Contos eróticos para ler inteiros.

BDSM

Inacreditavelmente Cruel

versosdajoci11 min

— Você não acha que estamos sendo cruéis demais? — Lana afastou o vibrador pulsante da boceta da Alice pela que parecia ser a milionésima vez naquela noite.

A mordaça de bola pouco fazia para abafar os gemidos frustrados de Alice. Ela puxava as amarras, tentava seguir o vibrador com os quadris, mas simplesmente não havia folga nas algemas. Que ela ainda estivesse lutando só mostrava o tamanho da tensão que estava sentindo.

— Como assim cruéis demais? — Lisa sorriu para a amiga amarrada e vendada. Seu dedo traçava distraidamente os lábios de Alice, espalhando a baba uniformemente sobre a mordaça brilhante. — Estamos fazendo exatamente o que ela quer.

— Eu sei. Mas a coitada não tem uma pausa há pelo menos uma hora. Olha como a boceta dela já está inchada.

Lisa se inclinou para ver os frutos dos seus esforços. Os lábios da boceta de Alice estavam de um rosa vivo e inchados. Seu clitóris aumentado despontava para fora do capuz, alheio ao fato de que isso só o deixava ainda mais exposto a tormentos piores.

— Nossa, essa boceta é mesmo algo especial — disse Lisa, elevando a voz para garantir que Alice não perdesse uma palavra. — Um tom de rosa tão lindo. E olha como está pulsando. Deve ser uma tortura absoluta para ela. Se a minha boceta estivesse assim, eu já seria um animal enlouquecido de tesão. Não sei como ela consegue aguentar.

O gemido choroso de Alice indicava que ela estava aguentando por um fio e que ser lembrada de como a situação era ruim certamente não ajudava.

— Anda, vibra ela de novo. Quero ver a reação bem de pertinho.

Lana baixou o vibrador de novo. Elas já tinham precisado reduzir as vibrações ao mínimo para evitar acidentes, mas até mesmo o nível mais baixo era suficiente para fazer Alice gritar quando a ponta do vibrador encostava no seu clitóris exposto. Lana estaria mentindo se dissesse que os gemidos lascivos de Alice não eram excitantes pra caralho. Ou que não lhe dava um prazer maligno arrancar o vibrador no último segundo e ouvir os gritos desesperados de Alice. Mas ainda assim...

— É que eu só quero ter certeza de que não estamos ultrapassando o limite dela. Já deve ser intenso pra caralho para ela.

— Ah, com certeza — disse Lisa com um sorriso sujo. — Especialmente se eu fizer algo assim. — Ela deixou o dedo deslizar sobre os lábios molhados da boceta de Alice, começando lá na entrada escancarada e parando com um toque mínimo contra aquele botão inchado no topo. Antes de fazer de novo. E de novo, cada repetição aumentando o volume dos gritos de Alice num pouquinho até se tornar um choro constante de frustração.

— E ela foi bem clara que não quer misericórdia nenhuma. Que quer viver essa fantasia de duas vadias malvadas fazendo as coisas mais terríveis com ela e não parando, não importa o quanto ela implore. E — é — exatamente — isso — que — ela — vai — ter. — Lisa enfatizou cada palavra com um tapinha rápido no clitóris de Alice. — Mas se você se sentir melhor, a gente pode fazer uma verificação rápida.

— Vamos fazer isso. Só para a minha paz de espírito. — Lana beijou Lisa. Um beijo que rapidamente se transformou numa sessão intensa de amassos cheia de língua. Lana simplesmente não resistia à amiga quando ela expunha seu lado maligno daquele jeito.

— Eu tiro a mordaça. — Lisa lambeu os lábios com avidez depois do beijo. — Vibra ela de novo enquanto isso pra ela não ficar entediada.

Lana trouxe o vibrador de volta, mas dessa vez arrastou-o lentamente pela virilha de Alice, tomando cuidado para não tocar demais no clitóris. Ela não sabia quanto tempo Lisa levaria, então era mais seguro prolongar essa tortura.

Os gemidos de Alice se interromperam por um segundo quando Lisa puxou a mordaça, tempo suficiente para engolir uma vez, antes que a tensão ficasse demais para continuar quieta por mais tempo: — Deus, por favor, por favor, porfavorporfavorporfavor... AH!

Um espasmo percorreu o corpo de Alice. Lana arrancou o vibrador imediatamente. Alice tensionou mais uma vez, mas depois de alguns segundos de incerteza a tensão parou e Alice soltou um grito angustiado, sacudindo os punhos no pouquinho que conseguia. Pelo visto Lana tinha tirado bem na hora certa.

— Ai, Deus, por favor. Eu não aguento mais! Eu preciso tanto! Por favor, por favor...

Lisa tapou a boca de Alice com a mão, calando-a. — Nós sabemos como está ruim. É isso que torna divertido. — Ela deixou os dedos caírem na boca de Alice e riu quando a amiga começou a chupá-los imediatamente. — Você se lembra do que nos disse no começo? O que queria que a gente fizesse?

Alice choramingou, mas fez um leve aceno de cabeça.

— Pode fazer a gentileza de repetir para nós? — Lisa puxou os dedos da boca de Alice e os limpou no peito dela.

— Eu... — A voz rouca de Alice falhou e ela teve que começar de novo. — Eu queria que vocês fossem más comigo.

Lisa deixou seus dedos ainda molhados dançarem sobre o mamilo de Alice. — Apenas más? Acho que era mais que isso.

— Sim. Eu queria que vocês fossem cruéis. Ina... — Alice engoliu. — Incrivelmente cruéis.

— Isso é um pedido e tanto. — Lisa beliscou os mamilos de Alice, arrancando um suspiro fofo. — E o que você queria que a gente fizesse se você implorasse por misericórdia?

— Eu queria que vocês... ignorassem. E piorassem ainda mais para mim.

— Uma coisa incrivelmente cruel de se fazer, de fato. E por quanto tempo era para a gente fazer você sofrer?

O interrogatório estava deixando Lana toda excitada e inquieta de novo. Se Alice estivesse seriamente arrependida da situação, já teria deixado isso bem claro a essa altura. Ela estava se aproximando do limite, claro, mas enquanto não desistisse, não havia motivo para parar já.

Não seria produtivo fazer Alice gritar com o vibrador de novo enquanto ela precisava responder às perguntas de Lisa, mas aquela boceta inchada e brilhante bem na frente de Lana cheirava tão bem que seria um pecado não se deliciar um pouquinho. Ela se inclinou e lambeu.

— Haaaaa... — A língua de Lana claramente distraiu Alice, mas ela conseguiu se recompor o suficiente para responder: — Eu disse... eu disse... vocês podem fazer isso enquanto... haaaa... enquanto for divertido para vocês.

— Bem, o que me diz disso? Lana, o que você acha? Ainda está se divertindo?

Lana parou de lamber e fez uma pausa de alguns segundos, fingindo que precisava pensar. — Não sei. Me dá um momento para testar uma coisa. Pode tampar a boca dela de novo? Pode ficar barulhento.

— Eu faria qualquer coisa para ajudar a ciência. — Lisa tapou a boca de Alice com a mão novamente.

Lana pegou o vibrador de novo e esmagou o clitóris de Alice sob a ponta. Ao mesmo tempo, inclinou-se e mordeu a carne macia da parte interna da coxa de Alice.

Alice realmente fez barulho e a mão de Lisa mal teve efeito sobre seus gemidos guturais. Ela se contorceu contra a sensação, apenas para ser mordida de novo, dessa vez ainda mais perto da virilha. Seus gemidos ficaram mais e mais altos até atingirem um auge num lamento angustiado quando Lana mais uma vez tirou o vibrador.

— Isso foi bem divertido, na verdade — Lana nem se incomodou em esconder o sorriso.

— Eu também acho. E por quanto tempo você acha que isso vai continuar divertido?

— Hmm... — Outra pausa dramática para fingir que estava pensando. — Acho que posso me cansar em algumas horas, mas até lá...

— Algumas horas? — Lisa repetiu alto, só por precaução caso Alice milagrosamente não tivesse notado. — Mas isso significa que ela não passou nem da metade ainda. Olha como ela já está desesperada. Você consegue imaginar como deve ser terrível para ela se a gente continuar provocando por tanto tempo?

— Não consigo. — Lana riu. — Mas não preciso imaginar. Ela vai nos mostrar.

— Está ouvindo isso? — Lisa puxou a mão, mas não antes de provocar suavemente o lábio inferior de Alice com os dedos. — A gente pode continuar por muito, muito tempo. Para nós é fácil. Só precisamos brincar um pouco. E você é um brinquedinho tão divertido. Tenho certeza de que nem vamos perceber as horas voando. Para você, claro, pode ser um pouquinho mais difícil. Então, a pergunta final é: Você mantém o que disse?

Alice gemeu. — Vocês são más.

— Eu sei. — Lisa riu. — Do jeitinho que você quer. Então, qual é a sua resposta?

A voz de Alice era quase inaudível quando ela sussurrou — Sim.

Lana não conseguia acreditar na sua sorte. Inicialmente ela só tinha concordado com toda essa ideia porque Alice e Lisa estavam tão animadas, mas agora que estava no meio daquilo, não queria que parasse. Aquilo não era mais apenas sobre deixar Alice viver sua fantasia. Lana nunca imaginara como podia ser divertido se entregar a uma crueldade sem remorsos. Era uma forma totalmente nova de curtir o sexo e ela não se cansava.

— Receio não ter ouvido — Lisa zombou de Alice. — Pode repetir?

— Me dá um segundo que eu aumento o volume. — Lana pressionou o vibrador de novo.

Alice começou a gritar imediatamente: — Sim! Sim! Por favor... Argh!

Depois de apenas alguns segundos Lana teve que arrancar o vibrador de novo. Depois de toda essa provocação, Alice estava perto demais. Se fossem mesmo continuar por horas, Lana teria que encontrar um jeito diferente de provocar Alice. — Parece que você está bem sensível.

— Sim! — Alice lamentou.

Lana puxou o capuz do clitóris de Alice para trás com o polegar, expondo completamente aquele feixe de nervos pulsante. — Parece que seria bem intenso para você se eu fizesse algo assim. — Ela umedeceu o dedo indicador nas dobras de Alice antes de começar a dar tapinhas no clitóris com ele.

Era uma técnica que usara com as namoradas algumas vezes quando estava se sentindo malcriada e queria lhes dar um motivo para colocá-la em seu lugar. Lana podia atestar tanto por experiência de terceiros quanto de primeira mão que tapinhas no clitóris sem qualquer fricção eram ridiculamente enfurecedores. Irritavam os nervos o suficiente para concentrar sua mente naquele botãozinho, mas não davam prazer nenhum para liberar a tensão. Qualquer garota que não estivesse amarrada ficava puta o suficiente para parar violentamente com os tapinhas em menos de um minuto. Na única vez que Lisa a amarrara e castigara com cinco minutos de tapinhas, Lana mordera o braço com tanta força que ficara roxo, só para lidar com a frustração. E naquela época ela não já estava excessivamente sensível depois de uma boa hora de provocações brutais.

— Você é bem corajosa, sabia — disse Lana por cima dos rosnados torturados de Alice enquanto cuidava para manter o mesmo ritmo enlouquecedoramente monótono. — Se o meu clitóris estivesse loucamente sensível assim, eu nunca, jamais ousaria deixar duas garotas más brincarem com ele. Elas poderiam fazer isso e só isso para sempre e eu não poderia fazer nada para impedi-las. Deus, eu enlouqueceria se alguém fizesse isso comigo.

— Por favor! — Alice estava meio soluçando a essa altura. — Por favor! Por favor, faz qualquer coisa menos isso! Qualquer coisa! Por favor! É demais!

Lana parou os tapinhas. Pelo som, Alice estava realmente chorando de alívio. — Ela acabou de implorar por misericórdia? — Lana perguntou a Lisa.

— Implorou totalmente. — A essa altura o sorriso de Lisa ameaçava rachar seu rosto ao meio. — Acho que vamos ter que honrar os desejos dela então e piorar as coisas.

— Acho que sim — disse Lana alto, para Lisa ouvi-la sobre os gritos de Alice. — Mas como pode piorar? Acho que já está bem ruim.

— Beeeem... — Lisa acariciava distraidamente a bochecha de Alice enquanto pensava. — Eu poderia enfiar um dedo nela e mantê-lo completamente parado. Isso é bem frustrante.

— Enquanto eu estou batendo os tapinhas?

— Claro. — Lisa agarrou os dedos de Lana e lambeu sensualmente os sucos de Alice deles. — Não posso impedir você de fazer algo que ama tanto fazer.

— Por favor! — Alice interveio. — Isso seria...

— Incrivelmente cruel? — Lisa terminou sua frase. — Também conhecido como: exatamente o que você pediu?

Alice choramingou. Mas não fez objeção, o que era tudo que Lana e Lisa precisavam.

— Talvez a amordaça de novo — disse Lana. — Ela vai fazer barulho. E acho que vai gostar de ter algo para morder. Não acho que vou me cansar de brincar com ela por muito, muito tempo.

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