Trabalhos na Fazenda Pt. 01
— Estou tão feliz — minha mãe disse, enquanto tirava o véu de casamento e se abaixava para se olhar no espelho. — Isso soa bobo?
— Claro que não — respondi, guardando o véu na caixa de seda. — É o seu dia de casamento. Eu ficaria preocupada se você não estivesse feliz.
— E você está bem com a mudança? Eu sei que a fazenda é isolada...
— Já conversamos sobre isso, mãe. A fazenda é linda. Estou animada para ver como é morar lá. E não é como se eu tivesse algo acontecendo aqui.
Eu tinha perdido três empregos nos dois meses desde que terminei o ensino médio. Minha mãe dizia que eu ainda não tinha encontrado minha paixão, mas eu não tinha certeza se era tão simples assim. Eu parecia extraordinariamente sem talento para tudo, esse era o verdadeiro problema. Eu esperava que a fazenda fosse a resposta.
— Tá. Tá bom. Eu te amo, querida. — Mamãe passou um pente nos cabelos loiros uma última vez e jogou a cauda removível do vestido na cama do hotel. — A gente resolve isso depois. Vamos festejar!
Eu ri enquanto saía do quarto atrás dela. Era incrível ver minha mãe tão despreocupada. Pela maior parte dos meus dezoito anos, tinha sido só eu e ela, e ela mal tinha um momento em que não estivesse preocupada — com dinheiro, comigo ou com o futuro. Agora tudo ia ficar bem.
Ela conheceu Cole, meu novo padrasto, quando foi até a fazenda dele tentar fechar um contrato. Ela estava tão desesperada que dirigiu seis horas para uma única reunião, já que o chefe vinha ameaçando demiti-la se ela não melhorasse os números de vendas. E, apesar de ser um negócio multimilionário, a TI da fazenda era da idade das trevas, ela dizia, e a segurança deles era terrível. Parecia uma venda garantida. Infelizmente, Cole disse que gostava da tecnologia antiga e do fato de que, para ele, segurança significava uma cerca sólida e um armário de armas, não um monte de bobagens numa tela. Então ela não conseguiu o contrato, mas conseguiu um encontro.
Não demorou muito para ela me apresentar. Ela queria ser honesta sobre ser mãe solteira. E queria que eu desse uma opinião honesta sobre o novo namorado.
Honestamente? Ele era gostoso, pra um cara mais velho. Em forma, bronzeado e meio intenso. Ele olhava pra mim como se eu fosse gado que ele quisesse avaliar. Eu não gostava muito disso, mas entendia que era o jeito dele. E ele fazia mamãe se sentir uma rainha. O que mais eu poderia pedir?
Ele dirigia doze horas ida e volta, duas vezes por semana, enquanto tentava convencê-la a se casar com ele. E finalmente ela concordou.
Foi no jantar de noivado que conheci meus futuros meios-irmãos. Cole também era pai solteiro. A esposa dele morreu quando o filho mais novo ainda era um bebê, e desde então ele criou os três filhos sozinho. Eles tinham agora 19, 21 e 24 anos, e todos trabalhavam na fazenda.
Blake, Hunter e Drew eram tão em forma e bonitos quanto o pai. Blake era o mais velho e muito cuidadoso comigo e com mamãe, muito cavalheiro e cortês, mas tinha um sorriso fácil. Hunter podia ser mais seco e distante, e era o mais parecido com Cole em intensidade. Drew era engraçado, sempre implicando e conseguia até arrancar risadas do pai às vezes. Quando mamãe sugeriu nos mudarmos para lá, não hesitei. Sempre quis irmãos e mal podia esperar para sermos uma família de verdade.
E agora éramos, mais ou menos. Mamãe e Cole estavam casados há cinco horas. Tínhamos feito a recepção, os brindes, ouvido os discursos, era hora da dança. Mamãe e eu não tínhamos muita família, mas ambas éramos boas em fazer amigos, e o salão estava cheio e animado enquanto o DJ tocava todos os clássicos e sucessos.
Cole e mamãe dançaram e então todos foram chamados para a pista. Eu me segurei um momento, me sentindo tímida, observando mamãe abraçar a tia de Cole e depois beijar o tio na bochecha. Ela tinha sido muito bem recebida na família.
— Vamos — Cole disse, surgindo de repente ao meu lado. — Nada de se segurar na comemoração. Você tem dança pra fazer. — Fiquei feliz por ser persuadida, pois me ajudou com o nervosismo. A mão dele estava no meu antebraço e pensei que ele ia ser meu primeiro parceiro, mas então minha mão foi colocada na de Drew. — Leva ela pra dar uma volta — Cole disse naquele jeito brusco dele. Como se eu fosse um carro, não uma pessoa. Eu ri.
— Pai... — Drew se virou para mim. — Bem, acho que estamos dançando — ele disse, mas não pareceu entusiasmado.
— Tá tudo bem. A gente não precisa... — Fiquei um pouco magoada com a relutância dele.
— Não. Eu quero, claro. É que o pai pode ser um pouco direto. Ele quer que a gente... se una como família ou algo assim. E aparentemente ele não tem tempo pra que isso aconteça naturalmente. — Ele revirou os olhos e colocou minhas mãos nos ombros dele, me levando para o meio da multidão.
— Então, na fazenda — eu disse. — Que tipo de trabalho você acha que eu vou poder fazer?
— Hã...
— Eu perguntei pro seu pai, mas ele foi meio vago. — Olhei para o rosto de Drew e percebi que ele estava encarando por cima do meu ombro. Virei a cabeça rapidamente. — Tem alguém que você preferiria... — mas era o pai dele que ele estava encarando, e vi Blake e Hunter parados na beira da pista de dança, olhando também. Nenhum deles estava sorrindo, na verdade Blake parecia preocupado. — Ele não é tão mau dançarino — eu disse enquanto rodopiava, tentando fazer uma piada. A boca de Drew se contraiu num sorriso, mas foi a única reação que consegui.
Durante uma pausa na dança, Cole veio e perguntou quantas taças de champanhe eu tinha tomado. (Duas.)
— Quantas geralmente precisa pra ficar bêbada?
— O quê?
— Pra gente saber quando ficar de olho em você — Blake disse, sentando ao meu lado.
— Ah. Não sei. Não costumo beber. É só porque é casamento...
— Boa hora pra experimentar então — Cole disse com um olhar severo para Blake. — Enquanto estamos aqui pra te manter segura.
Parecia estranho ele estar me incentivando a beber, mas eu não ia dizer não. Quem sabe quando eu poderia beber champanhe de graça de novo com permissão dos pais e supervisão segura. Blake não pareceu feliz, mas peguei outra taça e comecei a bebericar.
Acontece que quatro é meu limite. No meio da quinta, eu estava cambaleando nos meus sapatos de cetim e me sentindo bem enjoada.
Cole mandou Hunter me levar para fora para tomar um ar.
— Tem ar aqui dentro — ele disse para o pai. — Seus convidados não são peixes, sabe.
— Hunter, não vou falar duas vezes.
Então, com alguns suspiros, saímos para o gramado escuro, o braço de Hunter enrolado nas minhas costas para me manter firme.
— É legal — eu arrastei — que vocês tão cuidando de mim. Não tô acostumada.
Hunter fez uma careta, mas podia ser porque pisei no pé dele quando tropecei.
*
Meus meios-irmãos voltaram para a fazenda na manhã seguinte ao casamento, mas mamãe, Cole e eu ficamos para empacotar nossas últimas coisas. Não era muito. Mamãe e eu alugávamos um apartamento de dois quartos mobiliado, então era basicamente roupas e alguns itens sentimentais. Coube tudo na caminhonete do Cole.
Adormeci na viagem e só acordei brevemente quando Cole e mamãe levantaram um pouco a voz.
— Ela é tão capaz quanto qualquer garoto — mamãe dizia, com verdadeiro calor na voz.
— Não tô negando isso, querida, mas ainda tem tarefas que garotas são mais adequadas.
— Tipo o quê?
— Trabalho interno...
— Quer dizer cozinhar e limpar?
— Não tem vergonha nisso. Trabalho honesto. Mas não, eu e meus garotos estamos acostumados com as tarefas. Todos nós fazemos nossa parte. O que tô dizendo é que precisamos encontrar um papel pra ela.
— E ela tem voz nisso?
— Claro. Só quero que todos sejam felizes. Acho que ter vocês duas na fazenda vai deixar todo mundo feliz. Eu sei que já estou mais feliz. — A mão dele encontrou a coxa dela e eu fechei os olhos de novo.
*
Foi mais difícil encontrar um papel para mim do que eu esperava. Os cavalos me assustavam, o maquinário era incompreensível e eu não conseguia cravar um mourão de cerca para salvar minha vida. Drew passava horas rindo enquanto eu tentava alcançar o topo da enfardadeira ou falhava em levantar uma pá de esterco do celeiro. Eu era inútil e irritadiça.
Cole estava calmo, no entanto. Sorrindo. — Não importa — ele me tranquilizava. — Nós vamos encontrar o trabalho para o qual você foi feita.
Não ajudava que quase não víamos ninguém. A fazenda era tão isolada que quando o óleo era entregue para o sistema de aquecimento, todos nós corríamos para falar com o pobre motorista como se ele fosse um profeta.
Houve peões em algum momento — ainda existia um alojamento —, mas entre quatro homens e maquinário meio moderno, a fazenda era tocada sem mão de obra extra.
Eram seis horas até a cidade mais próxima, e agora que mamãe estava na fazenda, Cole não mostrava interesse em visitar. Ele também desencorajava os filhos de passar tempo fora. Eles brigavam sempre que sair era mencionado e sempre havia trabalhos para terminar, trabalhos que iam até tarde, até que todos estivessem cansados demais para dirigir.
Então, à noite, assistíamos muita TV no grande cômodo nos fundos da casa da fazenda. Era um cômodo lindo. Amplo e confortável, com grandes janelas para os campos e três sofás enormes e aconchegantes em forma de ferradura. Mamãe e Cole tendiam a ficar em um, e eu acabava em outro com Blake, Hunter ou Drew. Era quente e aconchegante e havia mantas xadrez e eu quase sempre adormecia.
Uma noite, acordei gradualmente, ao som das vozes dos meus meios-irmãos.
— ...preciso ir até a cidade. Não transo desde que o velho casou.
— É como se ele estivesse nos bloqueando de propósito — Drew disse.
— Você sabe que não está. — Isso foi Hunter. Seu tom mais sombrio.
— Ele não pode realmente querer dizer isso — Blake disse. — Quer dizer... sobre usá-la. Ele estava brincando. Certo?
— Desde quando o velho Cole brinca?
— Mas... ela é...
— Gostosa, de maior e... aqui.
Houve uma longa pausa enquanto eu ficava o mais quieta possível e tentava não dar a entender que estava acordada. Fiquei tão imóvel que adormeci de novo.
*
Depois disso, observei meus meios-irmãos com uma lente diferente. Algo estava acontecendo, algo que eu só entendia vagamente. Ainda assim, eu não estava preparada para o que aconteceu.
Uma manhã, Cole me disse para alimentar as galinhas no celeiro. Era um dos poucos trabalhos nos quais eu ainda não tinha falhado. Mamãe estava lá dentro, trabalhando no site e nas redes sociais da fazenda. Ela adorava bolar novas maneiras de fazer o marketing, e eu não a invejava, mas tinha a sensação de que meu papel não seria tão agradável. Eu estava atravessando o pátio quando ouvi a voz de Cole, baixa e autoritária.
— Vem aqui. — Ele estava parado na porta aberta do velho alojamento, me chamando. Larguei o balde de ração e caminhei até lá.
— O que foi?
— Entra.
Entrei e vi meus três meios-irmãos parados no alojamento. Havia uma mesa grande no meio, grande o suficiente para sentar uma dúzia de homens, e cadeiras empilhadas contra a parede. Hunter estava me encarando intensamente, mas os outros olhavam fixamente para as paredes.
— Encontramos um trabalho pra você — Cole disse. — Um para o qual você é excepcionalmente qualificada.
Olhei em volta. — Aqui? Ah. Vocês querem que eu ajude a reformar este lugar? — Fiquei aliviada. Isso era algo que eu talvez conseguisse fazer. Pintura, papel de parede, até mesmo reboco e azulejo talvez, se eu assistisse vídeos suficientes no YouTube. — A gente poderia alugar, seria um ótimo Airbnb. Talvez dividir este quarto para caber um quarto extra... — minha voz foi sumindo quando vi as expressões deles. Eles pareciam... famintos.
— Não exatamente — Cole disse. — Blake. Coloca ela sobre a mesa.
— O quê? — eu disse.
— Pai?
— Eu disse, sobre a mesa. Vai.
As mãos de Blake estavam nas minhas escápulas, ele nem mesmo empurrou de verdade, mas eu me movi de qualquer jeito. Não sei o que pensei que ia acontecer. Deixei-me dobrar suavemente até que o grão áspero da mesa estivesse contra minha bochecha.
— Levanta a saia dela.
Recuperei o juízo e tentei me levantar com isso, mas Blake estava pressionando agora o topo das minhas costas, me mantendo imóvel. Ele suspirou um pouco enquanto subia minha saia sobre minha bunda.
— Isso é um bundinha bonita — Cole disse.
— Ei, você é casado — eu disse, veneno na voz, lutando para me levantar de novo.
— Eu sei disso, querida, e não estou notando por mim. Toca nela, Blake.
— Pai...
— Toca nela. Pra que você acha que ela serve? Pra que você acha que eu a trouxe aqui? Põe as mãos nela. O quê, você é gay ou algo assim?
— É que... ela é nossa irmã... — Isso foi Drew, sem piadas.
— Ela não é sua irmã. Vocês não compartilham sangue, você não cresceu com ela. Cresceu? Vai. Toca nela. Pega ela.
Com isso, Blake me soltou. — Pai, isso foi longe demais.
Eu me levantei correndo e tentei chegar à porta.
— Hunter! Pega ela.
Eu estava a um passo da porta, mas então havia mãos nos meus braços, um braço grande e musculoso cruzando meu peito, um enrolado na minha cintura. Tentei me soltar, bater com a cabeça para trás em um nariz ou queixo, raspar os calcanhares nas canelas, mas estava sendo segurada com muita força, e Hunter era muito maior, ele podia evitar ou resistir a qualquer coisa que eu fizesse.
— Garota má — ele sussurrou no meu ouvido.
— Coloca ela de volta na mesa.
Hunter foi mais bruto que Blake. Ele me empurrou para frente. Meu coração batia forte no peito, meus pensamentos confusos. Eu ainda estava tentando processar o que estava acontecendo.
— Saia — Cole rosnou.
Hunter a levantou rapidamente. Então a mão dele estava na minha nádega, apertando.
— Parem — eu disse, um sussurro, depois um grito. — Parem. Vou contar pra minha mãe.
Uma dor explodiu na minha pele. Um tapa forte na minha bunda exposta. Eu não fazia ideia de quem tinha dado.
— Você não vai contar para a sua mãe — Cole disse, a voz praticamente um sibilo. — Sua mãe está finalmente feliz depois de todo esse tempo, e você pode finalmente fazer sua parte. Ela teve que te carregar nas costas por dezoito anos. Podia ter te largado no estado depois que seu pai inútil foi embora, podia ter feito algo de si mesma, mas não. Ela cuidou de você. Você pode fazer algo para ajudar pelo menos uma vez.
Ele respirou fundo, como para se acalmar. — Certo, eu ia fazer isso em ordem, mas o Hunter é o único com bolas. Então ele vai primeiro.
Minhas entranhas se contraíram. Eu tinha quase certeza do que ele estava falando. — Não. Não, não, não.
— Tira a calcinha dela. E Drew, vem provar seu valor. Tira a blusa dela. Segura ela.
Drew se moveu para o outro lado da mesa, eu podia ver as coxas dele na minha frente. Não apenas as coxas. O pau dele estava duro na calça jeans, o formato claro sob o brim. Ele não era pequeno. Ele puxou minha camiseta para cima com força, tirando-a pela cabeça, e puxando até que estivesse enrolada nos meus pulsos. Então senti uma mão, pesada no meu pescoço, e o outro punho dele agarrando meu cabelo.
Enquanto isso, Hunter arrastava minha calcinha pelas pernas, arranhando a pele sensível ao fazê-lo.
— Drew, por favor — eu disse, sentindo que tinha mais chance de apelar para o membro mais jovem da família. — Por favor, me deixa ir.
— Drew, não solta — Cole disse, suas palavras mais pesadas e autoritárias.
As mãos de Drew não vacilaram.
— Vai, Hunter. Toca nessa boceta.
— Ah, merda. — Tentei me soltar e recebi outro tapa.
— Nada dessa linguagem, garota. Vai, Hunter, vê se ela tá molhada.
— Até parece! — Mas eu estava, eu sabia que estava. Alguma resposta biológica à ameaça estava me fazendo escorrer na mesa.
— Cara — Hunter disse, enquanto seus dedos faziam contato com minha carne. — Ela tá pingando. — Ele esfregou dois dedos para cima e para baixo entre minhas pernas e eu tentei ficar imóvel, mas a fricção me fez empinar.
— Viu? — Cole disse. — Ela quer de verdade.
Eu teria discutido, mas estava tentando impedir que minha respiração falhasse, tentando não soar excitada, ofegante, excitada. — Por favor — eu disse, mas soou como se eu estivesse implorando para ser fodida, e todos riram. Até Blake.
— Faz — Cole disse. — Enche ela.
Houve o som de uma fivela de cinto, um zíper, e então senti a ponta rombuda de um pau. Eu me contorci de novo, mas Drew adicionou mais pressão no meu pescoço e ombros. Hunter abriu minhas coxas, arrastando minha carne até que eu pudesse sentir o ar frio nos lábios internos da minha boceta.
— Olha só isso — ele disse, e então ele estava se enfiando em mim.
— Não! Porra.
— O que eu falei sobre linguagem?
— Ah. Desculpa. Desculpa. Me desculpa. — Eu não queria apanhar de novo. — É só que... Por favor. Ele é grande demais. — Eu estava choramingando e tentando me afastar, a cabeça do pau dele batia em algo que doía e ao mesmo tempo era excitante. Mas Hunter agarrou meus quadris e me segurou firme.
— Não é grande demais. Ele só está te alargando pra caber, garota.
— Ah, é, ela é apertadinha. É gostoso.
Ele forçava cada vez mais o pau pra dentro de mim. Era intenso. Tentei de novo subir na mesa. — É demais — gemi. — Por favor. Para.
— Tudo bem. Dá um minuto pra ela — gritou Cole. — Deixa ela se acostumar com o teu pau dentro dela.
Hunter soltou um bufido, mas parou, me deixando relaxar em volta dele, meu corpo tentando entender a invasão. Ele esfregou pra cima e pra baixo na minha cintura e na minha bunda, massageando. — Ela tem um corpo de arrasar — ele disse. — E eu vou adorar arrasar com ele.
Percebi que ele falava com o pai, não comigo. Como se eu não entendesse a língua ou fosse um animal que ele estivesse usando. Dei um guincho e me debati de novo, com raiva dessa vez, mas ele interpretou como permissão, recuou um pouco e então se enfiou de volta com força. Quase foi gostoso.
— Quer com força? — ele perguntou, rosnando perto do meu ouvido. — Posso te dar com força.
— Não com tanta força — gritou Cole, em um tom eminentemente razoável. — Ela ainda tem que dar pro teu irmão.
Fechei os olhos com força com essa notícia. Minha boceta também apertou.
Hunter grunhiu. — Preciso fazer forte pra gozar. — Ele demonstrou com outra estocada na minha boceta.
— Tudo bem — disse Cole. — Mas faz rápido.
— Não vai demorar — ele disse, tirando e enfiando com força de novo, mais rápido dessa vez. — Tava querendo encher esse cu desde que a gente se conheceu.
Percebi que Hunter não foi repreendido pela linguagem.
Ele colocou uma mão no meu ombro e se enfiou em mim com estocadas brutais que me faziam gritar em uma confusão de dor e prazer. Mais algumas enfiadas e ele estava gemendo, diminuindo o ritmo, forçando o pau fundo mais uma vez antes de se soltar de dentro de mim. Eu conseguia sentir o sêmen escorrendo pela parte interna das minhas coxas.
— Isso sim que é uma imagem — disse Cole. Um dedo foi arrastado pela minha coxa, empurrando a porra de volta pra minha boceta esfolada. — Blake, você é o próximo. Teu irmão já te deixou ela lubrificada.
— Ah, Deus. — Olhei e vi Blake se aproximando da mesa. Antes que ele sumisse de vista, vi que o pau dele estava pra fora e pronto, grande, duro e brilhando de pré-gozo, ele obviamente estava se masturbando enquanto via o irmão me foder.
Ele ficou atrás de mim, suas coxas peludas roçando na minha bunda quando ele apoiou o pau sobre ela, a ponta alcançou a parte inferior das minhas costas.
— Caramba. É difícil acreditar que ela aguenta — disse Blake.
— Ela aguenta — disse Cole, implacável. — Você acabou de ver ela aguentar.
— Sim, eu vi. — Ele deu um passo pra trás e senti a cabeça arrastar pela bagunça entre as minhas pernas, empurrando um pouquinho pra dentro e depois saindo. Ele achou meu clitóris e esfregou escorregadio contra ele enquanto eu mordia o lábio e tentava não gemer. Mas eu sentia minha boceta apertando e eles viram.
— Piranha safada — disse Cole. — Sabia que ela seria. Sabia desde que a conheci que ela seria a garota certa pra manter vocês, rapazes, com os pés no chão.
— A garota certa — disse Blake — uma irmãzinha pra gente usar. — Ele mudara de ideia rapidinho depois de ver Hunter me pegar. E alguns segundos depois ele estava entrando devagar.
Foi mais fácil do que com Hunter. Menos chocante, e eu estava tão mais molhada, mas minha carne já estava em carne viva e eu choraminguei enquanto ele enfiava. Mas ele foi gentil, quase terno, se inclinando sobre mim pra sussurrar.
— Isso aí — ele disse — isso aí, boa menina, fica quietinha pra mim, essa é a minha boa irmãzinha. Recebe o meu pau. Até o fundo. Ah, isso é bom.
Ele manteve um ritmo lento, me enchendo, me alargando, depois recuando tão devagar, e enfiou os dedos por baixo da minha coxa pra achar meu clitóris. Um dedo, depois dois. Não era o tipo de pressão que eu usaria sozinha, mas prometia alguma coisa. Comecei a me mexer contra ele, não consegui evitar.
— Ah, é, essa é a minha garota — disse Blake, com a voz gutural. — Arqueia as costas. Faz ficar gostoso. Deixa essa boceta apertada.
Eu não queria. Não queria, mas ele estava acertando o ponto certo, por dentro e por fora, eu sentia meus músculos começarem a tremer, me mexi mais rápido, um orgasmo quase ao alcance.
— Porra, você tá fazendo ela gozar — disse Cole. — A putinha tá no cio.
Blake não pareceu ouvi-lo, e manteve seu ritmo, de forma impecável. — Isso aí. Goza pra mim, boa menina. Se faz gozar no meu pau. É pra isso que você serve. É pra isso que eu quero você.
Eu gozei. Um tipo de grito áspero saiu da minha garganta, meu corpo inteiro espasmando, minha boceta e meu clitóris elétricos.
— É — disse Blake. — Dá pra sentir. Sua putinha doce. Ah, porra. Tô gozando. — Então toda a gentileza sumiu de repente e ele meteu com força na minha boceta ainda pulsante meia dúzia de vezes antes de se soltar dentro de mim.
Ele desabou nas minhas costas, sua pele quente e suada. — Isso foi... — ele não terminou o pensamento, mas beijou descendo pela minha espinha. — Se você achava que ela tava molhada antes — ele disse, saindo. — Olha pra ela agora.
Três homens se mexeram pra olhar. Drew ainda tinha uma mão no meu cabelo, embora a pegada estivesse mais frouxa agora.
— Ela jorrou em você? — perguntou Cole. Eu tinha certeza que era o dedo dele desenhando círculos na umidade.
— Pareceu que sim — disse Blake. — Ela gozou gostoso.
Eu gemi com a humilhação. Tentei juntar as pernas pra impedir que eles olhassem, mas mãos envolveram minhas coxas e as separaram de novo.
— Tá com cara — disse Hunter.
— Tudo bem, Drew. Sua vez.
A mão apertou no meu cabelo. — Posso ter a boca dela? — perguntou Drew.
— O quê? Não. — Cole pareceu irritado com o pedido.
— Só um pouquinho. Eu tive que esperar. Eu tive que segurar ela.
Houve um suspiro paternal. — Tudo bem. Mas você não vai gozar na boca dela.
— Não — eu disse, mas sem nenhuma expectativa de que isso os impediria. Eu estava exausta depois do orgasmo. Meus membros, gelatina.
Na minha frente, outro cinto, outro zíper. Drew estava abrindo a calça jeans com uma mão só, como se tivesse medo de me soltar. — Empurra ela pra cima na mesa, pode ser?
Mãos nos meus lados, fui empurrada, minha pele deslizando no suor e na porra que tinham se acumulado embaixo de mim. Meu maxilar estava frouxo quando o pau de Drew bateu na minha bochecha.
— Abre, bebê — ele disse, levantando minha cabeça, mas minha boca se abriu naturalmente, e a cabeça do pau dele bateu na minha língua. Tinha gosto de pele morna e o sabor forte de pré-gozo. — Chupa.
Aquilo foi mais difícil, eu tentei, mas era um ângulo esquisito, eu não conseguia sustentar o pescoço, meu maxilar doía e eu não tinha força.
— Põe a língua pra fora — ele disse, e deslizou o pau pra dentro. Depois mudou o ângulo e empurrou na minha bochecha, esticando a pele e então esfregando minha bochecha do lado de fora pra sentir o volume que ele tinha feito. Havia um olhar de concentração no rosto dele, um pequeno sorriso de canto.
— Você fica linda com meu pau na sua boca — ele me disse.
— Tá bom, já chega disso — disse Cole. — Vai pro prato principal. A mãe dela vai vir procurar se a gente não tomar cuidado.
Fiquei imaginando há quanto tempo estávamos no alojamento. Pareciam horas, mas podiam ter sido só quinze minutos. Eu não sabia dizer.
Drew esfregou o pau nos meus lábios mais algumas vezes, seu foco fixo na minha boca, e então me soltou. Ninguém se preocupou em tomar o lugar dele, eles perceberam que eu não estava prestes a levantar e correr.
O que eu não esperava era que ele me virasse.
— Drew — disse Cole, com um suspiro de longo sofrimento. — O que você está fazendo?
— Eu quero ela assim. Quero ver o rosto dela. — A atenção dele estava de volta em mim. — Vira pra mim, bebê. Vem cá. — Ele me puxou pra beirada da mesa e acariciou meu rosto, se inclinou e me beijou de leve nos lábios.
— Drew, a gente não tem tempo pra isso.
— Então vão embora, eu não vou apressar isso. — A mão dele estava de volta no meu cabelo, mas agora me embalando. Seus lábios convenceram os meus a se abrirem. Algo no fundo da minha mente me mandava resistir. Eu me afastei. Ele me seguiu, me segurou. — Não, bebê, você é minha agora.
Fui puxada pra frente de novo, ele ficou entre minhas pernas e lambeu dentro da minha boca, aprofundando o beijo. Eu retribuí o beijo. Parecia mais fácil, me impedia de ter que pensar. A mão dele desceu pelo meu corpo, cobriu meu seio ainda coberto pelo sutiã. Ele estendeu a mão atrás de mim e desenganchou o sutiã, tirou-o junto com a camiseta dos meus pulsos. E me olhou. — Jesus Cristo, você é linda.
Eu corei. O que parecia ridículo a essa altura do dia.
Ele tirou a camisa e colocou minhas mãos nos seus ombros, e eu me lembrei de como ele tinha feito aquilo quando dançamos no casamento da mamãe. E de repente lágrimas brotaram nos meus olhos.
— Ei, ei, tá tudo bem. Você é nossa agora, bebê. A gente vai cuidar de você. — Ganhei outro beijo. — Me toca — ele disse, baixinho. — Me sente.
Passei a mão pelo peito dele. Ele era musculoso, a pele esticada e salpicada de pelos. Ele gemeu baixinho na garganta.
— Drew... — havia um aviso na voz de Cole.
— Me dá um tempo, pai. Eu não sou o Hunter. — Ele se inclinou e colocou um mamilo na boca. Chupou e lambeu e depois trocou de lado. Tentei não olhar, mas não consegui evitar fazer contato visual com Hunter. Ele parecia ressentido, mas também excitado. Ele não tinha se dado ao trabalho de fechar a calça e estava duro de novo. Desviei o olhar, mas lá estava Blake, a palma da mão sobre o volume na calça jeans, como se esperasse que desaparecesse. Ele sorriu um pouco, incerto, mas não hostil. Voltei minha atenção para Cole. Ele estava sem expressão.
— Fode ela agora, Drew, ou eu vou.
A cabeça de Drew se ergueu num estalo. — Você tem uma mulher. Essa aqui era pra ser pra gente.
— Então usa ela!
Eles se encararam por um momento, e eu tive a sensação de que sempre estiveram presos em algum tipo de batalha. Então a mão de Drew estava embaixo do meu joelho e ele me empurrou pra trás. — Desculpa, bebê — ele disse, abrindo minha boceta com dedos cuidadosos, e então ele estava se enfiando em mim.
Era diferente de costas, com as mãos livres. Eu o toquei como ele tinha pedido, e seus olhos se cravaram nos meus. Ele me beijou, me acariciou, cantarolou na minha pele enquanto seus bíceps flexionavam de cada lado da minha cabeça. Esfreguei as mãos descendo pelas costas dele e ouvi seu sussurro — Sim, bebê. — Envolvi-o com as pernas e ouvi Cole suspirar como se fosse irritante. Como se não quisesse que Drew conseguisse o que queria. Arqueei as costas e o recebi mais fundo, fui recompensada com outro gemido profundo, e tentei me mexer com ele, contra ele, qualquer coisa pra mostrar que eu estava tentando.
Começou a ficar gostoso, não tão imediato como tinha sido com Blake, mas algo estava se formando. Quando Drew mudou o ângulo, fiz um biquinho, soltei um gemidinho.
— Ah, você gostou assim, bebê? — Ele estava sorrindo. — Você pode ter desse jeito. — Era perfeito. A sensação estava se formando mais rápido dessa vez, eu ia gozar.
— Fala meu nome — disse Drew, com a voz tensa. — E me diz... me diz quando você estiver quase lá. Quero gozar ao mesmo tempo.
Eu estava tão perto, músculos tremendo de novo, eu estava suando. — Drew — eu disse. — Drew, eu tô...
— Querida? — Era a voz da mamãe. Ela estava lá fora no quintal e eu ia gozar.
Drew colocou a mão sobre minha boca bem na hora que o orgasmo veio. O gemido dele quando gozou foi profundo, mas não alto. — Você é minha, você é minha — ele dizia.
— Típico dessa porra, ele acha que tudo é dele — disse Hunter.
Eu queria me deitar e sentir o peso de Drew sobre mim, mas ele saiu rápido e todos estavam subindo os zíperes, afivelando os cintos com pressa. Cole passou minha camiseta pela minha cabeça e enfiou minha saia para baixo, bem quando a mamãe entrou.
— O que é isso tudo? — ela perguntou, sem parecer notar meu estado sem sutiã e as manchas molhadas na minha roupa.
— A gente tava pensando em transformar esse lugar numa casa de hóspedes — disse Cole. — Ideia da sua filha.
Eu alisei o cabelo, me contorci e me encolhi, dei um sorriso insosso pra minha mãe.
— Isso mesmo — disse Blake. — O lugar só precisa de uma pequena reforma. Vou encomendar umas camas hoje à tarde. — Ele sorriu com malícia. — Não dá pra esperar que os hóspedes usem a mesa, né?