaram nos quadris dela e a tensão se acumulou em seus antebraços.
Por alguma razão estranha, ela se sentiu orgulhosa de si mesma. Grace retribuiu o sorriso e esfregou a ponta do dedo sobre seu clitóris inchado, deslizando através de sua umidade. Uma dor cresceu dentro dela, ganhando pressão até que ela sentiu que poderia explodir. Seus membros se contraíram. Ela cutucou o mamilo e acariciou o clitóris. Seus lábios se entreabriram, e ela o observou através de pálpebras semicerradas.
Uma veia pulsava no pescoço dele e seu maxilar se contraía fortemente.
Grace arqueou as costas e empurrou com força contra ele. Seus quadris levantaram das mãos dele e ela soltou um gemido longo e gutural enquanto seu corpo convulsionava.
— Oh, Cristo. — Tom se inclinou sobre ela novamente, pressionando seu corpo ao longo do dela. — Sua mulher sexy, sexy.
Ele esmagou sua boca contra a dela enquanto ela tremia sob ele, mantendo-a no lugar com seus braços apoiados em cada lado dela. Suas estocadas contínuas provocaram tremores secundários que a deixaram fraca.
Grace envolveu as pernas ao redor dele e agarrou seus antebraços. Ele se soltou então, a respiração saindo trêmula de seu nariz enquanto mantinha sua boca unida à dela. Seu pau pulsou enquanto ele estocava forte e se esvaziava dentro dela. Seu corpo tensionou por um longo momento, e ele gemeu profundamente na garganta.
Seus membros de repente pareceram virar água, e ele desabou em cima dela. Seu estômago se contraiu contra o dela enquanto ele inspirava ar.
Grace recostou a cabeça e olhou para o teto. Ela varreu o cabelo da testa e acariciou as costas dele enquanto seu pulso se acalmava. Seu corpo se sentia usado... de um jeito muito bom. Relaxado e lânguido. Ela estava sensível agora que a paixão havia diminuído, mas era uma dor agradável; um lembrete do momento maravilhoso que haviam compartilhado.
E agora havia acabado.
Grace se mexeu sob ele, desconfortável e constrangida agora que seu desejo havia sido satisfeito. Ela não queria se demorar além do necessário, mas também não queria fugir como um coelho assustado. Ela nunca teve ilusões ao entrar nisso; não começaria a entreter pensamentos de um futuro agora.
— O que acontece depois nessas situações? — ela perguntou baixinho. — Eu deveria ir?
— De jeito nenhum. — Tom beijou seu pescoço e rolou de costas, arrastando-a com ele. Ele a envolveu em seus braços e a manteve perto. Seu coração martelou com esperança enquanto ela se apoiava em seu peito. Ele passou o polegar sobre sua bochecha e a contemplou. — Fique comigo, Gracie.
Ela o observou em silêncio, surpresa com o olhar de incerteza nos olhos dele. Ela nunca o conhecera hesitante sobre nada. Ele fora terno e gentil hoje, quando ela mais precisava. Ele cuidara dela como ela sabia que faria.
Um sorriso lento se espalhou por seu rosto enquanto ele a instigava a descer sua boca até a dele.
Talvez ela entreteria pensamentos de um futuro, afinal.