A Rendição da Irmã
As chaves tilintaram na fechadura enquanto Kayla abria a velha porta de madeira surrada. Ela mal percebeu o rangido quando a porta se abriu para dentro, batendo na parede do corredor estreito. Com um grunhido, ela ergueu três sacolas de compras, sua bolsa de computador e a correspondência. Entrou cambaleando e, de alguma forma, conseguiu fechar a porta com o pé sem derrubar nada.
Ela colocou a bolsa do computador sobre a mesa e deixou as compras caírem no chão com um baque pesado e agradecido. Sentiu um prazer perverso em saber que o barulho irritaria sua senhoria, a Sra. Phelps, no andar de baixo. Ultimamente, qualquer coisa que pudesse irritar a hipócrita e egocêntrica Sra. Phelps era uma experiência a ser saboreada. Um sorrisinho surgiu em seus lábios com a imagem mental da velha rabugenta olhando para o teto e franzindo a testa em desaprovação.
Kayla se perguntou se alguma criança ainda se atrevia a bater na porta da velha para pedir doces no Halloween ou se todas já tinham aprendido a ficar longe.
Ao pensar em crianças, sua reflexão se voltou para sua irmã caçula, Sara, e seu sorriso desapareceu. Na verdade, Sara não era mais uma irmã caçula. Aos dezenove anos, ela era caloura na faculdade estadual a poucos quilômetros dali. Ou pelo menos tinha sido. Sara havia desaparecido há quase três semanas.
As lembranças daquelas primeiras horas terríveis passadas na delegacia de polícia inundaram sua mente e ela sufocou um soluço. As noites dolorosamente longas dirigindo pelas ruas da cidade e sentada ao lado do telefone voltaram à sua mente. Nenhum vestígio da garota esbelta de cabelos escuros pôde ser encontrado em lugar nenhum. Ela tinha ido a uma boate com três amigas numa sexta-feira à noite e, até onde se podia supor, desapareceu por volta da meia-noite. Ela não disse nada às amigas sobre sair e ninguém a viu deixar a boate. Foi como se ela simplesmente tivesse desaparecido, engolida pela noite.
Com o passar das semanas seguintes, o terror frenético e o quase pânico lentamente se transformaram em um medo e desespero profundos. Kayla era uma mulher prática e não se entregava a pensamentos ilusórios ou orações. Ela sabia, no fundo do coração, que se sua irmã não tivesse aparecido até agora, algo terrível havia acontecido com ela e as chances de vê-la viva novamente eram praticamente nulas.
Seus lábios tremeram e uma única lágrima rolou por sua face pálida com esse pensamento. Com um esforço de vontade, ela respirou fundo e enxugou a lágrima. Virou-se e concentrou toda sua energia em guardar as compras e se preparar para a Noite de Halloween.
* * *"Kayla, tem certeza de que não vem?" A voz de Mandy implorou ao telefone.
"Desculpe, não estou no clima de festa hoje à noite... sabe?" Kayla disse à sua colega de apartamento. Ela segurava o telefone sem fio no ombro enquanto preparava uma salada.
Houve uma pausa do outro lado e então a voz de Mandy, mais suave desta vez. "Sim, eu sei. Você vai ficar bem sozinha aí esta noite?"
"Não seja boba. Sou uma garota crescida, vou ficar bem. Divirta-se na festa."
"Ok, mas se precisar de mim, ligue. Ok?" Mandy disse em tom maternal.
"Sim, sim, sim... vou ficar bem..."
"É sério." Mandy interrompeu, surpreendentemente firme. "É melhor você ligar se precisar de alguma coisa."
Kayla fez uma pausa, tocada pela preocupação da amiga. "Prometo. Agora vá se divertir. E não parta muitos corações esta noite."
Houve uma risadinha malévola do outro lado, seguida por um inocente "Quem... eu?"
Era a vez de Kayla rir. "Sim, você. Seja boazinha, sua putinha."
"Eu sou sempre boazinha." Mandy disse num tom que era um pouco menos que inocente.
"Foi o que eu soube. Até mais." Kayla disse.
"Tchau."
Kayla colocou o telefone de volta na base, terminou de fazer sua salada e sentou-se à mesinha debaixo da janela. Estava escurecendo e ela viu as luzes das varandas na vizinhança começarem a se acender. As crianças pequenas logo sairiam para pedir doces. Ainda levaria algumas horas até que os mais velhos saíssem. Ela sabia por experiência passada que não receberia muitas crianças na sua porta. Muitos eram afugentados pela rabugenta Sra. Phelps lá embaixo e os demais simplesmente não sabiam da porta lateral que levava ao seu apartamento no segundo andar. Da rua, parecia apenas uma porta dos fundos da casa. Apenas algumas das crianças locais sabiam dela.
Ela desejava que algumas das crianças menores viessem procurar doces. Adorava ver suas fantasias e como ficavam animadas com o feriado. Eram os adolescentes que ela podia dispensar. A maioria deles, parecia-lhe, nem se dava ao trabalho de tentar uma fantasia. Simplesmente subiam, batiam e esperavam doces. Era mais do que um pouco irritante para ela.
Engolindo a última garfada de sua salada, ela viu o primeiro grupo de crianças descendo a rua, parando em uma velha casa vitoriana algumas casas adiante. Ela olhou para a grande tigela de doces no balcão e se perguntou quanto dela e Mandy teriam que comer.
* * *Uma batida suave na porta assustou Kayla, tirando-a do sono. Um olhar para o relógio lhe disse que era quase meia-noite. Um pouco apreensiva, ela se levantou e foi na ponta dos pés pelo corredor até a porta. Ouvindo, esperou um momento. A batida se repetiu, um pouco mais alta desta vez. Ela se perguntou quem poderia estar batendo àquela hora. Era muito tarde para crianças pedirem doces. Talvez seja algum tarado ou estuprador, pensou, olhando para o telefone a alguns passos de distância. Então lhe ocorreu que talvez fosse Mandy. Talvez ela tivesse perdido as chaves ou algo assim. Ela estava prestes a abrir a boca para perguntar quem estava lá fora quando uma voz além da porta falou.
"Kayla? Você está aí?"
A respiração de Kayla congelou na garganta enquanto um choque percorria seu corpo. Seus dedos atrapalharam-se freneticamente com a fechadura por um momento antes que um clique soasse e ela escancarasse a porta. Lágrimas imediatamente brotaram nos cantos de seus olhos e seus lábios tremeram enquanto ela tentava encontrar palavras.
"Oi Kayla, eu senti sua falta." Disse Sara.
O choque de Kayla deu lugar a uma imensa onda de alívio e alegria ao ver sua irmã novamente. "Sara!" Ela pulou sobre a irmã e ambas caíram no chão do corredor. "Não posso acreditar que você está aqui! Eu pensei..." Sua voz se embargou por um momento, "Eu pensei que você estava... estava... bem, morta." Lágrimas rolaram por suas faces, "Eu estava com tanto medo... eu... eu..." Ela sufocou novamente e abraçou Sara ferozmente.
"Eu sei... me desculpe por isso, mana. De verdade." Sara disse enquanto se levantava e então ajudou Kayla a ficar de pé.
A mente de Kayla finalmente começou a funcionar novamente e sua alegria foi temperada com uma explosão repentina de raiva reprimida que vinha fervendo por semanas sem ter onde descarregar. "Onde diabos você estava!?" Ela gritou, agarrando Sara pelos ombros e olhando-a diretamente nos olhos, continuou: "Eu..." Sua raiva rapidamente vacilou e suas palavras se perderam quando ela notou algo diferente em sua irmã. Onde antes os olhos de Sara eram de um verde vivo, agora eram de um cinza prateado pálido. "Eu... eu estava... eu..." suas palavras saíram aos tropeços enquanto ela se via encarando os olhos da irmã, incapaz de organizar seus pensamentos. Ela se sentiu como se estivesse sendo sugada para dentro daqueles olhos, como poças de mercúrio vivo, caindo neles... impotente. Ela tentou desviar o olhar, mas parecia não se lembrar de como se mover. Os pelos na nuca se arrepiaram e, em algum lugar bem no fundo de sua mente, um alarme silencioso disparou. Algum instinto primal indefinível lhe dizia que algo ali estava errado, terrível, perigosamente errado.
Um sorrisinho malicioso se espalhou nos lábios de Sara e ela desviou o olhar, quebrando o feitiço. "Eu estive," ela fez uma pausa, "fora." Seu sorriso se tornou mais caloroso. "Vou explicar tudo para você, eu prometo." Ela ergueu a mão, "Posso entrar?"
Kayla balançou um pouco a cabeça, tentando recuperar os sentidos. A sensação de perigo e pavor havia desaparecido tão rapidamente quanto viera, deixando Kayla atordoada. "O quê?" Ela perguntou estupidamente.
"Posso entrar?" Sara repetiu, inclinando a cabeça em direção à porta aberta.
"Oh, sim, sim, claro. Por favor, entre." Ela fez sinal para Sara entrar e fechou a porta atrás delas. Enquanto a porta se fechava, ela repassou o último minuto em sua mente. O que tinha acabado de acontecer?, ela se perguntou. Seria apenas imaginação? Talvez uma reação ao choque combinada com a falta de sono? Quanto mais ela se concentrava, mais o momento lhe escapava, como um sonho na luz da manhã. Apenas impressões vagas permaneciam.
Com a mente ainda um pouco zonza, Kayla se virou e olhou para sua irmã, agora na cozinha mais iluminada. Ela notou outras coisas diferentes em sua irmã. Sara sempre tinha sido um pouco moleca e habitualmente usava roupas muito casuais e confortáveis, como jeans, calças de moletom e camisetas. Mas as roupas que ela usava agora eram de natureza totalmente diferente. Uma blusa preta de mangas compridas, tão fina que era completamente transparente, estava por cima de um top preto justíssimo. A saia preta curta que ela usava abraçava firmemente as curvas de seu traseiro e subia tanto que Kayla se pegou pensando se cobriria algo quando ela se sentasse. Meias-calças pretas e saltos agulha pretos completavam o visual.
"O que aconteceu com você?" Ela sussurrou para si mesma.
"Como?" Sara se virou, um sorrisinho malicioso nos lábios.
"Eu disse..." Ela se interrompeu quando mais uma vez cruzou o olhar com o de sua irmã. O alarme em sua mente voltou e seus pensamentos se dispersaram. "Eu... eu estava..." Ela gaguejou. "Nada." Ela conseguiu dizer.
O sorriso de Sara se ampliou como se ela tivesse acabado de descobrir algo importante. Ela desviou o olhar lentamente.
Os pensamentos de Kayla voltaram com força quando Sara se virou. A sensação de pavor era mais forte desta vez e não recuou como antes. Ela agora pairava em sua mente, alertando-a sobre... algo. "Acho que preciso de uma bebida." Kayla disse.
"Isso soa maravilhoso. Você tem algum vinho?"
"Sim. Alguma preferência?"
O sorrisinho malicioso estava de volta. "Tinto." Sara disse, então se virou e foi para a sala de estar.
Kayla observou as costas de Sara que se afastavam por um momento enquanto sua mente se agitava. O alarme estava ficando mais alto e um nó desconfortável se desenvolvia na boca do estômago. Algo estava errado e ela não fazia ideia do que era.
Pegando uma garrafa de Merlot da prateleira, ela a abriu e deixou respirar por um minuto enquanto pegava duas taças. Virando a cabeça, ela olhou pela porta e viu Sara parada na sala escura. Ela estava olhando para a estante, um dedo percorrendo as lombadas dos livros. Kayla notou que, enquanto antes sua irmã sempre tinha sido um pouco desajeitada e sem graça, agora ela era equilibrada e parecia exalar uma sexualidade confiante. Ela também parecia diferente. Seu corpo esguio, quase magro e juvenil, parecia ter se preenchido, transformando-se em uma mulher curvilínea e sedutora. Até seu cabelo parecia mais bonito, se é que isso era possível. A melhor característica de Sara sempre tinha sido sua longa juba de cabelo lustroso cor de cobre/dourado. Agora parecia ainda mais longo e cheio do que antes. Quando Kayla vira Sara pela última vez, seu cabelo estava apenas um pouco abaixo dos ombros. Agora a espessa cabeleira descia até abaixo da cintura.
A mente de Kayla estava clareando cada vez mais a cada momento que passava e, com essa nova clareza, sua apreensão com a estranheza da situação aumentava. Ela começou a temer a explicação da irmã sobre onde ela estivera e o que exatamente havia acontecido com ela nas últimas três semanas.
As taças tilintaram quando Kayla as colocou na mesa de centro junto com a garrafa. "Taça cheia?"
"Por favor." Sara respondeu sem desviar a atenção da estante.
Kayla serviu as taças e sentou-se, tomando um longo gole, seguido por outro. Em pouco tempo a taça estava vazia e ela a encheu novamente. Quando estava na metade da segunda taça, Sara finalmente veio se juntar a ela.
"Obrigada." Ela disse, pegando a taça e sentando-se na poltrona em frente a Kayla. "Então, sentiu minha falta?"
O alarme de Kayla agora rugia a todo vapor. O álcool estava ajudando a acalmar sua mente, mas quanto mais ela olhava, mais óbvias se tornavam as mudanças em sua irmã. Não havia como negar que ela ainda era a mesma pessoa, mas parecia tão diferente em tantos aspectos.
"O que aconteceu com você?" Kayla finalmente conseguiu perguntar.
Sara olhou para o topo de sua taça, uma sobrancelha arqueada, "Você gosta da mudança?"
"Ainda não tenho certeza." Ela fez uma pausa, "Responda minha pergunta."
O mesmo sorriso malicioso voltou. "Não vou contar." Inclinando-se para frente sobre a mesa e colocando sua bebida no chão, Sara disse: "Vou lhe mostrar."
Kayla se viu novamente encarando os olhos prateados de sua irmã. Um pânico irracional floresceu em seu estômago e ela quis recuar, mas descobriu que não conseguia se mover. Sua mente se esforçava e lutava contra as amarras invisíveis, mas por mais que tentasse, não conseguia nem piscar os olhos. A taça de vinho vazia escapou de seus dedos sem vida e se estilhaçou no chão ao lado do sofá. Seus pensamentos começaram a desacelerar enquanto tudo ao seu redor começou a escurecer. Tudo desapareceu, exceto os olhos de sua irmã. Os olhos de Sara pareciam crescer cada vez mais, como poças sem fundo de mercúrio nas quais Kayla estava mergulhando.
Sara se levantou lentamente e contornou a mesa, tomando cuidado para não quebrar o contato visual. Kayla percebeu, de forma distante, que, embora não pudesse se mover voluntariamente, sua cabeça girava para acompanhar os olhos da irmã.
Sentando-se ao seu lado, Sara se inclinou para perto. "Eu senti sua falta, mana. Mais do que você provavelmente imagina. Foi a primeira vez que ficamos realmente separadas." Ela mordeu o lábio inferior num gesto surpreendentemente tímido e juvenil. "Eu estava com muito medo no começo. Eu queria tanto voltar para você, mas não podia. Minha..." Ela fez uma pausa, pareceu reconsiderar e então recomeçou, "Eu simplesmente não podia."
Kayla queria mais do que tudo naquele momento se levantar e correr para o outro lado da sala, mas seu corpo permanecia imóvel. Ela sabia, no fundo de sua alma, que algo terrível estava prestes a ser revelado e ela não queria saber o que era.
Sara continuou, "Eu fui mudada. Sei que você notou. Posso ver em seus olhos. Posso ver tudo em seus olhos agora, seus pensamentos, seus sonhos, esperanças, medos..." Uma longa pausa seguida por, "desejos." A palavra saiu quase como um sibilo. "É maravilhoso, Kayla. Mais incrível do que qualquer coisa que você possa imaginar."
Sara finalmente quebrou o contato visual ao se mover para o lado, mas Kayla descobriu que ainda não conseguia se mover. Ela não conseguia nem mover os olhos para o lado para ver o que sua irmã estava fazendo.
"Posso ler sua própria alma agora, Kayla." A voz veio num sussurro, tão perto de seu ouvido que ela podia sentir o hálito frio da irmã a cada sílaba. "Eu sei tudo sobre você. Coisas que você nunca contou a ninguém, nem a mim. Sei de coisas que você nem admite para si mesma, até coisas que você só sonhou nas caladas da noite."
Algo fresco e úmido roçou brevemente em sua orelha. Depois outro toque mais longo, depois outro mais longo ainda. Kayla ficou horrorizada quando percebeu que era a língua de sua irmã contornando sua orelha. A frieza daquilo a chocou e a fez querer gritar de horror. Ela desejava desesperadamente afastá-la, mas não conseguia, seu corpo era uma estátua. Outra lambida longa e Kayla sentiu algo mais; um calor familiar lentamente florescia em seu âmago. Sua mente gritava para seu corpo resistir e não ceder às sensações que sua irmã de alguma forma acendia nela. Kayla sabia que deveria estar enojada com as ações da irmã e também com a reação de seu corpo a elas, mas de alguma forma estranha, parecia estranhamente certo. Algo há muito reprimido se agitou dentro dela.
Sara desceu mais, deixando um rastro de beijos suaves e molhados pela lateral do pescoço de Kayla. Cada ponto que sua irmã beijava enviava um arrepio formigante pela mente de Kayla. O calor em seu estômago rapidamente se transformava num fogo que se espalhava por todo o seu corpo. Ela sabia, com não pouca vergonha, que se pudesse se mover, já estaria gemendo agora.
"Como está se sentindo, mana?" Sara arrulhou em seu ouvido.
Sem nenhum esforço consciente de sua parte, Kayla soltou um longo e grave gemido de prazer. Junto com a crescente felicidade sexual que agora inundava seu corpo, havia outro sentimento novo, um desejo de se render. Algo em sua mente lhe dizia que isso era certo. Que era assim que sempre deveria ter sido. Ela deveria se submeter a Sara.
"Eu te disse que sabia o que você realmente queria." Sara se moveu de volta para ficar de frente para a irmã. "Agora me diga, não é isso que você sempre quis?" Uma mão deslizou pelo peito de Kayla enquanto falava. Com a ponta de um único dedo, ela traçou lentamente um círculo ao redor de um dos mamilos de Kayla, que começavam a aparecer através do tecido fino de sua camiseta. "Não é, maninha?"
Kayla sabia que sua irmã estava de alguma forma controlando seu corpo, fazendo-o responder aos seus desejos. Com uma determinação teimosa, ela resistiu aos sentimentos que agora rugiam através de seu corpo e ao estranho controle de sua irmã sobre ela. Podia sentir o suor brotando em sua testa com o esforço mental. Algo dentro dela a impelia a responder, mas por pura força de vontade ela conseguiu resistir. Sua irmã podia controlar seu corpo, mas não podia ter sua mente também.
"Ainda tão teimosa como sempre, vejo." Em vez de ficar irritada ou mesmo aborrecida com a resistência, Sara na verdade parecia divertida. Ela se inclinou tão perto que as pontas de seus narizes se tocaram. "Mas você se esquece, maninha; eu sei o que te faz funcionar." Seu dedo parou de traçar círculos preguiçosos ao redor do mamilo e deu um beliscão firme.
A determinação de Kayla se dissolveu em uma explosão repentina de prazer ardente. Ela ofegou e teria desabado para frente se pudesse se mover. Seus olhos se fecharam e outro gemido alto escapou de seus lábios. Uma parte distante de sua mente registrou que ela estava recuperando mais controle, pelo menos de seus movimentos faciais.
Sara perguntou novamente. "Não é isso que você quer?"
Kayla proferiu uma única palavra, "Sim."
"O que é que você quer, maninha? O que você realmente quer? O que você sempre quis... me diga." Sara sussurrou.
Kayla se ouviu respirar, "Você." Ela não tomou a decisão consciente de dizer a palavra; pareceu sair de sua boca por conta própria. Mas uma vez dita, Kayla soube que era o que ela realmente queria, o que ela sempre quisera. Pensamentos que haviam sido reprimidos por toda a sua vida vieram à tona em uma onda avassaladora de emoção e necessidade. Uma vida inteira de fantasias sombrias e proibidas surgiu em sua mente, cortejando seu desejo, seduzindo sua vontade, exigindo sua obediência. Ela se rendeu a elas.
Por quase toda a vida que Kayla conseguia se lembrar, ela teve que ser a responsável.
Quando os pais das meninas morreram anos antes, ambas foram colocadas aos cuidados da avó. Ela era uma senhora bondosa que as mimava, mas também frágil e doentia. Então Kayla foi forçada à posição de chefe da casa antes dos dez anos. A responsabilidade a forçara a amadurecer cedo e ela levara seu trabalho a sério. Cuidar da avó enquanto a mulher envelhecia quase diante de seus olhos e vigiar sua irmãzinha que estava se transformando em um feixe de energia imprudente. Ao longo dos anos, ela conseguira guiar a irmã pelos caminhos certos da vida e, com a morte da avó alguns anos atrás, tornara-se a guardiã legal de Sara.
Mas através de tudo isso, Kayla escondera um terror privado que nunca revelara a ninguém. Secretamente, ela tinha pavor da responsabilidade de tudo aquilo. Queria mais do que tudo ter alguém que assumisse o controle e lhe dissesse o que fazer. Ela não queria tomar decisões; só queria que lhe dissessem o que fazer. Não queria viver com as consequências se tomasse a decisão errada. Por anos, Kayla desejara todos os dias alguma pessoa forte para confiar, para confortá-la, para simplesmente assumir o controle de tudo para que ela não precisasse.
Mas quando as luzes se apagavam, os desejos de Kayla se tornavam mais sombrios. Fantasias proibidas e luxúrias secretas torturavam suas noites há anos. Com o tempo, Kayla suprimira seus medos e desejos secretos, mas de alguma forma sua irmã os trouxera de volta à tona.
Sara sussurrou em seu ouvido. "O que você disse, maninha?"
"Você... eu quero você." Kayla gemeu.
"O que você quer que eu faça?" Sara sussurrou em seu ouvido enquanto os dedos deslizavam sobre seu mamilo novamente.
O último resquício da vontade de Kayla foi queimado pelo calor em seu âmago e ela respirou, "Me tome... eu sou sua."
Com a confissão, Sara pareceu se tornar ainda mais sensual e dominante. Ela se levantou e ficou diante de sua irmã indefesa. "Sim Kayla, eu vou te tomar. Tudo o que você é agora é meu."
Uma onda de euforia inundou Kayla com sua rendição. Seu desejo há muito reprimido de se submeter à irmã finalmente se realizara. Ela recuperou o controle de seu corpo e sibilou "Sim, Senhora." enquanto se deixava cair no sofá macio. Suas mãos começaram a vagar pelo corpo, acariciando os seios e esfregando sensualmente entre as pernas. Seus shorts boxer ficaram rapidamente encharcados com sua umidade e o cheiro dela preencheu o quarto.
Sara se inclinou e pairando sobre ela disse suavemente, "Agora nunca mais ficaremos separadas, maninha." Ela beijou Kayla suavemente nos lábios. "Eu te amo, Kayla."
Kayla ficou deitada sob ela, incapaz de se controlar. Sentiu o acúmulo intenso de calor entre as pernas e sabia que o clímax que se formava nela não estava longe. "Eu... eu... também te amo." Ela ofegou.
Com uma gentileza que surpreendeu Kayla, Sara a despir cuidadosamente. Quando Kayla estava completamente nua, Sara engatinhou para o sofá, montando sobre o rosto de Kayla. "Agora, maninha, me prove."
Kayla olhou para cima e viu o sexo depilado de Sara a poucos centímetros de seu nariz. Sara ainda usava sua saia curta, mas sem calcinha por baixo. Querendo obedecer, precisando obedecer, Kayla ergueu levemente a cabeça e inspirou. O aroma inebriante e almiscarado da excitação de Sara preencheu sua mente e alimentou seu próprio fogo. Era o cheiro da paixão crua e da luxúria desenfreada.
Erguendo as mãos, Kayla segurou a bunda da irmã e puxou o rosto para cima. Seu primeiro gosto do sexo da irmã foi tudo o que ela sempre imaginara em suas fantasias mais sombrias e pervertidas. O sabor rico, salgado e doce da luxúria de Sara fluiu pela boca de Kayla e pareceu preencher sua própria alma. Kayla gemeu novamente enquanto enterrava o rosto mais fundo em sua irmã. Sua língua penetrou cada vez mais fundo em Sara, arrancando gemidos da mulher mais jovem.
"Ah, isso mesmo, querida, lamba tudo." Sara gemeu.
Kayla perdeu a noção do tempo, pois toda a sua existência parecia se concentrar em dar prazer à sua irmã... sua Senhora. Ela enfiou a língua o mais fundo que pôde em Sara, provando suas profundezas mais íntimas. Depois de um tempo, moveu a ponta da língua para o clitóris da irmã e começou a trabalhar suavemente o pequeno botão endurecido. A reação de Sara foi imediata. Seus gemidos passaram de longos e luxuosos para agudos e intensos.
"Ah, porra... porra... porra..." Sara gemeu enquanto suas mãos agarravam a cabeça de Kayla e a seguravam firme. "Ah, eu estou... eu estou..." Sara gritou enquanto um clímax a dominava.
Kayla sugou o clitóris de Sara entre os lábios e ficou passando a ponta da língua no pequeno botão enquanto Sara gozava sem parar. Ela sentiu a umidade da luxúria de sua irmã encharcando seu rosto e, embora quisesse beber tudo, não queria que sua irmã parasse de gozar. Ver Sara gozar lhe dava mais excitação do que qualquer outra coisa que ela já conhecera. Mesmo sem nada a tocando, ela podia sentir que seu próprio clímax estava muito próximo. Seu corpo estava tenso e o calor em seu sexo era quase insuportável.
"Goze para mim." Sara ofegou.
Kayla gozou. Com um grito de libertação, um orgasmo mais intenso do que qualquer coisa que ela já imaginara rasgou seu corpo. O quarto escuro se encheu de luzes enquanto um prazer ardente rasgava sua mente, arrancando todos os pensamentos. Um grito animalesco e ardente saiu de sua garganta enquanto ela se contorcia sob sua irmã. O clímax parecia continuar sem parar em ondas crescentes, cada uma maior que a anterior. Ela estava apenas vagamente consciente do peso pesado do corpo de sua irmã desabando sobre ela enquanto o trem interminável de êxtase passava por cima dela. Instintivamente, ela se agarrou ao corpo da irmã, segurando-se com toda a força enquanto outro clímax trovejava através dela. A cada assalto de prazer, sua mente parecia escurecer um pouco mais até que tudo o que ela podia ver era um pequeno ponto de luz como o fim de um túnel. No fim distante estava Sara, ofegante com sua luxúria.
"Você está pronta, maninha?" Ela ouviu a voz de Sara. Ela ecoava em sua cabeça como de uma grande distância.
Kayla olhou para sua irmã através da névoa do êxtase e um entendimento gradual floresceu nela. O sorriso predatório de sua irmã agora revelava um conjunto de presas perversamente afiadas onde antes não havia nenhuma. Ela agora entendia o que tinha acontecido com sua irmã, o que ela se tornara. Sara era uma vampira.
Estranhamente, essa percepção não a incomodou tanto quanto ela achava que deveria. Sua irmã era sua Senhora e o que ela quisesse, Kayla se submeteria.
"Sim." Ela assentiu mansamente.
Sorrindo com uma nova luxúria, Sara se curvou e beijou suavemente o lado do pescoço de Kayla uma vez antes de cravar suas presas profundamente em sua carne.
Kayla gritou quando seu mundo explodiu com um novo ataque de dor misturada com um prazer intenso. Uma luz brilhante explodiu em seus olhos e com uma lenta decadência, o mundo ao seu redor desapareceu.
* * *A primeira coisa que Kayla notou ao acordar foi que ela se sentia maravilhosa. Melhor, na verdade, do que jamais lembrava. Seu corpo parecia fresco e forte, quase como se fosse novo em folha. O brilho residual de seus múltiplos clímax só aumentava sua sensação de euforia. Ela respirou fundo e soltou em um longo e luxuoso suspiro.
"Bem-vinda de volta."
Kayla olhou para ver sua irmã sentada em uma cadeira a alguns passos de distância. Ela sorriu preguiçosamente para sua nova Senhora. "Isso foi incrível."
Sara sorriu, "Fica ainda melhor quando sua transformação realmente começar a se estabelecer."
As sobrancelhas de Kayla se juntaram em confusão. "Transformação?"
Sara puxou os lábios revelando suas presas afiadas como navalhas. "Lembra agora?"
Kayla sugou uma respiração enquanto seus olhos se arregalavam. Sua mão disparou para o pescoço e ela sentiu as perfurações profundas, apenas começando a cicatrizar. Estranhamente, não havia dor no ferimento.
Kayla olhou para Sara, "Então você é uma... uma..."
"Vampira." Sara terminou por ela. O mesmo sorrisinho estava de volta em seus lábios, "E em breve, muito em breve, você também será."
"Mas eu não sei nada sobre como ser uma..." Ela fez uma pausa, temendo que dar voz a seus pensamentos de alguma forma os tornasse reais. Depois de um longo momento, ela continuou, "... uma Vampira."
Sara se levantou e veio sentar ao seu lado. Ela acariciou amorosamente a bochecha de Kayla e desceu pelo lado do pescoço. "Você vai saber. Eu vou te ensinar tudo o que você precisa saber. Confie em mim." Ela se inclinou e beijou Kayla suavemente nos lábios.
Kayla interrompeu o beijo para dizer, "Eu confio."
"Bom." Sara se levantou e voltou para sua cadeira. "Agora eu quero que você faça algo para sua Senhora."
Kayla sentiu-se deslizar para um papel mais submisso à menção do título de sua irmã. "Sim, Senhora?"
"Eu quero que você se dê prazer." Sara disse, acomodando-se mais profundamente em sua cadeira.
"Senhora?" Kayla perguntou um pouco envergonhada.
"Não questione sua Senhora! Agora trate de mexer esses dedos. E é melhor você gostar." Sara retrucou, um calor pareceu brilhar em seus olhos prateados.
Envergonhada e um pouco assustada, Kayla começou a brincar timidamente com seu sexo com os dedos. Para sua surpresa, mesmo um leve toque com os dedos enviou uma onda cálida de prazer através de seu corpo. Seus dedos rapidamente caíram no ritmo familiar que ela costumava usar quando se masturbava. Um dedo trabalhava ritmicamente para dentro e para fora de seu sexo, ocasionalmente desviando para circular seu clitóris. A outra mão foi para os seios e começou a enrolar um de seus mamilos nos dedos. Um suspiro suave escapou de seus lábios.
"Boa menina. Eu sabia que você tinha isso em você." Sara disse, olhando fixamente para a irmã. "Você já se masturbou para alguém antes?"
"Não."
Sara sorriu com desdém, "Você gosta?"
"Sim." Kayla disse em um longo e suave gemido.
"Fico feliz porque eu gosto de um bom show." Sara disse.
Kayla continuou a acariciar seu sexo e acariciar os seios enquanto sua irmã observava. O quarto rapidamente se encheu com o cheiro de seu sexo. O único som era o ruído molhado de seus dedos dentro de seu sexo, pontuado ocasionalmente por um gemido suave. Após vários minutos, ela sentiu uma tensão crescente e seus gemidos se tornaram mais urgentes.
"Chegando perto?" Veio a voz de Sara.
"Sim!" Kayla gritou. O movimento de seus dedos estava ficando cada vez mais rápido enquanto seu clímax se aproximava.
"Agora ouça com atenção, Kayla. Você não tem permissão para gozar até que eu diga que pode. Você entendeu?" Sara disse em uma voz firme.
"Ah, Senhora... por favor! Por favor... eu preciso... preciso... gozar!" Kayla implorou entre gemidos.
"Não!" Ordenou Sara. "Não até que eu diga que pode. Você entendeu?"
"Sim... Senhora."
Enquanto Kayla continuava a dedilhar seu sexo, seus gritos e gemidos se tornaram cada vez mais urgentes. Ela já havia passado há muito do ponto onde normalmente teria chegado ao clímax. Seu coração martelava no peito e seus gemidos eram agora quase um gemido constante.
Um barulho na cozinha a assustou e ela se ergueu parcialmente.
"Eu não mandei você parar." Sara disse com um sorriso de escárnio.
Kayla implorou freneticamente, "Mas... é a porta! É a Mandy chegando em casa. Não posso deixar ela me ver assim..."
"Eu disse continue se fodendo." Sara ordenou em uma voz firme e baixa.
Os dedos de Kayla obedeceram antes mesmo que ela registrasse as palavras da irmã. Ela sentiu um novo calor subindo em seu rosto e não era da paixão que queimava dentro dela. Era vergonha. A qualquer segundo Mandy entraria e a pegaria se masturbando na frente de sua irmã. Ela nem conseguia começar a pensar no que Mandy faria.
A porta se fechou e Kayla ouviu o clique dos saltos altos de Mandy se movendo em direção à sala de estar, então sua voz, "Ei Kayla, não pensei que você ainda estaria... puta merda!" Seus olhos se arregalaram quando ela entrou na sala mal iluminada e viu a performance de Kayla. Ela olhou em choque por um momento antes de gaguejar, "Ah, me desculpe... ah... interromper!"
"Você não está interrompendo nada." A voz de Sara sussurrou do canto mais escuro do quarto.
A cabeça de Mandy virou bruscamente, "Quem está aí? Que diabos está acontecendo aqui? O que você está... Sara? É você, Sara?" Mandy piscou os olhos tentando focar no escuro.
"Sim Mandy, sou eu." A voz de Sara retornou.
"Sara onde... o que..." Mandy fez uma pausa por um momento e pareceu estar tentando juntar seus pensamentos.
Kayla olhou para sua amiga enquanto seu rosto queimava de vergonha. Ela não conseguia parar seus dedos de trabalhar entre suas coxas e não conseguia impedir que os gemidos de prazer escapassem. "Mandy..." ela gemeu. Mandy ainda estava com sua fantasia de Halloween e Kayla não conseguia parar de encará-la. Mandy estava vestida com um clássico uniforme de empregada francesa completo com meias brancas até a coxa, avental e tiara. Ela até segurava um espanador. Kayla sempre soubera que Mandy era bonita, mas nunca realmente sentira nenhum tipo de atração pela garota. Agora, de repente, ela estava vendo Mandy sob uma luz totalmente nova.
"Kayla, que diabos você está fazendo?!" Mandy finalmente conseguiu perguntar. "Você poderia parar com isso? É nojento!"
"Não posso." Kayla ofegou.
"Como assim você não pode? Apenas pare!" Mandy exigiu.
"Você não quer realmente que ela pare, Mandy." A voz de Sara flutuou pelo quarto.
"O quê?!" Mandy virou a cabeça para olhar para Sara. "Claro que quero! Ela não pode... ela... ela precisa parar..."
"Você não quer que ela pare, Mandy. Na verdade, você gosta de vê-la, não gosta?" As palavras de Sara pareciam rastejar lentamente pelo quarto escuro.
Kayla olhou para Mandy, agora sabendo muito bem o que sua irmã estava fazendo com a garota. Os olhos de Mandy agora estavam fixos em Sara e sua boca pendia frouxa. Depois de um longo momento, ela lentamente se virou para olhar de volta para Kayla. Seus olhos azuis cristalinos e arregalados pareciam atordoados e desfocados.
"Mandy, a Kayla não é gostosa? Ela não parece sexy se fodendo assim?" Sara perguntou.
Kayla observou enquanto a cabeça de Mandy se sacudia de um lado para o outro só um pouco. Ela ainda estava lutando contra o controle de Sara, mas estava claramente perdendo a batalha. Ela tentou virar a cabeça, mas seus olhos permaneceram fixos na performance de Kayla.
Sara se levantou e caminhou até ficar atrás de Mandy, "Admita Mandy, ver Kayla dedilhar sua boceta está te deixando mais quente do que nunca antes. Você não sente o calor entre as pernas, Mandy? Não está quente?" A voz de Sara sussurrou.
"Sim..." Mandy respirou.
Kayla pôde ver um sorriso perverso de triunfo se espalhar no rosto de Sara. Ela se inclinou mais perto atrás da ligeiramente mais alta Mandy, quase mas não exatamente tocando a nuca dela. "Você gosta de assistir porque você é uma putinha. Não é verdade, Mandy? Você não é uma putinha? Uma putinha lésbica?"
Mandy gemeu e suas mãos subiram para agarrar seus seios. "Eu... eu..." Sua cabeça se sacudiu de um lado para o outro novamente enquanto ela lutava contra os sentimentos que assolavam seu corpo e sua mente.
Kayla assistiu ao drama diante de si em um estado de tortura erótica. O prazer dilacerava sua mente e assolava seu corpo de forma totalmente descontrolada, mas o domínio de Sara sobre seu corpo ainda não permitia o clímax. Kayla pensou que, se não gozasse logo, enlouqueceria. Deixou escapar um gemido longo e urgente.
"Entregue-se, Mandy." Sara falava novamente. "Você sabe que quer. Sabe que a deseja."
Mandy tremia visivelmente enquanto lutava agora. "Não..." respirou. Mas, mesmo enquanto falava, uma de suas mãos se enfiou por baixo da saia e começou a se agitar entre as pernas. Uma lágrima solitária rolou por sua bochecha enquanto sussurrava: "Ah, Kayla..."
"Vá pegá-la, Mandy. Ela a quer tanto quanto você a quer. Ela quer que você prove seu sexo. Vá até ela, Mandy, vá fazê-la gritar." Sara lhe deu um empurrão suave.
Hesitante, Mandy se ajoelhou entre as pernas abertas de Kayla. "Ah, Kayla... eu..."
Sara se ajoelhou ao lado dela: "Prove-a, Mandy, beba seu êxtase."
A visão das duas belas mulheres ajoelhadas diante dela era quase demais para Kayla. Ela temia que o prazer torturante que dilacerava sua alma continuasse infinitamente. O quarto se desvaneceu ao seu redor enquanto ela vacilava na borda irregular da loucura, mas o ápice da euforia, aquele ponto beatífico de libertação total, ainda a iludia. Por mais que tentasse, seu corpo obedecia às ordens de Sara e se recusava a ter o clímax. Ela gemeu em desespero: "Oh, por favor, Sara! Sara... Sara..." Lamentos finos escaparam dela, então arfou: "Por favor... por favor... por favor..."
Sara a ignorou enquanto se inclinava ainda mais perto do ouvido de Mandy. "Faça isso, sua vagabunda. Chupe a boceta dela." Sussurrou asperamente.
Sua resistência finalmente ruiu, e Mandy, hesitante, se inclinou para afastar a mão de Kayla com o nariz. Tímida, apenas com a ponta da língua, Mandy provou pela primeira vez o sexo de Kayla.
O primeiro gosto pareceu galvanizar a rendição de Mandy. Ela lentamente se derreteu no sexo de Kayla e, em poucos instantes, estava mergulhando a língua profundamente em seus recessos mais escuros com um abandono apaixonado.
"Ah, Mandy!" Kayla gritou sob o novo ataque. Ela não imaginava que seu deleite pudesse aumentar, mas estava enganada. O calor dentro de seu corpo continuou a subir ainda mais rápido sob a chicotada ardente da língua de Mandy. Kayla desabou para trás nas almofadas profundas do sofá e se perdeu na torrente de êxtase. Olhando ao longo de sua forma nua, ela podia ver o topo da cabeça de Mandy enquanto se movia entre suas coxas. Sara pairava logo acima do ombro de Mandy, beijando-a suavemente na nuca. Ela ergueu os olhos e prendeu o olhar de Kayla por brevíssimos momentos. Naquele olhar, Kayla soube o que estava prestes a acontecer. Ela abriu a boca, mas Sara falou primeiro.
"Goze para mim, Kayla." Sara disse, suas palavras sibilando levemente através de suas presas.
O universo de Kayla explodiu em um clarão ofuscante de brilho que cauterizou todos os pensamentos conscientes de sua mente. Um prazer insuportável, aterrorizante em sua intensidade, dilacerou seu corpo indefeso. Seus gritos de paixão rasgaram o quarto e pareceram estilhaçar o próprio ar. Ela se contorceu pelo que pareceu horas sob o ataque implacável da língua agora ávida de Mandy. "Mandy!" Ela conseguiu gritar enquanto seu auge passava. Olhando para baixo novamente, viu que sua irmã havia levantado a saia de Mandy e estava dedilhando o sexo da garota prostrada.
Através de sua névoa eufórica, Kayla podia sentir que Mandy se aproximava de seu próprio clímax. Seus movimentos estavam se tornando erráticos, e gemidos abafados se juntavam aos próprios gritos de deleite de Kayla.
"Você está pronta, Mandy?" Sara perguntou suavemente.
Mandy apenas gemeu em resposta.
Sara ergueu os olhos e prendeu o olhar de Kayla novamente; seu sorriso se alargou e se distorceu em algo mais sombrio, quase malévolo. O súbito arrepio no ar do quarto cortou a respiração de Kayla tanto quanto a estimulação contínua da língua de Mandy. "Observe bem, mana, prometo que você vai gostar." Sara sibilou. Então, depois de dar mais um beijo suave no pescoço de Mandy, afundou suas presas profundamente no pescoço da garota.
Uma golfada de euforia ardente brotou em Kayla com a visão. A euforia se transformou em êxtase quando ela ouviu o grito de dor de Mandy misturado com um prazer insuportável. Ela teve outro clímax, compartilhando o prazer de Mandy, se não sua dor. Finalmente, incapaz de suportar mais, ela caiu para trás e escapuliu do mundo dos vivos.
* * *Kayla se recostava sensualmente na poltrona superalmofadada em um canto escuro da boate. Sara estava empoleirada no braço da poltrona, e Mandy sentava-se languidamente diante delas. Luzes coloridas piscavam ao ritmo da música estrondosa enquanto a multidão dançava e bebia.
O vestido preto justo e decotado que Kayla usava fazia mais para acentuar a perfeição de seu novo corpo esguio do que ela poderia imaginar. Ela sorriu interiormente ao olhar para si mesma. Apenas algumas curtas semanas atrás, ela jamais teria sonhado em se vestir com algo tão provocante. Longe da antiga Kayla, que era bastante tímida e conservadora, a nova Kayla exalava uma sexualidade forte e confiante que emanava dela como uma força física. Sem olhar, ela sabia que todos os olhos na boate estavam, secreta ou não tão secretamente, roubando olhares para elas. Cada homem e até mesmo a maioria das mulheres estavam completamente cativados pela mera presença das três mulheres. Kayla sentia sua supremacia sensual e se deleitava nela, regozijando-se em seu novo poder sobre seres inferiores.
"Então," Sara começou, "está vendo algo que chame sua atenção?"
Kayla olhou através do salão e avistou a mulher que tinha visto antes. "Sim." Ela sibilou. "Estou vendo."
"Bem, então..." Sara se inclinou e a beijou apaixonadamente nos lábios. Suas bocas se abriram e suas línguas dançaram. Kayla podia sentir as presas da irmã e tomou cuidado para não cortar a língua. Sara finalmente rompeu o beijo, levantou-se e foi sentar-se com Mandy. "Vá pegá-la."
Kayla sentiu suas próprias presas surgirem com a antecipação ávida da maldade que viria à noite. "Sim, Senhora." Ela sibilou e se virou, dirigindo-se para a multidão.