Esperando na Fila pelo Novo iPad
Era quase 10 horas quando Dylan começou a sentir que tinha dado um passo maior que a perna com essa história de passar a noite na fila.
Nunca tinha feito isso antes, e quando chegou em frente à Apple Store logo depois do jantar, por volta das 18h, viu todos os nerds tecnológicos fervorosos já acampados por lá, e teve a nítida impressão de que estava bem despreparado para a espera noturna.
Mas era verão, as aulas tinham acabado de vez — até começarem a faculdade no outono —, então por que se estressar com alguma coisa? Ele tinha o Kindle abarrotado de livros em que poderia mergulhar por horas e horas sem problema, o tempo estava maravilhosamente quente, sem uma nuvem no céu.
Para que precisaria de sacos de dormir, barracas ou fogareiros?
Até que conseguiu uma posição bem boa na fila, considerando as circunstâncias — logo na esquina da entrada da loja, e com a velocidade com que a fila se formava, em pouco tempo já poderia se considerar perto do começo da fila.
Acomodou-se logo atrás de um grupinho de garotas animadas e falantes, e à frente de um bando soturno de caras de cabelo preto do estilo emo.
As garotas pareciam todas amigas íntimas que não tinham pensado na possibilidade de uma delas ficar na fila para resolver as compras de todas quando o novo iPad fosse lançado oficialmente. Bom, no noticiário daquela manhã tinha sido dito que os estoques seriam limitados — os caras da Apple provavelmente restringiriam a um iPad por cliente.
Não era o lugar mais confortável para ficar — sentado de pernas cruzadas, com apenas uma mochila contendo um punhado modesto de lanches e bebidas para lhe dar conforto. Mas, ei, ele já tinha esperado em aeroportos, em lugares piores, por períodos mais longos. E sentir o perfume suave flutuando de vez em quando perto do nariz, vindo de um grupo de garotas inegavelmente atraentes, era levemente agradável.
Olhando para trás, ao longo da enorme fila, parecia que os que esperavam estavam se agrupando em suas próprias panelinhas para passar a noite. Isso fez Dylan se sentir muito sozinho.
Ele encontrava certa distração ao lançar olhares furtivos para as garotas quando se sentia solitário. Eram cinco — duas loiras, uma garota asiática e duas morenas —, todas bonitas, sorridentes, animadas e vibrantes. Atrás, o grupo emo era menos divertido — sisudos, mal-humorados, e era difícil até saber o sexo de muitos deles. Os que estavam mais próximos viraram as costas para ele, concentrados em seu próprio mundinho de faixas depressivas no iPod, roupas pretas e piercings aleatórios.
Cada um com seus gostos, de qualquer forma. Dylan sempre sentira uma ponta de inveja dos alunos que já tinham encontrado seu próprio senso de identidade — ele era apenas um cara comum, sem nada de especial para contar.
Talvez a faculdade fosse uma chance de brilhar.
Claro que ele se arrependia de não ter verificado se algum dos seus amigos gostaria de vir junto, para lhe fazer companhia na fila. Isaac jamais largaria uma cama quentinha nem por uma noite, é claro, mas Clyde e Justin sempre conseguiam encontrar um quê de aventura até nas circunstâncias mais infelizes.
Mas provavelmente iriam rir dele por ser um grande nerd, esperando a noite toda só para colocar as mãos num iPad novo. "Por que você não pode esperar até o dia seguinte, ou a semana seguinte, quando a correria acabar?" Provavelmente diriam algo assim, de qualquer jeito. Mesmo que ele lhes contasse que o aniversário da irmã era no dia seguinte, e que era muito importante conseguir o tão desejado tablet dela antes disso, eles provavelmente não entenderiam.
Nas primeiras duas horas, ele tentou se concentrar no livro — um tijolo do Stephen King que ainda não tinha conseguido ler, embora já tivesse sido lançado havia um bom tempo.
"Ei, como vão as coisas?" sua mãe ligou por volta das oito, preocupada com seu garoto.
"Ah, tudo bem, sim. Consegui um bom lugar na fila."
"Você está quentinho? Quer que eu leve mais alguma roupa?"
"Está ensolarado."
"Não vai ficar por muito tempo. Fica frio à noite quando não há nuvens, Dylan."
"Vou ficar bem."
Falou baixinho no seu iPhone, sem querer ser ouvido, especialmente pelas garotas mais à frente. Ele não achava que elas estivessem escutando — elas tinham seu próprio fluxo constante de conversa sobre este ou aquele álbum ou o último status de relacionamento de amigos não presentes para se proteger das fofocas. Mesmo assim, ele não queria que soubessem que a única pessoa que sabia que ele estava ali era a sua mãe.
Um pouco mais tarde, quando o sol começou a se pôr velozmente por trás das outras lojas do centro comercial ao ar livre, e a brisa ganhou um leve frio, ele começou a se arrepender de não ter pedido à mãe que trouxesse algo quente. Ele tinha um moletom fino que poderia vestir — mas estava usando-o como almofada nas últimas duas horas, depois que seu traseiro adormeceu no chão duro de concreto, e detestava voltar ao chão puro e simples.
Mas, sério, quando ele olhava e via como aquelas garotas eram atraentes, e como estavam vestidas com muito mais estilo — e claramente mais populares que ele em qualquer escola que frequentassem, dava para perceber pelos níveis transbordantes de autoconfiança —, não havia como ele enfrentar uma visita da mãe na frente delas. Que humilhante que seria.
Então ele sofreria em silêncio.
A luz foi sumindo, e a luz do Kindle acendeu. Stephen King sempre era bom para passar o tempo — seu estilo conversador nunca falhava em confortar o Leitor Constante Dylan, mesmo que fosse ficção de terror.
Enquanto fazia o possível para respeitar a privacidade delas, alguns trechos da conversa das garotas chegavam aos seus ouvidos de vez em quando.
Por volta das 10 horas, um grupo de três rapazes apareceu para cumprimentar as garotas, e Dylan se viu tentando descobrir se algum deles estava namorando com alguma delas. As garotas estavam batendo os cílios loucamente enquanto os rapazes ficavam de pé diante delas, lançando provocações suaves sobre esperar a noite toda na fila com um monte de nerds tecnológicos; os rapazes estufavam o peito como grandes pombos para exibir sua aptidão atlética, e Dylan não tinha dúvidas de que os três deviam estar no time de futebol americano da escola ou algo assim. Provavelmente tinham bolsas de estudo esportivas para alguma universidade impressionante.
Dylan nunca tivera ambições particulares no campo dos esportes, mas se viu invejando a naturalidade com que os rapazes simplesmente caminharam até ali e começaram a conversar com aquelas garotas.
Ele estava sentado ali havia horas e nem sequer se apresentara. Bem, as costas delas estavam viradas para ele. Elas não tinham exatamente convidado. Provavelmente achariam bem esquisito.
Os rapazes não iriam ficar muito tempo, no entanto, depois que descobriram que nada que dissessem conseguiria convencer as garotas a interromper seus objetivos na fila e sair para curtir. Eles certamente não iriam se juntar às garotas e correr o risco de serem confundidos com nerds — como se isso pudesse um dia acontecer.
O que fez Dylan parar ativamente de ler foi a conversa depois que os rapazes se afastaram.
As garotas começaram a fofocar sobre um dos rapazes ter saído com uma garota que elas conheciam da aula de espanhol, e como ele supostamente tinha o maior pau, tipo assim, de todos. Dylan ficou meio chocado com a sujeira que a conversa tomou de repente. Ficou um pouco surpreso com a naturalidade com que as garotas discutiam tais coisas, que aparentemente estavam tão envolvidas com sexo, que era tão fácil falar sobre aquilo para elas. Bem, elas eram universitárias agora, praticamente.
Algumas delas pareciam ter inveja da garota da aula de espanhol, mas então a morena da blusa turquesa chamou a atenção de Dylan quando descartou todos os rapazes de imediato.
"Você é louca!" as amigas pensavam o mesmo dela.
"Está brincando? Eles dão muito trabalho!" ela riu. "Me deem um vibrador e um pacote de pilhas AA qualquer dia."
O grupo todo teve uma boa risada escandalosa com aquilo.
"Os rapazes são tão inúteis", disse a morena. Dylan já tinha descoberto pela conversa anterior que ela se chamava Noelle. Havia algo nela que fazia seu coração apertar um pouco quando a olhava, sua respiração prender, seu pulso acelerar levemente.
"Mas eles são tão bonitinhos", rebateu uma de suas amigas — uma loira chamada Chrissy.
"Claro, mas eles só ficam lá deitados, posando de bonitinhos e esperando que você fique toda quente e suada até eles estarem prontos para foder — e aí entram e saem rapidinho. Onde está a recompensa?"
A outra amiga loira, Sasha, acrescentou: "É, e quando terminam, eles não se interessam mais por nada. Só talvez dormir ou fumar um cigarro."
"Você só precisa aprender a se excitar enquanto está se esquentando e suando com eles", disse a garota asiática, Ellie.
"Acho que sim", Noelle revirou os olhos de um jeito expressivo. "Mas isso meio que me leva de volta ao ponto de que é melhor ficar com um Pocket Rocket."
Dylan se viu ofegante, corando furiosamente, realmente chocado com o que aquelas garotas estavam falando — especialmente Noelle. Ele não pôde evitar ficar se aquecendo por dentro com sua franqueza alarmante, particularmente quando a linda morena de blusa turquesa falava sobre seus próprios desejos e experiências.
Isso o fez se sentir um pouco perdedor por nunca ter realmente feito nada com uma garota antes. Estranho — ele nunca tinha se incomodado com isso antes, achando que era jovem, havia muito tempo na faculdade para procurar esse tipo de coisa.
Ele se viu com inveja de quaisquer rapazes que tivessem tido a sorte de estar com Noelle — e realmente confuso que eles não quisessem ter mais cuidado para garantir que ela ficasse satisfeita na cama. Deus, se fosse Dylan, ele ia querer passar horas a explorando, descobrindo como fazê-la gemer, tremer e gozar loucamente. Colocando em prática suas leituras ilícitas do pós-escuro.
"Josie Bannister disse que teve um orgasmo quando transou com o professor de piano dela", disse Ellie.
"É, mas ele tem tipo 42 anos. Quer dizer, eca."
"Ela disse 35."
"Ainda assim. Eu já o vi — ele parece ter 50."
"Então você vai esperar até os 35 para ter um orgasmo?" Sasha cutucou Noelle com o cotovelo.
"Você não me ouviu quando eu disse que estou muito feliz com meu Rocket?" Noelle respondeu.
Ah, Deus, o pensamento de Noelle deitada em alguma cama, se tocando com uma pecinha de magia vibratória — Dylan teve que mudar um pouco de posição para dar espaço dentro das calças.
Ele balançou a cabeça, sabendo que só estava se armando para a frustração ao ouvir a conversa delas. Fixou os olhos de volta na narrativa contínua de Stephen King, e a história de uma pequena cidade no Maine que é isolada do mundo exterior por um estranho campo de força invisível.
Mas então as palavras de Noelle cortaram o ar: "Eles são todos preguiçosos — eles não se importam. Eles sabem que, assim que estão dentro de você, pronto, marcaram mais um entalhe no poste da cama, e não precisam se preocupar com mais nada."
Dylan se encolheu, tentando parar de bisbilhotar. No entanto, estava começando a sentir vontade de defender seu gênero — ou pelo menos os membros de seu gênero que garotas atraentes como aquelas nunca jamais pensariam em namorar.
"Então você não vai chamar o Bobby Marrs para sair? Você sabe que ele está a fim de você." Outra voz — Marie, uma das morenas.
Noelle disse: "Acho que podemos sair antes da faculdade. Ele provavelmente é tão patético quanto o resto."
"Pelo visto, ele faz supino com 180 kg. Você não quer um pedaço disso?"
Noelle suspirou. "Acho que não tenho muita escolha, né?"
"Se você não fizer, vão dizer que você é frígida…" Ellie com um alerta em tom cantarolado.
"Acho que sim. Ele vai ser uma droga como todo o resto."
Dylan ficou surpreso de novo. Que alguém tão atraente como Noelle não tivesse outra opção a não ser ficar com o rato de academia que estava a perseguindo, porque senão seus colegas a considerariam algum tipo de perdedora.
Ele disse: "Por que você simplesmente não diz a ele como fazer você se sentir bem?"
Silêncio. Dylan sentiu suas entranhas entrarem em completo derretimento nuclear. Sua temperatura interna deve ter subido a milhões de graus, seu estômago borbulhava conforme a carne fervia, seus rins estavam se fundindo com o fígado e seu coração tinha convulsões. A qualquer momento o Presidente teria que chamar a Defesa Civil, evacuar a área, declarar estado de emergência.
Ele realmente acabara de dizer aquilo em voz alta?
Ele realmente dissera alto o bastante para elas ouvirem?
Ai. Meu. Deus.
*
Ele sentiu cinco pares de olhos femininos baixarem lentamente sobre sua forma frágil e encolhida. O ar estava denso com a tensão de ira e veneno descontrolados. Como aquele estranho ousava escutar a conversa delas? Como aquele nerd perdedor ousava se intrometer em sua reunião privada! Que completo esquisito por se meter!
Ele podia imaginar todos os insultos voando em sua direção, os guinchos de horror, as críticas cortantes.
Mas houve apenas silêncio.
Então Noelle disse: "Uh… Acho que não. Os rapazes não querem ouvir uma garota dizendo o que fazer. Especialmente quando se trata disso."
Era como se ter razão fosse muito mais importante para Noelle do que apontar o completo perdedor que Dylan era por bisbilhotar e se intrometer.
Dylan novamente sentiu sua boca traí-lo. "Alguma vez já tentou?" ele perguntou.
Estando sentada de lado em relação a ele, a linda morena virou a cabeça para ele agora, o olhar fixando-se diretamente nele. Ele sentiu uma explosão de energia abrasadora percorrer seu coração quando os impressionantes olhos azuis dela se prenderam no seu rosto, e ela estava realmente olhando para ele.
"Não preciso tentar para saber que eles não aguentam", ela disse.
"E você não pode forçá-los a lidar com isso? A fazer o que você quer?"
"Uh, não. Eu quero ter uma vida social."
"Qual é o sentido de dormir com eles se eles não te satisfazem?"
Ele não podia acreditar que estava falando com uma garota tão linda sobre dormir com alguém.
"Porque, convenhamos, não vamos conseguir coisa melhor em outro lugar", ela disse.
Suas amigas estavam em silêncio, sem saber bem o que estava acontecendo. Quem era aquele estranho? Por que ele estava discutindo com Noelle? Ele era maluco? Estava bêbado? Estava abusando da receita médica?
"Claro que vão", Dylan disse, e então sentiu sua boca realmente sair do controle novamente enquanto as palavras pareciam simplesmente cair: "Alguém tão atraente quanto você poderia conseguir coisa melhor em qualquer lugar."
Ele viu as bochechas de Noelle corarem levemente, e de repente se sentiu mal, por tê-la envergonhado na frente das amigas. Ele não teve a intenção de fazer isso, de jeito nenhum.
Mas ela pareceu ignorar o assunto, reafirmando-se para retomar o terreno elevado, insistindo: "Se uma garota diz a um cara o que fazer, é como rebaixar a masculinidade dele."
"E isso se baseia em que evidência? Gossip Girl?"
Noelle revirou os olhos, e Dylan ouviu uma de suas amigas rir baixinho. Ela disse: "Você não faz ideia."
Ele sentiu suas entranhas esfriando um pouco, mas ainda estavam cheias de borboletas. Puxa, ele estava sendo ousado. Aquilo era realmente divertido. Retrucar uma pessoa do sexo oposto desse jeito — quem diria?
Dylan teve a sensação de que nunca mais veria aquelas garotas — então, que diabos, se ele fizesse papel de idiota na frente delas?
Ele disse: "Só porque sou homem, não faço ideia do que os homens pensam?"
"Não foi isso que eu disse", ela bufou.
"Foi o que pareceu."
Ela revirou os olhos. "Agora você só está chateado porque sabe que é completamente substituível no quarto por um pedaço de plástico vibratório que você pode comprar por 40 reais na Amazon."
"Ah, eu posso fazer mais do que só vibrar", ele disse, surpreendendo-se de novo com a própria ousadia.
Ele ouviu Noelle soltar um suspiro baixinho de surpresa com aquilo, e desviar o olhar com uma indignação contida para uma das amigas. Provocá-la o fez sentir um formigamento por dentro — ele realmente tinha a intenção de soar tão sujo e sugestivo assim?
Noelle tentou disfarçar sua reação retomando a discussão um ou dois pontos atrás. Ela disse: "Os rapazes se sentem todos pequenos e patéticos se as garotas dizem o que fazer. Eles não aguentam garotas que sabem o que querem."
"Você obviamente não está saindo com os caras certos", Dylan disse.
Ela balançou a cabeça, insistindo que estava certa. Disse: "A gente nem deveria ter que dizer aos caras como fazer. Eles deveriam saber. As garotas passam o tempo todo lendo revistas e coisas assim sobre como agradar seu homem — e os caras só olham as fotos e batem punheta."
"Isso não é verdade — muitos caras leem sobre como fazer."
"Nunca conheci nenhum."
"Acabou de conhecer."
Noelle fungou e depois se afastou dele, voltando-se para seu círculo de amigas, ignorando-o novamente. De alguma forma, ele percebeu que a tinha irritado, que a tinha enfurecido, que ela odiava não ter a última palavra. Dylan sentiu uma pontada de arrependimento por não ter conseguido mantê-la do seu lado. Tê-la por perto, conversando, o fazia sentir-se todo quentinho e cremoso por dentro.
Mas agora as amigas dela estavam falando em ir buscar comida, e Noelle parecia igualmente ansiosa para comer algo.
Dylan sentiu o estômago roncar — a ideia do pacote de batatas fritas e da lata de Coca-Cola diet na mochila, junto com uma mísera barra de Hershey, não o atraía nem um pouco. As garotas pareciam estar se preparando para sair da fila e ir ao McDonald's da esquina. Será que elas não arriscariam perder o lugar na fila?
Alguém comentou — ele não ouviu quem — justamente sobre essa questão que ele estava ponderando, e houve uma discussão sobre a necessidade de uma delas ficar para trás para proteger seu precioso lugar na fila.
Dylan sentiu o peito esquentar um ou dois graus quando Noelle se ofereceu para a tarefa, contanto que lhe trouxessem um McLanche Feliz de frango. Pelo tempo que as garotas levassem para pegar a comida rápida, Dylan ficaria sentado sozinho com Noelle. Por que logo ela se ofereceu para ficar?
Um frio na barriga o percorreu, mas ele tentou se acalmar dizendo a si mesmo que tinha entendido errado — era impossível que Noelle tivesse se voluntariado para esperar na fila pelas outras.
No entanto, as outras garotas se levantaram, pegaram suas coisas e, sem pressa, foram embora, deixando a morena de pavio curto ali, sentada a não mais de um metro e meio dele, toda fofa e curvilínea.
Ele tentou não olhar, tentou se concentrar no Kindle. Ela o acharia uma espécie de pervertido se ele ficasse encarando agora que as amigas não estavam por perto para disfarçar seu olhar. Ah, mas ela era tão doce aos olhos, com aqueles grandes olhos azuis, corpo fluido e pernas longas reveladas pela saia de verão.
— Afinal, quem é você?
Ele quase não ouviu — quase descartou como imaginação. Ela estava olhando para ele. Tinha dito algo para ele. Tinha perguntado quem ele era.
— Nunca vi você na escola — acrescentou ela, e Dylan sentiu o coração dar uma cambalhota.
— Dylan Winfield. Estudo no St. Joseph's — ele disse. — Vocês são do Marchmont, certo?
Ela assentiu. — Mas você mora por aqui?
— Minha mãe mora. Ela se separou do meu pai há uns seis, sete anos?
— Ah, sinto muito — ela disse, e pareceu sincera.
Ele deu de ombros. — Foi a melhor coisa que podia ter acontecido a eles — agora eles são até meio que amigos de novo.
— Mas você mora com seu pai a maior parte do tempo?
— Eles não quiseram que eu trocasse de escola.
Ela assentiu. — Às vezes me pergunto se meus pais vão se separar algum dia — eles parecem discutir o tempo todo.
Houve uma pequena pausa. Dylan não sabia o que dizer sobre os problemas conjugais dos pais de Noelle. Ah, mas ele não queria que a pausa se tornasse constrangedora. Ele estava conversando cara a cara com uma garota atraente! Tudo bem, não deveria ser grande coisa para alguém da idade dele, mas ele tinha que admitir que era tímido, era da sua natureza. Agora ele estava preocupado que ela fosse achá-lo sem graça, que ele tivesse ficado sem assunto.
Ele abriu a boca e disse a primeira coisa que lhe veio à mente: — Ei, olha, me desculpe por ter interrompido sua conversa com suas amigas.
— Ah, não, tudo bem — Noelle disse, e até sorriu. — Ah, eu sou a Noelle, a propósito. Noelle Shaw.
E então ele quase pulou da pele quando ela de repente se levantou e se aproximou, sentando-se bem ao lado dele, encostando-se na parede da loja como ele estava.
— É meio legal conversar com alguém diferente de vez em quando — ela disse. — Sinto que digo as mesmas coisas para as mesmas pessoas o tempo todo.
Ele captou um leve perfume dela na brisa e não pôde evitar derreter um pouco por dentro. Ela era tão linda. Tinha o frescor da garota da porta ao lado, a doçura de cidade pequena, mas a confiança de uma modelo glamourosa de passarela.
Dylan sentiu que ela havia confundido sua própria bravata imprudente com uma confiança inata semelhante. Mulheres gostam de confiança num cara — ele já tinha lido isso muitas vezes — e, no entanto, a ironia era que a maioria dos caras realmente confiantes da idade deles eram do tipo egoísta e idiota que nunca se preocuparia em agradar ninguém além de si mesmos, mesmo que tivessem uma deusa como aquela interessada neles.
Ah, ele se sentiu todo fraco nos joelhos por ter Noelle sentada tão perto, mas sabia que precisava tentar demonstrar algum tipo de confiança se quisesse manter essa fachada que de alguma forma tinha atraído essa princesa da escola do outro lado da cidade para conversar com um sapo humilde.
— Então, pelo jeito, as garotas do Marchmont estão sendo muito maltratadas pelos rapazes — ele disse, tentando soar casualmente determinado.
— Acho que sim — ela disse, sorrindo abertamente. — Os rapazes do St. Joseph's são tão diferentes assim?
Dylan deu de ombros. — Acho que provavelmente temos nossa cota justa de atletas idiotas que só pensam em si mesmos.
— Mas também há caras que poderiam... você sabe... superar um vibrador?
Ela estava flertando com ele?
— Imagino que haja alguns de nós — ele disse, mais uma vez surpreendendo a si mesmo com o quão descarado podia ser.
— E espere — ela disse —, você está dizendo que é porque vocês leram sobre como fazer, ou está dizendo que os homens do St. Joseph's realmente conseguem lidar com uma garota dizendo o que quer?
— Ambos, não tenho dúvida alguma.
Ela lançou um olhar brilhante para ele. — Intrigante — ela disse. Ele viu os dedos dela brincando com a barra da saia, atraindo seu olhar para a visão sedutora de suas coxas. — Vocês devem ter garotas fazendo fila por encontros, hein?
— Não especialmente — Dylan disse, sua mente se debatendo para encontrar algum tipo de explicação que não fosse — bem, a maioria dos caras que sabem como a biologia do corpo feminino funciona são tão tímidos e socialmente desajeitados que não vão conseguir nem falar com uma garota até pelo menos a formatura da faculdade.
Em vez disso, ele disse: — O problema, acho, é que muitas garotas parecem não saber o que querem.
Houve outra pausa. Dylan se perguntou se a tinha ofendido ao sugerir que as garotas não sabiam o que queriam num cara. Que todos os problemas delas eram culpa delas mesmas.
Mas ela quebrou a pausa dizendo: — Eu sei o que eu quero.
— Isso é bom. Gosto de uma garota que sabe o que quer.
Santo Jeosafá — de onde veio isso? Isso foi flerte, não foi? Classe A, triplamente destilado. De onde diabos veio isso?
Noelle disse: — Então, Dylan, você gosta quando uma garota lhe diz o que quer?
Dylan sentiu-se todo trêmulo — tão leve, que poderia ter flutuado se houvesse qualquer brisa. Fazendo o máximo para manter a calma e a compostura, manter a pretensão de que tinha algum tipo de confiança, ele respondeu: — Não consigo pensar em nada melhor. Geralmente significa que posso dar a ela exatamente o que ela quer — e aí todo mundo fica feliz.
Ah, isso não foi bom. Uma mentirinha — fazendo-a pensar que ele realmente tinha experiência. Mas ela não iria querer continuar flertando com ele se soubesse que ele era virgem, iria?
Ela assentiu, engolindo sua mentira. — Isso não prejudica sua reputação de macho?
— Claro que não. Se sei o que uma garota quer, posso fazê-la se sentir incrível, e certamente isso me torna mais homem?
Ela deu um falso desmaio, abanando o rosto com a mão como uma dama sulista. — Deus tenha misericórdia — ela disse. — Onde eu me inscrevo para qualquer faculdade que os rapazes do St. Joseph's frequentam?
Dylan sorriu, sentindo-se tão quente por dentro que nem precisava mais de um suéter extra. — Nesta época do ano? Boa sorte.
Ela riu.
Então ele levantou os olhos e viu as amigas de Noelle voltando, todas carregando sacolas de papel pardo cheias de comida rápida, e seu coração afundou. Era só isso? Agora que as amigas tinham voltado, ela não iria querer ser vista conversando com alguém que se parecia com ele, um cara sem peito estufado ou nada — só cabelo preto desgrenhado e roupas velhas meio desfiadas nas bordas.
Mas, conforme as outras garotas se aproximavam, ela não se moveu um centímetro, permanecendo sentada exatamente onde estava, ao lado dele.
— Gente, este é o Dylan — ela chamou. — Ele é legal.
— Ei, Dylan! — Dylan corou um pouco, embora tenha tentado não corar.
— E Dylan, estas são Ellie, Chrissy, Sasha e Marie.
— Ei, como vão?
— Tivemos a impressão de que você poderia se juntar a nós, Dylan — Chrissy disse, e para sua total surpresa entregou uma sacola de papel pardo para ele. — Um quarterão está bom? Achamos que se você é homem o suficiente para enfrentar a Noelle aqui, provavelmente não iria querer nada menos.
— Sério? — ele perguntou, mas sentiu-se radiante por ser incluído na refeição.
*
Quando a escuridão total chegou, Dylan ficou surpreso ao ver pessoas na fila realmente se acomodando em sacos de dormir e — algumas — em barracas. Parecia propício para que alguns tipos sem escrúpulos encontrassem maneiras de furar a fila, mas ele supôs que todos sabiam bem quem estava na frente e atrás deles na fila, então seria fácil policiar a fila por conta própria.
Durante um jantar agradável, Dylan se viu se encaixando confortavelmente em seu novo círculo de amigas adotivas. Elas pareciam fazer certas suposições sociais sobre ele com base no fato de que ele estava saindo com elas — que ele gostava de certas bandas, que devia ser um frequentador assíduo de festas e o típico macho alfa social do St. Joseph's.
Ele fez o possível para não mentir, mas também não viu razão para corrigir a visão que tinham dele.
Ele descobriu mais sobre Noelle e suas amigas — elas pareciam tão normais para ele, embora fossem todas como divindades menores para ele. Elas não pareciam falar muito sobre a razão principal de estarem ali — o próximo lançamento do iPad — e ele começou a suspeitar que apenas Chrissy era minimamente uma geek da Apple.
Elas pareceram bastante impressionadas por ele estar na fila a noite toda em nome da irmã — isso lhe rendeu uns pontos positivos, e um sorriso adorável da encantadora Noelle.
A conversa era mais fácil quando havia mais pessoas para compartilhá-la, e Dylan descobriu que, embora tenha sido bastante interrogado como o novato do grupo, ele conseguia deixar a conversa para as outras quando o assunto girava em torno de áreas nas quais ele não era especialista.
Comparado a todos os outros na fila, o grupo deles pareceu ficar acordado até muito mais tarde — até as primeiras horas da madrugada. Até a meia-noite chegar e passar, a conversa das garotas pareceu evitar o tipo de assunto sujo sobre o qual estavam falando antes de Dylan aparecer. Mas, conforme adentravam o dia em que o poderoso iPad seria lançado, as coisas começaram a se soltar um pouco novamente.
Durante toda a noite desde que se juntara a elas, Dylan teve a estranha sensação de que as outras garotas estavam tentando fazê-lo se interessar por Noelle. A princípio, ele pensou que era apenas seu ego enlouquecendo porque uma garota bonita realmente lhe dera um pouquinho de atenção naquela noite.
Mas, conforme o tempo passava, era difícil não perceber.
Havia as tentativas descaradas de impressioná-lo com algo sobre ela.
Ellie dizendo em certo momento: — Sabe, a Noelle é tipo uma das melhores nadadoras do time do Marchmont?
Chrissy contando a ele: — Noelle vai entrar na faculdade de direito, sabia disso, Dylan? Ela é tão inteligente. Ela é nível Ivy League de inteligente.
Ou o fato de que ela já tinha aparecido no Good Morning America aos sete anos, ou o fato de que ela costumava ser a melhor ginasta do ensino fundamental antes de começar a nadar porque era menos traumático para as articulações.
Havia o jeito como, de vez em quando, quando algum pequeno detalhe sobre Dylan surgia — sua paixão por viagens, por exemplo, ou seu amor por filmes — elas tentavam apontar como os interesses dele se encaixavam tão bem com os de Noelle.
— Noelle nos arrasta para o cinema, tipo, o tempo todo.
— Ei, você não foi para a Itália, Noelle?
Noelle parecia ser boa em se esquivar das tentativas mais óbvias, e Dylan simplesmente se viu ignorando aquilo para se proteger de corar. O que estava acontecendo?
Depois da meia-noite, muitos dos que estavam na fila ao redor pareciam estar dormindo profundamente, todos acomodados e cobertos, e as vozes das garotas podem ter ficado um pouco mais baixas por respeito aos dormentes, mas o tópico da conversa deu uma guinada distinta para a sacanagem novamente.
*
Alguém tinha dito que havia um boato de que o pessoal do St. Joseph's fazia festas arco-íris regularmente, ou pelo menos foi isso que Chrissy perguntou a Dylan quando as coisas começaram a ficar mais relaxadas e havia menos preocupação com os que estavam na fila ouvirem por perto.
Dylan não estava totalmente por dentro do que eram festas arco-íris, mas tinha cinco rostos ansiosos por informações sobre se ele podia confirmar ou negar esses boatos.
Ele ficou um pouco incomodado por elas presumirem que um cara normal saberia o que era uma dessas 'festas arco-íris'. Será que ele era tão protegido assim? Caras normais sabiam tudo sobre isso?
Ele presumiu que fosse algum tipo de coisa com drogas. Uso de drogas psicodélicas, talvez. Pessoas vendo arco-íris enquanto alucinam. Ou talvez fosse uma coisa gay — a bandeira arco-íris não era um símbolo da comunidade gay?
— Claro, já ouvi falar que acontecem — ele disse de forma desdenhosa. — Não é muito a minha praia.
— Não é a sua praia? Você já foi convidado? — Chrissy o pressionou.
— Claro.
— E aí, você disse 'não'?
— Não é muito a minha praia.
Houve algumas sobrancelhas levantadas com aquilo. Noelle lhe deu um olhar estranho, e ele não conseguiu decifrar bem se ela estava de alguma forma impressionada com ele — sem dúvida por manter o nariz longe das drogas — ou perplexa sobre por que ele recusaria tal oportunidade.
Ou talvez ela pudesse perceber que ele tinha contado uma mentirinha esperando que elas simplesmente deixassem o assunto de lado.
Ela disse: — Achei que você tinha dito que os rapazes do St. Joseph's estavam acima de toda essa coisa degradante.
Ele mesmo estava um pouco confuso. Talvez tivesse entendido errado o significado do termo 'festa arco-íris'. Ele disse: — Eu não disse todos nós, disse?
Ela disse, com um tom cético: — E você está falando sério que recusou uma noite inteira de boquetes de graça?
As orelhas dele queimaram. Uma noite inteira de quê-quê? Agora, de repente, ele queria um canto quieto onde pudesse consultar o Google pelo iPhone.
— Sei lá, me parece uma coisa estranha — ele disse.
Ela disse: — Não parece?
Ele sentiu uma queda repentina na tensão no ar — ele não gostava de mentir para essa garota. Realmente não valia a pena. Ellie disse: — Robbie Fallon e Archie Settler estão tentando convencer as garotas da nossa escola a fazer uma há séculos.
— É um mito urbano — Sasha disse. — Ninguém realmente faz isso.
— Mas eles fazem no St. Joseph's?
— Bem, eu nunca vi uma de fato — Dylan disse, sentindo-se quente sob o colarinho, querendo muito que elas deixassem esse assunto de lado.
— Aposto que você viu — Ellie disse. Será que elas estavam interpretando mal o rubor dele?
Noelle olhou para ele e arfou, levando as mãos à boca — ela estava brincando de novo? Ela disse: — Você viu, não viu?
— Não, eu...
Ela disse: — Achei que você tinha dito que era todo lido sobre, você sabe, como agradar uma garota na cama. Você é todo afinado em como fazê-las... você sabe. E você já foi a uma festa arco-íris?
Dylan sentiu-se enjoado. Talvez ele estivesse errado ao pensar que Noelle realmente tivesse gostado dele, e que esse grupo de garotas estava simplesmente preparando uma armadilha para ele. Brincando com ele. Ele ficou desapontado com a revelação de que era um idiota, no entanto.
Ele disse, inutilmente: — Talvez algumas dessas garotas gostem.
Jesus, ele estava defendendo um mito urbano agora.
— Gostar? Uma noite inteira fazendo boquetes em caras? E o que elas ganham com isso além de um rosto cheio de porra? — Noelle bufou novamente. Ela disse: — Essa é a questão, não é? Garotas fazem esse tipo de coisa para agradar os caras, mas caras não fazem pelas garotas.
— Claro que fazem — ele disse. Bem, ele não tinha experiência para respaldar, mas lia o suficiente sobre o assunto. Havia muitos autores homens de ficção erótica escrevendo sobre esse tipo de coisa para ele saber que havia alguns caras por aí que gostavam.
A ideia toda excitava Dylan imensamente — quem dera alguma garota disposta o deixasse.
— Fazem? Posso citar você nisso, Garoto Arco-Íris? — As amigas de Noelle riram com aquilo, com o novo apelido que ela deu a ele.
Ele não tinha certeza por que chamavam de 'arco-íris', mas tinha certeza de que provavelmente não era o melhor apelido que alguém poderia ter.
Dylan sentiu-se constrangido, sentiu-se encurralado. Ele deixou sua boca divagar novamente, e isso era sempre perigoso. Ela disse: — Acontece o seguinte — muitos caras adoram fazer isso, mas não tem como nenhum deles fazer se as garotas não pedirem.
Noelle revirou os olhos. "Lá vamos nós de novo", disse, parecendo se encolher pronta para retomar a discussão anterior.
"Não, me escute", ele insistiu. "As garotas podem presumir que, se oferecerem um boquete para um cara, ele nunca vai dizer 'não'. Mas as garotas têm todo tipo de medos paranoicos de deixar um cara fazer isso nelas, que ele não vai gostar, que não vai gostar do gosto ou do cheiro, que nunca mais vai querer vê-la. Então elas nunca parecem felizes em deixar os caras fazerem isso, então os caras acham que elas não gostam, então eles não se oferecem para fazer. É um ciclo vicioso."
"Você está dizendo que a culpa é nossa?" Noelle ficou irritada com ele de novo.
Dylan soltou um suspiro. Ele não sabia o que dizer agora, cada palavra que saía da sua boca parecia ser a coisa errada.
Ele disse: "Olha, você sabe o que os professores disseram para todos os caras do St. Josephs quando eram calouros?"
"Não sei, o quê?"
"Eles chamaram todos os caras de lado, nos sentaram e explicaram que a gente podia estar começando a achar as garotas bonitas, e que a gente podia se sentir tentado a fazer algo a respeito, mas que se a gente encostasse um dedo sequer em qualquer uma delas, havia uma chance de a gente ser acusado de estupro."
Dylan falou a verdade. O St. Josephs podia não ser como a maioria das escolas de ensino médio por aí, com suas fortes tradições católicas, mas aquela 'aula de educação sexual' em particular certamente deixou uma impressão nos alunos do sexo masculino.
"Sério?" alguém disse.
Noelle permaneceu quieta, uma sobrancelha levantada com ceticismo.
Dylan disse: "Nos disseram bem claramente que, se a gente tocasse no maldito tornozelo de uma garota, e ela não ficasse feliz com isso, ela seria capaz de ir às autoridades – e isso seria o fim da nossa esperança de entrar na faculdade, o fim das nossas carreiras futuras, tudo."
"Jesus."
"Então sabe de uma coisa?" ele disse, "Para os caras que eu conheço, se uma garota não pede explicitamente para ele fazer algo com ela, eles ficam bem nervosos em fazer qualquer coisa com ela."
"Uau."
Aquilo foi Noelle. Dylan olhou para cima, e percebeu que ela acreditou na história dele – por que não acreditaria? Ele soou tão sincero e verdadeiro quanto era.
Ela disse: "E é por isso que os caras do St. Josephs gostam que as garotas digam o que querem que eles façam?"
"Eu acho."
"Meio que parece legal", uma das outras garotas disse. Sasha, Dylan pensou.
"Legal? Esses coitados! Provavelmente morrendo de medo!" Aquilo foi Ellie.
"Não sobre a aula de educação sexual – sobre gostar que as garotas digam como fazer."
"Mas provavelmente fez a mensagem sobre agredir garotas entrar na cabeça deles, né?" Noelle disse. Mas então ela olhou para Dylan, e sua expressão pareceu suavizar. "Então o que você faria se uma garota pedisse?"
Ele sentiu suas entranhas virarem chumbo derretido, sua masculinidade engrossando de repente dentro das calças. De alguma forma, tudo pareceu ficar quieto, mas seus ouvidos estavam zumbindo. Nada parecia muito real.
Ele se ouviu dizer: "Qualquer coisa que ela quisesse que eu fizesse, se fosse a garota certa."
As amigas de Noelle pareceram ficar num silêncio mortal.
*
Ele se sentiu um pouco idiota quando Noelle finalmente desenrolou o saco de dormir, e ficou bem claro que ele era a única pessoa naquela parte da fila que ia ficar sem nenhum tipo de roupa de cama para ajudá-lo a passar a noite.
Ela foi a última delas – quando ela colocou o saco de dormir no lugar, suas amigas já estavam deitadas, Ellie e Sasha já dormindo.
"Você vai passar frio", ela disse, olhando para o seu modesto cantinho entre o saco de dormir dela e o emo mais próximo.
Havia um frio nítido no ar – sua mãe estava completamente certa sobre o calor evaporar de repente depois que o sol se punha. Ele já estava tremendo um pouco, embora tentasse não demonstrar para Noelle.
"Eu vou ficar bem – o sol nasce em algumas horas."
"Você é louco."
Então, de repente, ela pareceu tomar uma decisão, silenciosamente para si mesma, olhando para ele e se levantando, dizendo: "Eu tenho uns cobertores de emergência no meu carro."
"Hã?"
"Eu os tenho para o caso de o carro quebrar, sabe? Se eu tiver que esperar o socorro mecânico no frio. Vamos buscá-los."
"Ah, sério, você não precisa –" Ele protestou, mas ela lançou os olhos para ele.
"Achei que você estava de boa com essa coisa de a garota dizer o que ela quer", ela disse, batendo os pés. Dylan ouviu uma risadinha abafada de uma de suas amigas.
"Claro, estou sim."
"Então venha."
Outra risadinha suave de algum lugar perto do saco de dormir de Chrissy.
Ela estendeu a mão para ele, e pela primeira vez ele a tocou.
Ele tentou não demonstrar que aquilo o afetava, embora fosse difícil não demonstrar. Não era só que a mão dela fosse tão delicada e macia – de alguma forma, o toque a tornou real para ele. A noite tinha assumido uma qualidade mágica desde que ele se intrometera na conversa das garotas, e Noelle não tinha virado as costas para ele.
Como um cara comum e sem sal, sem nenhum tipo de posição elevada na hierarquia social da escola, ele tinha ficado francamente surpreso que aquelas garotas lhe dessem atenção, muito menos compartilhassem uma refeição e passassem a noite toda permitindo que ele ficasse no círculo delas.
Agora, a garota mais bonita que ele já pusera os olhos estava o ajudando a se levantar, o levando para longe de suas amigas, em direção a um estacionamento escuro para buscar um cobertor para que ele pudesse dormir ao lado dela.
Ele se sentiu tão nervoso andando para longe da Apple Store com ela – não era que ele pudesse perder seu lugar na fila, ele estava bem confiante de que estava seguro, era que agora eles estavam dobrando a esquina e se afastando do shopping de verdade, entrando no estacionamento, ele não sabia bem o que dizer.
Noelle abafou uma risadinha.
"O quê?" ele perguntou, preocupado que era para ele ter feito alguma coisa.
"Você realmente faz o que te pedem, não faz?" ela sorriu para ele – e agora segurou a mão dele de novo. Mesmo na luz baixa dos postes de rua, ela parecia tão bonita que fez o peito dele apertar tanto que ficou difícil respirar.
Ela estava segurando a mão dele.
Ah, aquilo parecia incrivelmente certo – mas o que significava? Ela estava mesmo interessada nele? Havia uma tempestade de borboletas uivando dentro do estômago dele. Ele sentia uma mistura curiosa de pura excitação e um leve tom de náusea por causa dos nervos à flor da pele.
"Claro", ele disse, e então, enquanto estava no processo de fechar a boca, ela de repente se abriu por conta própria de novo: "Por você, eu faria qualquer coisa."
Aquilo garantiu outro daqueles sorrisos incríveis dela – deslumbrante, mesmo na meia-luz.
"A maioria dos caras teria ficado sentado lá e provavelmente resmungado para mim que eles estavam bem, que ficariam bem mesmo estando um frio de congelar", ela disse. "Os caras que eu conheço, pelo menos."
"Acho que suas amigas ficaram divertidas por nós termos saído juntos", Dylan disse, pensando que poderia fazê-la sorrir de novo com a ideia de que suas amigas já estavam fazendo suposições infundadas de que toda aquela caminhada até o carro para buscar cobertores era algum tipo de pretexto para algum tipo de romance –
"Elas estão tentando me arranjar com vários caras há meses", ela interrompeu os pensamentos dele. "Acho que elas estão só empolgadas por eu finalmente ter encontrado alguém com quem vale a pena conversar."
Dylan teve que disfarçar um arquejo.
Encontrado alguém com quem vale a pena conversar?
O que estava acontecendo? Ele se sentiu como se estivesse andando nas nuvens, de alguma forma. Seus ouvidos estavam o enganando agora? Ela estava empolgada por estar com ele?
Ele tentou mudar de assunto, nem que fosse para se distrair de todos os sentimentos confusos que tinha, para se acalmar e evitar entender mal aquela situação.
Ele disse: "Então, você está mesmo empolgada com esse iPad novo?"
Ela lhe lançou um olhar vazio, e quase soltou a mão dele.
"Só que eu estou sentado lá na fila tentando cuidar da minha própria vida…"
"E não se saindo muito bem nisso, hein?" ela lhe lançou um sorriso.
Ele deu de ombros, "Meio difícil manter os ouvidos quietos quando você está falando sobre vibradores e coisas do tipo."
"Imagino que deva ser. Pervetido."
"Ei, não fui eu quem estava falando sobre brinquedos sexuais numa fila para o novo iPad." Ela sorriu e revirou os olhos, e ele disse: "Os emos sentados atrás de mim na fila estavam falando sobre iPads o tempo todo – você não pode me culpar por tentar me distrair disso."
Ela riu. "Isso não te deixa excitado, falar sobre 4G e tela Retina?"
Ele não conseguia dizer bem se aquilo ia fazer ela perder o interesse porque ele não era completamente obcecado por produtos da Apple como sua irmã, ou se era uma coisa boa.
"Bem, quer dizer, eles são úteis de se ter…"
Ela riu, "Você está preocupado que sejamos todas garotas nerds e eu vou te achar chato porque você não está na lista de espera para trabalhar no Genius Bar?"
Para ser honesto, ele nunca tinha pensado que qualquer uma delas pudesse ser chamada de 'nerd'.
Ela disse: "É a Chrissy. Ela é uma nerd total de tecnologia. E ela tem que ter o último lançamento de qualquer coisa no minuto em que sai."
"Ah, certo, entendo. Minha irmã é exatamente igual."
"Só que é meio ruim esperar na fila sozinha a noite toda – então todas nós viemos juntas."
"Isso é muito legal da parte de vocês."
"Ei – é verão. Não é como se tivéssemos que fazer mais nada amanhã", ela disse. "Seus amigos não acharam a mesma coisa, então?"
"Eu não contei para eles realmente. Acho que eles não seriam tão compreensivos com essa coisa de ficar sentado a noite toda por um iPad."
"Você é muito querido por fazer isso pela sua irmã."
"Se isso me deixar nas boas graças dela por algumas semanas, é um preço que vale a pena pagar."
"Ei", ela disse, parando entre dois SUVs. Não havia muitos carros no estacionamento, mas Noelle os puxou para um grupo que ele presumiu pertencer a ela e suas amigas.
Ela o parou, puxando-o de volta para ela.
"Você ainda topa me deixar dizer o que você deve fazer?"
"Deixar você?" ele brincou. "Acho que você não entende como fazer isso."
Ela revirou os olhos de novo, mas então disse: "Tá bom. Então eu vou simplesmente mandar."
"Claro."
"Me beija. Agora."
Algo como uma pequena granada de mão explodiu dentro da parte superior do peito dele. Ele não conseguia ouvir, mas a explosão de calor intenso e choque da detonação era claramente detectável.
O que ela acabou de dizer?
Mas ele mal teve um momento para processar o que ela exigiu dele quando ela o empurrou contra o veículo preto quatro-por-quatro, se lançando sobre ele. A surpresa completa e a confusão avassaladora o fizeram massa de modelar nas mãos dela.
"Ok…" ele disse enquanto ela o puxava para o nível dela, colocando as mãos no peito dele.
O peito dele se encheu com o perfume doce dela, e todo o seu corpo tremeu com desejo reprimido e choque. Ela estava tão perto dele que ele podia ver as sardas individuais dela, mesmo naquela luz baixa. Seus olhos, realçados por rímel e delineador, eram espantosamente bonitos – tão brilhantes e cintilantes de inteligência.
Então, de repente, ele sentiu o calor do rosto dela no seu, e a respiração suave dela dançando na sua pele, e então os lábios dela estavam cutucando os dele, e ele pôde sentir a textura levemente cerosa do batom dela.
Ela estava o beijando. A garota mais atraente que ele já conhecera. Beijando. Ele.
Não era exatamente seu primeiro beijo, mas bem que poderia ser.
Ela chupou suavemente os lábios dele, e então ele percebeu suas mãos subindo para segurar a cabeça dela, quase para verificar se ela era real, sólida, não algum tipo de sonho maravilhoso enquanto ele dormia amassado numa fila do lado de fora da loja da Apple.
Mais do que um pouco inseguro pela sua inexperiência, ele seguiu as dicas dela, ele tentou aprender com ela, ele imitou seus movimentos, chupando suavemente os doces lábios dela, cutucando o nariz dele contra o dela, deleitando-se na maciez aveludada das bochechas dela contra as suas, inalando seu perfume tentador a cada respiração insondável.
O tempo pareceu desacelerar e parar, enquanto eles entravam num mundinho só deles.
Noelle sorriu para ele mesmo enquanto continuavam se beijando, e isso fez a temperatura dele disparar. Ele a sentiu se apertar contra ele, e para seu horror percebeu que ela devia ser capaz de sentir a enorme ereção que a atenção incrível dela estava causando. No entanto, ela não pareceu horrorizada com isso – ela ativamente se apertou mais contra ele, e de repente, enquanto o beijo dela se prolongava, ele sentiu a língua dela penetrando entre seus lábios – ai, Deus, ela era tão gostosa.
"Ai, meu Deus…" ela disse, sem fôlego como se tivesse acabado de correr os 100 metros rasos nas Olimpíadas, seus olhos percorrendo todo o rosto dele, sua testa franzida como que em confusão. "Como você aprendeu a beijar assim?"
Ela não lhe deu chance de responder – felizmente, já que ele não sabia o que dizer exatamente. Provavelmente não seria uma boa ideia contar a ela que ele só tinha realmente aprendido alguma coisa com ela. Ela estava o beijando, se apertando contra ele, a língua dela deslizando dentro da boca dele, agora, sem se conter.
Ele tentou retribuir na mesma moeda, mas a energia apaixonada dela era intensa, e como deitar sob uma cachoeira refrescante, ele simplesmente teve que deixar o poder incrível fluir sobre ele.
Enquanto ela o beijava, ele descobriu que realmente gostava que ela assumisse o controle. Desde suas tentativas desajeitadas na oitava série, as poucas vezes em que tivera a sorte de encontrar outra garota interessada num pouco de agarramento, a garota sempre basicamente abria a boca e ficava lá parada.
Aquilo era eletrizante. E agora, enquanto ele se via chupando a língua dela, Noelle estava agarrando as mãos dele, e as forçando para cima em seu peito, exigindo que ele tocasse seus seios.
"Bem aí…" ela respirou quando os dedos dele se fecharam sobre a forma sensacional do decote dela.
Ai, Deus do Céu, ele estava realmente segurando os lindos seios redondos dela, e ela realmente queria que ele fizesse isso. Ele podia sentir a rigidez dos mamilos dela, mesmo através do sutiã e da blusa.
Dylan aceitava a orientação dela, e a princípio ela pareceu achar estranho, conduzindo-o. Colocando as mãos dele onde ela queria, guiando a velocidade e a intensidade do beijo deles. Por um instante, ela olhou para ele, de olhos abertos, tentando decifrá-lo. Talvez verificar se ele estava apenas permitindo que ela liderasse como algum tipo de continuação idiota das sugestões anteriores dele, tudo uma longa estratégia para fazer com que ela se interessasse por ele.
Mas ele pôde ver que ela passou a acreditar que aquilo era maravilhoso para ele – ele não sentiu nenhum desrespeito contra sua masculinidade, como poderia? Ele estava enredado na garota mais bonita que já tinha visto.
Ele a tocou com ternura, e ela pareceu responder ao seu jeito gentil de acariciar seus seios incrivelmente macios, se contorcendo e emitindo os gemidos mais sensuais. Mas com a doçura incrível do beijo dela, ele se viu caindo num estranho tipo de estado de sonho, embalado numa calma estranha pela dança requintada dos sentidos, e de alguma forma ele estava se perdendo nela.
Quando ele percebeu que a blusa dela tinha subido, e o sutiã dela tinha descido, e suas mãos estavam se espalhando sobre sua carne lisa, macia e nua, roçando sobre seus mamilos duros sem impedimento, ele ficou surpreso e um pouco confuso sobre como tinham chegado àquele estado. Noelle parecia extasiada por ele estar a tocando daquele jeito, no entanto.
"Me beija aqui embaixo", ela disse suavemente, quase um sussurro, e ele se viu beijando o pescoço macio dela, inspirando o perfume suave e doce de sua pele enquanto descia.
E então ele estava colocando o mamilo dela dentro de sua boca quente, saboreando sua carne macia, roçando a língua sobre seu botão sensível, arrancando um suspiro longo e profundo enquanto começava a sugá-la.
"Ah, é isso… assim mesmo…"
Acariciando sua carne quente com os lábios, provocando-a com a língua, sugando com intensidade crescente, seus suspiros se transformaram em gemidos, e Dylan descobriu que a confirmação do prazer dela era a coisa mais excitante de que conseguia se lembrar.
"Ah, não para…"
Por que deveria de alguma forma rebaixar a masculinidade de um cara fazer do prazer da garota sua prioridade? Certamente conseguir alcançar esse deleite genuíno deveria ser considerado uma demonstração de masculinidade real e comprovada.
Depois de um tempo, seus gemidos eram quase gritinhos, e Noelle puxou furiosamente o rosto dele para o seu, beijando-o com um abandono selvagem, suas mãos se fechando sobre as dele para forçá-lo a praticamente esmagar o decote dela em seus dedos.
Por fim, ela soltou um grande gemido longo, seu corpo parecendo estremecer enquanto ele a segurava, como se alguém tivesse ligado uma corrente elétrica para fluir através de sua silhueta bem torneada.
"Ai, meu Deus", ela disse, completamente lutando por ar. "Ai. Meu. Deus."
"Você está bem?" ele lhe perguntou, um pouco confuso com a aparente expressão de choque em seu rosto. Ele a machucou de alguma forma? Ele tinha ido longe demais?
Ele estava encrencado por ter tocado nos seios dela daquele jeito?
Deus, todos aqueles avisos de seus professores do St. Josephs voltaram à tona – ele ouviu as palavras de algum juiz imaginário em algum lugar: toque inapropriado, forçar-se sobre ela, abuso sexual sem consentimento…
Mas então seu lindo rosto se abriu no sorriso mais encantador, seus grandes olhos azuis tão arregalados e cheios de alegria, e ela o olhou como se ele tivesse acabado de lhe dar o presente mais incrível de todos.
"Isso não era para acontecer", ela sussurrou, a voz cheia de assombro.
"Desculpa…" ele disse, ainda sem entender.
Ela balançou a cabeça. "É um mito, um mito urbano", ela disse. "Não é para você realmente conseguir fazer isso."
"Eu meio que me empolguei, acho…" ele disse, começando a perceber que não estava encrencado, até achando graça de como seu cérebro parecia lento depois de ter ficado tão dopado pela experiência extraordinária de beijar Noelle.
"Quer dizer, eu nunca fiz isso antes, não com um cara", ela disse, e então beijou seus lábios brevemente de novo. "E você conseguiu só me beijando e me tocando."
Ele se sentiu incrivelmente aquecido por dentro. E como era possível que fazer essa garota se sentir assim fosse uma conquista mais gratificante para ele do que entrar em Stanford?
"A gente devia voltar para a fila", Noelle disse, puxando o sutiã para cima e abaixando a blusa. "Eles vão todos ficar falando da gente, aposto."
"Não ficamos fora tanto tempo", ele disse, mas ao pescar o iPhone do bolso, ficou bem assustado ao descobrir que já tinha passado quase uma hora.
"Queria que a gente pudesse, mas eu nunca vou superar a vergonha se aqueles caras souberem que você acabou de me fazer gozar, e a gente nem teve um primeiro encontro ainda."
Uau. Ele sentiu o rosto queimar em todos os tons de escarlate quando ela pegou sua mão e o mostrou onde seu carro estava estacionado. A confirmação inegável de que a tinha feito gozar pareceu detonar fogos de artifício por todo o seu corpo - e o uso da palavra 'ainda', sugerindo que eles teriam um primeiro encontro em algum momento no futuro próximo, isso o fez borbulhar por inteiro.
Ele ficou vagamente desapontado por não poderem simplesmente abandonar toda a ideia de esperar na fila por um iPad. Sair e tentar mais uns beijos, mais uns toques. Só a mãe dele sabia que ele estava lá na Apple Store, de qualquer jeito - ele diria a ela que a competição pelos iPads tinha sido tão intensa que nem tinha dado para todo mundo na fila.
Ele pensaria em um presente alternativo para a irmã - claro que não seria tão legal, mas fazer o quê.
Ele sabia que era um sentimento egoísta, e sua cabeça foi capaz de prevalecer sobre o coração antes mesmo que Noelle agarrasse sua mão e o levasse até um minúsculo Fusca todo surrado que parecia um carro muito pé-no-chão para uma garota tão gostosa quanto Noelle dirigir.
"É o meu bebê", ela disse, batendo orgulhosamente no teto. "Diga 'oi' para a Rowena."
"Oi, Rowena", ele disse, e a fez rir.
"Os outros tiram sarro de mim por causa dela", ela disse. "Mas ela é a velhinha mais confiável que você já viu."
"Confiabilidade é muito mais importante que qualquer outra coisa", ele disse, sendo legal com o carro dela.
"Completamente. Ter algo que faça o que eu quero é muito melhor do que algo chamativo que pifa depois de dois minutos", ela sorriu, e ele não tinha certeza se ela ainda estava falando do carro.
*
Voltando, Dylan já se sentia melhor - e não só pelo beijo mais incrível da sua vida. Segurar aqueles cobertores o fez se sentir muito melhor sobre como o resto da noite ia ser - estava ficando seriamente frio agora.
Eles pararam no McDonald's no caminho de volta para usar os banheiros, gratos por o lugar estar aberto 24 horas.
De volta à fila, quase ninguém estava acordado. Dylan se viu se sentindo um pouco desanimado de repente. Eles iam achar seus lugares na fila de novo, e então provavelmente dormir um pouco - e seria isso pela noite.
"Isso é papo furado - caras não gostam de fazer isso."
"Alguns gostam. Eu li sobre isso numa revista."
"Tipo, como você leu sobre o Pé-grande ser visto em Tempersfield?"
Enquanto achavam seus lugares, embora Ellie e Sasha ainda estivessem dormindo, era difícil não notar que Chrissy e Marie ainda estavam acordadas - Chrissy porque estava tão animada para pegar o iPad novo, Marie porque Chrissy não calava a boca.
"Foi na New Look."
"Bom, eu acho que seria estranho. Não tenho certeza se quero eles tão perto assim."
"Você tá brincando? Dizem que é incrível."
Sabe Deus do que as duas garotas estavam falando, mas elas se animaram assim que viram Noelle e Dylan voltando.
"Ei, vocês dois!" Chrissy disse, baixinho, embora não parecesse que nem gritar fosse acordar Ellie e Sasha.
"Do que vocês estão falando?" Noelle disse, afetando um tom de falsa exasperação enquanto se ocupava em estender os cobertores para Dylan bem ao lado do saco de dormir dela - um para ele dormir em cima, dois para cobri-lo.
Marie cutucou Chrissy, e as duas riram, então a loira disse: "Então Dylan, a Chrissy quer muito saber se as garotas do St. Joseph's fazem boquete."
"Marie!" Chrissy e Noelle sibilaram em uníssono.
Marie só riu.
Dylan tentou ao máximo não parecer envergonhado. "Claro", ele disse.
"Não!" Chrissy e Marie disseram juntas. Noelle se apressou em entrar no saco de dormir.
Marie disse: "Elas não fazem, fazem? Ninguém que eu conheço já ficou com um cara que fez. Caras não fazem isso até casar e ter que fazer."
Aquilo o fez rir. Ele não era particularmente experiente, mas não tinha a menor chance de, se tivesse escolha, recusar isso até o casamento.
Ele disse: "Por que a gente deveria esperar até o casamento?"
"Porque vocês não gostam de fazer", Marie disse.
"Isso não é verdade", Dylan disse categoricamente, e então de repente se sentiu bem envergonhado, por ter se aberto um pouco demais na frente da garota com quem ele esperava conseguir marcar um primeiro encontro. E não era como se ele estivesse se abrindo sobre sua própria experiência.
Ele flagrou Marie lançando um olhar de - o quê, inveja? surpresa? parabéns? - dirigido a Noelle, que revirou os olhos, mas então lançou um olhar curioso na direção de Dylan.
"Então por que os caras simplesmente não fazem?" Marie perguntou.
"Metade deles acha que provavelmente não pode, porque as garotas têm tantas neuras com isso."
"Tem alguns caras que não gostam de fazer."
"Claro, provavelmente tem."
"Você gosta?"
"Chrissy!" Foi Noelle, repreendendo a amiga, mas agora olhando para Dylan com o tipo de expressão que dizia claramente que ela queria que ele respondesse.
"O que poderia ser melhor?" ele disse simplesmente.
Noelle pareceu prender a respiração, mas Dylan tentou não olhar para ela, preocupado de ser pego em outra meia-verdade. Ele não estava mentindo ao dizer que estaria muito a fim de tentar, mas sugerir que gostava era ir além do que ele sabia - ele queria gostar. A ideia de chupar uma garota era tão sexy, que o fazia tremer de desejo. Mas nunca tinha tido experiência em primeira mão.
Chrissy deu um bocejo alto que os fez todos rir, e pareceu distrair adequadamente da zona estranha para onde a conversa estava indo. Dizendo aos outros que ia descansar os olhos por um tempinho, ela perguntou a Dylan: "Você tem algum amigo lindo que seja igual a você, Dylan? Você pode dar meu número para eles?"
Noelle sorriu para ele, aparentemente com orgulho. Isso fez suas orelhas queimarem um pouco, mas de um jeito bom.
"Noite!"
"Noite!"
"Noite, Dylan!"
"Noite, Chrissy."
Ele se ajeitou, e tentou ao máximo relaxar o suficiente para permitir que o sono o dominasse. Ele podia ter esperança de que, quando a manhã chegasse, talvez conseguisse o número de Noelle, e talvez a mais improvável das noites levasse ao mais improvável dos primeiros encontros para um cara comum do outro lado da cidade.
Mas talvez quando a Apple Store abrisse as portas, e a fila avançasse, ele a perdesse de vista na correria - e seria isso.
*
Foi um pouco mais tarde que ele ouviu o sussurro: "Você está acordado?"
Ele não tinha conseguido dormir - nem um pouco. Estava tão incrivelmente elétrico com sua noite com Noelle - e não conseguia tirar aquele beijo da cabeça. Ele só tinha estado deitado de costas, olhando para as estrelas.
Agora ele podia detectar o perfume dela de novo, e então se assustou com uma mão deslizando sobre seu peito.
"Sim, estou acordado", ele disse.
"Vem aqui", ela disse.
Ele ficou um pouco em dúvida sobre o que ela queria dizer - ela estava bem ali, afinal, bem ao lado dele. Não era como se ele tivesse que andar até algum lugar para estar com ela.
Mas então o braço dela estava sobre seu peito, e ela o estava puxando para o saco de dormir dela - que estava aberto para permitir sua entrada, o ar frio mantido do lado de fora pelo jeito que ela parecia ter coberto os dois com o cobertor agora. Quando isso tinha acontecido?
Ele sentiu sua mão roçar uma coxa sensualmente lisa, e o fato aparente de que ela não estava mais de saia fez seu coração disparar.
Estava muito mais escuro ali na fila do que tinha estado no estacionamento iluminado, mas as lâmpadas do shopping ainda eram suficientes para iluminar o rosto bonito dela quando ela o puxou para outro beijo poderoso.
Oh, como ela era incrível - ele sentia que poderia ser feliz só por poder beijá-la pelo resto da vida, era tão estimulante.
"Você vai acordar as outras", ele avisou quando eles finalmente subiram para respirar, preocupado que os suspiros baixinhos dela enquanto se beijavam ficassem mais altos conforme ela se perdesse no abraço.
"Não vou", ela disse. "Prometo."
Então, enquanto continuavam se revezando para sugar suavemente os lábios um do outro, e enroscar as línguas, Noelle levou a mão que não estava apoiando a cabeça dela para cima da blusa mais uma vez, roçando sua barriga lisa, e então deslizando para cima sobre as encostas cintilantes de seus seios nus - ela tinha tirado o sutiã, e agora ele estava completamente livre para acariciar seus seios modelados, provocar seus mamilos duros entre o polegar e os dedos, arrancando gemidos baixinhos apesar de sua promessa de ficar em silêncio.
"Você vai mesmo fazer tudo que eu quiser?" ela sussurrou quando subiram para respirar de novo.
"Qualquer coisa."
"Até... o que a gente estava falando com a Chrissy e a Marie?"
"Seu desejo é uma ordem."
Ela lançou os olhos para ele, um pouco chocada, um pouco esperançosa, um pouco incrédula.
"Faz", ela disse com um sorriso diabólico. Ele sentiu uma bola de fogo tomar conta de suas entranhas.
Estava quente debaixo do saco de dormir, mas parecia seguro do lado de fora - ele estava escondido de olhares curiosos, seguro para perseguir o sonho de beijar o caminho descendo pelo peito dela, sua blusa empurrada para cima e então completamente fora, deixando essa ninfa divina de nada além de uma calcinha, deitada ali para ele e somente ele.
Tomando os mamilos dela dentro de sua boca por um momento ou dois, antes de senti-la se contorcer, sua respiração tão profunda que fazia todo o seu corpo subir e descer como a superfície do oceano, ele tentou fazer uma pausa, se acalmar, embora tudo dentro dele parecesse estar em chamas.
Ele precisava se acalmar - seu coração estava martelando no peito, ele ia cair morto se não tomasse cuidado. Ele não conseguia acreditar que ela realmente queria que ele a chupasse.
Era como um sonho.
Ele quase perdeu o momento - sentiu a coberta ser levantada, e então Noelle estava sutilmente dando tapinhas na cabeça dele para encorajá-lo a continuar.
Ela queria experimentar tanto quanto ele.
Obediente aos seus desejos, ele logo estava deslizando por sua barriga aveludada, plantando beijinhos ao redor do umbigo, descendo pelo abdômen, o cheiro do sexo dela crescendo o tempo todo conforme ele se aproximava da borda de sua calcinha de algodão rosa.
O verdadeiro cheiro picante da excitação sexual feminina.
Dylan se acomodou entre as coxas dela, um pouco atordoado pela perspectiva do que ela estava querendo que ele fizesse. Noelle estava deitada na ponta de cima do saco de dormir, agora, se empurrando para cima de modo que enquanto sua blusa tomara-que-caia turquesa agora deslizava de volta no lugar sobre seus seios e barriga, o saco de dormir só a cobria da cintura para baixo. Isso lhe deu algum espaço para residir no fundo do saco de dormir, seu próprio corpo se enrolando para fora da ponta aberta.
Coberto, ele não podia ver o rosto dela, enquanto realmente não tinha muita luz para navegar entre as pernas dela - embora o suficiente. Ela afastou as coxas o máximo que podia, e ele foi presenteado com o aroma sedutor do sexo dela mesmo através do algodão rosa da calcinha. Brevemente, ele beijou o caminho ao longo da barra da calcinha, seus dedos roçando o material fino para sentir o calor e a umidade da boceta dela por baixo.
Ele a viu levantar o saco de dormir de novo para espiá-lo, checando-o, se assegurando de que ele estava realmente bem com aquilo. Enquanto ela observava, ele enterrou o rosto na calcinha dela, empurrando sua boca e nariz em seu calor, sua língua escapando entre seus lábios para tocar o tecido encharcado, provando seus sucos salgados enquanto inalava seu cheiro com uma respiração alta o suficiente para ela ouvir o quanto ele amava aquilo.
Então ele estava afastando a calcinha dela, e revelando sua boceta cuidadosamente raspada, fazendo gemidos baixos que ele esperava que só pudessem ser ouvidos por Noelle enquanto acariciava seu monte nu com os lábios, passava o nariz ao longo de seus lábios externos.
Estava realmente acontecendo - ele estava sendo abençoado com o contato mais íntimo possível, com uma deusa de beleza inigualável.
E ele amou.
Ele amou o gosto dela, amou o cheiro terroso acentuado por seu perfume, amou a maciez de sua boceta raspada, o calor furioso de seu corpo.
Ele adorou o jeito que ela respondia a ele.
Como qualquer macho de sangue quente poderia se recusar a chupar uma garota se era tão prazeroso assim?
Dylan começou devagar - lambendo e beijando seus lábios tenros gentilmente, cutucando seu nariz contra seu clitóris, mas sem dedicar atenção demais a ele enquanto se entregava a percorrer sua língua por seu sulco abrasador, lambendo seus copiosos sucos ácidos.
Então ele estava cobrindo sua fenda com sua boca quente, penetrando-a com a língua, sugando-a enquanto se encaixava nela, seu nariz se esmagando contra seu botão sensível. Seus dedos roçaram suas coxas, traçaram a forma feminina irresistível entre suas pernas, e quando ela estava pronta, encontraram seu caminho para dentro de sua boceta.
Ela estava fazendo um bom trabalho em se manter quieta, mas o jeito que ela movia os quadris enquanto ele a chupava, ele tinha certeza de que ela estava gostando. Lá embaixo entre suas coxas, ele quase se esquecia de que estavam a poucos metros de um monte de outras pessoas.
Noelle tinha que dar tapinhas na cabeça dele como aviso sempre que ele se perdia demais, e começava a gemer baixinho enquanto respondia à alegria de foder sua boceta doce com a boca.
Depois de um tempo, ele passou a reconhecer seus movimentos, para poder traduzir sua linguagem corporal, ele podia dizer exatamente o que mais a excitava, quando as coisas estavam ficando um pouco intensas demais e precisavam diminuir, e quando ela estava ansiosa por mais, mais forte, mais duro.
Quando as coisas ficavam um pouco demais para ela, ele suavizava sua abordagem, demorava-se em lambidas lânguidas da língua sobre suas dobras macias. Ele a provocava com sua calcinha, puxando-a apertada para que o algodão encharcado afundasse em sua fenda, e serrando gentilmente contra seus lábios da boceta enquanto a lambia, adicionando uma textura diferente ao seu tratamento dela.
Ela estava tão molhada, tão pegajosa, tão quente. Como qualquer cara heterossexual a quem fosse oferecida a chance de adorar a beleza sensacional do sexo feminino poderia recusar?
Por que as garotas, que estavam perfeitamente dispostas a esticar seus lábios ao redor de um membro masculino inchado e embeber qualquer sêmen escorrendo, imaginavam que os caras de alguma forma se encolheriam da experiência celestial que jazia entre as coxas femininas?
Tantos mistérios, e suposições equivocadas.
*
Dylan não tinha ideia de quanto tempo lhe foi concedido entre as coxas modeladas de Noelle, embora algumas vezes ele a tenha vislumbrado espiando, levantando a borda do saco de dormir para checá-lo - e a cada vez ele fazia o possível para mostrar que estava amando cada minuto daquilo, para persuadi-la a continuar, não dar um basta por causa dele.
Tendo removido sua calcinha, deixando-a um pouco mais fácil de acessar, ele entrou num ritmo onde podia dispensar uma mão para se espalhar sobre sua barriga lisa, e então subir para envolver seus seios e beliscar seus mamilos duros, mas então, conforme passou a focar um pouco mais em seu clitóris, lambendo-a ao redor, pressionando sua boca quente, chupando o quanto ela aguentava - ela começou a tomar as rédeas de novo.
Suas mãos se moveram sobre a cabeça dele, seus dedos inicialmente o acariciando, percorrendo seu cabelo para encorajá-lo, para guiá-lo a seguir o ritmo que ela precisava, igualar seu próprio ritmo inato.
E então ela o estava segurando, puxando-o para si, esmagando seu rosto contra seu sexo ardente e encharcado enquanto seus quadris se contorciam sob ele, e a situação chegou a um ponto em que ela estava furiosamente fodendo seu rosto, e ele era quase um espectador.
Não demorou muito para que ela estivesse freneticamente se esfregando em seu rosto, e depois tremendo, disparando e se sacudindo ao redor dele, sua umidade de repente em todo lugar – quente e pegajosa, salgada e ácida, e tão incrivelmente sexy, tão tipicamente ela.
Por fim, quando ele se moveu para o lado dela, tendo-a limpado com a língua o melhor que pôde, ela ainda estava sem fôlego, embora ávida para beijá-lo, para encontrar uma forma silenciosa de expressar sua admiração, gratidão e alegria pela experiência que ele acabara de lhe proporcionar.
"Quem é você?" ela sussurrou quando finalmente o deixou respirar. "Você é real?"
Ele sussurrou: "Sou real, prometo."
Ele se deitou atrás dela, aconchegado em suas costas agora que ela desceu mais dentro do saco de dormir para que este cobrisse seus ombros. Sua cabeça se apoiou sobre o ombro dela para que pudesse beijar sua bochecha. Ainda podia sentir o cheiro do sexo dela junto com seu perfume doce, e isso o excitava.
Noelle sentiu a rigidez dele pulsar, e agora empurrava seu traseiro contra ele, querendo mais, rebolando um pouco os quadris para senti-lo contra si, conferir seu formato.
"Você deveria tirar as calças," ela sussurrou na escuridão.
Dylan ficou parado por alguns momentos, verificando se tinham sido ouvidos ou vistos, avaliando as pessoas próximas para ver se havia algum bisbilhoteiro. Todos pareciam estar profundamente adormecidos.
Ele passou a mão pelo quadril e coxa nus dela, impressionado com como as curvas de seu corpo eram tão perfeitamente projetadas para despertar fortes sentimentos de desejo nele. Ela estava tão nua, além da blusa, e realmente parecia um pouco inapropriado que ele ainda estivesse com todas as suas roupas firmemente no lugar.
Ele desabotoou a fivela do cinto e abriu o botão da braguilha, mas então Noelle desapareceu de repente – deslizando para dentro do saco de dormir e da extensão formada por seus cobertores.
Dylan estava se sentindo meio lento depois da intensidade de sua experiência chupando uma deusa como Noelle, e não entendeu bem o que ela estava fazendo até sentir de repente suas mãos deslizando pela cintura de suas calças, para puxá-las sobre seus quadris e pernas – e então tirá-las completamente.
"O qu – " ele disse, antes de se conter, lembrando-se de ficar quieto.
Ele sentiu as mãos dela deslizarem por suas coxas e então ela o estava tocando por cima da cueca boxer, apalpando-o, conferindo a mercadoria.
Agora era a sua vez de levantar a borda do saco de dormir para ver o que ela estava fazendo lá embaixo. Estranho ver uma garota tão bonita deitada entre suas coxas, seu rosto tão perto de sua virilha, e ela sorrindo como se fosse seu aniversário. Será que ela gostava do que via lá embaixo?
Então ele teve que tomar cuidado para não entregar o jogo quando ela de repente pressionou a boca contra seu membro rígido – o calor tão intenso, mesmo através da barreira de algodão de sua cueca.
Ele estava apenas começando a se acostumar com ela ali embaixo quando ela o pegou de surpresa mais uma vez ao puxar sua cueca também – deixando-o completamente exposto e um pouco vulnerável.
As mãos dela se fecharam ao redor da base de seu membro, e antes que ele tivesse chance de olhar para baixo novamente e ver o que ela estava fazendo, como estava reagindo à visão de sua ereção descoberta – ele sentiu seu sensível bastão ser envolvido pela boca macia, molhada e quente dela.
Sentindo a língua dela girar em torno de seu pau pulsante, ele não conseguiu conter um gemido baixo que escapou de sua boca, selando os lábios tarde demais para impedir que o som saísse. Ele fez uma pausa – e Noelle fez uma pausa – mas não parecia haver sinais óbvios de que tivessem perturbado alguém.
Noelle levantou a coberta agora, de modo que ele teve a visão incrivelmente sexy, mas de alguma forma surreal, da linda morena deitada sobre ele, sua rigidez vagamente segura em suas mãos, pronta para sugá-lo com a boca novamente. Ela olhou para ele, sorrindo, mas dando um rápido franzir de sobrancelhas para alertá-lo contra barulhos futuros.
Ele concordou com um aceno para ela, mas por algum motivo aquilo não foi suficiente para ela. Ela lhe lançou um sorriso travesso, e sua mão se ergueu para cobrir a boca dele com a palma cheia de algodão rosa macio. Dylan inspirou e estremeceu ao inalar o cheiro forte e picante da excitação dela vindo de sua calcinha úmida.
Com seus lábios se esticando ao redor de toda a sua grossura, deslizando para baixo para afundar o mais que podia em seu membro, sua calcinha molhada era uma mordaça eficaz para ele, como se viu – o aroma irresistível do sexo dela era incentivo suficiente para mantê-la firmemente pressionada sobre sua boca e nariz, controlando seu barulho enquanto ela chupava seu pau.
Lambendo-o, acariciando seu membro com suas bochechas aveludadas, passando os lábios ao longo de sua extensão – ele teve a impressão de que ela já tinha feito isso muitas vezes antes. A princípio, isso causou lampejos de ciúmes que se acenderam dentro dele, embora soubesse que dificilmente poderia esperar que ela fosse virgem.
Ela era tão boa, no entanto. Se ela já tinha ficado com muitos caras antes, então ele tinha algo pelo que agradecer em como ela agora sabia exatamente como agradá-lo. A forma como seus lábios demoravam ao redor da ponta de seu pau, a forma como suas mãos apertavam seu membro com força, mas não demais. A forma como ela gemia enquanto o chupava, as vibrações de sua voz aumentando as sensações que ela lhe proporcionava, mas, mais importante, fazendo-o sentir que ela estava aproveitando a experiência tanto quanto ele. A forma como ela o tirava para fora e simplesmente parecia se deleitar com o contato com sua masculinidade rígida, esfregando-a contra seu lindo rosto, entregando-se ao contato obsceno que lhe era permitido.
A forma como ela deslizou sua rigidez entre seus seios, para que ele sentisse toda a sua extensão deslizando para cima e para baixo na carne tão macia de seu decote.
Ele realmente teve que pressionar a calcinha molhada contra sua boca com bastante força para evitar que a resposta natural às suas ministrações sensacionais acordasse os vizinhos na fila.
E então, justo quando ele começava a chegar àquela pergunta-chave – deveria avisá-la que estava prestes a gozar, ou deveria simplesmente se deixar levar? Ela gostaria de engolir ou preferiria que ele se contivesse? – ela parou, e ele agora sentiu uma nova sensação que não conseguia entender bem.
Ela estava desenrolando uma camisinha em seu pau.
Ele ficou um pouco surpreso quando a cabeça dela surgiu de dentro do saco de dormir acima dele, toda corada com o brilho da transpiração na testa, seu corpo agora cobrindo o dele, seus joelhos deslizando ao lado de seus quadris enquanto ela o montava.
Será que ela realmente ia fazer o que ele pensava que ela ia?
Seu rosto estava todo iluminado por seu lindo sorriso, seus olhos dançando com as chamas de uma luxúria avassaladora. Ela levou um dedo aos lábios para lembrá-lo de ficar quieto, e então ela estava tirando sua calcinha do controle dele, pressionando-a contra sua boca ela mesma enquanto ele agora sentia o calor inacreditável de seu corpo deslizar sobre o seu – seu pau duro como pedra de repente envolvido pelo calor mais requintado e um aperto como uma morsa.
Ele estava dentro de Noelle.
Ela estava demonstrando grande habilidade em manter-se quieta enquanto o cavalgava, embora seu rosto fosse tão expressivo ao revelar para ele exatamente quão intensas eram as sensações para ela enquanto girava os quadris para subir e descer em seu membro.
Ela também estava se saindo bem em manter-se colada contra o corpo dele na tentativa de minimizar quão óbvio seria para qualquer observador que ela estava em cima de Dylan, fodendo-o sem reservas.
Ele não tinha certeza de quanto tempo conseguiria lidar com aquilo, a energia fluindo por seu corpo era simplesmente intensa, sua boceta apertada o espremendo com tanta força que ele podia sentir o fim começando a se acumular.
Mas ela parou, e agora se moveu para encorajá-lo a se aconchegar a ela mais uma vez – só que dessa vez, ambos estavam nus da cintura para baixo, e Noelle engendrou suas posições para que Dylan pudesse deslizar de volta para dentro dela por trás.
Era mais lento dessa forma, mas não menos intenso. Ela não podia mais amordaçá-lo ela mesma, então ele teve que tomar cuidado para controlar seus impulsos de gemer, mas ele se viu concentrando-se para adiar seu clímax, o que pôs fim ao seu barulho.
Enquanto ele a segurava, penetrando-a por trás, parecia uma posição tão íntima, permitindo-lhe estar tão perto dela – na verdade, apenas rebolando os quadris um pouco para se mover dentro de sua boceta apertada, em vez de ter que martelá-la. Sua mão deslizou para tocar seus seios, e agora ela a agarrou, redirecionando-a para baixo entre suas pernas, onde ele podia procurar seu pequeno clitóris mesmo enquanto continuava a penetrá-la.
Então sutilmente, tão bem controlada, ela se recostou contra o ombro dele, sua bochecha roçando de leve na dele, e ela estava sussurrando: "Estou gozando de novo, Dylan! Você está me fazendo gozar de novo…"
Não foi tão forte quanto os anteriores, mas igualmente lindo, e a forma como suas coxas se apertaram, espremendo sua masculinidade dentro de sua boceta apertada, não havia como ele se segurar dessa vez.
Enquanto ela tremia e estremecia, fazendo incrivelmente bem em permanecer em silêncio enquanto o clímax poderoso a inundava, Dylan se deixou ir, sua semente quente borbulhando e irrompendo profundamente dentro dela.
*
Dylan acordou com a chegada dos primeiros sinais de luz do sol, descobrindo que Noelle ainda dormia ao seu lado, confortavelmente aconchegada contra ele de modo que cada respiração era acentuada por seu perfume doce.
Enquanto o sol trazia consigo o novo dia, Dylan teve a sensação mais estranha de que estava acordando em um mundo totalmente novo, como se em algum momento da noite anterior tivesse atravessado para um universo completamente diferente, e agora aqui estava ele em um lugar onde não era mais socialmente um ninguém mediano.
Neste novo universo, ele era o cara que de alguma forma tinha forjado a conexão mais inacreditável com a garota mais bonita da Marchmont High, e tinha vindo a saber como devia ser a sensação de estar verdadeiramente apaixonado.
Neste lugar, ele sentia como se seus olhos estivessem verdadeiramente abertos pela primeira vez, para poder apreciar a maravilha do mundo e de tudo nele.
No entanto, neste mundo, ele também tinha a sensação ligeiramente inquietante de que agora estava vulnerável – que por mais mágica que sua experiência com Noelle tivesse sido na noite anterior, não havia garantia de que, à luz fria do dia, ela quisesse vê-lo novamente. Talvez ela agisse daquela forma com todos os caras com quem saía – fazendo-os se sentirem especiais, fazendo-os acreditar que eram os únicos a já tê-la feito gozar. Talvez ele tivesse sido apenas uma distração para ela, para mantê-la aquecida e ocupada durante a longa espera na fila da loja da Apple.
Ele se aconchegou suavemente nela, tentando manter a esperança de que tudo tivesse sido genuíno, de que a conversa sobre um primeiro encontro de verdade pudesse realmente se concretizar.
Então, quando começou a ouvir movimentações ocasionais de outras pessoas na fila, mais distantes, Dylan percebeu que talvez não pegasse muito bem para os outros se o encontrassem deitado praticamente nu com Noelle em seu saco de dormir. Não era com sua própria reputação que ele estava preocupado – ele não queria que Noelle continuasse dormindo apenas para acordar com dedos apontados e risadas sobre o que ela tinha aprontado durante a noite.
Silenciosamente, gentilmente, ele se desvencilhou do saco de dormir dela, e conseguiu tanto se vestir completamente quanto dobrar os cobertores que deveriam ter sido sua cama pessoal para a noite.
Noelle se mexeu um pouco quando ele se separou de seu lado, e franziu o rosto com a súbita perda de seu calor. Mas conforme emergia lentamente do sono, vendo o que ele estava fazendo, ela rapidamente entendeu a necessidade de se separarem.
"Que horas são?" ela sussurrou, agora se contorcendo dentro de seu saco de dormir para vestir suas próprias roupas.
"Seis."
"Café da manhã?"
"Adoraria."
Havia três horas frescas antes que a loja da Apple abrisse – tempo de sobra para pegar algo no McDonald's, e Dylan estava faminto.
Mas pegando os cobertores enquanto Noelle agora enrolava seu saco de dormir, Dylan na verdade se viu ficando bastante nervoso. Eles conversariam sobre a noite passada enquanto tomavam café? E se de repente ela chegasse à conclusão de que tudo tinha sido um erro, que agora que estava claro e ela podia vê-lo direito, na verdade não se sentia nem um pouco atraída por Dylan? E se o pó mágico se dissipasse, e ela visse que ele realmente não era ninguém, muito menos digno de suas atenções?
Este café da manhã poderia ser um primeiro encontro, ou poderia ser um término.
Saindo da fila e vagando pelo shopping em direção ao estacionamento, eles caminharam sem conversa – ambos mantendo-se quietos para não acordar as pessoas na fila que ainda estavam apagadas.
Então eles estavam na esquina, e de repente ele sentiu Noelle empurrá-lo com força contra a parede externa da Gap, lançando-se sobre ele.
Como era possível que ela parecesse feita para abraçá-lo, perfeitamente do tamanho certo para se encaixar com ele enquanto se beijavam? Seu coração batia forte em seu peito enquanto ele correspondia à paixão dela, seu pau engrossando enquanto o corpo fogoso dela pressionava contra o seu, suas mãos apertando sua bunda para que sua masculinidade fosse esmagada contra o corpo dela.
"Você tem que fazer tudo o que eu quiser, lembra?" ela disse, sem fôlego, radiante depois do beijo.
"Sempre," ele disse, retribuindo seu sorriso, em êxtase com a perspectiva. "O que você quer primeiro?"
Ela sorriu, como se embriagada com seu novo poder. "Ok," ela disse, fazendo uma pausa. "Primeiro um café da manhã... depois temos iPads para comprar..."
"Claro! Eu sabia que havia uma razão para eu ter acampado na frente da loja da Apple a noite toda!" ele brincou.
Ela revirou os olhos para ele de forma brincalhona.
"E depois?" ele perguntou.
"E depois vamos dirigir para algum lugar privado, e você vai me fazer gozar com seus doces lábios de novo," ela disse, e ele permitiu que ela colocasse um dedo em sua boca, apenas para descobrir que estava revestido com sua umidade escorregadia e divina.
"E depois?"
"E depois vou desenrolar outra camisinha nesse seu pau perfeito, e você vai me foder até pelo menos o final do verão."
"Pelo menos," ele disse, tentando não explodir de luxúria e excitação.