A Fuga
Eu e meu marido precisávamos dar um tempo.
Entre trabalho, nossos três filhos e outros compromissos, não tínhamos nos conectado de verdade como casal há um bom tempo.
Sexo? Bem, admito que era tudo meio previsível — umas duas vezes por semana no quarto, com as luzes apagadas. Normalmente, a única variação era se ele ficava por cima ou eu.
Sinceramente, para mim estava tudo bem. Era mais do que muitos dos nossos amigos tinham.
Sexo não era prioridade na minha mente há anos. Nossos filhos são ocupados. Nossas carreiras nos mantêm bem atarefados. Temos um bom grupo de amigos e colegas.
Eu achava que também estávamos bem em forma para um casal na faixa dos 40. Tenho cabelo longo e escuro e o que meu marido acha que é um bumbum bonitinho. Tenho uma pequena barriguinha pós-filhos e fico insegura com meus seios tamanho D (que meu marido adora) serem grandes demais, mas ainda assim não me incomodava com alguns olhares para meu 1,70 m de altura.
Meu marido, com cerca de 1,83 m, estava ficando careca e, com 90 quilos, uns 7 quilos mais pesado do que quando nos conhecemos há mais de 25 anos. Mas ele ainda era um cara atraente, com uma barba curta grisalha e têmporas grisalhas.
Realmente, a vida era muito boa.
Mas ele não estava feliz com nossa vida sexual.
*
Um pouco mais sobre nossa vida sexual do meu ponto de vista:
Nossa vida sexual é suficiente para mim. Nada maluco, mas nos divertimos. Eu me sinto satisfeita.
Ele é muito mais obcecado/interessado em sexo do que eu.
Ele sempre me pergunta sobre fantasias sexuais que eu ando tendo. Minha resposta padrão é: "Não tenho nenhuma" — o que é (quase sempre) verdade. Aí, volto a ler meu livro.
Ele gosta de brinquedos sexuais, coisa que eu realmente não curto, mas às vezes topo quando ele sugere.
Ele provavelmente se masturba umas duas vezes por semana. Eu posso me masturbar sozinha uma vez por mês, mas geralmente não sinto necessidade nem vontade. Sou ocupada demais, cansada demais — e consigo o que quero quando estou com ele.
Se eu pudesse escolher algo fora da curva sexualmente, provavelmente seria me envolver com outra mulher — algo que meu marido disse que acharia tranquilo quando contei a ele uma vez. Não consigo imaginar isso realmente acontecendo enquanto estamos casados, mas sei que ele fica excitado só de pensar.
Quando transamos, quase sempre começa com carícias, seguidas por ele massageando meus seios e mamilos enquanto eu deito de costas esfregando meu clitóris.
Para mim, a ligação seio-clitóris é tudo. Ter meus seios massageados, lambidos, beliscados e acariciados é uma das chaves para minha excitação. Meu marido é bom nisso.
Geralmente prefiro que ele não me toque muito entre as pernas até se colocar dentro de mim depois que eu gozo. Sexo oral também não costuma fazer muito por mim. Ele gosta de dar e receber, mas é bem raro qualquer um acontecer.
Normalmente, eu fecho os olhos e me concentro em um cenário sexy e nas carícias e beijos dele nos meus seios até atingir o orgasmo (uma vez — nunca fui uma mulher multi-orgásmica).
Quanto a esses cenários, imagino pessoas aleatórias — nunca eu mesma ou meu marido. Às vezes, são duas garotas brincando juntas. Às vezes, um casal enlouquecendo em um provador. Às vezes, um ménage em um barco.
Funciona para mim e só leva alguns minutos porque sei onde e como me tocar muito melhor do que qualquer homem.
Depois que gozo, ele me fode, o que eu curto — ajuda a prolongar o prazer do meu orgasmo.
A foda em si costuma ser um processo de dois ou três minutos. Nunca tenho orgasmo com sexo vaginal tradicional, mas adoro a sensação quando ele me penetra pela primeira vez.
Ele tem um pau de tamanho bem mediano — uns 14, 15 centímetros — embora seja mais fino em comparação com outros que tive antes do casamento. (Ele é o único que realmente me fez medir.)
Depois de um minuto ou dois de estocadas, não sinto tanto atrito porque fico super molhada depois de gozar e a falta de grossura dele não me preenche totalmente (especialmente depois de 3 filhos), então geralmente fico satisfeita quando ele goza dentro de mim e tudo acaba. Eu não ligava muito para tamanho de pênis e já tinha dito isso a ele.
Ele tem insegurança em relação ao pau, mas isso é problema dele, não meu.
Para seu crédito, ele sempre garante que eu goze primeiro. É bem raro eu fingir um orgasmo.
Não pergunto sobre as fantasias dele — algo que ele já apontou algumas vezes.
Mas às vezes ele compartilha seus pensamentos — sem eu pedir.
Ultimamente, ele andava falando sobre como gostaria de me ver ser fodida por outro cara.
Admito que fiquei excitada com a ideia de fazer sexo — ou melhor, a ideia de ser fodida — por outro cara, nem que fosse só por uma variedade. Mas havia um longo caminho entre ideia e realidade. Para mim, isso seria ruim para nosso relacionamento e poderia destruir nosso casamento.
Eu preferia manter fantasia no mundo da fantasia, o que eu dizia a ele sempre que tocava no assunto envolvendo outra pessoa.
A atitude dele é, na verdade, uma grande mudança desde que nos conhecemos e ele percebeu que eu tinha um pouco mais de experiência do que ele. Eu tinha transado com 10 outros caras antes de começarmos a namorar e também tive vários outros parceiros masculinos para atividades que chegavam perto do sexo. A maioria eram relacionamentos curtos — antes de conhecer meu marido, só tive um namorado que durou um ano.
Meu marido, que é uns dois anos mais novo que eu, era menos experiente sexualmente do que eu quando começamos a namorar. Ele teve uma namorada de longa duração com quem perdeu a virgindade e alguns outros encontros casuais, mas eu percebi quando transamos pela primeira vez (no nosso segundo encontro) que ele — como muitos dos meus parceiros anteriores — não sabia o que estava fazendo.
Ele teve muito ciúmes dos meus parceiros anteriores por anos depois que nos conhecemos. Eu não falava sobre esses relacionamentos com ele porque sabia que qualquer coisa que revelasse acabaria sendo jogada na minha cara depois.
Então, avançando uns vinte e tantos anos de monogamia, ele agora estava fantasiando sobre eu me envolver com outros caras.
Homens.
*
Enquanto fazíamos as malas para nossa escapada de fim de semana, percebi que ele estava animado — estranhamente nervoso — mas não pensei muito nisso. A vida profissional dele estava estressante ultimamente, então imaginei que ele só estava feliz por dar um tempo.
Tínhamos reservado um quarto em um pequeno hotel no norte de Michigan, perto de água, vinícolas e restaurantes bem legais. Era outono. Havia um friozinho agradável no ar. As folhas estavam mudando de cor. Clima perfeito para um suéter aconchegante.
Quando chegamos ao hotelzinho, o quarto em si era espaçoso — uma cama king, uma escrivaninha e uma poltrona grande e confortável para ler no canto. Transamos (veja descrição acima — ele por cima) nos primeiros 20 minutos, tiramos um cochilo rápido e saímos para provar uns vinhos.
Tudo parecia perfeito — ou pelo menos bem — embora meu marido parecesse meio quieto.
Na segunda vinícola que visitamos, pegamos uma mesinha e começamos a degustar algumas opções de tintos trazidas por um bonitão atencioso na casa dos 30 e poucos anos, que nos contou ser filho do fundador do lugar.
"No que você está pensando?" perguntei ao meu marido enquanto nos acomodávamos. "Você está meio quieto desde que saímos do hotel."
"Promete que não vai ficar brava se eu contar?"
"Depende", eu disse. "O que é?"
"É coisa de sexo."
Lá vamos nós. Tínhamos acabado de transar, então fiquei um pouco irritada. "OK, conta."
"Então, sabe como eu fico falando da minha fantasia de ver você transar com outro cara?"
Corei. "Sim. Fantasia. Tudo bem. Mas não vai acontecer."
Ele me olhou fixamente nos olhos com um sorriso estranho. "E se eu te dissesse que andei me comunicando com um cara sobre nos encontrarmos neste fim de semana? Seguindo suas regras, mas com a ideia de que ele poderia transar com você sem compromisso — se você concordasse. Eu estaria lá, mas só participaria se você quisesse."
Devo ter ficado branca, depois vermelha — meio tonta. Senti minha calcinha ficar um pouco molhada, mas também senti raiva.
"Não! Não quero ficar com ninguém além de você!" Acho que algumas pessoas na vinícola ouviram, então falei mais baixo. "Além disso, não tem como você ter feito isso."
Ele abaixou a voz para um sussurro e se inclinou sobre a mesa. "Olha, eu te amo e só quero ficar com você. Mas eu preciso de mais do que nossa vida sexual está me dando. Acho você a mulher mais gostosa e sexy do mundo, mas preciso que você saia da sua concha. Talvez você não precise disso, mas não te intriga nem um pouco?"
Intrigava, mas, "não vale o risco para mim, para nosso casamento", eu disse. "Para mim, nossa vida sexual está boa como está. Estou tentando ser mais sexual, mas não posso ser algo que não sou. Não acho que trazer outras pessoas para a história vá ajudar."
Ele estava frustrado: "Mas eu não estou satisfeito com nossa vida sexual. Isso não significa nada para você?"
Eu me levantei sem falar nada e fui ao banheiro feminino. Estava com raiva. Significava algo para mim que ele não estivesse satisfeito. Não era como se fosse a primeira vez em mais de 20 anos juntos que ele me dizia que tinha problemas com isso. Sexo era uma das poucas coisas sobre as quais a gente discutia.
Ele nunca tinha ido tão longe a ponto de realmente marcar um ménage ou o que quer que fosse — isto é, se é que ele estava falando a verdade.
Chorei por um minuto no banheiro enquanto pensava na situação. Já tínhamos visto amigos e vizinhos se divorciarem na nossa idade. Eles pareciam ter uma vida ótima juntos até que um deles decidiu que o casamento não era suficiente. Eu não tinha outra intenção senão viver o resto da minha vida com o homem com quem me casei — mesmo que ele fosse tão obcecado por sexo a ponto de inventar esse cenário na cabeça.
Quando recuperei a compostura, quase involuntariamente sorri para mim mesma no espelho do banheiro. Ha! Ainda tem uns caras que adorariam pôr as mãos em mim, pensei. Notei que minha calcinha estava um pouco mais molhada do que eu esperava. Eu sabia o que ia fazer.
Eu ia pagar pra ver.
Enquanto eu tinha me afastado, o filho do dono veio oferecer mais vinho ao meu marido. Eles estavam conversando quando voltei à mesa. Ele era um cara em forma, com 1,90 m, magro e atlético, cabelo ondulado, grosso e escuro, olhos azuis e uma barba por fazer. Parecia ter saído de um catálogo da Orvis.
Quando me aproximei da mesa, ele encheu minha taça, se virou, piscou para mim e foi embora.
"Vocês vão pescar com mosca ou algo assim?" perguntei, tentando evitar corar com a piscadela, que meu marido não viu.
"Talvez. Vamos ver", meu marido disse com um sorriso. "Você está bem?"
Eu estava me sentindo ousada, mas sabia o que tinha que fazer. Me inclinei sobre a mesa e dei um beijo nos lábios dele.
"OK, se você realmente armou isso, estou disposta a considerar. Mas tenho poder de veto a qualquer momento. Então, acho que a bola está com você."
Era hora de ele confessar — admitir que só estava falando, que era tudo conversa de fantasia. Ele era um pervertido cheio de conversa fiada.
Em vez disso, ele disse: "Estou tão animado que não sei o que dizer. Você tem certeza?"
Espera. Como assim, se eu tinha certeza? O truque era para ter sido revelado.
"Eu só disse que consideraria", sussurrei de volta, incrédula e duvidando. "Então, quem é o cara?"
Meu marido olhou de volta para o balcão, onde o filho do dono da vinícola estava atendendo outros turistas, e acenou com a cabeça.
Ele deu um grande gole no vinho. "Então, VOCÊ quer ir pescar?" Ele não estava sussurrando.
Isso era real? Isso era real. Isso era real?
"O quê? Não. Não. Ele não? Não. Você está brincando. Você só pode estar brincando."
"Aqui está o que eu sei", meu marido começou, retomando o sussurro: "Ele respondeu a um anúncio que coloquei online. Tem 36 anos, divorciado uma vez, tem uma filha que vê nos fins de semana e trabalha aqui em tempo integral. Ele não está interessado em um relacionamento sério, mas curte uns encontros casuais quando pode. Já fez isso algumas vezes antes. Fez vasectomia e diz que está livre de DSTs — até me mandou um relatório médico recente confirmando. Ele usará camisinha se quisermos. Eu o pesquisei no Facebook e LinkedIn e tudo parece bater com o que ele me contou. Sem antecedentes criminais. Mostrei umas fotos suas e expliquei minha situação — basicamente que você não sabia de nada. Ele disse que te achou linda e para te trazer e ver o que você dizia. Ele só quer participar se você quiser."
Eu não sabia o que dizer, mas soltei no meu sussurro mais alto: "Claro que ele usaria camisinha! Mas, Jesus..."
Tomei um gole nervoso do vinho e passamos um minuto bebendo em silêncio. Meu marido esperava eu processar aquilo.
Finalmente, ele quebrou o silêncio constrangedor. "Se você quiser fazer isso, ele disse que pode nos encontrar no quarto do hotel. É só escrever no recibo e ele passa às 9 horas. Se não, saímos daqui e voltamos à programação normal."
Eu ainda estava atônita. "Você realmente quer fazer isso?"
"Sim", ele disse, me olhando nos olhos.
"Você realmente acha que conseguiria lidar com isso?" perguntei.
"Sim, acho que sim. Mas quero ter certeza de que você consegue lidar."
Dei um último gole na taça de vinho. Ainda estava parcialmente convencida de que meu marido estava me enrolando.
"Deixe as informações para ele", eu disse, me levantando e indo para a porta sem olhar para o cara do vinho.
As horas seguintes foram um borrão. Jantar. Ligar para as crianças. Assistir uns programas idiotas na TV enquanto bebia outra garrafa de vinho. Não conversamos muito sobre o que estava (ou não) por vir.
Talvez ele não aparecesse, pensei. Talvez meu marido estivesse blefando, apesar de ter me contado no jantar alguns detalhes bem convincentes sobre o esquema.
Mas quando o relógio marcou 9 horas, bateram na porta.
Meu marido atendeu. "Entra aí."
O cara do vinho ainda estava com sua camisa de flanela xadrez e calça jeans. Ele se aproximou de mim, onde eu estava sentada na grande poltrona de canto, e estendeu a mão. "Sou Tom", disse, calorosamente.
Eu me levantei, apertei a mão dele nervosamente e me apresentei.
"Sei que você está nervosa", ele disse. "Se mudou de ideia, tudo bem."
Eu não sabia o que dizer, então não disse nada.
Ele me abraçou. "Você é mais gostosa do que nas fotos que seu marido compartilhou."
Seus braços eram grandes e musculosos, suas mãos calejadas pareciam enormes nas minhas costas enquanto ele começava a acariciar meu cabelo com uma delas. Eu me senti paralisada.
"Vamos com calma", ele disse. "Qualquer um de vocês pode me parar a qualquer momento. Isso não tem graça para mim se não tiver graça para você."
Ele começou a cheirar meu cabelo e eu percebi o quanto ele era mais alto que meu marido. Ele estava praticamente se curvando para beijar minha bochecha e depois meu pescoço. Comecei a tremer e a derreter ao mesmo tempo.
Isso estava acontecendo.
Meu marido se sentou na cadeira da escrivaninha. Eu olhei para ele e ele acenou com um sorriso sério. Eu não olharia para ele de novo por quase uma hora.
Tom beijou meus lábios e então senti a língua dele na minha boca. Ele cheirava um pouco a barris de carvalho e tinha um gosto doce. Foi meu primeiro primeiro beijo desde os anos 90 e eu o senti no âmago.
Ele puxou meu suéter e começou a levantá-lo sobre minha cabeça, expondo meu sutiã. Ele apertou meu corpo contra o dele novamente, me aquecendo e fazendo o tremor diminuir. Ele desabotoou a própria camisa e tirou uma camiseta branca por baixo, expondo um peito musculoso com abdômen definido e poucos pelos.
Eu me senti pequena em seus braços enquanto ele desabotoava meu sutiã e me conduzia para a cama.
Isso estava acontecendo.
Sentamos na cama e nos beijamos por um tempo. Senti seus peitorais nus e seu abdômen e algo estalou na minha cabeça e não senti mais hesitação. Ele começou a abaixar a mão para minhas calças e meu corpo inteiro se arrepiou. Eu mesma desabotoei minhas calças e as tirei junto com minha calcinha encharcada, cobrindo-me modestamente com o lençol.
Ele me deitou e começou a beijar meu peito e eu o puxei para mais perto. Ele era muito bom nisso.
"Você é linda. Seus seios são incríveis." Ele estava sussurrando para mim.
Isso estava acontecendo. Comigo.
Sua cabeça foi descendo pela minha barriga enquanto ele abria minhas pernas. Ele começou a me lamber entre as pernas de um jeito que eu não lembro de ter sentido antes. Controlado, ritmado, sua língua dançou e brincou por minutos enquanto suas mãos abraçavam meus quadris e a parte interna das coxas. Tentei relaxar e entrar no clima, olhando para baixo e observando a cabeça e as mãos daquele estranho em mim. Não demorou muito até que eu sentisse uma onda de prazer e gozasse forte, apertando a cabeça dele entre minhas pernas! Eu o empurrei para longe, mas ele abaixou a cabeça de novo e enfiou a língua em mim enquanto meu orgasmo atingia o pico e continuava.
Eu ri. Uau. Isso estava mesmo acontecendo.
Ele se levantou e começou a desabotoar a calça jeans, tirando a calça e a cueca boxer ao mesmo tempo, revelando um pênis que deixava o do meu marido no chinelo — alguns centímetros mais comprido e mais grosso do que qualquer um que eu lembrasse de ter visto.
"Ai, meu Deus! Ele é enorme", pensei comigo mesma, tentando não parecer muito impressionada (ou intimidada?).
Sem dizer uma palavra, Tom guiou minha cabeça em direção ao seu pênis enquanto ele ficava de pé ao lado da cama. Mal cabia na minha boca. Eu não era muito de fazer sexo oral, mas pareceu uma obrigação e uma oportunidade de examinar aquilo de perto. Liso e grosso, com algumas veias visíveis, era fascinantemente duro e quente. Cheirava até bem enquanto eu beijava de cima a baixo o corpo dele e colocava a glande na boca.
Eu havia esquecido a emoção de descobrir todos os aspectos diferentes de um novo amante.
Por fim, eu o empurrei para longe e, num único movimento, ele agarrou minhas pernas e se posicionou entre elas. "Camisinha?"
A pergunta passou rapidamente pela minha cabeça. Ele tinha feito vasectomia e estava livre de DSTs, conferido e conferido.
"Não", eu disse, surpreendendo a mim mesma (e, ao meu marido, como eu viria a saber mais tarde).
Eu estava encharcada e queria que ele entrasse em mim. Quando ele começou a enfiar, senti uma resistência inesperada, apesar da minha lubrificação abundante. Ele foi tirando e entrando aos pouquinhos, até que finalmente mergulhou em mim e eu senti uma sensação que não sentia havia anos.
Ele me esticou por todos os lados, me dando a impressão de que meu corpo inteiro estava cheio e quente. Ele se manteve fundo dentro de mim por um instante antes de começar uma foda ritmada e forte que aumentou ao longo de uns 5 minutos até um orgasmo bem no fundo de mim — meu corpo tremeu e ele continuou as estocadas enquanto eu agarrava a bunda dele para sentir os movimentos.
"Ai, meu Deus", eu murmurei enquanto essa sensação nova me dominava.
Ele ergueu minhas pernas para que descansassem nos ombros dele, colocando as duas para um lado. Senti que ele atingia lugares que eu nem sabia que existiam. Eu conseguia sentir as veias do corpo do pênis dele se movendo dentro de mim enquanto ele me comia com força nessa posição por mais 5 minutos de puro êxtase.
Então, num único movimento, ele me virou de bruços e me penetrou por trás com facilidade. Essa posição às vezes era difícil para o meu marido conseguir, mas com ele pareceu natural e incrivelmente gostoso. Ele empurrou meus ombros contra o colchão, puxou minha bunda em sua direção e juntou minhas pernas, montando em mim enquanto me fodia com força, as mãos agarradas à minha cintura.
Eu mal conseguia respirar e me senti chegando lá de novo enquanto sentia as bolas dele batendo no meu clitóris e o pau dele alargando minha boceta. Gozei de novo com um grito. Aí gozei mais uma vez.
Ouvi a voz do meu marido de algum lugar. "Você está bem?"
"Tô, tô", eu disse para ninguém, de olhos bem fechados. "Não para..."
Ele deve ter me fodido naquela posição por mais uns 5 minutos antes de me pegar como uma boneca de pano e me virar por cima dele.
Eu me inclinei para colocá-lo de volta em mim e senti de novo a grossura e o comprimento dele na minha mão. Baixei o corpo devagar e me recostei, apoiando as mãos no abdômen durinho dele.
Eu sentia o peso dos meus seios balançando no peito e ele agarrou minhas nádegas, abrindo-as, o que me permitiu recebê-lo ainda mais fundo. Ele empurrava de baixo, enquanto eu cavalgava nele, forçando-o o mais fundo que conseguia. Senti o corpo dele começar a suar antes que o pau dele começasse a pulsar dentro de mim e ele gozasse com um orgasmo que pareceu durar pelo menos um minuto.
Ele me puxou para o rosto dele e me deu um beijo profundo. "Isso foi incrível", ele disse.
"É", foi tudo o que consegui balbuciar enquanto o sentia amolecer dentro de mim. Fiquei deitada sobre ele, e ele esfregou minhas costas enquanto eu saía do que parecia um torpor ou uma bolha.
Virei a cabeça e encontrei meu marido me encarando da mesma cadeira da escrivaninha, com um sorriso doce no rosto. Ele se levantou e beijou minha testa enquanto eu estava desabada com aquele amante que ele tinha arranjado para mim ainda dentro de sua esposa. Eu sentia o gozo do outro homem começando a escorrer para fora de mim e me levantei para usar o banheiro.
Depois de me limpar, vesti o roupão fornecido pelo hotel e voltei, enquanto Tom se vestia. Meu marido estava de pé, me olhando, e disse: "Isso foi realmente a coisa mais excitante que eu já vi. De longe. Sem comparação."
Eu fui até ele e o abracei. O abraço pareceu perfeito. Aquele era o homem que me amava mais que qualquer outro. Aquele era o homem que eu amava.
"Boa noite para vocês dois", Tom disse, e veio me dar um abraço, apertando a mão do meu marido. "Você é um cara de sorte", ele disse ao meu marido.
"Mais do que você jamais saberá", meu marido respondeu. E, com isso, aquele estranho virtual beijou minha bochecha, virou-se para a porta e saiu.
Eu segurei meu marido num abraço de urso por um minuto, depois enfiei a mão entre as pernas dele. A calça estava molhada de pré-gozo e o pau, duro.
"Vamos cuidar disso", eu disse, surpreendendo-o ao desabotoar a calça dele.
Ele me empurrou de volta na cama enquanto eu abria as pernas e ele deslizou sem esforço para dentro de mim, me reivindicando.
"Você sentiu o quanto ele era maior que eu?", meu marido perguntou enquanto ficava de pé ao lado da cama, metendo em mim.
"Sim. Ele era enorme e foi muito diferente — muito bom", eu disse, honestamente. "Eu nunca gozei tantas vezes transando. Essa pode ter sido a melhor transa de toda a minha vida."
Ao me ouvir dizer aquilo, ele não conseguiu mais se segurar e começou a gozar. Eu mal conseguia senti-lo durante o mais ou menos um minuto que levou, mas adorei vê-lo em cima de mim. Eu era dele. Ele era meu.
Ele desabou sobre mim e nós nos abraçamos, enquanto minha mente vagava pensando em quando e se poderíamos fazer isso de novo — com Tom ou com outra pessoa.
Nós dormimos juntos, com as luzes acesas.