Contos eróticos para ler inteiros.

Gays

Stone Cold Steele

efb8631 min

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Darcy Steele e Io Nuare

*****

Disseram a ele que as mortes depois da primeira eram sempre mais fáceis. Ele viu seus colegas mercenários na adolescência, quando fizeram suas primeiras mortes, ficarem inconsolavelmente doentes depois. Então, lentamente, eles se acostumaram a tirar vidas inocentes e nem tão inocentes, até que se tornou apenas mais um dia normal na instalação, passando horas lavando o sangue das mãos e roupas. Ainda havia alguns acessos de raiva entre eles quando uma morte era particularmente difícil, mas eles canalizavam seu luto adequadamente e superavam. Os instrutores diziam que essas eram as marcas de um bom assassino.

Mas Darcy Steele era uma anomalia. Ele não piscou na primeira vez que tirou a vida de um pequeno pássaro com as próprias mãos; nem piscou quando tirou a vida de um homem adulto. Os instrutores sussurravam sobre ele, com doses iguais de admiração e medo. Steele os ignorava, subindo na hierarquia até se tornar líder de sua própria equipe.

Ele olhou com desinteresse enquanto sua equipe dizimava o pequeno bando de coelhos metamorfos. Caminhou indiferente por entre o sangue e as vísceras, a língua sibilando para farejar sua presa. Ainda não haviam encontrado o metamorfo híbrido que procuravam, e nenhum deles o havia pressentido também.

— Capturamos o resto deles, Comandante. — Blair, um metamorfo de abutre, apareceu diante dele, sangue escorrendo pela boca. Pedaços de carne e pelo grudavam em seu queixo e bochechas. Steele tinha certeza de que mais do que alguns dos coelhos metamorfos haviam perdido um membro ou dois esta noite.

— Saboroso? — Steele perguntou com uma sobrancelha erguida.

Blair mostrou os dentes enquanto lambia o gosto remanescente. — Mais do que gostaria de admitir. Você sabe como é difícil encontrar coelhos na nossa linha de trabalho e sinto que ainda não me satisfiz.

— Você já se satisfez. — A voz de Steele não admitia discussão, e o sorriso finalmente desapareceu do rosto do outro homem. Embora Steele realmente não desse a mínima para as coisas que matava, preferia que seus homens não se distraíssem de seu objetivo. Além disso, receberam ordens para mantê-los vivos.

— Alguma sorte em rastrear o unicórnio? — Blair perguntou enquanto caminhava com Steele. Eles haviam sido contatados pela Associação Paranormal Unida para rastrear e capturar um híbrido de unicórnio e coelho. Há muito tempo, unicórnios eram abundantes, mas a ganância humana reduziu seus números até se tornarem as criaturas raras que muitos aclamam por suas habilidades míticas hoje. Nos últimos cem anos, acreditava-se que estavam extintos, até que surgiram notícias de um unicórnio híbrido.

A história revelou que unicórnios não se misturavam ou cruzavam com outras espécies, então ouvir falar de um unicórnio vivo era surpreendente. Significava que esse híbrido poderia ser procriado e forçado a produzir uma linhagem inteira de unicórnios. Uma facção separada de vampiros e algumas outras criaturas haviam contatado Steele e sua equipe para extrair o híbrido. A única razão pela qual aceitaram o contrato da APU foi porque ofereceram pagar mais.

— Não, não consigo sentir nada. Continue procurando.

Blair franziu a testa com a dispensa, mas obedeceu. Steele era o melhor rastreador do grupo, então, se ele não conseguisse encontrar o híbrido, os outros homens também não teriam muitas chances.

Steele se afastou de seus homens, ignorando suas perguntas. Eles já sabiam a essa altura que era melhor deixá-lo em paz quando ele não respondia à primeira pergunta. Ele teria preferido trabalhar sozinho, mas havia alguns trabalhos que exigiam esforço em grupo. Quanto mais se afastava, menos se sentia sufocado pelo pesado manto de desespero e sangue. Ele se dissipou para ser substituído pelo sabor da floresta intocada. Era puro, quase imaculado. Tinha gosto de chuva, grama e gardênias.

Steele franziu a testa. Aquele cheiro era muito específico. Siblando, ele esticou a língua para captar mais daquele gosto e cheiro inebriantes. Deixou seus sentidos guiá-lo pela floresta escura, os galhos das árvores formando um dossel que o protegia do luar. Caminhou uma boa distância do bando até chegar a uma pequena clareira. As árvores pareciam sentinelas ao redor da pequena abertura. Steele aproximou-se da borda de um pequeno lago de água e olhou para baixo. Um assassino sem emoção o encarou de volta.

O cheiro estava mais forte ali; seu dedo se contraiu de antecipação. Estava se aproximando cada vez mais. Steele ousou não respirar para não afugentar sua presa. O leve farfalhar na grama alta o alertou sobre uma pequena criatura saltitante vindo em sua direção. Ele se conteve para não sorrir em vitória. Esperou pacientemente que ela se aproximasse.

Um fofo feixe de pelo prateado bateu em seus pés calçados com botas, e Steele olhou para baixo vendo um coelhinho híbrido descontente com um chifre cristalizado projetando-se de sua testa. Seu focinho rosa e pequeno tremia loucamente enquanto o farejava. Steele esperou que ele gritasse de medo assim que sentisse o cheiro do sangue de seus irmãos coelhos em suas botas.

Para sua surpresa, o coelho híbrido apenas se aproximou, quase pulando em cima de sua bota. Curioso agora, Steele se curvou e pegou a criaturinha com as mãos. Era tão pequeno que cabia perfeitamente na palma da sua mão. O híbrido farejou a luva, começando a mordiscar o couro preto. Steele sentiu seus dentinhos afiados cravarem na palma, mas o couro era resistente demais para os dentes do coelho perfurarem.

Finalmente desistindo, olhou para Steele. Grandes olhos roxos piscaram para ele, antes de tentar subir por seu braço. Guinchou ao perder o equilíbrio e teria caído se Steele não o tivesse rapidamente segurado com a outra mão. Ele se contorceu em seu aperto, então Steele gentilmente aliviou a pressão na nuca do coelho. Desta vez, ele foi mais cauteloso ao subir pelo braço. Decidindo ajudar o coelhinho, Steele empurrou sua pequena cauda de algodão para que ele se empoleirasse em seu ombro.

Cravando suas patinhas no colarinho de sua jaqueta, o coelho pressionou o rosto no pescoço de Steele. Ele realmente cantarolou enquanto esfregava para cima e para baixo em sua pele fria, pressionando aquele chifrezinho letal ao longo de sua jugular. Assim que o chifre tocou sua pele, Steele engasgou quando uma sensação de queimação disparou do ponto de contato do chifre do coelho por suas veias como um raio. Cambaleando para trás, o tronco largo de uma árvore o amparou enquanto ele se apoiava pesadamente, estranhamente sem fôlego.

Alheio ao caos que o coelhinho estava causando em Steele, ele continuou a esfregar seu corpo macio contra a pele exposta do pescoço de Steele. Steele rapidamente afastou a pequena praga de si, ignorando seu guincho indignado. Ele se enrolou todo, as patas traseiras se estendendo para arranhar Steele.

— Para com essa porra! — Steele rosnou, ainda tentando se recuperar do que quer que o coelho tivesse feito com ele. Ele não era muito versado nas habilidades de um unicórnio, então o coelhinho poderia tê-lo infundido com algum tipo de veneno.

Incrivelmente, o coelhinho conseguiu fulminá-lo com o olhar. Steele levantou a mão para esfregar o ponto levemente dolorido em seu pescoço, a pele ainda pulsando com um calor nada desagradável.

— O que você fez comigo? — Steele perguntou, sacudindo um pouco o coelho. Ele guinchou em protesto antes que uma luz branca envolvesse a criaturinha.

Steele piscou ao se ver segurando um homem muito nu e pálido pela nuca. Olhos roxos humanos o encaravam, grandes como a lua. O homem se jogou em Steele, enrolando-se nele. Os braços de Steele ficaram pendurados desajeitadamente ao lado do corpo enquanto ele era acariciado pela própria coisa que fora enviado para matar.

— Eu sou Io e sou seu companheiro. Olá — Io murmurou contra seu peito. Sua cabeça loiro-prateada só chegava até o peito de Steele, então Io ficou na ponta dos pés sobre as botas de Steele e jogou os braços em volta do seu pescoço. Perplexo, Steele não teve escolha a não ser envolver Io com o braço para ajudá-lo a se equilibrar contra seu corpo.

— Qual é o seu nome? — Io ronronou no ouvido de Steele, enviando um arrepio involuntário por sua espinha. Ele nem ousou olhar para o corpo nu de Io.

— S-Steele — ele engasgou. Ele nunca engasgava. — Steele.

— Mmmm, é um nome bonito. É primeiro nome ou sobrenome? — Io se agarrou ao pomo de Adão saltitante de Steele e sugou. Steele grunhiu, seus braços apertando o embrulho em seus braços.

— S-sobrenome. — Merda, isso foi duas vezes seguidas. Como diabos esse coelho estava fazendo um mercenário experiente como ele tremer nas bases?

— Meu sobrenome é Nuare. Qual é o seu primeiro nome? — Io sussurrou a pergunta contra o pescoço de Steele, agora mordiscando os tendões tensos que se destacavam proeminentemente do pescoço de Steele. E, absurdamente, Steele estava com medo de engolir para não desalojar aquela boca linda e doce de seu pescoço.

— Darcy. — Ah, graças a Deus soou mais normal desta vez. — Por que você precisava saber?

Io riu de leve e olhou para ele. — Para saber o que gemer quando você fizer amor comigo. Seria bem estranho chamar pelo seu sobrenome, tão formal.

— F-formal... — Steele engasgou, suas mãos se apertando em Io inconscientemente. Io conseguiu fazer aquela palavra perfeitamente insossa soar tão sedutora. As imagens desse duende de homem se contorcendo sob ele, gritando o odiado primeiro nome de Steele por trás de uma mordaça preta... Steele gemeu em agonia.

Io inclinou a cabeça em confusão, seus olhos roxos brilhantes piscando rapidamente para ele. — Você é um metamorfo de cobra?

Diante do aceno de Steele, o brilho nos olhos de Io começou a se dissipar. Steele lutou com suas mãos rebeldes quando elas tremeram com o esforço reprimido para não puxar o corpo em retirada de Io de volta para seus braços. Como um réptil de sangue frio, ele não deveria ser estranho ao frio, fazendo dele seu lar, mas os poucos minutos de calor que Io proporcionou o haviam mimado, arruinado.

— Você não vai me comer? — Io provavelmente pretendia que soasse como uma ordem, mas a incerteza do homenzinho transpareceu. Steele não podia culpar o coelho, já que criaturas de sua espécie geralmente eram as mais baixas na escala das raças carnívoras. Ele mesmo havia alcançado novos níveis de baixeza; níveis aos quais essa criatura pura diante dele nunca deveria ser exposta. Io merecia ser protegido de tudo o que Steele representava, mas ninguém conseguira manter Io a salvo.

— Não... mas não posso prometer não morder. — A ameaça saiu da boca de Steele antes que ele pudesse ao menos pensar em censurá-la.

Io sugou o lábio inferior carnudo para dentro da boca, seus dentinhos pressionando o pedaço rosado em uma imitação deliciosa do que Steele queria fazer com ele. — Eu vou gostar?

A pergunta ingênua pegou Steele desprevenido, fazendo-o agradecer por a árvore atrás dele ser forte o suficiente para mantê-lo de pé. Aparentemente, elas também estavam indefesas diante desse híbrido. Tantas respostas giraram na cabeça de Steele. 'Eu vou fazer você gostar' ou 'Vai doer tão gostoso' foram algumas delas. O que saiu foi totalmente inesperado, não muito diferente de toda essa noite.

— Fui enviado aqui para capturar você.

Os olhos de Io se arregalaram em consternação, mas então rapidamente se estreitaram em cálculo. — Mas você não vai. Porque eu sou seu companheiro e você é meu. Você não pode viver sem mim — ele declarou, como se fosse um fato implacável.

Steele riu da confiança de Io no inexistente senso de honra de Steele. — Você realmente acha isso? Olhe para as minhas botas. — Io obedeceu ao pedido estranho. — Olhe atentamente para as manchas escuras nelas. O sangue do seu coven está em minhas mãos.

Steele esperou que Io o olhasse horrorizado e se preparou para a acusação de Io atravessar direto seu coração frio e morto.

— Voc-você matou algum deles? — Io perguntou sem desviar os olhos dos sapatos de Steele.

Steele balançou a cabeça, embora Io não pudesse ver. — Não, não matei. Disse aos meus homens para capturar o máximo que pudessem por qualquer meio necessário. Nós os deixamos vivos para chegar até você, só precisei de alguns membros para me serem úteis. — A imagem dos olhos de Blair dilatados pela sede de sangue surgiu como um lembrete do tipo de homem que Steele mantinha na coleira com uma rédea muito curta e quase sem folga. Homens cuja natureza não podia nem começar a rivalizar com a própria natureza sádica de Steele.

Io ergueu seus olhos vidrados de volta para os cinzentos de Steele. — Então você nunca mandou matar nenhum deles?

Steele balançou a cabeça, franzindo a testa. — Não. Mas eles foram mortos mesmo assim e não sinto remorso. Você é o alvo. A presa.

Piscando para conter as lágrimas, Io deu um passo determinado em sua direção. — Você não vai matar novamente. Você não é um predador.

— Sério? — Steele sorriu com escárnio, sibilando um pouco. — Então me diga o que eu sou depois de me conhecer por apenas alguns minutos.

Erguendo o queixo em determinação, Io deu um passo corajoso e depois outro. — Você é um homem determinado em seus objetivos, mesmo quando duvida deles. Você gosta de estar no controle, quase demais. Mas você também pode ser gentil, como quando me segurou. Você gagueja quando eu me esfrego em você. — Io estendeu uma mão fina, esperando que Steele a pegasse. — Eu gostei de me esfregar em você — acrescentou quando Steele não pegou sua mão.

Io havia entrado no raio de luar que iluminava cada centímetro dele perfeitamente. Ele tinha ossos finos, veias azuis finas visíveis sob sua pele pálida. Seu peito era liso, com apenas uma leve definição que dava lugar a quadris estreitos e um belo pênis pequeno entre as coxas. O coelho era lindo, rivalizando com qualquer coisa que Steele anteriormente havia confundido com majestoso.

— Se você pegar minha mão e me segurar, pode sentir meu corpo nu contra o seu em vez de imaginar como seria. — Io sorriu gentilmente ao tirar a decisão das mãos de Steele e pressionou seu corpo contra o de Steele. E aquelas mãos malditas que Steele não conseguia controlar agarraram gananciosamente os quadris de Io, seus dedos enluvados cravando na pele. Steele só queria ter pensado em tirá-las.

— Você tem dificuldade em entender que eu não sou um homem bom — Steele repreendeu.

Suspirando em clara miséria, Io apoiou a cabeça no peito de Steele e jogou os braços frouxamente ao redor de seus ombros. Incapaz de resistir, Steele apoiou o queixo na cabeça de Io e inalou o que esperava ser de maneira discreta.

— Não importa o quanto você bravateie—

— Eu não bravateio — Steele interrompeu, enrijecendo-se ofendido. Io bufou e começou a massagear os músculos tensos de Steele até que eles gradualmente relaxaram.

— Você não é um homem mau, não importa o quanto proteste. — Agora foi a vez de Steele bufar. — Você está apenas em um caminho ruim. Agora, por favor, me abrace enquanto eu lamento.

Quando Io estremeceu, Steele os girou para que ele segurasse Io contra a árvore, com seu corpo cobrindo a frente de Io. — Tenho a sensação de que deveria pedir desculpas.

— Por quê? Estou lamentando por você. — Io pressionou as costas contra a árvore e enganchou as pernas ao redor dos quadris de Steele. Steele quase se engasgou com a própria língua quando sentiu o membro macio de Io pressionando contra seu estômago vestido. Io, sem querer, se esfregou no corpo de Steele enquanto se ajeitava para uma posição mais confortável.

Steele grunhiu, olhando para as joias de ametista brilhando para ele. — Não preciso que lamente por mim, estou perfeitamente bem.

Io franziu a testa para ele antes de cutucar a ponta do nariz afilado de Steele com um dedo. — Você, Sr. Darcy Steele, não está bem. Você está bastante danificado, mas tudo bem. Eu vou juntar os pedaços e colocá-lo de volta como novo.

Verdadeiramente, ele não sabia se ficava divertido ou ofendido. Mas já que o coelho estava enrolado como um macaco-aranha em seu torso, Steele achou que sua melhor opção era optar por divertido.

— E se eu não puder ser consertado? E se eu gostar exatamente de quem sou?

Em um gesto que Steele estava começando a associar a Io como sua expressão contemplativa, Io mordeu o lábio inferior. Ele o mastigou, girando a carne rosada entre seus dentes brancos como pérolas. Steele sentiu vontade de rosnar que ele deveria ser o único autorizado a morder aquele lábio, o único autorizado a adorar aquele pedaço de pele com sua língua.

"Então eu só vou ter que ficar sozinho com você," Io declarou simplesmente.

Desviando o olhar de volta para os olhos arregalados de Io, Steele zombou. "Preferir solidão não me torna solitário."

"Não," Io balançou a cabeça lentamente, "mas se esconder atrás dela torna."

"Que porra isso quer dizer?" Steele retrucou, finalmente perdendo a paciência com esse coelhinho exasperante. Como se a noite não pudesse ficar mais fodida, ele agora estava sendo psicanalisado pela sua presa.

O suspiro que escapou dos lábios de Io foi longo e arrastado, transmitindo a tristeza que meras palavras não conseguiam. "Tudo bem, eu te disse. Eu vou ficar sozinho com você para que você não precise mais ficar sozinho." Io deu um tapinha na bochecha de Steele, um gesto reconfortante.

Aturdido, Steele se afastou do toque de Io para reunir as poucas células funcionais em seu cérebro. A maioria delas tinha partido para ocupar uma estação permanente no seu maldito pau. Se Io deslizasse apenas alguns centímetros para baixo em seu corpo, ele se depararia com o pau de Steele em saudação.

"Eu fui enviado aqui para capturar você," ele sentiu a necessidade de reiterar aquele fato. Embora se ele realmente fosse seguir adiante estivesse no ar a essa altura. Meio que como o seu pau.

Io assentiu com a cabeça, parecendo que era Steele quem estava perdendo alguns parafusos nesta conversa. "Sim, eu sei. Você me contou. Mas eu acasalei com você, então é perfeitamente aceitável que você me capture. Mas apenas para o seu prazer, de mais ninguém," Io acrescentou, como que por um pensamento tardio.

Steele ficou boquiaberto, o que ele nunca jamais fazia, mas que diabos? Esta era uma noite de estreias. "É isso que você fez com seu chifre? Você me acasalou? Só de me tocar com ele?" Porra! Ele nunca tinha pensado em ser acasalado, nem mesmo tinha considerado isso nos poucos séculos em que estava na terra.

Io assentiu, desta vez um sorriso satisfeito erguendo os cantos de sua boca. "Sim. Coelhos acasalam quando fazem amor e geram um bebê, mas unicórnios podem acasalar apenas pelo toque. Não é legal?"

"Legal..." Steele deixou a voz morrer, tentando refletir sobre a situação. Ele não sabia muito sobre fisiologia de unicórnio, mas sabia o suficiente sobre acasalamento. Alguns podiam ser forçados entre um par, mas nunca seria tão forte quanto um verdadeiro vínculo de acasalamento que surgia quando se encontrava o verdadeiro amor destinado. Já que a maioria dos paranormais raramente encontrava seus companheiros, eles forçavam um vínculo com um parceiro disposto. Steele nunca tinha visto o apelo da companhia, então nunca tinha tido problemas com isso, mas agora ele se via com um vínculo no momento mais inoportuno.

Decidir se entregaria ou não Io para a Associação era irrelevante. Um vínculo assegurava que nenhuma das partes envolvidas poderia sobreviver sem a outra.

Io começou a esfregar todo o seu corpo contra o corpo ainda imóvel de Steele, e Steele podia sentir o comprimento crescente de Io cutucando insistentemente seu estômago. "Você terminou de pensar? Porque meu corpo está ficando todo quente e incomodado e eu quero fazer amor com você."

"Isso se chama foder," Steele corrigiu. Ele só tinha ouvido humanos sentimentais e tolos — geralmente mulheres — se referirem a isso como fazer amor. Não era nada mais do que uma troca mútua de prazer. Para Steele, mal tinha sido algo além de uma foda suja e rápida em toda a sua vida.

Fazendo beicinho, Io balançou a cabeça. "Não, não. Se chama fazer amor. Você vai fazer amor comigo, não... F-O-D-E-R comigo," ele exigiu, seu nariz arrebitado torcido em desdém pela palavra vulgar.

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