Irmã Fria
"Estou com frio", anunciou Betsy, como se fosse uma grande revelação.
Minha irmã mais nova estava sempre reclamando da temperatura. Juro que ela saiu do útero tremendo. Apesar de morarmos na Flórida, onde até os dias mais frios ainda eram quentes, minha irmã estava sempre congelando.
Era uma tarde preguiçosa de domingo. Eu estava sentado no sofá modular de ardósia, assistindo às finais da NBA na imensa TV de tela plana da família. Minha irmã estava parada no canto da sala, os braços cruzados sobre o peito, como se tentasse abraçar o calor em si mesma.
Betsy estava enrolada em um moletom pesado e cinza e calças de moletom escuras. Mal consegui distinguir seus olhos castanhos sob o capuz. Ela havia prendido seu longo cabelo castanho-claro em uma trança, que corria pelo peito como uma fugitiva elegante.
"Posso me sentar com você, Bran?", Betsy perguntou. Ela levantava os pés um de cada vez do chão de azulejo, como se estivesse gelado demais para seus dedos descalços.
"Agora você gosta de basquete?", perguntei.
"Não, mas este ar-condicionado está descontrolado", disse Betsy. "Papai já disse que vou ficar de castigo por um mês se mexer no termostato de novo."
Eu ri, mas sabia que minha irmã não estava brincando. Nosso pai podia amar nós dois, mas adorava o ar-condicionado com uma paixão incongruentemente acalorada. Mexer no A/C era uma traição muito além do que ele toleraria.
"Sério, só preciso ficar com você um pouquinho para me aquecer", disse Betsy.
Dei de ombros. Betsy podia ser estranha quanto à temperatura, mas, fora isso, era uma garota agradável de se ter por perto. Não éramos o tipo de irmãos que ficam de conchinha no sofá, normalmente, mas também não ia surtar por causa disso.
Minha aprovação meio relutante aparentemente foi o suficiente, e Betsy pulou ao meu lado. Havia muito espaço para nós dois, mas ela se aconchegou bem perto de mim, como se tivéssemos que dividir uma única almofada. Betsy se aninhou no meu peito, então pegou um cobertor de fleece atrás do sofá e colocou sobre nós dois.
"Oooo, você é quentinho", disse Betsy, como se fosse o maior elogio que pudesse dar.
"Melhor?", perguntei.
Senti minha irmã tremer contra mim. "Quase lá", disse ela.
Betsy era pequena, no máximo 1,57m. Ela havia corrido cross country no ensino médio, o que a mantinha magra. Eu não tinha uma ideia real da sua silhueta, porém, porque ela sempre estava com roupa demais para notar. Até quando estávamos na piscina do quintal, ela ficava bem coberta (a água, surpresa, era fria demais para nadar).
Betsy empurrou a trança castanha para trás da orelha e olhou para a tela. "Para quem você está torcendo, o time laranja?"
"Sim, o time laranja", eu disse, incapaz de esconder meu tom zombeteiro. "Gosto de como sua laranjice esmagadora mantém o time verde sob controle."
"Nossa, só fiz uma pergunta", disse Betsy. Ela fez um bico que a deixou mais bonita.
Suponho que eu diria que minha irmã de dezoito anos era bonitinha. Seu rosto era atraente daquele jeito "garota da porta ao lado". Tinha nariz pequeno e arrebitado e lábios finos e rosados que pareciam estar sempre sorrindo. Vários dos meus amigos haviam perguntado sobre ela, sempre com a mesma questão. O que será que ela esconde debaixo de toda essa roupa? Obviamente, deixei claro que eles não tinham permissão para descobrir por conta própria.
Tentei manter o foco no jogo enquanto Betsy se enfiava em mim. De algum jeito, minha irmã estava se aconchegando ainda mais perto do meu peito. Diferente de Betsy, eu era alto e largo. Ela parecia minúscula enquanto se espremia no meu lado.
"Já está confortável?", perguntei, impaciente.
"Tentando", disse Betsy. "Sério, você é super quentinho. Como consegue ser tão quentinho?"
"Não sei", eu disse. "Só sou."
"Bem, precisamos fazer isso muito mais vezes", disse Betsy. "É como se aninhar em um forno."
"Sua pedra de calor particular", eu disse.
"Está sugerindo que sou um lagarto?", Betsy perguntou, fingindo-se ofendida.
"Você é meio iguana-esca", eu disse.
"Então você deve ser um urso", disse Betsy. "Um grande e aconchegante urso pardo."
"Eu poderia viver com isso", eu disse. "Não me importaria de comer salmão o dia todo."
"Talvez roubar algumas cestas de piquenique para variar", disse Betsy.
"Isso seria legal", eu disse. "Você teria que comer moscas, na sua nova vida de iguana."
"Mas eu teria uma visão incrivelmente animal", disse Betsy.
"E dois pênis."
"Espera, sério?", Betsy perguntou, virando-se para mim. Assenti. "Eca, não, obrigada."
"Você poderia gostar", eu disse, provocando.
"Por favor, não consigo nem achar um", disse Betsy. Olhei para ela de um jeito estranho, mas ela ignorou.
Minha irmã finalmente se acomodou contra mim. Deixou a cabeça pender no meu peito. Olhei para a TV e percebi que havia perdido completamente o fio do jogo. Sem pensar, comecei a acariciar distraidamente a nuca da cabeça encapuzada de Betsy. Ela soltou um pequeno arrulho.
Aquilo era legal de um jeito que eu queria que não fosse legal entre irmãos. Fazia tempo desde minha última namorada, e eu sentia falta da intimidade disso. Ter esse momento com Betsy não exatamente satisfazia aquela vontade (de novo, irmã), mas me lembrava que ela estava lá.
Betsy gemeu e deslizou a mão pelo meu peito. Ela olhou para o meu rosto e compartilhamos um sorriso estranho e secreto. Ela inclinou a cabeça para cima e por um momento pareceu que...
"Brandon! Betsy! Venham ajudar com as compras!"
Nos assustamos ao ouvir a voz da mamãe nos chamando da garagem. Betsy e eu pulamos do sofá como se estivéssemos fazendo algo muito mais inapropriado do que assistir a um jogo de basquete.
*
Naquela noite, tomei um longo banho antes de ir para a cama. Quando terminei de me secar, vesti minhas roupas de dormir habituais — uma calça de pijama de flanela sem camisa — e deslizei sob as cobertas.
Eu estava na FAU havia dois anos, indo e voltando de casa para economizar dinheiro. Agora que estava prestes a ser júnior, planejava finalmente me mudar. Mas havia algo reconfortante em ficar na minha casa de infância. Sabia que a maioria dos meus colegas mal podia esperar para morar sozinhos, mas eu não me importava.
Eu gostava da minha família. Nos dávamos bem. Minha mãe era super solidária, e meu pai estava sempre me ajudando com as coisas. Além disso, Betsy. Ela não era tão ruim. Ficar em um apartamento sozinho parecia que seria super solitário.
Estava prestes a apagar a luz do quarto e dormir quando ouvi uma batida suave na porta.
"Ei, Urso", disse Betsy, entrando no meu quarto.
Minha irmã morena e bonitinha estava vestindo todas as suas camadas, como antes. Dizem que tenho a cara dela — mesmo cabelo e olhos castanhos, mesmos lábios e nariz — mas pessoalmente não via. Minha irmã era adorável. Eu era um grandalhão desajeitado.
"Ei, 'Guana", eu disse.
"Isso não soa bem", disse Betsy. "Parece guano."
"Justo", eu disse. "O que foi, Bets?"
"Estou super fria e com dificuldade para dormir", disse Betsy. Ela deu um arrepio completo para enfatizar seu ponto. "Você estava tão quentinho esta tarde e não consigo parar de pensar nisso. Posso ficar com você um pouquinho?"
Olhei para minha irmã com cautela. Não era o pedido mais estranho do mundo, mas parecia bem esquisito.
"Estou só de calça", eu disse.
"E daí?", Betsy perguntou. "Você ainda é minha pedra de calor."
Suspirei e levantei meu edredom. Betsy bateu palmas, animada, então pulou ao meu lado na cama. Como eu disse, este era o quarto em que cresci, então só tinha uma cama de casal. Mas havia espaço suficiente para nós dois.
"Ahhh, que delícia", disse Betsy, novamente se aninhando em mim. Ela apoiou a cabeça no meu peito nu, serpenteando a mão até meu peitoral. Passei o braço em volta das costas dela. Era como se ela fosse um coala, e eu, um eucalipto.
Minha irmã se acomodou em mim. Sua respiração fazia cócegas nos meus pelos do peito. Meus olhos se fecharam languidamente enquanto a realidade começava a se dissipar.
"O que você quer fazer?", Betsy perguntou.
"Eu estava prestes a dormir", eu disse.
"Nada de dormir", disse Betsy, entrando no modo pirracenta total. "Só depois que eu sair. Precisamos fazer algo."
"Posso pegar Parcheesi", eu disse.
Betsy virou a cabeça e me fulminou com o olhar.
"Acho que podemos conversar?", eu disse.
"Sobre o quê?", Betsy perguntou.
"Não sei, a vida. Coisas assim. Você ainda está saindo com aquele cara, David ou algo assim?"
"Ugh, não", disse Betsy. "E você? O que aconteceu com aquela loira de quem você estava me contando?"
"Melissa? Foi tão ruim que nem posso te contar", eu disse.
"O que aconteceu?" Percebi que havia despertado o interesse da minha irmã.
"O que aconteceu com você e David?", perguntei.
Betsy gemeu e revirou os olhos. "Ele era um porco. Só queria transar."
Não consegui esconder a surpresa no meu rosto. Tinha dificuldade em imaginar minha irmã tirando a roupa, que dirá aquilo. Até o uso do palavrão foi surpreendente. Minha irmã doce não costumava falar palavrão.
Betsy riu. "Na verdade, não transamos", ela disse. "Esse era o problema. Tipo, eu topo uns beijos e tal, mas ele já queria transar no primeiro encontro e eu não estava pronta. Acho que, depois de um tempo, ele perdeu a paciência comigo. Peguei ele ficando com uma garota aleatória na festa de formatura mês passado."
"Sinto muito", eu disse.
"Não sinto", disse Betsy. "Ele era um babaca. E você?"
"Ah, a Mel e eu transávamos o tempo todo", eu disse.
Os olhos de Betsy se arregalaram, e ela me empurrou com força. "Isso não!", ela exclamou. "Por que vocês terminaram?"
"Ah", eu disse. "Bem, esse meio que era o problema. Sexo era tudo que fazíamos. Depois de um tempo, percebi que nunca tínhamos tido uma conversa de verdade. Tipo, eu nem sabia o nome do meio dela ou se ela tinha uma família grande. Era estranho."
"Sinto muito", disse Betsy, me imitando de antes.
"Não sinto", eu disse. "Quero um relacionamento de verdade. Um onde não seja só físico. Onde possamos conversar e nos divertir. E mesmo quando nos tocamos, não precisa ser sobre sexo. Tipo, ficar deitado e de conchinha também é legal."
"Sim", disse Betsy, sua voz de repente distante. "Isso é muito legal."
"Parece que você está bem quentinha aí embaixo", eu disse, tentando não insinuar demais.
"Já vou, já vou", disse Betsy. "Não estou totalmente confortável, mas acho que vai ser bom o suficiente."
Minha irmã deslizou para fora das cobertas, então saiu lentamente do meu quarto. Quando me virei para dormir, porém, achei o colchão estranhamente vazio.
*
No dia seguinte era segunda, então passei a maior parte do tempo atendendo telefones no trabalho. Fazer administrativo para uma empresa de resseguros não era o pior emprego temporário de verão que já tive, e me mantinha ocupado. Não pensei muito no dia anterior e no que havia acontecido. Principalmente porque, até onde eu sabia, não havia acontecido nada. Quer dizer, foi um pouco estranho, o que Betsy e eu fizemos, mas não era tão incomum.
Só que, quando cheguei em casa, me vi ansiando por algo e não conseguia descobrir o que era. Então, finalmente, me dei conta. Alguma parte de mim, um aspecto inexplicável com certeza, estava antecipando Betsy se juntar a mim na cama de novo. O que era bobagem por uma série de razões. A mais importante era que não ia acontecer de novo. Eu vivi com minha irmã por quase duas décadas e não íamos mudar de hábitos tão facilmente.
Jantei com meus pais e Betsy. Assisti Netflix no sofá. Finalmente, por volta das 22h, tomei meu banho noturno e me enfiei na cama. A casa estava quieta. Qualquer pequena esperança que eu tivesse foi finalmente frustrada. Minha irmã claramente não viria.
TOC TOC TOC
"Ei, Bran?", Betsy chamou através da porta.
Disse à minha irmã que ela podia entrar. Ela estava com uma roupa parecida com a do dia anterior, outro moletom (este amarelo) com calças de moletom escuras. Ela também usava meias grossas de lã. Sério, estávamos na Flórida em meados de junho. A maioria das pessoas comparava o clima daqui a viver no sol. Como ela conseguia ficar confortável assim?
"Não precisa bater", eu disse a ela.
"Não quero te pegar indecente", disse Betsy.
"Estou sempre indecente", eu disse.
Minha irmã franziu a testa para mim. "De qualquer forma, estava esperando poder me aquecer um pouco de novo, como na noite passada."
"Eu te deixo quente, não é?", eu disse.
"Você me deixa morno", disse Betsy. "No máximo. Mas é melhor do que gelado, que é como estou me sentindo agora."
"Bem, vamos ver o que o irmãozão pode fazer por você", eu disse, e dei tapinhas na cama.
"Você está de um humor estranho hoje", disse Betsy, mas ela se enfiou sob as cobertas e se enroscou em mim como um coala mais uma vez.
"Desculpe", eu disse. "Acho que estava tentando ser engraçado, ou algo assim."
"Você é engraçado", disse Betsy. "Quando não está se esforçando tanto. Tem algo errado?"
Pensei por um momento. Não achava que havia algo de errado comigo até Betsy entrar no quarto e eu ficar todo nervoso. Não sei como descrever. Eu estava sendo assustador, esquisito, flertando como em um visual novel, e não conseguia entender o porquê.
"Acho que não tem nada errado", eu disse. "Acho que me peguei meio que ansioso para você vir aqui de novo. E sei que é estranho ficar ansioso para ficar de conchinha com minha irmã."
"Não é estranho, é fofo", disse Betsy. "Eu também gostei de passar tempo com você. É bom ficar perto de alguém."
"Mesmo que seja seu irmão mais velho e burro?"
"Você não é grande", disse Betsy. "Não de um jeito ruim. Gosto do seu tamanho, é bom para se aconchegar. E você definitivamente não é burro."
"Obrigado", eu disse. Senti a necessidade de dizer algo em troca. "Você é super bonitinha. Todos os meus amigos dizem. E, hum, você é divertida de conversar também."
Betsy respondeu enterrando a cabeça no meu peito nu. Ela puxou o capuz para trás, revelando seu rostinho fofo e elfo. Suas bochechas estavam um pouco rosadas e ela tinha o cabelo castanho preso em outra longa trança. Ela apoiou a mão no meu peito e começou a traçar os dedos distraidamente pelos meus pelos.
"Você tem um corpo bonito", ela disse, continuando nossa troca de elogios. "Largo, mas não gordo. Também não muito musculoso. Você é um bom abraçador."
"Você é fácil de abraçar", eu disse.
"Sim." Betsy bocejou.
*
Acordei de repente. Meu quarto estava completamente escuro. Senti algo enrolado em mim e olhei para baixo.
Betsy! Oh, merda!
Uma coisa era ficar de conchinha. Estranho, talvez, mas não fora do normal. Dormir na mesma cama, porém, era uma péssima ideia. Seria difícil explicar isso para mamãe e papai de um jeito que não parecesse errado.
Sacudi minha irmãzinha para acordar.
"Sinto calor", ela murmurou.
Eu a empurrei de novo. O olho de Betsy se abriu lentamente, então se arregalou.
"Você dormiu", eu disse a ela.
"Oh, droga!", disse Betsy. "Bran, sinto muito."
"Eu não me importo, mas mamãe e papai vão", eu disse.
Betsy se recompôs e saiu da cama. "Estava tão quentinho com você. Acho que quentinho demais. Vou sair de fininho."
Observei enquanto minha irmã tentava sair do quarto como uma ninja, mas era mais como andar pesadamente. Finalmente, depois de tropeçar duas vezes e quase bater em uma parede, Betsy conseguiu chegar ao corredor.
Suspirei e recostei no travesseiro. Aquela foi por pouco. Embora não achasse que havia algo especificamente errado com o que estávamos fazendo, algo nisso, eu sabia, pareceria muito inapropriado para nossos pais. Precisávamos ser mais cuidadosos.
Fechei os olhos, mas não consegui dormir de novo. Acabei olhando para o celular até as 4 da manhã, frustrantemente acordado.
*
No dia seguinte, voltei ao trabalho, mas o tempo todo me peguei pensando no que poderia acontecer naquela noite. De novo, não era algo que eu pudesse explicar racionalmente. Quem passava tanto tempo ansioso para ficar com a irmã mais nova? Mas isso não me impedia de fazer isso.
Praticamente corri pela minha rotina noturna. Assim que me enfiei na cama, Betsy bateu na minha porta. Dessa vez, ela não esperou eu responder, só abriu e entrou. De novo, ela estava em seu uniforme padrão, mas tinha o cabelo em maria-chiquinhas fofas em vez da trança habitual.
"Estava a fim de algo diferente", ela disse, quando perguntei sobre isso.
Betsy subiu na cama ao meu lado. Não havia mais pedido de permissão — agora era a rotina. Não consigo explicar por que isso me deixou tão feliz.
"Escuta, podemos continuar fazendo isso, mas precisamos ser mais cuidadosos", eu disse, enquanto Betsy se deitava ao meu lado. "Dormir assim? Mamãe e papai ficariam furiosos."
"Não posso ficar de conchinha com meu irmãozão?", Betsy perguntou.
"Você está na cama comigo, à noite", eu disse. "Não importa o que seja, se é isso que parece."
"Podemos explicar", disse Betsy. "Mamãe e papai sabem que estou com frio o tempo todo."
"Você sabe que não é certo", eu disse.
"Tudo bem," Betsy disse. Ela revirou os olhos para mim, mas se aconchegou mais perto. "Mas posso ficar um pouco, né? Até eu me aquecer?"
"Claro," eu disse.
De novo, Betsy colocou a cabeça no meu peito. Deixou os dedos brincarem no meu flanco nu. Eu me vi acariciando lentamente as costas cobertas pelo moletom dela. Mal dava para sentir a garota debaixo de toda aquela roupa.
"Você sempre dorme sem camisa," Betsy disse, "Não sente frio?"
"Obviamente não," eu disse, "Isso te deixa desconfortável? Quer que eu vista alguma coisa?"
"Não, eu gosto," Betsy disse, "Como eu falei, você tem um peito bonito."
Por um momento, me perguntei se deveria dizer o mesmo de volta para ela. Mas, por um lado, eu não fazia ideia de como era o peito da minha irmã porque ela sempre o mantinha coberto. E por outro, ela era *minha irmã*. Flertar desse jeito não era certo.
Ficamos deitados em silêncio por um tempo, nos acariciando de leve. Eu ouvia a respiração suave da minha irmã. Os pequenos sons que ela fazia enquanto se ajeitava. Ela tinha um jeito de desviar os olhos — para o meu corpo, meu rosto, meu quarto — como se estivesse tentando memorizar cada detalhe. Tinha algo muito adorável nisso.
"Eu gosto disso," Betsy disse, "Me aquecer com você."
"Eu também gosto."
"Significa muito para mim, você me deixar fazer isso," Betsy disse, "Acho que é algo que eu só poderia ter com um irmão. Outro garoto teria expectativas, sabe? Abraçar não pode ser só abraçar — tem que ser o prelúdio para, bem, coisas que eu não estou pronta para fazer. E a maioria dos irmãos ficaria toda sem graça com isso. Acho que estou dizendo que só existe uma pessoa no mundo inteiro com quem eu poderia fazer isso e é você."
"Eu só estou te mantendo aquecida," eu disse.
"Eu sei," Betsy disse, "Mas quero que você saiba que isso me faz sentir especial. Sortuda, até."
Betsy inclinou a cabeça para cima e me beijou na bochecha. Seus lábios finos deixaram uma pequena marca molhada. Eu me virei, sentindo que deveria retribuir, e fui fazer o mesmo. Mas, de algum jeito, eu errei. Ou a Betsy virou a cabeça. Ou algo assim. Porque de repente meus lábios estavam nos dela.
Eu passei de surpreso a completamente chocado. Em vez de se afastar, pular para trás, ou qualquer coisa que eu esperava que Betsy fizesse, minha irmãzinha me beijou de volta.
Objetivamente, não deveria fazer diferença se eu estava beijando a bochecha da Betsy ou sua boca. Pele era pele, afinal. Os lábios da minha irmã não deveriam significar nada a mais, mas significavam. Eu podia *sentir* a diferença. As faíscas elétricas de tocar um ponto sensível com um dos meus.
Finalmente, nos separamos. Nossos olhos, no entanto, continuaram conectados. Eu encarei as órbitas castanhas profundas da minha irmã. Vasculhei os pequenos redemoinhos de cor. Havia pintinhas douradas ali. Como se os olhos dela estivessem carregados de um tesouro secreto. Minha irmã me vasculhou, da mesma forma.
"Eu deveria ir," Betsy disse.
Ela saiu da cama. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ela fechou a porta atrás de si. Eu fiquei olhando para o teto. Meu coração disparou. De medo, de antecipação, de... De muitas coisas que eu não podia admitir.
Mais uma vez, fiquei acordado a maior parte da noite.
*
Eu tentei alcançar a Betsy naquela manhã, mas ela já tinha saído para o próprio trabalho como conselheira em um acampamento de verão a algumas cidades de distância. Passei o dia inteiro no trabalho completamente distraído. Saí mais cedo, dizendo que estava me sentindo mal, e esperei minha irmã voltar à tarde.
Mas quando Betsy finalmente chegou em casa, ela foi direto para o quarto. Passou por mim tão rápido que eu nem tive chance de dizer oi. Pensei em subir e falar com ela, mas algo na porta fechada dela me bloqueou. Nunca imaginei que uma tábua de madeira pudesse ser tão imponente.
Depois do jantar, eu sabia que ir para a cama cedo era uma má ideia. Betsy não estava vindo. Apesar de três noites de sono perturbado, eu percebi que teria mais uma noite olhando para o teto. Então, depois do banho da noite, voltei para a sala e liguei as finais da NBA. Eu tinha que torcer para essa série ir até o sétimo jogo, senão eu estaria com sérios problemas em alguns dias.
Me joguei no sofá, vestindo minha calça de pijama e uma camiseta velha. Por alguma razão que não sei explicar, peguei o cobertor de fleece atrás do sofá e coloquei no meu colo. Não é como se eu estivesse com frio.
Eu estava começando a me envolver no jogo quando vi Betsy descer as escadas rapidamente. Ela estava com outra roupa pesada — desta vez um suéter marrom grande e felpudo e calça de moletom. Ela olhou na minha direção e eu me preparei, sabendo que as coisas estavam prestes a ficar super estranhas.
Em vez disso, minha irmã correu para o sofá e se enfiou ao meu lado. "Você já está todo arrumado para mim," ela disse, com um tom de admiração na voz. Ela puxou o cobertor sobre si e envolveu os braços nos meus ombros.
Nossa mãe saiu da cozinha segurando uma pilha de biscoitinhos redondos. Ela nos viu sentados no sofá e parou. "Que fofo," ela disse, "Hora do aconchego de irmãos."
"Brandon é tão quentinho, mãe," Betsy disse.
"Ah, é?" Mamãe perguntou. Ela me deu um sorrisinho malicioso.
"É realmente o melhor," Betsy disse.
Eu olhei para o jogo, fingindo que as duas não estavam falando de mim. Algo em tudo aquilo me fazia sentir em exposição e era perturbador.
"Bem, não fiquem acordados até muito tarde, OK?" Mamãe disse, subindo as escadas para o quarto dela.
"Nós dois somos adultos, mãe," Betsy disse, "Acho que a gente se vira."
Mamãe balançou a cabeça para nós dois, mas continuou subindo. Quando ela já não podia ouvir, Betsy me cutucou nas costelas.
"Viu, eu te falei que ela não se importa," Betsy disse.
"Nos ver no sofá na frente da TV e nos encontrar na cama às 2 da manhã são duas coisas *muito* diferentes, Bets."
Betsy fez um pequeno beicinho, mas não tinha resposta para isso. Em vez disso, ela olhou para a TV em silêncio. O que quer que ela sentisse sobre a noite anterior, ela não demonstrava. Ela continuou grudada em mim. O nível de conforto dela com a coisa toda me deixava estranhamente desconfortável.
"Ah, o time laranja perdeu toda a sua laranjeza," Betsy disse.
"São chamados de uniformes de visitante," eu disse.
"Tanto faz," Betsy disse. Ela descansou a cabeça contra meu peito. Seu cabelo castanho estava de volta na trança de sempre.
Eu tentei deixar as coisas como estavam. Claramente minha irmã estava bem com tudo, mas eu descobri que não conseguia ficar. Finalmente, desisti e falei.
"Betsy, sobre a noite passada. Me desculpa."
"Sobre o quê?" Betsy perguntou, virando-se para me olhar. Seu rosto fofo estava franzido de preocupação, só a deixando ainda mais adorável.
"O, hum, o beijo," eu disse, "Foi um erro. Não deveria ter acontecido. Sinto muito mesmo. Todo esse tempo que andamos passando juntos ultimamente, eu estou gostando. Se eu fiz algo para estragar isso, acho que não conseguiria me perdoar."
"Pessoalmente, eu gostei," Betsy disse.
"Você gostou," eu disse, "Do beijo."
"Sim," Betsy disse, alegremente. "Você não gostou?"
Eu pausei. Bem, eu sabia o que deveria dizer. Que ela era minha irmã e por isso era nojento e errado. Só que isso seria uma mentira colossal.
"Foi legal," eu disse, minimizando muito. Mas eu não podia revelar a verdade completa: que um selinho rápido com minha irmã tinha sido o melhor beijo que já tive na minha vida. O fato de ser honesto não tornava mais fácil admitir. Na verdade, era o oposto.
"Quer fazer de novo?" Betsy perguntou.
Ela virou a cabeça para cima na minha direção. Colocou a mão na minha bochecha e se inclinou. Betsy não esperou eu responder, apenas pressionou os lábios nos meus.
Betsy não me deu um selinho nos lábios. Não foi um toque rápido. Ela simplesmente me beijou, forte. Senti os dentes dela pressionarem através dos nossos lábios. Ela provocou minha boca com a língua.
Instintivamente, eu abri para que ela pudesse deslizar a língua para dentro. A sala se encheu de sons molhados de estalos. Pequenos mmms e aahhs. Betsy manteve a mão no meu rosto, acariciando amorosamente minha bochecha enquanto a gente se beijava. Eu a apertei contra mim, como se tentasse puxar o corpo dela para dentro do meu.
"Tão quentinho," Betsy disse, enquanto nos beijávamos no sofá. Nem um pouco como irmãos. Como amantes. "Mas aí, você me faz ir embora e fica com o calor para você."
"A gente pode se aconchegar na cama," eu disse, "Por um pouquinho."
"E nos beijar mais um pouco?" Betsy perguntou.
"Sim," eu disse.
Desliguei a TV e nós dois corremos de volta para o meu quarto. Eu subi debaixo das cobertas e Betsy me seguiu. Assim que nos deitamos, os lábios dela buscaram os meus como se ela estivesse segurando a respiração o tempo todo.
Betsy agarrou minha camiseta e a puxou pela minha cabeça. De novo, eu normalmente dormia assim. Eu sempre estive sem camisa quando minha irmã estava comigo antes. Mas algo no jeito como ela me despia pareceu tão sexual naquele momento.
"Isso é tão errado," eu disse, incapaz de me conter.
Betsy recuou, uma expressão de confusão gravada em seu rosto adorável. "Por quê?"
"Nós somos irmãos," eu disse, como se estivesse fazendo uma declaração chocante. "Não deveríamos fazer esse tipo de coisa."
"Ah," Betsy disse. Ela fez uma pausa para pensar por um momento. "Acho que, para mim, não é assim. Então, não me incomoda."
Agora era eu quem olhava confuso para minha irmã.
"É igual ao aconchego," Betsy disse, "Não é romântico. Você está certo, seria errado se estivéssemos fazendo desse jeito. É mais funcional para mim. Te beijar me faz sentir quentinha. Mais quente do que quando a gente se abraça. Então, você está me ajudando. Só isso."
"Ah," eu disse, sem saber se deveria me sentir apaziguado ou magoado. "OK."
"Então, a gente pode continuar se beijando?" Betsy perguntou.
Era tudo que eu precisava ouvir, eu percebi. Como eu poderia ficar chateado se podia continuar fazendo isso, o que quer que fosse, com minha irmãzinha? Em vez de responder à pergunta dela, simplesmente me inclinei, e nos reconectamos.
"Você está quentinha agora?" eu perguntei, depois de alguns minutos deslizando nossos lábios e línguas juntos.
"Com certeza," Betsy disse, "Isso é tudo que eu quero. Estou cansada de sentir frio o tempo todo."
Não tenho certeza de quanto tempo passamos na minha cama. Eu perdi a noção de tudo exceto a sensação da minha irmã sob meus dedos. A doçura do hálito dela na minha bochecha. Nenhum de nós dois dormiu, isso era certo.
Finalmente, Betsy se afastou. Meus lábios doíam de tanto nos beijarmos, mas eu ainda senti a decepção brotar no meu peito.
"Isso deve me segurar," Betsy disse, "Pelo menos por algumas horas."
Eu levantei a sobrancelha para ela.
"Agora, me sinto bem quentinha," Betsy disse, "Tão quentinha quanto eu fico, de qualquer jeito. Mas assim que a gente se separa, o calor vai embora. Eu fico com frio quando volto para a cama. Mas a noite passada, depois do beijo, meio que durou um tempo. Tempo suficiente para eu pegar no sono. Acho que é como carregar minha bateria de calor. Seus beijos são mais eficientes que seus abraços ou algo assim."
"E você acha que vai ficar bem agora?"
"Espero que sim," Betsy disse. Ela me deu um beijo rápido na bochecha antes de sair correndo do meu quarto.
Eu me recostei, braços atrás da cabeça no travesseiro. Uma estranha sensação de satisfação me invadiu. Eu me senti completamente em paz com o mundo. Como se estivesse flutuando por um rio largo num dia quente de verão.
Minha porta se abriu de novo.
"Ei," Betsy chamou para dentro do meu quarto, "O acampamento foi cancelado amanhã por algum motivo, quer se encontrar para o almoço?"
Minha agenda de trabalho era cheia, mas nunca tanto que eu não pudesse sair para uma refeição rápida. Eu acenei concordando e minha irmãzinha sorriu tão brilhante que iluminou o quarto.
*
Nós nos encontramos em um café ao ar livre, um daqueles lugares fofos de frutos do mar num píer perto da água que você encontra a cada metro na costa da Flórida. Sentamos no calor da tarde e comemos nossos sanduíches (nós dois pedimos o mahi-mahi), conversando animadamente sobre escola e a vida. Mesmo estando num molhe de metal sob o sol escaldante, Betsy estava vestida com sua roupa pesada de sempre; como se fosse nevar a qualquer segundo. Eu ficava suado só de olhar para ela.
Nós não nos beijamos nem sequer demos um selinho. Em um momento, Betsy segurou minha mão, mas só por um pouquinho. Não agimos de forma diferente do que éramos, um irmão e uma irmã aproveitando o almoço juntos. E ainda assim, era tão obviamente um encontro entre nós dois, que parecia escandaloso.
No meio da refeição, a cabeça de Betsy se ergueu. Como se um pensamento tivesse acabado de lhe ocorrer.
"Por que você está solteiro?" ela perguntou, do nada.
"O quê?" Eu quase caí da cadeira. Eu sabia que minha irmã não estava tentando ser ofensiva, mas a pergunta foi tão direta que eu não sabia como responder.
"Desculpa," Betsy disse, "Você só pegou o final da conversa que eu estava tendo na minha cabeça."
Eu assenti como se isso fizesse algum sentido.
"Eu estava pensando em como era legal sentar aqui com você," Betsy disse, jogando a longa trança castanha atrás do ombro, "E como seria um encontro legal se não fôssemos, bem, você sabe."
"Parentes?"
"Exatamente," Betsy disse, "E isso me fez pensar em como você seria um ótimo namorado. Quer dizer, você é bonitinho e alto. Você tem um corpo bonito. Seus abraços são adoráveis, e seus beijos são, bem, melhores do que uma irmã deveria saber, de qualquer jeito."
Senti minhas bochechas esquentarem. Olhei para baixo e tentei esconder com meu sanduíche, mas eu estava sorrindo demais para dar uma mordida.
"E você é um cara legal. Engraçado e carinhoso. Eu gosto de passar tempo com você mais do que com quase qualquer pessoa. De verdade."
"O que te levou ao pensamento que você finalmente falou em voz alta," eu disse, "Por que estou solteiro?"
"Sim," Betsy disse. Ela parecia positivamente emocionada com minha capacidade de completar seus pensamentos quebrados. "Você quer estar?"
"Não," eu disse, "Sinto falta de muitas coisas que vêm com um relacionamento. Claro, tem a, hum, parte física. Sabe?"
Dessa vez, Betsy olhou para baixo e corou.
"Mas principalmente eu gosto de ter aquela conexão emocional. Foi por isso que Mel e eu terminamos. Percebi que estávamos fingindo. Eu queria mais. Mas encontrar isso é difícil. Você não chega lá depois de alguns encontros, se é que chega tão longe."
"Ter a linha de chegada tão distante torna difícil começar," Betsy disse, "Mas você ainda tem que começar."
"Eu tentei," eu disse, "Estou tentando. Mas agora, nem tanto. E você? Você é fofa e engraçada. Inteligente e se... quero dizer, você é legal para uma irmã. Então, você está escolhendo ser solteira ou o universo te forçou a isso?"
"Algo entre os dois," Betsy disse.
A garçonete veio e recolheu nossos pratos. Eu sentei pacientemente e esperei enquanto aquilo era resolvido para que minha irmã pudesse se explicar.
"Diferente do meu irmão, que é muito legal para um irmão, a maioria dos caras só está interessada numa coisa," Betsy disse.
"Ictiologia," eu disse, assentindo com empatia.
Betsy tentou não rir da minha piada de tiozão, mas riu mesmo assim. Então ela me lançou um olhar fulminante por fazê-la rir.
"De qualquer forma, eu não estou pronta para isso ainda," Betsy disse, "Não sou puritana. Gostaria de fazer mais coisas. Mas eu preciso cruzar a ponte emocional antes de chegar lá, e a maioria dos caras não está disposta a levar o tempo necessário. Então, sou solteira por escolha, no sentido de que o mundo está cheio de garotos estúpidos que não se importam em encher meu coração antes de enfiá-lo em... Bem, outros lugares."
"Sinto muito, Bets," eu disse, sentindo de verdade.
"Às vezes fico feliz por sentir frio o tempo todo," Betsy disse. Ela gesticulou para sua roupa de moletom, mais moletom, e ainda mais moletom. "Vestir tudo isso? É como uma armadura que me mantém protegida e segura. Imagina se eu andasse por aí como ela."
Betsy apontou para uma loira magra usando uma roupa que poderia muito bem ser duas toalhas de mão presas ao corpo com elásticos. Eu tinha que admitir, enquanto partes de mim poderiam gostar daquele visual, meu cérebro achava aquilo bem ridículo.
"Talvez algo no meio-termo fosse legal," eu disse.
Betsy sorriu para mim, melancolicamente. "Talvez. Se eu fosse quente."
Depois que pagamos a conta, Betsy se levantou da cadeira e me deu um selinho rápido na bochecha. Eu voltei dirigindo para o escritório, me sentindo tão alto que poderia ter andado o caminho todo. Meus pés nunca teriam tocado o chão.
*
Betsy praticamente me derrubou na cama aquela noite.
"Brrrrr," ela disse, agarrando-se a mim com uma força surpreendente, "Acho que o papai aumentou o ar-condicionado ou algo assim."
Ela não estava brincando sobre sentir frio, o corpo inteiro de Betsy tremia quando a puxei para perto de mim debaixo das cobertas. Ela estava tremendo muito, tanto que nem conseguimos nos beijar por um tempo. Em vez disso, ela só se agarrou a mim, forte, como uma boia salva-vidas no oceano.
Finalmente, senti minha irmãzinha se acomodar em seu lugar de sempre. A cabeça dela se encaixou no vão do meu pescoço. A mão descansou no meu peito nu. Eu a apertei forte contra mim. Ela me agarrou de volta.
Ficamos parados por um instante, como que saboreando nossa conexão. Mas logo estávamos de volta aos beijos. Não sei como essas sessões de amasso começaram, honestamente. A gente meio que escorregou para elas. Um olhar furtivo. Um olhar compartilhado. E então, pow, beijo na boca bidirecional.
De novo, acariciei as costas da minha irmã. Ela passou a mão para cima e para baixo no meu torso nu. De repente, senti algo bater contra o meu pau.
Eu não mencionei até agora, principalmente porque presumi que seria bem óbvio. Mas eu estava ficando verdadeira e epicamente ereto durante essas sessõezinhas antes de dormir com minha irmã. Quer dizer, duro como nunca tinha sentido. Minhas bolas doíam muito também, o que provavelmente era parte do que estava me mantendo acordado a noite toda.
Você presumiria, portanto, que depois que Betsy saísse ou na manhã seguinte, ou sei lá, que eu me aliviaria. Só que eu não conseguia. Porque esfregar minha ereção induzida pela minha irmã parecia perto demais de outras ideias mais incestuosas.
Então, em vez disso, eu estava em um constante estado de semi-excitação dolorosa até Betsy e eu estarmos juntos. Aí eu passava para um nível ainda mais excruciante e completamente incomensurável de excitado-ao-extremo.
Até esse ponto, no entanto, Betsy e eu tínhamos mantido tudo por cima da roupa e acima da cintura. Minha irmã deve ter ficado um pouco mais entusiasmada do que o normal, esticou a mão um pouco mais do que faria normalmente, e esbarrou no meu membro intumescido. Considerando o quão enorme ele parecia entre minhas pernas — como uma sequoia latejante e carnuda brotando no meio do Kansas — na verdade estou meio surpreso que isso nunca tivesse acontecido antes.
"Oh!" Betsy guinchou, adoravelmente. Ela se encolheu para longe de mim. Seus olhos estavam arregalados.
"Desculpa," eu disse, "Não é. Quer dizer, eu não estou. Nós estamos."
Betsy me viu me atrapalhando, mas em vez de estender a mão para ajudar, ela se recostou e assistiu eu me debater. Garota doce, essa. Ainda bem que nunca fomos escalar montanhas juntos, porque eu já seria uma mancha preta numa rocha a essa altura.
"É natural," eu disse, finalmente recuperando minha mente racional, "Uma reação por estar aqui com uma garota. Qualquer garota."
"Tudo bem," Betsy disse, mudando de um sorrisinho malicioso para um sorriso amigável. "Eu entendo. Você não pode controlar."
"Certo," eu disse, respirando normalmente pela primeira vez no que pareceram horas, mas tinha sido menos de um minuto. "É uma resposta biológica. Me desculpa."
"Não se desculpe," Betsy disse. Ela esfregou meu braço afetuosamente. "É totalmente normal. Não estou chateada, nem um pouco."
"Obrigado," eu disse. Me inclinei para beijá-la, mas Betsy se afastou.
"É que, bem, por mais que eu possa apreciar nosso amiguinho feliz, ele está meio que atrapalhando nossa hora de aquecimento," Betsy disse.
"Ah," eu disse, me sentindo de repente muito tímido. "Bem, se você quiser voltar para o seu quarto, eu entendo."
"Não estou nem perto de quente o suficiente para isso," Betsy disse, "Será que não podemos fazer algo a respeito dele? Sabe, ajudá-lo a se acomodar para a noite?"
"OH!" eu disse, me sentindo de repente ainda mais tímido. "Quer dizer, eu acho que eu poderia, hum, cuidar disso. Se você me der um minuto."
"Tudo bem, eu resolvo."
A mão da minha irmãzinha disparou e agarrou meu pau. Era por cima do pijama. Muito repentino. E minha irmã. Mas não importava. É como se eu fosse um motor supercarregado esperando para pular da linha de partida. E Betsy tinha encontrado meu acelerador.
Eu gemi quando minha irmã agarrou. Foi melhor do que qualquer coisa que eu já tivesse experimentado. A combinação do acúmulo da última semana, a situação em si, até a surpresa da minha irmã — fez a experiência parecer mais poderosa até do que sexo. E Betsy ainda nem tinha feito nada de verdade.
Minha irmã apertou meu membro através do tecido do pijama, com força. Sorrindo docemente o tempo todo.
"Está gostoso?" Betsy perguntou.
"Está um pouco apertado," eu disse.
"Opa!" Betsy disse. Ela afrouxou o aperto. "Nunca tinha tocado em um, na verdade."
"Você não está tocando de verdade," eu disse, antes que pudesse me impedir.
"Verdade," Betsy disse. Ela enfiou a mão na minha braguilha e puxou meu pênis ereto para fora.
Santo caralho.
Eu não sou tão grande, juro. Tenho um pau de tamanho perfeitamente normal. Sério. Mas depois de toda a excitação que eu tinha acumulado e comparado com a mão pequenininha que o estava segurando, juro que parecia que eu tinha guardado uma Torre Eiffel carnuda nas minhas calças esse tempo todo.
Betsy deu uma olhada no meu pau e riu de alegria. "Uau. OK. Isso é incrível," ela disse. Ela manipulou lentamente meu pau enquanto inclinava a cabeça para examiná-lo de todos os ângulos. "Aquelas são suas bolas, certo?"
"Sim," eu disse, com a respiração presa enquanto minha irmã ansiosa apertava de leve meu saco.
"Sensível?"
"Sim," eu arfei de novo.
"OK, vou tomar cuidado," Betsy disse. Ela deu um pequeno arrepio, e eu não sabia dizer se era o frio de sempre ou mais uma emoção incestuosa.
De novo, minha irmã agarrou meu pau. Mas agora era pele com pele. Para uma garota que estava sempre com frio, a mão de Betsy parecia bem quente enrolada na minha haste. Ela segurou ali, apertada, então olhou para mim, expectante.
"Então, quando que ele abaixa?"
"O quê?"
"Como eu faço ele cuspir?" Betsy perguntou, "Para a gente poder voltar a ficar de conchinha."
"Você honestamente não sabe?"
"Não seja grosso," Betsy disse, "Já ouvi falar dessas coisas, vi uns vídeos, mas sempre parece mais simples do que realmente é."
Eu assenti, fazendo o possível para manter minha expressão neutra. Minha irmã estava segurando meu pau — eu não tinha nada do que reclamar naquele momento.
Enrolei minha mão na da minha irmã e mostrei a ela, gentilmente, como mover o punho para cima e para baixo. Betsy assentiu, seriamente. A aluna sexy perfeita. Depois de algumas bombadas, ela mostrou que tinha entendido e eu me recostei.
A mãozinha cor-de-rosa de Betsy subiu e desceu na minha haste grossa e arroxeada. Seus dedinhos rápidos bombavam meu pênis com urgência, a língua enfiada no canto da boca.
"Vamos lá, rapazinho," Betsy disse, "Hora de fazer naninha."
"Está um pouco seco," eu disse.
"Ah!" Betsy disse. Ela deu uma longa lambida desleixada na palma da mão, então voltou a masturbar. Numa escala de 1 a 10, minha irmã agarrando meu pau por cima do pijama tinha sido um 15. Então, já devíamos estar na casa das centenas agora.
Betsy ajeitou a trança para trás e voltou a me masturbar. A mão dela fazia sons molhados enquanto empurrava e puxava. O poder do momento me dominou.
Não era só o movimento ou o toque, embora isso fosse muito. Era ver minha irmã de joelhos, curvada sobre meu pau. A expressão de concentração no rosto dela. O trejeitinho fervoroso da boca. Juro que eu poderia ter ficado dormente do pescoço para baixo e ainda assim estaria prestes a gozar com o que minha irmã estava fazendo.
"Tá perto?" Betsy perguntou.
"Aham," eu disse. Mal conseguindo falar.
E então eu tive um pensamento. Uma inspiração, na verdade. Um raio de genialidade que ainda não superei na minha vida.
"Quando eu... Quando, bem, você sabe. Vai para todo lado," eu disse.
Betsy me olhou como se eu estivesse falando celta antigo.
"Quando cuspir," eu disse, usando o termo dela.
"Tem muito?" Betsy perguntou. Ela diminuiu os movimentos, permitindo que eu recuperasse a capacidade de falar por um momento.
"Muito muito," eu disse, "Então você pode querer, tipo, tirar seu moletom. Para não sujar todo."
O que posso dizer? Foi uma aposta desesperada. Quer dizer, havia um monte de lenços a menos de meio metro de nós. Mas quando se está com sua irmã te masturbando, quer dizer, você meio que tem que tentar tirar a blusa dela. Isso é senso comum.
Betsy assentiu, com o rosto muito sério. Ela abaixou a mão para a barra do moletom. Tirou, revelando uma camiseta azul-clara. Betsy tirou aquela também. Me lembrei do velho truque de mágica infantil de revelar um arco-íris sem fim de fitas. Até onde isso tudo ia?
Finalmente, Betsy estava só de sutiã. Era rosa e rendado, nada sexy. Um bojo completo que praticamente cobria qualquer peito que minha irmã pudesse ter. Mas o que foi revelado era mais do que excitante: a barriga surpreendentemente em forma e retinha da minha irmã e o começo de quadris curvilíneos. Eu estava começando a perceber que o corpo de Betsy era algo muito mais empolgante do que eu tinha inferido com base nas roupas que tudo cobriam.
"Oi," Betsy disse, me vendo encarar.
"Desculpa," eu disse.
Um sorrisinho fofo escapou pelos lábios de Betsy. "Vamos voltar, OK?"
Eu assenti.
A pequena pausa não tinha arriado minha ereção hasteada nem um pouco. Eu estava a todo pau e pronto, a qualquer momento, para o grande e final show de fogos.
Betsy lambeu a palma da mão de novo e começou a masturbar. Acho que ela podia sentir que o fim estava próximo, porque começou a me trabalhar com um abandono confiante. Seus movimentos quase selvagens enquanto ela me finalizava.
Toda aquela estimulação — o acúmulo da última semana, as sessões de amasso, ver Betsy quase de topless — tudo veio à tona em cinco bombadas rápidas.
"Bets," eu consegui dar o aviso bem a tempo, "Vou..."
Meu pau inchou. Minhas bolas pularam. Uma fonte de fertilidade disparou do meu pau, me enchendo de prazer extático. Tenho quase certeza de que gritei enquanto acontecia — a liberação de endorfinas, da minha porra copiosa, avassaladora.
Enquanto eu me contorcia de prazer, ouvi distantemente minha irmã exclamar. "Oh! É tão quente."
O prazer me segurou forte demais para eu perceber mais alguma coisa. Tudo o que eu conseguia sentir era cada jorro sucessivo de sêmen. Cada um um pico ligeiramente mais baixo que o anterior. Finalmente, diminuiu, e eu consegui olhar para minha irmã.
Ela estava sentada na mesma posição de antes. Seus olhos estavam distantes. Eu podia ver que minha gozada tinha respingado nela de verdade. Ela estava coberta com minha coisa branca. Mas em vez de ficar com nojo (como a maioria das garotas com quem eu tinha ficado ficaria), Betsy estava passando as mãos por aquilo, distraidamente.
Na verdade, eu percebi, ela estava fazendo mais do que isso. Minha irmã estava esfregando meu esperma diretamente na pele nua. Como se estivesse besuntando loção. Ela espalhava amorosamente minha porra pela barriga, garantindo que cada pedacinho fosse absorvido.
"É tão quente," ela disse, repetindo aquelas palavras de novo e de novo. Como uma espécie de mantra. "Não sabia que seria tão quente."
"Você está bem?" eu perguntei.
Betsy assentiu, distraidamente. "Você?"
"Ah, sim," eu disse. Eu não tinha a intenção de que saísse assim, mas saiu. Felizmente, Betsy só riu.
"Me desculpa," eu disse, pela que pareceu a centésima vez naquela noite.
"Não ouse se desculpar," Betsy disse, "Isso é incrível. Não imaginei que sua porra seria assim. É como me cobrir com calor líquido."
"36,5 graus, mais ou menos," eu disse.
"Estou tão confortável agora, acho que nem precisamos mais beijar," Betsy disse.
"Ah," eu disse. Incapaz de esconder minha decepção. Eu tinha amado aquela punheta? Claro que sim. Mas senti que estava perdendo algo se pularmos a parte dos beijos.
"Não se preocupe," Betsy disse, se inclinando para me beijar na bochecha, "Vou precisar de mais aquecimento amanhã."
Minha irmã praticamente saltitou para fora do meu quarto, pegando o moletom ao sair. Não tive problemas para dormir naquela noite, com certeza.
*
"Não é justo," Betsy disse, batendo nas próprias coxas como uma menininha que acabou de ouvir que não poderia tomar sorvete.
Estávamos os dois sentados no sofá. Meus pais estavam circulando pela casa, então ainda não tínhamos iniciado nossas atividades noturnas. Em vez disso, trocávamos pequenos toques provocantes debaixo do cobertor. Cutucadinhas nas laterais e carícias nos ombros. Nada inapropriado.
Eu tinha ligado a TV de novo, mas nenhum de nós fingia assistir. Em vez disso, aproveitávamos a companhia um do outro. O jeito como brincávamos e flertávamos, parecia mais uma noite com uma namorada do que com uma irmã. Eu certamente estava bem com isso.
Betsy, no entanto, estava cheia de reclamações. Apesar da descoberta da noite anterior, ela tinha acordado com frio como sempre. E isso realmente a incomodava por alguma razão.
"No momento, coberta com seu negócio. Quer dizer, pareceu mais quente do que qualquer suéter que eu já tivesse vestido."
"Mãe. Pai," eu disse, "Na cozinha."
"Quero me sentir assim o tempo todo," Betsy continuou, ignorando meu aviso. "E não acho que posso te bater uma de três em três horas. Posso?"
Por mais que esse pensamento parecesse tentador no momento, eu sabia que meus olhos eram maiores do que meus testículos. Eu estaria pronto para morrer depois de três dias daquilo, sem dúvida.
"E se eu, sabe, retribuísse o favor?" eu perguntei.
Eu estava muito interessado nessa ideia, deixa eu te contar. Só a ideia de ver as partes da minha irmã já era tentação suficiente. Mas poder tocá-las, levá-la ao mesmo auge que ela tinha me levado, era um pensamento incrível.
"Não funciona," Betsy disse. Ela me deu um sorriso pálido. "Acredite, já tentei."
"Estamos indo para a cama, crianças," Papai disse, guiando Mamãe escada acima. Eles nos deram um aceno, como se fôssemos um par normal de irmãos tendo uma noite comum, em vez de um casal esperando para se agarrar como os jovens tarados que realmente éramos.
"Me pergunto se eles vão fazer aquilo," Betsy ponderou.
"Eu tento não pensar nessas coisas," eu disse, "Meio que estraga meu interesse em fazê-las eu mesmo."
"Então não faça isso," Betsy disse, "Preciso que seu soldadinho esteja pronto para ir à batalha o mais rápido possível."
"Soldadinho?!" eu perguntei, fingindo estar chateado.
Betsy revirou os olhos para mim. "Garotos," ela disse. Ela respirou fundo. "Acredite, você é grande o suficiente. Não sei como se compara, mas pelo jeito que eu mal consigo fechar meus dedos em volta. Quer dizer, isso é um sinal muito bom de que eu não deveria enfiá-lo em nenhum outro lugar."
"Provavelmente não," eu disse.
Eu estava me divertindo com o que estávamos fazendo? Com certeza. Eu ainda estava muito ciente de que era com minha irmã? Também uma certeza absoluta. Eu sabia que havia linhas que não deveríamos cruzar. Então, melhor que concordássemos que não íamos até lá.
"Falando nisso, subimos para o seu quarto?" Betsy perguntou. Eu assenti, ansioso demais.
Nós dois entramos ruidosamente no meu quarto, fechando a porta atrás de nós. Tirei minhas roupas, mas em vez de me preocupar com o pijama, fiquei nu. Subi na cama e me deitei por cima das cobertas.
Betsy, para minha surpresa, tirou o moletom e outras camadas acima da cintura. Ela estava usando outro sutiã de bojo completo, um azul. Não dava para perceber muito, mas certamente parecia que o peito dela superava em muito sua barriga lisa e retinha.
Betsy engatinhou para cima da cama, como uma gata à espreita, e começou a me beijar. Enrolei meus braços em volta das costas dela, sentindo sua pele nua. Era eletrizante, ilícito, como se eu estivesse fazendo algo ainda mais proibido do que amassar minha irmã. Eu tinha acesso a algo que ninguém nunca tinha visto, quanto mais tocado.
Betsy se contorceu contra mim. Ela segurou minha cabeça, apertada, enquanto pressionava os lábios nos meus. Minha dureza, naturalmente, se encaixou entre as pernas macias cobertas por calças de moletom dela. Minha irmã se esfregou no meu pau.
Finalmente, nos separamos. Betsy me deu um sorriso selvagem, então se sentou. Sem aviso, ela agarrou meu pau e começou a masturbá-lo para cima e para baixo. Apesar do meu alívio no dia anterior, eu não estava nem um pouco menos duro e pronto.
"Queria que durasse mais," Betsy disse, pensativa, enquanto me trabalhava para cima e para baixo.
Levei um momento para perceber que ela se referia ao calor do meu ejaculado, e não a outra coisa.
"Não tem muito o que eu possa fazer," eu disse.
"Não, eu sei," Betsy disse, "Só sinto que com os abraços e beijos. Agora isso. Estamos tão perto de resolver esse quebra-cabeça, eu juro."
"Você já tentou usar o bumerangue junto com a tocha e as bombas?"
"Bem, claramente eu encontrei a Master Sword," Betsy disse, olhando para meu pau. Seu rosto ficou super sério. "Quero estar quente. Por um dia. Será que é pedir demais?"
"Não sei o que mais posso fazer," eu disse. Como se deitar e deixar minha irmã me bater uma fosse o auge dos meus esforços.
"É tão gostoso na minha pele, mas depois ele só..." Betsy parou no meio da frase. No meio da punheta. "Hã."
"O que foi?"
"Tive uma ideia," Betsy disse, "Você me deixa tentar?"
Eu a encarei, nervoso. Havia muitos caminhos pelos quais Betsy poderia estar nos levando, eu percebi, e a maioria deles não terminava bem. Tive a imagem perturbadora na cabeça dela me amarrando a um skate, acendendo um foguete e me mandando colina abaixo rumo à minha perdição. Como se minha irmã fosse o Wile E. Coyote ou algo assim.
"Não é ruim," Betsy disse, percebendo minha apreensão. "Na verdade, tenho certeza de que você vai gostar."
"Tenho certeza de que da última vez que você me disse isso, tentou me fazer comer uma torta de lama."
Betsy revirou os olhos e soltou um suspiro alto. "Só deita, OK?"
Fiz como ela mandou. Minha irmã começou do jeito certo: se inclinou e me beijou na boca. De novo, fiquei impressionado. Não só pela sensação dos lábios dela, mas pelo cheiro de morango do cabelo. A forma como parecia muito que eu estava beijando uma mulher e, ao mesmo tempo, dando uns amassos na minha irmã. Uma reviravolta doentia, como na primeira descida de uma montanha-russa. Assustador e divertido. Divertido *porque* é assustador.
Betsy deixou os lábios descerem mais, como se marcasse uma trilha para poder voltar depois. Minhas orelhas e meu pescoço. Pelo centro do peito. Conforme a boca dela se aproximava do meu pau, ficou bem claro o que ela tinha em mente. E isso, bem, era *muito* melhor que uma torta de lama (melhor do que ser lançado morro abaixo num skate foguete também).
"Ahhh, Bets," gemi quando os lábios da minha irmã fizeram contato com meu pau. Foi só um beijo, mas eu já estava doendo por mais.
Minha irmã foi dando beijinhos ao redor do meu membro. Passou a língua de leve na haste.
"Isso é gostoso," ela disse, estalando os lábios. "Minhas amigas disseram que era nojento, mas eu até que gosto. Bem macho."
"Você devia provar bem pra ter certeza," eu disse. De novo, não sabia que parte do meu cérebro estava enviando essas frases idiotas, mas o resto da minha mente não aprovava.
Betsy lançou ao meu comentário o olhar desdenhoso que ele merecia. Mas então segurou meu pau e o guiou para dentro da boca.
"Ah, é, assim é bem melhor," ela disse.
Não consegui saber se ela estava sendo sarcástica ou não. Estava envolvido demais em êxtase para me importar. O calor úmido da boca da Betsy me engoliu lentamente. Eu já não era capaz de fazer nada além de deitar e soltar sons incompreensíveis.
Betsy chupava para cima e para baixo na minha haste. O rosto inocente dela se contorcia ao redor do meu pau na expressão mais sexy que se pode imaginar. A boca escancarada. Os olhos arregalados e ansiosos.
"Ummm," ela dizia, enquanto fazia shluck, shluck, shluck subindo e descendo no meu pau.
Dessa vez, minha irmã não precisou de instrução. Foi como se ela pegasse o que aprendeu com a mão e simplesmente aplicasse à boca. Foi acrescentando floreios ao longo do caminho. Torcia e rodava a língua de todos os jeitos certos. Mas era mais do que as ações dela. O entusiasmo, o afeto, levavam tudo ao extremo.
Chupadora de pau nata soa como um insulto, mas juro que minha irmã deveria ter isso gravado na parede. Caligrafado em pergaminho. Ela era foda de tão incrível na primeira tentativa.
O que era bom, porque eu estava perdendo a cabeça rapidinho. Palavras se dissolveram em sensações. Tudo que eu podia fazer era deitar e babar enquanto minha irmã fazia a coisa dela no meu pau. Ela começou a deslizar o punho para cima e para baixo junto com a boca, e eu virei uma poça.
"Me avisa antes dele cuspir," Betsy disse. Estranhamente casual, como se pedisse para eu tomar cuidado com jalapeños nos nachos.
"Uhhhhh." Juro que era uma frase inteira sobre o trabalho incrível que minha irmãzinha estava fazendo. Sobre como eu me sentia sortudo por ter essa experiência nem que fosse por um segundo, que dirá por mais tempo. Um monólogo profundo e hipnotizante sobre a natureza do amor e sua expressão pelos lábios e pela língua ganhando vida sobre meu pau.
"Fala sério," Betsy disse. "Quero estar preparada quando acontecer."
"Eu... uh..."
Betsy pegou a mão livre e embalou minhas bolas. Ali mesmo, acabou tudo.
"Cuh... Uh... Gozando. Ai, Bets! Tô go—zando!"
O orgasmo que irrompeu de mim foi desconhecido. Diferente de qualquer prazer que eu tivesse conhecido antes. Não só pelo poder da experiência toda, mas pelo que minha irmãzinha fez. Ela não simplesmente abriu a boca e aceitou minha porra. Não recuou e deixou acontecer como toda outra mulher com quem eu já estive.
Minha linda Betsy franziu as bochechas e *sugou* o orgasmo para fora de mim. Puxou meu esperma direto do pênis — como se eu fosse um milkshake e meu pau fosse o canudo. O prazer foi tão intenso que quase doía.
Betsy riu, feliz, enquanto me bebia. Ela me deu uma experiência tão intensa que eu morri, fui pro céu e bati um high-five com São Pedro antes da minha alma despencar de volta no corpo. Enquanto isso, minha irmã arrulhava e se exibia. *Gulp gulp gulp*. Menininha feliz.
"Isso foi demais!" ela exclamou.
Eu mal conseguia falar. "É. Foi," eu disse. Tentei me sentar, mas caí de costas na cama. Me senti como Cary Elwes depois que A Máquina suga um ano inteiro dele em A Princesa Prometida.
Betsy se recostou e esfregou a barriga. "Até que sinto falta de ter na pele depois," ela disse. "Acha que você consegue produzir outra carga?"
"Puta merda," eu disse, a cabeça caída no travesseiro. "Me dá um segundo."
"Não, tudo bem," Betsy disse. Ela se inclinou e me deu um beijão cheio de porra nos lábios. Eu não ligava. Puta merda, ela estava tão linda naquele momento. Uma espuminha branca revestindo a boca. "Não quero drenar minha nova fonte de calor agora que finalmente descobri."
Betsy tentou escapar da cama, como eu vinha pedindo a ela na última semana. Mas no último segundo, disparei o braço e a puxei de volta para mim.
"Opa!" ela gritou enquanto caía sobre mim. Mesmo assim, eu não soltava. "Ah. OK, acho que vou ficar mais um pouco."
Apertei minha irmã bem perto. Segurei o mais forte que pude. Minha euforia pós-orgasmo escorregou para uma racionalidade fria. Não importava. Mantive Betsy ali pelo tempo que ela deixou. Por fim, já distante no sono, senti que ela escapulia.
*
Não vi minha irmã na manhã seguinte. Era sábado, e ela mandou uma mensagem dizendo que ia passar o dia na livraria, comprando o material para começar o primeiro ano na FAU. Sim, íamos estudar na mesma faculdade. Parecia algo muito melhor depois da semana que tivemos.
Mas não resisti. Não tinha como perguntar educadamente, mas eu precisava saber. Então, mandei um emoji de fogo seguido de um ponto de interrogação.
Betsy respondeu: Quase a noite toda!
Bem, acho que isso respondia bem à minha pergunta.
Por um momento, pensei em também ir à livraria pegar o que eu precisava, mas não queria que a Betsy achasse que eu estava grudento. Então, em vez disso, me enfiei no quarto e joguei videogame. A casa estava silenciosa, mas confortável. Outra vez, me perguntei se talvez devesse ficar em casa por mais um ano. Mesmo sem ouvir minha família se movendo, só de saber que eles podiam estar lá já bastava.
Quando dei uma pausa para o almoço, encontrei meu pai me esperando na cozinha. Ele me lançou um olhar sombrio, e meu coração despencou. Em silêncio, ele fez um gesto para eu sentar num banco perto do balcão do café da manhã.
"Sei o que você está fazendo," ele disse.
Cada órgão que eu tinha despencou para o chão numa queda horrível e doentia.
"Sabe?" eu engasguei. Minha voz estava tão fraca que eu temia que falhasse.
"Andando escondido," papai disse. "Acha que é muito esperto."
Papai não era um homem grande. Era magro e baixo, com cabelo castanho ralo. Ao contrário de mim, da mamãe e da Betsy, porém, ele tinha esses olhos azuis gélidos. Quando estava bravo, eles queimavam através de você. E isso, junto com o nariz adunco e os lábios finos, conseguia criar uma aparência que poderia mandar um demônio de volta pro inferno com o rabo entre as pernas.
Meu pai não precisava ameaçar. Bastava me encarar, e juro que senti o mijo tentando escapar pelas pernas.
"Pai, posso explicar."
"Onde. Estão. Meus. Biscoitos?" papai disse.
"O quê?" Tentei recostar, mas esqueci que estava num banco e quase caí. Agarrei o balcão para me firmar.
"Não se faça de burro," papai disse. "Você sabe que tenho um estoque secreto de biscoitos enterrado bem no fundo do armário. E agora sumiram. Meus círculozinhos de felicidade de chocolate." Juro, ele parecia prestes a chorar.
"Não mexi nos seus biscoitos, pai," eu disse.
Meu pai me olhou, com suspeita sombreando o rosto.
"Nem gosto deles," eu disse. "Mas tem outras pessoas nesta casa que também podem saber do seu estoque secreto."
Meu pai inclinou a cabeça. "Debra," ele disse. O nome da minha mãe. Assenti.
Ele saiu marchando da cozinha, como se eu nem estivesse ali. Desabei no banco. Puta merda, como tinha sido por pouco.
*
"A gente precisa parar," eu disse à minha irmã quando ela chegou em casa.
Betsy arqueou a sobrancelha para mim. Estávamos sentados na minha cama. Eu estava de volta ao meu pijama, e tinha impedido minha irmã de tirar o moletom. Passei o dia inteiro obcecado com o que tinha acontecido. Não queria que meu tempo com minha irmã acabasse, mas tinha visto como *poderia* terminar, e isso eu queria ainda menos.
"Quase fomos pegos hoje," eu disse.
"Papai ficou bravo por causa de uns biscoitos," Betsy disse. "Isso não é 'quase fomos pegos'."
"Mesmo assim," eu disse. "Tive uma ideia de como as coisas poderiam acontecer. Como seria. Por um momento, tive certeza de que tinham nos descoberto, e foi horrível, Bets."
"Brandon, fiquei quentinha quase a noite toda ontem," Betsy disse. "Pela primeira vez em, tipo, sempre. E você não pode me dizer que também não gostou de como aconteceu."
"Foi incrível," eu admiti.
"Espera, sério?" Betsy foi tirada do monólogo dela. Os olhos castanhos praticamente brilharam. "Quer dizer, não sou burra. Sei que você *gostou*. Mas imaginei que fosse, sabe, normal. Só fiz isso aquela vez."
"Foi o melhor que já tive," eu disse. "Nem de longe."
"Melhor que a Mel?" Betsy disse. Ela parecia prestes a receber o Prêmio Nobel (o que, sendo justo, se dessem um para boquetes, ela provavelmente já teria cinco empilhados na gaveta da cômoda). "Você disse que ela era só sexo o tempo todo. Sério?"
"É mais do que a parte física," eu disse. "É a conexão que a gente tem. Sabe? Então sim, foi melhor que a Mel, a Julie ou a Kim."
"Espera, você ganhou um bola gato da Kim Sanders?"
"Foi depois do baile, e ela estava bêbada," eu disse, dando de ombros. Não foi meu momento de maior orgulho, sendo honesto.
Betsy me encarou por um instante. Como se estivesse pensando em tudo. Sério, nunca tinha visto uma garota ficar tão feliz por chupar alguém. Mas minha irmã tinha padrões diferentes, suponho.
"Então por que a gente deveria parar?" Betsy disse. "Eu estou ficando quentinha e você está ganhando, bem, algo bem legal também. Não é como se fosse errado."
Dei à minha irmã um olhar questionador. Na verdade, eu tinha quase certeza de que o que estávamos fazendo era a definição de 'errado'. Está na Bíblia e tudo mais. Sem mencionar as leis locais.
Olha, eu queria que nosso tempo juntos acabasse? Se eu me interrogasse de verdade, a resposta seria 'não'. Mas estava assustado com o que aconteceu e acho que esperava que a Betsy pudesse me convencer de que podíamos continuar. Que ela racionalizasse nossa transgressão de algum jeito, e eu pudesse fingir que fui persuadido. Sei que é egoísta, mas era onde eu estava.
"A gente só está se ajudando," Betsy disse com um dar de ombros. "Irmãos fazem isso o tempo todo."
"Duvido que nossos pais pensariam o mesmo," eu disse. Ou nossos amigos. Ou a polícia local. Ou Deus.
"Se fosse romântico, aí sim seria um problema," Betsy me explicou, paciente, como se falasse com uma criança. "Você me *ama*?"
"Claro que sim, você é minha irmã."
"Não é amar. É *amar*."
"Acho que não," eu disse, depois de pensar um pouco. Para ser honesto, não era tão claro assim. Amor não é um interruptor que está ligado ou desligado. Tem todo tipo de ponto intermediário para o qual não temos palavras. Eu não sentia pela Betsy o que achava que o amor seria (eu não era ingênuo a ponto de achar que já estive apaixonado por alguma das minhas namoradas anteriores), então imaginei que provavelmente estava tudo bem em dizer 'não'.
"Certo," Betsy disse. "É funcional. Você está me mantendo quente, só isso."
E assim, deixei minha irmãzinha triunfar. Como eu disse, estava torcendo para ela vencer. Além disso, eu ia sair de casa em poucos meses, de qualquer jeito. Então, mesmo que as coisas estivessem avançando um pouco mais do que deveriam, não importaria por muito mais tempo. O que é um pouquinho de sexo oral entre parentes de sangue, afinal?
Betsy sorriu, calorosamente, mas então tremeu. "Ótimo. Porque preciso de outra dose antes de congelar até a morte."
Nós dois nos deitamos na cama. Puxei as cobertas sobre nós. Betsy se aninhou na curva do meu ombro. Inclinei a cabeça e a beijei. Presumi que, se era tudo transacional como minha irmã dizia, ela começaria a me apressar para produzir meus fluidos preciosos. Em vez disso, porém, Betsy se recostou e nos deixou compartilhar um do outro.
Tentei pensar em uma época em que me senti tão conectado, tão seguro, com outro ser humano. Eu tinha sido próximo da Melissa, sim, mas era só uma adjacência física. Minhas namoradas anteriores tinham sido futilidades de colégio ou pegações pós-festa, nada nem digno de consideração. Isso estava numa escala totalmente diferente de qualquer uma dessas experiências.
Porque era a Betsy, a garota com quem eu cresci, já tínhamos essa conexão emocional. Eu não estava preso às minhas preocupações porque nosso relacionamento já era bem definido. Ao mesmo tempo, essa proximidade também deveria ter tornado o aspecto físico mais perturbador. Mas quaisquer que fossem os sentimentos antinaturais e travessos que nossa sessão de amassos provocava em mim, eles só ampliavam a experiência. Intensificavam. Como a diferença entre acústico e elétrico. Tudo era simplesmente *mais*.
Minha irmãzinha deslizou a mão pelo meu peito nu e direto para dentro da parte da frente da calça do pijama. Ela agarrou meu pau, autoritária, e cantarolou na minha boca.
"Aí está meu novo melhor amigo," ela disse, sorrindo para mim. "E ele parece mais do que pronto para sair e brincar. Quer fazer isso, grandão? Me dar seu presente especial?"
Sem esperar resposta, Betsy empurrou meu pijama para baixo. Eu chutei as calças para o resto do caminho. Agora eu estava completamente nu na cama com minha irmãzinha, meu pau duro e ereto como nunca.
Tentei pegar a blusa da Betsy, mas ela escapou, agarrou meu pau e o guiou direto para a boca. Nesse ponto, eu não podia reclamar do desequilíbrio de roupas. Ela podia ter me chutado nas canelas que eu não teria dito uma palavra.
Minha irmã não só chupava meu pau, ela trabalhava nele. Fazia jus ao 'trabalho' de trabalho de boca, suponho. Ela não se contentou em repetir as mesmas ações de antes. Foi acrescentando toda nova possibilidade e permutação — beijar, lamber, mordiscar — como se tentasse descobrir cada gatilho potencial. O tempo todo sorrindo, feliz e faminta. Como se eu a tivesse apresentado à melhor coisa do mundo. Como se fosse ela que recebesse prazer em vez de dar.
Finalmente, porém, eu sucumbi.
"Bets, estou quase..."
"MmmHm," Betsy disse, como se minhas palavras fossem óbvias e inevitáveis. Acho que eram mesmo.
Gemi, alto, enquanto minha porra jorrava na boca à espera da minha irmã. Ela grunhiu e tossiu com a primeira golfada, mas engoliu feliz o resto enquanto eu me esvaziava. O êxtase era maravilhosamente familiar, mas com uma intensidade renovada.
Betsy se recostou sobre os calcanhares e limpou o queixo. Então envolveu os braços em si mesma, abraçando forte.
"Tão bom," eu arfei, ainda descendo daquele precipício incrível.
"Tão quentinho," Betsy disse, quase um gemido enquanto se balançava para frente e para trás. "Juro que sinto isso como uma bola de fogo na barriga."
Eu sentia tantas emoções, olhando para minha irmã, que era quase tão avassalador quanto meu orgasmo. Sabia que queria mostrar a ela o quanto ela me fez sentir bem. Como era incrível ser o objeto dos esforços dela. Só conseguia me decidir por uma única coisa.
Antes que Betsy pudesse reagir, pulei e a joguei na cama. Ela guinchou (espero que não alto demais) de surpresa enquanto nós dois quicávamos no colchão. Segurei o corpo dela apertado nos meus braços e comecei a beijar de leve seus lábios. Seu rosto, seu pescoço.
Betsy ficou tão sobrecarregada que parecia incapaz de escolher uma reação — então teve todas. Minha irmã riu, sentindo cócegas. Gritou, desconfortável. Gemeu, excitada. Palavras mal conseguiam surgir enquanto eu venerava qualquer pele exposta que eu encontrasse. Não havia muita.
"Bran, o que você está...?"
Não dei a ela chance de terminar o pensamento e levei a mão até a cintura da calça de moletom dela. Agarrei o máximo de pano que consegui e arranquei pelas pernas dela. Num instante, Betsy ficou nua da cintura até os joelhos. Eu estava encarando o sexo nu da minha irmãzinha.
Betsy soltou um suspiro. Tentou fechar as pernas, mas não deixei. Aquela pequena visão — as coxas e um pouco das panturrilhas — pareceu uma visão proibida. Eram finas, mas não magras, musculosas de tanto correr, porém bem femininas. A pele tão macia e quase cremosa. Mas o que havia entre as coxas era o que prendia meu foco.
A boceta da minha irmãzinha era divina. Os lábios externos, carnudos, praticamente avermelhados de desejo. Dobras rosadas e preciosas mal escondidas atrás deles, lutando para desabrochar. Um tufo de pelos castanho-claros no topo, surpreendentemente espesso e cheio.
— Brandon? — Betsy perguntou. A voz vibrava de excitação e nervosismo.
— Quero retribuir o favor — eu disse.
— Eu te falei, tentei isso, não me deixa mais quente — Betsy disse.
— Não ligo — respondi.
Num movimento violento, enfiei a cabeça entre as pernas da minha irmã. Nariz, boca, língua, tudo pressionado contra a boceta dela. Betsy estava encharcada. Seu cheiro, inebriante. Sua carne, macia e maleável. Não parecia justo comparar a vagina da minha irmã com a de outra garota. Não é como se ela pudesse controlar; não era algo que ela tivesse conquistado. E ainda assim, o sexo dela era tão incrível comparado a qualquer um que eu já tivesse experimentado, que quase me senti mal pelas minhas ex.
Igualei o entusiasmo anterior da minha irmã com minhas próprias ações. Lambi-a com abandono, esperando que, se eu me mexesse rápido o suficiente, ela esqueceria seus receios. De fato, senti as pernas de Betsy passarem de rígidas de estresse para apertadas de desejo, enrolando-se como uma jiboia em volta da minha cabeça. Ouvi os gemidos baixos que ela soltou ao sentir alguém lamber seu lugar mais íntimo pela primeira vez.
Irmãos não deveriam ver as bocetas das irmãs. Certamente não deveriam saber qual é o gosto delas. E sentir o que acontece quando sua irmã goza, bem, isso está definitivamente fora de questão. Mas eu não ligava. Levei Betsy ao auge como se fosse morrer se não o fizesse.
As pernas de Betsy se fecharam com tanta força que vi estrelas. Ela arqueou as costas, soltando um guincho agudo. O tipo de som que deixaria os cachorros da vizinhança em alerta máximo. Soou quase dolorido, como se o prazer estivesse sendo arrancado dela. Espremido de cada célula.
Finalmente, minha irmã caiu de volta na cama. Arfando.
Consegui me livrar das pernas dela, desembaraçando-as como se me tirasse dos destroços. Betsy ficou deitada na cama. O rosto estava vermelho-cereja. Os olhos, desfocados. Ela olhou para mim e começou a rir.
— Você está pingando — ela disse.
Apalpei meu rosto. Estava grudento, como se eu tivesse enterrado a cabeça inteira num pote de mel, estilo Ursinho Pooh.
— Gostei — eu disse.
— Eu também — Betsy disse, estranhamente melancólica.
Ela se sentou, olhando para algum ponto atrás de mim. Finalmente, seus olhos dourados de caramelo pareceram se concentrar. Ela se sentou e puxou as calças de volta. Me abraçou com força.
— Valeu, Bran — ela disse. — Você não precisava fazer isso por mim.
— Eu queria que você soubesse o quanto gostei do que você está fazendo por mim — eu disse. — Como você me faz sentir maravilhoso. Não só os orgasmos.
— Bem, agora eu tenho certeza — Betsy disse. — Foi incrível. Como nada que eu já tivesse experimentado. Não me sinto exatamente mais quente do que antes, mas estou menos fria. Se é que isso faz sentido.
Assenti. Segurei minha irmã o mais perto que pude. Ela me beijou, a boca cheirando ao meu esperma. A minha ainda pingando com o dela.
— Melhor eu ir — ela disse, escapando dos meus braços. — Enquanto posso.
Assenti. Sentir minha irmã gozar ao meu redor tinha sido quase tão intenso quanto meu próprio auge. O sono me tomou tão rápido que nem me lembro de Betsy fechar a porta atrás de si.
*
Presumi que tivéssemos alcançado o equilíbrio. Que tínhamos ido o mais longe possível. Não havia mais para onde escalar, então imaginei que ficaríamos ali no topo até a hora de eu me mudar e seguirmos em frente.
Como que para reforçar tudo isso, os dias seguintes passaram e pouco mudou. Nossa nova rotina lentamente se solidificou. Betsy entrava furtivamente na minha cama depois do horário e me chupava. Eu a lambia até o fim. Nos beijávamos, nos aninhávamos e dávamos boa noite. Betsy continuava provando que era a rainha das chupadoras. E conforme eu aprendia o corpo da minha irmã, mostrava que minhas próprias habilidades de cunilíngua podiam conquistá-la com a mesma facilidade.
Minha irmã finalmente encontrara uma maneira de se aquecer. E ela parecia mais do que disposta a me deixar retribuir o favor depois. Mas o que eu pensara ser pedra dura e irregular era, na verdade, feito de gelatina. E a estrutura supostamente sólida do nosso relacionamento era muito mais maleável do que eu imaginara.
O Jogo 7 das Finais da NBA era numa sexta à noite, e nos acomodamos para assistir. Fiz uma tigela de pipoca e Betsy se aninhou ao meu lado.
— Tem certeza que não quer subir? — perguntei.
— Não, isso pode esperar para depois — Betsy disse. — Estou investida no meu time laranja.
Não tive coragem de dizer que não era assim que se chamavam. Sinceramente, eu não ligava para quem ganhava, estava assistindo mais porque gostava de basquete. Mas já que Betsy adotara "os laranjas", imaginei que eu tinha que torcer pelos "os verdes", já que é assim que a natureza humana funciona. Se você escolhe "A", eu tenho que escolher "B". E nos perguntamos por que não conseguimos nos entender.
O jogo estava apertado. No intervalo, meus rapazes verdejantes lideravam por meros dois pontos sobre os homens tangerina de Betsy. Levantei para usar o banheiro e peguei uns refrigerantes para nós. Meus pais, que mal tinham se falado desde o chamado "biscoito-gate", acenaram boa-noite e subiram. Desliguei a luz antes de sentar de volta para o segundo tempo.
— Isso é bom — Betsy disse, e eu concordei. Com outras namoradas, eu estaria pensando em como tirar a calça delas agora. Ou tão preocupado com o que estavam pensando no momento que não conseguiria me concentrar. Eu estaria na minha própria cabeça, em outras palavras.
Com Betsy, isso parecia fácil. Natural. Eu não me preocupava com o que viria, apenas aproveitava o que tínhamos juntos.
Todo esse tempo, eu vinha pensando que queria um relacionamento que fosse mais do que sexo. Não tinha percebido que minhas próprias atitudes e suposições eram parte do problema. Agora que sentia como era ter uma proximidade que ia além do carnal, percebi que era ainda melhor do que eu imaginara.
Então minha irmã tirou a camisa.
Bem, não foi exatamente isso o que aconteceu. Quando o terceiro quarto começou, meus caras verdes (minha irmã me fez pensar assim e agora eu não conseguia parar) fizeram a primeira cesta. Betsy assistiu e soltou um barulhinho de "hmph".
Ela pegou a barra do moletom e o puxou. Sacudiu a longa trança para frente e para trás enquanto jogava a blusa cinza de lado. Não foi tão revelador. Minha irmãzinha estava com uma camisa de manga comprida por baixo, e ela puxou o cobertor até os ombros. Presumi que estivesse se acomodando.
O time laranja respondeu com uma cesta própria. Betsy olhou para mim e gesticulou com as mãos. O que ela queria estava claríssimo. Hesitei por um momento, então dei de ombros. Eu realmente iria discutir sobre isso?
Peguei minha própria blusa e a tirei. Ao contrário da minha irmã, eu não estava com nenhuma camada, então fiquei de peito nu. Betsy me lançou um sorriso satisfeito.
Novamente, os verdes avançaram pela quadra e pontuaram. Dessa vez, Betsy enfiou a mão debaixo do cobertor e rebolou o traseiro. Não consegui ver nada, mas um momento depois, sua calça de moletom cinza caiu numa pilha mole no chão de azulejo da sala de TV.
Estupidamente, me virei para minha irmã. — Se continuarmos assim, vamos ficar pelados bem rápido — eu disse.
— E isso é um problema por quê?
Ela tinha um ponto ali.
O time laranja tentou responder mais uma vez, mas os verdes roubaram a bola e fizeram uma bandeja do outro lado. Olhei para minha irmã, expectante, e ela não decepcionou. Tirou a camisa de manga comprida, revelando as alças escarlates brilhantes do que imaginei ser outro sutiã de corte conservador.
Não dava para ver com certeza por causa do cobertor, mas havia uma chance muito grande de minha irmã estar usando apenas roupas íntimas agora. Incrível pensar em tudo que já tínhamos feito, mas se eu tirasse as cobertas, seria o mais perto de nua que eu já a teria visto. E, meu Deus, como eu queria ver isso.
Não era só hormônio (embora sim, muito disso também). Eu tinha uma curiosidade intensa sobre o corpo de Betsy, amplificada pelas revelações parciais que eu vira até então. Sabia que ela estava em boa forma por causa de toda a corrida que fizera no colégio. Tinha uma noção de sua sensualidade pelos vislumbres que tivera até aquele ponto. Mas a revelação completa, o pacote total, ainda não tinha sido descoberto. E agora eu queria tanto que doía.
Mas o time de Betsy engatou uma sequência. E em pouco tempo, o desequilíbrio pendeu para o outro lado. Passei de quase vestido para completamente nu, enquanto minha irmã ainda estava bem coberta. Ela nem sequer mexeu o cobertor — poderia estar usando um traje de neve completo ali embaixo. Eu nunca teria certeza.
Não era justo. Betsy já me vira completamente nu, e muito mais exposto do que aquilo. Embora eu tivesse que admitir que havia algo bastante excitante em estar pelado no sofá. As almofadas de couro estavam pegajosas, e o quarto estava estranhamente fresco, mas o pensamento de ser pego me deixava nervoso de um jeito que também me excitava.
O jogo foi para um tempo de TV. Eu não sabia o que aconteceria quando voltasse. Tinha que torcer, desesperadamente, para que meu time pontuasse, e eu ao menos ganhasse a dica de que minha irmã estava se despindo. Ela tiraria o cobertor? Ou me provocaria ainda mais?
E o que aconteceria se o time de Betsy continuasse? Eu não tinha mais nada para tirar. O que ela exigiria em seguida?
Não sei por que presumi que minha irmã tinha um plano para tudo aquilo. Que ela não estava improvisando como eu. De alguma forma, estava convencido de que Betsy tinha o caminho livre, e tudo o que eu precisava fazer era segui-lo. Embora, baseado no que aconteceu em seguida, talvez ela tivesse mesmo.
Antes que os comerciais terminassem, Betsy jogou o cobertor para longe de nós dois. Ela se levantou. Como eu suspeitara, minha irmãzinha estava só de sutiã vermelho-cereja e calcinha combinando. Ambos eram tão conservadores, cobriam tanto, que não foi lá uma grande revelação.
Vi a barriga tonificada de Betsy, a covinha do umbigo. Seus ombros e quadris. Nada muito indecente. Menos do que se veria num maiô; só se tornava tentador pelo fato de eu saber que era sua roupa íntima.
No entanto, o ato em si pareceu tão descarado que eu mal conseguia respirar. Não notei minha própria nudez, meu pau tão ereto que poderia alertar navios da costa. Eu estava tão extasiado com o que minha irmã estava oferecendo.
Peguei o controle e desliguei a TV. Betsy sorriu para mim. Um sorriso alegre, bobo, no limite da selvageria.
— Você não está com frio? — perguntei, continuando minha tradição de dizer coisas idiotas nos momentos mais estranhos.
— Tenho certeza de que logo estarei quente — Betsy disse.
De repente, o pensamento me ocorreu. Meu prêmio, minha irmã nua, estava bem ao meu alcance. Tudo o que eu precisava fazer era pegá-la. Pulei do sofá como um predador. O cérebro reptiliano de Betsy reagiu. Ela gritou e saltou para trás.
— Quieta! — sibilei. Mas não parei de persegui-la.
Betsy subiu as escadas correndo e eu fui atrás dela. Quando chegamos ao topo, me lancei e agarrei seu tornozelo. Minha irmã caiu no chão, e eu caí com ela, cotovelos e joelhos raspando no carpete como se fosse feito de faquinhas.
Ambos paramos no meio da perseguição. Olhamos para o quarto dos meus pais, os olhos arregalados de preocupação. A luz sob a porta continuava apagada. O corredor permanecia em silêncio.
Betsy ficou deitada no chão, rindo baixinho e ofegante ao mesmo tempo. Usei meu agarre no tornozelo dela como apoio e me puxei para mais perto.
— Brandon — ela disse meu nome como uma prece. — Bran. Por favor.
Não consegui dizer se ela estava implorando para eu parar ou suplicando para continuar. Interpretei do jeito que quis. Senti os músculos das pernas da minha irmã sob as pontas dos meus dedos. As curvas maravilhosas de suas panturrilhas e coxas. Lisas, macias, mas também fortes. Responsivas. Novamente, quase quentes ao toque. Para onde ia o calor que ela mesma nunca sentia?
Minhas mãos alcançaram o reforço da calcinha dela. Já tinha ido ali antes, várias vezes. No entanto, algo ainda parecia proibido. Enfiei os dedos no tecido e o puxei lentamente para baixo. Praticamente desafiando minha irmã a me impedir. Ela não impediu. Só observava, ofegante. Os olhos castanhos arregalados com algo como choque. Mas também um inconfundível lampejo de fome.
Já tinha abaixado a calcinha de Betsy até os joelhos antes que ela pudesse dizer qualquer coisa. Mas não foi a palavra que eu esperava.
— Quarto — Betsy disse. Eu assenti.
Ficamos no chão, engatinhando até meu quarto, e nos arrastamos para dentro. Fechei a porta atrás de mim com o pé. Betsy permaneceu no chão, deitada no carpete bege. Ela tirou a parte de baixo completamente.
Fui até ela. Beijei o tornozelo da minha irmã e subi pelas pernas. Como se seguisse uma estrada sinuosa até o topo de uma montanha. Betsy abriu as pernas e dobrou os joelhos. Aberta e acolhedora. Prontamente antecipando o que eu já fizera com ela.
Mas não parei na cintura. Nem fiz uma pausa na boceta. Na verdade, pulei-a completamente. Você nunca pensaria que um beijo na barriga pudesse significar tanto, mas minha irmã suspirou enquanto minha boca escalava cada vez mais alto. Distantemente, senti meu pau duro roçar no joelho de Betsy. Mal notei.
Em vez disso, segui determinado até meu prêmio. O sutiã vermelho vivo de Betsy deslumbrava na pouca luz que entrava pela janela. Havia um lacinho no centro, entre os bojos. Passei os braços por trás dela. Enfiei os dedos nos ganchos. Um, dois, três, quatro — abri todos até o sutiã se soltar nos meus dedos.
Betsy me encarava, oscilando entre confusa e divertida. Puxei o sutiã com os dentes e o larguei de lado. Ali estava ela. Minha irmã. Finalmente, completamente nua diante de mim.
— Levante — ordenei. Talvez fosse o tom da minha voz, ou talvez minha irmã entendesse a magia do momento, o que ela estava compartilhando comigo. Ela fez exatamente o que eu pedi.
Betsy se levantou reta diante de mim. Não pude controlar meu suspiro ao contemplá-la, de verdade, pela primeira vez.
Eu sabia que minha irmã era atraente. Tinha a sensação de que era sexy. Mas aquilo estava além da minha compreensão. Betsy era perfeita. Impecável. Algo que não deveria existir na realidade; só em esculturas ou esboçado em livros.
A largura dos ombros e a curva dos quadris. A proporção de bíceps para antebraço para dedos. De quadril para joelho para tornozelo. O jeito como o cabelo castanho — torcido naquela longa e fofa trança — caía sobre o ombro e beijava o topo dos seios. Aquele sorriso tímido e fofo que se espalhava pelo rosto e preenchia seus olhos escuros e lustrosos.
Até as imperfeições de Betsy só realçavam o que ela tinha. A barriga não era completamente lisa, mas fofamente arredondada. Os braços eram um pouco finos demais, os ombros ligeiramente largos demais. Seus seios — magníficos orbes pontudos coroados com mamilos rosa-claros — eram um pouco grandes demais para o resto do corpo. Cheios e macios; mamilos como pontas afiadas de morango.
E sua boceta. Eu já a vira antes, muito mais de perto do que aquilo. Mas emoldurada pela sua totalidade, parecia ainda mais incrível. Lábios carnudos e salientes. Aquele tufo de pelos escuros. Quente, desejosa, acolhedora.
Eu poderia ter ficado olhando para ela assim por horas. Podem ter sido horas, pelo tempo que passei sentado ali, boquiaberto. Queria dizer algo, mas as palavras não vinham. Tinha que torcer para que a expressão no meu rosto, a clara aparência de adoração suplicante, fosse suficiente para minha irmã entender.
Algo deve ter sido comunicado, porque Betsy estendeu a mão para mim — como Deus alcançando Adão na Capela Sistina.
— Vem aqui — ela disse, e me puxou para a cama. Deitei-me de costas no edredom, a maciez do colchão parecendo uma nuvem depois do chão duro e áspero. Betsy subiu sobre mim. Seus grandes seios penderam sobre meu peito. Seu corpo me cobriu.
"Betsy, você é tão..." Tentei de novo dizer algo, descrever meu total deslumbre por ela. Não existia uma palavra para aquilo, e eu gaguejei.
Minha irmã tocou o dedo no meu nariz. Beijou-me de leve nos lábios. O calor dela se instalou em mim. A força dela me envolveu. O corpo macio dela me atraiu.
"Frio", ela disse. Apenas uma palavra.
Segurei minha irmã apertado contra mim. Passei as mãos pelas costas nuas dela, pela bunda. Rolamos para o lado, como um único ser, e puxamos as cobertas sobre nós. Juro que os olhos da minha irmã eram tão brilhantes que iluminavam a escuridão.
Minha irmã me beijou, com força. Envolveu os braços nas minhas costas. Senti algo quente e molhado na base do meu pau. Meio áspero. Percebi que a boceta pelada da Betsy estava bem em cima da minha dureza. Esfregando de leve.
Enfiei a mão entre nós e agarrei os seios dela. Eles transbordavam das minhas palmas. Os mamilos dela beliscando minha pele. Segurei-os no alto, maravilhado, manipulando devagar os dedos na carne dela. Duvido que tenha sido muito bom para ela, mas não me importei. A sensação dos peitos dela na minha mão era boa demais para eu largar.
Betsy continuou movendo o corpo contra o meu. Ela remexeu a bunda para frente e para trás, encaixando meu pau nas dobras dela. Não havia mais fingimento ali. Nada de agir como se fosse um acidente. Betsy ia gozar no meu pau, e qualquer outro pretexto já tinha ficado para trás.
Mas foi minha própria ganância que nos levou mais longe.
Segurar os peitos da Betsy não era o bastante, sabe? Quando você tem tetas gloriosas como aquelas ao seu alcance, você tem que tentar mais do que só tocar. Ergui minha irmã pelos ombros e a deslizei para cima. Movi meu próprio corpo um pouco para baixo. Coloquei os montes magníficos dela bem na altura da boca.
Lambiquei as tetas dela, depois chupei. Betsy gemeu em aprovação. Talvez eu não fosse o mestre do corpo dela naquele momento, mas finalmente tinha encontrado algo de que ela gostava. Lambi os mamilos dela enquanto ela se contorcia.
Não foi isso que aconteceu. Meu pau estava seguro lá embaixo, entre as coxas da Betsy, enquanto eu chupava os peitos dela. Mas quando ela deslizou de volta. Foi aí que a gente se ferrou.
Betsy se moveu para baixo, a boca inferior faminta procurando de novo aquele ponto, a dureza em que ela estava se esfregando. Só que dessa vez, meu pau tinha caído numa posição diferente. Então, quando minha irmãzinha deslizou para baixo, meu pau não estava mais embaixo dela.
Caso não esteja evidente, eu estava tão duro que poderia martelar pregos e vazando constantemente fluido lubrificante. A boceta da minha irmã estava escorregadia, pingando de molhada. Já aberta e preparada.
A cabeça do meu pau mergulhou no sexo ávido dela. Rompeu a abertura dela tão fácil quanto enfiar uma uva besuntada num cano escorregadio de chuva. Quase sem esforço. Senti o calor da boceta da Betsy começar a engolir meu pau devagar.
"Bets", eu disse. Um suspiro. "Está entrando."
"É", minha irmã disse. Ela se abaixou mais. A cabeça toda engolida. A haste até a metade. Betsy respirando como se estivesse no último quilômetro da maratona. Como se cada gole de oxigênio queimasse a garganta dela. Como se os pulmões fossem explodir.
Betsy parou e por um momento pensei que a loucura tivesse passado. Ela se ergueu um pouco e me senti inundado por uma enxurrada de alívio e decepção. Minha irmã me olhou nos olhos. Porra, como ela era linda. Percebi que tinha apoiado as mãos nos quadris dela e, maldito seja, apertei para mantê-la no lugar. Meu pau, tendo encontrado aquele lugar maravilhoso, agora não queria simplesmente deixá-lo escapar.
Betsy se sustentou sobre as mãos. As tetas dela pendiam sobre meu peito, brilhando de suor. Os músculos do pescoço dela tensos como cordas. Inexoravelmente, ela me deixou baixá-la de volta no meu pau. Até que eu estivesse completamente enterrado na boceta querente da minha irmã.
Assim que fizemos contato, quando encaixamos até o ponto mais fundo, minha linda Betsy começou a tremer.
"Dói?" perguntei. Sabia que era a primeira vez da minha irmã. Pelo menos supunha. A entrada suave na boceta dela me fez pensar se ela já tinha aberto aquela caixa antes, mas tudo que eu sabia me dizia que eu tinha tirado a virgindade da minha irmã.
Betsy sacudiu a cabeça vigorosamente. Ela não estava sentindo dor. Muito pelo contrário, na verdade.
"Frio?" perguntei. Ela assentiu, em meio aos tremores.
Eu não conseguia imaginar como. Betsy estava enrolada no meu corpo, sob cobertas pesadas, numa casa quente, no meio de um estado famoso pelo calor. Mas ainda assim minha irmã tremia demais. Lábios ficando roxos e pele se arrepiando.
Apertei Betsy apertado, pressionando-a contra mim como se estivesse tentando nos fundir de verdade em um só. Ela descansou a cabeça no encaixe do meu pescoço. Por um momento, lembrei de como ficávamos numa posição parecida toda vez que nos aconchegávamos. Como se essa fosse a nossa posição. A forma como nos encaixávamos como um só.
Mas enquanto eu a segurava perto, minha irmã me afastou. Ela se sentou, abruptamente. Corpo tremendo. Brilhando de suor e âmbar pela luz da janela. Seios tão perfeitamente voluptuosos. Os lábios da vagina dela abertos obscenamente sobre o meu bastão.
Betsy levou a mão para trás e desfez a trança. Cabelo castanho se derramou. Mais comprido do que eu imaginava, as pontas agora praticamente cobrindo os seios dela. Ela puxou as mechas para trás, quase se desculpando por esconder o que ela devia saber que era minha visão favorita em todo o universo.
Minha irmã se inclinou para frente, apoiando as palmas de cada lado de mim. Ela me lançou um sorriso arrogante, e eu reconheci aquele olhar imediatamente. Era a cara que ela fazia logo antes do começo de uma corrida. A expressão que ela exibia ao passar por mais um competidor.
Betsy levantou a bunda curvilínea, se deleitando na sensação do meu pau na boceta dela, então se abaixou de novo. Sentindo cada crista e saliência em detalhes primorosos. Ela me encarou nos olhos, sondando. A confiança transbordando, apenas manchada pelo tremor ocasional enquanto ela treinava o corpo para domar esse novo, incomparável invasor.
Ela tremeu. Estremeceu. Os pelinhos dos braços dela ficaram em pé. Dentes cerrados e olhos arregalados.
Betsy começou a se mover mais rápido. Não mais deslizando, mas quicando. Subindo e descendo no meu pau. Mãos nos meus ombros. Unhas cravando. Não as senti até de manhã, quando notei os cortezinhos ardendo.
Fiz o que pude — agarrei os quadris da minha irmã e me segurei. Avancei para cima no ritmo dos movimentos dela. Nós dois perdidos um no outro. Conectados fisicamente, sim. Mas emocionalmente ainda mais.
Não estávamos mais brincando. Não estávamos nos ajudando ou fazendo um favor ou como quer que tivéssemos racionalizado. Eu estava fodendo minha irmã. Betsy estava trepando com o irmão dela. Nós dois perdidos num pântano luxurioso e incestuoso do qual nunca sairíamos.
Explicar como foi fazer sexo com minha irmã parece fútil. É uma experiência única, diferente de qualquer outra. Sim, tem todo o apelo e maravilha do ato sexual. Mas aí entra na mistura todo esse outro negócio emocional, ligação biológica, que deveria atenuar a experiência. Mas em vez disso só distorce essas coisas e as intensifica ainda mais.
A erradicação não vai embora, ela torna as coisas ainda melhores. A natureza rastejante de saber que você está fodendo carne e sangue familiares não se dissipa, só aumenta cada outra sensação. Você nunca esquece que está fazendo sexo com sua irmã. E o que deveria ser a pior parte, infelizmente, só a torna a melhor.
Como eu disse, eu não deveria saber como a boceta da minha irmã cheirava. Qual era a sensação. Não podia saber como ela ficava quando gozava. Mas eu vi. Eu observei. Memorizei cada detalhe.
Betsy ficou suspensa na metade do meu pau. A boca dela se abrindo cada vez mais devagar. Os olhos, os quadris, a boceta, todos se escancarando exatamente do mesmo jeito. O acúmulo lento e interminável, até que achei que ela nunca fosse parar.
De repente, o corpo dela se fechou com um estalo. Tudo de uma vez. Rápido como um raio. As pernas da Betsy se contraíram. O corpo dela parou. Os olhos reviraram. A boceta dela apertou tanto, juro que ela estava tentando arrancar meu pau fora.
Um gemido rangente e dolorido jorrou da minha irmã. De novo, pensei numa toalha sendo torcida. Os últimos sucos da polpa espremidos de uma laranja. O corpo inteiro da Betsy se comprimiu e extraiu cada gota de êxtase dela. Não parecia prazer, mas eu sabia que era.
"AAAHHhhhhuuuhhhhnnnHHHaaa", o som tão baixo e quieto, mas tão inescapável que minha irmã poderia muito bem ter gritado.
O rosto dela mudou enquanto ela fazia força. Lábios se transformaram numa meia carranca. Olhos grandes e molhados. Quase suplicantes, como se ela estivesse assustada e confusa com a necessidade que sentia de mim. Implorando por algo mais.
Então Betsy caiu para frente, arfando. Os braços dela ficaram moles. Corpo inteiro como um pano molhado. Ela arfou por ar, de forma irregular e dolorida. Finalmente, ela me olhou e sorriu. Me beijou com tanta força que quase batemos a cabeça.
"Sim?" perguntei a ela.
"Ah, sim", Betsy respondeu.
De novo, fiquei preocupado que tivéssemos terminado. Que a realidade fria do gozo da minha irmã caísse sobre ela e ela percebesse o que estávamos fazendo, e parasse. Porque isso fazia sentido, certo? É assim que uma pessoa racional escolheria reagir.
Estávamos fazendo algo verdadeiramente, epicamente errado. Como engolir veneno, sabendo, porque estávamos ambos tão desesperadamente sedentos. E, no entanto, uma vez saciada aquela enxurrada de necessidade na minha irmã, deveria tê-la levado a dar um fim a tudo isso.
Um bom irmão poderia ter deixado.
Em vez disso, agarrei minha irmã pela cintura e a rolei violentamente. Meu pau escapou com o movimento, mas agarrei meu pau e enfiei de volta.
Betsy gemeu quando a preenchi de novo.
"Porra, como você é gostosa", eu disse. Como se isso fizesse o menor sentido. Ver o corpo da minha irmã já tinha quebrado meu cérebro, então você só pode imaginar o que senti-lo fez comigo. Não que Betsy estivesse mais coerente.
"Ah, porra, isso", ela disse, "Assim."
Por mais que eu gostasse da minha irmã cavalgando em mim, tenho que dizer que foi ainda melhor agora que eu podia arar ela. O estalo dos meus quadris contra a bunda dela. Passar as mãos por toda a pele nua dela. Vê-la se contorcer embaixo de mim. Saber que eu estava fazendo isso com ela. Levando-a lá. Isso me levou a outro nível.
Infelizmente, também me levou a outro nível. Eu teria fodido a Betsy daquele jeito para sempre se meu corpo deixasse. Mas havia um ponto final para minha resistência e, como eu disse à minha irmã, estava se aproximando rápido.
"Chegando... perto..." a avisei.
"Ohhh, uhhn. Eu também."
"OK", eu disse. De novo, eu sei, a retórica estava eletrizante.
Até aquele ponto, eu tinha me movido de maneiras que pareciam fazer a Betsy reagir. Agora, porém, me abandonei ao meu próprio prazer. Fiz o que meu corpo e milhões de anos de biologia me diziam que era certo. O formigamento começou na base do meu pau e se espalhou para frente.
"Ficando mais grosso", Betsy disse, "Sinto isso. Ele vai jorrar para mim?"
"Uh huh."
"Bom", Betsy disse, "Gosto quando ele jorra."
Enquanto eu mergulhava para frente, fiz o possível para me segurar. Para me preparar para sair do corpo da Betsy antes de me soltar. Minha irmã percebeu minha hesitação. Ela prendeu as pernas em volta da minha cintura.
"Não", ela arfou. "Dentro."
Por um segundo, tudo ficou suspenso no precipício. Então a faísca correu pelo meu corpo. O prazer explodiu para fora de mim. E um rio do meu esperma jorrou do meu pau e irrompeu direto na boceta da minha irmã.
"Ah, porra!" Betsy gritou. Ela apertou meus braços com mais força, e percebi que minha irmã também estava gozando. O prazer do corpo dela respondendo ao meu, como cada um alimentando o outro. Um crescendo contraposto de êxtase na nossa sinfonia induzida por irmãos.
Tenho quase certeza de que rugi enquanto meu fluido fértil finalmente enchia minha irmã. O êxtase vindo em jorros longos e agudos que combinavam com minhas ejaculações. Cada um ligeiramente menor que o anterior.
"Ah, Betsy", eu disse. Praticamente um soluço. "Ah, Deus."
"Isso aí. Isso, bom garoto", Betsy disse, acariciando minhas costas. "Deixa sair tudo."
Não me lembro do resto. Nós nos separamos, tenho certeza. Tenho uma vaga lembrança de um beijo. Um abraço apertado. Eu tinha derramado minha essência na minha irmã. Não era só a energia do sexo, o acúmulo da noite. Eram dias de antecipação. Semanas. Uma vida inteira esperando por esse momento. E quando aconteceu, mal consegui fazer outra coisa além de deixar o sono me tomar.
*
Acordei morrendo de frio.
Estava nu na cama, coberto pelo edredom. Nada diferente da minha manhã habitual. Mesmo assim, estava tremendo. Batendo os dentes. Levantei e me vesti, o mais rápido que pude. Mas não foi o bastante. Revolvi minhas gavetas e encontrei uma calça jeans e um suéter de manga comprida de uma viagem escolar há muito esquecida para Nova York. Ainda assim, enrolei os braços em volta de mim mesmo.
Por um momento, pensei que pudesse estar com febre, mas verifiquei minha temperatura e estava bem. Desci as escadas, o termostato estava nos mesmos 20 graus de sempre. Mas por que eu estava tão frio?
Mas essa foi só a primeira surpresa da minha manhã. A segunda estava me esperando do lado de fora de casa. Eu estava na cozinha tomando café da manhã quando vi, vi ela, pela janela. Não pude acreditar nos meus olhos.
Corri para o quintal. Era uma manhã ensolarada de sábado. Embora eu não sentisse, dava para perceber que estava quente. Lá, deitada nas águas azuis da nossa piscina do quintal, usando um biquíni verde brilhante(?!), estava minha irmã.
Betsy estava recostada numa cadeira inflável de piscina. A cabeça pendendo para trás. Pele brilhando de suor. Ela estava linda, claro. Mas não era isso que estava me deixando nervoso.
Quando Betsy me viu, ela me deu um sorriso largo. Ela se jogou para fora do flutuador e nadou até a borda da piscina. O corpo perfeito dela deslizando pela água como uma sereia.
"Vem cá pra dentro!" ela disse, dobrando os braços na borda, "A água está maravilhosa!"
Morávamos na Flórida a vida toda. Achava que tinha visto minha irmã de maiô talvez umas três vezes, e sempre um maiô inteiro que cobria o máximo de pele possível. E ela nunca tinha chegado nem perto da piscina. Mas lá estava ela, chutando as pernas torneadas na água como se não fosse nada.
"Você não está com frio?" perguntei, tremendo para dar ênfase.
Betsy riu. "Tá brincando? Este é o mais quente que me senti em anos!"
Minha irmã passou a manhã inteira curtindo a piscina — nadando e relaxando na água como se fosse o ambiente natural dela. Sentei ao lado, perto da nossa mesinha de centro de vidro, e a encarei. Será que Betsy estava possuída? Substituída por uma sósia alienígena? Eu não conseguia explicar, então observei, esperando pelo primeiro sinal de perigo.
Aparentemente, nossos pais tinham acordado cedo e saído para fazer coisas de pais. Embora eu não me lembrasse, em algum momento Betsy deve ter escapado do meu quarto durante a noite, porque não fomos pegos. Éramos só nós dois numa manhã de sábado. Eu e a estranha criatura veranil que tinha substituído minha irmã.
Finalmente, por volta da hora do almoço, consegui convencer Betsy a sair da água com a oferta de comida. Ela comeu vorazmente, devorando dois sanduíches com os dedos enrugados. Pingando uma poça d'água embaixo da cadeira. Eu estava perplexo demais para fazer qualquer coisa além de assistir.
Mesmo sem todas as coisas extras — o frio, o biquíni, tudo — eu estava lutando para processar a noite anterior. Nós não tínhamos cruzado a linha, tínhamos saltado sobre ela, depois corrido de volta e rasgado a coitada em pedaços. Com uma namorada, uma garota com quem eu deveria estar fazendo sexo, teríamos algum tipo de autópsia depois da nossa primeira vez. Eu tinha acabado de fazer sexo com minha irmã. Teria pensado que seria necessário vários dias de discussões. De preferência com um terapeuta presente.
Em vez disso, Betsy estava sentada ali como se tudo isso fosse normal. E meu cérebro já atordoado mal conseguia manter tudo junto.
"Devemos conversar sobre ontem à noite", eu disse, finalmente. Porra, como eu estava com frio. Me perguntei se podia colocar minha capa de chuva por cima do suéter sem parecer um esquisitão completo.
"Eu sei, não foi demais?" Betsy disse. Ela lambeu os restos do almoço dos dedos, um por um.
"Quero dizer, foi, mas..."
"Me sinto tão quente", Betsy disse, se abraçando feliz, "Mal posso esperar para fazer de novo esta noite."
"Ah. OK." Sendo honesto, eu não sabia como reagir a isso. Quero dizer, eu queria muito continuar fazendo o que estávamos fazendo. Era incrível demais para não continuar. Mas eu sabia que deveríamos querer parar, e ser puxado entre os dois estava me deixando dividido. Não tinha certeza do que deveria acontecer depois de fazer sexo com minha irmã, mas tinha certeza de que não era para discutirmos casualmente durante o almoço e concordarmos em continuar.
"Quer dizer, eu preferiria muito fazer antes, também", Betsy disse, "Mas quero dar um tempo para o Brandon Júnior se recuperar. E, além disso, ainda estou confortável. Quero guardar e obter o benefício total. Sabe?"
"Claro."
"Você não está chateado, está?" Betsy perguntou. "Você está agindo estranho a manhã toda."
"Não, estou bem", eu disse, segurando um arrepio.
"Ótimo, porque vamos fazer isso muito mais", Betsy disse.
— Acho que é bom você estar protegida — eu disse. — Senão estaríamos em maus lençóis.
A expressão de Betsy ficou séria. — Ah, não estou tomando pílula — ela disse.
Meu coração despencou e se espatifou no chão.
*
Uma pessoa normal e inteligente teria dado um fim nas coisas a essa altura. Mas, a essa altura você já deve ter percebido que eu não sou essa pessoa. Em vez disso, passei a tarde inteira discutindo comigo mesmo. Não é que eu não soubesse a resposta certa. É que meu cérebro idiota e tarado não aceitava.
Eu devia estar resmungando mais alto do que imaginava, porque minha mãe me interrompeu. — Ei, você está bem? — ela perguntou.
Estávamos os dois na cozinha. Ela estava no meio do preparo do jantar, e eu estava... Na verdade, não sei o que eu estava fazendo. Considerando as consequências. Raciocinando minhas reações. Pirando de vez.
— Estou bem — respondi, mecânico.
— Tem certeza? — Mamãe perguntou. Ela gesticulou para que eu me sentasse num dos bancos da cozinha, igualzinho ao que Papai tinha feito uma semana antes. Mas também totalmente diferente do Papai. Mamãe sorria calorosamente. Ela tinha o rosto da minha irmã, mas um corpo diferente. Ombros largos e macios. Ela parecia genuinamente preocupada comigo.
— Estou tentando resolver umas coisas — eu disse, antes de me conter.
— Problemas com garota? — Mamãe perguntou.
Eu a olhei, surpreso.
— Na sua idade, é sempre problema com garota — ela disse.
— Eu gosto dela — eu disse. — Dessa garota. Quer dizer. Você não a conhece.
— Claro — Mamãe disse.
— E, como eu disse, gosto de ficar com ela. Muito. Mas, hmm, é complicado.
— Mas você gosta dela — Mamãe disse. — Você gosta de passar tempo com ela.
— Ah, sim — eu disse. — É incrível. Só me preocupo. Com as consequências.
Mamãe me encarou por um instante, como que processando. Ela saiu de trás do balcão e abriu o armário.
— Olha, você é jovem — Mamãe disse. — E nem todo relacionamento que você tiver vai ser seu parceiro 'para sempre' ou seja lá o que for. Você ainda está numa idade em que pode se divertir. Um dia você vai estar casado, com filhos, e eu te garanto que não vai passar o tempo desejando ter sido mais cauteloso na juventude. Às vezes é bom cometer erros. É bem mais memorável do que seguir as regras o tempo todo.
— Bom, eu acho que sim — eu disse.
Mamãe enfiou a mão mais fundo no armário, afastando tudo. Um sorriso se abriu no rosto dela. Ela puxou uma caixa de biscoitos de chocolate. A caixa tinha estampado 'Importado da Bélgica'. Ela piscou para mim enquanto enfiava a mão no pacote.
— Você sabe por que eu gosto de roubar os biscoitos do seu pai? — Mamãe perguntou.
Dei de ombros. Eu tinha algumas teorias, mas não achei que fosse boa ideia adivinhar.
— Eu poderia racionalizar e dizer que são gostosos, e é verdade que são. Ou poderia dizer que seu pai não os divide, e não divide mesmo, então só estou pegando o que é meu. Mas a verdade é que, se ele me oferecesse, eu provavelmente recusaria. O negócio é o seguinte: às vezes é divertido fazer algo um pouquinho travesso. Não estou roubando um carro nem machucando ninguém. É só uma dose de emoção. E posso te dizer, estou definitivamente me divertindo.
Mamãe deu uma mordida voraz num biscoito, migalhas marrons caindo no chão. Ela riu baixinho e voltou a preparar o jantar.
*
No fim, eu cedi porque sabia que ia ceder. Decidi que, desde que conseguisse evitar consequências reais, aquilo não passava de (como Mamãe tinha dito) diversão inofensiva.
Eu tinha um monte de camisinhas guardadas, esperando para serem usadas. No calor da noite anterior, eu tinha esquecido delas. Mas isso não significava que não pudesse usá-las agora. Então, peguei algumas e deixei na mesinha de cabeceira para mais tarde.
Agora que a temporada de basquete estava definitivamente encerrada, Betsy e eu não tínhamos desculpa para sentar juntos no sofá. Não que precisássemos mais. Em vez disso, vagávamos sem rumo pela casa depois do jantar até que meus pais fossem dormir. Quando tínhamos certeza de que já tinha passado tempo suficiente, corríamos escada acima.
Nós nos atropelávamos, mal nos importando em fazer silêncio. Os lábios da minha irmã estavam nos meus antes de eu fechar a porta do quarto. Nossas roupas estavam no chão logo depois.
De novo, me maravilhei com o corpo que minha irmã tinha escondido todo aquele tempo. Seus seios enormes e quadris largos. Ela desfez a trança e o cabelo castanho se derramou, quase tão sedutor quanto o corpo nu em si. Quase.
Betsy começou a rir baixinho enquanto caíamos na cama. Ela gargalhava enquanto me beijava, esfregando o corpo contra o meu. Ria histericamente enquanto tateava para trás atrás do meu pau.
Nada de preliminares agora. Nada de provocação e preparação. Tínhamos chegado ao topo da montanha, então por que perder tempo escalando tudo de novo?
— Isso é tão bom, nunca vou parar — Betsy disse. — É uma sensação tão incrível e depois... — Ela suspirou. — Porra. — Como se aquela palavra significasse tudo.
— Também gosto de estar com você — eu disse. Foi tão mecânico que minha irmã arqueou uma sobrancelha para mim. — Mas precisamos disto.
Eu me virei o melhor que pude e peguei o pacote de camisinhas da mesinha. Os olhos de Betsy se arregalaram, e então ela deu um tapa e o derrubou da minha mão.
— A gente não pode fazer isso! — ela disse. A reação horrorizada dela era quase cômica. — Sua coisa mágica de homem precisa estar dentro de mim sem nada.
Coisa mágica de homem?— Seu soldado especial — Betsy disse. — Sua torre de poder. Aquele pau de irmão grande e lindo que me faz sentir tão bem. Eu preciso sentir ele, não um substituto coberto de plástico. Eu poderia usar meu vibrador para sentir isso.
Meus olhos se arregalaram. Minha irmã tinha brinquedos sexuais?
— Quer dizer, eu poderia comprar um vibrador ou sei lá — Betsy disse. — Se quisesse. Mas por que fazer isso se tenho meu amigo carnudo favorito bem aqui?
Dei um suspiro profundo. Relutantemente, deixei a camisinha pousada, sem uso, sobre a colcha. — Vou tirar antes de gozar — eu disse.
— Não! — Betsy gritou. — Essa é a intenção toda! Seu molho especial me deixa tão quentinha. Preciso dele dentro de mim para o meu corpo devorar tudinho.
— Betsy! — Eu não queria gritar, mas a essa altura não sabia mais o que fazer. — Se continuarmos fazendo isso, você sabe, desse jeito, você vai engravidar. Isso não pode acontecer.
— Você está certo, não pode.
Agora era minha vez de lançar um olhar incrédulo. Repassei todas as possibilidades do que ela poderia querer dizer e não cheguei a lugar nenhum. Até onde eu sabia, transar sem proteção com a minha irmã era tão perigoso quanto com qualquer outra mulher.
— Não vai acontecer — Betsy disse, com tanta firmeza que quase acreditei. — Irmãos não podem ter filhos. Então não vamos.
— Podemos muito bem ter se não formos cuidadosos — eu disse.
— Então seremos cuidadosos — Betsy disse. De novo, ela tateou para trás, pegou meu pau e o alojou na entrada do sexo. Exatamente o oposto do que estava dizendo.
— Você vai tomar pílula — eu disse. — Vamos dar um tempo. Podemos fazer isso. Voltamos a nos lamber até lá.
Betsy assentiu. Mas não parou de se abaixar sobre meu pau.
— Acho que vai ficar tudo bem — Betsy disse. Ela parecia fazer as contas mentalmente. — Sim, vamos ficar bem por enquanto.
— Você tem certeza? — perguntei. Eu sei, sou um idiota.
— Ah, sim — Betsy disse. Então ela encerrou a discussão se deixando cair direto sobre meu pau.
De novo, me senti envolvido por um êxtase quente e molhado. O corpo da minha irmã se enrolava em volta do meu pau. Ela poderia ficar ali sentada, imóvel, por horas e ainda teria sido a melhor sensação da minha vida. Em vez disso, Betsy começou a cavalgar para cima e para baixo no meu pau. O prazer pulsava através de mim em ondas crescentes. Nós dois gemendo e arfando em êxtase compartilhado.
Na metade, Betsy fez uma pausa. Por um momento, pensei que a realidade do que estávamos fazendo finalmente tinha chegado à cabeça dela. Em vez disso, porém, ela ficou de quatro e se virou.
— Me come assim — Betsy disse. — Quero tentar algo diferente.
Na minha lista de atributos incríveis dela, eu mencionei que minha irmãzinha tinha a bunda perfeita? Bem, Betsy tinha a bunda perfeita: redonda, cheia e firme. Agarrei as nádegas dela com tanta força que devia doer, mas ela não fez nada além de rebolar a traseira na minha pegada.
Sem pensar (algo que eu estava fazendo muito, claramente), me ajoelhei, me alinhei e mergulhei de volta na boceta macia e apertada da Betsy. Era tão familiar, como voltar para casa. Mas ao mesmo tempo tão diferente e singular. Eu não conseguia me controlar.
Quando senti o momento se aproximando, comecei a desacelerar. Meu pau começou a inchar, se enchendo com a força de mil consequências terríveis prestes a irromper no mundo. Uma arma, carregada com minha própria destruição miserável.
— Vai, Bran — Betsy disse. — Me enche. Preciso da sua porra dentro de mim.
Sob comando, sem pensar mais. Eu me cravei o mais fundo que pude e esvaziei dentro da boceta desprotegida da minha irmã.
— Ah, sim! — Betsy gritou. — Assim. Você tem que dar cada gota para sua irmã!
O prazer praticamente me jogou para trás. Minha mente consciente deixou meu corpo, observando à distância. O corpo da minha irmã se retesou, tenso, enquanto o orgasmo se contorcia para fora dela. Ela soluçava e gemia enquanto minha porra jorrava além do colo do útero. Minha própria felicidade irradiava de mim, como uma onda de alegria extasiada, cada célula do meu corpo cantando em perfeita harmonia.
Dessa vez, me aconchegar com minha irmã foi algo muito consciente. Segurando o corpo dela apertado contra o meu. O calor da nossa conexão.
— Eu te amo, Brandon — Betsy disse. A voz dela era tão tênue, que me perguntei se ela tinha percebido que disse aquilo.
— Também te amo, Bets — eu disse. E me espantei ao perceber que era verdade. Eu estava apaixonado pela minha irmãzinha. Fossem quais fossem as consequências, elas já eram inescapáveis.
Ficamos juntos a noite inteira. Minha irmã babou um pouco no meu braço enquanto dormia. Eu não me importei.
*
Como você pode imaginar, não foi o fim. Nem de longe. A única mudança foi que paramos de fingir que íamos parar. Em vez disso, nos abandonamos às necessidades de nossos corpos. Nossas vidas sexuais cresceram enquanto o verão minguava. Minha pilha de camisinhas, agora empoeirada e esquecida na gaveta da mesinha de cabeceira.
Parei de me sentir congelado toda manhã, mas ainda estava mais frio do que jamais me lembrava. Não encontrava mais Betsy à beira da piscina o tempo todo, mas ela guardou os moletons. Alcançamos uma espécie de equilíbrio, os dois se compensando mutuamente.
Fizemos uma pausa de alguns dias quando Betsy me disse que estava ovulando. De novo, quando ela ficou menstruada. Não é que parássemos completamente; em vez disso, ela me chupava. Mas não tínhamos relações sexuais durante esses períodos. E mais do que compensávamos o tempo perdido depois que acabava.
Toda manhã, eu acordava com a condenação do que tinha feito pairando sobre minha cabeça. Toda noite, eu despejava mais desastre no ventre ansioso da minha irmã. Teria sido mais rápido enfiar uma bala na própria cabeça. Mas nem de longe tão prazeroso.
Eu mantinha um pensamento na mente (além da luxúria incomparável que saciava toda noite): eu ainda não tinha engravidado Betsy, e o verão estava acabando em breve. Nós íamos para a mesma faculdade, mas eu estaria no meu novo apartamento e Betsy em casa. E então teríamos que parar. Ainda poderíamos ficar seguros. Se o tempo estivesse do nosso lado.
Então, um dia, com o prazo de setembro pairando sobre nossos encontros ilícitos, Betsy me convidou para almoçar de novo. Fomos ao mesmo restaurante de frutos do mar no píer. A familiaridade era vertiginosa. O mundo parecia que deveria ter mudado, inclinado no eixo, oscilado até o nada. Até agora, só Betsy e eu estávamos diferentes. Era quase como se irmãos pudessem transar e nada mudasse.
— Tenho uma ideia — Betsy disse, depois que anotaram nossos pedidos. — Uma solução, como dizem.
Finalmente, pensei. O alívio me inundou. Eu adorava transar com minha irmã, mas tudo que estávamos fazendo, o risco que estávamos correndo, eu não aguentava o estresse.— Preciso do seu calor — Betsy disse. — E você precisa da minha... bem, nós dois sabemos o que você precisa.
Minha irmã disse isso como se eu fosse o tarado da relação. Como se ela não fosse tão tarada quanto eu.
— Não, bobo — Betsy disse. Ela deu um tapa de leve na minha mão. — Afeição. Conforto. Você mesmo disse. Quer aquela proximidade que só nós podemos ter.
— Ah, sim — eu disse. — Desculpa.
— Mas vamos começar a faculdade e tudo vai ter que acabar — Betsy disse. — Quer dizer, tenho certeza que poderíamos arranjar um tempinho aqui e ali. Mas você não vai mais estar em casa. E, honestamente, fazer isso aqui em casa não é boa ideia mesmo. Mamãe e Papai vão acabar descobrindo uma hora. Se já não descobriram.
Por um momento, me assustei. Betsy tinha ouvido alguma coisa? Nossos pais estavam bisbilhotando?
— Não que eu saiba — Betsy disse. — Mas não vou arriscar perder minha pedra de calor.
— Ainda sou sua iguana, hein? — perguntei.
— Estou começando a ver a vantagem da coisa de ter dois pênis — Betsy disse. — Tipo, e se você pudesse estar na minha boceta e na minha boca ao mesmo tempo e me encher pelas duas pontas...
— Isso é bem pervertido, Bets — eu disse.
— Mas pensa em como eu ficaria quentinha — Betsy disse, como se fosse a explicação mais racional de todas. — De qualquer forma, percebi que nosso problema é na verdade nossa solução.
— Quê?
Betsy revirou os olhos para mim, como se eu fosse o tapado. — O problema é que você está se mudando. E a solução é que precisamos de um lugar para nós dois ficarmos juntos. — Betsy girou o pulso, como se tentasse forçar meu cérebro a se esforçar mais.
Por fim, desisti. — Não entendi — eu disse.
Betsy suspirou. — Talvez eu precise transferir. Essa faculdade claramente não está te deixando mais inteligente.
Fiz uma cara de ofendido para minha irmã. Ela segurou minha mão e apertou.
— A gente vai morar junto — Betsy disse. — Eu vou com você para seu apartamento novo. Mamãe e Papai vão adorar, eles ficam com a casa toda para eles. E a gente mantém tudo o que quer.
— Não sei, Betsy — eu disse. Não pude evitar que meu coração desse um pulo. Realmente parecia a solução perfeita. Exceto por um problema.
— Prometo que vamos ficar de conchinha toda noite — Betsy disse. Não era isso que me preocupava.
— Você pode se mudar — eu disse. Betsy bateu palmas animada. — Com uma condição. Você tem que começar a tomar anticoncepcional.
— Claro — Betsy disse. — Vou pensar no assunto.
— Estou falando sério.
— Tá — Betsy disse.
A garçonete trouxe nosso almoço. Minha irmã passou a refeição inteira sorrindo consigo mesma.
— Isso vai ser tão incrível — ela disse.
*
E assim foi, que quando eu deveria finalmente estar morando sozinho, fui embora com minha irmã em vez disso. Betsy tinha razão, Mamãe e Papai adoraram a ideia. Com as aulas começando em breve, eles nos ajudaram a fazer as malas e nos mudar para o novo lugar. Eles até pagaram por um apartamento de dois quartos para que pudéssemos cada um ter seu próprio espaço. O que era realmente, verdadeiramente desnecessário. Não que pudéssemos contar a eles.
— A Betsy não parece um pouco, sei lá, diferente para você? — Mamãe perguntou enquanto carregávamos caixas para lá e para cá até meu carro.
Eu quase engasguei. Estava o tempo todo checando a barriga da Betsy disfarçadamente. Não parecia mais redonda, mas então, minha mãe seria a pessoa a notar, certo? Fiz o possível para disfarçar. Afinal, eu era só um garoto bobo, não era? Eu nunca notaria os sinais se minha irmã estivesse *engole em seco* grávida.
— Lembra como ela vivia por aí com uma carranca? — Mamãe disse. — Todos aqueles moletons e blusões de capuz. Reclamando que estava com frio. Agora, olha para ela. A regata brilhante e o short. Aquele sorriso. Acho que a ideia de morar com o irmão está finalmente a tirando da concha.
Para mim mesmo, pensei: É, não acho que seja isso.
Para minha mãe, eu disse: — Talvez. Não tinha reparado até você falar. Mas sim, acho que todos poderíamos usar um pouco mais de risco na vida.
— Concordo — Mamãe disse. — Falando nisso, você vai encontrar uma caixa de biscoitos do seu pai na sua mochila. Lembre de dividir com sua irmã.
*
Naquela noite, Betsy e eu fizemos amor pela primeira vez em nosso próprio apartamento. Minha irmãzinha aproveitou ao máximo nosso novo arranjo, gritando quando gozou. E de novo, quando eu a enchi com minha porra logo depois.
Depois, Betsy se aninhou bem perto de mim, arrulhando enquanto acariciava minha cabeça. Pensei em como tudo aquilo começou. Eu estivera tão miserável por ficar sozinho. Odiava a ideia de partir sem minha família, perder aquela conexão emocional. Agora aqui estava eu, cercado de amor, de um jeito que jamais imaginei.
Acho que, pensando bem, Betsy não era a única que estivera com frio. Eu também estivera gelado, do meu próprio jeito. O calor que me rodeava agora, era mais do que eu jamais poderia ter imaginado.
Enquanto nos aninhávamos, deslizei a mão sorrateiramente até a barriga da minha irmã. Será que estava um pouco mais cheia do que eu lembrava? Não sabia dizer. Betsy tinha me contado que ainda estava 'pensando' sobre a pílula. Considerando que continuávamos fodendo, 'pensar' era algo que obviamente não estávamos fazendo muito. Mas eu estaria mentindo se dissesse que não me preocupava às vezes.
Minha irmã deve ter notado minha distração, porque me beijou na boca, com força, para chamar minha atenção.
"O que foi?" perguntei.
"Estou me sentindo um pouco fria", disse Betsy.
"Quer que eu pegue outro cobertor?" perguntei, "Desligar o ar-condicionado?"
"Você sabe o que eu quero", disse Betsy. Ela estendeu a mão para o meu pau. Apesar do que tínhamos acabado de fazer, senti meu membro enrijecer nas mãos dela.
Deslizei entre as pernas de Betsy, me posicionando para me enfiar em sua boceta fumegante. Mas minha irmã apenas balançou a cabeça e me empurrou para longe. Ela se virou e ficou de quatro. Olhou para trás com um sorriso malicioso dançando no rosto.
"Quero ver o que acontece se você colocar na minha bunda", disse Betsy.
Ah, os sacrifícios que faço pela minha irmã.