Anderson Boulevard Pt. 02
Ponto de vista do Elliot
Esperei três dias depois de flagrá-lo nos observando, Shane e eu, antes de confrontá-lo. Ele estava nos evitando desde que aconteceu, correndo pela casa como um rato assustado. Eu não conseguia parar de pensar no olhar estreito e quente que ele tinha enquanto assistia Shane venerando meu pau, como ele fazia com frequência. Jordan não teria uma boa visão da ação, mas eu não podia me ajustar sem alertar Shane. Ele teria assustado Jordan, mas eu gostava dele ali, o ratinho.
Bati na porta do quarto dele e torci para que ele não se escondesse. Eu queria mais dele e estava bem acostumado a conseguir o que queria.
Depois de quase um minuto esperando, a porta se abriu lentamente com um clique. Jordan me olhou com olhos arregalados, quase aterrorizados, por uma fresta de dez centímetros na porta. "Oi", ele disse, com a voz baixinha.
Sorri e tentei não parecer tão faminto por ele quanto me sentia. "Ei. Posso entrar?"
Ele pareceu pensar a respeito, certamente tentando vasculhar o cérebro em busca de alguma razão educada para dizer não. Mas, no fim, desistiu e suspirou, abrindo mais a porta para eu entrar. "Claro."
"Hã, então. O que foi?" ele perguntou, jogando freneticamente roupas sujas do chão para dentro de um cesto ao lado da escrivaninha. Não sabia se era porque ele estava com vergonha da bagunça, ou se estava apenas procurando uma desculpa para não me encarar.
Encostei as costas na porta, fazendo questão de dar a ele o máximo de espaço possível. Ele era uma bagunça linda, bonita e nervosa.
Ele era apenas um fio de cabelo mais baixo do que eu, com cabelo castanho despenteado e o rosto barbeado, um maxilar definido e olhos verdes ansiosos. O corpo dele geralmente ficava escondido atrás de moletons grossos, mas quando ele usava só uma camiseta, eu conseguia ver a promessa dos músculos por baixo. Durante uma de nossas conversas, ele mencionou que gostava de correr. Ele tinha as pernas longas para isso, as coxas grossas e um corpo magro feito para resistência que ele se recusava a exibir, por algum motivo.
"Só queria saber se você gostou do show", perguntei, e sabia que era direto demais para o ratinho, mas não consegui me conter.
O rosto dele ficou vermelho tomate imediatamente. "Sinto muito por aquilo. Nunca fiz nada assim antes. Juro, não vai acontecer de novo." As divagações horrorizadas dele saíam tão rápido que eram quase incoerentes.
Tentei esconder minha diversão porque ele pensaria que eu estava rindo dele. Não estava. Eu só estava encantado com o quanto ele era adorável. "Não me importo se acontecer de novo", assegurei com cuidado, plenamente ciente de que aquilo era um risco que poderia não cair onde eu queria. "Na verdade, você seria mais do que bem-vindo para se juntar, se quiser. Não nos importamos de dividir."
Ele abriu a boca e a fechou de novo, gaguejando como um peixe sem palavras. "Acho... que provavelmente é uma má ideia", ele disse por fim.
"Ah é? Você parecia que ia começar a empurrar o Shane para tomar o lugar dele. Por um segundo, pensei que você fosse tentar. Mas não está interessado?" Tentei não parecer insuportavelmente desapontado, mas tinha certeza de que fracassei miseravelmente.
"É que..." ele se calou antes de respirar fundo, os olhos firmemente fechados para não ter que me olhar quando dissesse: "Nunca fiz isso... fiquei com um cara, quer dizer."
"Ah. Então este é um grande momento de autodescoberta?"
"Na verdade, não. Sei há uns dois anos que sou gay, só nunca... tipo, descobri como falar com caras, acho?"
"Você está falando comigo muito bem."
Ele zombou. "Estou falando. Não diria que estou indo bem. Diria que me fiz parecer um idiota completo. E um tarado."
"Nada disso", assegurei, dando um passo hesitante para a frente. Jordan percebeu, os olhos olhando freneticamente para o novo lugar que eu ocupava, mas não se afastou. "Achei muito gostoso, você assistindo daquele jeito. Eu não gozava tão forte há muito tempo."
Outro rubor floresceu nas bochechas dele, mas quando se acalmou, ele limpou a garganta e seus olhos encontraram os meus. "Sério?"
Assenti. "E não é nada para se envergonhar, não ter ficado com um cara antes. Todos nós começamos de algum lugar. Além disso, sou um ótimo professor", sorri. "Poderíamos começar com as coisas que você já fez antes e ir a partir daí."
Ele parecia apreensivo, mas curioso. Um ratinho espiando para fora do esconderijo quando sente o cheiro do queijo. "Tipo o quê?"
"Bem, certamente você já beijou alguém antes?" perguntei.
Jordan assentiu.
"E você já recebeu um boquete?"
Novamente, ele assentiu.
Não consegui conter um sorriso, o calor se acumulando no fundo do meu estômago enquanto todos os meus membros coçavam para alcançá-lo. Mas eu tinha que ir devagar, tinha que ser gentil com meu ratinho.
"Então poderíamos começar por aí e então, se você estiver gostando, poderíamos descobrir outras coisas que você talvez queira experimentar. Se não estiver gostando, paramos sem perguntas e podemos fingir que nunca aconteceu", prometi, meu sorriso se transformando em um sorriso grande e ansioso demais. "Mas nunca tive reclamações antes."
Jordan levou um minuto para pensar, seus pensamentos se movendo loucamente por trás dos olhos antes que ele, por fim, assentisse e dissesse: "Tá. Você quer dizer, tipo, agora?"
"Idealmente", disse com um pequeno encolher de ombros. "Mas a oferta não expira, se você quiser pensar no assunto."
"Não quero", ele murmurou. "Preciso pensar, quero dizer. Só... não sei muito bem o que fazer."
Meu coração bateu forte no peito. "Você poderia me beijar. Seria um bom começo."
Levou alguns momentos para ele criar coragem, mas por fim deu os dois passos à frente para encurtar a distância entre nós e agarrou um punhado da minha camiseta, me puxando totalmente para ele. Houve um breve suspiro de hesitação antes que ele inclinasse o queixo para cima e nossos lábios se conectassem.
Eu estava totalmente preparado para ir com calma nesse beijo, deixá-lo tomar a liderança e responder de acordo. Mas assim que nossos lábios se tocaram, foi como se todo o nervosismo se esvaísse dele e tudo o que restou foi sua curiosidade, sua fome.
Ele abriu a boca, ansiosamente deslizando a língua entre meus lábios com uma ousadia que me pegou completamente de surpresa. Respondi, abrindo a boca para ele, deslizando os dedos pelo cabelo dele. O corpo dele relaxou contra o meu enquanto ele gemia dentro da minha boca. Tentativamente, coloquei uma mão no quadril dele e o guiei até que seu corpo estivesse pressionado contra a parede e isso arrancou outro gemido do fundo da garganta que vibrou através dos meus lábios.
"Tão lindo", murmurei contra ele. "Tão gostoso, caralho."
Meus joelhos ficaram fracos no segundo em que senti ele ficando duro contra a minha perna. Lentamente levantei minha coxa para pressionar contra ele e senti os quadris dele responderem, lentamente se esfregando em mim.
O que eu realmente queria era dobrá-lo sobre a escrivaninha e foder a cabeça dele. Mas Jordan precisava de paciência e eu podia ser paciente. Eu podia ir com calma.
"Você quer mais?" perguntei, percorrendo minha boca pela borda afiada do maxilar dele.
Ele assentiu.
"Preciso que você diga", eu disse. "Me diga o que você quer."
"O que você disse antes", ele murmurou, a voz ofegante e sussurrada.
Passei os dentes suavemente sobre a dobradiça do maxilar dele e o senti estremecer com o toque. "Diga."
Enquanto ele criava coragem, cobri de beijos o caminho ao longo do maxilar até a orelha e experimentei uma mordidinha suave no lóbulo que me rendeu outra respiração trêmula.
"Quero que você chupe meu pau", ele gemeu. Ouvir todas aquelas palavras vulgares saindo de sua boca inocente quase me fez gozar nas calças. Me apoiei nele, respirando fundo para acalmar meu pau ansioso demais, e então o beijei de novo. Mais forte dessa vez.
"Seu desejo é uma ordem", murmurei contra a orelha dele enquanto deslizava sua camiseta fina para cima, jogando-a em algum lugar atrás de mim. Minhas mãos estavam frenéticas, desesperadas enquanto eu deslizava a calça de moletom dele pelas coxas. Meu corpo estava reagindo a ele como se eu nunca tivesse visto um homem nu para mim antes. Como se eu não pudesse ter Shane ou Lewis a qualquer momento que quisesse.
Beijei as linhas suaves do peito dele enquanto me ajoelhava na frente dele e então beijei o volume gigante na frente da cueca box vinho. De boca aberta e molhada, criando uma mancha escura no tecido. Senti as coxas de Jordan começarem a tremer, sua respiração ofegante e suave.
Quando libertei o pau dele, puxando a cueca e a calça de moletom completamente até que ele estivesse nu para mim, fiquei olhando por tempo demais. Tinha que ter pelo menos vinte e cinco centímetros, pulsando e duro no meu punho que mal cabia ao redor da sua grossura. A cabeça redonda em forma de cogumelo estava de um vermelho furioso, brilhante de pré-gozo, me encarando como se me desafiasse a enfiar tudo goela abaixo.
"Está tudo bem?" Jordan perguntou, parte do nervosismo voltando quando fiquei parado por tempo demais.
"Está perfeito", assegurei, dando um beijo leve na ponta, cobrindo meus lábios de pré-gozo e ele sugou o ar por entre os dentes. "Acho que este é o pau mais bonito que já vi."
Uma risadinha suave escapou dele. "Cala a boca."
Enrolei o punho ao redor da haste, a pele macia pulsando forte na minha palma, e comecei a masturbá-lo. "Estou falando sério."
Talvez ele tivesse dito mais, mas quando envolvi os lábios na cabeça e comecei a chupar, todos os seus pensamentos se transformaram em gemidos profundos e ofegantes. "Caralho", ele murmurou enquanto eu passava a língua ao longo da parte de baixo, colocando mais dele na minha boca. Eu estava tão ávido por aquilo, querendo sentir cada maldito centímetro dele na minha garganta.
Enquanto uma mão continuava a acariciar a base, a outra experimentalmente segurou as bolas dele e descobri que ele parecia gostar daquilo. Dei um aperto suave e ele respondeu com um palavrão murmurado por entre os dentes cerrados.
Meu pau estava dolorosamente duro dentro do meu moletom, mas eu ignorei. Precisava fazer daquela uma boa experiência para Jordan. Precisava que ele quisesse voltar para mais. Eu precisava de mais dele. Chupei a haste dele, movendo minha boca devagar no início para frente e para trás contra ele enquanto minha garganta se ajustava à invasão.
"É gostoso pra caralho", ele gemeu.
Uma vez que me acostumei com o tamanho dele o melhor que pude, comecei a acelerar o ritmo, lutando contra o reflexo de vômito até que meu nariz estivesse enterrado nos pelos pubianos curtos e aparados dele. Era doloroso e eu só conseguia mantê-lo ali por um segundo antes de ter que soltar. Um fio de saliva seguiu, conectando minha boca à ponta do pau dele. Respirei duas vezes e então comecei a chupar de novo, mais rápido e o mais fundo que conseguia.
Usei toda a saliva que estava produzindo para cobrir as bolas dele, movendo-as pela minha palma, brincando com elas distraidamente enquanto focava minha atenção em fazer Jordan gozar o mais forte que eu pudesse. As coxas dele estavam tremendo tanto que achei que ele fosse desabar.
"Estou... estou perto", ele confirmou minhas suspeitas, uma mão apertando meu ombro com força.
Enterrei o pau dele na minha garganta de novo, forcei para baixo por um segundo a mais do que antes. "Ai, Deus, caralho, eu vou... Elliot, eu vou..." seus murmúrios foram interrompidos por um gemido gutural enquanto ele esvaziava a carga goela abaixo. Mantive minha boca nele, engolindo cada gota, segurando o peso dele contra a parede.
Mantive ele na boca até que ele ficou sensível demais e me cutucou para sair.
Recuperei o fôlego e então me levantei, limpando a boca bem quando ele agarrou minha camiseta e me puxou de volta para outro beijo de boca aberta. Como se quisesse sugar o gosto do próprio gozo da minha boca.
"Preciso gozar", arfei contra a boca dele enquanto apalpava minha própria ereção através do tecido macio do moletom. "Quer assistir?"
Ele assentiu vigorosamente.
Sem nenhum preâmbulo, puxei minhas próprias calças e cueca e então sentei na beirada da cama dele para me recostar e deixá-lo ter uma boa visão de mim. Não era o pau monstruoso que ele tinha entre as pernas, mas eram sólidos vinte centímetros e quase tão grosso quanto o dele. Comecei a me masturbar, usando o abundante pré-gozo para lubrificar o punho.
Eu tinha sido tão cuidadoso antes para não assustá-lo. Fui tão gentil, tão suave. Todo aquele esforço estava se dissolvendo agora enquanto eu sentia meu próprio prazer se acumulando e palavras começaram a sair de mim antes que eu pudesse segurá-las ou me preocupar se era demais.
"Quero tanto te foder", me ouvi dizendo, observando-o me assistir do mesmo jeito que fez no outro dia. Seus olhos estavam arregalados e parados, seguindo minha mão enquanto ela subia e descia no meu pau como se ele fosse um gato seguindo um laser. "Começaria devagar, te deixaria bem pronto para mim."
Jordan engoliu em seco, dando um passo cuidadoso para mais perto. "Como?" ele perguntou.
"Começaria metendo a língua nesse buraquinho. Deixaria ele bem molhado antes de usar meus dedos para te abrir, te deixar pronto para o meu pau. Você acha que aguentaria?"
Ele engoliu em seco, ainda encarando sem piscar meu pau enquanto ele pulsava na minha mão. "É muito grande."
"Vai ser gostoso", prometi enquanto a pressão começava a se acumular. Só de me imaginar dentro dele, o tipo de sons que ele faria para mim enquanto eu metia com força, estava me levando ao limite. "Vou fazer você se sentir tão bem, caralho. Porra!"
Meu orgasmo me atingiu em uma grande explosão, disparando uma jato na minha camiseta enquanto o resto escorria pela minha mão. Meus olhos haviam se fechado em meio ao prazer branco e quente, então não percebi que Jordan tinha se aproximado, agarrado meu pulso com sua mão grande. Meu olhar pousou nele bem a tempo de vê-lo lentamente, hesitantemente, levar minha mão à boca, onde ele chupou um dos meus dedos encharcados de gozo. E depois o próximo, chupando cada dedo e então lambendo minha palma até que não houvesse um único vestígio de gozo restante na minha mão.
Depois que engoliu a última gota, seus olhos encontraram os meus e suas bochechas ficaram um pouco vermelhas. "Foi estranho?" ele perguntou como se estivesse percebendo só agora o que tinha feito.
Balancei a cabeça. Não foi estranho. Foi a coisa mais gostosa que já vi na vida. Um sorriso preguiçoso se espalhou pelo meu rosto. "Acho que vamos nos divertir muito juntos."