Contos eróticos para ler inteiros.

Crossdressing

Quadris Largos para um Cara

geise198820 min

— Sabe — Mary provocou a criatura pálida, macia e esguia — provavelmente é por causa dos doces que você come o tempo todo. — Ela continuou com uma risadinha — É por isso que você é tão baixinho. E por que sua bunda é tão grande.

— Cala a boca. — Phil disse com uma voz rouca e andrógina enquanto continuava clicando no jogo. Ele estava chupando um pirulito que ela tinha acabado de dar. Ele mal tinha um metro e quarenta, e com uma camiseta larga e shorts era difícil dizer que ele era um ele. Ele parecia uma versão mais reta e um pouco mais alta da irmã. Mas ainda era tão fofo. — E para de ser tão esquisita.

— Sua irmã disse que você é sensível com isso. — Mary falou inocentemente. — Só estou tentando ajudar.

Ele rosnou e triturou a bala dura, terminando de comê-la. Ele nunca desviou o olhar do jogo que estava jogando. — Não preciso da sua ajuda.

— Então, que tal outro trabalho? — Ela perguntou. Phil lhe lançou um olhar irritado de lado, mas não disse não. Ele geralmente estava disposto a ouvi-la se ela o subornasse com doces primeiro. Ela continuou com uma mordida sincera no lábio — Sua irmã não está em casa. Ela disse que ficaria fora por algumas horas. E ela estava comentando que você ainda não pagou sua metade do aluguel. — Ela engoliu em seco — Já encontrou um emprego de verdade?

— Eu sou streamer! — A voz de Phil se elevou, mas ele mesmo não parecia acreditar. — Eu ganho dinheiro.

— Você ganha o suficiente?

Ele não respondeu.

— Vejo que deixou o cabelo crescer. — Ela entrou no quarto atrás dele e cruzou as pernas longas ao sentar e se recostar na cama desarrumada dele. — Como eu pedi. Isso significa que quer fazer de novo?

— Só não tive tempo de cortar. — Ele disse, ainda sem olhar para ela.

— Mas você raspou as pernas. — Ela comentou. Ele ficou em silêncio. — Raspou todo o resto também? — Ela perguntou. Ele clicou o mouse mais algumas vezes. Ela o viu suspirar e desligar o computador. Ele girou na cadeira para encará-la. — E acho que você perdeu um pouco de peso também. — Ela comentou gentilmente.

— Obrigado. — Ele se recusava a fazer contato visual. Cruzou os braços e os joelhos se apertaram juntos.

— Você tem feito mais agachamentos, não tem? — Ela disse. — Dá para perceber...

— O que você está oferecendo? — Ele interrompeu. — Meu tempo é valioso, sabe.

— Certo. — Ela o tolerou. Enrolou uma mecha do longo cabelo loiro e o avaliou de cima a baixo. — Acabei de receber meu salário. — Ela disse. — Estaria disposta a pagar mais do que da última vez. — Ela continuou. — Mas eu gostaria de mais. — Ela insinuou.

Phil estava corando. Era adorável. — Esquisita. — Ela prendeu a respiração enquanto ele dizia isso e se levantava. Ele ia fazer. Ela mal conseguia conter a empolgação. Ele foi até a porta, fechou-a e trancou. Os olhos dela estavam fixos em como os quadris largos dele se moviam de um lado para o outro nos shorts. — Você tem sorte de eu não contar para ninguém o quão tarada você é. — Ele murmurou. — Doente. Que tipo de garota gosta desse tipo de coisa?

— Me mostra. — Ela disse, sugando a baba do canto do lábio.

— Me pague primeiro. — Ele exigiu.

Ela pegou a bolsa e tirou algumas notas de dólar.

— Ah, claro. — Ele revirou os olhos.

Ela franziu a testa e pegou mais algumas — Você está se tornando um pirralho mimado, sabia?

Ela tirou cinco notas de dólar. — E então?

Ele foi até lá para pegá-las. Ela as segurou para trás — Nananina! Não até eu ver a mercadoria!

Ele estava vermelho como um pimentão quando se virou. Levantou a camiseta sobre a barriga. A camiseta se amontoou no peito enquanto ele se curvava. O traseiro dele estava sobre o colo dela. Os quadris dele se inclinavam profundamente nas costas como uma stripper.

Ela olhou para ele como se quisesse mais. Ele abaixou as calças abaixo de uma nádega. Ele ainda evitava o contato visual com ela. Olhava pelo canto do olho.

Ele estava usando a calcinha preta que ela havia lhe dado antes. Estava enfiada entre as nádegas e emoldurava bem a bunda feminina e empinada dele. Ela engoliu em seco e apreciou a visão por alguns segundos.

— E então? — Ele perguntou, a voz falhando aguda.

— Rebola um pouco. — Ela pediu.

Ele hesitou antes de abaixar as calças até as coxas. Então balançou de um lado para o outro. — Assim?

— Isso! — Ela assentiu freneticamente. Inclinou-se para frente e cuidadosamente encaixou as notas de dólar no cós da calcinha de Phil. Phil pareceu assustado, mas não a impediu. — Agora — os dedos dela agarraram os joelhos com desejo ansioso — sacode? Para cima e para baixo?

Ele colocou as mãos nos joelhos e fez isso. A bunda dele dava voltas e mais voltas na visão dela. Não era um twerk completo. Ele não estava envolvido. Mas o volume dele ainda quicava. Ela desviou os olhos para o rosto dele e o pegou olhando para ela antes de desviar os olhos para cima e para longe. — Aberração. — Ele disse para ela. Então levantou as calças de volta.

— Ei — ela disse enquanto ele se afastava — quanto para você, hã — ela olhou para o cabelo dele — prender em maria-chiquinha?

— Quanto você está oferecendo? — Ele perguntou.

— Mais cinco dólares? — ela ofereceu.

— Vinte.

— Vinte?! — Ela exclamou — Você me deu uma lap dance por cinco!

— A escolha é sua. — Ele deu de ombros. — Meu cabelo, minhas regras.

Ela resmungou — Oito.

— Quinze.

— Nove — ela disse — mas só se você amarrar a camiseta também.

— De jeito nenhum. — Ele balançou a cabeça.

— Tá bom, dez. — Ela implorou — mas as calças saem também. — Ela disse. — Como da última vez.

Ele pensou a respeito. Suspirou e pegou os elásticos de cabelo na gaveta. Ela assistiu com alegria enquanto Phil prendia o cabelo e a camiseta como a putinha dos sonhos dela. Então, com uma expressão de orgulho misturado com humilhação, ele deixou cair os shorts sobre as pernas grossas. Eles caíram nos tornozelos e ele saiu deles. Ela podia ver o pequeno volume na frente. Ele a pegou olhando e se virou de lado. Esse ângulo também era maravilhoso. Ela via a curva das pernas se transformando nos quadris e na parte inferior da coluna. A cintura fina então virava para a frente da camiseta larga que imitava seios. O queixo dele estava erguido com incredulidade.

— Você é lindo. — Ela assentiu e sorriu. — Vem aqui. — Ela o incitou a se aproximar dela. Ele relutantemente se balançou na direção dela. Ela observou os quadris e o volume dele. — Puxa a camiseta para baixo, como eu pedi. — Ele desviou o olhar enquanto se curvava, o rosto chegando perto do dela. Ela podia ver dentro da camiseta antes mesmo de ele passar a barra pela gola em um nó. Assim que fez isso, ela também pôde ver o sutiã que ela havia comprado para ele. Ele estava nu dos quadris até a base do suporte roxo. — Está lindo, querido. Você não acha que cabe tão bem?

— Eu sou um cara, sabe. — Ele rosnou em um sussurro. Soava como se ele estivesse tentando mais se convencer do que a ela. — Caras não deveriam usar esse tipo de coisa.

— Você está certo. A maioria dos caras não consegue preencher um sutiã tamanho C. — Ela sorriu para ele. — Mas você consegue fazer isso tão bem! — Ela enfiou duas notas de cinco em um dos bojos. — Agora, se eu estiver certa — ela continuou enquanto ele se levantava com um arco nas costas — você ainda precisa de algumas centenas para pagar o aluguel, certo?

Ele se defendeu. — Estou apenas começando com o streaming, ok? Eu ainda ganho dinheiro!

— Claro. — Ela assentiu e concordou — Então, de quanto mais você precisa?

Os lábios dele estavam tensos — Não preciso te contar isso. — Os braços dele cobriam o volume.

Pela expressão e postura dele, ela presumiu que ele precisava de muito mais para ir mais longe. Ele estava ainda mais desesperado do que no mês passado. Mesmo assim, não havia necessidade de pressa. Ela se perguntou até onde tentar.

— O que você acha de fotos? — Ela perguntou. — Não vou mostrar para ninguém...

— De jeito nenhum! — O corpo dele se contraiu ainda mais.

— E que tal — ela começou — dez dólares?

Ele fez beicinho — Faça uma oferta de verdade.

— Tá bom. Vinte. Mas eu escolho a pose.

Ele fez beicinho mais profundo. Que pirralhinho adorável. Ele fez uma careta antes de dizer — Não pode mostrar o meu rosto, ok?

— Ok. — Ela assentiu. — Isso é justo.

— E se for muito esquisito, eu cobro extra. — Ele acrescentou.

— Que tal — ela ponderou — algumas daquelas poses de ioga? Você tem praticado elas como eu pedi? — Ele não respondeu. — Que tal — ela mordeu o lábio — aquela em que você fica de pé com as pernas afastadas, os joelhos travados, e está tocando os tornozelos?

Ele hesitou antes de suspirar e se inclinar. — Vira, bobinho. — Ela disse — Quero ver por trás. — Ele hesitou mais. Por um momento, torceu o tronco como uma criança impertinente. Finalmente, ele se virou frustrado e obedeceu. Olhou para ela por entre as pernas. Ele se esticou tanto que o peito tocou o chão e as costas arquearam profundamente com a bunda no ar.

— E então? Tira a foto. — Ele tentou apressá-la. — Mary?

— Desculpa! — Ela se desculpou. Estava distraída demais. A calcinha esticava tanto que quase desaparecia no rego dele. Ele estava lisinho e limpo em todo lugar. — Você pode esconder o rosto olhando para frente, ok? — O queixo dele descansou no carpete à sua frente. Ela tinha uma visão ótima da bunda, do volume, do abdômen, das pernas e até do peito empinado dele preso em bojos caros. O coração dela batia rápido enquanto ela tirava a foto.

— Pronto? — Ele se ergueu até a metade, a mão nos joelhos. Esse ângulo também era maravilhoso.

Ela apreciou antes de responder — Mais uma? Assim?

— Ah. Tá. — Ele concordou.

— Você pode cobrir os olhos assim? — Ela colocou a mão na frente dos olhos com um sinal de paz. — Quero ver mais do seu rosto nesta.

— Acho que sim...

— Ah, e — ela acrescentou — você pode abrir a boca e botar a língua para fora também? — Ele parecia reticente. — Pago mais dez? — Ele fez uma careta antes de tirar uma mão do joelho, cobrindo os olhos com um sinal de paz, e pôs a língua para fora.

— Aha~ — Um guincho escapou dos lábios dela enquanto ela tirava a foto. Ela inspirou fundo e agradeceu aos poderes constituídos por essa oportunidade.

Ele se levantou de novo, as pernas ainda arqueadas — É isso? Por duas fotos eu realmente deveria cobrar mais...

— Quanto você cobraria — ela engoliu em seco — se eu pedisse para você usar adereços?

— Adereços? — Ele ergueu uma sobrancelha. — Tipo o qu... — Os olhos dele se arregalaram quando ela tirou um dildo da bolsa. Os olhos dele ficaram grudados nele com choque. — D-d-de jeito nenhum!

— Não vai entrar em você nem nada! Eu prometo! — Ela implorou. Ela nem ousava pensar que poderia convencê-lo a fazer isso hoje. Essa era uma missão para outro dia. — Só, sabe, tocar nele. — Ela explicou. Ela queria acostumá-lo com aquilo. Aclimatá-lo à ideia lentamente.

— Isso é, tipo — ele cobriu a virilha, a pele ficando vermelha como um pimentão — super gay.

O garoto curvilíneo que tinha lhe dado uma lap dance de lingerie ainda estava bem confiante de que era sexualmente baunilha. Por um lado, era irritante. Por outro, era adorável. Ela aceitou a relutância dele com um suspiro. — Que tal você me dar duas fotos com esse adereço — ela perguntou — e aí eu faço cem dólares redondos? — Ela tirou cinco notas de vinte dólares. — Isso vai ser suficiente para o aluguel?

Os punhos dele se apertaram e ele olhou para baixo e para o lado. Às vezes ela se sentia mal por explorar a situação dele, mas, por outro lado, não estava forçando ele a nada. Ela sentia que estava ajudando ele a se abrir, se é que isso fazia sentido. — Tá bom. Mas só mais duas fotos. — Ele disse — e fica do lado de fora! — Ele exigiu.

— Claro. — Ela se sentiu trêmula. Uma vez em casa, ela sentia que ia explodir nos lençóis umas cinco vezes antes de dormir. Antes disso, claro, ela precisava das fotos. — Então, para a primeira — ela pensou longamente antes de dizer — fica aí e se curva de novo, ok? — Ela se levantou e andou para trás dele. A diferença de altura entre os dois era ainda mais evidente agora. Ele se virou para longe dela com vergonha. Ele era pelo menos uma cabeça e meia mais baixo do que ela. — Rosto no chão? — Ela perguntou. — E bunda para cima?

— Você tem uma cara de pau... — Ele murmurou e obedeceu. O arco da coluna e a redondeza do traseiro a poucos centímetros do próprio sexo dela a fizeram formigar toda.

— Phil? — Ela perguntou — P-posso te segurar?

— Sem tocar! — Ele exigiu.

Ela estava desesperada — E que tal mais vinte? — Ela implorou. — Aí posso só te segurar? Só nos quadris?

Ele pensou a respeito, o rosto rente ao chão. — Tá.

— E posso colocar o adereço entre nós?

— Aff, tá! — Ele concordou. Ela colocou o brinquedo de silicone entre as curvas dele e o pressionou contra a frente do jeans dela. Ela se arrepiou ao fazer isso. Os arrepios dela passaram para ele e ela viu a bunda bulbosa dele balançar e apertar, contraindo-se no pau enfiado ali. — Ei! Para com isso! — A voz dele falhou ao dizer. — N-nada de se esfregar nem nada! — Ele disse.

— Desculpa! — A respiração dela estava ofegante. Os batimentos cardíacos soavam nos ouvidos. Ela sentia como se fosse sujar o jeans de tão molhada que estava. Aquilo era tão intenso. Estava mais perto das fantasias dela do que jamais imaginara ser possível. Ela pegou o celular e tirou a foto do melhor ângulo que pôde enquanto ele olhava para o outro lado. Ela colocou a mão no quadril dele, que parecia um guidão, e apertou com força no momento em que tirou a foto. Ela o sentiu tremer com a pressão. — Pronto! — Ela tirou o pau de plástico de entre eles e deu um passo para trás.

Phil imediatamente se levantou e cobriu a virilha — Já terminamos? — O corpo dele estava tenso e trêmulo. — Você me deve cento e vinte.

— Mais uma foto. — Ela sentou-se de volta na cama e colocou o pau entre as pernas. — Você pode ficar de joelhos e...

— Longe demais! — Ele balançou a cabeça e se virou para longe dela. — Você disse que não entra em mim!

— Só no seu rosto. — Ela disse. — Ok?

Ele olhou para o pau balançando nos quadris dela, depois para o rosto dela. — Tá bom, mas isso é tudo por hoje, ok? — Ela o observou ajoelhar-se cuidadosamente aos pés dela, as mãos ainda cobrindo o próprio pau. Enquanto ele se movia, tentava esconder, mas ela notou com assombro por que ele estava tão ansioso para encerrar essa sessão.

Ele estava duro. Ele estava tentando cobrir e segurar para baixo, mas ela viu como o comprimento puxava o tecido e o apertava. A ereção dele lutava contra os punhos enquanto ele se acomodava entre os joelhos dela.

— Phil. — Ela disse suavemente — Você não está animado com isso, está?

— O quê? Claro que não! — Ele exclamou.

— Tudo bem se estiver...

— Se você continuar dizendo coisas esquisitas assim, essa é a última vez que eu vou...

— Tá bom. — Ela suspirou e o deixou manter a dignidade. — Mas — ela teve uma última ideia de como pressioná-lo — já que essa é a última foto do dia, você poderia segurar? — Ela perguntou. — E, talvez — ela estava abusando da sorte — lamber?

Os olhos dele estavam arregalados e o corpo tremia desesperado — Não foi isso que combinamos. — Ele grunhiu.

— Eu pago mais dez. — Ela disse.

— Não. — Ele balançou a cabeça.

— Mais vinte? — Ela disse. A determinação dele estava vacilando. Ela fez a oferta final — Mais cinquenta. Além dos cem que já te devo. Cento e cinquenta no total. — Ela disse — Mas você tem que colocar a ponta na boca.

— Você — ele olhou ao redor do quarto antes de forçar um sorriso presunçoso no rosto e colocar os dedos trêmulos ao redor do pau dela — você realmente é uma tarada desesperada, não é? Para pagar tanto dinheiro por isso? E eu posso ver que você está tão molhada que está encharcando as calças. Não é à toa que não consegue um namorado. — Ela tolerou o comentário dele enquanto ele segurava a própria ereção furiosa com uma mão e enfiava o rosto com dois centímetros do pau dela com a outra. Ela quase sentiu. Era quase como um pau de verdade. Ela quase sentiu o calor macio dos lábios dele. Quase sentiu a língua tocar a base do pau dela. Ela deu uma leve estocada de novo. A base do brinquedo foi empurrada para frente pela pélvis dela. Ela não conseguiu conter a luxúria. Os olhos dele se arregalaram quando ela sem querer enfiou mais fundo. Ele fez uma careta e ela puxou para fora, desculpando-se — D-desculpa!

Ele permaneceu no lugar enquanto ela pegava o celular e mirava. Então, no último momento, quando tinha tudo o que queria na visão, ela começou uma contagem regressiva — Três, dois... — Então disse, com surpresa — Ah! Espera! Cubra o rosto!

Os olhos dele se arregalaram quando ele se lembrou. Ele levou a outra mão e cobriu os olhos bem a tempo. Ela conseguiu tirar uma foto da boca dele ao redor do pau dela, e do pau dele saltando para fora da calcinha no chão.

Levou apenas um segundo para Phil perceber como ela o tinha enganado. Ele cuspiu o pau e escondeu o próprio atrás dos punhos de novo — D-doente! — Ele se levantou e se virou para longe dela. — Você me enganou!

— Espera! — Ela colocou o brinquedo na bolsa, levantou-se e esperou que ele a notasse. Ele se virou com uma expressão rabugenta. — Aqui. — Ela lhe deu o dinheiro. — Espero que seja suficiente. — A princípio, ele não pegou. — Posso apagar aquela última, se você quiser.

Então ele arrancou o dinheiro. — Tá bom. Tanto faz.

— Se não for, posso te dar mais. — Ela ofereceu. Ele desviou o olhar de má vontade. — Você não precisa fazer mais nada por mim. Se for mais uns duzentos pro aluguel, posso simplesmente te emprestar.

— Não, já deu. Pode ir. — Ele vestiu a calça de novo e se sentou na cadeira gamer. Começou a carregar o jogo outra vez. Soltou o cabelo e tirou a camisa. Mary suspirou. Esperava não ter passado dos limites dessa vez. Caminhou em direção à porta. Antes de sair, ouviu: — Mary? — Ela parou e se virou para ele. Ele não estava olhando para ela quando disse: — Tenho ganhado mais dinheiro ultimamente, mas — resmungou —, se você quiser voltar mês que vem, por precaução, também está bem.

Ela sorriu. — Certo. Uma pervertida como eu tem necessidades, não é? — Ele grunhiu enquanto ela o deixava com seus jogos.

~

— Meu irmão é realmente o pior. — Susan era irmã e colega de quarto de Phil. Mary caminhava com ela pela rua enquanto Susan continuava a reclamar: — Tudo o que ele faz é jogar videogame o dia todo.

— Ele tem sorte de ser bonitinho. — Mary refletiu.

— Não acredito que você está namorando ele…

— Não, não estou. — Ela disse sem emoção. Não tinha certeza se realmente queria que aquilo fosse algo de longo prazo. — Somos só amigos. Eu só empresto dinheiro para ele às vezes, só isso. — Continuou: — Ele está tentando fazer da carreira de gamer uma profissão, sabe. Não sei quanto dinheiro ele ganha, mas acho que quase deu para pagar o aluguel este mês.

— Ah, então você emprestou dinheiro para ele de novo? — Susan balançou a cabeça. — Você está incentivando ele, sabia?

— Não consigo evitar. — Mary riu. — Então, ele pagou o aluguel este mês? — Perguntou. Fazia apenas um dia desde que lhe dera todo aquele dinheiro.

— Ah, sim. Ele pagou adiantado, na verdade, já faz umas semanas.

— Quê? — Mary parou. — Ele o quê?

— Você deveria saber, com todo o dinheiro que dá para ele. — Susan suspirou. — É a única forma de ele estar pagando o aluguel tão cedo agora, até onde sei. Ele está pagando adiantado há uns dois meses.

— Mas… — Mary piscou. — Mas isso foi antes de eu dar qualquer coisa para ele… — Ela parou de falar. Ele devia estar ganhando dinheiro suficiente para o aluguel já há muito tempo.

Então por que ele ainda deixava ela mandar nele?

Ela sentiu o corpo inteiro formigar com a conclusão a que chegou.

Ele gostava dela. Ele devia gostar muito dela. Isso, ou devia gostar muito do que faziam juntos. Ela não sabia de qual opção gostava mais, mas ambas a faziam se sentir aquecida por dentro. Um tipo diferente de calor, no entanto.

— O que você estava dizendo? — Susan perguntou.

— Nada! — Ela balançou a cabeça. — Só pensando em… — Hesitou e então concluiu com um sorriso malicioso: — O que vou fazer na próxima vez que ver seu irmão.

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