Só uma Prova
— Bem, quer dizer, tenho certeza de que tem um gosto bom, mas... — Marcus gaguejou inutilmente, repassando a discussão na cabeça para tentar descobrir exatamente qual desvio o levou por aquele atalho conversacional e como recuar sem ofender Nita. — Eu... olha, acho você muito bonita, mas eu só não... hã... não acho que seja assim que a biologia funciona, só isso. Acho que se a... hã... a... você sabe, a... —
O sorriso diabólico de Nita se alargou. — A boceta dela? — perguntou, mudando de posição no sofá para deixar as pernas se abrirem ainda mais. Ela usava um short jeans velho e cortado, mas algo na forma como exibia abertamente a virilha durante uma conversa tão incrivelmente obscena fez Marcus sentir como se pudesse ver o monte pubiano castanho-claro dela direto através da roupa. Ele desviou o olhar para cima, tentando manter contato visual respeitoso o tempo todo, mas é claro que Nita não parava de se mexer o suficiente para atrair a atenção dele de volta para o meio das suas coxas.
— Era isso que você ia dizer, né? — ela continuou, aproveitando o silêncio chocado dele. — Você estava falando da boceta de uma mulher. Da xoxota dela. Da xana, da perereca, da racha, da preciosa... me para quando chegar numa que você reconhece, querido. — Os dedos de Nita traçavam distraidamente a coxa enquanto ela falava, subindo até a barra desfiada do shortinho, e Marcus teve certeza absoluta de que ela percebia que ele estava corando apesar da pele escura. Ele queria pular da cadeira e sair correndo da sala, mas isso parecia estranhamente como admitir a derrota na discussão. Mesmo que Marcus ainda não soubesse muito bem como aquilo tinha virado uma discussão em primeiro lugar.
Marcus nunca teve a intenção de acabar falando de algo tão descaradamente sexual com Nita, mesmo que a jovem lasciva tivesse o hábito de direcionar praticamente toda conversa para o sexo quando tinha chance. Ele nunca teve a intenção de ficar sozinho com ela — normalmente ele tinha uns três amigos a mais como proteção entre sua ansiedade social leve e a personalidade forte e paqueradora de Nita, mas Leo cancelou, Chase foi surpreendido com um turno duplo na pizzaria e Sammi pegou mononucleose, de todas as coisas, e quando Marcus chegou no apartamento da Tia, descobriu para sua surpresa que Tia tinha saído com Drae a noite toda e ainda não tinha voltado. Deixando-o completamente sozinho com Nita.
E ela estava se aproveitando totalmente disso. — Eu não estou falando da xoxota de uma mulher, Marcus — ela rosnou, a voz um ronronar rouco. — Eu não me importo com outras mulheres. Estou falando da minha xoxota, e estou te dizendo agora, não existe homem no planeta que não faça tudo que eu mandar depois que se ajoelha e chupa a minha boceta. É simplesmente ciência. Eu tenho esses feromônios especiais, copulinas ou algo assim, e qualquer cara que recebe um pouquinho do meu suco de garota no organismo fica todo burro e excitado e louco para agradar. Acontece toda hora.
Marcus abriu a boca, mas o surrealismo simplesmente desnorteante da situação sufocou qualquer palavra antes que pudesse dizê-la. Como ele poderia argumentar contra algo tão completamente bizarro? Ele não era biólogo, sua graduação era em engenharia estrutural. Ele não podia citar estudos nem apontar pesquisas para provar que ela estava errada; tudo que tinha era a convicção profunda de que se os feromônios humanos realmente pudessem ter um efeito desses, alguém já teria documentado isso há muito tempo. Se uma mulher pudesse genuinamente drogar um homem com a sua... com sua lubrificação natural... todo mundo saberia disso. Provavelmente até ensinariam na porra da aula de saúde ou algo assim. 'Meninos, todos sabemos que vocês estão interessados em se tornar amantes generosos, mas vamos falar sobre os riscos do sexo oral com mulheres intensamente hormonais...'
Mas por mais forte que fosse sua convicção, ela não convenceria Nita. A mulher de cabelo castanho e olhos cor de avelã cintilantes parecia totalmente imune a qualquer contra-argumento que ele tinha apresentado até então, e ela não deixava o assunto morrer. E já que ela estava tão clara, óbvia e avassaladoramente errada, Marcus também não podia. Mesmo odiando confronto, mesmo odiando especialmente confronto com uma personalidade forte e confiante que adorava ser desafiada, Marcus não conseguia simplesmente ficar sentado ali e aceitar uma ilusão tão transparentemente egocêntrica. O que o deixava num beco sem saída. De boca aberta e sem nada para dizer.
E é claro que Nita não resistiu a provocá-lo ainda mais. — Já está funcionando? — ela perguntou de brincadeira, os dedos que acariciavam roçando o tecido jeans sobre o monte pubiano. — Não me surpreenderia, sabe. Eu passo muito tempo neste quarto quando a Tia não está em casa, e às vezes eu fico um pouco... você sabe. Excitada. Uma garota tem suas necessidades, afinal. — Ela lançou a Marcus um olhar cúmplice, alistando-o numa conspiração da qual ele não queria participar. — Num dia como hoje, sem trabalho, sem aula e com a Tia na casa do Drae o dia todo? Às vezes eu fico brincando com a minha boceta por horas.
Marcus se contorceu de vergonha, mas ou Nita não percebeu ou fingiu não perceber. — Às vezes eu nem tento gozar. Só fico sentada no sofá vendo pornô e esfregando a minha boceta até virar uma bagunça molhada, até o apartamento inteiro feder a sexo, sabe? Simplesmente fico com tanto tesão pensando no próximo cara que vai entrar aqui, respirar fundo e ter uma ereção cinco segundos depois de cruzar a porta. E isso faz a minha boceta babar ainda mais. Sinceramente, estou surpresa de não ter uma mancha molhada no meu short agora.
Ela devia saber que aquilo faria Marcus olhar, mas ele mesmo assim não conseguiu evitar se comportar com uma previsibilidade constrangedora. Seus olhos desceram para o meio das pernas dela, e ele corou ainda mais ao ver que de fato havia uma pequena mancha bem sobre os lábios vaginais de Nita que parecia um pouco mais escura que o resto do short. Ou seria apenas o poder da sugestão? Apesar de si mesmo, Marcus acabou estudando a virilha dela atentamente, determinado a descobrir.
— Talvez ainda esteja encharcando. Mal tive tempo de me vestir quando você tocou a campainha para entrar. — Marcus se esforçou para não imaginar a jovem latina assustada, arrancada de um devaneio masturbatório pelo som da campainha, correndo para vestir a calcinha e tropeçar até o botão para abrir a porta externa para ele enquanto o tecido lentamente saturava com o almíscar do seu tesão. — E você tem estado respirando isso o tempo todo agora. Meu Deus, não é à toa que seu pau está armando uma barraca de escoteiro na sua calça jeans assim.
A respiração de Marcus congelou nos pulmões, o choque e a vergonha o paralisando tão completamente que ele literalmente esqueceu como inspirar e expirar como uma pessoa normal. Há quanto tempo ela tinha percebido? Quanto de toda essa conversa fodida ela estava sustentando sabendo que ele estava tentando esconder a ereção e aparentemente falhando? — Ah, querido — Nita se alongou, obviamente notando sua reação chocada. — Não fique envergonhado. Não havia nada que você pudesse fazer. É simplesmente biologia. Você deu uma fungada na minha boceta e seu corpo te disse que era hora de transar. O quarto inteiro está cheirando a xoxota agora, não está? Eu ficaria sinceramente mais chocada se não te deixasse todo burro e excitado.
Marcus queria rebater tudo aquilo. Queria dizer a Nita que era a conversa sexual franca saindo da boca de uma mulher bonita que o excitava, não nenhuma 'copulina' mítica. Queria dizer a Nita que ele não estava ficando mais burro, só estava confuso e chocado e envergonhado e isso estava travando seu cérebro como uma transmissão rodando na marcha errada. Queria dizer a ela que ele nem sequer notou nenhum tipo de cheiro estranho no quarto... mas era aí que sua linha de raciocínio descarrilhava. Porque contar tudo isso significava admitir que ele não fazia ideia de como cheirava a boceta de uma mulher.
Normalmente isso não o incomodava. Perder a virgindade era uma experiência que Marcus queria que fosse especial, não apenas algo que ele precisava tirar do caminho até uma certa idade para que uma espécie particular de imbecil neandertal não tirasse sarro dele. Ele não tinha absolutamente nada do que se envergonhar... mas Nita não estava tentando fazê-lo sentir vergonha. Ele não veria desprezo no rosto dela se contasse, ele sabia disso instintivamente. Ele veria pena. E isso, ele não podia suportar de jeito nenhum.
Então ele permaneceu congelado, mesmo enquanto o sorriso provocante de Nita se alargava num sorriso triunfante e seus dedos começavam a pressionar e esfregar a inconfundível mancha escura crescendo entre as suas pernas. — São esses feromônios agindo em você — ela disse, a voz cheia de uma confiança inabalável. — Está fazendo seu pau latejar, seus olhos ficarem vidrados e sua boca salivar pela minha boceta molhada e lubrificada. Você está respirando pequenas gotinhas do meu suco de garota toda vez que inspira, e isso já está bagunçando sua cabeça. Imagine só o quanto mais forte vai ser quando você provar direto da fonte.
Marcus se ouviu, como que de muito longe, murmurando: — Isso não é... não... você não simplesmente, simplesmente... — O esforço atrapalhado e incoerente de pensamento engasgou e morreu, deixando apenas silêncio. Seus olhos seguiram automaticamente o movimento dos dedos de Nita sobre a boceta coberta de tecido. Ele não conseguia se lembrar da última vez que tinha piscado. Seu batimento cardíaco parecia alto nos ouvidos, ecoando de volta do seu pau latejante até que ele sentiu como se estivesse recuando inexoravelmente para dentro da própria mente. Ele estava estranhamente impotente para impedir que acontecesse.
Nita riu. — Você sabe o quão idiota você parece agora? — ela perguntou. Não soou cruel saindo dos lábios dela, porém; ela parecia achar os protestos murmurados e incoerentes dele absolutamente adoráveis. — Você está olhando para a minha boceta como se seus olhos estivessem magnetizados para ela, está babando na camisa toda e não consegue nem terminar uma frase de merda, e ainda está tentando me dizer que isso não te deixa burro e excitado. — Ela abriu o zíper, puxando o fecho para revelar uma calcinha rosa-choque com uma mancha molhada ainda mais óbvia. — Tem certeza de que isso não está fazendo nada com você? Nem uma única, solitária coisinha?
Marcus era um péssimo mentiroso. Ele pulava os jogos mensais de pôquer com a galera porque não sabia blefar nem fudendo, ele frequentava todas as aulas porque sabia que não conseguiria fazer uma desculpa sobre um parente morto soar convincente, e pagava todas as contas religiosamente em dia só para nunca ter que tentar fingir que o cheque estava a caminho. Mas ele mentiu agora. — Nadinha — murmurou através dos lábios frouxos e insensíveis. — Nada.
Os olhos de Nita brilharam famintos enquanto seus dedos deslizavam para dentro do cós da calcinha, então saíam reluzentes de umidade. — Então você não se importaria de dar uma provadinha. Pela ciência e tal. Só vem aqui engatinhando e chupa meus dedos, e se você ainda conseguir pensar depois disso, eu prometo que deixo o assunto pra lá. Certo? — Parecia uma armadilha. Parecia uma armadilha que tinha se fechado em torno de Marcus eras atrás, quase antes mesmo de a conversa começar, e ele só agora estava percebendo o quão impotente estava para escapar da mulher dominante e vigorosa que a armou. Mas ao mesmo tempo ele não podia recusar.
— Eu... hã... eu... s-só uma provadinha — murmurou, deslizando da cadeira para os joelhos. Parecia estranho engatinhar assim, mas Marcus simplesmente se sentia instável demais para imaginar ficar de pé e andar no seu estado atual. Seu corpo inteiro tinha relaxado numa indolência frouxa e preguiçosa, os músculos se recusando a dar mais do que o mínimo de esforço para cumprir as sugestões de Nita, e ele se viu caindo contra as pernas dela num alívio exausto depois de percorrer uma distância de menos de três metros. Suas pálpebras tremulavam com o esforço de mantê-las abertas. Sua cabeça balançava embriagada sobre os ombros.
— Claro, docinho — Nita ronronou, empurrando os dedos entre os lábios dele. — Só uma provadinha. — Ela os enfiava e tirava, fodendo sua boca com eles, e Marcus soltou um suspiro sonolento enquanto o sabor almiscarado saturava suas papilas gustativas. Não tinha gosto de nada que ele tinha imaginado; todas as piadas nojentas que a fraternidade do campus fazia não começavam a descrever a essência delicada e floral que saudou sua língua. Havia notas de sal, notas de algo deliciosamente terroso, e tão perto do colo de Nita o cheiro era tão forte que fazia sua cabeça girar. Marcus fechou os olhos e deixou seus outros sentidos assumirem por um tempinho.
Ela continuou a enfiar os dedos para dentro e para fora de sua boca babada, ocasionalmente acrescentando um e removendo outro, e Marcus descobriu que o sabor da boceta dela só ficava mais forte enquanto ele continuava chupando seus dedos como uma putinha carente numa cabine de glory hole. Ele literalmente conseguia ouvir o quão molhada ela estava, os sons squishing da sua boceta encharcada a centímetros de distância, e seu pau latejava entre suas pernas alto o suficiente para abafar qualquer pensamento. Tudo que Marcus queria agora era foder. Ele faria qualquer coisa que Nita pedisse se ela apenas o deixasse enfiar o pau nela algum dia.
Ele a sentiu mudar de posição, levantando os quadris para tirar o short e a calcinha antes de guiar a cabeça de Marcus para baixo, entre suas coxas. Nita nem precisou empurrar sua boca contra seus lábios vaginais lubrificados; no momento em que ele recebeu uma boa e forte fungada do seu cheiro, ele se remexeu para frente para pressionar os lábios contra a boceta dela e enfiar a língua profundamente dentro de suas dobras encharcadas. Era tão primitivamente satisfatório aninhar-se entre os lábios macios e carnudos da boceta de Nita e espalhar seu almíscar por todas as suas bochechas; seu rosto de alguma forma se encaixava perfeitamente contra a xoxota dela, como se ele tivesse nascido para chupá-la, e seus pensamentos simplesmente evaporaram num transe insensato e desamparado de lamber e chupar.
— Isso aí, garoto boneca, só continua me bebendo — Nita murmurou roucamente, e Marcus descobriu para seu deleite inexprimível que não importava o quanto da bagunça salgada ele lambesse, sempre havia mais almíscar floral e lubrificado para substituí-la. Ele não se saciava, mas ela sempre tinha muito mais para lhe dar; toda vez que a ouvia grunhir, seu pau se inchava de antecipação pelo próximo jorro de seus sucos potentes e poderosos. Ele nunca queria parar de aninhar-se na sua boceta. Ele nunca queria parar de dar prazer a ela.
Marcus perdeu a conta de quantas vezes fez Nita gozar — ele nem sabia o efeito que sua língua estava tendo sobre ela, não com sua mente tão completamente afundada no êxtase de beber seu almíscar salgado. O cheiro e o sabor tinham se tornado seu mundo inteiro, e o tempo perdeu o significado entre as coxas macias e fofas de Nita. Ele poderia ter continuado daquele jeito para sempre. Ele queria continuar daquele jeito para sempre. Os dedos dela se enroscaram em seus cabelos escuros e crespos, puxando-o para mais perto, conduzindo-o a novos patamares de devoção, e Marcus mal percebeu quando seu pau jorrou dentro da cueca boxer. O prazer físico não era nada comparado à felicidade absoluta da boceta da sua amante contra sua língua.
Finalmente, porém, ela o puxou para longe. — J- já chega — ela arfou, a voz enfim vacilante, embora Marcus já não pudesse mais pensar o suficiente para sentir alegria por finalmente rachar sua fachada implacável e sedutora de confiança presunçosa. — Eu... hã, meu Deus, você pode fazer isso comigo a qualquer hora, está ouvindo? Qualquer hora que você quiser lamber minha boceta, tudo que precisa fazer é pedir. — O coração de Marcus se encheu de orgulho e afeição, a ordem afundando em seu cérebro drogado de tesão como uma pedra caindo em águas paradas. Ele sabia que não conseguiria resistir ao desejo de prová-la novamente, fossem as copulinas que ela descrevia reais ou meramente um produto do poder da sugestão, e sabia que voltaria quantas vezes pudesse para beber da fonte de êxtase entre as coxas de sua amante.
FIM