Contos eróticos para ler inteiros.

Exibicionismo e Voyeurismo

Enquanto Ela os Observa

laiana_leitora29 min

Esse era o problema das visitas, refleti. Seus segredos nunca estão completamente a salvo.

Ao errar a porta na volta do banheiro, Allie encontrou meus binóculos. Estavam no quarto de hóspedes, sobre o tripé, apontados diretamente para o apartamento atrás da minha casa. Daqueles com ocular inclinada para uma observação confortável.

— Então, sua vizinha é bonita? — perguntou assim que entrou na cozinha. A cabeça inclinada para o lado, mão na cintura. Os anos tinham sido muito generosos com ela, e ela escolhera roupas que realçavam sua silhueta. Um vestido bronze de um tecido macio, com uma longa fileira de botõezinhos na frente. Era justo ao corpo, com costuras e bordados que davam estrutura na área dos seios, mas solto sobre os quadris e coxas. Ia até pouco acima dos joelhos, e os saltos das sandálias acentuavam suas pernas.

Observei tudo isso enquanto as palavras dela percorriam o caminho dos meus ouvidos ao cérebro. Meu rosto deve ter captado o significado antes da minha mente, porque senti uma onda de calor subir pelas bochechas. Pensei em fingir ignorância enquanto buscava uma resposta, mas meu rubor já havia me entregado.

Então sorri. Allie não era puritana. — Na verdade, não. Mas os donos alugam o flat para turistas, e nunca se sabe o que vai acontecer.

Compartilhei algumas histórias enquanto lavávamos a louça. A grande foi quando dois casais estavam gravando pornô: montaram luzes e aqueles painéis refletores, e os homens se revezavam na câmera. Mas, geralmente, era gente com preguiça ou descuido demais para fechar as cortinas, mesmo durante o sexo.

Allie ouviu com interesse. Ela havia retornado recentemente de vários anos viajando pelo mundo e trocara a carreira no direito pela massoterapia. Isso combinava com ela, e parecia mais feliz do que antes. Sua pele também brilhava, e havia uma energia vital que parecia irradiar dela.

Terminamos a louça e peguei uma nova garrafa de vinho na geladeira. Allie observou enquanto eu a abria — uma daquelas rolhas de plástico modernas que saíam facilmente —, mas o olhar dela não parava de desviar para a janela.

— Tem alguém hospedado lá agora?

Parei, a garrafa em uma mão, duas taças na outra. — Sim. Um casal chegou esta tarde.

— E? — Allie pegou a garrafa de mim e serviu. — Você viu algo interessante?

— Na verdade, não. Eu estava ocupado, mas acho que eles só deixaram as malas e saíram. — Tomei um gole do meu vinho e fui para o corredor. A sala da frente, do outro lado da cozinha, era mais confortável.

Allie não me seguiu. — Tem uma luz acesa agora. Acho que eles acabaram de voltar.

Inclinei-me para trás no batente da porta e olhei para fora. Sim, havia luzes acesas, e alguém se mexia lá dentro. — Com muitas sacolas de compras. Devem ter se ocupado.

— Aquilo é uma suíte? — Estava claro que Allie ia ficar ali para assistir. Ela tomou um gole do vinho e ergueu as sobrancelhas para mim.

— Parece que sim. Por quê?

— A mulher acabou de entrar. Provavelmente precisava fazer xixi, pela pressa.

Na sala de estar, o homem havia tirado o casaco e estava colocando as sacolas em fileiras organizadas na mesa de centro. — Bem, não dá para ver o banheiro, se isso é o que te interessa. Sinto muito.

Ela fez um biquinho. — Não, mas é divertido. Eles estão simplesmente vivendo o dia deles, e não fazem a menor ideia de que estamos observando.

— Você está observando. — Peguei-a pelo braço e a afastei. — E se você ficar aqui, com a luz acesa, eles vão te ver. E eu vou ser taxado de tarado quando eles deixarem a avaliação.

Suas sobrancelhas se ergueram, então ela sorriu. — Acho que sim. — Começou a me seguir até o corredor. — Nem todo mundo precisa conhecer esse seu lado.

Então ela parou e olhou para a porta do meu quarto de hóspedes. — Mas aquele quarto está escuro. E tem binóculos. — Soltou-se e foi até a maçaneta.

Suspirei. Allie geralmente conseguia o que queria. — Tudo bem. Mas espere um momento. — Apaguei as luzes da cozinha e do corredor. — Vá em frente.

Com um gritinho de alegria, ela abriu a porta e entrou na ponta dos pés, comigo logo atrás.

O quarto estava às escuras. Os binóculos no tripé estavam recortados contra a luz fraca que aparecia pela fresta entre as cortinas pesadas.

Ainda na ponta dos pés, como se os turistas pudessem ouvi-la, Allie foi até lá. — Vejo que você já os deixou prontos — disse, num sussurro.

— Economiza tempo. — Senti um sorriso repuxar meus lábios. — Mas eu realmente deveria me lembrar de guardá-los quando recebo visitas.

— Não! Isso é divertido! — Ela se inclinou para a frente, a taça de vinho segura num ângulo, como se temesse encostar nos binóculos. — Estou vendo eles! Estão no quarto.

Fiquei parado, tomando meu vinho enquanto meus olhos se ajustavam. A visão da bunda da Allie sempre valia a pena. Estava mais cheia do que na última vez que eu a vira de perto, preenchendo o tecido macio do vestido de um jeito delicioso.

Ao se inclinar, a barra do vestido subiu um pouco, expondo mais as coxas. Lembrei de como era a textura da pele dela, qual era o cheiro, como o calor irradiava do seu corpo. Confesso que aquelas lembranças não estavam longe da minha mente desde que ela entrara em contato para avisar que estava de volta.

Não eram a única razão pela qual eu havia convidado Allie para jantar, mas tinham um grande peso. Saber que ela estava de volta ao país, e desimpedida... bem, eu me perguntava se poderíamos retomar de onde paramos todos aqueles anos atrás.

Uma risadinha baixa me trouxe de volta ao presente. — O quê?

— Está vendo aquelas sacolas de compras? Acho que alguém tem planos para esta noite.

— Como assim? — Forcei a vista na escuridão, mas era longe demais para eu ver detalhes sem os binóculos.

— Champanhe. — Silêncio, depois: — E um espartilho. Parece de couro. Oba, botas!

Segurei um palavrão. Aquele era exatamente o tipo de cena que eu adoraria assistir sozinho, acariciando meu pau de leve enquanto apreciava à distância a transa fetichista de um casal estranho.

Mas não parecia que Allie fosse sair dali. Ela mudou o peso do corpo — o tecido do vestido balançou com o movimento — e tirou as sandálias. Isso fez com que sua bunda não ficasse mais tão empinada, e os músculos das pernas não estivessem tão retesados.

Mas ela plantou os pés afastados no tapete, os dedos se mexendo um pouco, e imaginei passar os dedos pela pele lisa na parte interna das coxas dela.

De novo, foi a voz dela que interrompeu meus pensamentos antes que pudessem disparar.

— Ela saiu do banheiro. De roupão. Um beijo rápido... Pegou o espartilho... Estão flertando e rindo. Eee ela está voltando pro banheiro. Com o espartilho e as botas, e— Sua danadinha!

— O quê?

— Ela deixou o roupão cair bem antes de fechar a porta. Estava nua por baixo. Uma bunda bonita.

Tentei imaginar. O que eu via era o homem, com um sorriso feliz no rosto, fazendo um ajuste rápido. Ele começou a se despir, chutando os sapatos de qualquer jeito e arrancando a camisa.

Allie continuava falando. — Isso mesmo, meu amigo. Tire tudo — inclusive as meias, bom homem!

Lembrei que Allie foi quem me ensinou como era brochante um homem deixar as meias. Ou até mesmo deixá-las por último ao se despir.

— Agora, vamos ver o que mais temos nessas sacolas, não é mesmo? O que tem nessa caixa? Pequena, brilhante — ah, é um plug! Com rabo. — Allie se ergueu um pouco e olhou por cima do ombro para mim. — Isso vai ficar bom. Você acha que eles vão fechar as cortinas?

— Provavelmente não. — Minha voz soou um pouco rouca. — Gente de férias parece não se importar com quem os veja. Parte da emoção, suponho. Ninguém os conhece, e não parece real. Um pouco como gastar moeda estrangeira.

Na escuridão do quarto, pude ver um sorriso nos lábios de Allie, e meu coração começou a bater forte. Aquele sorriso trouxe ainda mais lembranças.

— Sorte a nossa — murmurou, e voltou para os binóculos. A bunda dela balançou de leve, como um convite.

Meu pau estava tentando explodir para fora das calças. Eu já sabia onde aquilo ia dar. Perversamente, decidi deixar a coisa se desenrolar devagar. Com a incerteza removida, era uma jornada a ser saboreada ao máximo.

Então me sentei na cadeira atrás dela, perto o bastante para poder tocá-la se esticasse o braço. Uma taça de vinho, uma mulher bonita e o ar carregado de expectativa. Sim, eu podia curtir aquilo por um tempo.

Allie também parecia estar gostando. — Bem, ele ficou de cueca. Preta, então acho que é aceitável. Um corpo legal para a idade dele. Hum, o que você vai fazer enquanto espera ela sair? Ah, champanhe! Isso, ela vai gostar.

Minha atenção estava agora na silhueta de Allie e nos seus movimentos. Notei as pequenas mudanças de posição, o jeito como as mãos dela descansavam nas coxas e os dedos se crispavam de leve.

— E aqui está ela! O espartilho fica bem nela. Você adoraria. — Mas Allie não ofereceu espaço para mim nos binóculos. — Peitos e botas. Muito bom. E orelhinhas de gato de mentira também. Acho que podemos adivinhar que fantasia eles estão representando.

— Você quer dizer o plug anal?

— Hummm. — Ela sacudiu a bunda para mim. — Primeiro o champanhe, porém. Um brinde, um beijo. Eles devem estar comemorando alguma coisa. Ah, que romântico! Ele está guardando as duas taças, e eles estão abraçados. Uuu, isso está esquentando!

Eu já nem ligava de não poder ver. Estava gostando do efeito sobre Allie. Estava gostando de ouvi-la narrar o que via, ouvindo sua voz na escuridão. Percebendo onde ela hesitava, onde engolia em seco, o que ela escolhia me contar.

— Ele gosta da bunda dela. Não é surpresa, é uma bunda linda. Ele está apertando. Ele tem mãos bonitas. Finas, de dedos longos, mas não delicadas. Fortes.

Allie sempre gostara de mãos.

— Ela está na ponta dos pés, se apertando contra ele. Aqueles peitos estão transbordando por cima do espartilho. Bom, eles já estavam só meio cobertos.

Tentei visualizar.

— Ela está— Opa, ele deu um tapa na bunda dela! Isso deixou uma marca. A marca da mão vermelha na pele clara. Mas ela não parece se importar. Está quase devorando a cara dele.

Os dedos de Allie crispavam ritmicamente nas coxas, agarrando o tecido do vestido, puxando-o devagar para cima, fração por fração.

— Mais um tapa! Ela definitivamente curte isso. Está arranhando o peito dele. Não, ele está se soltando. Girando-a e curvando-a sobre a cama. Isso sim é uma visão e tanto!

— A bunda dela para o alto?

— Sim! — Allie respirou, sacudindo o traseiro para mim de novo. — Duas esferas perfeitas. Um vislumbre de promessa no meio. Carne macia, pálida, com duas marcas vermelhas. Três! Quatro!

Fiquei tentado a me levantar e plantar minhas próprias marcas na carne macia e pálida de Allie. Mas senti que ainda não era a hora certa.

— As pernas dela estão abertas. Ele está passando a mão para cima, entre elas... Não dá para saber com certeza, mas ela já parece estar molhada. Acho que os pelinhos estão lisos e pegajosos. Sim, os dedos dele deslizam com facilidade. Ela está se contorcendo, mas ele tem uma mão nas costas dela, segurando-a.

A voz de Allie estava rouca, e seus dedos agora quase cavavam as pernas.

— Hora do plug, acho. Sim, ele está pegando. É bem brilhante. O rabo é preto, como as orelhas. O que ele está fazendo— ah, está esquentando! Esfregando na própria pele, soprando. Você tem um amante muito atencioso, sua sortuda.

Senti uma pontada fugaz de consciência. Eu tinha sido bastante egoísta, antes de Allie me ensinar como tratar uma mulher direito. Fui grato pelas lições, e minhas parceiras desde então também.

— Não estou vendo lubrificante. Espera, não precisa. Para cima e para baixo, e contra a boceta dela... Entrou. Mas não vai ficar aí, vai? — Ela soltou uma risada baixa. — Nossa amiga também está se perguntando. O que ele vai fazer? Ah, muito bom!

— O quê?

— Ele entende que não pode só enfiar as coisas lá. Está de joelhos, beijando a parte de trás das coxas dela, subindo, subindo, e... Isso, ela gosta! Lambe a racha dela, seu bom homem!

Allie gostava de uma brincadeira anal. Uma das mãos dela com certeza estava acariciando a parte interna da coxa agora, devagar mas com pressão. O tecido do vestido estava esticado em volta das pernas, mostrando a curva da bunda.

— Ele também gosta. Ou então ela o tem bem sob controle. Sem hesitação. Ele enfiou a língua direto no buraquinho dela. Mãos na bunda dela para mantê-la firme e evitar que se contorça. Eles são muito compatíveis.

Eu também estava me contorcendo na cadeira a essa altura. Meu pau gritava para ser solto, para ser acariciado, mas eu não ia ceder antes de Allie. Risco grande demais de cruzar o ponto sem volta cedo demais.

— Agora ele está usando os dedos. Devagar, com cuidado. Um para começar. Só a pontinha. Isso, deixa ela se acostumar. Ah, ela está retesando. Relaxa, garota, respira fundo... Isso aí. Ahá, agora você gostou! Empurrando de volta contra o dedo dele, sua devoradora gulosa!

A essa altura, a mão dela já estava por baixo do vestido. Dei uma espiada na dobra onde a coxa se junta à bunda, e passei a língua pelos lábios, saboreando a lembrança da pele dela.

— E um segundo dedo. Esse foi mais fácil. Aquela expressão no rosto dela é de prazer. Ah, não!

— O quê? — soprei.

Ela olhou para trás de novo. Seus olhos estavam arregalados, os lábios úmidos. — O plug escorregou da boceta dela.

— Uma tragédia.

— Ele aparou com as pernas. — Ela se virou de volta para os binóculos. Suas pernas estavam bem abertas. — Ele chupou para limpar, e agora está pressionando contra o buraquinho dela. Com cuidado, meu amigo, com cuidado... Não lute, garota! Receba-o. Aí está!

As duas mãos de Allie cravavam na pele da parte interna das coxas. Inclinei-me para a frente e, delicadamente, levantei a barra do vestido dela para descansar nas costas.

Ao me recostar de novo, admirei a vista. As pernas dela estavam mais tonificadas do que eu lembrava, mas ainda carregavam aquela camada convidativa de maciez. Na escuridão do quarto, o branco da pele mostrava marcas onde os dedos tinham arrastado pelas coxas.

As nádegas estavam cobertas por uma calcinha de renda — ela nunca foi entusiasta de fio dental. O par que usava agora realçava a visão em vez de atrapalhar, mostrando a curva da carne e a racha.

Allie não deu sinal de notar meu movimento. Em vez disso, simplesmente continuou a narrar os acontecimentos do outro lado do abismo escuro para o outro apartamento.

— Olhe só essa gatinha querida. Isso, meu amigo, faça carinho nela. Ela está de quatro na cama agora, o rabinho balançando entre as pernas. Sacode ele, gatinha, sacode para nós!

Ela sacudiu a própria bunda, como que para demonstrar.

— Nosso amigo está gostando. Ele está tirando a cueca. É meio difícil, com o pau apontando para cima. O elástico prendeu. Mas sem problemas, já saiu. Hum, pau bonito. — Os dedos dela brincavam na borda da calcinha, onde a renda encontrava a pele.

— A gatinha também gosta. Ela se virou, de boca aberta, ainda de quatro. Contato visual, adorável! Devagarinho, devagarinho... Isso, engole tudo. Ah, ele gostou dessa! O corpo inteiro dele retesou!

Houve uma pausa. Não dava para ver de onde eu estava sentado, mas pareceu que Allie estava lambendo os lábios.

— A gatinha gosta de chupar pau. E por que não gostaria? É uma coisa tão íntima, com um parceiro que você conhece e em quem confia. Se você gosta do cheiro do corpo dele. — Será que a cabeça dela se moveu um milímetro na minha direção? Impossível saber no escuro. — Quando você confia nele, e ele confia em você, e ele está à sua mercê.

— Mercê? — A palavra saiu com dificuldade. Lutei contra a vontade de pigarrear e engoli em seco.

— Ela está pegando leve com ele. Provocando, olhares tímidos. Mas ele está na palma da mão dela. Em mais de um sentido.

— Então ela está usando as mãos também?

— Uma delas. Segurando o saco dele, os dedos acariciando mais para baixo... Ah, sim, ele se retesou por um instante, mas agora está relaxando. Acho que ela está massageando o furico dele. Chupando e massageando, ele deve estar no paraíso.

Lembrei de algumas vezes em que Allie me dera o mesmo tratamento, e mandei uma saudação mental de apreço ao homem invisível.

— Ela está gostando tanto quanto ele. Não dá para fingir isso. — Outro olhar de relance por cima do ombro para mim. — Você sabe como é erótico? Saber que você está dando aquele prazer a alguém, saber que o universo inteiro da pessoa se reduz a um lugar, e que esse lugar é você. Sua boca, seus lábios, sua língua, seu dedo.

Os próprios dedos dela deslizaram por baixo do tecido da calcinha. Pude ver a renda se mexendo enquanto eles esfregavam para cima e para baixo. Era excitante de assistir — a insinuação em vez da visão propriamente dita —, mas decidi que já esperara o bastante.

Sentei-me para a frente novamente, suprimindo um palavrão quando minha glande inchada se prendeu nas dobras da calça, e enfiei os dedos sob o cós da calcinha dela. Desci-a, e Allie, solícita, tirou a mão do caminho. A calcinha descia cada vez mais, expondo primeiro a rachinha, depois a entrada, depois aqueles lábios rosados de que eu me lembrava.

Tão perto, o perfume dela encheu minhas narinas. Os pelinhos curtos que espreitavam entre suas pernas estavam colados à pele. Podia ser suor, mas pela viscosidade imaginei que fosse sua excitação.

Allie levantou um pé bem antes de a calcinha chegar aos tornozelos. Ela estava tão ansiosa quanto eu para que saíssem. Puxei-as contornando seus dedos do pé, depois ajudei o outro pé também. Amassei o tecido rendado na mão e o levei ao rosto. O cheiro era todo de Allie.

Antes de me recostar, passei os dedos de leve sobre a bunda dela. Um arrepio a percorreu, e a pele se arrepiou. Pegando os dedos que ainda estavam na parte interna da coxa dela, levei-os à boca e chupei as pontas. Ela deixou, depois os libertou e os passou sobre meus lábios. Dei-lhes um último beijo e voltei para minha cadeira. "O que perdemos?"

"Quase nada." Senti um tom ofegante na voz dela, o que me encheu de satisfação. "Ele está com as mãos na cabeça dela, guiando-a para trás e para baixo. Mas não parece estar forçando. É um toque leve." Os dedos dela estavam acariciando a parte interna das coxas de novo. "Só o suficiente para ela saber que ele está gostando."

"Ela deveria perceber sem as mãos." Inspirei a calcinha dela de novo e senti a glande do meu pau tremer de excitação reprimida.

"Com certeza ela percebe. Mas é uma sensação sexy."

Decidi que Allie sabia melhor. Ela certamente parecia estar gostando da cena. Os dedos de uma mão tinham voltado ao monte pubiano e estavam roçando suavemente. Um pouco mais de pressão provocou um barulho molhado repentino, e ela soltou um ronco abafado. "Ops."

Engoli uma risada minha. "Não se preocupe. É um som feliz."

Ela reboleu a bunda para mim em resposta, depois voltou a narrar o que via. "Ele está dizendo algo. Posso imaginar o quê, pelo jeito que a bunda dele está contraindo. O rosto também. Largue o brinquedo chique, Kitty. Você será recompensada de outras formas."

Eu também ansiava pela minha recompensa.

"Ela está sendo uma boa gatinha. Um pouco de beicinho, mas sabemos que é fingimento. Melhor não apressar as coisas, ele não é mais jovem." Era um sorriso malicioso no rosto dela quando olhou para trás? Se era, ignorei. O outro sujeito era uns bons dez anos mais velho que eu. Bem, quase dez.

"O pau dele parece que vai explodir. Na verdade, tudo nele parece prestes a explodir. Tem muita energia ali. O que-- ah, que bom! Jogue-a de costas. Puxe-a para perto. Mostre como você é viril, mostre a besta que ela despertou!"

Isso trouxe mais lembranças. Allie gostava de estar no controle, mas também gostava de ser um pouco subjugada.

"Ele a está segurando com as pernas para fora da cama. As botas mal tocam o chão. Um dos seios dela escapou do espartilho, mas ela está apenas deitada com os braços sobre a cabeça. Ele está se ajoelhando..."

Dei outra boa cheirada na calcinha de Allie. Ela deve ter ouvido, porque quando olhou para trás, seu olhar demorou antes de voltar aos binóculos.

"Mãos sob os joelhos dela, levantando-os sobre os ombros dele. Beijando a parte interna das coxas. Devagar, aproximando-se... Ela cruzou os tornozelos nas costas dele. Só para encorajá-lo. Talvez cravar os saltos nele como uma dica." A mão de Allie agora pressionava mais ao longo do monte pubiano, quase chegando ao ponto onde eu podia ver seus lábios úmidos, brilhando de excitação na penumbra.

"Ele terminou de provocá-la. Rosto indo para-- não, ele fechou os olhos. Respirando fundo, apreciando o perfume dela. Estou com inveja."

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