Possessão
As horas passavam mais devagar que melado. James estava sentado ali ouvindo algum subalterno tagarelar sem parar sobre a conferência que se aproximava.
— Então, se tudo correr bem, vou dar uma olhada naquela vista do escritório vago do 14º andar, hein, Sr. Jeffers?
Edward encarou os olhos inexpressivos e oceânicos de James.
James Jeffers era uma obra-prima. Um belo demônio alto, de cabelo castanho claro, traços faciais angulosos e pele perfeitamente bronzeada. Mas o que deixava todas as mulheres malucas por ele eram os olhos azuis mais claros que alguém já viu. E um ano atrás, James estava passando o rodo nas mulheres usando sua aparência como isca. Mas ele era do tipo que pega e solta. Aos 34 anos, já tinha tido sua cota de aquecedoras de cama. Sua incapacidade de sossegar era vista como um defeito pela maioria dos amigos, que já haviam se casado e estavam tendo filhos. E não era seu único defeito.
Outro de seus defeitos: falta de paciência.
— Hmm? É, parece viável. Ed, talvez a gente retome o resto dessa discussão amanhã. Depois de resolvermos o caso Collins — James disse rapidamente, com medo de ter sido pego sonhando acordado.
— Claro.
Quando Edward saiu, seu passo diminuiu ao ver Elsa indo em direção ao escritório de James.
Elsa Sawyer era sexo em forma de vestido. Ela tinha uma confiança — uma arrogância — que deixava tanto homens quanto mulheres ofegantes aos seus pés. Seus traços nórdicos lhe davam um semblante angelical. No entanto, seu corpo curvilíneo e pequeno foi feito apenas para atos pecaminosos. A maioria dos homens sonharia em possuí-la, enquanto James só tinha pesadelos.
— Edward, feche a porta atrás de você — Elsa riu maliciosamente enquanto desfilava passando pelo cão ofegante. — Jimmy, como vão as coisas?
Ouvi pela fofoca do escritório que você tem tentado a sorte com encontros às cegas. Conheceu alguma moça especial?
Ah, Elsa. Ela sempre sabia exatamente o que dizer para deixá-lo louco. Não fazia muito tempo que ela havia sido aquela "moça especial". Ele achou que tinha encontrado uma mulher com quem pudesse ficar. Pensou que ela sentia o mesmo. Ela o deixou cortejá-la sabendo onde aquilo ia dar, só para rejeitá-lo quando ele a pediu em namoro.
Como se não fosse humilhante o bastante fazer tal proposta como um adolescente espinhando espinhas. O olhar de pura satisfação dela o havia deixado maluco, como se ela tivesse sonhado com aquele momento. Ela murmurou algo sobre não serem compatíveis e como não via o relacionamento progredindo.
— Não. Há algo relacionado a trabalho que você veio discutir?
— Jimmy, por que está sendo tão seco comigo? Tanto faz, isso não vem ao caso. Aqui está o arquivo Monroe, chefão.
Elsa amava o controle que tinha sobre James. Adorava ver o quanto o deixava desconfortável. Como ele saía de uma sala quando a via flertando com colegas. Como seu rosto ficava vermelho quando ela mencionava sua vida amorosa. Mas amava particularmente vê-lo se contorcer com uma barraca armada nas calças quando ela mostrava um pouco mais de perna do que seria considerado apropriado. A melhor parte era que ambos sabiam que ela não podia ser demitida. Ele precisava dela. Seus contatos, sua sagacidade nos negócios, sua atitude implacável. Ela seria um grande prejuízo se ele a perdesse para um concorrente.
Ela adorava ser a mocinha que transformava o grande e malvado James Jeffers em um gatinho domesticado.
— Sim? — James perguntou num tom irritado.
A expressão divertida dela o inflamou.
— Nada, querido. Tenho que ir. Tenho planos para esta noite. — Ela deixou que a mente dele carregasse essa afirmação.
— Me faça um favor e não desperdice este fim de semana remoendo enquanto o resto de nós se diverte. Sabe, às vezes fico acordada a noite *toda* preocupada com você. — Ela deu um beijo em sua bochecha enquanto o deixava imaginando o verdadeiro motivo pelo qual ela ficaria acordada a noite toda.
Quando a porta se fechou com sua partida, James deixou a cabeça bater na mesa com força.
Ele não sabia quanto mais disso poderia aguentar. Sempre fora um playboy cabeça quente. Ele e seu terapeuta haviam desenvolvido uma relação bem próxima enquanto tentavam controlar seu temperamento agressivo e seu desdém pelas mulheres. Mas toda vez que Elsa estava por perto, ele corria o risco de regredir. A pior parte de toda a provação era todo mundo presumir que ela havia levado a melhor sobre ele. Claro, ela o excitava e ele adorara suas escapadas sexuais. Mas sua verdadeira razão para querer ficar com ela era porque ela parecia tão autossuficiente, independente e segura de si. Ele pensou: '*Aqui está uma mulher que não vai me ligar a toda hora e molhar meu ombro de ranho enquanto despeja emoções que eu não quero viver com ela. E certamente não vai fazer joguinhos.*' Mas ela ainda era só mais uma mulher, e por acreditar que fosse diferente, ele foi um tolo. Mas não mais.
Ele ficou ali ponderando o que havia acontecido com seu estilo de vida invejável e como recuperá-lo, junto com um pouco de sua dignidade. Sem que ele soubesse, a resposta veio batendo levemente à sua porta.
— Entre.
— Oi. Sr. Jeffers? Eu sou a Danielle, a temporária cobrindo a licença da Annette Stuarts.
James ficou completamente estupefato com a jovem beldade diante dele. Ela tinha uma tez que o lembrava xarope de bordo e olhos grandes e expressivos, do tom mais escuro de castanho. Seus lábios tinham um biquinho natural, exagerado por seu nervosismo e pelo narizinho arrebitado e franzido. Uma cabeleira espessa e rebelde, em camadas na altura do meio das costas, emoldurava seu rosto delicado.
— Ah. Você parece confuso. Você é um homem ocupado. É, você provavelmente nem sabe quem ela é — ela tagarelava de um jeito que parecia estar falando consigo mesma.
— A Annette — NÃO! A Sra. Stuarts — é secretária do Sr. Randall. Hã, o Sr. Randall do outro lado do corredor. Bom, é... ela teve um bebê! Está de licença e precisava de uma substituta.
Ela era um feixe de nervos, essa aí. Embora ele soubesse de quem ela falava, e na verdade gostasse bastante da Annette, deixou-a continuar.
— Eu sou essa substituta. A Danielle. Eu. Danielle Gregory. Vou ficar aqui o verão todo. O verão todo. Hmm? O Sr. Randall me pediu para pegar algo com você e, por mais que eu tente, não consigo lembrar. Aff, senhor?
A essa altura, ele não conseguia conter seu sorriso diabólico. Ela era a candidata perfeita para sua reintrodução à sua solteirice despreocupada. Muito fraca de espírito para resistir ao seu charme, isso se sua aparência por si só não bastasse.
— Acho que era o relatório trimestral. Está bem aqui — ele disse, apontando para um canto de sua mesa. Ela foi até lá pegá-lo.
— Ah, obrigada. Teria sido tão embaraçoso voltar e perguntar qual era minha tarefa — ela riu uma risada sem humor.
Ela lhe lançou um sorriso tímido e virou-se para a porta. Foi então que ele pôde admirar a curva delicada de suas costas que levava à sua bunda torneada. Era linda. Não grande, mas incrivelmente empinada, como se implorasse para levar umas palmadas. Abaixo, um par de coxas longas e esguias que ele imaginou pressionadas contra os seios dela enquanto suas pernas pendiam sobre os ombros dele e sua boceta recebia a martelada forte de seu pau.
Enquanto ela se dirigia de volta ao corredor, James a chamou. Ela inspirou fundo, percebendo que o momento constrangedor ainda não tinha passado, e se virou lentamente.
— Sim?
— Volte aqui.
— Esqueci alguma coisa?
— Na verdade, esqueceu. Meu número. — *Elementar*, ele pensou.
Infelizmente para ele, ela pensou o mesmo. Seu temperamento estranho se desfez e foi substituído por um olhar bastante severo.
— Embora eu seja temporária, gostaria de manter minhas relações aqui profissionais.
E com isso ela saiu pisando duro rapidamente. James, no entanto, manteve o mesmo sorriso no rosto. Foi então que ele percebeu o quanto sentira falta da caça.
~
Quando as 5 horas se aproximavam, James ficou muito irritado. Achou que o relógio de seu escritório estava quebrado porque o tempo parecia literalmente ter congelado.
Ele estava muito ansioso para sair do trabalho esta noite e começar sua busca por Danielle. Ele conseguiu puxar delicadamente algumas informações de seu assistente sobre o que alguns dos funcionários mais jovens da empresa gostavam de fazer nas noites de sexta-feira e perguntou casualmente sobre a garota nova.
— Ah, ela é bem legal, né? Passando o verão em casa depois de ter ficado na Califórnia no ano passado — Jordan contou.
— Califórnia? — James perguntou.
— É, ela estuda lá.
— Ela ainda está na faculdade? Quantos anos ela tem?
— Acabou de fazer 20.
*Velha o suficiente para seus propósitos*, ele refletiu.
— Certo. Bem, você pode ir agora, Jordan.
— Obrigado, Sr. Jeffers!
James rapidamente organizou suas coisas e foi para casa se arrumar. Esta noite ele visitaria um clube meloso de poesia. Um clube onde ele esperava que Danielle estivesse.
Ele tomou banho e fez uma aparada leve. Dirigiu até o clube e rapidamente observou o grupo, mas antes de permitir ser visto, precisava ter certeza de que o motivo de sua ida estava lá.
Ela estava. Mas James logo ficou muito enfurecido porque lá estava Jordan... bem ao lado dela. Eles estavam afastados do resto da turma. Ele sussurrava em seu ouvido, fazendo-a rir. Ela batia de leve em seu peito. Estava flertando com ele. AQUELA PUTA! Era sua primeira semana no trabalho e ela já havia cravado as garras naquele cretino. Algumas horas atrás, estava bancando a profissional e ali estava ela flertando com seu secretário. Ele marchou até lá sem pensar no que ia fazer.
— Jordan!
Jordan e Danielle se endireitaram rapidamente, mas ainda estavam se segurando de brincadeira. Danielle revirou os olhos quando viu a quem pertencia a voz autoritária.
— Ah, ei, Jeffers! Veio brincar com a criançada? — brincou Jordan.
James nunca foi de mentir ou sentir vergonha da idade, mas naquele exato momento ficou furioso por Jordan fazê-lo parecer um velho bufão na frente de Danielle. Ele se perguntou se ela o via como um velhote.
— Pensei que você ia deixar aquelas impressões do Collins na minha mesa antes de sair, Jordan. — Ele decidiu ignorar Danielle por enquanto.
— Eu planejava fazê-las na semana que vem.
— Bem, eu preciso delas amanhã de manhã. Então, se você valoriza seu emprego, vai tratar disso.
Jordan, em total confusão e aborrecimento, desvencilhou-se de Danielle e foi para o estacionamento e de volta ao trabalho. A irritação de Danielle era óbvia enquanto ela bufava e se dirigia ao bar.
James a seguiu.
— Shirley Temple, por favor — ela gritou para o barman no clube superlotado.
James riu maldosamente ao lembrar que ela era jovem demais para beber. A bebida dela chegou e James pagou o barman.
— Posso pagar minhas próprias bebidas, senhor — o "senhor" ela acrescentou como um adendo para combater seu tom insolente.
— Você vai me chamar de James. E tenho certeza de que pode, Danny.
— É Danielle, senhor.
Ele preferia Danielle, mas queria provocar uma reação. Apenas encarou os olhos dela e ela exalava agressividade e apelo sexual. Ela havia trocado suas roupas conservadoras de trabalho por um conjunto que garantia que ela estava ciente de seus melhores atributos apesar de sua modéstia. Vestia uma camiseta decote V larguinha que mostrava o belo volume de seus seios e shorts cáqui que alongavam suas pernas morenas até um ponto em que ele podia imaginá-las apenas prendendo seu corpo ao dela. E nos pés, sandálias de tiras. Ela tinha passado tempo demais na Califórnia.
— Venha lá fora comigo — James ordenou.
— Estou bem aqui — ela retrucou enquanto tomava um gole de seu Shirley Temple.
James agarrou seu braço com um aperto suave, mas firme. Ele estava perdendo a paciência com ela. Achou que podia jogar esse jogo de gato e rato com ela, mas depois de vê-la interagir com Jordan como uma garota desesperada por pica, decidiu que lhe daria antes que ela tivesse chance de conseguir em outro lugar.
Ele se recusava a ficar com as sobras de Jordan.
— Lá fora — AGORA!
Danielle, um pouco assustada e um pouco curiosa, levantou-se para ser conduzida para fora por James. Ele a arrastou para uma parte bem reservada do estacionamento. Agora ela começou a questionar sua sabedoria em não contar a ninguém. Mal conhecia aquele homem furioso diante dela.
— O que é i— — foi tudo que ela conseguiu dizer antes que a boca de James desabasse sobre a dela.
James, ansioso para aprofundar o beijo antes que Danielle recobrasse o juízo, ergueu seu corpo de 1,63m para encontrar o seu de 1,88m e a prensou contra a parede de tijolos. Ele usou uma das mãos para dar um tapa na coxa dela, num esforço para que ela envolvesse as pernas ao seu redor. Ela obedeceu. Ele estivera devastando sua boca com beijos febris e agora tentava aumentar a paixão, enquanto ela parecia perfeitamente contente com como as coisas estavam indo. Ele enfiou a mão nos cachos grossos e abundantes dela e puxou gentilmente até que ela abrisse a boca em protesto. E ele aproveitou a oportunidade.
Ele ficou chocado com o quão fascinado estava por estar dentro da boca dela. Era tão suave e ambrosíaca. Ela tinha gosto de fruta exótica doce. Ele estava ficando delirante e queria mais. Ele se afastou da boca dela e ouviu um leve gemido.
— Vamos para o meu apartamento — ele propôs enquanto mordiscava o lóbulo da orelha dela.
E naquele momento, a gata infernal voltou. Ela começou a agitar as pernas, indicando para que ele a colocasse no chão. Em vez disso, ele se aproximou mais, esmagando-a contra a parede, e ela se tornou dolorosamente ciente do corpo duro dele.
— Me solta, seu animal — ela rosnou.
Ele mordeu seu pescoço. Seus gemidos logo se transformaram em suspiros. Ele agarrou seu cabelo e a forçou a olhar em seus olhos.
— Não estou fazendo perguntas nem buscando sua aprovação. Esta noite, você não vai me negar nada — ele a informou.
Ele não sabia o que tinha dado nele, mas precisava dela e não aceitaria nada menos que ela e tudo dela.
— Eu... — ela começou, e ele rapidamente a silenciou com um beijo brutal, comandando sua submissão. Ele mordeu seu lábio antes de recuar. Ele a observou chupar o lábio para dentro da boca para aliviar a dor. Ela o olhou com tanta incerteza e desejo. Estava curiosa, e ele garantiria que, até o fim da noite, ela soubesse tudo o que precisava.
Ele a levou rapidamente para seu carro. Quando ela viu seu conversível, teve dúvidas e se preocupou em cair nas armadilhas de um homem branco rico. Esses são os homens sobre os quais as garotinhas negras, como ela, são alertadas. Ele viu o olhar de apreensão no rosto dela.
— Entra — ele latiu. Sua tolerância estava baixa.
Seus olhos já grandes se esbugalharam. Ele caminhou até ela e abriu a porta do lado do passageiro.
— Esta noite, você é minha, Danielle — ele sussurrou roucamente em seu ouvido. — Não pense em nada além de ser minha.
Ela entrou. Ele foi até o lado do motorista. Enquanto ele entrava na rua, o celular de Danielle começou a vibrar dentro de sua bolsa. Ela o tirou e leu a mensagem. Quando estava prestes a responder, James o arrancou de suas mãos. Era de Jordan. A mensagem dizia:
Desculpa 4 ter saido sem te levar pra casa 1º. Não tava pensando direito. Jeffers é um babaca. Se vc não conseguir carona pra casa, me avisa qndo estiver pronta pra ir :-* - Jordy
— Você veio com o Jordan? — James perguntou.
Ela assentiu.
*Essa puta vai ver só! É por isso que ela veio comigo tão facilmente. Ela estava planejando dar de qualquer jeito para o Jordan assim que o clube fechasse*, ele pensou.
Sua raiva estava atingindo novos patamares, mas ele conseguiu se conter pensando em como a puniria assim que a colocasse de costas.
Ele chegou ao seu flat num tempo recorde e praticamente puxou Danielle para fora do carro. Uma vez no elevador, retomaram as carícias pesadas que haviam começado no estacionamento. E agora estavam em seu apartamento.
Não houve tour completo; ele a levou direto para seu quarto. Uma vez lá, ele procedeu a arrancar suas roupas. Danielle ficou incrivelmente preocupada a essa altura, mas sua paixão desconhecida não lhe permitiria negá-lo.
— Fique de joelhos — ele exigiu à agora nua Danielle.
Ela obedeceu.
— Abra o zíper da minha calça e tire meu pau para fora.
Suas mãos trêmulas seguiram suas exigências. Mas ela logo retirou as mãos como se o que acabara de tocar a tivesse queimado. Danielle olhou para o pau mais zangado que já vira (o que estava entre uma lista bem curta). Era impossivelmente grosso e ela precisaria de duas mãos para envolvê-lo firmemente.
— Eu acho que não... — ela começou.
— Você pode e vai. Agora segure-o firme e dê um beijo nele.
Ela usou as duas mãos e segurou o pau dele. Ela o olhou com cautela por alguns segundos, que pareceram horas para James. Ela timidamente esticou a língua e deu uma lambida ampla em sua virilidade.
Sua inspiração profunda deu a Danielle uma confiança renovada. Ela abriu a boca apenas o suficiente para receber a cabeça. Tentou chupá-la como faria com um doce, mas descobriu que era grande demais para isso. Passou a língua em movimentos frenéticos. Era a primeira vez que tinha um pau na boca. Sempre achara aquilo humilhante, mas agora, ajoelhada diante dele e sentindo o gosto, ansiava por aquilo. O único problema era que ela não sabia o que fazer. A sensação daquela carne grossa a deixou faminta de um jeito que nunca sentira antes. Lambeu e mordiscou à vontade. Queria abocanhar mais, mas achava que seria impossível.
James se deleitava com a sensação da boca dela. Adorava como ela venerava seu pau inocentemente, como se fosse seu favorito ou o único. Mas ele precisava de mais. Precisava estar enterrado na garganta dela, conquistá-la. Precisava parecer no controle, embora a cada momento que passava com ela, mais o perdia.
"Tire as mãos, Danielle."
Ela tentou masturbá-lo.
"Não, tire as mãos de vez."
Ela olhou para cima, confusa.
"Você vai enfiar tudo na boca", murmurou enquanto acariciava o cabelo dela.
Em pânico, ela tentou puxar a cabeça para trás, mas ele usou a mão em seu cabelo para mantê-la no lugar. Não sabia que tipo de bundão de pau mole ela tivera antes, mas estava decidido a ensinar como uma mulher devia agradar um homem.
"Shhh. Relaxe. Você só vai dificultar para si mesma. Você vai fazer isso de qualquer jeito, e eu prefiro que esteja o mais confortável possível enquanto o faz."
Ela relaxou um pouco. James segurou o cabelo dela com mais ternura, mas ainda inflexível. Ela voltou a lamber a cabeça. Após alguns instantes, sentiu-o cutucá-la de leve. Lentamente, ela foi engolindo cada vez mais dos seus vinte e três centímetros.
Ela começou a engasgar um pouco, e ele teve misericórdia. Era mais importante que ela obedecesse às suas ordens. Ela chupava de forma tão sensual, e sua mera curiosidade o estava levando ao limite. Foi preciso toda a força de vontade que ele tinha para tirá-la do seu pau. Decidiu que ainda tinha muito mais a mostrar antes de se gastar.
Ela fez um biquinho inconsciente quando ele tirou o pênis da sua boca. Ele sorriu para ela por um instante.
"Levante-se!" disse rudemente.
No momento em que se levantou, foi pega e levada para a cama. Ela esperava ser jogada sobre ela, e estava certa. Não conseguiu recuperar o equilíbrio porque, assim que bateu na cama, James estava puxando seus membros e roupas. Rasgou as peças que se mostraram um pouco difíceis de tirar para um homem sem paciência. Quando suas roupas ficaram em farrapos no chão, James a olhou maravilhado.
Ela era deslumbrante. Seus olhos o paralisaram. Estavam cheios de medo, mas com curiosidade e paixão suficientes para fazê-lo saber que não seria recusado. Seus seios eram tão generosos para uma mulher do seu tamanho. Seus mamilos escuros se eriçaram sob seu olhar. Sua pele morena, lisa e radiante era tão sedutora e exótica. Ele nunca vira pele tão bonita. Sempre tivera predileção por pele pálida e translúcida. Mas, vendo aquelas longas pernas morenas, não conseguia imaginar nada além de estar envolvido em pele cor de cobre pelo resto da vida.
Sob seu escrutínio, Danielle tentou sutilmente fechar as pernas e, ao tentar pegar o cobertor para cobrir os seios, ouviu James rosnar. Ele se lançou sobre ela, arrancando o cobertor de suas mãos. Beijou-a furiosamente. Precisava que ela se abrisse para ele. Desceu e mordiscou seu pescoço enquanto procurava os seios às cegas. Quando os encontrou, acariciou-os e então beliscou seus mamilos, fazendo-a gemer baixinho.
Ele desceu para o seio esquerdo e o chupou intensamente enquanto puxava e beliscava o direito. Danielle se contorceu. Sentia-se frustrada. Não sabia como se sentia. Queria mais? Queria que ele parasse? Por que doía e, ao mesmo tempo, era tão bom? Entender como ela se sentia o fez sorrir contra seu seio direito. Ele até intensificou a sensação ao segurar o mamilo entre os dentes e lamber com a língua quente. Ela gemeu alto.
James sentou-se e olhou sua forma nua. Sentado entre as pernas dela, olhou para o que seria o lar do seu pau pelas próximas horas. Ela tinha uma leve penugem de cachos protegendo sua feminilidade. Ele começou a tirar a cueca junto com a camisa. Enquanto fazia isso, Danielle percebeu o quão nua se sentia.
Quando terminou, foi a vez de Danielle ficar maravilhada. Seu peito musculoso a fez querer estender a mão e tocá-lo. Mas estava nervosa demais. Nunca tinha ido até o fim. Tinha medo de contar a James porque ele era tão intenso. Não como os garotos da escola que ela provocava e rejeitava quando estavam no limite. Ele agarrou a parte de trás das pernas dela e as empurrou contra o peito.
"Segure-as aí. Não se mexa", ordenou.
Ele passou um dedo para cima e para baixo em sua fenda. Ela já estava tão molhada. Ele poderia penetrá-la agora mesmo. Mas queria deixá-la louca de paixão antes de possuí-la. Separou os lábios com dois dedos da mão esquerda e lentamente enfiou um dedo da mão direita em sua umidade rosada. Ela gemeu sedutoramente. Ele se surpreendeu com sua rigidez com apenas um dedo. Sabia que ela seria uma sensação primorosa ao redor do seu pau. Explorou-a um pouco mais. Então sentiu algo.
"O que é isso?" gritou.
Danielle sabia que ele alcançara a prova da sua inocência. Ele parecia zangado com ela. Provavelmente a expulsaria agora. Ela entrou em pânico e fez menção de se levantar.
"EU DISSE PARA NÃO SE MEXER, PORRA!" gritou, batendo na lateral da bunda dela.
Ela retomou a posição em que estava. Pela primeira vez, James não estava tentando ser durão quando gritou com ela. Naquele momento, não podia permitir que ela se afastasse.
"Você é virgem?" perguntou, com o dedo ainda se movendo dentro dela.
Em vez de responder, ela gemeu. Frustrado por não obter resposta e incrivelmente excitado, ele acrescentou outro dedo. Ela foi esticada a ponto de sentir desconforto. James começou a penetrar sua boceta implacavelmente.
"UGH! Não, James. Por favor."
"Me responda!"
"Eu sou. Sim! SIM! AHHHH!" Ela gritou seu orgasmo.
Ele se moveu mais lentamente agora. Fitou-a. Ela havia soltado as pernas, e James não disse nada. Viu como ela estava fraca. Ele sorriu. Ela é virgem! Ele a fizera gozar com uma simples dedada. Tão inocente. A raiva que sentira a noite toda com a ideia de que ela estava interessada em outros homens desapareceu. Mesmo que estivesse, ele sabia que nenhum deles possuíra seu corpo. Mas isso acendeu um senso de urgência dentro dele. Precisava torná-la sua naquela noite para que nenhum outro homem tivesse a chance.
Ele alinhou o pau com sua boceta reluzente. Danielle sentiu isso e seus olhos se arregalaram. Não conseguia acreditar que ele ainda ia possuí-la agora que sabia que era virgem. Claro, esperava que ele descobrisse, mas só depois de já tê-la tomado. Supunha que um homem como ele não se interessaria em desvirginar garotas. E estaria certa. James geralmente preferia mulheres experientes, mas com Danielle era diferente, e a ideia de que poderia ser ele a marcá-la e torná-la mulher o fascinava.
"James, o que você está fazendo?" gaguejou.
"Danielle", começou ele, enquanto a penetrava. Ela inspirou profundamente, claramente em desconforto. Ele empurrou contra seu hímen e deu uma estocada. Ela soltou um gemido dolorido. James não era sádico, mas a ideia de vê-la sofrer daquele jeito o excitava. Era uma experiência que só ele teria com ela.
"Você é minha."
Ele mergulhou dentro dela, rompendo sua virgindade. A dor foi tão intensa que ela não conseguiu gritar; sequer conseguia respirar. O pau grosso de James esticou sua boceta mais do que ela jamais poderia imaginar.
Ela finalmente recuperou o fôlego em meio às estocadas febris de James. Gritou e chorou. James nem sequer diminuiu o ritmo. Lambeu as lágrimas do rosto dela. Beijou seus lábios suavemente.
"Você é minha", foi tudo o que ofereceu como consolo.
Ela não conseguia entender por que ele estava fazendo aquilo. Sentia que ele a estava punindo. E estava. Embora estivesse aliviado por ela ser virgem, imaginava se Jordan teria sido o único a fazer isso naquela noite se ele não tivesse aparecido. Quanto mais isso lhe atormentava a mente, mais fundo ele ia.
"Dói muito! Por favor, pare... ou vá mais devagar!"
"É para doer. Se eu fosse um garotinho de pau fino, não teria doído. Mas você está sendo tomada por um homem, Danielle. Depois disso, você será uma mulher. Vai aprender a aguentar. Estou fazendo de você uma mulher, Danielle."
Ele a beijou apaixonadamente. Estava ficando delirante dentro dela. Não se importava com nada além do calor e da rigidez dela. Ela fechou os olhos, saboreando o beijo e tentando bloquear a dor. Mas tornou-se difícil demais. O ritmo dele acelerou; estava se aproximando do orgasmo. Ela era boa demais para ele durar mais.
Danielle sentiu algo quente jorrar dentro dela e entrou em pânico. Após mais algumas estocadas, ele parou, mas não se retirou. Acariciou o cabelo desgrenhado dela e sorriu.
"Você terminou?" deixou escapar, perturbada. Ele não pode ter terminado. Isso significaria que gozou dentro de mim.
Irritado e achando que ela queria se livrar dele, James mordeu o ombro dela. Ela gritou pela milionésima vez naquela noite.
"Pretendo te comer mais algumas vezes esta noite. Então, não, nem de longe."
Ela engasgou, e ele aproveitou a oportunidade para beijá-la. Praticamente estuprou sua boca. Ela tentou mover a cabeça para quebrar o beijo, mas ele agarrou sua cabeça com as mãos.
"Que porra há de errado com você? Fui homem demais para você? Jordan prometeu flores e sussurros doces? É ISSO QUE VOCÊ QUER?"
Ele sacudiu a cabeça dela enquanto gritava. Danielle estava em lágrimas.
"Não posso engravidar", sussurrou.
Naquele momento, James percebeu que havia despejado seu sêmen dentro dela. Pela reação, ficou claro que ela não usava anticoncepcional. Surpreendentemente, James não estava chateado ou preocupado. Ela o deixava louco. Conhecia-a há um dia e sentia mais paixão por ela do que por qualquer mulher em sua vida. Ela não parecia sentir o mesmo. Mas um bebê a manteria longe de outros homens.
Ele a teria, de um jeito ou de outro. Foi então que James percebeu que estava fodido.