Contos eróticos para ler inteiros.

Coroas

GILF de Natal

cristiane199645 min

Derek, você está ocupado agora? — minha mãe perguntou ao entrar no quarto que eu tenho no porão.

Eu estava jogando basquete online, ou seja, estava ocupado, e felizmente era o que minha mãe ia pensar. — No meio de uma partida. — respondi.

— Quanto tempo falta para acabar?

— Dez minutos. — falei, vendo o time adversário fazer uma bandeja fácil em mim.

— Vem falar comigo quando o jogo terminar.

— Tá bom. — concordei, subindo a quadra com a bola.

Ela saiu.

Meu companheiro anônimo e eu ganhamos por três pontos, e alguns minutos depois subi as escadas.

Minha mãe estava enfeitando biscoitos natalinos de açúcar, meus favoritos.

— Preciso de um favor. — ela disse, sem desviar o olhar do trabalho delicado de fazer um biscoito do Papai Noel.

— Comer esses aqui? — perguntei, pegando um e dando uma mordida.

— Ei, acabei de fazer esse!

— E eu acabei de comer. — dei de ombros e engoli o resto. Nada melhor que um biscoito quentinho.

— Tudo bem. — ela suspirou. — De qualquer forma, fiz para você.

— É por isso que você é a melhor mãe do mundo.

— Só por isso?

— Bom, um dos três motivos. — brinquei.

— Você é um chato.

— E então, por que você me chamou? — perguntei. — Além desses biscoitos deliciosos.

— Preciso que você vá buscar a sra. Barnes e a leve para comprar uma árvore de Natal. Depois, leve a árvore de volta para a casa dela e ajude a montar.

— Ah. — Não era o que eu esperava. A sra. Barnes morava do outro lado da rua. Era uma senhora amável, na casa dos sessenta e poucos anos, que costumava cuidar de mim quando eu era pequeno.

— Com essa tempestade de neve no leste, a Gwen e a Hannah só devem chegar daqui a uns dois dias, no mínimo. Ela está chateada por ainda não ter uma árvore montada.

— Tá bom. — fiz que sim com a cabeça. — Acho que dá pra encaixar na minha agenda lotada.

— Pode ir agora?

— Depois de mais um desses. — emendei, pegando o biscoito que ela nem tinha terminado de decorar.

— Ei! — ela chamou quando eu já estava saindo. — Eu não tinha acabado esse!

Troquei o short que sempre usava quando minha mãe cozinhava e a casa ficava quente. Em vez disso, vesti uma calça de moletom e uma camisa de manga comprida, peguei meu gorro de lã, minhas luvas e minha jaqueta e saí.

Dirigi a caminhonete até o outro lado da rua e fui buscar a sra. Barnes. Me dei conta de que ela devia se sentir muito sozinha, morando lá sozinha desde que o marido morreu, uns dois anos antes.

— Você é um rapaz tão querido. — ela disse enquanto eu a levava até a caminhonete.

— É o mínimo que posso fazer. — respondi. — Você me aguentou nos meus terríveis dois anos.

— Você era um terror. — ela comentou com um sorriso e uma risada suave, enquanto eu abria a porta e a ajudava a subir. Era uma mulher corpulenta. Imaginei que, quando mais nova, deveria ser um arraso, e continuava muito bonita mesmo aos sessenta. Além disso, a filha e a neta dela eram de cair o queixo.

Eu já tinha batido umas boas pensando na neta dela, a Hannah, que era um ano mais velha que eu, e muitas outras pensando na Gwen — sim, eu tenho queda por mulheres mais velhas. Verdade seja dita, também já tive algumas fantasias impróprias com a sra. Barnes.

— Bem, eu meio que cresci. — brinquei.

— Você se tornou um rapaz muito bonito. — Ela era sempre tão amável.

— Obrigado. — sorri, sabendo que não era bem verdade. Eu não era muito popular na escola e, aos dezoito, ainda era virgem. Quer dizer, eu não era nenhum ogro, mas era uma nota seis, sete por fora. Estava malhando nos últimos dois meses para equilibrar os estudos. — Só preciso que as garotas da escola pensem assim.

Fechei a porta, dei a volta e entrei no banco do motorista. A viagem seria curta: o local de venda de árvores ficava a poucos minutos.

Enquanto partíamos, ela comentou: — As garotas do colégio são umas bobocas se não enxergarem que grande partido você é.

— Bem, acho que elas devem ser bem burras. — sorri de novo.

— Então não merecem você. — ela disse, colocando a mão na minha perna e dando duas palmadinhas.

— Obrigado. — Lembrei de que a sra. Barnes sempre foi muito de tocar as pessoas. — Estou planejando ir para a faculdade no outono. Então, de qualquer forma, não quero uma namorada.

— Ah, só uma amiga colorida? — ela perguntou.

Pego de surpresa, tossi. — O-o-o quê? — gaguejei.

— Estou por dentro das gírias adolescentes de vocês. — ela disse. — Também já fui jovem e tive um ou dois amigos coloridos.

Eu mal tinha controlado o ataque de tosse anterior, e agora isso! — Dona Barnes! — falei quando consegui respirar de novo. Ainda assim, consegui injetar um tom brincalhão. As palavras dela me surpreenderam, e ainda assim me intrigaram.

— Me chame de Mary. 'Dona Barnes' me faz sentir com cem anos.

— Tudo bem. — concordei. — Mary então.

— Além disso... — ela continuou com um leve suspiro — posso não parecer agora, mas eu era um avião no meu tempo.

— Você ainda é muito bonita, dona... quer dizer, Mary. — Eu falava sério. Ela tinha um sorriso lindo e olhos azuis hipnotizantes, e o corpo cheio exibia todas as suas curvas mesmo aos sessenta.

Não que eu fosse deixá-la saber que já havia batido umas boas pensando no corpo encorpado dela. Quer dizer, eu só via pornô de MILF e, de vez em quando, de GILF, e gostava de mulher com carne nos ossos. Não suportava a aparência anoréxica de tantas colegas de classe.

— Você é gentil, mas não sou nada parecida com o que fui. — ela disse com o que soou como um suspiro de nostalgia.

— Mary, você é uma mulher linda. — falei quando paramos num sinal vermelho. — E seu corpo é saudável e fruto de uma vida bem vivida.

— Ah, Derek, essa é a forma mais doce de me descrever. Você realmente é um rapaz querido. — Ela sorriu, novamente pousando a mão na minha perna. Dessa vez, deu uma apertada e uma carícia breve antes de retirá-la.

Tive certeza de que era apenas o jeito carinhoso dela. Como eu disse, sempre foi uma mulher que tocava bastante, como o abraço que me dera minutos antes na porta da casa dela. Mesmo assim, a carícia breve acordou meu pau. Era raro eu ser tocado por alguma garota ou mulher que não fosse parente.

— Falo sério. — disse, esperando por mais reconhecimento carinhoso. Por mais inocente que fosse, aquilo provavelmente alimentaria minha masturbação noturna. — Você tem um corpo de mulher de verdade, não como a maioria das minhas colegas magrelas.

— Eu já fui uma colega magrela. — ela comentou quando o sinal abriu e voltei a dirigir.

— Imagino que você fosse tão linda naquela época quanto é agora. — Eu me esforçava para fazê-la se sentir melhor enquanto, discretamente, tentava ajeitar meu pau.

Começava a ver Mary como uma GILF. Percebi até que ela usava meia-calça, deixando meus olhos descerem para o náilon cor de café que cobria suas pernas. Meia-calça era meu fetiche, embora não tivesse ideia do porquê. Eu simplesmente achava sexy, e enquanto quase ninguém da minha idade usava, muitas mulheres mais velhas usavam — especialmente GILFs. Muitos vídeos de GILF incluíam náilon.

Aparentemente, minhas tentativas de ajeitar meu pau agora duro não foram tão discretas quanto eu esperava, porque a sra. Barnes olhou direto para o que eu estava fazendo. Seus olhos se arregalaram um pouco, mas ela não disse nada.

Depois de um breve silêncio, ela comentou: — Eu fui líder de torcida, rainha do baile e todo aquele drama de colégio.

— Isso faz de você a primeira líder de torcida que já entrou no meu carro. — brinquei.

Ela riu justo quando chegamos ao local das árvores.

Ajudei-a a descer e passei o braço pela cintura dela para firmá-la no terreno irregular. Começou a nevar durante os vinte minutos que passamos olhando as árvores. Depois que ela escolheu uma, ajudei-a a voltar para a caminhonete e pedi a um dos funcionários que me auxiliasse a carregar a árvore.

Na volta, a sra. Barnes disse: — Muito obrigada, Derek. Você é um cavalheiro. — Mais uma vez ela pousou a mão na minha perna e deu uma apertada. Dessa vez, acrescentou uma carícia um pouco mais longa.

— De nada. — respondi quando ela afastou a mão de novo. — Eu faço qualquer coisa por você, Mary.

— Isso é tão gentil da sua parte.

— Falo sério. — disse, tentando encontrar as palavras certas para que a mão dela voltasse para a minha perna. Eu estava surpreso com o quão bem aquilo me fazia sentir, com o quanto aquilo me excitava.

Mesmo assim, eu tinha dezoito anos. Virgem. Beijara duas garotas. Fizera sexo oral em uma. Recebera uma punheta. Era lógico que toques tão simples, provavelmente inocentes, me excitassem.

— Bem... — ela respondeu — eu poderia precisar de ajuda para montar a árvore e enfeitá-la, se você tiver tempo.

— Estou livre o dia todo. — De qualquer forma, minha mãe já tinha me mandado ajudá-la.

— Você é tão querido! — A mão dela voltou à minha perna, dessa vez apenas subindo e descendo por alguns segundos deliciosos antes de dar uma palmadinha e se retirar de novo. — Vai ser bom ter companhia. Tenho me sentido muito sozinha sem o Jack.

— Sinto muito pela morte dele. Era um grande homem. — falei, e era sincero.

— Sim, ele foi um marido e pai maravilhoso. — ela disse com um aceno, e um ar de tristeza tomou a caminhonete.

— Então, quando a Gwen e a Hannah vêm para casa? — perguntei para quebrar o silêncio incômodo.

— Em uns dois dias, se a tempestade der uma trégua. — ela disse. — Embora, quem sabe? É uma tempestade e tanto.

— Pois é, estão chamando de tempestade do século. — Eu tinha visto o noticiário, que mostrava mais de um metro e meio de neve sendo despejado nos estados do leste.

— Espero que consigam chegar a tempo.

— Com certeza vão conseguir. — respondi, tentando soar tranquilizador. Então, certo de que minha mãe e meu pai aprovariam o convite, acrescentei: — E se não conseguirem, você pode perfeitamente passar o Natal na nossa casa.

— Você é realmente um rapaz querido. — ela repetiu, e a mão dela foi mais uma vez para a minha perna, numa carícia terna um pouco mais longa, antes de se retirar. — É realmente uma pena que nenhuma mocinha ainda não te fisgou.

— Não, é você que é gentil. — disse, lutando contra a tentação de mover minha própria mão para a perna dela.

— Falo sério. — insistiu. — Você é um rapaz muito bonito.

De novo a mão dela foi para a minha perna, e dessa vez demorou. — Você merece uma mulher que saiba cuidar de você.

— Esse é o sonho. — brinquei enquanto ela apertava firme minha perna antes de se afastar outra vez.

Meu pau estava latejando dentro da calça e, de novo, precisei ajeitá-lo. Dessa vez eu tinha certeza de que a sra. Barnes notou. E sorriu.

Infelizmente, chegamos à casa dela nesse instante e foi o fim do surreal... flerte? A sra. Barnes estava flertando comigo? Quer dizer, eu sabia que tinha dificuldade de interpretar garotas, mas eu tinha certeza de que havia algo rolando ali... Porém também estava convicto de que estava interpretando mal.

Afinal de contas, ela tinha mais de sessenta anos. Eu só tinha dezoito.

Então, ajudei-a a descer da caminhonete, ofereci meu braço e a conduzi para dentro da casa.

Quando ela estava em segurança lá dentro, voltei, peguei a árvore e a trouxe para dentro. A sra. Barnes já tinha um suporte preparado, então só precisei pôr a árvore no lugar.

— Muito obrigada. — ela disse, olhando para mim e para a árvore.

— De nada. — respondi, devolvendo o olhar. Agora pude reparar bem nela sem os trajes de inverno. Ela mal tinha um metro e sessenta. Tinha seios muito grandes e quadris largos, duas coisas que eu gostava numa mulher. Havia tirado as botas, e através da meia-calça bege vi, para minha surpresa, que as unhas dos pés estavam pintadas de vermelho. O toque de cor aumentava a sensualidade dos pés, que eram pequenos e delicados. De alguma forma, jamais havia imaginado que ela pintava as unhas. Contudo, ao olhar para aquilo agora, senti meu pau endurecer de novo, depois da breve trégua enquanto montava a árvore.

— Quanto eu te devo? — ela perguntou.

— Nada. — respondi, encarando seus olhos azuis.

— Que bobagem. Seu tempo vale alguma coisa.

— Falo sério. — disse a ela. — Estou gostando de passar o tempo com você.

— Mesmo? — Ela estava claramente surpresa com minhas palavras.

— Sim, sério mesmo. — confirmei, notando sua expressão vulnerável, os fios grisalhos nos longos cabelos negros que, de algum modo, acrescentavam beleza ao seu charme desbotado. — E então, onde estão os enfeites e as luzes?

— No porão.

— Me mostre onde ficam que eu subo as caixas e ajudo você a decorar. — lancei outro olhar para os dedos adoráveis, graciosos e bem-cuidados dela envoltos na meia-calça.

Ela me conduziu até o porão e apontou as caixas. Peguei a primeira e fiz mais duas viagens. Quando terminei, ela já havia começado a enfeitar a árvore.

Largando a última caixa, perguntei: — No que posso ajudar?

— Pode me ajudar a enrolar as luzes na árvore, por favor?

Passamos os trinta minutos seguintes, mais ou menos, decorando a árvore. A sra. Barnes pôs umas músicas de Natal e cantamos juntos canções clássicas.

Quando terminamos, ela disse: — Espere aqui. — e foi para a cozinha.

Voltou alguns minutos depois com biscoitos e chocolate quente. Sentamo-nos, ela no sofá e eu numa poltrona de frente para ela, e ela pôs os pés de meia sobre a mesinha de centro.

Sentado à sua frente, eu bebericava o chocolate quente e admirava as solas sedosas dela o tempo todo. Assim como não conseguia explicar minha fascinação por pernas vestidas de náilon e dedos sedosos e transparentes, também me atraíam as solas sedosas dos pés de uma mulher — mas, por algum motivo, solas femininas descalças não me causavam absolutamente nada. Eu sei, sou um esquisito.

Após alguns momentos de silêncio, ela comentou: — Sou tão grata pela sua ajuda.

— Sem problema. — respondi, afastando os olhos das solas dela. — Foi divertido.

— Foi agradável ter companhia. — ela disse, roçando um pé no outro.

— Bem, não vou mentir. Foi uma pausa gostosa dos videogames. Preciso sair mais.

— Eu também. — ela suspirou. — Não saio tanto quanto deveria.

— Nem eu. — comentei. — Quer dizer, quando não estou na escola.

— Então você realmente não tem namorada?

— Não. — respondi, e acrescentei: — Nunca gostei muito de garotas da minha idade. — Pensei em ao menos plantar a semente, mesmo tendo certeza de que não daria em nada.

— Ah, não? — Ela mexeu os dedos dos pés como se pressentisse minha distração.

— Quer dizer, não tenho experiência real com mulheres de qualquer idade. — admiti. — Mas garotas da minha idade não me atraem muito.

— Você não é gay, é?

— Não, não, não. — enfatizei depressa. — Eu gosto de garotas. Quero dizer, mulheres.

— Mulheres? — Ela reacomodou os pés, pondo um sobre o outro e depois trocando de novo.

— Bem, eu simplesmente me sinto atraído por mulheres mais velhas.

— Interessante. — murmurou.

— Acho as garotas da minha idade superficiais e imaturas. — Era a verdade. Claro que eu adoraria receber um boquete ou poder foder uma das líderes de torcida, mas geralmente eu me masturbava pensando nas professoras.

— Entendo. — ela disse, parecendo ponderar minhas palavras.

— Sim, e para ser sincero, me sinto atraído por uma mulher que não vai voar num dia de vento. — acrescentei.

— Bom, precisaria de um tornado para me mexer. — ela brincou.

— Mary, você é uma mulher absolutamente linda. — repeti. Percebi que continuaria repetindo até que ela mesma acreditasse.

— Você é gentil demais. — ela disse, levantando-se. — Espere aqui. Tenho uma coisa para te mostrar.

Ajeitei meu pau duro antes de ela voltar com um álbum de fotografias nas mãos. — Venha sentar aqui do meu lado. — disse, sentando-se de novo no sofá.

— Tudo bem. — respondi, levantando-me e juntando-me a ela.

— Esta sou eu no colégio. — explicou, abrindo numa página em que aparecia de uniforme de líder de torcida.

— Nossa! — Ela estava absolutamente deslumbrante.

— Eu sei. — disse. — Eu já fui um avião.

— Mary, chega. — O joelho dela coberto de náilon apareceu quando o vestido subiu ao sentar, e eu pus a mão nele. — Você continua sendo uma mulher linda.

— Só que com o dobro do tamanho. — Ela não tirou minha mão da perna.

— E igualmente linda.

— Você acha mesmo? — Ela parecia completamente vulnerável.

— Acho. — respondi, a mão ainda na perna dela. — Você envelheceu com elegância.

— Faz tanto tempo que não recebo um elogio. — ela sussurrou, as bochechas um pouco vermelhas.

— Bem, então aqui vão mais alguns. — disse. — Você tem uns olhos azuis incríveis nos quais um homem se afogaria.

— Obrigada.

— Você tem um corpo encorpado lindo. — continuei.

— Bem, é encorpado. — Ela riu sem jeito.

— E lindo. — enfatizei, dando uma apertadinha suave no joelho dela. — Além disso, diferentemente das garotas de hoje, você usa meia-calça, o que, confesso, deixa suas pernas e pés super sexy.

— Achei que tinha notado você admirando meus pés.

— Se fosse minha mulher, eu os adoraria. — falei, minhas fantasias sacanas guiando o caminho.

— E o que implicaria adorar meus pés?

Olhei para cima, surpreso com a ousadia que eu havia tomado. — Desculpa, desculpa! — pedi desculpas. — Eu me empolguei demais.

— Não. — Ela fechou o álbum de fotos e o colocou ao lado. — Talvez eu não tenha sido direta o suficiente.

Ela virou o corpo e colocou as pernas no meu colo. — Você faria a gentileza de massagear meus pés? Eles estão um pouco doloridos.

— Claro. — respirei fundo. Os calcanhares dela, cobertos de nylon, estavam bem em cima do meu pau duro enquanto eu levava as mãos aos pés dela.

— Obrigada. — ela disse, soltando um gemido bem suave. — Jack costumava massagear meus pés sempre.

— Ele era um homem de sorte. — comentei.

— Sorte?

— Sim. — respondi, curtindo a sensação macia e sedosa, depois de tantas vezes ter imaginado como seria sentir as pernas e os pés de uma mulher com meias de nylon. — Toda mulher merece ser mimada.

— Você vai fazer alguma mulher muito feliz. — ela sorriu.

— Talvez um dia.

— Acredite em mim, assim que você sair do colégio e da fossa que é aquilo e entrar no mundo real, vai ser um ótimo partido.

— Aguardo esse momento. — eu disse. Quer dizer, eu era um cara de aparência mediana. Nem feio, nem bonitão; nem magro, nem gordo. Só não me encaixava nos grupinhas de popularidade. Era inteligente demais para ser legal numa escola que celebrava campeonatos de futebol, e não olimpíadas de conhecimento.

— Você vai se tornar um homem bonito. — ela continuou.

— Obrigado. — Fiquei lisonjeado, mas as palavras dela me deixaram um pouco desconfortável. Não estava acostumado a elogios.

— Estou falando sério. — ela prosseguiu. — Se eu fosse quarenta anos mais nova, estaria em cima de você.

Dei uma risada sem graça e deslizei as mãos até os dedos dos pés dela, massageando um por um. Por fim, respondi: — E se eu fosse um pouco mais velho, estaria em cima de você.

— Estaria mesmo? — ela murmurou.

— Num piscar de olhos. — afirmei com firmeza, enquanto terminava o quinto dedo do pé direito.

— Por quê? — Ela claramente queria saber de verdade.

— Você é uma mulher de verdade, uma mulher linda. — Passei para o outro pé e comecei a massagear a sola.

— De que forma? — Ela parecia ter esquecido os elogios que eu já tinha feito antes.

— Não quero te objetificar. — protestei.

— Por favor, faça isso. Não sou objetificada há muito, muito, muito tempo.

Eu ri. — Verdade?

— Sim.

— Bem, além dos seus olhos inebriantes que eu já mencionei, e do fato de você usar meia-calça, que é o meu fetiche. — comecei, mas parei quando ela dobrou o joelho e moveu o outro pé para apoiá-lo diretamente no meu pau. Talvez fosse de propósito, talvez sem querer. De qualquer jeito, era perturbador.

— Continue. — ela disse num tom levemente sensual.

A sola inteira do pé dela estava apoiada no meu pau. Deixei meu pau dar uma pulsada contra ele. Se ela percebeu, o rosto não demonstrou reação alguma.

Engoli em seco e continuei. — Você tem dedos dos pés muito bonitos, e estão perfeitamente feitos.

— Estes dedos? — Ela perguntou, mexendo-os.

— Sim. — Deixei escapar um pequeno gemido quando o movimento dela provocou uma leve ondulação ao longo do meu pau.

— Pintei eles ontem mesmo, pela primeira vez em meses.

— Bem, acredite em mim, estão incríveis! — Eu falava sério. — Especialmente com essa cor de nylon.

— Estou lisonjeada. — ela disse, e então perguntou: — Mais alguma coisa?

— Tem certeza? Realmente não quero te ofender.

— Eu preciso disso, Derek. — O tom dela deixou claro que precisava mesmo.

Bem, se era isso que ela queria, eu estava dispostíssimo a fazer todos os elogios que pudesse. — Você tem seios fartos, quadris largos e sensuais, e uma bunda incrível. — despejei rapidamente, antes que pudesse mudar de ideia.

— Derek. — ela disse, movendo o pé de leve sobre o meu pau latejante. — Você não tem ideia do quanto eu precisava ouvir essas palavras.

— E eu falei cada uma de coração. — Levei as mãos aos dedos do pé dela. — Você é uma mulher linda por dentro e por fora.

— Tem certeza que não tem um harém de mulheres atrás de você?

Eu ri, e então, sem nem saber por quê, murmurei: — Eu nunca transei.

— Nunca? — Havia surpresa na voz dela, e talvez um toque de preocupação.

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