Política da Empresa
Alexandra não sabia quando aquilo tinha começado.
O escritório passara por várias mudanças sutis, mas ela não sabia ao certo qual fora o ponto de partida. Ou se alguma daquelas mudanças era normal. Fazia um tempo que ela estava quebrando a cabeça, porque sabia que havia algo errado. Só que não tinha nenhuma prova concreta.
Talvez tivesse sido o novo código de vestimenta, quando as mulheres não podiam mais usar calças. A secretária não reclamou, embora tenha precisado comprar mais vestidos e saias. Mas ela sentiu que algo estava estranho. No primeiro dia em que voltou ao escritório depois que o código entrou em vigor, ainda havia mulheres de calça social. Ela não queria ser fiscal de regras, mas talvez fosse um período de transição. Afinal, no dia seguinte, para sua sorte (ou azar? Dava dor de cabeça pensar qual dos dois), todas estavam de saia ou vestido.
Ainda assim, era estranho que ela tivesse parado de usar calças fora do trabalho. Sempre que pegava uma calça jeans ou até uma de moletom, elas pinicavam em sua mão. Era irritante segurá-las, como se formigas estivessem andando por suas mãos e as picando. Por isso, ela nem se dava ao trabalho de experimentá-las.
No começo dessa mudança, ela usava saias na altura dos joelhos. Elas valorizavam suas pernas longas e esguias e transmitiam elegância e recato. Era uma estética que ela adorava, uma espécie de contracultura para a feminista dentro dela que detestava a tendência atual da sociedade de mostrar pele. Mas, de repente, suas queridas saias e vestidos na altura do joelho ficaram quentes demais para usar. Sempre fazia calor nessa época do ano, mas estava excepcionalmente escaldante cobrir qualquer coisa abaixo dos joelhos, ou até um pouco acima. Será que o aquecimento global estava muito pior do que ela imaginava?
Então ela fez a escolha lógica de usar apenas saias e vestidos curtos. Não importava se ela chamava a atenção de mais homens do que o normal. Não importava se os outros a encaravam mais e a cantavam mais, nada disso importava. Suas pernas pareciam ganhar vida própria em seu guarda-roupa mais novo e mais curto. Um sorriso sempre irradiava de seu rosto enquanto ela usava aquelas saias reveladoras. E ela adorava os olhares. De homens, de mulheres, de todos. Fazia com que se sentisse desejada, e que os dias em que ia à academia não tinham sido em vão. Ela adorava como os homens elogiavam suas pernas esguias, que ela não conseguia mais imaginar cobrindo. Ela vivia para o jeito como outras mulheres do escritório apalpavam sua bunda firme por causa dos agachamentos. Se a fazia se sentir tão desejada, não podia haver nada de errado com aquelas políticas.
Mas aí veio outra política nova! Essa tinha que ser estranha, de alguma forma, mas Alexandra não conseguia identificar por quê. Um intervalo obrigatório para masturbação por dia não podia ser uma mudança nacional, podia? Será que todo mundo precisava de uma pausa para masturbação para 'foco', como dizia o e-mail?
Ela morava em um país do sudeste asiático, com crenças conservadoras sobre sexo! Isso tinha que ser estranho de algum jeito. Antes dessa política, Alexandra nunca tivera desejo de sequer considerar se masturbar em público. Apesar disso, depois de ver o e-mail, ela não pôde negar que seu clitóris ficou mais vocal. Ela não conseguia mais passar nem as primeiras horas sem gozar no banheiro feminino.
Um dia depois que essa política entrou em vigor, Alexandra percebeu que gemidos começaram a vir de outras cabines também. No dia anterior, estava um silêncio e agora era como uma ópera de orgasmos. Era um trimestre movimentado para a empresa, então talvez todas as mulheres só precisassem de alívio unânime. Depois de um tempo, ficou tão complicado até andar até o banheiro. E todo mundo estava tão barulhento que não dava para esconder. Logo, era comum ver alguém usando redes sociais ou se masturbando (ou os dois ao mesmo tempo) na própria mesa.
Isso era estranho? Alexandra não sabia dizer. Parecia tão natural enfiar dois dedos na cintura da calcinha (não precisava mais de saias, de qualquer jeito, sua boceta só precisava ser coberta por aquelas calcinhas azuis fofas) e esfregar seu clitóris sensível até ter um orgasmo alucinante bem antes de uma reunião. Isso parecia natural. Ela tinha que se concentrar no trabalho. A única forma de fazer isso era gozando constantemente. Uma vez, Susan da contabilidade até a ajudou a gozar com a língua, o que... provavelmente... não quebrava a política da empresa?
Na verdade, só esse incidente provavelmente desencadeou uma nova política para toda a empresa. Se um superior pedisse, você teria que obedecer a qualquer ordem sexual que ele lhe desse.
Essa tinha que ser estranha! Alexandra leu e releu o e-mail várias vezes, e assistiu ao vídeo informativo anexo várias, várias, várias e várias vezes para ter certeza de que tinha entendido o memorando corretamente. Para sua surpresa, depois de ler com atenção e reassistir ao anexo, a política fez todo o sentido.
Obviamente, seu superior poderia ordenar que você o ajudasse. Era por isso que ele era o superior. Se seu chefe exigisse que ela lhe trouxesse um café, ela resmungaria, mas com certeza o traria. Se a alta gerência quisesse que ela movesse uma cadeira, ela moveria se estivesse livre. E, claro, se o Sr. Wang quisesse um boquete depois do café da manhã, ela o faria e drenaria todo o esperma das bolas dele.
Era exatamente isso que ela fazia. Era a política da empresa. Obedecer a seus superiores era natural. Era natural para ela obedecer. Ela adorava obedecer a seus superiores. Ela respeitava seus superiores. Os superiores deviam usá-la.
Era uma tarde entediante de quinta-feira, por volta das 12h. Alexandra tinha acabado de bater punheta para dois de seus superiores e ainda sentia o gosto salgado de esperma nos lábios de limpar os paus deles depois. Claro, ela não tinha feito muito trabalho naquele dia, mas era porque tinha que fazer favores sexuais e se masturbar. Ela ficava com muito tesão depois de ajudar e ouvir seus superiores. Servi-los a excitava. Era óbvio que ela ficaria distraída.
Alexandra estava fazendo seu sexto intervalo para masturbação naquela tarde quando foi abordada por Maya, a doce estagiária recém-saída da universidade. Ela tinha uma expressão confusa no rosto, uma mistura de horror e excitação, enquanto olhava para Alexandra enfiando o consolo de 23 centímetros na boceta. Alexandra notou a roupa estranha que a garota usava. Pois mesmo vestindo uma blusa branca, ela não era transparente! Mas ela era só uma estagiária, então ela podia pegar um pouco mais leve com ela.
"Sra... Yong, posso perguntar uma coisa?" A voz dela tremeu e seus olhos não saíram do movimento rítmico do pau falso pulsando para dentro e para fora de sua xota. Alexandra segurou um gemido enquanto assentia, ofegante quando o pau deslizou de volta para sua boceta lubrificada por seus fluidos.
"É que... a Sra. Diana... ela me pediu para chupá-la... no começo achei que tinha ouvido mal, mas aí ela mostrou a buceta e..."
"Maya, ela é sua- ah, porra, superior, certo?" Alexandra perguntou retoricamente, sem parar o movimento que tinha hipnotizado Maya. Ela revirou os olhos, em parte de prazer, mas principalmente porque sabia onde aquilo ia dar. Ela só estava confusa sobre a política da empresa. Maya assentiu, os olhos vidrados. Ela podia jurar que a garota mais nova estava babando ao ver o fluido vaginal escorrendo do pau de silicone.
"Você viu os e-mails, ai meu Deus, porra, certo? O que você faz, ooh, ooh meu Deus, por su-superiores?"
"Eu... obedeço a eles..."
"Isso inclui favores- AI MEU DEUS... sim... sexuais?" Alexandra gemeu ao atingir o clímax, esguichando bem na frente da estagiária enquanto seus fluidos manchavam a saia e o carpete.
"...n...N... sim... claro que inclui..." Um pouco de luz voltou aos olhos de Maya, como se ela finalmente tivesse acordado. Seus lábios tremeram e seus olhos se arregalaram, como se a compreensão da simplicidade da situação a atingisse como um balde de água fria. É claro que se uma superior pede para você chupá-la, você chupa, como ela pôde ser tão idiota?
"Bem, então parece óbvio... é só voltar e se desculpar com a Diana. Eu já transei com ela, ela é muito legal! Ela vai te perdoar sem problema!" Alexandra sorriu, lembrando da lambida que dera em Diana um tempo atrás. Era estranho que toda mulher no escritório com quem ela tinha dormido (e eram muitas) fosse esguichadora, mas talvez fosse só... uma anomalia estatística.
Era natural que Maya agradecesse a Alexandra por esclarecer seu mal-entendido com uma cunilíngua agradecida. Uma cortesia comum, com certeza. A núbil estagiária limpou delicadamente os fluidos do rosto, em vez de deixá-los ali como uma marca, como deveria. Um deslize indicativo de inexperiência. Alexandra queria orientá-la para que ela não se metesse em encrenca, mas o brilho do sétimo orgasmo do dia dificultava formar frases. Esses incidentes giravam na mente de Alexandra enquanto ela tamborilava ritmicamente no teclado, impassível com os gemidos no escritório, o zumbido do vibrador em sua xota ou o ar fresco acariciando seus mamilos (não usar blusa era natural. Estava muito calor nessa época do ano. O ar-condicionado não faria o calor ir embora. Isso era natural). Algo em tudo isso parecia errado, como usar uma blusa abotoada torto. Não que Alexandra estivesse usando, nem se lembrasse de como colocar uma blusa, mas...
Sua linha de pensamento parou quando ela ouviu uma voz masculina e ofegante sussurrar em seu ouvido. "Política da empresa." Ao ouvir aquilo, ela se levantou e seguiu o homem. Ela o seguiu como um cachorrinho na coleira, obediente e deliberada em seus passos. Ela podia sentir o almíscar natural e másculo exalando de seu corpo. Seus olhos não saíam da bunda dele, admirando o jeito como aquelas calças justas a faziam parecer. Ela tinha que admirar seu apelo magnético, e também como ele conseguia usar algo tão comprido naquele calor. O homem se virou, certificando-se de que Alexandra o estava seguindo. Alexandra quase riu, por que ele precisaria verificar se ela o estava seguindo? É claro que ela obedeceria ao seu capricho. Ela estava abaixo dele. Na escada corporativa, claro. Portanto, ela o obedeceria. Era tão óbvio quanto o céu ser azul ou as garotas serem taradas. Era natural.
Ela foi levada ao escritório dele um andar acima do seu. Ela notou que a lixeira em frente tinha copos de café vazios, embalagens de doce, camisinhas e documentos picotados. Com certeza, ele devia ter tido um dia cansativo. Alexandra se sentiu culpada de alguma forma, por seu superior estar tendo um dia difícil. Um impulso poderoso de cair de joelhos percorreu seu corpo, e ela queria chupar o pau dele desesperadamente e deixá-lo esguichar esperma por todo o seu rosto. Mas ela não recebeu ordem para isso. E, portanto, não o fez.
Ela ficou parada em frente à mesa dele, imaginando se sua coleira estava colocada corretamente. As coleiras fornecidas pelo trabalho eram uniformes. Era por isso que tinham plaquinhas com o nome das funcionárias. Era só isso. Um uniforme. Nada fora do comum. O homem (Paul Ong Lian Song, como ela notou na placa de identificação, que ela jamais esqueceria depois de ver. Ele era um superior, ela precisava conhecer todos eles) folheava um documento, cantarolando baixinho. "Vamos ver. Alívio de estresse. 2ª posição."
Num instante, Alexandra caiu de joelhos. Foi como se suas pernas tivessem desistido de suportar seu peso. Ela tinha esquecido como andar, mas isso era natural. Parecia errado até andar do mesmo jeito que seus superiores. Ela engatinhou até a mesa de Paul, posicionando-se bem embaixo dela e bem na frente do pau agora latejante de Paul. Ela observou a ereção formando uma tenda em suas calças. Ela notou como devia ser desconfortável ali e abriu o zíper dele. Mecanicamente, ela pescou o pau para fora, acariciando-o com as mãos. Parecia natural.
"Hm... não, assim não." Paul murmurou, folheando o documento enquanto Alexandra o masturbava. Ela o fez como se fosse a coisa mais natural do mundo (e para Alexandra era), antes que ele encontrasse a página que procurava. Um sorriso maroto apareceu em seu rosto ao ler as palavras em voz alta.
"Faminta por servir." Ele disse em voz baixa, com sua própria luxúria escorrendo de cada palavra.
Foi como colocar óculos de grau novos para Alexandra. Uma mudança em sua mente. Como finalmente entender como uma equação matemática deveria ser resolvida. De repente, sua boca ficou vazia, e havia a coisa perfeita para enchê-la bem na sua frente. Gananciosamente, ela envolveu a boca no pau pulsante dele e chupou e lambeu e brincou com ele como se fosse ela quem estivesse sentindo prazer com aquilo. E, graças à sua programação, ela estava. Era como se mãos invisíveis estivessem percorrendo seu corpo, sua boceta, seu cabelo, todos os lugares que ela adorava ser tocada. Nada era mais importante que pau. Comida, dinheiro, família, abrigo, amigos, tudo encolheu em sua mente à medida que pica se tornou tudo de que ela precisava.
Um jorro de fluido entrou em sua boca enquanto o Senhor gemia, claramente satisfeito com o serviço de Alexandra. Ela engoliu cada gota, saboreando o gosto. Uma pequena parte dela gritava que nada daquilo era certo. Que nada daquilo fazia sentido. Que aquilo não era natural. Mas uma parte muito mais vocal se preocupava se era aceitável ela estar pingando seu fluidinho de puta no carpete.
"Alexandra, me escute. Olhe para a tela." O Senhor falou enquanto se ajeitava. As engrenagens na cabeça de Alexandra começaram a girar em uma velocidade diferente e o vídeo que o Senhor estava passando em seu laptop se tornou muito mais importante. Ela não sabia quando o Senhor tinha colocado os fones de ouvido nela, mas ela não se importava. Só importava que ela assistisse ao vídeo. E ouvisse atentamente as sugestões. Nada mais importava. Era natural se submeter à tela, aos sons. As cores brilhantes a devoraram, e palavras em seu ouvido acariciaram suavemente sua mente, depois se enterraram profundamente em seu subconsciente. Era tudo de que ela se lembrava. Eram 18h quando Alexandra despertou, surpresa por ter adormecido.
Ela estava de volta à sua mesa, com um gosto salgado estranho na boca. Algo estava suspeito. O escritório estava vazio a essa hora, já que a maioria dos funcionários já tinha ido para casa. Agora, com a névoa de sexo se dissipando de sua mente, ela começava a recobrar os sentidos. As camisinhas usadas e brinquedos sexuais espalhados de qualquer jeito por várias mesas, as calcinhas e cuecas que cobriam o chão, nada daquilo era certo. Bem, parecia natural para ela, mas algo em tudo aquilo era simplesmente errado. Até o cheiro habitual de sexo no ar não era tão reconfortante como de costume.
Desesperada para descobrir o que a vinha incomodando havia semanas, Alexandra fechou os olhos e tentou se concentrar no que estava errado. Ela sabia que algo tinha que estar errado, era como uma coceira que ela não conseguia coçar. Ela pensou nas coisas que fazia. Os boquetes, as punhetas, o sexo, o condicionamento que fazia com suas subordinadas, as posições em que ficava sob os estudos de seus superiores, seu comportamento e trajes no trabalho... Ela gemeu, de frustração em vez de prazer, e de repente tudo fez sentido. O que estava errado. Havia algo terrivelmente errado acontecendo no escritório e ela tinha que consertar. Tinha que parar. Só ela podia, porque todo mundo parecia inconsciente! Essa era a parte assustadora, como ela sentia que aquilo era normal. Como ela estava tão cega para aqueles atos desprezíveis.
Mas, felizmente, ela tinha descoberto. E sabia exatamente como consertar. Ela começou a digitar um e-mail e gravar uma mensagem em vídeo para o restante das funcionárias. Elas eram as principais vítimas, e ela tinha que salvá-las. Essa depravação moral não continuaria por mais tempo. Ao iniciar a gravação do vídeo, suas mãos se moveram para selecionar um fundo virtual específico sem pensar, ela começou a proferir as palavras que libertariam a todos.
"Oi, pessoal! Desculpa vocês ficarem recebendo e-mails meus, mas prometo que esse será o último por um tempo! Percebi que muitas de nós ainda estão usando calcinha no escritório. Agora, eu só queria lembrar que calcinhas não devem ser usadas no escritório. O que vocês fazem fora do escritório não é da nossa conta, mas em um ambiente profissional precisamos manter o recato tanto para reuniões internas quanto externas." Em um movimento ágil, Alexandra puxou a calcinha encharcada e a mostrou para a câmera.
"Lembrem-se, vocês não devem estar usando calcinha por cima da boceta! Precisamos estar acessíveis o tempo todo. Se quiserem usar a calcinha, façam-no como mordaça para nossas bocas de puta, como demonstrarei em breve. Se virem alguma garota ainda com calcinha sobre a boceta, em vez de se oferecer aos nossos superiores, avisem o RH o mais rápido possível. Obrigada pela cooperação e lembrem-se: amar servir!" Sorrindo para si mesma por um trabalho bem feito, Alexandra enfiou a calcinha na boca, gemendo com o gosto dos próprios fluidos, então parou a gravação. Tudo o que precisava fazer era adicionar um assunto ao e-mail e seu trabalho estaria concluído. Todos estariam seguros. Com um agradável formigamento no clitóris e um sorriso preguiçoso apesar da mordaça, ela digitou e enviou o e-mail para toda a empresa, gozando alto ao pressionar enter.
Alexandra saiu do escritório, profissionalmente despida com a calcinha manchada saindo de sua boca. Uma combinação do orgasmo e do orgulho por ter descoberto a estranheza invadindo o escritório deixou sua boceta molhada pingando pelo chão, enquanto ela saltitava porta afora com os peitos fartos à mostra. Tudo o que restou no escritório foi um computador ligado, com o e-mail ocupando a tela.
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