Contos eróticos para ler inteiros.

Fetiches

Finsub da Heather Pt. 01

letrasdacibeli11 min

Tudo começou com uma Coca-Cola.

No meu escritório, uma pequena empresa de TI com cerca de 20 funcionários, ela tinha começado como contadora havia umas três semanas. Ela era incrível. Entre o início e a metade dos 20 anos, branca mas bronzeada, cabelo castanho claro, olhos azuis/esverdeados, seios pequenos, mas perfeitamente proporcionais. Mas suas pernas e seus pés — imaculados. Dedos longos e perfeitamente alinhados em pés tamanho 37. Pernas que não tinham fim. Eu não conseguia tirá-la da cabeça. O nome dela era Heather. E logo ela dominaria minha vida inteira assim como dominava meus pensamentos.

Eu sou Kevin. Sou um cara de TI, início dos 30, típico de TI. Uma barriguinha, barba por fazer que parece que não me decido se quero barba ou não, e perdendo mais cabelo do que gostaria. Ganho um salário razoável. Sou solteiro, sem filhos, e a menos que conte minha mão, suspiro... sou virgem. Sim, sou um estereótipo.

Estou envolvido com Findom há anos e já mandei tributos aqui e ali, mas nunca encontrei 'a pessoa certa' para enviar. Até Heather. No momento em que a conheci, estava pronto para cair de joelhos e entregar meu salário inteiro, e francamente minha vida, para ela. Ela simplesmente tinha um ar de confiança sobre si. Ela sabia que era deslumbrante. Ela fazia contabilidade/finanças, então eu sabia que ela entendia de números. Era muito detalhista. Às vezes eu passava pela sala dela e a via com os óculos, encarando intensamente a tela do computador. Eu imaginava que a planilha que ela estava vendo era o meu orçamento, e o quanto ela ia me permitir de finanças naquele mês versus o quanto ela ia pegar.

Como eu disse, tudo começou numa quarta-feira, com uma Coca-Cola.

Era uma máquina antiga de Coca-Cola, e funcionava tão pouco quanto funcionava. No entanto, nesse dia específico, funcionou bem demais. Coloquei meus US$ 1,25 e selecionei uma garrafa de Coca-Cola. Mas a máquina dispensou duas. Pensei que teria sorte de conseguir uma, e agora tinha duas. A máquina ficava na copa, na diagonal da sala da contadora. De repente, eu tinha um pretexto com Heather.

Criei coragem e fui até a porta da sala dela antes que perdesse a audácia. Ela estava olhando para a tela quando bati na porta e disse: "Hã, oi." Juro que minha voz falhou como a de um garoto de 15 anos na puberdade. Ela olhou para cima, com uma expressão um pouco irritada. "Sim?" ela perguntou. "Hã, oi, sou o Kevin — trabalho no final do corredor e estava pegando uma Coca na máquina, e por algum motivo ela me deu duas. Queria saber se você gostaria de uma?"

Não sei o que eu esperava. Mas os olhos dela se estreitaram e a testa franziu um pouco. Em vez de um "ahhh obrigada", ela disse: "Por que você não guarda a outra para depois?" Fiquei pasmo. Não tinha pensado nisso. "Bem, só achei que você poderia gostar", eu disse desajeitadamente.

"Hã, ok obrigada, mas geralmente prefiro Coca Diet." Ela estendeu o braço longo e bonito. Tinha unhas lindas, ligeiramente compridas, pintadas de um bordô escuro. Estava usando uma pulseira de pendurar e por um momento vislumbrei suas pernas cruzadas e seus pés, com as unhas dos pés pintadas iguais às das mãos. Manicure e pedicure profissionais, obviamente. Tentei não encarar, mas tenho certeza de que o fiz e que ela percebeu.

"Tenha um bom dia", eu disse, virando para sair. De repente ouvi meu nome. "Hã, Kevin?" Eu me virei de volta, pensando que ia receber um abraço, ou um agradecimento mais caloroso, ou talvez... bem, sei lá. "Kevin, seu cadarço está desamarrado." Olhei para baixo. Meu tênis preto estava de fato desamarrado. E parecia meio molhado, Deus sabe do quê.

"Ah, obrigado, vou amarrar." Heather apenas meio que sorriu de lado quando me afastei da sala dela. Que desastre. Parecia um completo idiota de tantas maneiras.

Naquela noite, mal cheguei na porta do meu apartamento antes de arrancar as calças e a cueca e bater uma me imaginando de joelhos diante de Heather, massageando os pés dela enquanto ela me chamava de fracassado e ria de mim. Fora a massagem nos pés, foi quase o que aconteceu hoje. Não conseguia tirá-la da cabeça. Cheguei a mudar minha senha do trabalho para "PrincesaHeather" e fiquei andando por aí a noite toda, bebendo cerveja e brindando "Toda Salve a Princesa Heather, Sua Perfeita Alteza!" Eu era patético. Eu sabia. Bati mais uma e caí num sono agitado.

No dia seguinte, eu estava um caos. Me sentia um idiota completo pelo encontro com Heather no dia anterior. Como eu consertaria isso? Deixaria quieto? Não. Eu não conseguia. Tinha que fazer... ALGUMA COISA. Mas o que eu realmente queria? Eu sabia no fundo que jamais teria uma Deusa como Heather como namorada. Sabia perfeitamente que não estávamos na mesma liga. Mas será que ela me permitiria servi-la? Eu poderia ser o finsub dela? O corno? Eu tinha que descobrir.

De repente, uma ideia surgiu. A Máquina de Coca-Cola. E se ela ainda estivesse com defeito? Faria sentido tentar levar outra Coca para ela? Uma Coca Diet? Seria simplesmente óbvio demais?

Disse a mim mesmo que ela já me achava um fracassado, que eu já tinha feito papel de idiota, e isso ERA um teste para ver se ela me deixaria servi-la, então o que eu tinha a perder? (Além do meu emprego.) Foda-se... valia a pena. Decidi jogar a cautela ao vento e fui antes que perdesse a coragem.

Fui até a máquina, coloquei o dinheiro e selecionei Coca Diet. Dito e feito, duas garrafas saíram. Tomei como um bom sinal. Me senti encorajado. Fui até a sala de Heather. No entanto, ela não estava lá. O computador estava ligado, e o suéter estava nas costas da cadeira, mas... droga, é verdade... ela sempre se reunia com a gerente do escritório nas tardes de quinta-feira. Ok, ok... o que fazer... Decidi deixar na mesa dela. Não a vi pelo resto do dia. Nem tive notícias dela. Meio que esperava um e-mail dizendo "Obrigada pela Coca Diet!" No entanto, nenhum e-mail chegou. Minha noite foi quase exatamente como a noite anterior. Bater uma, beber, adorar Heather, beber, bater uma, beber, dormir.

No dia seguinte, sexta-feira. Esse foi o dia em que tudo começou a mudar. No meu horário habitual das 14h, fui à copa. Selecionei "Coca Diet", mas dessa vez só uma garrafa foi dispensada. Meu colega Brian estava na copa e disse: "É, a farra acabou. O cara da máquina de vendas esteve aqui de manhã. Voltou a ser uma garrafa por cliente."

Suspiro. Me senti meio derrotado. Heather tinha que saber que a máquina estava consertada. Então peguei minha garrafa e me resignei à longa e humilhante caminhada de volta para o meu lado do corredor. Passei pela porta de Heather e a olhei pela visão periférica. Deslumbrante, como sempre. Camiseta preta e jeans que abraçavam cada curva de sua figura incrível. (Sexta-feira casual.) O calçado dela era sapatilha preta — eu só podia imaginar como cheiravam bem.

Consegui passar pela porta dela, me sentindo derrotado. De repente ouvi as palavras que mudaram minha vida.

"Cadê a minha Coca Diet?" Eu congelei. Meu coração disparou. Juro por Deus que pensei que fosse desmaiar. Me virei de volta para a porta dela.

"Desculpe?" perguntei a Heather. "Cadê a minha Coca Diet?" Heather disse, mal olhando para cima. "Ah, hã, a máquina está consertada, só me deu uma."

"Sim, ok, mas isso não explica onde está a minha." Ela disse, sem um pingo de sorriso, e sem desviar o olhar do computador enquanto trabalhava.

"Ah, desculpa, eu hã, posso pegar uma para você. Já volto." Eu disse.

"Você tem uma bem aí." Heather disse. Era verdade. Eu tinha uma garrafa gelada de Coca Diet novinha na mão. "Ah aqui, fique à vontade. Toma." Coloquei na mesa dela. Ela não olhou para cima, não disse uma palavra. Fiquei ali parado sem jeito por uns três ou quatro segundos. Finalmente, ela olhou para cima. "Precisava de mais alguma coisa?" Ela me perguntou, parecendo irritada por eu ainda estar na presença dela. "Ah não, Senhora, (Ai Deus, por que eu disse Senhora!??) eu só estava... já ia indo." Eu tropecei nas palavras.

Ela me deu um sorriso meio falso e voltou para sua planilha. Era óbvio que eu tinha sido dispensado. "Obrigado", eu disse. Fui eu que agradeci. WTF? Tive que me virar e sair porque estava ficando duro que nem pedra.

Ela acabara de conseguir uma terceira bebida de graça de mim e pelo terceiro dia consecutivo não tinha dito "Obrigada." A maioria das pessoas ficaria furiosa. Eu, mal cheguei ao banheiro antes de fechar e trancar a porta, ligar a água e me dar o melhor orgasmo da minha vida.

Aquele fim de semana inteiro, eu estava enlouquecido. Pensava constantemente em Heather. Bebia e batia uma, bebia e batia uma. Pensava constantemente em Heather. Via pornô de Finsub. Tentava dormir, mas mal conseguia.

Segunda-feira, 14h00. Eu ansiara e temera por esse momento o dia todo. Se eu levasse a Coca Diet de novo hoje, como ela reagiria? Só tinha um jeito de descobrir. Até esse ponto, eu provavelmente poderia explicar meu comportamento por uma combinação de máquina com defeito e minha gentileza. Se eu levasse a Coca Diet hoje, pareceria um padrão da minha parte.

Finalmente, 14h chegou e eu criei coragem. Me senti enjoado enquanto caminhava até a copa. Comprei duas Cocas Diet. Estava com as duas na mão ao entrar na sala dela e colocar uma na mesa. Não disse uma palavra. Ela não olhou para cima. Ela não me reconheceu. Me virei para sair e cheguei até a porta.

"Você usa Uber?" Heather perguntou. "Desculpa, o quê?" Eu me virei e disse. "Você usa Uber?" Heather perguntou de novo.

"Hã, já usei sim", eu disse. "Ok, ótimo. Vou fazer o rodízio dos pneus e trocar o óleo hoje. Uma amiga me trouxe hoje. Meu carro está pronto. Vou te dar um endereço, pegue um Uber até a concessionária, busque o carro e traga para mim." Ela anotou o endereço num Post It. Estendeu a mão para mim, segurando o bilhete. Ela me olhou com uma expressão expectante. Ela puxou o papel nos dedos na minha direção como se dissesse "Bem, estou esperando!"

Peguei o papel, dei uma olhada, olhei de volta para ela. Ela sabia exatamente o que estava fazendo e o que estava acontecendo. "Sim, Heather, claro." Eu disse. Eu estava duro como pedra. Escapei da sala dela, corri para a minha e abri o aplicativo do Uber. Pedi o Uber e só faltavam dez minutos. Minha cabeça estava girando. Eu nunca estive mais duro na vida. Ela não tinha dito por favor. Ela não tinha dito "obrigada." Ela nem tinha pedido! Ela tinha ME ORDENADO o que fazer, esperado que eu saísse do trabalho para fazer aquilo, e até parecera impaciente ao me dar o endereço! Ai meu Deus.

Peguei o Uber até a concessionária Honda e disse de quem era o carro que eu estava lá para buscar. Eu tinha o número da solicitação (Heather tinha anotado no post-it.) O técnico disse "Sim, o caixa fica logo ali à esquerda. Você pode pagar e pegar as chaves." Pagar. Pagar? Ninguém tinha mencionado pagar. Eu presumi que isso estava resolvido. Fui até o caixa, disse a ela de quem era o carro que eu estava pegando e ela disse alegremente que o total era US$ 112,58. Desajeitadamente peguei meu cartão de débito e, antes que percebesse, tinha pago a troca de óleo e rodízio dos pneus de Heather. Peguei as chaves dela e entrei no carro. Não estava imundo, mas precisava de uma boa lavagem e detalhamento. Decidi no caminho passar no lava-rápido e depois limpei, aspirei por dentro e sequei o interior. Ficou ótimo. Devolvi para Heather com as chaves e o recibo.

Entrei na sala dela, colocando as chaves e o recibo na mesa. "Hã, foram US$ 112, que eu paguei. Também passei no lava-rápido e detalhei para você." Ela nem mesmo olhou para cima. Finalmente pegou o recibo, olhou, dobrou e guardou na bolsa. Por fim disse: "Estou com fome. Vá ver se tem aqueles bolinhos de mel na máquina de vendas. Se tiver, me traga um."

"Sim, Senhorita Heather." foi tudo que consegui dizer. Trouxe o bolinho de mel, coloquei na mesa dela e ela fez aquilo. Ela me dispensou não com palavras, mas com um aceno da mão.

Eu era o corno da Princesa Heather. Eu estava apaixonado.

Parte II em breve....

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