Uma Curiosidade Compartilhada
Eu não sei o que eu esperava quando Alice sugeriu que déssemos uma passada no sex shop na volta do brunch, mas eu definitivamente não achava que ia acabar comigo trancado numa jaula com ela segurando a chave.
A gente já vinha brincando sobre experimentar algo novo há um tempo – bondage leve, palmadas, uns brinquedos aqui e ali. Mas hoje ela parecia... curiosa. Brincalhona. Tinha um brilho nos olhos dela quando entramos na loja juntos, de mãos dadas, a campainha da porta tilintando como uma versão barata do Natal.
A loja era mais iluminada e menos sinistra do que eu imaginava. Prateleiras arrumadas, brinquedos alinhados em fileiras coloridas, manequins modelando lingeries e arreios. Alice se movia pelos corredores como criança em loja de doces.
“Uuh, esse vibra e tem aplicativo”, ela disse, segurando uma balinha vibratória rosa com um sorriso sacana.
Eu ri. “Perigoso nas suas mãos.”
Ela jogou o quadril contra o meu. “Você queria que eu usasse em você.”
A gente foi andando, rindo, trocando comentários, pegando itens ridículos e às vezes intimidadores para o outro considerar. Aí viramos uma esquina e chegamos a uma vitrine pequena, surpreendentemente elegante.
Gaiolas de castidade.
Eu congelei.
Ela também.
Por um momento nós dois só ficamos olhando, lendo as embalagens. Umas eram de metal liso. Outras de silicone, transparentes, com cadeado, ajustáveis. Pareciam... intensas.
“Já ouvi falar disso”, Alice disse, quase sussurrando, como se tivéssemos topado com um segredo. “Mas não sei muito bem como funcionam.”
Minha garganta ficou seca de repente. “É... tipo uma coisa de controle. O cara que usa não consegue ficar duro. Nem se tocar. A outra pessoa fica com a chave.”
Ela inclinou a cabeça. “Hum. Então... tipo negação, mas o dia todo?”
“Praticamente. Às vezes por horas. Ou dias.”
Os olhos dela subiram devagar da vitrine para os meus. Eu via as engrenagens rodando na cabeça dela.
“Você usaria uma?”
Eu pisquei. “Quer dizer... talvez. Se você quisesse experimentar.”
Alice sorriu com malícia.
Ela não disse nada por alguns segundos, só se abaixou e pegou um modelo preto e fino de silicone, lendo o verso, examinando o cadeadinho e o design curvo.
“Eu meio que adoro a ideia”, ela disse baixinho. “Você trancado. Indefeso. Nada de se tocar a menos que eu mande.”
Essa última parte mandou um choque direto pela minha espinha.
“Eu... ficaria curioso para experimentar”, eu admiti. “Se você topar.”
Ela me olhou, os lábios se curvando para cima. “Então vamos. Só por diversão.”
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Naquela noite, tivemos um jantar simples. Nada chique – uma massa, vinho e risadinhas compartilhadas sobre o brinquedo novo esperando na mesa de cabeceira. Tinha algo elétrico no ar, mesmo enquanto lavávamos a louça juntos. Os olhos dela viviam buscando os meus, maliciosos. Ela estava praticamente vibrando de energia.
Quando os pratos estavam limpos, Alice entrou no quarto e sentou na beirada da cama com a caixa na mão.
“Tira a roupa”, ela disse.
A voz dela era leve, provocante, mas a ordem era clara.
Eu me despi devagar, deixando a tensão crescer, observando ela abrir a embalagem e tirar o brinquedo. Parecia menor agora. Mais real. Ela o segurou como se fosse um tesouro.
“Tem certeza mesmo?”, ela perguntou, o tom mais suave agora. Curioso. Cuidadoso.
Eu assenti. “Sim. Vamos tentar.”
Ela aplicou lubrificante, depois deslizou o anel por trás dos meus testículos com cuidado, enfiando tudo com uma precisão quase cirúrgica. Os dedos dela eram quentes. Delicados. Ela foi com calma, de vez em quando olhando para ver minha expressão.
Quando ela finalmente encaixou a gaiola e inseriu o minúsculo cadeado de latão, ela soltou uma risadinha.
“É isso?”
Ela fez girar a chavezinha entre os dedos.
Eu me senti... exposto. Sem poder. E incrivelmente excitado.
“Tenta ficar duro”, ela desafiou, engatinhando para a cama ao meu lado. “Quero ver o que acontece.”
Fechei os olhos e imaginei ela – nua, pernas abertas, o jeito que ela gemia quando eu beijava suas coxas.
Pressão. Foi tudo que eu senti. Um aperto. Não exatamente dor, mas um lembrete de que, por mais excitado que eu estivesse, não havia nada que eu pudesse fazer.
Alice observou minha reação, fascinada.
“Meu Deus, você está corando.”
“Não consigo evitar”, eu ri, sem fôlego.
Ela se inclinou para perto, os lábios roçando minha orelha. “Você está totalmente indefeso assim, não está?”
Engoli em seco. “Completamente.”
E foi aí que o jogo começou.
Ela subiu na cama, montando em mim, ainda completamente vestida, o vestido subindo pelas coxas.
“O que você faria para pegar essa chave de volta?”, ela provocou, balançando a chave bem acima do meu peito.
“Qualquer coisa”, eu disse sem hesitar.
Ela se recostou, tirando a calcinha devagar, revelando seu calor úmido e pulsante entre as coxas.
“Então mereça”, ela sussurrou.
E eu mereci.
Beijei suas coxas, sua barriga, seus quadris, antes de finalmente enterrar meu rosto no seu calor. Ela puxou meu cabelo, choramingou, xingou, e por fim gozou em longas ondas, agarrando os lençóis enquanto suas coxas tremiam ao redor da minha cabeça.
Depois, ela ficou deitada, ofegante, a chave pousada sobre sua barriga.
“Você foi... incrível”, ela murmurou, acariciando minha bochecha. “Mas ainda não vou te soltar. Ainda não.”
Meu coração disparou.
“Não vai?”
“Não.” Ela se espreguiçou com preguiça, sorrindo para mim. “Quero ver o que mais você vai fazer. Você disse que faria qualquer coisa, lembra?”
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Na manhã seguinte:
Acordei grogue, piscando para a luz do sol entrando pela janela. O espaço ao meu lado estava vazio.
O lado dela da cama estava frio.
Havia um bilhete no travesseiro.
-“Fui na academia. Volto por volta do meio-dia. Espero que você esteja se sentindo... engaiolado e bonitinho.
PS: A chave está no correio. Literalmente.
Beijos, Alice”-
Sentei rápido, encarando o papel. Meu coração martelava.
Ela mandou pelo correio?
Ela mandou pelo correio?
Minhas mãos desceram até minha virilha – só para confirmar que ainda estava lá. Trancada. Imóvel. Um lembrete apertado da noite anterior.
Não conseguia nem ficar duro pensando no bilhete dela.
Ela realmente fez isso.
Eu estava trancado. De verdade. Até a chave voltar.
Talvez um dia. Talvez mais.
Eu ri – nervoso, animado. No que a gente foi se meter?
E aí comecei meu dia. Escovando os dentes com a gaiola batendo de leve na pia, fazendo café com meu pau latejando suave só de lembrar da voz da Alice, trabalhando no laptop com uma consciência crescente de cada deslocamento e movimento entre minhas pernas.
Eu estava trancado.
E Alice estava no comando.
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O resto daquela manhã foi... surreal.
A cada poucos minutos eu me pegava me ajeitando na cadeira ou ajustando o elástico da calça de moletom. Não adiantava. A gaiola não ia sair do lugar. E quanto mais eu tentava não pensar nisso, mais eu pensava. O puxão suave sempre que eu me mexia, a pressão frustrante quando minha mente vagava para as pernas da Alice ou o som dos gemidos dela na noite anterior...
Quando ela chegou em casa da academia, eu estava um caco. Ainda tentando fingir que não estava no limite. Ainda fingindo que estava calmo e controlado.
Ela entrou vestindo seu moletom cortado e aquelas leggings pretas apertadas que sempre me deixavam louco. O cabelo preso num rabo de cavalo bagunçado, o rosto corado e brilhando do treino.
E eu ainda estava trancado.
“Oi, você”, ela chamou docemente da porta, chutando os tênis.
“Oi”, eu consegui, tentando não soar muito carente.
Ela veio andando, se abaixou e me beijou na bochecha. “Dormiu bem, meu coelhinho frustrado?”
Eu sorri apesar de tudo. “Você mandou mesmo pelo correio?”
Alice puxou o celular e deslizou para me mostrar uma foto: a chave, aninhada num envelope pequeno, endereçado para ela mesma.
Selado. Lacrado. Enviado.
“Deve voltar em três a cinco dias”, ela disse, se jogando no sofá ao meu lado e enrolando as pernas debaixo de si. “A não ser que o correio demore.”
Eu encarei ela. “Você é malvada.”
Ela sorriu docemente. “Você adora.”
Ela tinha razão.
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Dia Dois:
Na manhã seguinte foi pior. A noite tinha sido uma tortura. Toda vez que eu me mexia no sono, a gaiola me lembrava. Acordei dolorido, quente e duro de todos os jeitos errados.
Alice já estava acordada, sentada na cama só de calcinha e camiseta larga, tomando café e mexendo no celular.
“Bom dia, menino engaiolado”, ela arrulhou.
“Bom dia”, eu gemi, esfregando os olhos.
Ela me olhou por um instante e depois disse num tom inocente: “Tive um sonho essa noite. Você me implorava para te soltar. Estava de joelhos, tão desesperado, e eu só ria e ia embora.”
Eu engoli em seco. “Isso te excitou?”
Ela sorriu. “Excitou muito.”
Ela se inclinou e beijou minha testa, deixando os dedos roçarem meu peito.
“E a melhor parte é...”, ela baixou a mão para dar um tapinha de leve na ponta da gaiola, me fazendo encolher. “Você não pode fazer nada a respeito.”
“Eu podia implorar”, eu brinquei.
“Ah, você vai.”
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Ela passou aquele dia me provocando sem piedade. Nunca era explícito – só pequenos momentos. Um beijo profundo que acabava cedo demais. Trocar de roupa na minha frente. Se abaixar sem necessidade. Sussurrar coisas no meu ouvido sobre como ela estava quente e molhada e como eu não podia chegar perto.
Eu tentei me manter forte. Tentei não me contorcer. Mas ela via tudo.
Na hora do almoço, enquanto eu cozinhava, ela veio por trás e estendeu a mão para segurar a gaiola de leve por cima da calça.
“Você foi muito bonzinho hoje”, ela murmurou. “Quieto. Sutil. Obediente.”
Eu quase derrubei a espátula.
“Mas eu me pergunto...” Ela se inclinou, apertando o corpo contra o meu, o hálito quente no meu pescoço. “O que aconteceria se eu te desse uma tarefa? Algo... difícil.”
Eu enrijeci. “Tipo o quê?”
Ela riu e se afastou. “Hoje não. Mas em breve. Fique pronto, menino engaiolado.”
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Dia Três:
Tive que sair. Compras. Recados. A vida não para só porque sua namorada transformou seu pau num enfeite trancado.
Usar a gaiola em público era um tipo muito específico de confusão mental. Eu tinha certeza de que todo caixa conseguia ver. Que eu estava andando esquisito. Que as pessoas sabiam.
Não sabiam. Claro que não.
Mas Alice sabia. Ela me mandou mensagens durante toda a saída:
-“Será que alguém consegue perceber o que está faltando nas suas calças?”-
-“E se eu estivesse atrás de você, sussurrando que você está trancado para mim?”-
-“Você se ajoelharia para mim no corredor dos cereais se eu mandasse?”-
Eu quase corri para casa.
Quando voltei, Alice estava largada no sofá só de roupão. Ela sorriu para mim como o gato que comeu o canário.
“Tira a roupa”, ela disse.
Eu hesitei. “Agora?”
“Sim.”
Eu obedeci.
Ela se sentou e abriu o roupão o suficiente para mostrar que estava nua por baixo.
“Olha o que você está perdendo”, ela ronronou. “E depois me agradeça por te manter tão indefeso.”
Eu fiquei de joelhos e beijei suas coxas, sua barriga, seus seios – em todo lugar menos onde eu mais queria.
Ela gemeu, puxando meu cabelo com preguiça. “Você está ficando muito bom nisso.”
“E você é malvada”, eu sussurrei.
Ela sorriu com malícia. “Uma maldade doce. Mas você adora.”
Eu assenti. “Adoro mesmo.”
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Naquela noite depois do jantar, eu estava lavando a louça enquanto Alice enxugava, nós dois quietos, nossas mãos se movendo em ritmo como qualquer casal normal.
Só que eu não estava normal.
Eu estava trancado. Ainda engaiolado. Três dias nisso, e a novidade já tinha derretido em algo mais visceral – uma pulsação baixa e constante de calor, pressão e impotência. Cada roçar dos dedos dela, cada insinuação na voz dela, me fazia doer de um jeito que não tinha nada a ver com meu corpo e tudo a ver com o controle dela.
“Eu tenho pensado”, ela disse casualmente, colocando um copo no balcão.
Aquele tom. Sempre significava encrenca.
Eu olhei de lado. “Em quê?”
Ela sorriu e se encostou no balcão. “Em como isso tem sido bom para nós dois.”
Eu parei de secar. “É?”
“É. Você está... mais suave. Mais atencioso. Definitivamente mais safado.” Os olhos dela brilharam. “E eu tenho que admitir – eu gosto do poder.”
Eu engoli em seco. “Já percebi.”
Ela se aproximou e puxou o elástico da minha calça, só o suficiente para expor a ponta da gaiola. Passou um dedo sobre o metal. “Achei que eu ia me sentir mal. Mas, sinceramente? Eu amo saber que você está sempre pensando em mim. Me sentindo. Com saudade de mim.”
Eu só pude assentir.
Ela inclinou a cabeça. “E isso me fez pensar...”
Aí vem.
“...e se, quando a chave chegar, eu simplesmente ficar com ela?”
Minha boca ficou seca.
“Você ainda teria a esperança”, ela continuou, sorrindo docemente. “Você pensaria: ‘Hoje pode ser o dia em que ela vai me libertar.’ E aí eu diria – ‘Ainda não, amor. Ainda não acabei de me divertir.’”
Eu encarei ela, incapaz de encontrar palavras.
Ela deu outro tapinha na gaiola, de brincadeira. “Então se você quer que eu te solte, uma hora, é melhor ser muito bonzinho esta semana.”
Meu coração batia forte no peito. Ela estava falando sério. Estava brincando comigo. E eu a amava tanto que doía.
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Dia Quatro: Treinamento de Obediência
Alice me deu meu primeiro “desafio de obediência” naquela manhã.
Enquanto eu escovava os dentes, ela entrou andando, completamente nua, e se encostou no batente da porta.
“Você não pode falar por uma hora”, ela disse simplesmente. “Só pode se comunicar com beijos, acenos ou choramingos. Se quebrar a regra, eu te bato. Se seguir... talvez eu deixe você deitar entre minhas coxas.”
Era impossível.
Ela me provocou o tempo todo. Se abaixando. Gemendo baixinho. Sentando na beirada da cama e abrindo as pernas só o suficiente para me deixar louco.
Eu mordi a língua com tanta força que achei que ia sangrar.
Exatamente aos 59 minutos, ela sussurrou: “Você quer que eu me toque enquanto você assiste?”
Eu gemi.
Ela sorriu com malícia. “Isso conta como choramingo. Mas vou permitir.”
Terminei a hora com meu rosto enterrado entre as pernas dela, mãos para trás enquanto ela segurava minha cabeça de leve e balançava os quadris. As coxas dela tremeram ao redor das minhas orelhas quando ela gozou, sussurrando como eu era bom, como era comportado, como era indefeso e dela.
Eu cheguei muito perto de chorar.
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Dia Cinco: O Primeiro Deslize
Eu estava tentando trabalhar. E-mails, reuniões, coisas mundanas. Alice tinha prometido que não ia me provocar durante o expediente hoje.
Ela mentiu.
No meio de uma chamada no Zoom, ela entrou desfilando com uma daquelas minhas camisas sociais – só isso. Subiu na cama atrás da minha mesa e começou a desabotoar a camisa devagar, sedutoramente.
Eu tentei manter os olhos na tela. Fracassei. A chamada terminou comigo mal conseguindo ser coerente.
Quando me virei, ela estava deitada de costas, pernas abertas, os dedos brincando quase imperceptivelmente entre elas.
“Ah, não”, ela fez beicinho. “A chamada já acabou?”
Eu me levantei, desesperado, mas ela estendeu a mão.
“Não. Você quebrou o personagem. Você olhou. Isso é uma falta.”
“O que acontece com as faltas?”
Ela rolou e pegou algo na mesa de cabeceira: uma palmatória pequena. Rosa. Acamada. Bonitinha e aterrorizante.
“Você se curva”, ela disse, sorrindo.
Eu me curvei. Ela me deu cinco palmadas brincalhonas, cada uma seguida de um beijo suave no meu ombro e um sussurro no meu ouvido.
“Da próxima vez, mantenha o foco.”
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Dia Seis: A Chave Chega
Era fim de tarde quando ouvi o barulho da caixa de correio.
Eu congelei.
Alice ergueu os olhos do celular. “Correio?”
Eu assenti, o coração martelando.
Ela se levantou, foi até lá e voltou um minuto depois com o envelope. Ela o segurou como se fosse de ouro.
“Isto?”, ela disse. “Isto é a chave da sua liberdade.”
Eu estendi a mão instintivamente. Ela puxou de volta.
“Uh uh. Eu não disse que ia te dar.”
Ela deu um passo à frente e a pressionou contra meu peito. “Eu tenho pensado em como você foi obediente. Como estava safado. Como foi doce. Foi muito divertido para mim.”
Ela sorriu aquele sorrisinho atrevido.
“E eu não estou pronta para acabar.”
Aí ela deslizou o envelope na gaveta de cima da mesa de cabeceira. Fechou. Trancou com um cliquezinho.
Eu fiquei lá parado em silêncio atônito.
Ela veio para perto e me abraçou. “Você está indo tão bem, amor”, ela sussurrou. “Só mais um pouquinho.”
Eu gemi.
Ela me beijou devagar, profundamente. “E hoje à noite? Você pode implorar.”
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Naquela noite: Implore
Depois de trancar a chave, Alice estava radiante.
Não arrogante. Não cruel. Só brilhando com aquela confiança brincalhona e sensual que fez meus joelhos ficarem moles. Eu estava sentado na beirada da cama de boxers, o contorno da gaiola apertando contra o tecido, tão sensível que até o ar nas minhas coxas era insuportável.
Ela montou no meu colo devagar, vestindo só um roupão de seda que roçava no meu peito nu. O corpo dela quente, os lábios perigosamente próximos.
“Eu te disse”, ela sussurrou no meu ouvido, “que você podia implorar hoje à noite.”
Engoli em seco. “Por favor...”
“Mmm.” Ela se mexeu no meu colo, roçando bem de leve. “Mais.”
“Eu preciso de você, Alice. Por favor, me solta.”
Ela puxou meu cabelo. “Não. Assim não. Eu quero imploração total, patética, obscena.”
Meu fôlego prendeu.
Ela escorregou do meu colo e se ajoelhou na minha frente, os dedos trilhando de leve pelas minhas coxas. “Me conta o que você faria se eu te soltasse. Agora.”
“Eu te foderia com tanta força”, eu arfei. “Faria você gozar duas vezes. Três vezes.”
Ela sorriu como o diabo em seda. “Mmhm. E se eu não soltar?”
Eu gemi.
“E se eu te mantiver assim por mais uma semana? Você ainda me chuparia como um bichinho de estimação bonzinho?”
“Sim! Deus, sim.”
“Você me assistiria me tocar toda noite, sabendo que você não pode?”
“Sim.”
“Você usaria um plug para mim enquanto eu te provoco o dia todo?”
“...Sim.”
Ela me beijou então, devagar e profundo, até eu ficar tremendo. “Bom garoto.”
E então ela se levantou, desamarrou o roupão e subiu na cama. Deitou-se de costas, abrindo as pernas com um alongamento preguiçoso. "Ganhe sua recompensa."
Não precisei ouvir duas vezes.
Passei a meia hora seguinte entre suas coxas, mãos estendidas sobre os lençóis, língua desesperada, reverente e impotente. Ela gemia suavemente, passando os dedos pelo meu cabelo, sussurrando elogios e promessas que me faziam doer ainda mais.
E quando finalmente gozou — estremecendo, ofegando meu nome —, ela me puxou para cima, beijou-me profundamente e sussurrou:
"Você ainda não ganha a chave."
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Dia Sete: Em Público
"Tenho uma surpresa para você hoje", Alice disse na manhã seguinte. Ela me jogou um moletom e uma calça de moletom. "Vista algo confortável. Vamos sair."
"...Assim?" Olhei para minha gaiola.
"Ah, querido", ela riu. "É exatamente essa a ideia."
A adrenalina me atingiu como um raio. Eu ia ficar trancado, em público, perto de pessoas. Ela ia me provocar fora do quarto agora.
Fomos primeiro a uma cafeteria charmosa. Alice fez um grande teatrinho, inclinando-se perto no balcão.
"Meu pobre namorado está sendo muito paciente hoje", ela disse ao barista com um sorriso. "Não é mesmo, amor?"
Eu assenti, bochechas vermelhas, a gaiola latejando.
O barista piscou, confuso. Alice apenas piscou para mim e me levou a um canto reservado, seus dedos roçando minha coxa por baixo da mesa.
"Cada vez que você se contorcer", ela sussurrou, "eu vou saber exatamente o que se passa na sua cabeça."
Então ela pegou o celular e começou a navegar pelo Tumblr.
Eu me inclinei. "O que você está—"
"Ah, só vendo blogs de castidade. Olha esse aqui. Trancado por 30 dias. Consegue imaginar?"
Quase engasguei com meu café.
Ela sorriu. "Você tem sorte de eu ser tão boazinha."
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Aquela Noite: O Teste Final
Naquela noite, ela me sentou no chão e ficou de pé sobre mim vestindo apenas uma calcinha fio-dental, segurando a chave da gaveta trancada do criado-mudo em uma das mãos.
"É isso", ela disse. "A última noite. Um último teste."
Eu assenti. "Qualquer coisa."
Ela se ajoelhou e acariciou meu rosto. "Sem me tocar. Sem beijar. Sem implorar. Apenas sente aí e observe. Vou me fazer gozar — devagar, fundo e alto — e você não vai fazer nada."
Eu solucei um gemido.
"Controle-se", ela sussurrou. "Ou eu fico com a chave."
Fiquei perfeitamente imóvel enquanto ela subia na cama, pernas abertas, dedos se movendo entre elas em círculos suaves e preguiçosos. Ela gemia como se quisesse que os vizinhos ouvissem, ficava sussurrando meu nome, ofegando como era bom saber que eu não podia tocá-la, que ela possuía meu prazer agora.
Eu tremia no final. Suor na testa. Respiração irregular.
Ela puxou um cobertor sobre si e se enroscou, deixando a chave no criado-mudo.
"Vou dormir agora", ela bocejou. "Vamos ver como me sinto de manhã."
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A luz da manhã mal filtrava pelas cortinas quando Alice deslizou de volta para a cama, enrolando-se ao meu lado com um sorriso sonolento.
"Eu decidi", ela sussurrou, roçando os dedos pelo meu peito. "Hoje é o dia. Você mereceu."
Meu coração saltou.
Ela beijou meu queixo e se virou de lado, com a voz calma, mas brincalhona. "Mas não vai conseguir assim tão fácil. Vai precisar ser um bom garoto uma última vez."
Eu assenti, desesperado e obediente. "O que eu tenho que fazer?"
"Tire a roupa", ela disse suavemente, alcançando as algemas na gaveta do criado-mudo. "Depois se prenda na cama, de braços e pernas abertos. Quero você aberto. Impotente. E pronto."
Havia uma gravidade em seu tom agora. Brincalhão, mas sério. Meus dedos tremiam enquanto eu obedecia, soltando as algemas uma por uma, passando-as pelos postes da cama. Ela me observava atentamente, nu e vulnerável, meu pênis engaiolado latejando entre minhas pernas enquanto eu me deitava, contido, completamente exposto para ela.
Ela passou a mão levemente pelo meu peito. "Lindo. Tão obediente."
Ela levou seu tempo então, destrancando a gaveta com um floreio, retirando a chave como se fosse uma relíquia sagrada.
Seus dedos estavam quentes enquanto ela se ajoelhava entre minhas pernas e destrancava suavemente a gaiola. Ela se abriu com um clique, e meu pênis irrompeu com uma liberdade repentina, quase esmagadora.
"Deus", eu suspirei, estremecendo sob seus dedos. "Alice..."
Ela sorriu, mas não fez menção de me tocar mais. "Não goze ainda. Você tem uma hora. Mas nada de se tocar, nada de implorar. Apenas espere. Ganhe isso."
Então ela se levantou.
Eu gemi.
Alice caminhou lentamente até a cômoda, deixando o roupão cair de seus ombros. Por baixo, ela usava um conjunto deslumbrante de lingerie ameixa escura — renda, transparente nos lugares certos, suas curvas em plena exibição. As meias-calças até a coxa e o cinto de ligas combinando me fizeram doer.
Ela voltou para a cama, deslizando entre minhas pernas amarradas, seus olhos escuros e brilhantes com malícia.
"Quero brincar", ela disse suavemente. "Quero ver o que você faz quando eu quase deixar você conseguir."
Ela me provocou pelo que pareceu uma eternidade. Seus lábios roçaram os meus. Seus dedos acariciaram meu pênis o suficiente para me fazer ofegar, mas nunca mais que isso. Ela montou em meus quadris, rebolando lentamente em sua calcinha, sussurrando cada coisa obscena que ela sabia que me deixaria louco.
"Aposto que você já está quase lá", ela murmurou, lábios roçando minha orelha. "Mas ainda não terminei de provocar."
Ela deslizou para baixo, beijou a cabeça do meu pênis, depois subiu de novo, quadris pairando fora de alcance.
"O tempo está passando, amor. Você quer mesmo gozar? Ou ama demais ser negado?"
"Por favor", eu sussurrei. "Quero gozar... quero você."
Isso a fez sorrir. Seus olhos suavizaram — só por um momento.
Então ela deslocou os quadris e deslizou para baixo em mim em um movimento suave.
Todo o meu corpo se arqueou contra as algemas. Eu gritei, sobrecarregado pelo calor repentino, o aperto, a sensação dela envolvida em mim pela primeira vez em uma semana.
Ela me cavalgou devagar, fundo, rolando os quadris em ondas enlouquecedoras, suas mãos descansando no meu peito, olhos nunca saindo dos meus.
Quando gozamos, foi juntos. Intenso. De corpo inteiro. Eu a senti apertar ao meu redor, ouvi seu gemido, e então tudo se quebrou em uma torrente de prazer tão poderosa que me deixou tremendo.
Ela desabou no meu peito, ambos sem fôlego.
Ficamos assim por um longo tempo, meus braços ainda presos, os dedos dela traçando círculos preguiçosos sobre minha pele.
Então ela se sentou lentamente, me beijou e sussurrou no meu ouvido:
"Você foi perfeito."
Ela destrancou minhas algemas uma por uma, mas antes que eu pudesse me sentar, ela enfiou a mão na gaveta... e puxou a gaiola.
"Não quero que isso seja uma coisa de uma vez só", ela disse, sua voz calorosa e brincalhona. "Adoro ver você desesperado por mim. Impotente. Te provocar tem sido tão divertido."
Eu pisquei para ela, ainda corado e tonto do orgasmo. E para minha própria surpresa — eu assenti.
"Eu também adoro."
Ela sorriu radiantemente, guardando a gaiola de volta no estojo.
"Vamos esperar um dia ou dois... talvez", ela provocou. "Mas da próxima vez, serei ainda mais malvada."
E enquanto ela se enroscava ao meu lado, envolvendo seus braços na minha cintura, eu soube sem sombra de dúvida — eu não queria que fosse de outro jeito.