Separados
Bati três vezes e nada. "Kal?" minha voz ecoou pelo corredor. "Tô entrando." Apesar de ter me mudado há três anos, eu ainda tinha as chaves. Mas o apartamento estava completamente diferente de quando eu morava lá ou vinha visitar. O sofá, a mesa de centro, até os abajures tinham sumido, e no lugar havia pilhas de latas de cerveja vazias e caixas de comida manchadas. A Lisa tinha virado as latas de lixo quando foi embora?
"Kal?" ainda sem resposta, e o peso no meu estômago aumentou. A gente não era mais tão próximo quanto antes. Porra, eu soube do término por outra pessoa. Mas já fazia uma semana que ninguém tinha notícias dele, e eu não ia deixá-lo assim... desse jeito.
"Kal?" a porta do quarto dele estava aberta, mas o quarto estava vazio. Uma pilha de roupas empoeiradas e caixas plásticas onde antes ficava a cama. Voltei pelo corredor até meu antigo quarto, o menor dos dois, a porta estava fechada. O carro dele estava estacionado na frente. Respirei fundo, nervoso. Merda, eu ia ter que chamar a polícia?
Soltei um suspiro de alívio ao encontrar o Kal deitado na cama de solteiro velha que eu tinha deixado para trás, enrolado em posição fetal. Olhos injetados bem abertos, e ainda respirando perfeitamente.
"Kal?" repeti, tocando no ombro dele quando não respondeu. Ele se encolheu e virou para me olhar.
"Emre?"
Balancei a cabeça. "E aí, cara, o pessoal tava preocupado com você, então decidi dar uma passada."
"Como é que..." a voz dele estava rouca e ele parecia sem forças até para terminar a frase.
Chacoalhei minhas chaves antes de me agachar para ficar olho no olho com ele. "Quando foi a última vez que você saiu do apartamento?"
"Desde que..." ele apertou os olhos e respirou fundo, de forma lenta e irregular. Abriu a boca de novo para continuar, mas nada saiu.
"Tá bom, então tô aqui" merda. E agora? "Deixa eu pegar água pra você."
Saí do quarto e voltei com a caneca desbotada do Super-Homem que eu tinha dado para ele num Natal. Apesar das piadas ocasionais sobre a escolha nerd dos pais dele, isso nunca o incomodou. Talvez ele até gostasse um pouco. Ter 1,95m e ombros mais largos que um milharal do Kansas também não devia atrapalhar.
Empurrei a caneca na direção dele, e como ele não se mexeu, resmunguei: "Ou você pega a caneca ou eu vou despejar goela abaixo como fiz no aniversário de vinte e dois anos do John."
Ele tossiu de leve antes de se erguer para pegar a caneca. A camiseta velha e desbotada que ele usava tinha rasgado nas costuras ao tentar acomodar os bíceps. A cueca samba-canção surrada que ele vestia era ainda pior. Deixei que ele bebesse em silêncio.
"Porra" tossi com a onda repentina de cheiro. Era como se eu tivesse pulado dentro da bolsa de academia dele. "Quando foi a última vez que você trocou de roupa... ou tomou banho? Você tá podre!"
Os lábios dele se torceram, a poucos passos de um sorriso, mas já era alguma coisa. Ele deu de ombros.
"Ah, não" eu disse, balançando o dedo como uma tia velha. "Levanta."
Ele levantou, e de repente me lembrei de como aquela camiseta era apertada, e que aquela cueca tinha um buraco que mostrava pedaços de pele que eu NÃO ia olhar. "Vai tomar uma ducha. Com sabonete, se conseguir."
Ele pareceu pensar no assunto, antes de concordar com a cabeça e sair andando. Suspirei. Isso estava pior que o 'Kal de ressaca'. Eu precisava fazê-lo falar. Assim que ouvi o chuveiro ligar, troquei os lençóis da cama. Era de solteiro, então a Lisa não tinha levado junto com todo o resto, e tornei a encher a água.
Estava enfiando os travesseiros em fronhas que não combinavam quando o Kal voltou, usando nada além de uma cueca boxer (em melhor estado dessa vez), e desabou na cama. Ele me olhou por um instante, antes de se virar de lado e ficar de costas para mim.
Suspirei e me espremi na cama atrás dele. "Kal" eu disse para a massa de cabelo loiro molhado. "Você precisa se levantar."
"Eu levantei."
"Você tomou banho."
"Sim."
"Quem sabe a gente faz mais alguma coisa, tipo colocar roupa?"
"Não" ele resmungou.
"E comer?"
"Não tô com fome."
Revirei os olhos. "Tá bom, e que tal... ah, caralho!" gritei, puxando a mão do ombro dele. "Você se enxugou pelo menos?"
Houve um bufo. "Só achei uma toalha de mão."
"Lá se vão os lençóis limpos e secos."
"Você não precisava ter..."
"Trocado os lençóis? Eles tavam cheirando a suvaco no verão."
Outro bufo, a voz dele mais baixa dessa vez. "Você não precisava ter vindo."
"Sim" eu disse, ignorando a mão molhada enquanto apertava o ombro dele. "Eu precisava."
O efeito foi imediato. A tensão encolhida dos ombros relaxou, e os músculos do pescoço se soltaram. Passei o braço mais em volta dele e dei um aperto, ensopando minha camiseta no processo. O Kal suspirou e deixou um pouco do peso do corpo descansar contra mim enquanto se virava para os meus braços.
"Valeu."
"Qualquer hora, cara."
Fiquei abraçado com ele por um tempo, e senti a respiração dele diminuir. Por um momento achei que ele estava pegando no sono, mas ele falou de novo: "Não sei o que fazer."
"Bem, você pode começar saindo da minha cama antiga. Há quanto tempo você tá aqui?"
"Tô dormindo aqui nos últimos dois meses."
"Isso... deve ter sido difícil."
"Devia ter sido. Mas..."
"Não, digo, você mal cabe nessa cama. Chega pra lá."
Outro bufo divertido, e ele se ajeitou para me dar mais espaço. Tentei colocar o braço debaixo da cabeça dele, mas ele quase esmagava meu braço toda vez que mexia os ombros. "Desculpa" ele disse, se virando para me encarar, e fui recompensado com um sorriso encabulado. "Não sou muito bom em ser a colher pequena."
"Bom, então reclama com seus pais e a genética deles, seu boi" eu disse, dando um empurrãozinho nele antes de levantar os braços para acomodá-lo.
Outro sorriso, e mal percebendo a mudança, minha cabeça estava apoiada no bíceps dele, e eu o encarava cara a cara. O Kal estava com o outro braço em volta de mim. Um dos meus braços pairava sobre a lateral do corpo dele e o outro estava preso contra o peito dele. Depois de um olhar intrigado do Kal, deixei meu braço cair sobre a lateral do corpo dele.
"Melhor?" ele perguntou.
"Quer dizer, agora tô completamente encharcado. Mas pelo menos tá um pouco menos esquisito. Você não era muito de ficar de conchinha quando eu morava aqui."
Ele pareceu murchar um pouco. "É... eu não percebi o quanto eu gostava disso até ter. Mas aí..." o olhar dele ficou distante de novo. Merda.
"Bom, se você não se importar com a barba por fazer" eu disse, apontando o queixo para dar ênfase. "Não vou recusar."
Os braços dele pressionaram minhas costas, e eu o deixei me puxar para a frente, contra o peito dele. A barba por fazer no peitoral dele pinicou meu nariz, e eu lembrei que a Lisa fazia ele raspar. Uma pena do caralho, eu sempre gostei dos pelos loiros cacheados. Mesmo molhado, ele estava tão quentinho, e eu fechei os olhos, só absorvendo a sensação dele. Não consegui sentir cheiro de sabonete nenhum, só o cheiro limpo dele. E era bom. Nossa, isso era bom pra caralho.
Ah, não.
Ficamos nos abraçando por alguns minutos, e a respiração dele diminuiu. Ereção crescente à parte, eu já estava quase pegando no sono quando o Kal deu um tremor quase silencioso. Comecei a sentir lágrimas quentes no meu pescoço.
"Kal?"
Ele fungou e me apertou. Eu apertei de volta. Deixei as lágrimas dele virarem soluços, e continuei abraçado enquanto ele chorava. Me esforçando muito para não fazer o mesmo.
Por fim, senti que ele começou a respirar fundo, tentando retomar o controle, e me afastei para olhar o rosto manchado de lágrimas dele. Ele desviou o olhar, sem conseguir me encarar, até que eu levantei a mão e coloquei o polegar na bochecha dele. Deus, como eu queria beijar aquela bochecha.
"Ei" mantive a voz suave.
Outro fungado longo. "Desculpa, cara, é que eu não segurava alguém há tanto tempo. Jesus. Eu precisava disso. É que..." ele deu uma respirada longa e trêmula. "Será que eu não sou digno de amor?"
A pergunta foi um coice de mula no peito. "Ah, meu bem, isso é uma puta mentira. Não sei de onde você tirou isso, mas não, você é digno de amor pra caralho."
"Então, será que eu sou só pouco atraente?"
"Como é? Ah, para, agora você tá querendo ouvir elogio. Claro que você é atraente pra caralho."
Ele riu em meio às lágrimas, antes de ficar com o olhar distante. "A Lisa parou... a Lisa não... tinha semanas que a gente nem se beijava. Quando eu descobri que ela tava saindo com outros caras... eu só... eu não valia..." ele respirou fundo para se acalmar.
Ah, aquela calculista, cachorra desgraçada. Um dia eu ia tornar a vida dela muito, muito desagradável. Mas agora: "Kal, seja lá que porra tá errada com ela, é problema dela. Mas você é digno de amor, e com certeza é atraente."
Os olhos dele brilharam. "Sério?"
Revirei os olhos, antes de dar um tapinha no peito dele. "Puta merda, cara, você é doce. Você é gentil, e você é FORTÃO."
Ele riu. "Você... me acha atraente?"
Oh, oh. "Hã... sim... mas acho que não sou seu tipo."
"Você não tá falando isso só por falar?"
"Eu tô literalmente tentando pensar em coisas pra não ficar completamente duro enquanto faço conchinha com você."
Os olhos azuis do Kal se estreitaram, a expressão dele estava indecifrável. Soltei um gritinho quando ele apalpou o volume da minha calça jeans antes de apertar longa e lentamente. Os dedos dele percorreram toda a extensão do meu pau, que estava enrijecendo cada vez mais rápido.
"Kal, MASOQUÊ?"
A expressão dele continuava indecifrável. "Eu... não tinha certeza se você tava falando sério."
"Eu..." minha resposta morreu quando ele apertou meu pau de novo, e meus quadris instintivamente empurraram contra a mão dele. "Isso é prova suficiente para você?" eu estava respirando com dificuldade.
Ele concordou com a cabeça, mas não tirou a mão. "Você quer que eu pare?"
"Não. Mas..." eu deixei minha mão descansar sobre a dele. Ai, Deus, eu não queria que ele parasse.
"Mas?" ele disse, a voz ficando um pouco áspera.
"Você é hétero."
"Agora eu não tô nem aí pra isso" e ele me beijou como um homem se afogando. Gemi nos lábios dele e me aproximei mais. No começo foi quase um machucado, mas conforme ele movia os lábios, foi ficando mais suave. Mas a fome ainda estava lá. Ai, santo Deus.
Ficamos ali deitados por longos momentos, grudados um no outro, nos beijando como adolescentes desesperados. O calor do pau dele pressionava minha barriga. Por fim, todas as vozes na minha cabeça começaram a gritar, e eu me afastei arfando.
"A gente tem que, a gente não pode... você não tá no estado mental certo."
"Emre, pela primeira vez em dias, em semanas, eu não sinto que tô ficando louco."
"Sei não, beijar caras do nada me parece meio loucura."
"Eu não tô beijando caras. Tô beijando você."
Filho da puta com lábia. Eu devia revirar os olhos, mas em vez disso o atraí para outra rodada de beijos. As mãos dele começaram a percorrer meu peito e descer pelas minhas laterais, ele puxou minha camiseta, e com um aceno meu ele a tirou. A água do banho que ainda restava grudou nossos peitos, e eu sorri quando o senti desabotoando minha calça jeans.
"Tem certeza?" eu disse.
Ele concordou com a cabeça, antes de tirar minha calça jeans. Não esperando exatamente algo sexual, eu estava usando uma cueca boxer meio esticada, e a ponta do meu pau aparecia por cima do cós. O Kal não parecia conseguir se conter, e a puxou para baixo. Nosso beijo parou quando ele simplesmente ficou olhando para o meu pau.
"Algum problema?" perguntei, me sentindo mais do que um pouco exposto.
Ele balançou a cabeça e começou a me masturbar. Rolei de costas, fechei os olhos e simplesmente me deixei levar pela sensação. Quando os abri de leve, ele estava me encarando, um sorriso torto no rosto.
"Você tá gostando?"
Eu concordei com a cabeça.
Ele sorriu e rolou minhas bolas com os dedos. Porra. Conforme ele continuava, senti a ponta de um dedo deslizar sobre meu buraco. Pulei quando um arrepio me percorreu, mas ele continuou, sorrindo o tempo todo.
"Tá gostando do show?"
Ele concordou com a cabeça. "Sempre quis saber como você era pelado."
Pisquei. Bom, isso é... hã, uma informação nova. Em vez de deixar meu coração disparar demais, me virei e comecei a beijá-lo de novo. Com uma orientação mínima, empurrei-o de costas e fiquei por cima dele. Deixei meus lábios vagarem pela bochecha e pelo pescoço dele, o que me rendeu um gemido e uma pulsação da virilha dele na minha bunda nua. Não pude deixar de massagear aqueles ombros largos, e deslizei mais para baixo, passando os lábios pelo peito dele, sentindo aquele rastro agradável de barba por fazer. Os mamilos dele não eram muito sensíveis, mas quando dei uma mordida de leve, o corpo dele tremeu sob o meu.
As mãos dele não ficaram paradas. O Kal continuava usando o alcance para me masturbar quando conseguia, e passava os dedos pelo meu cabelo. Quando minha boca passou pela barriga dele, senti a gosma molhada no meu peito e pescoço. Puta merda, a cueca boxer dele estava absolutamente encharcada de pré-gozo.
A curiosidade e o tesão venceram a vontade de ir com calma, e arranquei a cueca dele. O pau grosso e não circuncidado dele bateu na barriga, deixando uma linha brilhante de pré-gozo. Caralho, ele era grosso! Peguei no pau dele com a mão e ele gemeu baixinho em resposta.
Deslizando para baixo, passei a língua na cabeça que mal ficava exposta, e o Kal pulsou com outra fileira de pré-gozo. O gosto morno e salgado me dominou por completo, e comecei a lamber toda a extensão do pau dele, para cima e para baixo, com a outra mão segurando as bolas.
Depois de voltar para a cabeça, fui colocando ele na boca devagar. Deus, eu queria engoli-lo inteiro de uma vez. O prepúcio dele não era folgado, mas ainda assim consegui deslizar a língua para dentro e fazer movimentos circulares a cada passada. Levei um tempo para relaxar a mandíbula, mas logo eu estava chupando pau com um abandono total.
O Kal mal conseguia se controlar, os quadris dele se sacudiam e as pernas se mexiam. Peguei um vislumbre dos dedos dos pés se enrolando, e soube que eu tava começando a chegar perto do limite. Só mais um pouco e...
"Emre" o Kal arfou, com a mão no meu queixo. "Eu vou gozar se você não parar."
"Você quer gozar?"
O Kal mordeu o lábio por um instante. "Eu meio que queria tentar te comer. Se tudo bem."
"Você... quer me... comer?"
Ele balançou a cabeça vigorosamente, e eu senti o pau dele latejar em concordância.
Revirei os olhos. "Você tem lubrificante?"
"Merda... hã, será que a gente pode só..." ele puxou o próprio pau, produzindo outra gota prodigiosa de pré-gozo.
"Engraçadinho. Seu pau é grosso demais pra fazer isso."
Ele deu de ombros, outro sorriso encabulado no rosto. "Culpa da minha genética?"
"Vou mandar um cartão pros seus pais" respondi, indo até o banheiro e voltando com uma loção corporal velha de uma das gavetas. Meio nojento, eu sei, mas foda-se, momentos de desespero pedem medidas desesperadas.
O Kal sorriu quando eu montei nele. Embora os olhos dele ainda estivessem vermelhos, a dor anterior parecia distante. Comecei a lubrificar o pau dele com um movimento de torção, e por um instante me preocupei que aquilo fosse o fim para ele. Deus, ele realmente produzia baldes de pré-gozo.
Me levantei e o guiei para dentro. Já fazia um tempo, mas a lenta dilatação, o calor, a sensação de preenchimento eram intoxicantes. Fui colocando ele centímetro por centímetro com longas expirações, sem confiar em mim mesmo para enfiar tudo de uma vez. Quando o Kal colocou aquelas mãos largas e fortes nos meus quadris, o alívio tomou conta de mim, e meu corpo relaxou até o fundo no colo dele. O Kal suspirou, com os olhos entreabertos.
Por um instante ficamos só sentados ali juntos, minhas mãos espalmadas no peito dele. Mas o leve movimento dos quadris dele me arrepiava, e eu precisava me mexer junto. Logo eu estava cavalgando ele, ainda não rápido, mas apenas deixando nós dois entrarmos no ritmo.
Conforme o ritmo aumentava, nossas mãos começaram a vagar de novo. Havia algo naqueles ombros largos que implorava para ser massageado. As mãos do Kal agarraram minha bunda me abrindo bem, e senti que ele começou a colocar um pouco mais de força ao subir para me encontrar.
Um gemido absolutamente digno de filme pornô escapou antes que eu conseguisse fechar os lábios. Virei o rosto, queimando de vergonha, e a mente cheia de imagens do Kal me empurrando para longe. Eu já tinha ficado com a minha cota de caras 'héteros', e a coisa que matava o clima mais rápido era lembrá-los de que estavam fodendo outro homem. Como era de se esperar, o Kal diminuiu até parar e ficou olhando.
Com o rosto a centímetros do meu, eu mal podia ignorar a expressão intensa no rosto dele.
"Mil desculpas, eu sei que..."
"Eu quero te ouvir" a voz dele estava baixa.
"Hã?"
"Eu quero. Te ouvir." ele disse, antes de colar os lábios nos meus e me levantar do colo dele. Com pura força, o Kal começou a me quicar no pau dele. Santo Deus. Eu não sou um cara grande, mas nunca tinha sido manipulado assim. Minhas pernas se enrolaram em volta dele e eu me agarrei com unhas e dentes. Entre o aperto dos braços dele em volta de mim e a pressão martelante, eu não teria conseguido ficar quieto nem se tentasse.
Kal me levantou e, com um movimento suave, me colocou de costas. Com ele agora por cima, aumentou a velocidade e a força. Logo estávamos os dois gritando juntos. A cada estocada que ele dava em mim, eu tremia. Queria fazer mais, mas cada investida praticamente resetava meu cérebro; tudo que eu conseguia fazer era agarrar os bíceps de granito dele e gemer em seu ombro.
"Em... Em... tô quase lá." Ele rosnou no meu ouvido. E eu me recostei para ver o rosto dele nublado de prazer. Meu Deus, como ele era lindo. Ele tentou dizer algo, mas eu o beijei, e aquilo bastou. Seu ritmo se desfez, e ele estremeceu com estocadas profundas e irregulares, gemendo longamente ao gozar.
Uma pressão cresceu dentro de mim quando senti o calor da porra dele pulsar em mim repetidas vezes. Era demais, e, sem nem tocar na minha ereção, eu gozei junto com ele. O mundo ficou embaçado. E a cada estocada irregular, outra onda de prazer me percorria. Depois do que pareceu uma eternidade feliz, ele desabou sobre mim.
Ficamos assim por um tempo, até que ele começou a rir baixinho. Quando finalmente rolou para o lado, ainda me segurando perto, sua expressão…
"O quê?"
"Jesus, acabei de perceber que tô com uma fome do caralho. Quer sair pra jantar?"
"Ah, AGORA você quer levantar? Bom, a gente pode ir assim que eu conseguir andar, porra."