Uma Discussão em Público 04: Reconciliação Matinal
—Aqui dentro — ordenou Maya.
Me guiando pelo pulso, minha irmã me puxou para... o banheiro feminino, bem ao lado do vestiário feminino. Prendi a respiração, mas, para minha sorte, estava vazio.
A falta de mictórios era a maior diferença em relação ao que eu normalmente uso. Isso e o cheiro, que era melhor. Muito melhor. Não tive muito tempo para reparar antes que Maya me puxasse para a última cabine e me empurrasse para o assento fechado do vaso.
Nós dois ainda estávamos suados do treino, e eu estava incrivelmente excitado depois de passar quase uma hora olhando para o corpo quase nu dela. A julgar pela mancha escura no short de corrida dela, que era mais do que apenas suor, ela também estava.
Só nos preocupando em abaixar as calças o mínimo necessário fisicamente, Maya se sentou em cima de mim. No momento em que meu pau entrou nela, ela fechou os olhos e soltou um suspiro. Passei o dedo médio na boca e passei o braço por trás dela para enfiá-lo em seu cu, do jeitinho que ela gosta.
— Queria que você tivesse dois paus — Maya riu.
— Eu também.
— Se eu gozar antes de você, você termina no meu cu.
— Fechado — eu disse, erguendo a mão para brincar com os mamilos dela.
A porta do banheiro se abriu, e eu congelei. Maya continuou, sem se perturbar. Será que existia alguma situação que ela não conseguia controlar? Depois de tudo que eu já tinha visto, não tinha certeza.
— Maya? Você tá aí? — Sam chamou.
Sam também estava na equipe de atletismo, entrando no mesmo ano que Maya. Elas não eram amigas, até onde eu sabia, mas tinham uma relação amigável. Antes de Maya, Sam tinha sido uma visitante ocasional em minhas fantasias.
Não que eu quisesse que alguém me pegasse transando com minha irmã, mas se tivesse escolha, definitivamente não seria a Sam.
— Sim — Maya respondeu.
— Tá ocupada? Posso voltar depois.
— Não, o que foi?
Não ocupada? Levantei uma sobrancelha para ela, mas ela só sorriu para mim. Passos se aproximaram, e Maya cavalgou em mim com mais força. Os dedos dela se cravaram em meus ombros.
— Na verdade, é sobre seu irmão — disse Sam.
A voz estava muito perto. Pela fresta embaixo da porta, vi as solas dos tênis de corrida de Sam. Ela estava bem do outro lado. Prendi a respiração.
— O que você quer com o Cara de Bunda? — Maya perguntou, mostrando a língua para mim.
— Você sabe se ele tem namorada?
Nós dois erguemos as sobrancelhas com isso. Eu tinha namorada? Maya era minha namorada?
Silenciosamente, articulei "você" para Maya. Ela balançou a cabeça.
— Não, não tem. Para ser sincera, acho que ele nunca teve namorada antes — Maya mentiu.
— Ah — Sam soltou um gritinho. — Ele, hm, tem namorado?
Maya deu uma risadinha. Eu balancei a cabeça freneticamente, mas Maya apenas sorriu. Apertei o mamilo dela até ela fazer uma careta e seus olhos lacrimejarem.
— Não — Maya disse num guincho agudo, e eu soltei. — Ele não é gay. Até onde eu sei. Por quê?
— Queria saber se você ficaria de boa se eu o convidasse para tomar um café algum dia.
— Sério? Ele? — Maya gargalhou.
— Eu acho ele meio fofo.
Sam me achava fofo? Isso foi uma surpresa. Embora fosse difícil pensar na possibilidade de namorar Sam com Maya apertando meu pau.
— Bom... — Maya hesitou, revirando os olhos para mim, — tudo bem.
— Sério? — Sam disse, soando surpresa.
— É. Por que não? Já tá na hora do meu irmãozinho perder a virgindade — Maya riu alto.
— Você sempre tem que ser tão... — Sam gemeu do outro lado, mas achou melhor não terminar a frase. — Obrigada!
E então estávamos sozinhos de novo. Maya ainda ria de vez em quando, murmurando "virgem" baixinho. Ela estava se movendo mais devagar, mas de forma alguma menos estimulante.
— Prefiro namorar você — eu disse, esperando o suficiente para ter certeza de que Sam estava fora de alcance.
— Isso é porque você é um idiota — Maya disse, me beliscando na lateral. — Você ainda não entendeu, né? Nós nunca podemos namorar. Nunca.
— Claro, mas não vou namorar outra pessoa enquanto a gente tiver... você sabe — eu disse, dando uma estocada com o quadril.
— É porque você não é homem o suficiente para lidar com duas mulheres? — Maya provocou.
— Tá dizendo que quer que eu namore a Sam?
— Não me importa o que você faça — Maya rosnou para mim. — Eu sou inabalável.
A porta se abriu, e nós dois ficamos em silêncio. Maya, no entanto, não parou de me cavalgar. Parecia ser apenas uma pessoa usando a torneira, até que de repente ouvimos um guincho agudo de nojo.
— Eca.
— O que foi? — outra pessoa perguntou. Era Sonya.
— Olha o que o Craig acabou de me mandar — a autora do guincho disse. Era Greta.
— Eca — Sonya disse, mas depois de uma breve pausa continuou: — É grande assim mesmo?
— Sim — Greta disse.
— Você já viu?
— Cometi o erro de ficar com ele nas férias de primavera passada. Desde então, ele não para de mandar foto do pau.
— E você não quer aquela beleza?
— Ugh, esqueci o quanto você é tarada por tamanho. Sua puta.
— Não transo a semana toda, não sou puta!
Sorrindo, Maya se inclinou para perto.
— Já vi o pau do Craig. O seu é maior — Maya sussurrou. — E mudei de ideia. Goza na minha boceta com seu pauzão.
Não demorou muito depois disso para eu gozar dentro dela, ouvindo Greta e Sonya tagarelarem sobre suas vidas sexuais.
***
Por mais legal que Sam fosse, eu não conseguia parar de pensar na minha irmã. A noite toda, fiquei imaginando a cara de Maya quando eu chegasse de braço dado com Sam. Não era justo com meu encontro, eu sabia, mas era o que minha irmã queria.
Pelo menos era assim que eu tinha interpretado as indiretas dela. Ela queria que eu a humilhasse, e o que era mais humilhante do que passar uma noite romântica com outra mulher?
O jantar tinha sido legal, e conversamos principalmente sobre corrida. Conheço Sam há mais de um ano, então não precisamos de muita conversa fiada. Ela era filha única e um ano mais velha que Maya, embora tenha repetido várias vezes que não me via nem um pouco como um "irmão mais novo".
No geral, estava indo bem. Só queria poder ter aproveitado da forma como teria aproveitado apenas um mês atrás.
Quando chegamos em casa, a luz do quarto de Maya no andar de cima estava apagada. Sam estacionou o carro na calçada, e eu aproveitei a oportunidade para olhar de novo para o quarto de Maya. A cortina se mexeu levemente, e eu soube que ela estava observando.
— Casa legal — Sam comentou.
— É. Morei aqui a vida toda.
— Me lembra a casa da minha família.
Destranquei a porta e entrei, torcendo para que o caminho estivesse livre. O som de um filme vinha da sala de estar, o que era um bom sinal.
— Vamos direto para o andar de cima, a menos que você realmente queira conhecer meus pais.
Sam deu uma risadinha e tirou os sapatos. No andar de cima, dei uma olhada rápida no quarto de Maya, mas a porta estava firmemente fechada. A luz passava pela fresta embaixo, então ela definitivamente estava em casa.
— Muito maior que meu quarto no dormitório — Sam comentou ao entrar no meu quarto.
— E eu não tenho colega de quarto — respondi, fechando a porta e me certificando de que estava totalmente fechada.
Passamos alguns minutos olhando o quarto. Sam se interessou pela minha coleção de troféus de corrida, muito menos impressionante que a de Maya. Ela se interessou muito menos pela minha coleção bem mais substancial de gibis ou pelo Xbox.
O que mais chamou sua atenção, no entanto, foi o meu aparelho de som.
— Eu provavelmente seria expulsa se usasse algo assim no dormitório — ela riu.
— Eu só levaria uma surra da minha irmã — eu ri.
— Diz que tem bluetooth. Posso tocar uma música? — ela perguntou, pegando o celular da bolsa.
— Claro.
Apertei o botão para parear um novo dispositivo e baixei o volume preventivamente para não atrair atenção indevida. Sam olhou fixamente para a tela e tocou algumas vezes.
A música começou a tocar, nada que eu normalmente ouviria. Soft-rock com guitarras melódicas e uma energia de música para ficar de conchinha. Música para dar uns amassos.
De repente, Sam me agarrou pelo pulso e me puxou para a pista de dança improvisada. Ela deixou óbvio o que queria me puxando para mais perto. Segurei-a pela cintura, e nós balançamos ao som da música. Ela era mais baixa que Maya, então teve que ficar na ponta dos pés para me beijar.
Foi uma surpresa, mas uma surpresa agradável. Respondi ao beijo, que rapidamente se tornou algo mais. Por um breve momento, esqueci Maya e quis dedicar todo o meu corpo a fazer amor com Sam.
Mas o beijo acabou, e minha sanidade foi restaurada. Meu pulso estava acelerado, e dei uma olhada furtiva em direção à porta.
E não deu outra: estava aberta só por uma frestinha. Não consegui ver nada através dela, mas soube que Maya estava observando.
Puxando Sam para a cama, sentei na beirada, e Sam se jogou ao meu lado. Sem perder o ritmo, Sam colocou a mão no meu peito e me empurrou para trás, caindo comigo.
Os olhos de Sam eram incrivelmente azuis.
— Não estamos indo rápido demais, estamos? — Sam perguntou.
— Podemos ir mais devagar se você quiser.
— Não quero — Sam disse, sorrindo.
Eu me inclinei para um beijo, passando o braço por trás dela e colocando uma mão em sua nádega.
BANG!
— PARA!
A porta se escancarou, e uma fúria aterrorizante, vagamente com a forma de Maya, irrompeu no quarto. Pisando forte, ela cruzou a distância antes que qualquer um de nós tivesse chance de reagir e agarrou o tornozelo de Sam.
— SAI DE CIMA DELE! — Maya gritou.
Com uma força incrível, Maya puxou, e Sam escorregou da cama como uma enguia molhada. Ela soltou um grito surpreso antes de cair com força no carpete.
— Ai!
— TIRA SUAS MÃOS DE VAGABUNDA DO MEU IRMÃO!
Inclinando-se para trás, Maya continuou puxando Sam pelo chão em direção à porta, mas Sam já tinha superado o choque inicial e chutou as mãos com a perna livre. Um chute particularmente certeiro acertou o pulso de Maya, e ela soltou de surpresa.
— VAI SE FODER!
Avançando contra Sam, Maya tropeçou e cambaleou. Ela só ficou no chão por uma fração de segundo antes de se levantar desajeitadamente. Isso deu a Sam tempo suficiente para se recompor. Maya ficou ali, respirando pesado, punhos cerrados, lábios retraídos num rosnado.
Rápido, fui para trás de Maya e a enlacei pela barriga antes que ela pudesse atacar Sam de novo. Imediatamente, minha irmã começou a sibilar e cuspir, tentando me acertar com os cotovelos. Acertou mais de uma vez, desferindo uma série de cotoveladas agudas nas minhas costelas.
— Me solta, seu filho da puta idiota!
— Que porra é essa? — Sam perguntou.
— Vai se foder. Vai se foder. Vai se foder — Maya rosnou.
— Maya, para — eu disse, em vão.
Maya não parou, mas mudou de direção. Em vez de rosnados raivosos e cotoveladas, seu corpo começou a tremer, e ela soluçou. De repente, ficou pesada e disforme como um saco de batatas, quando suas pernas cederam.
Não me senti confortável em soltá-la ainda, e nós dois caímos no carpete. Maya era só um amontoado triste de gente, soluçando nas palmas das mãos. Ergui os braços para um abraço reconfortante, em vez de correntes.
Sam me lançou um olhar confuso e questionador. Encolhi os ombros. Como eu poderia começar a explicar qual era o problema?
— O que está acontecendo? — uma voz preocupada perguntou. Papai.
— Ela me atacou — Sam disse, gesticulando para Maya.
Maya não reconheceu a presença do papai.
— Danny? — papai perguntou.
— Como assim atacou? — mamãe perguntou, olhando mais de perto para Sam, que puxou a perna para mostrar um hematoma se formando em seus tornozelos.
Era demais. O quarto era muito pequeno para cinco pessoas e, mesmo que fosse grande o suficiente, eu queria ficar sozinho com Maya. Doía vê-la chorar como se estivesse com uma dor mortal.
Falando rápido, Sam recapitulou o que aconteceu, incluindo a parte em que estávamos nos beijando na cama. Papai desligou o som antes de colocar as mãos na cintura e olhar para nós dois com consternação. Eu acenava ocasionalmente e falava algumas vezes para confirmar a versão de Sam.
— Não é justo — Maya murmurou no silêncio que se seguiu.
— O que não é justo, querida? — mamãe perguntou com cuidado.
— Não é justo — Maya repetiu, mais alto. — Eu odeio ela. Eu odeio ela!
— Sinto muito, mas acho que talvez seja melhor você ir embora — papai disse, dirigindo-se a Sam.
Sam me olhou interrogativamente.
— Sinto muito, Sam — eu disse. — Não sei o que aconteceu. Falo com você amanhã, tá?
— Tá — Sam confirmou e saiu.
— Precisa de uma carona para algum lugar? — papai perguntou, acompanhando Sam para fora do quarto.
— Vem cá, bebê — mamãe disse em tom suave e tocou o ombro de Maya, — vamos te colocar num banho bem quentinho.
— Não — Maya latiu e afastou a mão.
— Aconteceu mais alguma coisa? — mamãe me perguntou.
Balancei a cabeça.
Em resposta, mamãe se ajoelhou atrás de Maya e a abraçou. Imediatamente, Maya a empurrou com força suficiente para mamãe cair de bunda.
— Vai embora — Maya latiu.
Nunca vi mamãe tão surpresa em toda a minha vida.
— Tá tudo bem, mãe — eu disse rápido. — Eu cuido dela.
— Mas você nem sabe o que...
— VAI. EMBORA — Maya gritou.
— Tá bom — mamãe disse, derrotada, e me lançou um olhar severo.
E então ficamos sozinhos. Maya se agarrou mais a mim e enterrou a cabeça no meu ombro. Ela tremia como uma folha na tempestade, e senti uma mancha molhada na minha camisa. A segurei perto, esfregando suas costas, e fazendo o possível para ficar imóvel.
Cinco minutos depois, minha perna tinha adormecido, minha lombar doía, e eu realmente queria me mexer, mas as lágrimas de Maya finalmente secaram, e eu tinha medo de perturbá-la.
— Não é justo — Maya murmurou baixinho.
— O que não é justo? — perguntei quase num sussurro.
— Por que ELA pode namorar você? Por que ELA pode te beijar? Por que ELA pode casar com você?
— Eu não vou casar com ela. Foi só um encontro.
— Mas você poderia, se quisesse.
— Achei que você não queria que a gente fosse um casal.
— Eu menti — Maya disparou. Ela se afastou do abraço, o suficiente para me olhar no rosto. Seus olhos estavam vermelhos, e listras escuras desciam por suas bochechas. — Eu menti, tá bom? Eu quero. Quero tudo. Quero que a gente namore. Quero que a gente f-faça amor. Quero que a gente c-c...
As lágrimas voltaram, e Maya começou a soluçar. Ela jogou os braços ao meu redor, me apertando ainda mais forte do que antes.
— Me desculpa — eu disse e a beijei na testa. — Achei que você queria que eu saísse com a Sam, então a trouxe aqui para te provocar. Achei que você queria me ver com outra mulher para poder me odiar.
— Eu quero te odiar — Maya disse, abafada pelo meu ombro. — Mas não consigo. Eu te amo, Daniel. Te amo tanto que dói o tempo todo.
— Eu também te amo, Maya.
— Desculpa por fazer tanto escândalo.
— Você não precisa se desculpar comigo. Eu entendo. Mas vai ter que se desculpar com a Sam.
— Ela é uma vadia — Maya murmurou.
— Ela não é.
— Eu sei — Maya suspirou.
— E vamos ter que contar alguma coisa para a mamãe e o papai.
— Tem certeza que não podemos fingir que nada aconteceu?
— Pode ser difícil.
— A gente pensa nisso amanhã. Só quero ficar com você hoje.
— Não se preocupa, eu te seguro — eu disse, apertando-a mais.
— Será que você pode fazer isso na cama? As minhas duas pernas adormeceram.
— Graças a Deus — eu disse e ri, — as minhas também.
***
Algo estava diferente do normal. Uma sensação estranha de umidade e calor. Meus olhos tremeram abertos e, por um breve momento, fui transportado de volta para quando era criança e tinha feito xixi na cama.
O resto do meu cérebro entrou em ação, e percebi que não tinha feito xixi. Meu pênis estava molhado e quente porque estava dentro de uma boceta. Maya estava deitada ao meu lado, embaixo das cobertas, de costas para mim, se empurrando ritmicamente em mim.
Dormimos na noite anterior apenas nos abraçando. Vestindo roupas. Minhas calças estavam abaixadas até as coxas, mas minha camisa ainda estava vestida.
— Isso é gostoso — murmurei.
— Finalmente você acordou — Maya grunhiu.
— Por quê? Há quanto tempo você está fazendo isso?
— Não faz muito, mas estou acordada há um tempinho.
Houve uma batida forte na porta. Nós dois congelamos.
— Estou ouvindo vozes — papai anunciou. — Vocês dois estão acordados?
— Merda — sussurrei e rapidamente saí de dentro dela.
Antes que eu tivesse chance de fazer qualquer outra coisa, Maya respondeu:
— Sim, pode entrar.
A porta se abriu, e papai ficou parado na soleira, olhando para nós dois de conchinha na cama. Fiquei mortificado pensando que ele descobriria o que estava acontecendo debaixo do cobertor a qualquer segundo. Maya, por outro lado, rebolou para trás até meu pau cutucar entre suas pernas de novo. Ela guiou a ponta de volta para dentro de sua boceta.
— Só queria ver como você estava. Sua mãe e eu ficamos preocupados a noite toda.
Maya deu uma estocada para trás, e todo o comprimento do meu pau deslizou para dentro dela.
— Estou me sentindo muito melhor — Maya respondeu.
Meu coração martelava no peito.
— Que bom, que bom — papai disse. — Quando vocês estiverem prontos para conversar, preparamos o café da manhã lá embaixo.
— Obrigado, pai — eu disse.
Em vez de sair, papai continuou parado na porta. Colocou as mãos nos quadris e olhou para nós dois. Maya começou a se mover mais rápido, fazendo movimentos rápidos e pequenos enquanto eu prendia a respiração.
— Que bom ver vocês dois finalmente se entendendo — comentou papai, virou-se e fechou a porta.
— Você é louca — sussurrei.
— Você ainda está duro — ela retrucou.
Segurei o quadril dela e comecei a penetrá-la o melhor que conseguia na posição de conchinha.
— Sei que não podemos ser namorados, mas juro agora mesmo: nunca vou olhar para outra mulher enquanto você estiver viva. Você é a única que eu quero.
Maya fungou.
— Desculpa, não era para tocar nesse assunto de novo — me desculpei rápido.
— Não, não. São lágrimas de felicidade.
Maya desfez a conchinha, me empurrou de costas e subiu em cima de mim. Vi lágrimas acumuladas nos olhos dela, mas ela sorria de orelha a orelha. Ela guiou meu pênis de volta para dentro e começou a cavalgar.
E então nos envolvemos em um beijo. Um beijo longo, maravilhoso, incrível. Várias lágrimas grossas caíram no meu rosto e senti o gosto do sal entre nossos lábios. Fizemos amor até gozarmos.
***
— Danny? — mamãe disse, batendo no batente da porta. — Posso falar com você um instante?
Levantei os olhos do laptop.
— Claro.
Antes de descer para o café da manhã, Maya me contou que tinha uma ideia do que dizer aos nossos pais, mas queria falar com eles sozinha. Isso já fazia várias horas e eu tentava ao máximo me manter ocupado com os deveres de casa.
— Primeiro, queria dizer que você foi um irmão incrível durante tudo isso — mamãe disse, me abraçando.
Era um abraço que eu não merecia. Mamãe não tinha ideia de que Maya e eu estávamos transando. Naquele momento, me dei conta de como o resto da minha vida seria miserável. Eu nunca poderia contar a ninguém sobre minha irmã.
— Quero que saiba que isso não é um castigo, mas sim uma recompensa. Seu pai e eu estivemos conversando sobre o que fazer com a situação — ela disse, pronunciando a palavra com ênfase —, e acho que ajudaria muito se encontrássemos um lugar melhor para você morar.
— Vocês vão me expulsar? — perguntei, surpreso.
— Não, não — mamãe disse rapidamente, gesticulando na defensiva —, não é expulsar. Não vamos obrigar você a sair se não quiser, mas... — ela suspirou — sua irmã está passando por algo realmente grande agora. Ela contou alguma coisa sobre o que está acontecendo ultimamente?
— Hã, acho que não — menti.
— Você sabe que ela passou por um término muito difícil recentemente, né?
— Sei.
— Bem, foi pior do que você imagina. Seu pai... ah, digamos que foi um choque para todos nós. E acontece que sua irmã tem uma espécie de estresse pós-traumático do que aconteceu. Não é culpa sua, de jeito nenhum, mas quando ela viu você com sua namorada, isso desencadeou algo nela. Por isso ela atacou.
— Entendi.
— É por isso que achamos uma boa ideia você morar em outro lugar. Estávamos pensando em um apartamento pequeno, mas legal, bem no centro, perto da faculdade. Assim você pode viver sua vida sem ter que se preocupar constantemente com a Maya enquanto ela se recupera. O que você acha?
— Meu próprio lugar? — perguntei.
Mamãe assentiu.
Não era nada do que eu esperava, mas minha mente já fervilhava com ideias. Eu não teria mais que pegar aquele ônibus estupidamente lotado. Poderia treinar na pista da faculdade quando quisesse.
E, melhor de tudo, Maya e eu poderíamos transar sem nos preocupar em sermos pegos.
— Isso parece incrível!