Contos eróticos para ler inteiros.

Sexo a Dois

Treze Minutos para a Ruína

dede_200016 min

Título: Treze Minutos para a Ruína

Começou com uma mensagem. Não uma paquera. Não um estratagema. Apenas uma oferenda sutil — palavras envoltas em afeto.

E algo em mim... cintilou. Nos conhecemos no site. Eu era nova. Toda fechada. Ele não. Era um cavalheiro — paciente, brincalhão, preciso. Ele nunca avançava demais, apenas me encontrava exatamente onde eu estava.

E, de algum modo, a cada palavra, ele sabia onde era esse lugar.

Nós escrevíamos. Devagar. Deliberadamente. Um ritmo que nenhum de nós ousava apressar — porque o que se construía nas entrelinhas... não era só desejo. Era reconhecimento. Aquela faísca ficou em fogo brando — até que não ficou mais. Até que incendiou. E a cada mensagem, eu o sentia descascando as partes silenciosas de mim — aquelas que eu achava ter escondido bem demais. As que queriam ser encontradas. Talvez... eu quisesse que ele as encontrasse.

Começamos nossa conversa do mesmo jeito de sempre — um ritual ao mesmo tempo absurdo e sagrado.

— Vossa Dureza Real — digo, esboçando uma reverência dramática.

— Senhorita Umidade — ele responde, curvando-se com um floreio não menos sincero que sedutor.

E, assim, o jogo começa. Era bobo, sim. Mas era nosso — um código, uma coroa, uma faísca que acendia tudo o que vinha depois.

Estávamos a apenas meia hora de distância um do outro, e ainda assim — Sebastian nunca me pressionou para nos encontrarmos. Ele tocou no assunto uma vez, de leve, mas nunca mais depois que eu disse que não estava pronta. Ele compreendeu. E eu jamais esqueci que ele compreendeu.

Mas hoje... algo mudou. Eu tinha uma reunião de negócios — e calhou de ser na região dele.

Treze minutos do local de trabalho dele. E, de repente, meu estado de "não estou pronta" já não parecia tão certo assim.

Estávamos trocando mensagens o dia todo — alternando com facilidade entre atualizações sobre o trabalho e as travessuras que adorávamos instigar. Ele me disse que ficaria até mais tarde no trabalho de novo. Sozinho no escritório.

Perfeito, pensei. Porque agora eu tinha tempo suficiente — espaço suficiente — para fazer algo que nunca havíamos feito antes. Nos encontrar. Ver o rosto dele. Sentir o toque dele — não pela imaginação ou sugestão, mas pele com pele. E só de pensar nisso um arrepio percorreu minha espinha.

E ali estava eu, na recepção do prédio onde ficava o escritório dele. Dando meu nome para a guarda, que então discou e falou ao telefone. Ela passou o telefone para mim.

— Sebastian, sou eu.

Silêncio do outro lado da linha... e então: — Você está realmente aqui.

— Sim — eu disse baixinho.

— Vou buscá-la — ele disse.

Em vez de encarar a porta de onde ele deveria surgir, me virei para a entrada do prédio. Me obrigando a me acalmar. Obrigando meu coração a desacelerar. Obrigando minha respiração a se estabilizar — antes que o momento com que eu tanto sonhara finalmente começasse.

E naquele exato instante — assim que eu havia recuperado a compostura — eu o senti: calor, irradiando ao meu lado. Antes mesmo de me virar, meu corpo respondeu. Meu braço se arrepiou, o coração disparou descontrolado outra vez. Eu me virei devagar. E lá estava ele. O rosto bonito que eu conhecia tão bem na tela — agora parado a centímetros de distância, me observando. Ele era bem mais alto que eu, os olhos me devorando. Meu olhar desceu, delineando a silhueta que eu havia imaginado mil vezes. E precisei de cada grama de autocontrole para não despí-lo ali mesmo no saguão.

Ficamos parados, presos em algo entre a incredulidade e a fome. Absorvendo um ao outro. Deixando nossos olhos fazerem o que nossas mãos, por enquanto, não podiam. Como se nos obrigássemos a acreditar que aquilo era real.

O transe se quebrou quando ele segurou minha mão com delicadeza. Sem dizer nada, me conduziu para além da recepção, mais para dentro do prédio — até chegarmos aos escritórios. A maioria das luzes estava apagada, o lugar em silêncio. Apenas uma baia brilhava suavemente — a dele. Mas não foi ali que ele parou. Ele passou da mesa, andou mais, até chegarmos a uma sala de reuniões com paredes de vidro. Acendeu a luz. Fechou a porta. Trancou. Então deu três passos lentos em minha direção — encurtando a distância, parando pouco antes de encostar. Deixando espaço apenas para nossos olhos ainda se encontrarem. O que vi no olhar dele fez meus joelhos fraquejarem. Um desejo de me conhecer. Por inteiro.

Sebastian ergueu uma mão e traçou minha bochecha com o dedo. Copiei o gesto, dedos roçando a barba por fazer que emoldurava seus lábios e queixo — a mesma barba que proporcionara tantos deleites imaginados contra o meu corpo. Seu dedo deslizou até meus lábios. Ele pressionou de leve acima do meu queixo, entreabrindo-os — e me manteve ali. E a visão daquilo... a sensação dele... foi o suficiente para mudar tudo. O ritmo.

O ar. As regras que achávamos que seguiríamos. Tudo desfeito num único suspiro.

De repente, as duas mãos de Sebastian emolduravam meu rosto. Seus lábios pairaram sobre os meus — perto o bastante para sentir, mas sem chegar a tocar. Ele sentiu o soluço na minha respiração... e então baixou a cabeça. Seus lábios encontraram os meus, suaves no começo. Mas só por um instante. Porque então não eram mais. A cada segundo que passava, a urgência florescia — em nossas bocas, nossas mãos, nossos quadris. Era como se tivéssemos sido privados da presença um do outro por anos... mesmo sendo aquele o nosso primeiro toque. E embora fosse nosso primeiro encontro, nossos corpos se moviam como se sempre tivessem se conhecido. Tínhamos que tocar — para confirmar que aquilo era real.

Que nós éramos reais.

Nossas mãos se moveram mais rápido do que nossas mentes podiam. Ainda presos no beijo que ficava mais fervoroso a cada segundo, conseguimos nos despir em velocidade relâmpago — até ficarmos só de roupas íntimas. Por mais difícil que fosse interromper o beijo, nós o interrompemos. Porque ambos sabíamos — para o que viria a seguir, era o sentido da visão que importava.

Nós nos embebedamos da presença um do outro, da pele um do outro finalmente revelada. Nossos olhos se banqueteando no corpo alheio — cada curva, cada vale, cada elevação. Respirando pesado agora, ambos sabíamos o que restava entre nós — e ambos precisávamos que aquilo sumisse.

Sebastian encarou meu peito com voracidade. Entendi seu aceno seco como o sinal para eu tirar o sutiã. E assim fiz. Lentamente desprendi o fecho atrás e o deixei cair — revelando meus seios. Meus mamilos estavam duros, retesados em direção a Sebastian, como se implorassem por sua atenção. Sebastian rosnou ao vê-los. Ele fechou o espaço entre nós, as mãos envolvendo meus seios, amassando e provocando. Ele beliscou meus mamilos — delicadamente a princípio, depois com mais força, até que eu gemesse de prazer e dor.

Ele baixou a cabeça e beijou cada seio, cada mamilo, com reverência. Deixou a barba rala roçar sobre eles, e eu solucei de deleite. Ele devorou meus seios com as mãos, com a boca, com sua necessidade. Nenhum centímetro ficou intocado. Sem hesitação. Lambendo, sugando, mordiscando, apertando — sua fome por eles era inegável.

Com o que me restava, pressionei as mãos no peito dele — não para detê-lo, mas para pausá-lo. Porque aquilo não tinha acabado. Ainda não. Nem de perto.

Ficamos separados, sem fôlego — o autocontrole pairando entre nós como um fio carregado. Meus seios formigavam, sensíveis ao próprio ar, como se este soubesse o que estava por vir. Dentro de mim, algo se agitava — uma ânsia que silenciara por tempo demais, dirigida a um homem que sempre fora apenas um rosto na tela... e um nome que eu sussurrava no escuro.

Dessa vez, era a minha vez. Olhei para baixo — vi a excitação dele, tensa e latejando para ser libertada. Fiz o menor dos acenos. Sebastian enfiou os dedos no cós da cueca, e lentamente — centímetro por centímetro — se revelou. Quando o último pedaço de pano caiu, eu só pude olhar fixamente. Cada linha, cada arco e cada fibra de seu corpo parecia exigir adoração. E hoje, ele era meu para adorar.

Encurtei o espaço entre nós e o guiei para que se sentasse na cadeira. Me posicionei entre as coxas dele. Me ajoelhei diante dele — não por submissão, mas por clareza. Não havia vergonha naquela postura. Apenas reverência. Curvei a cabeça e o aspirei — seu cheiro era inebriante. Nunca eu estivera exultante e lúcida ao mesmo tempo — exceto naquele momento. Envolvi com as mãos a parte dele que ansiava por mim. Senti-o pulsar sob meus dedos.

Olhei para o rosto de Sebastian — olhos fechados, cabeça tombada para trás, como se estivesse se desconectando de todos os sentidos, menos das minhas mãos.

— Sebastian — eu disse. Ele abriu os olhos e me fitou.

— Olhe para mim. Veja como eu te adoro com meus lábios, minha língua, minha boca. — Sebastian gemeu com minhas palavras — minha promessa. Ele estava lindo assim — desfeito, em espera. E eu? Eu estava apenas começando.

Eu o provei devagar, saboreando cada tremor, cada estremecimento. Minha língua traçou toda a extensão dele — lenta, deliberada, até chegar à base e começar o ritmo que o deixou sem fôlego. Quando comecei a sugar, não era só prazer — era uma oferenda.

Envolvi meus lábios ao redor dele e deixei o ritmo se aprofundar — pulsações lentas, pressão deliberada, rendição sagrada. Continuei minha devoção — não com palavras, mas com o que meus lábios, minha língua e minha boca lhe proporcionavam. Essa era a imagem da adoração: a virilidade dele profundamente dentro da minha boca, e eu, adorando cada centímetro e sabor dele.

Minha adoração continuou até ele tremer, sussurrar, agarrar a borda do assento. Até meu nome cair de seus lábios como uma súplica. Ele gritou — não alto, mas partido. E eu bebi cada gota dele como se fosse uma bênção, uma bênção sussurrada sobre minha língua. Quando os tremores finalmente passaram, ele desabou na cadeira — peito arfante, olhos aturdidos, lábios formando meu nome como um mantra entoado tarde demais.

Quando Sebastian finalmente me olhou, algo sombrio cintilou por trás de seus olhos — um desejo silencioso, devorador. Um sorriso perverso se curvou em seus lábios.

— Uh oh — sussurrei, quase inaudível.

Ele se aprumou na cadeira, cruzou os braços e deixou seu silêncio falar por si. Seu olhar encontrou minha forma ajoelhada — e então baixou, pousando logo abaixo do meu umbigo. Ele acenou com a cabeça. Só uma vez.

Me prendeu a respiração. Aquele movimento pequeno e deliberado desatou algo dentro de mim. Porque eu sabia exatamente o que aquilo significava. E o que viria a seguir.

Eu me levantei devagar. Os olhos de Sebastian já estavam me devorando — fixos, possessivos. Estremeci sob o peso de seu olhar enquanto ele vagava, lento e implacável. A calcinha de renda preta era a última barreira entre nós — e até isso começou a cair.

Eu a deslizei centímetro por centímetro, revelando mais de mim a cada respiração. E quando o tecido se soltou por completo, fiquei nua diante dele... livre. Sebastian não falou. Não precisava. Seus olhos me atravessaram em chamas — e eu senti aquilo em toda parte. Então ele se levantou... e deu um passo à frente. E foi aí que aconteceu.

O alarme do meu celular gritou no silêncio. O momento se estilhaçou — súbito e estridente, como uma corda de violino partida no meio de uma nota. Nós congelamos, piscando — jogados de volta ao mundo real. Então rimos, sem fôlego e de olhos arregalados.

Me atirei sobre o celular, remexendo no bolso da minha saia.

— Ah, não, Sebastian — vou me atrasar para a reunião de negócios!

Ele rosnou baixinho: — Então se atrase.

— Não posso — eu disse, em pânico. — Esperei semanas por esse investidor. Ele vai viajar depois. Se eu perder...

A frustração de Sebastian era visível. Mas algo mudou. Ele fez uma pausa. Me olhou de outro jeito.

E então, com uma voz como lâmina de veludo, perguntou: — Quanto tempo nós ainda temos?

Olhei para a tela. — Só treze minutos antes de eu precisar sair.

Seus lábios se curvaram — um sorriso que destilava promessa e perigo. — Então é melhor fazermos cada segundo valer.

Com a velocidade de um predador capturando a presa, ele me ergueu para cima da mesa de reunião. Suas mãos pressionaram minhas coxas, forçando-as a se abrirem. Eu me contorci, tentei mantê-las fechadas — mas suas mãos eram inamovíveis. Sua intenção — inconfundível. Eu deveria sentir medo. Mas tudo o que senti foi calor.

— Agora é a sua vez de olhar para mim. Deixe-me mostrar como é a devoção — em treze minutos — a voz de Sebastian escorria como mel misturado com fogo.

Eu estava tremendo — de antecipação, e da vergonha de que ele veria o quão melada eu estava por ele. Mas o sorriso selvagem no rosto de Sebastian me dizia... que ele já sabia.

E quando aquele sorriso se aprofundou em fome, ele baixou a cabeça até meu centro — sua língua atravessando minhas dobras sedosas, me reivindicando com urgência. Eu ofeguei. Seus lábios, sua língua, sua boca — todo ele — me adoraram como se eu fosse sua religião.

Meu prazer fluía livremente, e ele bebia de mim como um homem faminto, como se eu fosse um oásis no meio de um deserto impiedoso. Sua língua se movia com uma ganância sagrada, prendendo-se ao meu botão inchado, sugando com insistência crescente. Ele sentiu o quão perto eu estava — como eu tremia à beira — e aumentou a pressão, me puxando para mais perto do precipício.

E então, justo quando eu estava prestes a quebrar... ele parou. Eu clamei seu nome, a ânsia dentro de mim pulsando e negada, desesperada por libertação.

Tão rápido quanto seus lábios deixaram minha entrada, ela foi imediatamente substituída por sua virilidade.

Por um breve momento, nossos olhos se travaram — naquele segundo, nosso silêncio falou mais que mil palavras. A própria cena que havíamos repetido inúmeras vezes em nossas chamadas de voz e vídeo — ali estava ela. Não havia necessidade de imaginação para tornar a cena vívida — precisávamos apenas estar presentes para que este momento se desdobrasse.

Ele deslizou para dentro de mim devagar, deliberadamente — como se quisesse sentir cada centímetro daquela primeira entrada, e memorizar como eu o recebia. Eu ofeguei com o preenchimento, a plenitude. Meu corpo arqueou em resposta, como se eu estivesse esperando por aquele peso, aquele calor, a minha vida inteira.

Ele não falou — apenas sustentou meu olhar, respirando comigo, como se estivesse se ancorando neste momento. Suas mãos se apoiaram em cada lado de mim, mantendo-se imóvel por um batimento cardíaco a mais. Eu podia sentir seu autocontrole, a tensão vibrando logo abaixo de sua pele. Ele estava dentro de mim... mas ainda não se movia.

E naquela imobilidade, eu o senti: a pressão do tempo. A verdade implacável de que este momento era finito. Que tínhamos minutos restantes, não horas.

Então ele se moveu. O ritmo começou lento — mas não permaneceu assim. Seus impulsos se tornaram mais rápidos, mais profundos, mais fortes — como se algo se partisse dentro dele. Como se todas aquelas noites separados, todo o desejo, todas as chamadas de voz e fantasias, tivessem se enroscado apertado dentro dele — e agora ele as estava desencadeando.

Nossos corpos colidiram com um desespero que beirava o primal. Minha respiração veio em arfadas agudas e irregulares, minhas unhas arranhando as costas dele. Eu gritava a cada estocada, sem me importar com quem ouvisse, sem me importar se o prédio desabasse ao nosso redor.

Ele agarrou meus quadris e se lançou em mim, de novo e de novo, seu controle se desfazendo a cada segundo. Eu o encontrava estocada por estocada, meu corpo se abrindo para ele, implorando, exigindo. A mesa sob nós rangia, o ar denso de calor e suor e o som de nossos corpos se reivindicando.

Não foi suave. Não foi lento. Foi tudo o que havíamos contido — desencadeado, descontrolado, inegável.

E ainda assim, de algum modo, não era o suficiente.

Eu era dele. Sempre tinha sido dele. E agora, no furioso trecho final de tempo, ele estava tomando tudo de mim.

E eu dei — tudo.

Naquele momento de rendição, eu o senti — uma onda arrebentando sobre mim — prazer tão poderoso que o tempo teve que parar só para testemunhar. Meu fôlego desapareceu. Meu corpo se abriu. Foi mais que clímax — foi ascensão.

E então, eu o senti. Sebastian se juntou a mim naquele lugar sagrado e suspenso. Juntos, nós alçamos voo — duas almas se desfazendo e se entrelaçando em pleno ar. O ritmo de nossa liberação ecoou como uma canção que só nós podíamos ouvir. Era incandescente. Inominável. Radiante.

A testa dele encontrou a minha, ambos tremendo, arfando, mal presos à terra. O suor se misturava entre nós. Seus braços permaneceram ao meu redor, me ancorando enquanto flutuávamos, ainda um dentro do outro, os tremores secundários percorrendo.

Nenhum de nós falou — não de início. Não havia nada a dizer que pudesse igualar a sacralidade do que tínhamos acabado de compartilhar.

E então ele sussurrou, rouco e reverente:

— Esperei por isso por vidas inteiras.

Um novo tremor me percorreu. Minhas mãos pressionaram o peito dele, sentindo o trovão de seu coração — não apenas batendo, mas rugindo. Ele me apertou mais forte, beijou o topo da minha cabeça, e nós apenas respiramos.

E só então... nos lembramos do tempo.

Virei a cabeça devagar, captando o brilho suave do relógio de parede. Dois minutos. Tínhamos dois minutos restantes. Ainda dentro de mim, ainda entrelaçados um no outro — mas agora o mundo estava retornando. O corredor. A reunião. A realidade. Mas aqueles dois minutos? Eles eram nossos. E nós os tornaríamos sagrados.

Não nos movemos — não ainda. Apenas permanecemos naquela quietude sagrada, deixando nossos corpos se lembrarem do que nossas mentes ainda não podiam falar. Ele afastou meu cabelo e emoldurou meu rosto, os olhos me bebendo como se estivesse memorizando a forma da eternidade. Seu polegar traçou meu lábio inferior. Eu o beijei. De leve. Devagar.

Então ele encostou os lábios na minha bochecha. No meu maxilar. No meu pescoço. Cada beijo uma bênção, um agradecimento silencioso.

Sussurrei o nome dele, e ele o guardou como uma oração.

E quando finalmente nos separamos -- quando ele, devagar, reverentemente, escorregou para fora de mim -- ele manteve os olhos nos meus, como se quebrar o contato visual quebraria o encanto.

Ajeitei o cabelo. Ele me ajudou a alisar a saia.

Nenhuma palavra. Apenas toques que diziam: Eu vejo você. Toquei sua alma.

E enquanto eu caminhava em direção à porta, pronta para voltar ao mundo...

Ele sussurrou:

"Vou sentir você pelo resto do dia."

Eu também sentiria.

Talvez para sempre.

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