Contos eróticos para ler inteiros.

Interraciais

Noite Inesperada de Corno

loli_0219 min

Isso foi bem recente e, sinceramente, ainda é estranho pensar nisso.

Sou K, do Reino Unido. Sempre gostei de escrever coisas, especialmente quando são sobre pessoas reais. Mas essa história não é minha, aconteceu com uma amiga. Ela me contou tudo tomando vinho uma noite, e estou colocando aqui do jeito que ela disse.

Andy e Sophie estavam juntos... acho que há pouco menos de dez anos. Um casal confortável. Talvez confortável demais. Você conhece o tipo: trabalho, jantar, Netflix, cama. A maioria das noites era igual. Andy trabalha com TI, um cara quieto. Sophie largou o magistério há um tempo e começou a trabalhar como freelancer em casa. Eles eram bons juntos, mas... a relação tinha ficado meio sem graça.

Aquele sábado começou como todos os outros. Jantar em casa. Umas taças de vinho. Depois, cama. Abajur baixo, cortinas fechadas, a rua lá fora num silêncio total.

Andy beijou a clavícula dela debaixo das cobertas. Ela deu um sorrisinho. A pele dela estava quente, familiar. Ele deslizou a mão pela cintura dela, descendo pelo quadril, e ficou por cima.

Ele tentou, com o pau de treze centímetros, devagar, cuidadoso, sussurrando coisinhas no ouvido dela. Mas ela não estava realmente ali. Os gemidos eram suaves, quase automáticos. O olhar em outro lugar. Depois de alguns minutos, ele gozou.

"Desculpa", ele disse.

"Tudo bem", ela respondeu, passando a mão no ombro dele. "Foi gostoso."

Andy odiava essa palavra. Gostoso. Significa que não foi ruim, mas também não foi o suficiente.

Ficaram em silêncio por um tempo. Sophie se sentou e prendeu o cabelo. A luz do abajur iluminou os ombros dela.

"Quer saber?", ela disse. "A gente nunca mais sai."

"Sair para onde?"

"Um bar, uma balada... qualquer lugar. Estamos aqui há seis meses e não fizemos nada de novo."

"São quase nove horas", Andy falou.

"Exatamente", ela sorriu com um brilho no olhar. "A hora perfeita."

Ele riu. "Selvagem tipo tomar uns drinques?"

"Selvagem tipo se arrumar e ver o que acontece."

Vinte minutos depois, ela está com um vestido preto justinho, salto alto, batom vermelho. Cabelo impecável. Um perfume que, juro, dava para sentir do outro lado do quarto. Ela estava incrível, cintura fina, quadris largos com uma bunda grande, pernas compridas. E um decote tamanho GG que faria qualquer um virar a cabeça.

Andy estava com cara de típico branquelo mediano, altura média, corpo médio, uma barriguinha, vestindo camisa social e jeans escuro. Ao lado dela, parecia... só mediano.

"Você está maravilhosa", ele disse.

"E você está charmoso", ela respondeu, sorrindo.

Chamaram um carro de aplicativo e foram para o centro. As luzes ficaram mais fortes, as ruas mais barulhentas. Bares transbordando gente para a calçada.

O motorista deixou eles numa área mais movimentada e barra-pesada. Sophie desceu primeiro. Andy veio atrás, olhando em volta como quem pensa: Onde diabos a gente está?

"É aqui mesmo?", ele perguntou.

"Acho que sim", ela disse, com um sorriso que ele não soube decifrar.

Passaram por algumas lojas até que o grave bateu: baixo, pesado, pulsando pelo chão. Um letreiro de neon vermelho em cima de uma porta pulsava. Gente fumando do lado de fora, rindo, esperando para entrar.

Andy olhou a fila. Homens negros altos, na maioria, construídos como se fossem donos de academia. Ombros largos, pescoços grossos, visual afiado, uma confiança natural. Aquilo fez ele se sentir mais baixo. Também tinha algumas mulheres brancas, produzidas, bundas grandes e vestidinhos curtos.

O segurança estava na porta, de braços cruzados. Bateu o olho neles e levantou a mão.

"Você não", ele disse para Andy.

Andy arregalou os olhos. "O quê?"

Sophie falou com um sorriso: "Ele está comigo."

O segurança olhou para ela e respondeu irritado: "Tá bom, branquelo. Pode entrar."

O rosto de Andy ardeu. Parecia que a balada inteira tinha visto aquilo. Ele seguiu ela para dentro.

Lá dentro estava escuro. Luzes vermelhas e azuis pulsavam. Hip-hop bombava, o grave vibrando no peito dele. As pessoas se moviam como se a balada fosse um corpo só, se esfregando, balançando, ocupando espaço. Umas mulheres estavam sacudindo a bunda na pista, a maioria acompanhada de um homem negro. Andy sentiu que não era o seu lugar.

Sophie puxou a mão dele. "Vamos sentar."

Eles deslizaram para um reservado. "Tudo bem?", ele perguntou.

Ela sorriu abertamente. "Melhor que bem."

"Vou pegar uns drinques."

No bar, Andy notou um cara do outro lado do salão olhando direto para ele. Careca, barbudo, ombros largos esticando uma camiseta branca. Musculoso, parado, concentrado, com um olhar confiante e ameaçador. Andy desviou rápido, como um sinal de submissão diante daquele alfa.

Andy pegou dois coquetéis e fez o caminho de volta. No meio do trajeto, diminuiu o passo. Tinha outro cara no reservado deles, estilo malandro, alto, corrente no pescoço, inclinado para perto de Sophie com um sorriso de quem sabia exatamente o que estava fazendo.

O estômago de Andy se contraiu. Ele encurtou a distância que faltava.

"Ei", ele disse.

Sophie olhou para cima. "Esse é o meu namorado."

O cara deu uma olhada em Andy e voltou para ela. "Esse aí? Você já ficou com um irmão?"

Andy se retesou. "Cai fora."

O homem deu um sorriso debochado. "O que você disse, branquelo?"

Andy sentiu medo de enfrentar aquele brutamontes malandro, que devia ter o dobro de massa muscular.

Uma voz mais grave interrompeu: "Já chega, Jay."

Era o mesmo cara de antes. Maior do que Andy lembrava. Suave, mas com peso na voz.

O malandro, Jay, baixou a cabeça e falou: "Foi mal, D." Ele se dissolveu na multidão.

O homem se virou para Sophie, depois para Andy. Ele estendeu a mão para ela. "Demarcus."

Ela pegou. "Sophie. Esse é o Andy."

"Posso sentar?", ele perguntou.

Sophie respondeu: "Claro." Andy não disse nada.

Demarcus sentou de frente para eles como se fosse o dono do reservado. Os olhos de Sophie não saíram dele. Andy se mexeu desconfortável.

"Então", Demarcus disse, "o que vocês estão fazendo aqui hoje?"

"Algo diferente", Sophie falou. "A gente quase não sai."

"Gostei disso. Há quanto tempo estão juntos?"

"Quase dez anos."

Demarcus sorriu para Andy. "Homem de sorte." Voltou para ela: "Você é linda."

Ela corou. Andy deu uma risada curta.

"O que você faz?", ele perguntou.

"TI", Andy disse.

"Eu dava aula", Sophie contou. "Agora sou freelancer."

"Criativa", Demarcus comentou. "Gosto disso."

Ele tomou um gole da bebida olhando direto para ela. "Então, dez anos. Qual é o segredo?"

"Sei lá, amizade. Paciência. Confiança. Comunicação", Sophie disse.

Andy assentiu. "A gente faz dar certo."

"Legal", Demarcus falou. "Eu adoraria ser assim, mas eu me entedio fácil."

Sophie inclinou a cabeça e disse com um sorriso tímido, tentando ser simpática: "Você é solteiro?"

Ele deu de ombros. "Não, não tenho a sua sorte. Mas eu tenho umas pessoas. E um trabalho que mantém as coisas interessantes."

"Que tipo de trabalho?", Andy perguntou.

Demarcus sorriu. "Eu ajudo pessoas. Às vezes casais."

"Tipo um terapeuta?", Sophie quis saber.

Ele deu uma risada confiante. "Não exatamente... Eu dou a eles algo que não conseguem sozinhos. Você ficaria surpreso com o que leva alguém a cair na real. Às vezes tudo o que precisam é passar por algo no momento. A experiência maior ou melhor. Energia diferente. Às vezes alguém só precisa que tragam isso até ela."

Sophie arqueou uma sobrancelha e olhou de lado para Andy. "Você está fazendo parecer um segredo."

Demarcus se inclinou um pouco para frente, baixando a voz. "É... meio que se sente mais do que se explica. Talvez eu mostre para vocês."

Ele a olhou de novo. "Mas falando sério, olha para você, gata. Esse vestido, esse sorriso."

Sophie corou. Baixou o olhar, sem entender por que ele a chamou de gata na frente do Andy e por que Andy não reagiu. Andy soltou uma risadinha fraca e engoliu em seco.

Mexendo-se na cadeira, ele murmurou: "Beleza, talvez a gente devesse ir."

"Antes, mais uma rodada", Demarcus disse, no seu tom suave de sempre. Ele deu um tapinha no ombro de Andy. "Pega mais uma para nós. A mesma coisa. Por sua conta agora."

Andy se levantou duro e depois hesitou.

"Vai lá", Demarcus falou de novo, mas dessa vez mais cortante. Andy finalmente se mexeu.

Demarcus sorriu com desdém. "Bom garoto."

Andy foi para o bar, o calor subindo pelo pescoço. Quando voltou, o estômago embrulhou.

Demarcus estava bem ao lado de Sophie agora, o braço esticado às costas do reservado, atrás dela. Ela não estava recostada nele, mas também não tinha se afastado. O corpo dela parecia... diferente. Mais mole. Como se soubesse que devia se endireitar, mas não fazia.

Andy deslizou para o banco sem dizer uma palavra.

"Valeu, cara", Demarcus disse, pegando a bebida. "Um brinde às noites que a gente não espera."

Todos beberam. Sophie agora ria mais, os olhos brilhando. Andy quase não falava nada. Toda vez que tentava, Demarcus cortava, perguntando algo para Sophie, jogando elogios pra ela, rindo das piadas dela. Andy bem que poderia nem estar ali.

Demarcus mantinha os olhos nela, a voz grave e macia. Ele se sentava como se o reservado fosse dele. Andy não conseguia não notar o jeito que os braços do cara preenchiam a camisa, a barba, o rosto calmo que de algum jeito parecia no controle de tudo. Ao lado dele, Andy se sentia pequeno. Sophie corou duas vezes, ajeitando o cabelo para trás, o olhar indo entre a bebida e Demarcus.

Depois de um tempo, Andy olhou o celular. "A gente devia ir indo", ele falou, tentando soar casual, mas saiu tenso.

"Já?", Demarcus sorriu. "A noite ainda é uma criança, amigão."

Sophie olhou entre os dois. "Realmente está meio tarde", ela disse, mas não afastou as pernas de perto dele.

Demarcus deu de ombros. "Justo. Onde vocês moram?"

Andy falou o bairro deles.

Demarcus abriu um sorriso. "Sem brincadeira? Moro bem ali. Dá para ir a pé. Vão lá em casa tomar um drinque. Meu parceiro Jay, mais cedo... é, aquilo foi fora de linha. Deixa eu compensar vocês. Tenho um bar e caixas de som que vão tremer as paredes."

Andy hesitou.

Sophie tocou o braço dele. "É só um drinque, Andy. Ele foi legal."

Demarcus levantou as mãos. "Sem pressão. Só estou dizendo que é raro conhecer gente com quem a gente se identifica. Odeio acabar com isso agora."

Andy olhou para Sophie, depois para ele. "...Mais um drinque."

Lá fora, o ar estava mais fresco. Folhas secas raspavam na calçada. O vestido de Sophie se mexia com a brisa. Demarcus estava ao celular, fez sinal para eles irem na frente. "Vão indo, já alcanço vocês."

Sophie seguiu adiante, sob os postes de luz. Andy a alcançou, as mãos nos bolsos, e então pegou a mão dela. "Ele é... simpático", murmurou.

Ela olhou de lado. "O que isso quer dizer?"

Andy hesitou. "Acho que ele gosta de você. Não sei se a gente devia ir para a casa dele."

Ela riu, mas foi um riso fraco. "Você está viajando. É só um drinque."

Andy não respondeu. O estômago estava apertado.

Um quarteirão depois, dois caras negros e grandes saíram de uma porta escura, bloqueando a calçada.

"Aonde vocês dois vão?", um perguntou, os olhos em Sophie. "Caramba, gata, você é toda empinada."

O outro deu uma risada baixa. "O que uma mulher como você está fazendo com um branquelo magrelo desses?"

Andy congelou, o coração martelando. Sophie se aproximou dele, o sorriso desapareceu.

"Sem proteção?", o primeiro falou. "Talvez tenham que pagar pedágio."

Andy engoliu em seco. "A gente... a gente não quer confusão."

Eles riram de novo. Não de um jeito amigável.

Demarcus surgiu das sombras do outro lado da rua. Passos lentos, ombros quadrados. Ele se pôs na frente de Sophie e a puxou para trás de si.

"Ela está comigo", ele disse, baixo e firme.

Os dois caras travaram. Um resmungou: "Que porra é essa."

"Vocês vão deixar a moça em paz", Demarcus falou, se aproximando.

O primeiro cara levantou as mãos. "Qual é, D, a gente só tava zuando com as suas duas princesinhas branquelas."

Demarcus não engoliu. Ele acertou a garganta do cara, rápido, seco. O sujeito caiu, ofegante.

O outro recuou ligeiro. "Nós já estamos indo."

Andy continuou paralisado, observando.

Demarcus se virou para Sophie. "Você está bem?"

"Sim. Obrigada", ela disse, o olhar ainda nele, evitando o de Andy.

"Vem." A mão dele pousou nas costas dela enquanto andavam. Ela segurou o braço dele, buscando conforto naquele homem forte. Andy os seguiu submissamente atrás.

Chegaram a um prédio de vidro elegante. "É aqui", Demarcus disse, ainda com o braço em volta de Sophie, mostrando um chaveiro eletrônico.

Por dentro, mármore e luzes quentes. Elevador até a cobertura, final do corredor: portas duplas pretas. Ele as destrancou.

O lugar era enorme, janelas mostrando a cidade, sofá de couro, bar de mármore, impecável mas com cara de casa.

"Uau", Sophie disse.

"Que bom que gostou", Demarcus falou. "Sentem."

Andy e Sophie foram para o sofá de couro. Sophie cruzou as pernas. Andy se sentou duro ao lado dela, ainda abalado pelo que tinha acontecido antes.

"Vista bonita", Andy resmungou.

"A melhor parte", Demarcus disse, indo para o bar. "Uísque? Vinho?"

Sophie aceitou vinho, Andy, bourbon. Música de rap tocava baixinho de caixas de som escondidas.

"Ei, eu falei que tinha algo para vocês, né?", Demarcus comentou, puxando uma caixa de vidro com baseados de uma gaveta.

Andy balançou a cabeça. Sophie riu. "Faz anos."

"Isso aqui é coisa limpa, qual é, não sejam bundões", Demarcus disse, acendendo um. Ele deu um trago e passou para Sophie.

Ela olhou para Andy. Ele deu de ombros. "Só um peguinha", ela falou.

"Esse é o espírito, gata", Demarcus disse.

Eles passaram o baseado. Sophie riu bobinho. Andy tossiu.

Os olhos de Demarcus ficaram em Sophie um pouco tempo demais e, quando se encontraram, ele piscou para ela com um sorrisão. Ela ficou vermelha e baixou o olhar, sorrindo.

"Então, Sophie, me conta, você sempre foi assim tão doce?", ele perguntou. "Ou era mais soltinha antes?"

"Eu tive meus momentos, principalmente na faculdade", ela disse.

"Aposto", Demarcus falou. "Ainda vejo aquele brilho."

Andy se mexeu, forçando uma risada.

"Vocês dois se equilibram", Demarcus disse.

Andy assentiu, sem falar muito.

Demarcus manteve os olhos em Andy por um instante a mais. "Sabe, se vocês dois precisarem de algo, e eu digo qualquer coisa, saibam que eu vou estar lá."

Andy não sabia o que dizer. Só deu uma acenada rápida.

Demarcus girou a bebida. "Vamos jogar um jogo."

Andy levantou a sobrancelha. "Um jogo?"

"Verdade ou desafio", Demarcus disse com um sorriso de canto. "A não ser que estejam com medo."

Sophie riu. "Sério?"

"Por que não? Adultos também têm direito a se divertir." O olhar dele continuou nela. "Vocês dois parecem firmes. Vamos ver o quanto."

Andy se mexeu. "Beleza. Claro."

"Ótimo", Demarcus disse, recostando-se. "Primeiro, vamos relaxar um pouco mais." Ele puxou um baseado maior. "Esse aqui chama Coelhinha da Neve. Vocês já vão entender."

Ele deu um trago e passou na direção de Sophie. Quando foi pegar o baseado, ela se inclinou demais e quase caiu no colo dele. As mãos dele seguraram os braços dela.

"Calma, docinho", ele disse, sorrindo. "Não vai deixar o seu homem com ciúmes."

Ela corou e se endireitou, roçando em algo que a fez parar por um segundo. Deu um trago, sorriu e passou de volta.

"Dá para o Andy", Demarcus falou.

Andy balançou a cabeça. "Para mim já deu."

"Qual é o problema, garoto? Não seja sem graça", Demarcus insistiu.

Sophie riu baixinho e entrou na onda. "Vai, só experimenta."

Andy deu um trago rápido, os olhos começaram a lacrimejar, ele tossiu até o rosto ficar vermelho. Sophie e Demarcus riram.

"Beleza", Demarcus disse, "Verdade, Andy. Qual é a música mais vergonhosa que você sabe a letra inteira?"

Andy ainda tossia quando respondeu. "Baby Shark. Minha sobrinha adora."

"Sua vez de perguntar", Demarcus falou.

A cabeça de Andy estava nebulosa. "Demarcus... verdade. Por que todo mundo te chama de D?"

Demarcus sorriu. "Talvez você descubra hoje à noite. D Grande, na verdade." Ele piscou para Sophie. Ela corou. Andy continuou sem fazer nada, como se estivesse impotente diante de tanta masculinidade.

"Sua vez, Sophie. Verdade ou desafio?"

"Verdade", ela disse.

"Qual foi a coisa mais aventureira que você já fez?"

Ela hesitou, então, sentindo o barato, decidiu se soltar e respondeu: "A gente tentou uma coisa com um brinquedo uma vez. Foi... diferente. Diferente de um jeito bom."

Demarcus abriu um sorriso e disse, olhando para Andy: "Interessante..."

Sophie devolveu rápido: "Verdade. Você já usou brinquedos?"

Ele riu. "Irmãos como eu não precisam de brinquedos, querida. Nós somos o brinquedo. Não é como o seu branquelo aí." Ele piscou para ela.

Andy abriu a boca, mas fechou de novo quando Demarcus olhou para ele. Sophie corou, se inclinou e beijou a bochecha de Andy. "Ele é mais que suficiente para mim."

"Aposto", Demarcus disse com um sorriso debochado.

Ele olhou para Andy de novo. "Escolhe desafio."

Andy assentiu. "Desafio."

"Então mostra o que você tem. Tira as calças."

Os olhos de Andy se arregalaram, ele já estava ficando muito chapado, mas não a ponto de desmaiar, e começou a entender aonde aquilo ia. "Sem chance. Isso é demais."

Demarcus riu baixo. "Tá bom, então pelo menos tira a camisa. Para de ser sem graça."

Sophie tentou amenizar. "Tudo bem, Andy, isso é divertido. Eu amo o seu corpo."

Demarcus apontou para ele. "Ela falou. Vai."

Andy se levantou devagar, desajeitado por causa da maconha. Tirou a camisa, deixando à mostra o corpo magro, e sentou de novo, com o rosto vermelho.

"Uau", Demarcus disse, olhando para ele com um sorriso que era parte piada, parte insulto.

Sophie riu um pouco. "Gostei do corpão de pai, amor." O sorriso dela não combinava com a pena nos olhos.

Andy encarou o chão. "Acho que não quero mais brincar." Então ele se sentou de novo, dessa vez na beirada do sofá.

Demarcus se inclinou para frente, com a voz mais suave agora. "Beleza, talvez a gente tenha pegado pesado com você. Já que você entrou na brincadeira, vou fazer o mesmo."

Ele arrancou a própria camisa. Músculos por toda parte, definidos e sólidos. Parecia uma estátua grega, mas com pele escura. Duas vezes o tamanho de Andy.

"Ai, meu Deus", Sophie disse, os olhos arregalados.

Demarcus sorriu para ela. "Acho que a Sophie gosta mais do corpo do D Grande." Ele acendeu o baseado, deu um trago e soltou a fumaça devagar.

Os olhos dele continuaram nela. "Já que estamos todos sem camisa, você também devia tirar, gata."

Andy só ficou ali, chapado demais para reagir. Sophie hesitou e então, depois de alguma insistência de Demarcus, se levantou e tirou a parte de cima, ficando só de sutiã rendado.

Demarcus soltou um assobio baixo. "Caramba, gata, que gostosa. Você está me deixando duro."

Sophie corou, olhou para Andy, depois de volta para Demarcus. "Demarcus, qual é..."

Ela esperou que Andy dissesse alguma coisa, mas ele não disse. Estava chapado demais e, claro, com medo demais do D. Estava claro quem era o alfa.

Andy finalmente falou, lento e arrastado, com toda a força que lhe restava: "Talvez a gente devesse ir..."

"Não", Demarcus cortou. "Ainda não acabamos. Sua garota está se divertindo... por que estragar o clima?"

Sophie não olhou para Andy. Os olhos dela continuaram em Demarcus.

“Mais duas rodadas, depois a gente acaba”, disse Demarcus. “Sua vez, princesa.”

Sophie mordeu o lábio, ainda ignorando Andy. “Mm ok, por que te chamam de Big D?”

Os olhos de Andy se arregalaram. “Sophie–”

“Você quer mesmo saber, gata?”, disse Demarcus, inclinando-se. Ele tinha um sorriso largo no rosto. Sophie corou.

Andy, com os últimos resquícios de coragem, levantou-se. “A gente precisa ir.”

O tom de Demarcus permaneceu calmo, mas afiado. “Espera. Sua mina me fez uma pergunta. Eu tô respondendo. Eu protegi vocês dois mais cedo, dei bebida, fumo. O que mais você quer, mano?”

Andy gaguejou, sentindo-se mal agora: “Não foi isso que eu–”

“Relaxa”, disse Demarcus, e então sorriu para Andy para aliviar a tensão. “Tá certo, cara, antes de vocês irem, faz uma coisa fora da sua zona de conforto. Se solta. Olha a Sophie – ela tá se divertindo. Você faz isso por mim?”

Sophie assentiu. “É, Andy. Só se diverte um pouquinho e depois a gente cai fora.”

Andy hesitou, depois suspirou. “Tá bom. O que você quer que eu faça?”

O sorriso de Demarcus se alargou. “Mostra pra gente o seu pauzinho branco.”

Andy congelou. “O quê? De jeito nenhum.”

Demarcus riu. “É... foi o que eu pensei.”

Sophie, que tinha acabado de dar outro trago e estava sentindo o barato, inclinou-se. “Anda, amor. Tá tudo bem. Só faz isso e a gente pode ir. Você nunca faz nada louco.”

Andy olhou para ela. Ela assentiu. Ele olhou de relance para Demarcus, recostado, ombros largos preenchendo a cadeira, braços como troncos de árvore. Aquele olhar não se mexeu. Andy olhou de volta para Sophie, respirou fundo e levantou-se.

Ele abaixou as calças. Três polegadas, mole.

A música ainda tocava, mas ninguém falava. Demarcus olhou para Sophie, sorriu com escárnio. “Agora os brinquedinhos fazem sentido”, ele disse, tomando um gole do drinque.

Então, para surpresa de todos, Demarcus levantou-se. Devagar, sem pressa. Peito grosso, braços pesados, tatuagens ao longo de um braço. Ele abaixou as calças. Mesmo não estando duro, ele era enorme – grosso, comprido, pesado, pendendo baixo entre pernas sólidas. Parecia um terceiro braço.

Sophie engasgou. “Ai, meu Deus... eu nunca vi um tão grande.”

Demarcus sorriu. “Agora você sabe por que me chamam de Big D, princesa.” Ele sustentou o olhar dela, depois olhou para Andy como se ele não fosse nada.

Continua...

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