Contos eróticos para ler inteiros.

Sexo Anal

Uma Memória de Jardim

autora.mila10 min

Tarde quente de verão e faço uma pausa da jardinagem — aos 61 anos acho melhor dosar o ritmo e só trabalhar algumas horas de cada vez. Tomo um copo d'água, depois sirvo uma taça de vinho branco seco, sento na cadeira de vime na varanda, afundo um pouco nas almofadas. É um canto fresco e isolado, e desabotoo a parte de cima do short para ficar mais confortável, abro a frente da camisa de algodão para o ar fresco tocar minha pele suada. Bebo um gole do vinho e olho para baixo, vejo que o zíper do short se abriu parcialmente revelando a barra da calcinha e alguns pelos pubianos soltos. Passo dois dedos sobre a pele macia ali, a mente voltando a vários anos atrás, quando Leo, meu marido, ainda era vivo, e ele subiu do galpão numa tarde bem na hora em que eu estava sentada assim, suada da jardinagem, camisa e short desabotoados...

— Esse vinho tá gelado? — ele pergunta e pega a taça de mim, parado ali com o cabelo escuro bagunçado, uma mancha de graxa na bochecha, serragem na calça jeans. — É, tá bom — diz ele, tomando um gole, os olhos na minha frente e na camisa aberta.

— O vinho ou... eu? — pergunto, piscando os olhos e passando um dedo pela barriga nua.

— Ha ha — ele ri, os olhos se franzindo. — Tá a fim, então?

Sorrimos um para o outro e ele se ajoelha entre minhas pernas abertas, puxa meu short e depois a calcinha, se inclina e enfia o rosto nos meus pelos pubianos.

— Adoro esse cheiro de suor — murmura e usa o nariz para separar os lábios, lambe devagar de cima a baixo na minha racha e depois passa a língua sobre o clitóris.

— Mmmm, amor — murmuro e ponho a mão no cabelo dele, enrosco os dedos nos cachos, ergo uma perna sobre o ombro dele para que minha boceta se abra.

Ele aceita o convite e enfia um dedo na minha vagina encharcada, depois um segundo, enquanto a língua lambe. Meu botão incha e digo que está gostoso, os sons dos dedos e das lambidas aumentando minha excitação. Ele desliza os dedos para cima e para baixo no períneo e os passa pelo meu cu. Levanto a segunda perna sobre o ombro dele e deslizo a bunda um pouco para baixo, até a beirada do assento.

— Ah, porra, isso! — suspiro quando ele pressiona a ponta do dedo no meu cu.

Com os sucos da minha boceta, ele penetra facilmente, torcendo e empurrando para dentro do reto. Relaxo e em um instante ele enfia um segundo dedo pelo meu anel e começa a me foder o cu com os dedos enquanto a língua circula meu clitóris. Sinto um tremor no fundo do ventre e arqueio as costas. Ele responde, acelerando os dedos, colocando os lábios sobre o clitóris e chupando de leve. Sinto um orgasmo se formando e levanto o sutiã para soltar os seios, puxo os mamilos.

— Vou gozar já, amor — digo, respirando um pouco pesado.

Ele chupa meu clitóris e depois esfrega os dentes nele, me fazendo estremecer e gemer, depois volta a passar a ponta da língua rapidamente. Sinto um terceiro dedo se encaixando contra meu ânus aberto e entrando, me deixando com sensação de abertura e saqueada, gemendo de novo quando ele enfia os três até o talo dentro de mim. De repente, ele chupa forte meu clitóris e o formigamento dentro de mim se intensifica, se espalha...

— Aaaahhhhh! — gemo, os quadris se erguendo da almofada, coxas tremendo enquanto o orgasmo atinge e depois percorre meu corpo. — Aaaaaahhhhhhhhh!

Após longos segundos, desabo de volta nas almofadas, inspiro longamente, solto o ar devagar, afasto gentilmente o rosto de Leo das minhas partes. Ele sorri para mim, a boca brilhando com meus sucos, tira os dedos da minha bunda com cuidado. Sorrio para ele e ponho a mão atrás do pescoço dele, puxo o rosto para o meu, lábios se entreabrindo.

— Quer me foder? — pergunto após um longo beijo de línguas, lançando um olhar de olhos inocentes.

Ele ri e se levanta, tira a camiseta pela cabeça, mexe no cinto. Admiro o tronco dele, o tapete de pelos no peito largo, alguns já grisalhos, a barriga ainda forte, embora um pouco pesada com a meia-idade. Logo está nu e parado ao meu lado, guia o pau semirrígido até minha boca para que eu possa deixá-lo pronto. Inspiro o cheiro dele enquanto chupo, o suor, o almíscar, um leve odor de urina velha, tudo me excitando. O pau enche minha boca enquanto engrossa, e uso a mão para masturbá-lo, os lábios passando pela glande, a língua cutucando o fio do prepúcio.

— Cristo, você sabe como me deixar duro — diz ele, a voz embargada.

Ele acaricia minha bochecha e sinto o cheiro do meu cu nos dedos dele, o fedor me fazendo formigar por dentro de novo. Abaixo a cabeça, tomo mais da metade do pau na boca, recuo devagar até que ele saia com um estalo, balançando brilhante entre nós.

— Quer enfiar esse grandão onde seus dedos acabaram de estar? — pergunto, sorrindo para ele.

— Pode apostar — diz ele, os olhos brilhando.

Recosto na grande cadeira de vime e levanto as pernas sobre cada braço, desço um pouco para que o cu fique disponível para ele, cuspo na mão e espalho sobre o anel macio, sentindo os pelos ao redor, acrescento mais cuspe. Leo põe uma almofada nas tábuas da varanda e se ajoelha, deixa cair cuspe sobre o pau, juntando ao meu. Ele esfrega na minha racha e depois posiciona a glande grossa contra meu botão de rosa. Ambos nos ajustamos um pouco, acertando o ângulo, e ele se inclina pressionando meu anel. Seguro os braços superiores dele e faço força para trás, meu esfíncter se abrindo facilmente no começo e depois se esticando quando a glande entra em mim.

— Ah, porra! — ofego quando me estica o último pouco antes de deslizar alguns centímetros para dentro do reto, meus dedos se cravando nos bíceps dele.

— Tudo bem, amor? — pergunta ele, não realmente preocupado — afinal, fazemos sexo anal mais do que qualquer outra coisa, a ponto de a única lubrificação que precisamos ser saliva, apesar do tamanho dele.

— Sim — arfo. — Só me dá um segundo.

Ele pinga mais cuspe no pau e dá empurrões suaves com os quadris, mexendo o pau para frente e para trás só um ou dois centímetros, afrouxando meu anel, depois inclina o peso para frente, ambos gemendo quando ele desliza fundo no reto. Outra pausa, então alguns impulsos gentis e ele está todo dentro, a virilha peluda pressionada contra minhas nádegas. Ele se abaixa e nos beijamos com paixão, os quadris dele dando pequenos solavancos enquanto nossas línguas se enroscam. Minha barriga está toda enrugada e o peito dele achata meus seios, e com aquele pau bem debaixo das minhas costelas tenho que ofegar por ar. Rompemos o beijo e ele se apruma, a intensidade diminuindo, começa a me foder. Massageio os seios e de vez em quando esfrego a boceta, aproveitando o pau no meu cu, os cheiros e sons.

— Querida, talvez você devesse ter ido ao banheiro antes — diz ele e tira tudo, o pau manchado de amarelo e pintas marrons ao redor da glande.

Ambos rimos e ele alinha de novo com meu nó de balão, me abre bem de novo, ambos gemendo quando ele afunda no meu rabo. Ele fode um pouco mais rápido, suor brotando na testa, e passo a mão no peito dele, torço cada mamilo fazendo-o grunhir. Esfrego a boceta sensualmente.

— Acho que precisamos de um pouco mais de lubrificação — diz Leo e tira de novo, fica de pé e se aproxima para que o pau manchado pulse perto do meu rosto, os cheiros fortes de sexo anal fazendo minhas narinas dilatarem. — Aaaahhhh, isso, querida — diz quando seguro pela base e guio entre os lábios, chupo a glande suja de merda, passando a língua para frente e para trás.

Fazemos isso há anos e aprendi a amar, o gosto do meu próprio cu me formigando fundo nas partes. O pau de Leo pulsa em resposta e deslizo os lábios pelo eixo manchado, chupo e limpo, recuo devagar. Ele não está totalmente limpo, parte da merda é grossa e teimosa, mas ele está impaciente e logo está de volta entre minhas coxas abertas, pressiona meu cu de novo, mergulha de volta no meu rabo. A foda dele está mais determinada agora e esfrego minhas partes, puxo os mamilos, querendo gozar de novo antes dele.

— Você está com um pouco de merda nos lábios — diz ele, ofegando um pouco, e se inclina, me beija forte, esmagando meus peitos de novo, ainda enfiando fundo na minha barriga.

Sinto meu orgasmo se formando enquanto nossas línguas se enroscam e assim que ele se apruma de novo eu me masturbo mais rápido, o dedo deslizando para frente e para trás no clitóris. Ele agarra um dos meus seios, aperta, dá um tapa.

— Goza pra mim, puta — sussurra e bate de novo fazendo balançar, pega o mamilo e belisca com força.

— Yuurrrggghhh! — gemo, a intensidade ainda maior do que antes, toda a parte inferior do corpo se contraindo e espasmando. — Yyuuuurrrggghhh!

Ele solta meu seio e se concentra na foda, o pau indo fundo em mim durante todo o orgasmo, mesmo que eu tente segurá-lo parado. Desisto, me remexo um pouco quando o orgasmo finalmente diminui, balanço para frente e para trás com as estocadas dele. Me sinto totalmente aberta, como se a parte inferior do corpo estivesse impotente, meu ânus mal segurando o pau de Leo. Ele me posiciona um pouco mais alto na cadeira e acelera as estocadas, suor agora pingando do queixo, os pelos do peito úmidos.

— Ah, porra, vou gozar já, querida — arfa ele, o pau me flechando, me fazendo grunhir a cada vez que avança.

Depois de mais uns trinta segundos, ele tira abruptamente, fica de pé e se aproxima de novo do meu lado, limpa o pau sujo e pulsante nos meus lábios. Eu o chupo para dentro, passo a língua sobre a carne manchada, e ele começa a foder minha boca, estocadas rápidas e curtas, deixando uma espuma amarelo-acastanhada nos cantos da boca.

— Ah, porra! — diz ele, se esforçando e empurrando o pau mais fundo. — PORRA!

Sêmen jorra no fundo da minha garganta, no céu da boca, reveste os dentes. Ele dá uma última estocada, sêmen escorrendo pela minha língua, depois desaba, o pau já amolecendo e deslizando para fora da boca. Eu o chupo de volta, fazendo-o estremecer, limpo gentilmente, pego as últimas gotas de sêmen antes dele se afastar de novo e sentar pesadamente no degrau da varanda, limpar o rosto suado, apoiar a mão no meu pé.

É uma memória intensa, o cheiro do jardim de verão trazendo de volta alguns detalhes. Estou esfregando a boceta de leve, a mão enfiada na calcinha, lágrimas nas bochechas...

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