A Babá
— O que você está fazendo aqui?
Eu o ouvi subindo as escadas. Teria dado tempo de sair da suíte e ir para o quarto das crianças.
— As crianças estão dormindo.
— Tá, mas por que você está aqui?
Coloco o frasco de colônia dele de volta na bancada, me viro para ele e empino os peitos. Ele joga o paletó na cama e arregaça as mangas, expondo aqueles antebraços bronzeados e musculosos. Tem alguma coisa nesse homem que eu não ache sexy? Meu olhar desce para a aliança. Bom, nem isso, na verdade.
— Eu estava esperando por você.
— Ah, aconteceu alguma coisa hoje? As crianças estão bem?
— Tudo perfeito. Eles são uns anjinhos.
Ele ri. — Podem ser. Então, do que você precisava?
— Ah, eu preciso de você para muitas coisas.
Ele arqueia uma das sobrancelhas escuras, que já começa a ter alguns fios grisalhos.
Ele realmente ainda não entendeu. A esposa dele entendeu. Ela me olhou torto desde a primeira vez que vim trabalhar de vestido e salto plataforma. Não é roupa adequada para cuidar de uma criança de dois anos e um bebê.
Caminho até ele, determinada a deixar minhas intenções bem claras de uma vez por todas.
Sua respiração prende quando entro em seu espaço pessoal, e seu corpo enrijece.
Ainda não toco nele, apenas me inclino e coloco o nariz bem na curva do seu pescoço.
— Hmmm — digo enquanto inspiro. — Como é que o cheiro fica tão melhor na sua pele do que no frasco.
— M... Minha colônia?
— Mhm. Ou talvez seja só a sua pele.
Rompo a última distância entre nós e pressiono meus lábios em seu pescoço. Ele inspira com força, e quando minhas mãos pousam em seu peito, as dele se fecham ao redor dos meus braços. Mas ele não me afasta.
— O que você está fazendo, garota?
Abro os lábios e vejo arrepios subirem por sua pele quando o sopro das minhas palavras o toca.
— Não sou garota há um ano. — Não consigo me conter. Minha língua rosada escapa e lambe sua pele. Ele suga o ar entre os dentes, e suas mãos apertam meus braços. Mesmo assim, não me afasta.
Encorajada, estico a mão e abro o primeiro botão da camisa dele.
— Você se lembra da primeira vez que nos encontramos? — Minha boca ainda está em seu pescoço.
— Eu... acho que sim. Foi no churrasco da empresa do seu pai.
Ele lembra. Sorrio e pressiono outro beijo em seu pescoço.
— Sabe, até aquele dia, eu era meio que uma flor tardia. — Passo para o segundo botão. — Eu não tinha interesse em garotos ou namoro. Não tinha paixonites nem fantasias com boy bands ou o que fosse. — O terceiro botão. — Mas quando vi você naquele dia, todos os meus hormônios se aceleraram e entraram em sobrecarga. — Finalmente, olho para ele sob meus cílios. — Senti meus seios ficarem cheios e pesados e tive aquele formigamento dolorido entre as pernas.
— Pare.
As mãos dele deixam meus braços, e eu pressiono as palmas contra seu peito. Sinto seu coração acelerado. Sua respiração está pesada. As pupilas estão dilatadas, e seus olhos, vidrados. Ele pode até segurar minhas mãos como reféns, mas não pode me impedir de continuar minha história. — Corri para o meu quarto, que dava para a piscina, e vi você tirar a camisa pela cabeça. Você só usava aquela sunga azul justa. Fiquei olhando você pular na água. Meu Deus, fiquei hipnotizada pelo jeito que você jogava o cabelo molhado para trás e como as gotas de água em seu peito refletiam o sol.
O olhar dele está fixo na minha língua enquanto lambo os lábios. Seu aperto afrouxa em torno das minhas mãos, e eu abro outro botão. — Eu me toquei pela primeira vez vendo você. E imaginar suas mãos em mim, seu gosto nos meus lábios... a primeira vez que gozei, gozei para você. — Ele se sobressalta quando meus dedos roçam seu estômago, enquanto alcanço o próximo botão. — Desde então, não me masturbei pensando em mais nada, nem em mais ninguém, a não ser você.
Puxo a camisa dele para fora da calça, que tem um volume evidente. Mordendo o lábio, olho de novo em seus olhos atordoados. — Quer saber o que eu fantasio quando brinco com meus seios e esfrego meu clitóris?
— Jesus. Não. — Ele aperta os olhos fechados, só para abri-los segundos depois. — Sim.
— Isto.
Puxo as laterais da camisa, expondo seu torso bronzeado e musculoso, que se move a cada uma de suas respirações pesadas. Solto um gemido ao me inclinar, e finalmente, depois de todos esses anos, minha língua desliza sobre seu peito.
Sinto a umidade se acumular na minha calcinha. Meu corpo está se preparando para ele. Sinto como se estivesse pronta há anos a esta altura.
Minhas mãos se juntam à exploração e deslizam pelas ondulações de seu abdômen. Absorvo a sensação de seu calor e suavidade. Eu estava certa. Era a pele dele que tinha aquele cheiro delicioso. Minha língua percorre o tufo de pelos entre os peitorais e depois se move para uma de suas aréolas planas e redondas. São mais firmes do que imaginei, como moedas cercando seu pequeno mamilo duro. Eu a tomo entre os lábios e passo a língua por cima.
Com um gemido, as mãos dele se fecham em meus quadris. Acho que uma parte dele ainda considera me afastar. A parte racional, que está ciente das consequências que isso pode ter. Mas o comprimento duro que marca sua calça e pressiona contra minha barriga sobrepuja sua natureza melhor, como eu esperava.
Minhas mãos percorrem para cima, e empurro a camisa para fora de seus ombros. Meus dentes roçam seu mamilo antes que eu olhe para ele. — Sonhei com isso por anos.
— Puta que pariu — ele xinga enquanto solta meus quadris. Um instante depois, suas mãos grandes fecham ao redor do meu pescoço e mandíbula, e seus dedos deslizam no meu cabelo enquanto ele move minha cabeça para trás e seus lábios descem sobre os meus.
O beijo é explosivo. Toda a química entre nós se transforma em eletricidade crepitante que faz minha pele ganhar vida. Seus lábios famintos se movem sobre os meus, roubando meu ar antes que sua língua mergulhe em minha boca. Tenho que me segurar nele, senão meus joelhos cederiam. Faíscas explodem atrás das minhas pálpebras a cada sensação. Sua língua se enrosca com a minha. Ele tem gosto de menta e café. Seu aperto aumenta, me puxando ainda mais para perto, como se quisesse me devorar. E eu aceito.
Este é o meu primeiro beijo, mas não questiono se estou fazendo certo. Não me importo se sou desajeitada ou ansiosa demais. Parece tão natural e certo me mover contra ele e chupar sua língua e seu lábio e sentir sua saliva em meus lábios inchados pelo beijo. Nossos narizes se chocam, e nossos dentes colidem, mas não me importo. Pressiono minha barriga com mais força contra sua ereção, e ele geme em minha boca. Sim. Mais disso. Eu rolo meu corpo inteiro contra ele, e ele xinga ao tirar seus lábios dos meus.
— Querida. Pare.
Não. Não quero. Quero seus lábios de volta nos meus. Nossas roupas sumindo, seu pau duro nu. Mas quero ser sua ainda mais. — Por favor. Eu preciso de você. Preciso de você há anos. E acredite, eu tentei querer qualquer outra pessoa que não você. — Balanço a cabeça e fixo o olhar em seus lábios. — É você. Tudo o que quero é você.
— Sou casado. Tenho filhos.
— Eu sei. — Meus dedos deslizam para o botão da calça dele. Ele não me impede quando o abro.
— Você tem 19 anos. Mal é adulta. Puta merda, tem metade da minha idade.
— Eu sei.
— Não. Acho que você não sabe. Você é tão jovem. E tão linda. Poderia ter qualquer um que quisesse. Alguém da sua idade.
— Não estou interessada em mais ninguém. Como eu disse. Para mim, é você.
Puxo o zíper para baixo.
— Eu não teria a menor chance com uma garota como você quando tinha 19 anos.
Meu dedo desliza para dentro da cueca e roça o bastão quente e aveludado. Ele sibila quando meus dedos se fecham ao seu redor. — Você pode me ter agora.
— Puta que pariu.
Sua boca caiu sobre a minha de novo. O beijo é intenso. Frenético. Devorador. Ele morde minha língua enquanto começo a movimentar a mão para cima e para baixo em sua ereção.
Ele parece muito mais substancial do que pensei. Seu pau é grosso e pesado em minha mão. Empurro suas calças para baixo, sobre sua bunda, e com um último empurrão, elas deslizam para o chão, seguidas pela cueca. Ambas as minhas palmas deslizam sobre seu pênis. Exploro apenas pelo tato. Sinto seu saco escrotal pesado antes de deslizar os dedos para cima, ao longo de seu membro, até sua ponta macia, que verte líquido pré-seminal pela fenda. Ai, Deus, quero isso dentro de mim.
— Estou nua por baixo do vestido — sussurro contra seus lábios. Ele responde com um gemido, e suas mãos deslizam do meu pescoço para os ombros e empurram as alças para baixo. Então, como se soubesse exatamente como me tirar a roupa, seus dedos deslizam para minhas costas e abrem o zíper. Arrepios marcam sua trajetória descendo por minha espinha, onde o zíper para bem sobre minha bunda. Um movimento dos meus quadris é suficiente para fazer o tecido cair, e o ar fresco toca meus seios nus e minha boceta molhada e pingando.
As mãos dele se fecham em minha cintura, e ele ergue os lábios dos meus para olhar meu corpo. — Ah, porra. Querida. Eu. Porra. Nunca vi nada tão lindo.
Meus lábios se esticam em um sorriso largo com suas palavras e seu olhar de adoração. Finalmente, eu o tenho. Sei que ele não vai mais recuar. Ele me quer. Mais do que teme as consequências. Mais do que manter a família unida. E, o mais importante, mais do que a esposa dele.
— Preciso de você — sussurro com uma voz rouca, e ele explode em ação. Seu corpo me encurrala. Nossa pele nua se toca, enviando ondas de choque de prazer através de mim. Seu aperto na minha cintura se intensifica, me levantando para o balcão do banheiro. O mármore branco e frio me faz pular com o contato, mas no segundo seguinte, ele se enfia entre meus joelhos, colando sua frente à minha. Adoro o jeito que meus seios macios se moldam contra seu peito duro, mas toda a minha atenção está focada no comprimento quente e rígido que pressiona minha barriga. Posso sentir a umidade do seu líquido pré-seminal lambuzar minha pele leitosa.
Seus lábios beijam descendo pelo meu pescoço enquanto suas mãos sobem até que ele enconche as duas mãos em meus seios.
Oh. Minha cabeça cai para trás, e minhas pernas se enrolam em seus quadris. — Por favor. — gemo — Por favor, me fode. Quero sentir você dentro de mim.
Praguejando entre dentes, ele olha para meus olhos. — Tem certeza? Certeza absoluta.
— Nunca tive tanta certeza de nada na minha vida. Por favor. — Minhas unhas arranham seus mamilos, fazendo seu pau saltar entre nós.
— Porra. Vai ser duro e rápido. Eu... eu não consigo... Porra.
Se afastando de mim, ele pega o próprio pau na mão e o guia entre minhas pernas.
Me segurando em seus ombros, eu inclino a pélvis para cima e... ai, Deus. Vejo a ponta grande de seu pênis deslizando entre minhas dobras. Meus sucos vaginais transparentes cobrem sua glande vermelha.
Puta merda.
Fico fascinada com o jeito que sua ereção maciça sonda meu canal pequeno. Como isso vai caber?
— Você está pronta?
— Vai. Me fode.
Sua mão livre se fecha ao redor do meu pescoço, puxando meu cabelo, e sua boca se choca com a minha enquanto ele avança para dentro de mim.
Dói. Porra.
Minhas unhas cravam em seus ombros.
Estou muito apertada. Sua invasão parece tão estranha.
Ele geme em minha boca, recua um pouco e então, com um único impulso forte, rompe meu hímen.
Solto um ganido em sua boca.
A força de seu impulso o lançou até o fundo, preenchendo minha boceta até o colo do útero.
Ele tira a boca da minha, e sinto seu olhar em meu rosto mesmo que eu aperte os olhos fechados.
Foi uma dor curta e aguda, mas já está diminuindo.
— Porra. Você é virgem.
— Eu era. — Abro os olhos e vejo seu rosto chocado olhando para baixo, entre nós. Seu pau enorme me esticando escancarada parece obsceno. E tão erótico pra caralho. Meus dedos tocam seu queixo, trazendo seu olhar para o meu. — Eu te disse. Nunca quis ninguém além de você. Sou sua. Minha virgindade era sua para tirar.
Ele puxa um pouco para fora, mostrando meu sangue de virgem cobrindo seu membro. — Está doendo?
— Só um pouco. Está melhorando a cada segundo.
— Puta que pariu. — Ele aperta os olhos fechados, e seu maxilar estala. Ele não está se arrependendo, está? O pensamento é como uma pedra no meu estômago. — Nunca estive tão duro em toda a minha vida.
Deus, como eu amo este homem!
Meu dedo mergulha em seu cabelo, e eu puxo seus lábios de volta para os meus. Eu o quero tanto, mas todo o seu corpo está tenso. Seu pênis está imóvel em meu canal. Minha língua separa seus dentes e dança com a sua. Soltando-o enquanto eu tento comprimir meus músculos internos em volta do seu pau. Ele rosna assim que eu aperto ao redor dele e finalmente começa a mover os quadris.
— Você vai ser minha morte.
Não, acho que vou ser seu tudo!
Eu mordo seu lábio e o puxo. Seu pau contrai dentro de mim, e com outro rosnado, ele segura meu quadril e começa a me foder.
— Ai, porra. — Eu suspiro, minha cabeça caindo para trás novamente. A dor praticamente sumiu, e tudo que sinto é sua ereção deslizando para dentro e para fora de mim a cada impulso de seus quadris. É algo primal. Como se fosse para isso que meu corpo foi feito.
Com os olhos fechados, ouço nossa respiração ofegante e o som molhado e estalado de sua foda contínua. A cada impacto, sinto meus seios balançarem, e quando abro os olhos, vejo o dele fixo neles. Sua boca está aberta, seu olhar selvagem. Ele me quer. Deus, ele me quer tanto. Um sentimento cálido floresce em meu peito. Sinto-me poderosa. Como se, finalmente, eu tivesse vencido. Eu o conquistei, e nunca vou deixá-lo partir!
— Mais forte. — Eu gemo. — Me fode mais forte.
— Não quero te machucar.
— Você não vai. — Quero que ele perca o controle. Que derrame tudo o que tem dentro de mim.
Flexionando meus músculos da boceta novamente, eu me movo contra ele a cada impulso.
— Puta que pariu, Querida. É. Porra.
Apertando meu canal ao redor dele, faço um body roll contra ele. O movimento faz com que ele perca o controle e comece a meter em mim cada vez mais forte.
Uma sensação estranha vem crescendo constantemente dentro de mim. Eu me fiz gozar centenas de vezes, mas isso parece diferente. O orgasmo não está florescendo no meu clitóris. Parece que está explodindo da minha barriga. Maior e mais explosivo do que qualquer coisa que já senti antes. Minha respiração fica entrecortada e meus membros começam a tremer e enrijecer por conta própria.
— Ai, Deus. Você está me fazendo gozar.
— Goza. Porra. Goza no meu pau.
Meu ofego fica mais e mais alto a cada impulso profundo em mim. Mordo o lábio para não acordar as crianças no quarto ao lado. Segundos antes de ser dominada pelo meu clímax, nossos olhos se encontram.
Meu, penso. Ele é meu.
E então eu gozo.
A boca dele se choca com a minha, engolindo meus gritos incontroláveis enquanto todo o meu corpo é dominado pelo prazer. Eu tremo, contorço e tenho câimbras. Puta merda. Eu nem sabia que algo poderia ser assim.
Em algum lugar no auge do meu orgasmo, sinto os impulsos dele vacilarem e seu pau pular dentro de mim. Ele rosna na minha boca enquanto arremete e goza dentro de mim. Enterrado profundamente na minha boceta contraída, ele jorra seu esperma diretamente no meu útero.
Minha cabeça pende, e meu cabelo comprido formiga minha espinha.
— Puta merda, isso foi... Isso foi — ele ofega. Incrível. Foi incrível pra caralho.
Sinto-o amolecer dentro de mim, mas ele ainda está se movendo para dentro e para fora, como se não conseguisse parar. Porra. Tenho certeza que poderia provocá-lo de novo. Poderíamos ir para outro round na cama deles.
Ambos congelamos ao ouvir a porta da frente se abrir. A esposa dele está em casa.
Após um segundo de pânico, ele pula para longe de mim, tirando seu pau coberto de sangue da minha boceta. Isso ardeu.
Olhando para baixo, entre minhas coxas abertas, uma mancha de sangue marca o balcão de mármore branco.
Ele olha para a mancha também, e seu pau está endurecendo de novo.
Eu até queria que ela nos encontrasse assim. Mas vejo em seus olhos arregalados, enquanto a ouvimos guardar as chaves e tirar os sapatos, que ele ainda não está pronto.
Pulo do balcão, entro no meu vestido e puxo-o para cima. — Pode fechar o zíper? — Levanto o cabelo e dou as costas para ele. — Vou para o quarto das crianças. Quando ela subir, digo que o bebê vomitou em você e você está no chuveiro. Limpa o sangue antes que ela entre aqui.
Ele termina de fechar o zíper, se inclina e beija meu pescoço. — Podemos fazer isso de novo?
Virando para ele, dou um beijo rápido. — Vamos. Em breve. Eu prometo.