Aquele que Ele Assistiu
Esta é a continuação de The Unlabelled Tape – mas, desta vez, contada da perspectiva dela.
Enquanto a primeira história abordou voyeurismo, ciúme e excitação obsessiva de um ponto de vista externo, esta é o outro lado – uma descida íntima e confessional sobre o que é ser vista e conhecida de maneiras que você nunca planejou.
Se você não está preparada para temas como sexo com ex-parceiro, voyeurismo, descoberta indesejada, ciúme e retomada de controle por meio de dominação sexual, esta não é para você.
Se estiver – bem-vinda. Espero que encontre o que procura.
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Aquela a Quem Ele AssistiuSoube no instante em que entrei no quarto que algo estava errado. Senti no fundo do meu instinto.
A gaveta estava aberta uns dois centímetros. Não muito, mas o suficiente. O suficiente para eu notar. O suficiente para eu saber.
Não estava assim quando saí de manhã, eu tinha certeza.
Fiquei parada na porta por um momento, ainda segurando a bolsa, o coração batendo mais rápido do que deveria.
O apartamento estava quieto, só o zumbido distante do trânsito e o chuveiro ainda ligado. Entrei devagar e larguei a bolsa no braço do sofá.
A gaveta era a pequena embaixo da TV. Onde eu guardava carregadores velhos, um baralho e aquela caixinha cinza que eu não tocava há bem mais de um ano. Desde antes dele.
Me ajoelhei e abri totalmente.
O conteúdo tinha sido mexido. Não bagunçado, ele não foi descuidado, só... não foi preciso. Os DVDs lá dentro não estavam empilhados como eu sabia que estavam. Alguns tinham sido girados de leve. A aba de uma das capas estava virada para cima.
E aquele – o disco prateado sem caixa e sem título, só aquele pontinho fraco de caneta – não estava mais no fundo.
Tinha sido mudado de lugar.
Fiquei olhando para ele por um longo momento, a garganta apertando e uma sensação de afundamento no fundo do estômago. Minha pele queimava quente debaixo do casaco. Enfiei a mão, ergui com cuidado entre os dedos, virei. Uma mancha de óleo novo da digital de alguém era visível na borda.
Não era minha.
Fechei a gaveta e sentei sobre os calcanhares.
Ele encontrou. Merda.
Será que ele assistiu? Merda dupla.
Senti o pulso nas pontas dos dedos e no peito.
Eu deveria estar envergonhada. Furiosa, talvez. Era privado. Antigo. Não era algo que ele devesse ver. Na verdade, eu tinha esquecido que ainda estava aqui.
Mas o sentimento dominante não era raiva, era outra coisa. Algo mais próximo de curiosidade.
Curiosidade pela ideia dele sentado bem aqui neste sofá, sozinho. Apertando o play. Vendo aquele primeiro lampejo de filmagem caseira. E percebendo que era eu.
Meus lábios se entreabriram enquanto eu imaginava.
O que ele sentiu? Repulsa? Ele me odiou por isso?
Ou ele gostou da minha aparência? Com ele – com aquele pau. Isso o excitou? As mãos dele buscaram a calça jeans? Ele gozou tão forte que teve que cerrar os dentes só para ficar quieto?
A água do chuveiro parou.
Me levantei, limpei as mãos nas coxas e arrumei a gaveta. Fechei quieta. Voltei para a cozinha como se nada tivesse acontecido.
Ele tinha assistido. Eu tinha certeza. Mas o que ia acontecer em seguida era um mistério.
***
Mais tarde naquela noite, depois do jantar e conversa fiada e fingir que tudo estava normal, enchi a banheira.
Eu disse que estava cansada. Disse que precisava relaxar.
Ele assentiu rápido demais. Culpado como o inferno, e claramente querendo que eu saísse do caminho.
Me despi devagar, consciente de como meus mamilos estavam rijos a noite toda. Deslizei para dentro da água quente, deixando-a encharcar minha pele, e inclinei a cabeça para trás até que só minha boca e nariz rompessem a superfície.
Eu não queria lembrar do Josh. Não de verdade.
Mas a fita... aquela noite... veio inundando.
Eu me senti imprudente naquela noite. Excitada. Tinha comprado o body de renda à tarde, sabendo exatamente como ele ia se ajustar. Servi duas taças de vinho tinto, provoquei sobre filmar, meio brincando, meio desafiando. Ele não precisou de muita insistência.
Lembrei do calor do quarto. Do flash do abajur. Do som que fiz quando ele deslizou para dentro de mim.
Eu não estava fingindo. É isso. As pessoas acham que sexo filmado é sempre falso. Mas aquele não era. Aquela era eu, sem inibições. Eu sem filtro. Eu gemendo e engasgando e implorando como nunca implorei antes – não porque ele me obrigou, mas porque eu queria.
Tinha sido o melhor e o pior de nós. Ele era um idiota, e a arrogância dele me irritava. Eu odiava o sarcasmo e o jeito que ele me diminuía. Mas aquele pau...
Eu tinha medo dele. Quase morrendo de medo. Mas também estava com tesão por ele – a aparência, a sensação na minha mão, e as coisas que ele fazia com ele. O jeito que me fazia gemer. O jeito que me fazia rastejar.
Acabou uns dois meses depois da noite em que fizemos o vídeo – uma briga pública flamejante a mais. Não assisti desde então.
Mas agora ele tinha.
Meu novo namorado. O homem maravilhoso e doce que me faz sentir um milhão de dólares. O homem com quem eu cozinho macarrão e fico de conchinha no sofá. O homem que me beija suavemente de manhã e me faz sorrir só de pensar nele.
Ele tinha visto. Me visto crua, voraz e arruinada.
Eu imaginei a expressão no rosto dele.
Primeiro o choque. Depois a incredulidade. Depois... talvez, o espasmo na calça jeans. A culpa. A excitação. O ódio. O calor.
O impulso de parar de assistir. O impulso de continuar.
Minha mão deslizou sob a água e meus dedos encontraram calor e umidade que não eram da banheira.
Não sei por que, mas imaginei ele paralisado no sofá, punho apertado ao redor do pau, me vendo engasgar com um pau daquele tamanho. Como aquilo o fez sentir?
Qual foi o momento que o levou ao limite?
Foi quando eu implorei?
Quando gritei o nome dele?
Quando gozei e tremi e gozei de novo, minha boceta escancarada?
Ele se satisfez? Ou segurou, assistindo até o fim, bolas apertadas, peito arfante, cérebro uma bagunça?
Deslizei dois dedos para dentro e ofeguei.
Merda. Eu estava horrorizada por ele ter achado. Mas, ao mesmo tempo, a ideia de ser vista assim – descoberta – nunca tinha me excitado tanto. Nem a fita em si. Nem o ex. Não era sobre ele. Mas o efeito que teve. A reação em cadeia. A tempestade que deve ter provocado na mente dele.Não era só sobre ser assistida. Era sobre possuir a reação.
***
Depois ficamos deitados em silêncio por muito tempo.
O tipo de silêncio que não é pacífico – o tipo que vibra com tensão. Espesso com tudo não dito.
Me virei de lado, apoiando a bochecha na palma da mão, e olhei para ele na penumbra. Eu não sabia se ainda tinha um relacionamento a salvar, mas precisava dizer algo.
"A gaveta embaixo da TV estava aberta", falei baixinho.
Ele não respondeu. Não olhou para mim. Só encarou o teto.
"Você achou os DVDs."
Ele ficou em silêncio.
"E assistiu aquele."
Os olhos dele se voltaram para mim por um segundo. Depois de volta para o teto.
Esperei.
"Nunca quis que você visse", eu disse.
Isso chamou a atenção dele. Ele virou a cabeça lentamente na minha direção.
"Me ver assim. Ou ele", acrescentei.
Senti o peito apertar. Meu rosto estava quente. Mas não parei.
"Sinto muito. Deve ter sido um choque do caralho."
Ele não disse nada, mas vi o maxilar dele se tensar. Continuei.
"Eu estava chapada naquela noite. Tinha que estar. Quer dizer..." Dei uma risada seca e envergonhada. "Você viu ele."
Ele engoliu. Não precisei explicar o que queria dizer.
"Se não estivesse drogada, não conseguia encarar ele. Porque... bem, você sabe."
Os olhos dele permaneceram nos meus. Senti a tensão dele ao meu lado.
"Ele me machucava com aquilo, se eu não estivesse fora de mim", continuei, mais baixo agora. "E a maconha me relaxava, mas me fazia agir de jeitos que não são realmente eu. Ou pelo menos normalmente eu."
Ele soltou um suspiro, mas não era alívio.
"Você parecia sem inibições", ele disse finalmente. "Como se nada mais existisse exceto o que você estava sentindo. Você parecia... selvagem."
Isso me atingiu em algo que eu não esperava.
"Você gostou disso?"
Ele hesitou, depois assentiu, tão levemente que poderia ter passado batido.
Deixei o silêncio pairar por um instante, antes de falar de novo.
"Você gostou de me ver com aquele pau?" perguntei, a voz quase um sussurro.
Ele não respondeu com palavras. Mas senti o corpo dele se mexer sob os lençóis. O jeito que o edredom começou a armar de leve sobre o colo.
Estendi a mão devagar, olhando nos olhos dele, deslizei a mão sob as cobertas.
Ele estava duro. Tão duro pra caralho.
Meus dedos se curvaram ao redor dele.
"Me conta", eu disse. "O que você estava sentindo? O que isso fez com você. Quero saber."
A boca dele se entreabriu, mas nenhum som saiu.
Comecei a masturbá-lo – lento e provocante.
"Você gozou vendo, não foi?"
Ele fez uma pausa antes de dar o mais leve aceno.
"Você odiou?" sussurrei. "Ou te excitou me ver engasgar no pau de outro?"
Os quadris dele pulsaram na minha mão.
"Me conta."
"Eu... não consegui parar", ele respirou. "Odiei que era ele, fiquei com ciúme, e tive inveja dele. Mas não conseguia parar de assistir você. Você parecia tão... entregue. Tão dentro daquilo. E eu só..."
Ele gemeu baixinho enquanto eu apertava o aperto.
"Você gostou de ver como eu sou quando me solto?" perguntei.
Ele gemeu.
***
Continuei masturbando-o devagar embaixo do edredom, olhos fixos nos dele.
Ele estava tentando não empurrar na minha mão – tentando ficar quieto, controlado – mas o corpo o denunciava. A tensão nas coxas, o sobe e desce superficial do peito. O jeito que os lábios se entreabriam como se ele estivesse prestes a dizer algo, mas não achasse as palavras.
Mordi a parte interna da bochecha. Minha mão não parou de se mover.
"Nunca te mostrei esse meu lado", eu disse. "De verdade."
Ele não respondeu, mas o pau pulsou na minha mão.
"Foi isso que te pegou, não foi?" continuei, voz suave. "Não só o sexo. O jeito que eu... me entreguei."
Os olhos dele saltaram para encontrar os meus. Ele não negou.
"Você acha que eu não sinto coisas assim com você?" perguntei, um pouco mais ofegante do que pretendia.
Ele hesitou.
"Não é isso", ele disse. "É só que... o que eu vi... você não segurou nada."
Assenti devagar, tentando ignorar o nó de emoção apertando no meu estômago.
"Eu não estava fingindo", eu disse. "Se é isso que você está pensando."
Ele balançou a cabeça. "Não. Foi isso que me fodeu. Não era falso. Era você – toda você. Sem filtros. Sem hesitação. Só... pura necessidade do caralho de um jeito que eu nunca vi."
O calor entre minhas pernas pulsou.
Deslizei mais perto, mexendo-me sob as cobertas até minha coxa estar pressionada contra o quadril dele.
"Odiai a ideia de você ver aquilo", admiti, a voz tremendo de leve. "Porque eu sabia exatamente o que parecia."
Ele exalou, quase como uma risada.
"Você estava incrível."
Pisquei.
"Você realmente gostou de me ver assim?"
"Não conseguia desviar o olhar", ele disse, quase envergonhado. "Gozei tão forte que tive que limpar da porra do meu estômago."
Um lampejo de eletricidade me percorreu.
Inclinei-me, o rosto a um centímetro do dele.
"E você pensou em mim depois?" sussurrei. "Você se perguntou o que seria preciso para me fazer perder o controle de novo?"
Ele assentiu.
Beijei o canto da boca dele, depois o maxilar.
"Você gostaria de ver de novo?"
Ele não respondeu.
Então fiz a pergunta de forma diferente.
"Você gostaria de me assistir assim de novo? Não com ele – com você."
Ele tremeu sob mim.
"Não quero competir", ele disse. "Não posso. Mas é. Quero ver o que eu faço com você quando se solta."
Sorri contra o pescoço dele.
"Você está vendo", sussurrei. "Agora mesmo."
Ele gemeu.
Soltei o pau dele, só por um segundo, e deslizei os dedos para baixo entre minhas pernas. Estava encharcada. Não precisei mostrar – ele podia sentir no jeito que minha respiração prendeu, no jeito que meus olhos escureceram.
"Nunca me toquei pensando em ser assistida antes", eu disse. "Mas agora não consigo parar de pensar nisso."
A mão dele subiu pelo meu lado. Dedos tremendo.
"Você está pensando no vídeo agora?" perguntei, voz baixa, mão de volta no pau dele, masturbando só o suficiente para mantê-lo presente.
"Sim", ele respirou.
Vi os olhos dele tremerem por um momento, como se a memória fosse avassaladora.
"Então me conta", sussurrei.
Ele hesitou – só por um instante – depois cedeu.
"No começo não acreditei que era você", ele disse. "Você parecia tão diferente. Não só o cabelo. Não só a maquiagem. Seu rosto. Seus olhos. Você parecia não dar a mínima para nada além de como estava se sentindo."
O pau dele saltou na minha mão.
Não falei nada, só deixei ele continuar enquanto o masturbava devagar.
"Você estava engasgando nele, babando por todo lado, o rímel escorrendo, e olhou para ele como se estivesse orgulhosa. Eu nunca tinha visto você assim. Nem sabia que você podia ser assim."
Mordi o lábio.
Ele continuou falando, como se as comportas tivessem aberto e não pudessem ser fechadas.
"E aí ele te curvou", ele disse. "Você falou que era grande demais. Tentou impedir ele. Mas quando ele enfiou... você gemeu como se amasse. E quando implorou para ele não parar... caralho... eu me perdi."
Eu ouvia a vergonha na voz dele. E a fome.
Apertei de leve.
"Te deixou com raiva?" perguntei. "Me ver amar o pau de outro assim?"
Ele assentiu e engoliu seco.
"Sim. Mas mesmo assim gozei."
Inclinei-me, os lábios roçando a orelha dele.
"Você imaginou isso depois?" sussurrei. "Me imaginou, assim – para você?"
A voz dele estava quase sumida.
"Toda vez."
Isso fez algo comigo. Torceu algo quente e afiado na minha barriga.
"Quero te mostrar esse lado", falei baixinho. "Mas preciso saber que ainda sou eu que você quer. Não só a versão que você viu."
Ele estendeu a mão e tocou meu rosto.
"Nunca te desejei mais do que agora", ele disse. "Sinto como se estivesse te descobrindo de novo."
Sorri contra a bochecha dele.
Depois o beijei – não doce ou seguro. Sujo e possessivo. Como se quisesse escalar para dentro dele e ficar ali.
Minha mão não parou de se mover.
O pau dele estava vazando agora, desesperado.
"Me conta", sussurrei entre beijos, "quantas vezes você assistiu desde então."
Ele piscou. Hesitou.
"Duas vezes", ele disse. "Eu salvei."
Meu estômago contraiu.
"Você salvou?"
Ele assentiu. "No meu celular."
A linha entre choque e excitação se borrou.
"Isso me excita mais do que deveria", sussurrei. "Saber que você guardou. Saber que você voltou a assistir."
Aí perguntei: "Quando foi a última vez?"
"Mais cedo. Enquanto você estava na banheira."
"Você gozou de novo?"
Ele só assentiu.
Puxei o edredom, devagar, expondo-o ao ar frio e a mim. Ele estava duro e corado.
Me sentei sobre os joelhos ao lado dele, mão ainda masturbando.
Os olhos dele grudaram nos meus.
"Enquanto eu estava na banheira", falei baixinho, "não conseguia parar de imaginar você assistindo. Se masturbando. E eu gozei também."
Isso o desfez.
Ele gemeu como se fosse gozar.
Beijei-o de novo, mais lento agora, mais profundo. Um beijo completo e bagunçado que dizia eu sei tudo o que você viu, e estou aqui para isso.
Aí sussurrei: "Você quer foder a garota do vídeo?"
***
Montei nele devagar, coxas bem abertas, minha boceta pairando logo acima do pau dele. Perto o suficiente para provocar. Perto o suficiente para prometer.
As mãos dele foram instintivamente para os meus quadris, mas eu as empurrei para longe.
"Não me toque ainda."
O maxilar dele se tensou, olhos grudados nos meus.
"Só olhe", eu disse. "Foi isso que você fez da primeira vez, certo?"
Ele assentiu, peito subindo rápido.
Abaixei a mão e passei o pau dele pela entrada da minha boceta – encharcando-o em mim, arrastando a ponta pelo meu clitóris até eu ofegar.
Ele assistia, hipnotizado e silencioso.
"Eu sei o que você viu", sussurrei. "Você me assistiu me abrir para outro homem. Me ouviu gemer o nome dele. Assistiu o gozo dele escorrer de mim."
O rosto dele se contorceu – parte dor, parte fome.
"Você me assistiu engasgar e sufocar e implorar", continuei. "Você gozou enquanto eu estava sendo fodida sem camisinha por outro."
Ele gemeu, um ruído que quase soou torturado.
"E agora?" eu disse, segurando-o na minha entrada. "Você vai me assistir te receber."
E desci. Devagar e fundo. Centímetro por centímetro.
Ele não era como ele – Josh – claro. Mas, sinceramente, eu não mudaria nada. E naquele momento, nada jamais tinha sido melhor.
A cabeça dele caiu para trás no travesseiro enquanto um gemido rasgava de sua garganta.
Eu rebolava os quadris, me esfregando nele, sentindo-o me preencher. Mantive meus olhos fixos nos dele o tempo todo.
"Estou tão molhada quanto parecia no vídeo?" perguntei.
Ele gemeu.
"Melhor," sussurrou.
Sorri e rolei os quadris de novo.
"Você ainda pensa no vídeo?" perguntei.
"Sim."
Inclinei-me para frente, mãos no peito dele, fodendo-o devagar agora - mas rebolando com força, deixando-o sentir o quão pronta eu estava.
"Então pense nele agora," sussurrei. "Imagine. Imagine-me de joelhos para ele."
Ele gemeu alto.
"Imagine minha bunda no ar, implorando para ser preenchida."
As mãos dele tremeram ao lado do corpo.
"Agora imagine isto," eu disse, rebolando com mais força. "Imagine-me gemendo assim - para você."
Ele não conseguiu se conter.
Suas mãos agarraram meus quadris. Seu corpo empurrou para cima. Deixei que ele fodesse para dentro de mim, desesperado e bagunçado, toda aquela frustração reprimida finalmente se soltando.
Eu o cavalguei com mais força agora. Meu próprio orgasmo se formando perigosamente.
"Você queria me ver perder o controle," ofeguei. "Bem, aqui está."
Gozei nele com um grito agudo, meu corpo tremendo, minhas coxas apertando com força. Ele gozou segundos depois, enterrado fundo, gemendo como se doesse fisicamente deixar sair.
Quando acabou, desabei sobre o peito dele, nós dois sem fôlego, molhados de suor e sexo.
A mão dele deslizou pelo meu cabelo.
Beijei seu pescoço.
E sussurrei: "Você pode apagar o vídeo agora."
Ele não disse nada, mas assentiu - eventualmente.
***
Ficamos entrelaçados em silêncio.
O peito dele subia e descia sob mim, quente e úmido. Uma das mãos dele ainda estava no meu cabelo, a outra caída relaxada sobre a parte inferior das minhas costas.
Não disse nada por um tempo.
Nem ele.
Não havia nada de estranho no silêncio - apenas quietude.
Por fim, me sentei.
As mãos dele se soltaram quando peguei o edredom, puxando-o sobre meus quadris.
"Onde está seu celular?" perguntei.
Ele piscou. "O quê?"
"Seu celular."
Ele hesitou, então apontou para o criado-mudo.
Peguei-o. Desbloqueei sem perguntar. Ele não me impediu.
Alguns toques, uma breve rolagem... e lá estava.
VID_309.mp4
Apertei o play e ele me observou assistindo.
Apenas cinco segundos.
Minha voz encheu o quarto em estéreo baixo.
Suave no começo. Depois um gemido. Depois um mais agudo. Depois uma voz masculina - a voz de Josh - me dizendo para aguentar.
Observei o rosto dele enquanto ouvia. Vi a culpa voltar.
Bloqueei o celular e o devolvi.
"Apague," disse suavemente.
Ele hesitou - não por resistência, mas porque sabia o que aquilo significava. Então tocou na tela, e assim, desapareceu.
Um suspiro escapou de nós dois.
"Mas isso não significa que terminamos," acrescentei, inclinando-me mais perto.
As sobrancelhas dele se ergueram.
"Quero filmar algo melhor," sussurrei, lábios roçando os dele. "Algo que seja nosso."
Os olhos dele se cravaram nos meus - e naquele momento eu soube: não tínhamos terminado.
Estávamos apenas começando.